Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Pacaembu (page 1 of 28)

Continha de Porcentagem

No meio do trabalho, toca o telefone. É um amigo conselheiro do Santos. Está indignado com o presidente Modesto Roma, que aceitou passivamente a pesquisa depreciativa do Datafolha e disse não sei aonde que o Santos só tem cinco por cento de torcedores na capital. Mais uma vez Roma estava aceitando o primeiro argumento à mão para evitar jogar em São Paulo e assinar um acordo com o prefeito João Dória para fazer do Pacaembu a casa do Santos na metrópole.

– Imagine, Odir – esbravejava meu amigo –, se um grande investidor internacional está chegando ao Brasil para investir no Santos e ouve o próprio presidente do clube falando, com desdém, que São Paulo só tem cinco por cento de santistas. Justo o mercado que mais interessa aos investidores estrangeiros. Será que a Caixa, que está anunciando de graça na sagrada camisa do Santos, vai querer patrocinar um time que tem tão pouca representação no mercado paulistano? Será que esse presidente não conhece nem a quantidade de torcedores do seu time? Será que ele acha que os santistas são só aqueles nove mil, no máximo?

– Acho que é muito mais de cinco por cento – respondi – e o Datafolha está errado. Ouvir mil pessoas e achar que já mapeou as torcidas de uma cidade com 12 milhões e 40 mil habitantes é brincadeira. Mas quanto você acha que o Santos tem de torcedores na capital?

– Pô, Odir, vai dizer que você não sabe? Em 30 de março do ano passado a Pluri Stochos divulgou uma pesquisa depois de ouvir 21.049 pessoas… Eu disse vinte e uma mil e não mil, copiou? Pois é. E nessa pesquisa o Santos tinha 5,3% em toda a Região Sudeste. De lá para cá ganhou mais um Paulista, foi vice Brasileiro, semi da Copa do Brasil, teve vários jogadores na Seleção e agora tem só cinco por cento em São Paulo, a cidade com mais santistas no mundo? Ah….. Olha, em outubro de 2007, antes de ganhar a Libertadores e mais sete títulos, e antes da geração Neymar e Ganso, uma pesquisa da Placar/TNS Sports deu que o Santos tinha 14,5% da torcida de São Paulo. Reduziu quase dois terços de lá para cá? Com todo o respeito, só um animal pode acreditar nisso, seo Odir.

– Mas e se for mesmo cinco por cento? – perguntei só para provocar, pois sei que não é.

– Ah, seo Odir, tá me gozando, né? Pois eu vou lhe dizer. Sabe fazer continha de porcentagem?

– Sei, claro…

– Pois então segura aí e vai copiando, senhor Odir. Se for só cinco por cento, de um total de 12 milhões e 40 mil pessoas, já são 602 mil pessoas. E 602 mil pessoas da maior e mais rica cidade da América Latina… Sabe o que é chamado de “templo do consumo”?

– Shopping?

– Isso aí. Em São Paulo tem 52 shopping centers, senhor Odir. Aqui está a grana. Nosso Santos tem de jogar aqui, senhor Odir…

– Mas a cidade de Santos está colada a São Vicente e há ainda Praia Grande a cerca de 25 quilômetros. Só aí dá uma população de um milhão e 80 mil pessoas, das quais quase 40 por cento são santistas.

– Mas aí o senhor está recorrendo às cidades próximas, senhor Odir…

– Pode parar de me chamar de senhor.

– Quando eu fico nervoso eu chamo de senhor. Segura essa… Se é para contar as cidades próximas, então eu lhe digo que… Nem vou dizer.
Vou ler o que está aqui na Wikipédia: “Região Metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, é a maior metrópole do Brasil, com cerca de 21,2 milhões de habitantes e uma das dez regiões metropolitanas mais populosas do mundo… A Região Metropolitana de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional. A renda per capita em 2011 atingiu cerca de 38 mil e 348 reais. A metrópole detém a centralização do comando do grande capital privado, concentrando a maioria das sedes brasileiras dos mais importantes complexos industriais, comerciais e principalmente financeiros que controlam as atividades econômicas no país”. Que tal, senhor Odir?

