Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Dia de Neymar reencontrar Luxemburgo, Pará, Elano, Marquinhos…

Hoje é dia de se colocar à prova algumas convicções santistas. O técnico Vanderlei Luxemburgo e os jogadores Pará, Elano e Marquinhos foram dispensados pelo Santos com alívio, mas agora integram um time que ainda sonha com o título, enquanto ao Alvinegro Praiano só resta lutar contra o rebaixamento.

Uma vitória alvinegra será excelente; um empate, bom; mas uma derrota manterá o Santos perigosamente próximo da chamada zona da degola. Mesmo com Neymar, o toque de Midas que torna vencedor um time comum, prevê-se muitas dificuldades para este domingo de Olímpico lotado em que o Santos enfrenta o Grêmio às 18h30m, com transmissão do Sportv.

Por incrível que pareça, o Grêmio pagará 100 mil reais ao Santos pelo direito de utilizar Pará, que está emprestado ao clube gaúcho. Outro ex-santista do tricolor é o meia Zé Roberto, que o Santos tentou contratar, mas achou muito caro e por isso desistiu.

Sem Léo, machucado de novo, Muricy Ramalho deve escalar Juan ou Gérson Magrão na lateral-esquerda. O técnico já percebeu que a torcida prefere qualquer um na posição, menos Juan, porém, como o jogo será longe da Vila Belmiro, talvez volte a insistir com o lateral são-paulino.

Na lateral-direita, Bruno Peres segue machucado (assim como o ex-titular Fucile e o ex-estreante Galhardo). Peres começou a partida contra o Universidad de Chile, mas acabou substituído por Ewerton Páscoa, que talvez seja improvisado por ali.

No mais, será o mesmo time que na quarta-feira conquistou a competição sul-americana: Adriano e Arouca como volantes; Patito e Felip Anderson como meias e Neymar e André no ataque.

O Grêmio deverá iniciar a partida com Marcelo Grohe; Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Kléber e Marcelo Moreno. A arbitragem será de Nielson Nogueira Dias (PE), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Clóvis Amaral da Silva (PE).

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Grêmio

Por Wesley Miranda

Santos e Grêmio já se enfrentaram 71 vezes na história, com 32 vitórias do Peixe, 16 empates e 23 vitórias gremistas. O Santos marcou 103 gols e o Grêmio 76.

Em Brasileiros, desde seu início em 1959, são 54 confrontos, com 25 vitórias do Peixe, 13 empates e 16 vitórias do Grêmio. Setenta e quatro gols foram alvinegros e 50 tricolores. Pela Libertadores e Copa do Brasil, são dois jogos por cada competição, com uma vitória para cada lado. Em amistosos, são 13 partidas, com cinco vitórias para cada lado e três empates.

Além de amistosos, jogos em Brasileiros, Libertadores e Copas do Brasil, as duas equipes já se enfrentaram em outras ocasiões.

18/07/1995 – Santos 0x0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

05/07/1996 – Santos 1×0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

22/01/1996 – Santos 2×2 Grêmio – Pênaltis 3 a 0 – Vila Belmiro – Torneio de Verão

13/11/1999 – Grêmio 3×1 Santos – Estádio Olímpico – Torneio seletivo da Libertadores

17/11/1999 – Santos 0x1 Grêmio – Vila Belmiro – Torneio seletivo da Libertadores

Os artilheiros santistas
O artilheiro do confronto é Pelé, com 10 gols. O Rei do Futebol jogou contra o Grêmio em 12 oportunidades, obtendo seis vitórias, dois empates e sofrendo quatro derrotas.

Abaixo, contaremos as histórias de jogos em que ele marcou no total sete gols. Os outros gols saíram na vitória de 3 a 1 no Robertão de 68, na derrota da Taça de Prata de 69 por 2 a 1 e em um amistoso na Vila Belmiro por 2 a 0.

Na vice artilharia vários jogadores de várias épocas diferentes, como Del Vecchio, Jair Rosa Pinto (autor dos dois primeiros gols do Santos em Brasileiros), o gênio Coutinho, o Messias G10vanni (que em uma vitória de 4 a 1 na Vila Belmiro em 1995 marcou três gols), Alessandro Cambalhota, Alberto e Robinho.

