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Tag: Olten Ayres de Abreu

O abaixo-assinado contra o estádio no Portuários continua

Ausências sentidas: Gilberto Mendes, Olten Ayres de Abreu e Carlos Roberto Escova

No primeiro dia deste ano morreu o jovem santista de 93 anos Gilberto Mendes, expressão mundial da música contemporânea, autor de obras pós-modernas como o clássico “Santos Futebol Music”. Tive o prazer de conhecê-lo em uma exibição no Sesc e seus olhos de eterno adolescente criativo brilhavam. Uma grande perda. Condolências à família e amigos.

Na semana passada morreu o advogado e ex-árbitro Olten Ayres de Abreu, forte e determinado nos seus 87 anos, aquele que atuou no jogo do Gol de Placa de Pelé; viu Zito entrar em campo e, aos berros, virar um jogo que o Santos perdia por 4 a 1; foi o árbitro da goleada de 7 a 1 que o Santos aplicou no Flamengo em pleno Maracanã e o que teve a honra de mediar o primeiro jogo no Morumbi do seu São Paulo, de quem era conselheiro vitalício. Quando ele foi presidente do Sindicato dos Árbitros, ganhei duas vezes o prêmio do Sindicato destinado ao melhor repórter esportivo de São Paulo. Não creio que eu tenha merecido. Acho que Olten me presenteou porque gostava de mim e eu o respeitava e ouvia com prazer suas histórias, algumas delas citadas no livro Time dos Sonhos. Meus sentimentos à sua mulher e aos seus filhos.

E em 20 de dezembro, em Ourinhos, morreu o humorista e grande imitador Carlos Roberto Escova, que dizia saber imitar 800 vozes. Eu não duvido, pois até a minha ele imitou, ao que o Fausto Silva replicou: “Não adianta imitar quem ninguém conhece!”. Rsss. Realmente. Quando produtor do Balancê, programa de rádio que gerou o “Perdidos da Noite”, eu trabalhava rindo das piadas do Escova. Um dia ele imitou o Papa João Paulo II e convidou uma cantora presente para passear no seu jipe, o papa-móvel. Escova era uma usina de humor, mas não conseguia decorar um script, tinha de ser tudo improvisado, do jeito dele, sem hora para acabar. Uma figura rica, pura, espontânea, uma eterna criança que tinha o dom de fazer as pessoas rirem.

O abaixo-assinado contra o estádio no Portuários continua

Entendemos que o Santos deva jogar mais na cidade de São Paulo, onde está o seu maior contingente de torcedores, e ao mesmo tempo iniciar uma campanha permanente para atrair mais associados. Enfim, é preciso aumentar substancialmente o seu faturamento voltando-se mais para os santistas de fora da cidade de Santos.

A Vila Belmiro pode ser reformada para comportar mais torcedores, não é preciso ter um novo estádio pequeno ao seu lado. O importante mesmo é construir um grande e moderno CT para a base em Santos, iniciativa que pode manter o clube como o maior revelador de jogadores do Brasil.

Por isso, assino este abaixo-assinado incluindo meu nome completo, número do RG e/ou número de associado do clube (basta escrever esses dados no campo dos comentários que depois eles serão editados na lista).