– E quantos santistas devem ter na Grande São Paulo?

– Voltamos à continha de porcentagem. Dez por cento de 21,2 milhões dá 2,1 milhões. E se for essa miséria de cinco por cento, que não é nem matando, dá um milhão e 50 mil pessoas.

– Mas e se um estádio novo em Santos atrair o torcedor do planalto para lá?

– Odir, acorda. Se nem os maloqueiros conseguem uma média de 20 mil pessoas por jogo, com o preço médio do ingresso inferior a 40 reais, e não tem pedágio para ir para lá, como o Santos vai conseguir média de 18 mil pessoas com ticket de 85 reais?…
– 82…

– Que seja. É uma loucura. Se começar a jogar só em Santos o nosso time vai perder a torcida que tem em São Paulo e depois vai começar a perder também na Baixada. Pode escrever. É isso que muita gente quer. Que o Santos volte para a sua toca e não encha mais o saco com essa mania de ser grande. Querem que volte a jogar o campeonato santista. E esses mentecaptos que dirigem o clube fazem o jogo dos inimigos do Santos…

– Calma, calma… Onde tem de jogar, então?

– No Pacaembu, seo Odir, claro. O Athié levou décadas para tornar o Santos universal e agora vem esse filho do Roma e seus asseclas para querer que ele seja regional de novo. A cidade de Santos não tem para onde crescer, seo Odir. Bem que eu queria, pois você sabe que tenho imóveis lá. Mas a realidade é que não tem para onde crescer. Veja que na Grande São Paulo já tem seis cidades com mais habitantes que Santos. A população da cidade não vai sair disso… Não foi você quem escreveu aquele livro, “Donos da Terra”, falando da final de 1962 com o Benfica?

– Foi.

– E quantos habitantes Santos tinha em 1962?

– Quatrocentos e trinta mil.

– E quantos tem agora?

– Quatrocentos e trinta e quatro mil.

– Viu? Já se passaram 54 anos e só aumentou quatro mil habitantes. Olha, seo Odir, gosto muito de Santos, o pessoal de lá é dez, acho que é uma ótima cidade para muitas coisas, mas não para ter um grande estádio de futebol. Grandes estádios têm de ficar nas metrópoles, nos grandes centros, ou é prejuízo na certa, seo Odir.

– Mas o Santos é de Santos.

– Sei que você está falando isso para me provocar, seo Odir. Pois é uma pena que haja santistas que pensem assim. Se, no futuro, o clube erguer um estádio moderno na Zona Sul de São Paulo, vai dar a mesma média de público que os outros grandes da cidade, pois já deu muito mais e, apesar de tudo, nosso time tem mais história e apelo popular do que os outros. Não podemos deixar que apequenem o Santos, senhor Odir.

– Jamais será pequeno… Alô? Alô?

É sempre assim. Ele liga, desabafa tudo o que quer falar e desliga o telefone. E eu fico pensando no que ele falou…

E você, o que me diria em um telefonema?

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Liquidação Total dos livros em 60 dias de aniversário!

Como prometi, este blog comemorará o aniversário de 105 anos do nosso amado Santos Futebol Clube nos meses de março e abril. E nessa comemoração, para tornar a rica história santista mais acessível a todos, reduzi ainda mais os preços dos livros oferecidos na livraria do blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória, claro.

Confira os novos preços e entre na livraria para comprar para você ou para os amigos santistas, ou quase. Divulgar a história é uma forma de manter o carisma, a cultura e a visibilidade do Santos.