O primeiro encontro: gol de Friedenreich em Lara, o craque imortal
Meses antes de conquistar o primeiro Campeonato Paulista de sua história, o Santos excursionou pelo Rio Grande do Sul para uma série de amistosos. No primeiro jogo, no dia 12/05/1935, o Santos FC empatou em 1 a 1 com o Internacional de Porto Alegre. No segundo jogo da excursão, o adversário foi o Grêmio Futebol Porto Alegrense no extinto Estádio da Chácara das Camélias. Derrota do Peixe por 3 a 2. A grande atração da partida e da excursão foi o consagrado e veterano atacante Arthur Friedenreich (com 43 anos), que anotou um dos tentos santistas na derrota, tendo outro experiente jogador, Mário Seixas, anotado o outro tento.

No gol tricolor, Eurico Lara em um de seus últimos jogos no arco gremista. O goleiro, que entrou no hino do Grêmio e na história do time gaúcho, agravou um quadro de tuberculose depois de disputar um Grenal em setembro de 1935, falecendo em novembro.

O primeiro jogo em Brasileiros, a primeira decisão
Elaborada em 1958 e criada em 1959 pela CBD, presidida por João Havelange, a Taça Brasil tinha como finalidade apontar o campeão nacional e consequentemente o representante do Brasil na Libertadores da América, que seria disputada pela primeira vez em 1960. O critério para a disputa dessa Taça Brasil era o título regional. O Grêmio, que havia conquistado o campeonato Gaúcho de 1958, e o Santos, campeão Paulista do mesmo ano, garantiram suas participações na I Taça Brasil.

Nas primeiras fases do campeonato, o Grêmio eliminou o Atlético-PR (1×0 e 1×0) e o Atlético-MG (4×1 e 1×0), passando para as semifinais.

Por ser do forte eixo Rio-SP e por uma questão de facilitar a disputa (por conta de extensas viagens), o Santos FC já tinha garantido a presença nas semifinais do campeonato.

E foi em uma semifinal de Taça Brasil que o Alvinegro de Vila Belmiro fez sua primeira partida em campeonato Brasileiro e o adversário foi o até então invicto Grêmio do zagueiro Calvet.

Na primeira partida da decisão, em 17/11/1959, na Vila Belmiro, o Santos FC aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre os gaúchos. O experiente Jair Rosa Pinto anotou os primeiros dois gols do prélio e da história do Santos FC em Brasileiros, mas Gessi diminuiu para o time tricolor. Faltando 10 minutos para o término da partida, o gênio Coutinho aumentou e o xerife Urubatão ampliou! Santos 4×1 Grêmio.

No dia 25/11/1959, o Santos FC viajou para o Sul para a disputa da partida decisiva. O empate de 0 a 0 garantiu o Santos FC na final contra o futuro campeão Bahia.

Taça Brasil 1963 – A segunda decisão
Campeão Gaúcho de 1962, o Grêmio entrou para a disputa da Taça Brasil 1963. Nas primeiras fases, eliminou o Metropol de Santa Catarina (1×1 e 2×0) e novamente o Atlético-MG (1×1 e 2×1), credenciando para as semifinais.

Mas para azar do forte time do Grêmio, no caminho tinha um Santos, bicampeão Brasileiro, bi da Libertadores e bi Mundial.

No primeiro jogo, no Rio Grande do Sul, já no começo de 1964, mais de 50 mil pessoas compareceram na esperança da vitória do time tricolor frente ao esquadrão alvinegro de Pelé e Coutinho.

O jogo
O time gaúcho, jogando de igual para igual, abriu o marcador aos seis minutos com Paulo Lumumba. Mas o Santos FC, com o seu esquadrão, virou com gols do gênio Coutinho (2) e Pelé. Grêmio 1×3 Santos.

Nesse jogo, o lendário lance em que fez a torcida adversária aplaudir de pé. Pelé “chapelou” um adversário na meia cancha e sem deixar cair no solo tocou para Coutinho, que no alto se livrou de um marcador e voltou de cabeça para o Pelé, e, assim, foi de cabeça a cabeça até a área. O lance não resultou em gol, mas ficou para história.

