Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Palmeiras (page 1 of 38)

Do céu ao inferno em 3 min


Santos sofre outra virada na Vila vazia

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Os jornalistas Bruno Freitas e Renan Prates estão lançando uma campanha de venda antecipada para lançar o livro “20 Jogos Eternos do Santos”.

Para este livro foram consultados os santistas da mídia Ademir Quintino, João “Canalha”, José Roberto Torero, Marcelo Tas, Odir Cunha, Paulo “Morsa”, Vladir Lemos e Xico Sá.

Não está caro participar e com 36 reais já dá para garantir um exemplar. Como sempre digo, a história é o bem mais precioso do Santos e tudo o que for feito para preservá-la tem o meu apoio.

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Do céu ao inferno em 3 minutos

Até os 39 minutos do segundo tempo o Santos vencia o Palmeiras por 1 a 0, mantinha o longo tabu de não perder para o rival na Vila, assumia a liderança de seu grupo e caminhava para mais uma fase final de Campeonato Paulista, competição da qual participou das últimas oito finais. Porém, em três minutos tudo mudou. Em duas avançadas pela direita o adversário achou dois gols e ganhou o jogo. O que essa derrota significa?

Além da frustração enorme que ela provoca no torcedor santista, não dá para ignorar algumas constatações óbvias, quais sejam:

Um time não pode perder tantos gols como o Santos perde. Concretizasse metade das chances criadas e a vitória estaria garantida, mesmo sofrendo os dois gols no final. Falhas como a de Vitor Bueno, que furou embaixo das traves, e mesmo do experiente Ricardo Oliveira, não são suficientes para que sejam substituídos?

Um sistema defensivo não pode ser tão vulnerável sempre que pressionado. Bastaram três minutos de alguma pressão do adversário para a defesa do Santos sofrer dois gols infantis. As duas jogadas do Palmeiras foram feitas pelo lado esquerdo da defesa alvinegra, que este ano, assim como a lateral direita, está sendo um convite ao contra-ataque adversário.

Mais uma vez ficou provado que a Vila Belmiro não faz milagres, nem no campo, nem nas arquibancadas. Apenas 8.742 pessoas pagaram para ver um dos clássicos mais valorizados do momento, no qual o Santos sofreu a sua terceira derrota no Urbano Caldeira neste Estadual, duas delas de virada. Enfim, perdeu-se em todos os sentidos. Este Paulista está punindo o Santos por deixar de jogar no Pacaembu, onde está invicto há 17 jogos e atrai públicos bem maiores. A renda também foi modesta, de apenas R$ 355.840,00.

Sei que uma derrota como esta faz o torcedor pedir a cabeça de meio mundo. Sou torcedor também, mas minha profissão me ensinou a ser um pouco mais comedido. Nem tudo está errado em um time que dominou o jogo e mereceu até uma vantagem maior até os 39 minutos do segundo tempo. Então, a solução é extirpar o que é ruim e deixar o que é bom. Mas o que é um e o que é outro?

Imagino que em um primeiro momento, só para se falar de jogadores, eu firmaria Bruno Henrique e Vladimir Hernández como titulares. Veria também substitutos para Zeca e Victor Ferraz, ou os impediria de avançar tanto, principalmente depois que o resultado já estivesse favorável. Quanto a Vladimir, sacar um goleiro por uma falha é um tanto cruel, até porque ele fez outras grandes defesas durante o jogo, mas se não está inspirando confiança no time, aí não tem jeito.

Imagino que Dorival Junior será execrado depois dessa derrota e há motivos para isso, mas acho que a postura da equipe depois do gol se deveu também à acomodação de alguns jogadores. Que o técnico não tem pulso, que demonstra séria dificuldade de fazer as substituições nos momentos certos, todos nós sabemos, mas a responsabilidade por esse fracasso deve ser dividida entre ele e seus pupilos. Faltou um líder, ou líderes em campo.

Se há aspectos positivos neste revés, um deles é que o Paulista não acabou e ainda é possível obter a classificação. Outra boa notícia é o desempenho de Bruno Henrique, que ganhou a posição de Copete – da mesma forma que Vladimir Hernández deve ganhar o lugar do instável Vitor Bueno. A falha do goleiro Vladimir confirmou o que muitos acham dele: que defende bolas difíceis e coloca outras, fáceis, para dentro do seu gol. Vanderlei precisa ter um reserva mais regular.