Abaixo-assinado contra o estádio para 25 mil pessoas ao lado da Vila Belmiro

Ademir Joaquim Teles, RG 20.715.269-X, Sócio 40.401.
Aderbal Pereira de Matos, RG 15181775, Sócio Rei 65841-00.
Adriano Macena Santos, RG 28.239.975-6.
Adriano Navarro da Silva, RG 49613430-9, Sócio 160688.
Affonso Parisi Junior, RG 9.633.653-5 PR.
Ailton Luiz F. do Carmo, RG 33.328.042 8.
Alan da Silva Leite, RG 44.411.708-8, Sócio 58000.
Alaudio de Souza, RG 47138361.
Alberto, Sócio 60369.
Alex Rosendo, RG 30.108.483-X.
Alexandre Silva do Nascimento, RG: MG11339159.
Alexsandro aparecido Silva, RG 27.519.726-8.
Amilton dos Santos Ferreira, RG: 53.209.103-6.
André Barros Pirovic Zanin, RG 50.614.129-9.
André Ferreira de Abreu, RG 28.697.052-1.
André Luiz Marini, RG 5.138.969-7.
André Oliveira, RG: 20574262-2, Sócio 068098.
Anselmo Narangeira Rovati, RG 42.639.865-8, sócio 58100.
Antonio Mauro de Sousa, RG 9177641-7.
Bruno Eugênio Costa, RG 340259954.
Carlos Alberto, RG 19650826, sócio 64972.
Carlos Henrique dos Santos Mendonça, RG 43.758.771-X.
Carlos Henrique dos Santos Mendonça, RG 43.758.771-X.
Cássio Henrique Mazzer, RG 14330942, sócio 0160830.
Cássio Roberto Lino, RG 27.856.831-2, Sócio Rei 74686.
Cesar Almeida, RG 16.902.957-8.
Cezar Le Petit, RG 14 474 392, sócio 76166, RG 14 474 392.
Claudio Favarin, RG 9.551.593, Sócio 14.756.
Claudio Roberto Brandalise, RG 1134028-8.
Cleber Rocha Coelho, RG 304615870, Sócio 148584.
Clodoaldo Pereira Azevedo, RG 23.306.648-2, Sócio 46.818.
Daniel Lucas, RG: 6.209.494.
Daniel Roberto Carpentieri Censi, RG 361544479, Sócio 148508.
Daniel Santos Andrioli sócio 46327.
Danilo Caio Valente Simões, RG 24.281.795-6.
Davi Cláudio Maria, RG 22.489.128_5.
Douglas M Casarini, RG 25434189-5.
Douglas, Sócio 60268.
Edilson, Sócio 60174.
Edison R E Bertoncelo, RG 25493722-6, Sócio 61027.
Eduardo Faria Igesca, Sócio: 074013.
Eduardo Santana dos Santos, 48.726.869 – 6, sócio 160952.
Eduardo Sebastiao Soares, RG 24365146-6.
Eduardo Simas, RG 6789714-9, Sócio 64375.
Eduardo Vital Barbosa da Luz, RG 1281530085.
Efigênio, RG 14 674 863-3.
Fabiano Accorsi , RG.18.502.405-1, Sócio 37.784.
Fabiano R. Lima dos Santos, RG 26304378-2.
Fabio de Souza Lima, RG 29322996X, sócio 74436.
Fabrizio Elbel, RG 29530893-x.
Fabrizio Elbel, RG 29530893-x.
Fagner Vinicius da Costa Borges, RG : 41.605.665-9.
Felipe Luis Boschi Rubinger, RG M9.307.663, Sócio Rei 53508e.
Fernando Oliveira Paulino, RG 22.539-777-8, sócio 38628.
Flavio Jose de Sousa, RG 278731284, sócio 64445.
Flavio José de Sousa, RG 278731284, Sócio 64445.
Gabriel Melo de Oliveira, RG: 13983317-08, Sócio 48471.
Gilmar Curitiba, Sócio 60355.
Glecimar de Carvalho Mól, RG 23.862.940-5, Sócio 47570.
Guilherme dos Santos Castilho Cunha, RG 35178020-8, Sócio 51653.
Guilherme Pinheiro Guedes, RG 2.746.675.
Helcius José Campeão Vale, RG 44.582.233-8.
Helio de Faria Merheb Junior, RG 9858804.