O Santos do técnico Lula formou com Gylmar; Dalmo, João Carlos e Geraldino; Haroldo e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Batista.

Se o primeiro confronto das semifinais já não rendeu história suficiente, o segundo foi, então, ainda mais marcante.

Jogando no Pacaembu apenas três dias depois, no dia 19/01/1964, o Grêmio viu José Macia, o Pepe, abrir o marcador aos seis minutos, com uma de suas famosas bombas de falta. O valente Grêmio, a exemplo do Santos, no Sul, virou para 3 a 1 e em apenas cinco minutos, com gols de Paulo Lumumba (2) e Marino. Ainda na primeira etapa, Pelé diminuiu para 3 a 2. Na etapa complementar, o Rei anotou mais 2 gols, aos 13′ e aos 40′, e, para completar a festa, foi para o gol depois de Gylmar ser expulso.

O Peixe formou com Gylmar (Pelé); Dalmo, João Carlos (Joel) e Geraldino; Haroldo e Zito; Batista, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.

Curiosidade: Pelé no gol
Pelé, o maior jogador de futebol do todos os tempos, atuou no arco santista em quatro oportunidades.

04/11/1959 – Santos 4×2 Comercial(SP) – Pelé substituiu Lalá aos 19 minutos do segundo tempo, depois do arqueiro desmaiar ao se chocar contra a trave.

19/01/1964 – Santos 4×3 Grêmio – Depois de marcar três gols, substituiu Gylmar.

14/11/1969 – Botafogo(PB) 0x3 Santos – Depois de marcar o 999º Pelé substituiu Jair Pessoa. Reza a lenda que o técnico Antoninho Fernandes pediu para o goleiro simular uma contusão para que o rei fosse para o gol. Tudo para evitar que o milésimo gol saísse em um amistoso, longe do eixo Rio-SP.

19/06/1973 – Baltimore Bays (USA) 0x4 Santos – Amistoso nos Estados Unidos em que Pelé substituiu o grande Cláudio Mauriz.

Duelo de artilheiros máximos
Depois desse confronto pela Taça Brasil de 1963, as duas agremiações só foram se encontrar no Robertão de 1967. Jogando no Estádio Olímpico, válido pela segunda rodada do certame, no dia 12 de março, o prélio terminou empatado em 1 a 1 com gols de seus goleadores máximos. Do lado do Santos, Pelé, que é o maior artilheiro santista com 1.091. Do outro lado, Alcindo, até hoje o maior artilheiro da história do Grêmio com 264 gols.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Oberdan, Orlando e Rildo; Lima e Mengálvio; Amauri(Copeu), Pelé, Toninho Guerreiro e Edu.

Mais de 44 mil pessoas assistiram à partida, e a renda de NCr$ 95.375,00 foi recorde no Rio Grande do Sul!

Alcindo Martha de Freitas jogou também no Santos de 71 a 73, marcando 46 gols.

Os últimos gols de Pelé sobre o Grêmio
Em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1973, no dia 12/12, no estádio do Pacaembu, o Santos goleou o Grêmio por 4 a 0 com gols de Nenê Belarmino, Brecha e Pelé (2). Esses dois tentos foram os últimos do Rei contra o time gremista.

O Santos do técnico José Macia formou com Wilson; Carlos Alberto Torres, Vicente (Hélio Pires), Marinho Perez, Zé Carlos (Turcão); Clodoaldo, Brecha, Nenê Belarmino, Pelé, Edu e Mazinho.

A terceira decisão
Depois de eliminar o São Paulo (time com melhor campanha na primeira fase) pelas quartas de final, o jovem Santos de Emerson Leão agora tinha pela frente o experiente Grêmio do técnico Tite pelas semifinais do Brasileiro 2002. O time gaúcho tinha eliminado o conterrâneo Juventude (0x0 e 1×0).

No primeiro confronto, na Vila Belmiro, o Santos não se intimidou com a força sulina e com gols do príncipe Alberto (2) e do menino Robinho, ganhou de 3 a 0, dando enorme passo para a grande final.

O Peixe do técnico Emerson Leão formou com Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Michel; Paulo Almeida, Renato, Robert (Douglas) e Diego; Alberto e Robinho.