Por fim, a vitória fará boa parte da mídia esquecer que o Palmeiras foi dominado pelo Santos e acarretará muitos elogios ao técnico Eduardo Baptista. Isso chega a ser bom, pois o alviverde não é nada disso e ganhou em uma bamba incrível. É pouco provável que tenha a mesma sorte da próxima vez.

Santos 1 x 2 Palmeiras
Vila Belmiro
Público: 8.742 pagantes. Renda: R$ 355.840,00
Santos: Vladimir, Victor Ferraz (Matheus Ribeiro), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Rodrigão) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Hernandez), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Edu Dracena, Yerry Mina e Zé Roberto (Willian); Felipe Melo; Keno (Roger Guedes), Tchê Tchê, Guerra (Egídio) e Dudu; Borja. Técnico: Eduardo Baptista.
Gols: Ricardo Oliveria aos 29, Jean aos 39 e Willians aos 42 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, todos de São Paulo. (SP)
Cartões amarelos: Felipe Melo e Jean.

E você, o que acha disso?

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O Clássico dos Clássicos


Em 2015, um massacre que resultou em um magro 2 a 1.

Santos e Palmeiras fazem o clássico mais importante do futebol brasileiro dos últimos anos. Não só estão jogando melhor e têm os melhores jogadores, como disputaram o último título brasileiro, a final de Copa do Brasil de 2015 e dois jogos decisivos nos dois mais recentes Campeonatos Paulistas. Como ambos têm a tradição de buscar o futebol bem jogado e já foram chamados de “academias” pelo estilo bonito e elegante de jogar, esse confronto deve ser chamado de “O clássico dos clássicos” e nunca de “o clássico da saudade”, expressão que não quer dizer nada e não corresponde à verdade, pois o clássico mais antigo de São Paulo é Santos e Corinthians, jogado pela primeira vez em 22 de junho de 1913, no antigo campo do Parque Antártica e vencido pelo Santos por 6 a 3, com dois gols de Adolfo Millon e dois de Arnaldo Silveira.

A primeira partida entre Santos e Palmeiras, na época chamado de Palestra Itália, ocorreu em 7 de outubro de 1915, no campo do Velódromo, em São Paulo, e o Alvinegro Praiano goleou por 7 a 0, com três gols do centroavante Ary Patusca. Doze anos depois, em 1927, decidiriam o título paulista na Vila Belmiro, e mesmo jogando pelo empate para conquistar seu primeiro título estadual, o Santos perderia por 3 a 2, em uma atuação facciosa do árbitro Anthero Molinaro, ligado às hostes palestrinas.

Em 1950 o Santos ficou a apenas um ponto do Palmeiras, campeão paulista, e esse pontinho deu ao rival a oportunidade de disputar a Copa Rio, em 1951, que os palmeirenses consideram seu primeiro título mundial. A partir de 1959 até 1969, período que considero a fase de ouro do futebol brasileiro, o Santos dominou o futebol nacional e, em São Paulo, só não obteve 11 títulos consecutivos porque o Palmeiras conseguiu furar a sequência em 1959, 1966 e 1969. É por isso que, com orgulho, os palmeirenses dizem que seu time foi o único que conseguiu rivalizar com o Santos de Pelé.

Nas competições que revelaram os primeiros campeões brasileiros, o maior duelo também reuniu santistas e palmeirenses. O Santos obteve seis títulos e o Palmeiras quatro. Defendi com orgulho e prazer a legitimidade dessas conquistas no “Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959” e me lembro bem que um dos inócuos argumentos usados contra a unificação era a de que esses times outrora campeões não eram mais tão importantes para o futebol nacional e se apegavam ao passado para conseguir alguma evidência.

Pois na mesma época o Fluminense foi campeão brasileiro, o Cruzeiro também e, no ano passado, o Palmeiras. Quanto ao Santos, foi além ao conquistar sua terceira Copa Libertadores em 2011; o Bahia voltou à Série A e o Botafogo vive sua melhor fase desde há muitos anos. Seis grandes clubes brasileiros, sem dúvida alguma.

Mesmo sem Pelé, 9 a 6 para o Santos

Com relação às disputas do Campeonato Paulista, desde 1974, quando Pelé parou, o Palmeiras conseguiu seis títulos: 1974, 1976, 1993, 1994, 1996 e 2008. No mesmo período o Santos ergueu nove vezes a taça: em 1978, 1984, 2006, 2007, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2016. Seis conquistas em 11 anos é um feito extraordinário e representa uma das hegemonias mais marcantes nesse que é o campeonato regional de melhor nível técnico e mais importante do País. No momento, os dois times estão empatados com 22 títulos paulistas cada um.