Igor Dias Bonifácio, RG: 18.878.024.
Irair Leite de Moraes, RG 5.077.784-SSP-SP, sócio 48733.
Jair Sergio de Moraes, RG 17007505-9.
Jardel Soares Fernandes, RG 34020220-8, sócio 159967.
João Eduardo da Silva de Faria, sócio 167143.
João Gustavo Lechinieski, RG 27749997-5, Sócio 41713.
Johnni Xavier Padilha, RG 10 892 965 0.
Jorge Issamu Makibara, RG 8272649.
Jose Antonio, RG 5.046,048.
José aparecido Braga, RG 503.058.169-34.
José Aparecido da Silva, RG 15.617.411, Sócio 38.784.
José Carlos Roncato Junior, RG 29.543.341-3.
José Flavio Ferreira Junior, RG 26.268.133-x.
Jose Luis de Meira, RG-3900985-4 PR.
José Maria Rodrigues, RG 25.015.608-8.
José Tenório de Aquino, RG 7.149.062-0.
Leonardo Fernandes Emiliano Silva, RG 36433341.
Luan Santos, RG 48.207.118-7.
Lucas Nascimento, RG 49.396.574-9, sócio 59517.
Lucas Pires de Freitas, RG 455918351, sócio 58658.
Luciano Rodrigues Gargel , RG 43.796.229-5, sócio 45063.
Luiz Tomaz do Nascimento Filho, RG MG-2.531.265.
Marcello Centeno, RG 08521802-25 BA , Sócio 39183.
Marcio Rodrigues Ferreira, RG 29100964-5.
Marco Aurélio de Góes Monteiro, RG 14.344.613-7.
Marcos Antonio Rosetti, RG 5.9334459-9.
Marcos C Andrade, RG 16.263.769-X, Sócio 45.968.
Marcos de Oliveira Campos, RG 25079804-9.
Marcus Eduardo Siqueira, RG 10935258 MG.
Matheus Silva Castro, RG, 29.456.399-4, sócio 053789.
Matheus Varela, RG 42.395.771-5.
Mauro M.N.Ferri, RG 16152044.
Michel Silva Santos, RG 40.486.674-8.
Monica Tenorio de Aquino, RG 32.931.392-7.
Odair José Valentin, RG: 24.796.112-7.
Odair Pinto de Oliveira, RG 17.014.092-1.
Odir Cunha, RG 5.769.731, sócio 41.487.
Otacílio José Tenório de Aquino, RG 7.149.062-0.
Paulo B, sócio 155565.
Paulo Roberto Perez Salvino, RG 3.086.909SC.
Paulo S Cabral, RG 13034869, Sócio 42904.
Pedro Carlos Pereira Neto, RG 12.993.332.
Pedro Henrique Nery da Silva, 43.994.389-9, Sócio 61842.
Pedro Henrique Nery da Silva, RG 43.994.389-9, Sócio 61842.
Pedro Okner, RG 17. 709. 669.
Plínio Tibério Pinho Ramos, RG 12.310.350.
Reginaldo Evaristo, RG 5.937.347, sócio 6012.
Renato Soares da Silva, RG 10.131.490-1.
Ricardo Sudo, RG 15674492, sócio 56837.
Roberto Dias Álvares, RG 4.139.568-0.
Rogério Eduardo B Sciamana, RG 23017108-4.
Rômulo Narciso Nunes Machado, RG 332533840.
Sérgio Alves Nicolau, RG 39.627.755-X, sócio 166176.
Sergio Elias Cardoso, RG 6.578.080-2.
Sergio Tomasoni, RG 12.722.657-6, sócio 44.033.
Silvanir, Sócio 158412.
Silvio Correia de Campos, RG 19.544.892, sócio 160513.
Tales Maciel Dos Santos, RG 1565709209.
Thiago Melo Santos, RG 30.531.749-0.
Thiago Otto Kruszieslki Bredow, RG 7.542.516-3.
Vagner Correa, Sócio 38486.
Vinícius da Silva Conde, RG 47.087.375-9.
Vinícius de Souza Costeira Leite, RG: 37.397.587-9, Sócio-Rei 56957.
Vitor Almeida, RG 42.860.633-7.
Waldomiro Jayme Filho, RG.6.785.486.
Willian Andrade, RG 10.926.436-9.
Willyan Beleze de Souza, RG 7.510.410-3.