Mas ainda faltava o jogo no Sul, e, mesmo tendo que ganhar por três gols de diferença, a esperança gremista de reverter o resultado era grande.

O time de meninos ofensivos e inexperiente deu lugar a um time cauteloso e experiente. A tática certeira de segurar o ímpeto gaúcho, que só conseguiu o único gol do jogo aos 23 minutos do segundo tempo, com o ex-santista Rodrigo Fabri, deu certo, e o Santos voltava a disputar uma final de brasileiro depois de sete anos e garantia a volta a Libertadores depois de 18 anos.

O Peixe formou com Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Alexandre); Robinho (Robert) e Alberto.

Campeonato Brasileiro 2004 – Goleada em vão?
Na épica disputa do Brasileirão 2004, Santos e Grêmio se enfrentaram no Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, no dia 05/12, pela antepenúltima rodada. E o Peixe goleou o Grêmio por 5 a 1 com gols de Ricardinho (2), Ávalos, Deivid e Basílio.

Apesar da estonteante goleada, que até poderia ser maior, já que antes dos 30 minutos Deivid anotava o quarto tento, o time jogou com as atenções voltadas para o confronto entre Atlético PR e São Caetano, em Curitiba, que terminou com o rival direto na disputa do título vencendo de virada por 5 a 2.

Para o Grêmio, a derrota nada interferiu, já que o time se encontrava na lanterna e matematicamente rebaixado.

O Peixe do técnico Vanderley Luxemburgo formou com Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Zé Elias), Marcinho e Ricardinho (Bóvio); Deivid (Luizinho) e Basílio.

Curiosidade: Santos FC campeão Brasileiro em 2004
O Santos foi campeão Brasileiro de 2004 com 89 pontos. Em 46 jogos, foram 27 vitórias, oito empates e 11 derrotas. Com 103 gols marcados e 58 gols sofridos.

Mesmo com os inúmeros gols mal anulados, o Santos detém até hoje o recorde de gols marcados em uma edição de um Campeonato Brasileiro.

Os principais artilheiros do oitavo título Brasileiro foram: Robinho e Deivid com 21 gols cada, Elano com 16, Basílio com 15 e Ricardinho com 11 gols.

A quarta decisão contra o Grêmio – nosso único revés
Depois de uma irretocável primeira fase de Libertadores, quando ganhou os seis jogos e sofreu apenas um gol, o invicto Santos, que tinha eliminado o Caracas nas oitavas e o América do México nas quartas, era o favorito na disputa com o irregular Grêmio pelas semifinais da Libertadores 2007.

Mas em casa o time gaúcho tinha perdido apenas uma partida no ano.

O jogo de ida
O jogo seguiu equilibrado até o zagueiro Ávalos segurar Diego Souza dentro da área e cometer pênalti. Na cobrança, Tcheco deslocou Fábio Costa e abriu o marcador. O segundo gol do Grêmio foi uma grande vacilada do zagueiro Adaílton, que errou o passe e perdeu bola para o atacante Carlos Eduardo, que puxou o ataque e marcou. A situação do Santos de Zé Roberto e Luxemburgo ficava delicada para o segundo jogo.

O jogo da volta
Apesar do Alçapão ferver, Diego Souza marcou em rara chance do Grêmio aos 23′ minutos. O gol gremista aumentava a missão santista, que precisava reverter para 4 a 1 devido aos gols qualificados.

Nos acréscimos da primeira etapa, o atacante Renatinho empatou. Logo aos 15′ minutos do segundo tempo, de novo Renatinho marcava, virando para o Santos. Aos 32′ minutos foi a vez de Zé Roberto marcar em rebote. Faltando 15 minutos para o termino do prélio era possível sonhar com mais um gol. Mas ele não veio e o Santos teve o único revés diante do Grêmio em disputas eliminatórias.

A última decisão
Com 10 anos de invencibilidade jogando no Olímpico contra o Santos, o Grêmio do técnico Silas recebeu o Peixe por mais uma semifinal de campeonato, dessa vez por uma Copa do Brasil.