Tabu na Vila

Como bem lembrou o companheiro Paulo Vinicius Coelho, o Palmeiras não vence na Vila Belmiro desde 2011, período em que sofreu nove derrotas e só conseguiu dois empates.

Minha previsão

Considero as equipes que jogarão o clássico neste domingo, a partir das 18h30m, na Vila Belmiro, as duas mais bem ajustadas do futebol brasileiro no momento, apesar de seus técnicos estarem na berlinda: tanto Dorival Junior como Eduardo Baptista estão sendo contestados por boa parte dos torcedores de seus times e uma derrota, ainda mais acachapante, poderá colocá-los no olho da rua. Creio que Baptista, por ser menos experiente na profissão e estar há menos tempo no clube, corre risco maior.

Em campo, prevejo uma partida mais tensa do que deveria ser – pela situação delicada dos técnicos e pelo recente acirramento da rivalidade entre as equipes –, mas mesmo assim vislumbro jogadas de alta técnica, pois as duas equipes têm jogadores capazes disso, tais como os santistas Renato, Victor Bueno, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, e os palmeirenses Zé Roberto, Tchê Tchê, Dudu e Borja.

Quanto ao resultado, creio que a lógica deva apontar vitória do Santos ou empate. Mesmo considerando que os jogadores se equivalem, a verdade é que o Santos está mais entrosado e, acredito, chegará mais vezes ao gol de Fernando Prass.

O Santos deve iniciar a partida com Bruno Henrique e Vitor Bueno, mas creio que no segundo tempo Copete e Vladimir Hernández substituirão a esses dois. Nas zagas, destaco Lucas Veríssimo, que se saiu muito bem contra o Strongest no meio da semana. Do lado palmeirense, lembro que o veterano Edu Dracena, jogando na sobra, continua titular ao lado de Mina. A briga no meio será dura e o Palmeiras deverá colocar cinco jogadores por ali. Só Renato, Thiago Maia e Vitor Bueno não darão conta do setor, por isso mesmo Lucas Lima deverá recuar e os laterais Zeca e Victor Ferraz deverão fortalecer o setor.

Porém, desde que o Palmeiras recue, o Santos poderá assumir a posição de que mais gosta, que é avançar suas linhas e trocar bolas na intermediária do adversário até que surjam as oportunidades de gol. Acredito que essa será a configuração mais comum na partida.

Times prováveis

Santos: Vladimir, Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato e Thiago Maia; Vítor Bueno, Lucas Lima e Bruno Henrique; Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior. Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo; Michel Bastos, Guerra, Tchê Tchê e Dudu; Borja. Técnico: Eduardo Baptista.

E você, o que espera do Clássico dos Clássicos?

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Análise da micro pesquisa

pesquisa no largo Treze
DataOdir: eu e o flamenguista Laercio Mattos no Largo Treze

Como sabem, convoquei voluntários e nessa terça-feira, 7 de março, às 10 horas da manhã, marquei de fazermos uma pesquisa sobre torcidas de futebol na Zona Sul de São Paulo, ouvindo transeuntes adultos do sexo masculino que passassem pelo Largo Treze, em Santo Amaro, mais propriamente no calçadão da rua Capitão Tiago Luz, que dá no Largo Treze. Como oito voluntários confirmaram, imaginei que conseguiríamos ouvir no mínimo 100 torcedores, o que daria uma ideia das preferências dos habitantes adultos e masculinos da Zona Sul da cidade.

É claro que ouvir apenas 100 pessoas de um universo dos 2.252.000 habitantes que compõem a população da Zona Sul da cidade é muito pouco e, acredito, está longe de se aproximar da “pesquisa científica”. Diante de tema tão diversificado, creio que uma pesquisa fidedigna deveria consultar, no mínimo, 1% do público total. No caso da cidade de São Paulo, que tem um pouco mais de 12 milhões de habitantes, o ideal seria saber a opinião de, no mínimo, 120 mil pessoas e, no caso da Zona Sul da cidade, de 22.500.

Porém, todas as “pesquisas científicas” das quais tomamos conhecimento passam muito longe dessa margem mínima. E mesmo que não se pense em míseros 1%, mas em 0,1%, ainda precisaríamos ouvir 12 mil pessoas para ter uma ideia mais precisa da divisão de torcidas na cidade e 2.250 pessoas na Zona Sul.