Veja só como os livros ficaram baratos (e todos com frete grátis)

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OS PREÇOS FINAIS SÃO ESSES AÍ, NENHUM CENTAVO A MAIS. O FRETE É POR CONTA DO BLOG. APROVEITA QUE NUNCA ESTEVE TÃO BARATO.

A PROMOÇÃO VAI ATÉ 30 DE ABRIL OU ATÉ ACABAR O ESTOQUE

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Onde o povo está

Devemos agradecer ao Red Bull Brasil por dar aos santistas da Capital e do Interior próximo a oportunidade de ver o Santos mais uma vez. Será neste domingo, às 11 horas da manhã, no aconchegante e belo Pacaembu.

Todo clube que quer consegue jogar no Pacaembu, o único que alega problemas insolúveis com a Polícia Militar é o Santos. Está mais do que evidente que o problema não é a PM e sim a profunda má vontade dessa diretoria com o santista que não mora em Santos.

Como Renato não jogará, será uma boa oportunidade de assistir ao meio-campo do Santos com uma nova formação. Ricardo Oliveira, com uma caxumba braba, também ficará de fora, dando nova oportunidade para Rodrigão, Thiago Ribeiro ou outros que possam ser escalados no ataque.

O Santos foi o time que mostrou o melhor futebol na primeira rodada do Campeonato Paulista e, ao menos para quem gosta de futebol bem jogado e bonito, é a equipe a ser assistida no Estadual. Não acredite quando boa parte da imprensa quer transformar times e jogadores medíocres naquilo que não são.

O Pacaembu é o caminho natural de crescimento do Santos e toda oportunidade de jogar nele deve ser aproveitada pelos santistas. Sabemos que se depender da gestão atual o time volta para o casulo e de lá não sai mais, perdendo dinheiro com arrecadações de jogos, novos associados, patrocínios e merchandisings.

E se você, sócio do Alvinegro Praiano, concorda que o Santos deve jogar mais vezes no Pacaembu, prepare-se desde já para votar nas próximas eleições presidenciais do Santos, a serem realizadas no final deste ano. Para isso, mantenha suas mensalidades, ou anuidades em dia.

Caso você seja um dos milhares de inadimplentes que abandonaram o clube por falta de motivação pessoal e de atenção da diretoria, peço que faça um esforço e deixe suas taxas em dia para que possa votar.

O clube está sugerindo aos inadimplentes que esqueçam as dívidas e se tornem associados novamente. Parece bom, mas com isso o inadimplente perde o direito de votar, e como a maioria dos inadimplentes é de fora de Santos e quer o Santos jogando mais vezes na Capital e mesmo no Interior, a estratégia favorece a gestão regional que hoje comanda o clube e prefere que ele arrecade menos, mas continue sobre o seu poder.

Vá domingo ao Pacaembu, acompanhe mais um bom jogo desse bom time do Santos e testemunhe como é gratificante assistir a uma partida do Glorioso Alvinegro Praiano com mais de 15 mil pessoas no estádio, o que nunca ocorre quando o time joga na querida Vila Belmiro.

E você, o que acha disso?

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Gostei muito de escrever, em parceria com o amigo Ricardo Lay, o livro “Guga, imagens de uma vida”, com fotos do arquivo pessoal do nosso grande campeão de tênis e informações especiais. Um belo livro, obra do diretor de arte Bruno Ataíde Menezes, com coordenação de José Eduardo de Moura e impresso pela caprichosa editora Magma Cultural.
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O futuro leva ao Pacaembu

Apresentação de quatro jogadores contratados, estreia do novo uniforme, exposição da maior bandeira do mundo e a grande possibilidade de estabelecer um invejável recorde de 16 vitórias consecutivas no Pacaembu: todas essas atrações esperam o torcedor santista que for ao estádio paulistano neste sábado assistir a Santos e Kenitra, de Marrocos, a partir das 18h30.