O jogo
Ganso bateu corner da esquerda para André abrir o marcador de cabeça. Apenas cinco minutos depois, PH puxou contra ataque e colocou André para bater na saída de Victor! Em 20 minutos de jogo, o Santos abria 2 a 0 e ficava a impressão de que poderia ampliar ainda mais, mesmo na casa do adversário. E essa impressão aumentou quando Durval cometeu pênalti em Willian Magrão e, na cobrança, Jonas, ex-Santos, bateu e Felipe defendeu. O goleiro santista fez uma de suas melhores partidas pelo Santos.

Na etapa complementar, Dorival Jr tirou Marquinhos para a entrada de Rodrigo Mancha. A substituição custou caro para equipe e para a carreira do volante. Em dois lances perdidos por ele no meio, o atacante Borges marcou dois gols. Dorival tentou corrigir tirando o volante 10 minutos depois para entrada de Rodriguinho, mas Jonas virou aos 21′ e de novo Borges ampliou aos 30′. Com o 4 a 2 foi a vez dos tricolores pensarem que a fatura estava liquidada. Mas a sobrevida santista veio com Robinho aos 37′ em bela assistência de Paulo Henrique Ganso. Santos 4×3 Grêmio.

O jogo da volta
Cercado por muitas provocações gaúchas, os jogadores do Santos FC entraram mais motivados para o segundo jogo na Vila Belmiro. Mas o gol não saiu no amarrado primeiro tempo, e apenas no segundo tempo com PH Ganso aos seis minutos com um belo chute da intermediária. O gol desmantelou o esquema defensivo do time gaúcho e aos 24 minutos Robinho marcou um golaço de cobertura. Com os dois gols de vantagem, a fatura parecia liquidada. Então, após rebote do goleiro Felipe, Rafael Marques pegou a sobra e diminuiu aos 29 minutos. A tensão na Vila Belmiro só foi quebrada aos 40 minutos, quando, em contra ataque, Wesley fintou o selecionável Victor para dar números finais. Santos 3 x 1 Grêmio.

Quebra de 10 anos de invencibilidade gremista no Olímpico
O jejum de vitórias do Santos no Olímpico acabou no dia 25/08/2010, com a vitória de 2 a 1 com gols de Neymar e Rodriguinho.

O último encontro
Pela primeiro turno do Brasileiro de 2012, em jogo realizado na Vila Belmiro no dia 08/07, o Santos goleou o time gaúcho por 4 a 2 e conseguiu sua primeira vitória no certame, em bela atuação de Felipe Anderson e de Neymar. Os tentos foram anotados por Felipe Anderson (2), Edu Dracena e Neymar.

O Peixe formou com Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena (Bruno Rodrigo), Durval e Juan; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson (Ewerton Páscoa); Neymar e Victor Andrade (Geuvânio). Técnico: Muricy Ramalho.

E você, o que acha desse Santos e Grêmio?


Defesa do Santos tem rendimento negativo histórico

O técnico Muricy Ramalho tinha dado um jeito na defesa do Santos, que sofria 1, 3 gols por jogo em 2010 e caiu para 0,9 tanto no Campeonato Paulista, como na Copa Libertadores de 2011. Mas neste Campeonato Brasileiro, com os desfalques provocados pelas Seleções Brasileiras (principal e subs), por contusões de jogadores importantes (Ganso, Elano, Arouca) e a atenção voltada para o Mundial da Fifa, a defesa santista vive um dos piores períodos de sua história e tem sofrido 1,53 gols por jogo.

Para se ter uma idéia do que este índice significa, basta lembrar que nos Brasileiros de 2008 e 2009, quando o Santos sofreu o risco de rebaixamento até as últimas rodadas, o time sofreu 1,39 e 1.52 gols por jogo, respectivamente.

Em 2010 a defesa santista sofreu 1,3 gols por jogo durante todo o ano, independentemente das competições e dos técnicos. No Paulista, sofreu 31 gols em 23 jogos – média de 1,34. Na Copa do Brasil, 11 jogos, 15 gols – média de 1,36. E no Brasileiro, mesmo depois da demissão de Dorival Junior, manteve o mesmo rendimento com Marcelo Martelotte, e no final sofreu 50 gols em 38 jogos – média de 1,34.

A contratação de Muricy Ramalho, um técnico que baseia sua estratégia vitoriosa na força da defesa, melhorou sensivelmente o rendimento do setor defensivo do Santos no primeiro semestre de 2011. Nos 23 jogos que fez no Campeonato Paulista o time sofreu 21 gols – média de 0,91. Nas 14 partidas pela Copa Libertadores, vazou 13 gols – média de 0,92.