Sabemos que no começo de fevereiro o Instituto Datafolha divulgou uma pesquisa de torcidas que mereceu amplo destaque de um conhecido blogueiro corintiano do UOL. Porém, abaixo do gráfico, em letras minúsculas, é possível ler que foram ouvidas apenas 1.092 pessoas. Ora, em uma cidade de mais de 12 milhões de habitantes, com nichos de torcedores espalhados por centenas, milhares de focos diferentes, consultar o correspondente ao número de pessoas de uma rua e sair alardeando o resultado em manchetes garrafais só pode ser coisa de maluco, ou de muito fanático. E não desconfiar do resultado absurdo de alguns números não é coisa de profissional sério.

Pois bem. Não sou o Datafolha, mas sou honesto e não aceito receber para fazer pesquisas. Então, às 9h50 estava lá no ponto combinado. Quase todos que disseram que iriam, não foram. O Tiago Maestre foi, mas se desencontrou. Então, 15 minutos depois que eu havia começado a enquete, surgiu o Laercio Mattos, que é flamenguista e tinha de ir embora às 11 horas, mas veio dar uma força e ganhar um exemplar do Time dos Sonhos de presente.

O plano foi só ouvir adultos masculinos, os que compõem a maior parte do público que vai ao estádio e acompanha o futebol. E também era essencial que o entrevistado morasse na Zona Sul. Também não era para ouvir gente parada, que trabalha nas lojas ou na rua. Só transeuntes. Foi o que fizemos.

As perguntas eram simples e rápidas, pois ninguém quer perder tempo com enquetes. Pensei em distribuir balas ou chocolates aos entrevistados, mas acabei não comprando as guloseimas e nem sei se daria resultado, pois muitos nem olham para você quando percebem que há uma prancheta na sua mão. Muitas respostas só consegui acompanhando a pessoa, andando ao seu lado para que não perdesse tempo.

As perguntas foram pensadas para serem respondidas em 30 segundos: nome (só o primeiro), idade, bairro em que mora, gosta de futebol, se gosta para que time torce, quantas vezes vai ao estádio. Pronto. Só com essas informações dá para se chegar a conclusões interessantes.

São Paulo lidera, Santos e Palmeiras estão empatados

Com 26,4% do total o São Paulo foi o time mais votado por homens adultos moradores da Zona Sul . Em segundo lugar, com 20,5% ficaram os que não gostam de futebol e não torcem para time algum. O Corinthians apareceu em terceiro, com 17,6%, e Santos e Palmeiras ficaram empatados em quarto, com 14,7% cada. Flamengo e Ceará ficaram com 2,9% cada um.

Santistas são mais fanáticos

Todos os santistas afirmaram que gostam de futebol e 60% deles costumam ir ao estádio ao menos uma vez por ano.

Por outro lado, nada menos do que 33% dos são-paulinos disseram que “não gostam muito” de futebol e não vão ao estádio. Porém, 44% dos que se disseram tricolores vão ao estádio e 22% costumam ir mais de cinco vezes por ano.

Dos que se declararam corintianos, nenhum costuma ir ao estádio e 16,6% disseram que não gostam muito de futebol. No caso dos palmeirenses, 20% não gostam muito de futebol e só 20% costumam ir ao estádio.

Análise dos resultados

O Brasil tem dezenas de times com um bom contingente de torcedores. O que se percebe, participando de uma enquete dessas, é que em uma cidade cosmopolita como São Paulo as variáveis são enormes. Percebam que por essa micro pesquisa o Ceará teria a mesma quantidade de torcedores que o Flamengo na Zona Sul de São Paulo, o que sabemos que não é verdade. Porém, até quantos torcedores devem ser ouvidos para que a pesquisa se torne realmente abrangente e fidedigna? Essa é a grande questão.

Creio que se usarmos a mesma metodologia, com uma dezena de voluntários em cada ponto movimentado das quatro regiões da cidade, mais o centro, teremos uma pesquisa que talvez não seja tão científica quanto outras, mas talvez seja mais honesta e menos dirigida.