Será uma ótima oportunidade de apreciar, em seu primeiro jogo oficial, os atacantes Kayke e Vladimir Hernández, o lateral-direito Matheus Ribeiro e o volante Leandro Donizete. Outro contratado, o zagueiro Cleber, está machucado, e Bruno Henrique, o mais recentemente contratado, viajará para a Alemanha a fim de resolver problemas pessoais. Ele deve ser apresentado na segunda-feira.

Quem quiser comprar a nova camisa poderá fazê-lo em uma loja móvel instalada em um caminhão, resultado de uma parceria entre a Santos Store e a Truckvan.

Tratar um jogo de futebol como um evento é um dos planos do gerente de marketing Eduardo Rezende para este ano. Tomara que ele consiga.

A voz do torcedor

Já cansei de dizer que o torcedor do Santos, muitas vezes, tem uma visão ainda mais aguçada até do que muitos jornalistas que falam do Santos. É o caso de Sérgio Castro Junior, que acaba de me enviar um e-mail que dispensa apresentações. Ele diz tudo sobre essa desculpa usada pela atual direção do clube para impedir o Santos de jogar mais vezes no Pacaembu.

Bom dia caro Odir!

Ontem à noite fiquei por horas debatendo com amigos do blog Santos Total a importância, inclusive por você ressaltada, do Santos FC jogar no Pacaembu.

Muito dos amigos, assim como Modesto e seus pares, justificam o veto da Policia Militar como fator principal da ausência de jogos na Capital.

Meu caro, gostaria muito que fizesse as seguintes perguntas para aqueles que defendem essa tese furada:

– Há quatro anos e por muito tempo, a Capital também abrigava a Portuguesa, e não me recordo da PM vetar jogos do time do Canindé. E que não venham com a desculpa de que a Lusa tem uma torcida pequena, pois mesmo com a média de três mil por jogo requer ação do efetivo da PM.

– No Rio de Janeiro, cidade com problemas de violência mais acentuados do que a Capital paulista, se abriga quatro grandes torcidas. Quando dois grandes jogam no Rio na mesma rodada, um joga no sábado, outro no domingo, e outros dois jogam fora do Rio. Sempre foi assim, sendo de quarta e quinta também.

– Recordo o período em que o Santos ficou um ano ou mais longe da falida Vila Belmiro. Nos anos de 1996 e 1997 mandou seus jogos no estádio do Ibirapuera, na Capital, e sempre com ótimos públicos. E nesses anos a Portuguesa também jogava na Capital e tinha um belo time e disputava títulos.

– Ano passado, tivemos o Flamengo mandando jogos no Pacaembu, um inclusive no mesmo dia do jogo do Santos e Santa Cruz, e com grandes públicos, sendo Flamengo um grande rival dos clubes de São Paulo.
Portanto, caro Odir, penso que a tese de veto da PM é pregada por Modesto e seus pares para manterem distância do Pacaembu.

Sinceramente isso nunca me convenceu e se um representante da PM me dissesse que veta o Santos na Capital, eu lembraria os quatro tópicos acima e ainda citaria o exemplo de Buenos Aires, que abriga seis grandes torcidas (Boca, River, San Lorenzo, Velez e pertinho dali, em Avellaneda, Racing e Independiente), todas dentro de um raio de 30 quilômetros.

Gostaria muito que respondesse sobre isso, caro Odir, e que fizesse esses mesmos questionamentos no conselho e na imprensa.

Saudações alvinegras!

Sérgio Castro Junior


E você, o que acha disso?

Clique sobre estas duas linhas para ver como a coisa funciona no primeiro mundo do futebol, no texto do mestre Amir Somoggi.

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Novo estádio em Santos?

O presidente Modesto Roma continua insistindo na ideia de o Santos ter um novo estádio em sua cidade. Como o projeto da arena no terreno do Portuários foi barrado, unanimemente, pelos conselheiros da Portuguesa Santista, Roma agora quer fazer uma parceria com o Jabaquara para erguer o estádio santista onde fica o tradicional Caneleira, do Jabuca.