No Campeonato Brasileiro deste ano, porém, o Santos só não sofreu mais gols do que América/MG, Avaí, Atlético Mineiro e Ceará. E o pior é que em quase todas as suas derrotas mais contundentes o time pode contar com todos os seus titulares da defesa, o setor menos desfalcado da equipe este ano.

Nas suas piores derrotas neste Brasileiro, jogos em que foi surpreendido e sofreu mais gols, o time jogou com Rafael, Pará (ou Danilo), Edu Dracena, Durval e Léo. Esta formação esteve em campo nas derrotas, na Vila Belmiro, para Flamengo (4 x 5) e Coritiba (2 x 3). Com Danilo no lugar de Pará o Santos perdeu para Figueirense, também na Vila (2 a 3).

Um detalhe curioso é que o zagueiro reserva Bruno Rodrigo jogou o tempo todo em três vitórias importantes: na vitória por 2 a 1 sobre o Avaí, fora de casa (formou dupla com Edu Dracena), na vitória sobre o Bahia, por 2 a 1, também fora de casa (fez dupla com Durval) e no triunfo sobre o Palmeiras, na Vila Belmiro, por 1 a 0 (novamente fez dupla com Durval).

O mesmo fenômeno já tinha acontecido no ano passado. Sempre que Vinicius Simon substituía Edu Dracena, o Santos sofria menos gols. Isso leva muitos santistas a acreditar que o ponto fraco da zaga santista é justamente o capitão do time, que tem dificuldades nas bolas altas, pouca mobilidade, apesar de ser mais técnico e experiente do que os demais.

Não creio que no Mundial Muricy Ramalho abrirá mão de Edu Dracena como titular, apesar de os números dizerem o contrário. Em uma competição curtíssima, com dois jogos eliminatórios de altíssimo nível, a experiência vale muito e Dracena é tarimbado em jogos importantes.

Por outro lado, nos jogos decisivos do Paulista e da Libertadores, este ano, a defesa do Santos teve um rendimento excelente, pouco permitindo aos ataques de Corinthians e Peñarol. Descansados e motivados, estes mesmos jogadores que hoje colocam a defesa do santos como uma das mais vazadas do Brasileiro, poderão dar a volta por cima e garantir mais um título essencial para o Alvinegro Praiano. Eu acredito.

E você, acredita que a defesa do Santos voltará a jogar bem no Mundial, ou Muricy Ramalho deveria fazer mudanças enquanto ainda há tempo?


Veja a torcida do Pará vibrando com o drible que calou Galvão Bueno

O povo é mesmo sábio. Enquanto o sabe-tudo Galvão Bueno dizia que a torcida vibrava mas Neymar não tinha saido do lugar, o público no Mangueirão já percebia o que vinha pela frente. Veja que Neymar, como um toureiro, chama dois touros argentinos e dá um olé duplo, passando no meio de ambos.

A explosão da plateia é contagiante. É possível até ouvir vozes masculinas gritando “Lindo!”. O filme não mostra, mas segundos depois o estádio todo fará o mesmo coro: “Neymar! Neymar! Neymar!”

Com o poderoso microfone da Globo nas mãos, Galvão Bueno desviou o assunto e não reconheceu o mérito do maior ídolo do esporte nacional do momento. Uma pena que o (ex)narrador número um da tevê brasileira acredite que entenda mais de futebol do que o torcedor.

Genial né? Percebeu como o povo se sentia nos tempos de Garrincha?


Para torcida do Santos, não basta ter categoria. É preciso vontade


Determinado, Bruno Aguiar mostrou que pode ser o titular da lateral-direita (foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Como este blog previu, a falta de volantes à disposição de Muricy Ramalho tornou o Santos vai ofensivo e vibrante contra o Cruzeiro. O time fez um primeiro tempo irresistível e poderia te-lo terminado com uma vantagem de no mínimo três gols não fossem as chances perdidas e a péssima atuação do árbitro Francisco Nascimento e do bandeirinha Pedro santos de Araújo, que anularam dois gols legítimos do Alvinegro Praiano. Mas por que um time tão desfalcado jogou tão bem?