Números de votos da Micro Pesquisa
São Paulo – 9 votos
Não gostam de futebol – 7 votos
Corinthians – 6 votos
Santos – 5 votos
Palmeiras – 5 votos
Ceará – 1 voto
Flamengo – 1 voto

Não gostam muito de futebol
São-paulinos – 3 votos
Corintianos – 1 voto
Palmeirenses – 1 voto

Vão ao estádio de uma a cinco vezes ao ano
Santistas – 3 votos
São-paulinos – 2 votos
Palmeirenses – 1 voto

Vão ao estádio de cinco a dez vezes ao ano
São-paulinos – 2 votos

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O milagre só ficou maior

O único time que pode tirar o título do Palmeiras é o Santos. E por mais que seja improvável, não é impossível. Em ascensão, a Chapecoense atropelou o São Paulo (2 a 0) e tem grandes chances de terminar o Brasileiro no G6, classificando-se para a Libertadores. Virá à arena para vencer o Palmeiras, e pode conseguir o resultado naturalmente. Na última rodada , o Vitória, que goleou o Figueirense por 4 a 0, também precisará vencer o Palmeiras para continuar na Série A, outro resultado totalmente plausível.

Por mais que sofrer o gol de empate em cima da hora seja ruim, o Santos não foi tão mal no empate de 2 a 2 com o Cruzeiro, e com alguns ajustes e mais determinação e personalidade, poderá vencer o Flamengo, no próximo domingo, no Maracanã. O time carioca tem um bom ataque, mas sua defesa deixa muito a desejar, como mostrou no empate de 2 a 2 com o Coritiba. Passando pelo rubro-negro, na última rodada o Santos tem tudo para vencer bem o América Mineiro, na Vila.

Com o empate do Atlético Mineiro com o Santa Cruz, por 3 a 3, o Santos já tem um lugar garantido entre os três mais bem classificados do campeonato, o que significa uma vaga na fase de grupos da Libertadores, e um empate com o Flamengo praticamente o deixará na segunda posição este ano, o que não conseguia desde 2007. De qualquer forma, recuso-me a aceitar menos do que a luta pelo título até o último segundo.

Enquanto o Santos virou o jogo contra o Cruzeiro, porém, mesmo com um jogador a mais, tomou um gol de bola parada, em cima da hora, com o adversário em claro impedimento, o Palmeiras ganhou mais uma partida apertada, por apenas 1 a 0, diante de um Botafogo que também teve as suas chances, assim como havia ocorrido contra o Sport e o Internacional. Só que a Chape está jogando melhor do que esses três citados e tem tudo para fazer um jogo igual contra o líder, mesmo na capital paulista.

Quanto ao Santos, fará seu jogo do ano contra o Flamengo, no Maracanã – na verdade, o grande jogo dessa fase final do Brasileiro, pelo nível dos rivais e por valer, no mínimo, a disputa pelo segundo lugar, que dará R$ 10,7 milhões ao campeão, R$ 3,4 milhões a mais do que ao terceiro colocado. Algo me diz que será um grande jogo.

Clássico do futebol brasileiro, uma partida motivadora dessas deve extrair o melhor de cada jogador santista. Acredito que os destaques do time brilharão. Gostei muito de Ricardo Oliveira, autor dos dois gols, diante do Cruzeiro. Pena que Lucas Lima, o outro jogador diferenciado da equipe, não tenha mostrado tudo o que sabe. Copete e Zeca dessa vez não foram tão bem, mas Thiago Maia e Renato tiveram um bom rendimento.

É claro que é impossível, nessa hora, não lembrar de pontos bobos jogados fora contra o lanterninha América Mineiro (3 pontos), o rebaixado Figueirense, na Vila Belmiro (3 pontos), os reservas do Grêmio, na Vila Belmiro (2 pontos) e ao menos um empate naquele jogo em que o Santos foi garfado contra o Internacional (1 ponto), o que permitiria ao Glorioso Alvinegro Praiano até perder para o Flamengo e depois comemorar o título com uma vitória sobre o América de Minas, na última rodada.

De qualquer forma, como já escrevi antes, acredito que os deuses do futebol escrevem certo por linhas tortas e dessa vez querem forjar um campeão brasileiro mais espetacular do que nunca. Sim, o esforçado Palmeiras pode perder os dois jogos que lhe faltam, o Santos pode vencer os seus dois e poderemos ter o campeão mais fantástico de todos os tempos. Seria justo. Acreditemos.

Até agora Chapecoense e Palmeiras se enfrentaram cinco vezes, com duas vitórias para cada lado e um empate. A maior goleada foi essa que posto abaixo. Nem precisa ser tudo isso domingo...


dossie - imprensa

Um dos dois será Eneacampeão Brasileiro!

E com justiça. Boa parte de seus títulos foram conquistados na Era de Ouro do futebol brasileiro, entre 1958 e 1970, quando, em 12 anos, o Brasil foi três vezes campeão mundial.

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Copete quer a taça. E você?