Toda ideia empresarial, em princípio, é válida, e pode ser concretizada desde que estudos prévios e um bom planejamento comprovem que ela tem possibilidades reais de sucesso. Do contrário, o empreendimento terá grande possibilidade de se transformar em uma fonte de grande prejuízo. No caso de um novo estádio de futebol na cidade de Santos, nada indica que o mercado local comporte mais um, ou que atenda aos interesses do Santos.

A primeira informação que se tem hoje, de concreto, é a frequência da Vila Belmiro, que em 2016 não chegou a 10 mil pessoas por partida. Em 34 jogos com seu mando de campo o Santos alcançou a média de 10.469 pagantes, mas nesse total estão incluídos os jogos no Pacaembu, que atraem um público bem maior do que no Urbano Caldeira.

Porém, como a Vila Belmiro reduziu sua capacidade, pesquisei o ano de 1962, considerado o melhor em toda a história do clube, pois nele o Santos ganhou todos os títulos oficiais que disputou. Nele o time jogou uma final de Copa Libertadores no Urbano Caldeira, além de jogos importantes do Campeonato Paulista, que lhe deram o tricampeonato estadual.

Em 1962, ano do seu cinquentenário, o Alvinegro Praiano realizou 26 jogos no Urbano Caldeira, entre oficiais e amistosos. Seu recorde de público ocorreu no dia 2 de agosto, pela final da Libertadores, em que perdeu para o Peñarol por 3 a 2. Naquele dia, 23 mil pessoas se apertaram para testemunhar o título sul-americano, que viria com um empate, mas não veio e só foi conseguido na terceira partida, em Buenos Aires, quando o Santos venceu por 3 a 0.

Pois bem. Naquele ano mágico de 1962, em que era considerado o melhor time do mundo e tinha o lendário ataque Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, o Santos teve a média de público, em jogos na Vila Belmiro, de 11.923 pessoas. Uma curiosidade: no primeiro jogo no estádio, após a conquista do título mundial, com todas as feras em campo, o público foi de 7.600 pessoas.

A conclusão que se chega, ao estudar a média histórica de público dos jogos do Santos em Santos, é que esperar uma média superior a 18 mil pessoas, como seria o necessário para se pagar, em décadas, a arena no Portuários, seria uma grande temeridade, quase um loucura. E ainda haverá o agravante do preço médio dos ingressos.

Infelizmente o País passa por um crise de empregos e salários, e a Baixada Santista não é exceção. Ao contrário. O cancelamento das operações do pré-sal frustrou a economia da região. No final de 2016 a a crise econômica atingiu em cheio o Porto de Santos, que demitiu 10 por cento, ou 1.500 dos seus 15 mil empregados. Outra empresa que gera muitos empregos na cidade, a Cosipa, também está em má situação. O sucesso de um estádio na cidade teria de se basear em uma grande frequência dos santistas de fora da Santos, mormente de São Paulo. Porém, os custos da viagem, somados aos dos ingressos, mais caros do que o normal, não permitem boas perspectivas.

Sem os mais elementares estudos prévios, o negócio seria fechado unicamente pelo feeling e pela vontade do presidente Modesto Roma, que, entretanto, não tem se mostrado um empresário bem sucedido em suas ações individuais.

Como já foi dito inúmeras vezes, a solução do problema “média de público” do Santos passa, obrigatoriamente, por mais jogos no Pacaembu – alternativa que tem sido descartada pelo presidente Roma simplesmente por motivos políticos, pois sabe que os santistas da capital nutrem grande rejeição pelo seu nome. Parece que ao menos nesse ano eleitoral de 2017 esse quadro mudará. Porém, ao anunciar um novo estádio, agora no terreno onde fica o Caneleira, do Jabaquara, Roma mostra que não desistiu de sua onerosa fantasia.

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