Se você é contra o Santos passar a mandar todos os seus jogos em um estádio para 25 mil pessoas, assine este abaixo-assinado. Pode parecer pouco, mas já é um grande apoio para quem está brigando e vai brigar contra essa ideia maluca da presidência do clube.


Que ao menos a arbitragem seja neutra no Maracanã


Preciosidade histórica do pesquisador Wesley Miranda sobre a goleada de 7 a 1 que o Santos impôs ao Flamengo no Maracanã em 11 de março de 1961

O Flamengo quer lotar o Maracanã para o jogo deste domingo, às 16 horas, com tevê aberta, diante do Glorioso Alvinegro Praiano. A atração é o peruano Guerrero. Se o público alcançar 60 mil pessoas será quebrado o recorde deste Brasileiro, repetindo outras grandes audiências do confronto. O que não pode é a arbitragem vestir a camisa rubro-negra.

Digo isso porque o santista, com razão, põe as barbas de molho quando o time precisa enfrentar o Flamengo no Rio. Ele sabe que, na dúvida, o árbitro acompanhará o grito da torcida. Foi assim na final do Campeonato Brasileiro de 1983, dia 25 de maio daquele ano, quando Arnaldo César Coelho marcou obstrução numa jogada em que o zagueiro Marinho jogou Pita para fora do estádio. Daquele dia, aliás, vem o recorde de público do Brasileiro, de 155.523 pagantes.

Esse jogo sempre atrai muita gente. No Brasileiro de 2007, 87.716 pessoas (81.844 pagantes) viram a derrota do Santos por 1 a 0. Em 2013, no estádio Mané Garrincha, 63.502 pagantes testemunharam o empate sem gols, na despedida de Neymar. Mesmo no ano passado, o público não foi ruim: 37.204 pagantes assistiram à vitória santista por 1 a 0, gol de Robinho.

Para quem não sabe, eu lembro que o Santos já comemorou três títulos em jogos contra o Flamengo, no Maracanã: em 27 de março de 1963 tornou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo ao bater o rubro-negro por 3 a 0, gols de Coutinho, Dorval e Pelé, diante de 45.988 pagantes; em 19 de dezembro de 1964 sagrou-se tetracampeão brasileiro depois de um empate sem gols assistido por 52.508 pessoas, e em 6 de fevereiro de 1997, com gols de Anderson Lima e Juari, conquistou seu quinto título do Rio-São Paulo ao empatar em 2 a 2 com o Flamengo de Sávio e Romário, para um público de 70.729 pessoas.

Porém, outros confrontos entre Santos e Flamengo atraíram públicos enormes, mesmo sem valer título. Um deles, jogado em 11 de março de 1961, pelo Torneio Rio-São Paulo, tem uma história que merece ser lembrada.

Vivia-se a era de ouro do futebol brasileiro e o Santos de Pelé fazia de cada partida uma exibição inesquecível. Na rodada anterior o time havia vencido o Fluminense por 3 a 1, no mesmo Maracanã, e Pelé tinha marcado o seu Gol de Placa. Aquele Flamengo contava com alguns de seus maiores ídolos, como Carlinhos, Dida, Joel, Gérson, Babá, e uma multidão de 90.218 pessoas foram ao maior estádio do mundo naquele sábado para ver o esperado duelo contra o Santos mágico de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Mal a partida começou, entretanto, e o árbitro paulista, Olten Ayres de Abreu, percebeu que um dos bandeirinhas estava de cochichos com o banco carioca. O homem estava se revelando o maior marcador do ataque santista, pois já tinha assinalado faltas e impedimentos inexistentes de Pelé e seus companheiros. Olten resolveu conversar com o homem:

“Fui lá e o admoestei. Ele me ofendeu, disse que era militar e que se eu o importunasse ele me pegava lá fora. Ele não sabia com quem estava lidando. Eu o expulsei de campo e disse que se fosse homem poderia me esperar lá fora”, contou-me Olten anos depois.