Empolgante a maneira como o colombiano Jonathan Copete se entregou à luta contra o Vitória. Fez dois gols, sofreu um pênalti e criou muitos lances de perigo. Ele não é um craque, mas é essa garra que pode levar o Santos ao título brasileiro deste ano. Sim, o título brasileiro, acredite!

Contra um Vitória franco atirador, o improvisado sistema defensivo do Santos se mostrou inseguro e errático. Yuri foi mal como zagueiro, Dorival quis dar emoção ao final colocando Elano e Léo Cittadini e por pouco três pontos garantidos viraram um. Porém, com o triunfo santista por 3 a 2 e o empate do Palmeiras, diante do Atlético Mineiro, em 1 a 1, o título ainda está em aberto e ficará com o time que tiver mais frieza, determinação e coragem.

Li comentários de santistas que entregaram a toalha porque o Atlético Mineiro não venceu o Palmeiras. Ora, o Atlético está na final da Copa do Brasil e poderia ter usado reservas no Brasileiro, como o Santos fez no ano passado, e fatalmente teria perdido, aí sim deixando o campeonato à mercê do Palmeiras. Porém, teve hombridade e, com o empate, aproximou mais o Santos do Palmeiras do que se pode imaginar.

Em número de vitórias, Santos e Palmeiras estão empatados, com vinte e uma cada. Em gols sofridos, também empatam, com 31. Nos gols marcados, a vantagem palmeirense é de apenas dois (58 contra 56 do Santos). Em suma, os times têm rendimentos muito parecidos. A maior diferença são esses quatro pontos que, no entanto, não representam uma vantagem definitiva.

Digo isso porque nos jogos mais recentes o Santos vem tendo um rendimento melhor do que seu rival. Enquanto, em suas últimas três partidas, o Santos venceu o próprio Palmeiras, na Vila Belmiro, por 1 a 0, derrotou a forte Ponte Preta, em Campinas, por 2 a 1, e agora passou pelo Vitória por 3 a 2, o Palmeiras perdeu do Santos, ganhou a duras penas do Internacional, por 1 a 0, e agora empatou com o Atlético Mineiro. Há um declínio visível no desempenho palmeirense.

E, por uma má coincidência para o alviverde, seus três últimos compromissos serão contra times que ainda têm o que esperar do campeonato: o Botafogo vem a São Paulo pensando na vitória, pois quer garantir uma vaga na Libertadores; a Chapecoense tem um time arrumadinho, está na melhor fase de sua história e também tem planos de ficar no G6, e, por fim, o Vitória, em sua casa, lutará até o último minuto pela vitória que poderá salvá-lo do rebaixamento.

Não me espantarei se o Palmeiras não conseguir vencer nenhum dos três jogos que lhe restam. O time tem sido o retrato de seu técnico e está à beira de um ataque de nervos. Porém, nem precisará empatar os três jogos. Basta que tenha dois empates e uma vitória para permitir que o Santos, com três vitórias, seja o campeão. E essa não é a única fórmula que pode decidir o título para o Alvinegro Praiano…

Digamos que o Santos vença o Cruzeiro, em Belo Horizonte; empate com o Flamengo, no Rio, e, obviamente, vença o rebaixado América Mineiro na Vila Belmiro. Fará mais sete pontos. Nesse caso, o Palmeiras só poderá marcar três pontos nos três jogos que lhe restam – apenas um a menos do que marcou nos seus três jogos mais recentes.

Não acho impossível que o Palmeiras perca para o Botafogo e, na última rodada, para o desesperado Vitória, vencendo apenas a Chapecoense. Nem acho impossível que a Chapecoense também complique bastante a partida no Allianz Parque. Sei que não falta garra ao alviverde paulistano, mas está devendo em técnica.

Por outro lado, sabemos que o Santos tem alguns jogadores muito técnicos, porém é a garra do limitado Copete que está levando o time à frente nessa reta final. E pela forma como luta pela bola e pelas vitórias, o colombiano ainda acredita no título brasileiro. É esse espírito que deve embalar o Glorioso Alvinegro Praiano nesses três jogos que podem lhe dar o título mais espetacular de toda a história do Campeonato Brasileiro. Se ele acredita, por que nós desistiremos? Força Santos!

E você, quer mesmo a taça?


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Um dos dois deve ser Eneacampeão Brasileiro!

E com justiça. Boa parte de seus títulos foram conquistados na Era de Ouro do futebol brasileiro, entre 1958 e 1970, quando, em 12 anos, o Brasil foi três vezes campeão mundial.

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