Sem um dos bandeirinhas, Olten teve de se virar, mas, atleta que era, conseguiu acompanhar as jogadas de perto e levar a partida até o fim sem problemas. Sem nenhuma interferência da arbitragem, o jogo seguiu seu curso normal e o Santos goleou por 7 a 1. Isso mesmo, 7 a 1!
O zagueiro Bolero, que dançou sem querer, depois contou sua amarga experiência de marcar o ataque santista:

“Eu ainda não tinha botado o pé na bola e o Santos já estava vencendo por 2 a 0. Teve um gol em que eu caí sentado com o drible que o Pelé me deu. Quando eu virei, a bola já estava na rede. O time do Santos não parava de atacar. No final, não sabia mais quem era Pelé, quem era Coutinho, na velocidade eles se pareciam. Tinha também o Dorval, que ajudava a confundir ainda mais. Só sei que eles não paravam de fazer gol”.

Guerrero, Ricardo Oliveira, ou Anderson Daronco?

A imprensa carioca está querendo transformar o Guerrero em um ídolo que ele não é. Faz gol de vez em quando – menos do que Ricardo Oliveira, o santista que lidera a artilharia do Campeonato –, mas está longe de ser um craque. De qualquer forma, o nome do jogo talvez nem seja nenhum dos dois. Pelo retrospecto dessa partida, eu não me surpreenderia se a maior atração fosse Anderson Daronco, o desconhecido árbitro escalado para comandar o espetáculo.

Árbitro Fifa da Federação Gapucha, Daronco será auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP – FIFA) e Rodrigo F Henrique Correa (RJ – FIFA). Como seguidores do futebol e bons brasileiros, todos nós sabemos que em um breve apito sua senhoria e seus auxiliares podem fazer muito mais pelo Flamengo do que o Guerrero nos 90 minutos com acréscimos.

Há um interesse tão grande de que o Flamengo vença e cause alguma comoção no campeonato, que eu não me surpreenderia se o Santos fosse operado mais uma vez. Coincidentemente (?) o presidente Modesto Roma acaba de ser suspenso por 30 dias devido às suas declarações contra a arbitragem de Santos 1 x Grêmio 3, quando Geuvânio foi expulso supostamente por entrar em campo sem a autorização do árbitro.

De qualquer forma, como já preconizou o macaco velho Vanderlei Luxemburgo, há um limite até para a roubalheira. O time que quer vencer contra tudo e contra todos tem de estar disposto a marcar dois gols para valer um. Foi assim com o Santos no Brasileiro de 2004.

O técnico Dorival Junior escalou o Santos com Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, Gustavo Henrique e Zeca; Paulo Ricardo, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira e Geuvânio.

Há leitores do blog que sugeriram o recuo de Paulo Ricardo para a zaga, no lugar de Werley, entrando Thiago Maia no meio de campo. Acho factível. Não sei se seria a hora de experimentar essa mudança em um jogo de tanta responsabilidade, em que a falta de experiência pode pesar, mas é uma fórmula a ser testada.

O zagueiro Gustavo Henrique não foi bem na Seleção do Pan e agora volta ao ambiente que lhe é familiar. Vamos ver como se sai. No mais, acho que insistir na fórmula de três atacantes é uma ousadia que seria aplaudida em outras épocas, mas parece temerária nos tempos atuais, em que os adversários enchem o meio de campo com volantes.

O maior perigo de jogar com três atacantes e de ainda ter um meia ofensivo, como Lucas Lima, e mais dois laterais que avançam, é que se o adversário rouba uma bola em sua defesa, provavelmente armará um contra-ataque bastante perigoso.

Mas o Flamengo também jogará com três atacantes. Éverton substituirá Marcelo Cirino, formando o trio ofensivo com Guerrero e Emerson Sheik. Na defesa do time carioca devem voltar o goleiro Paulo Victor, os zagueiros Wallace e Samir, recuperados de lesão, e nosso conhecido Pará deve voltar à lateral direita, no lugar de Ayrton. Por falar em conhecido, no meio-campo Alan Patrick e Márcio Araújo disputam uma vaga para formarem ao lado de Cáceres e Canteros.

O ambiente psicológico será, em princípio, todo favorável ao Flamengo, mas isso poderá ser mudado se o Santos jogar com inteligência, determinação e coragem. A pressão pela vitória pode fazer o time carioca se expor demais, permitindo boas oportunidades aos atacantes santistas. De qualquer forma, espera-se que seja um grande jogo e que o senhor Anderson Daronco e seus auxiliares não interfiram no resultado.

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E você, o que espera de Santos e Flamengo, neste domingo?


FourFourTwo prova que Brasil trapaceou para vencer a Copa do Chile

Olten (foto) conta como foi o suborno ao bandeirinha

Em um ano de Copa do Mundo, o que pode ser mais relevante no jornalismo esportivo do que esclarecer pontos obscuros e polêmicos na história de uma Copa, principalmente se esta foi vencida pelo Brasil? Na verdade, nos acostumamos a protestar eternamente pelos prováveis erros contra a Seleção, mas fazemos vistas grossas aos episódios em que o Brasil foi favorecido. Isso sempre aconteceu com o Mundial de 1962, por exemplo, vencido pela Seleção Brasileira em circunstâncias suspeitas.

Ao longo do tempo foram difundidos boatos, sem que nada ficasse comprovado. Como teria sido a manobra para que o bandeirinha uruguaio Esteban Marino não comparecesse ao julgamento que fatalmente impediria Mané Garrincha, o grande craque daquela Copa, de jogar a final contra os tchecos?

Sem Garrincha na final, provavelmente Amarildo, Zito e Vavá não teriam a liberdade de marcação que tiveram para fazer os gols que deram o bicampeonato ao Brasil. E se fosse julgado pela agressão ao adversário chileno, na semifinal, certamente o lendário Mané não jogaria a decisão do título.

O homem que ouviu a confissão de subornado e subornador

Em busca de desvendar o mistério, a revista FourFourTwo chegou ao ex-árbitro, advogado e jornalista Olten Ayres de Abreu, que foi para aquela Copa como árbitro reserva, acompanhou de perto todo o imbróglio e anos depois ouviu do subornado Esteban Marino e do subornador João Etzel a confissão do crime.

A mando de dirigentes do futebol brasileiro, João Etzel não só se encarregou de oferecer 15 mil dólares a Esteban Marino – dos quais apenas 5 mil foram pagos –, como levou-o, de carro, para a Argentina, atravessando a Cordilheira dos Andes, em uma aventura que impediu o bandeirinha de testemunhar no julgamento de Garrincha. 

Na entrevista, de quatro páginas, Olten Ayres de Abreu, hoje com 81 anos, conta como foi substituído por João Etzel às vésperas da Copa e confirma os detalhes que fizeram o Brasil ganhar o Mundial nos bastidores. Sua história foi tirada das conversas que teve tanto com João Etzel, como com Esteban Marino.

Minha experiência de pesquisador não me deixa nenhuma dúvida de que a versão de Olten é a definitiva para o caso. Até a quantidade de dólares empregada no suborno é informada por ele, na entrevista que está nesta edição número 13 da FourFourTwo e será motivo de matéria amanhã no programa Esporte Espetacular, da TV Globo.

A edição que está nas bancas, com o furo

Quer ver a FourFourTwo vasculhando a história das Copas? Leia e divulgue a revista que caminha para ser a melhor de futebol no Brasil.


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