A resposta está na velha sabedoria do torcedor, para quem não basta ser craque, ter categoria, se não tiver vontade. E o que estava ocorrendo com o Santos é que a falta de iniciativa de Elano e Paulo Henrique Ganso infectava o resto do time. Sem contar a insegurança de Pará, que nem craque é.

Com o aguerrido Bruno Aguiar na lateral-direita, o dinâmico Anderson Carvalho na marcação do meio-campo e o jovem e talentoso Felipe Anderson na armação, o Santos fez, nos primeiros 45 minutos contra o experiente Cruzeiro, uma de suas melhores exibições neste campeonato.

Ficou evidente, mais uma vez, que a ausência de Pará mais ajuda do que atrapalha, e que Ganso e Elano só são decisivos quando, além da inspiração, dão também um pouco mais de transpiração ao time.

O caso de Ganso é mais compreensível. Sem estar plenamente recuperado das recentes contusões, o rapaz vive pisando em ovos. Não entra mais nas divididas como antes e nem se arrisca em jogadas que podem machuca-lo. Para complicar, viveu até o final de agosto a expectativa de ser negociado com algum clube europeu – o que, como prevíamos, ficou só no sonho e nas manchetes sensacionalistas de alguns tablóides.

Quanto a Elano, perdeu o foco depois da separação. Deixou-se levar por uma aventura amorosa e se desequilibrou totalmente. A vida pessoal, como se podia prever, refletiu em seu rendimento em campo. Primeiro deixou de ser titular, depois nem foi mais chamado para a Seleção Brasileira. Terá a mesma sorte no Santos se não colocar a cabeça no lugar e resolver jogar futebol de novo.

Com a reconciliação com a mãe de suas filhas, Alexandra, espera-se que Elano volte a se equilibrar como pessoa e ser tão importante para o Santos como sempre foi. Uma coisa é certa: se não correr mais, se não se apresentar mais para o jogo, deixará de ser titular em pouco tempo.

Ainda não se sabe quem dos chamados titulares poderá voltar no jogo decisivo contra o Corinthians, mas o certo é que deverão correr e se dedicar mais se quiserem manter este status. A molecada mostrou contra o Cruzeiro que está com muito apetite.

Quanto a Pará, por mais simpático que seja, já está fazendo hora extra no Santos. Dos santistas, acho que só o presidente Luis Álvaro é fã do seu futebol. Está na hora de o clube fazer um bom negócio e vende-lo (o Pará, não o Luís Álvaro) para o Barcelona. Se Daniel Alves é considerado um deus na Espanha, Pará pode se transformar ao menos em um príncipe por lá.

Você acha que Ganso e Elano correm o risco de irem para a reserva?


Crise existencial do Santos perdeu para a coragem do Coritiba

O time que mais fez gols na história do futebol não sabe se ataca ou defende. Parece estar em crise existencial. Ontem, puxou o cobertor para a cabeça e descobriu os pés. Borges fez dois gols e o time criou outras oportunidades, mas o Coritiba não perdeu a confiança de que poderia vencer na Vila Belmiro e conseguiu, com méritos.

A verdade é que o Alvinegro Praiano parece estar à beira de um ataque de nervos. Mesmo duas vezes em vantagem no marcador – 1 a 0 e 2 a 1 –, nunca pareceu controlar o jogo. Nem falo do pênalti desperdiçado por Borges, quando o jogo estava 2 a 2, pois o Santos tem mais perdido do que convertido pênaltis.

Deu para perceber que o time estava apavorado. Os atacantes avançavam com sofreguidão, como se quisessem fazer vários gols em um único ataque, enquanto a defesa parecia perdida. Ninguém estava tranqüilo. Cinco santistas levaram cartões amarelos e dois foram expulsos – Pará e Edu Dracena.

Borges fez os gols, mas Neymar foi o único atacante que realmente criou alguma coisa lá na frente. Ganso tentou jogar, mas não conseguiu. Já estou começando a duvidar que um dia voltará a atuar como antes da cirurgia no joelho. Parece que lhe falta confiança.

No finalzinho, mesmo com um jogador a menos, todo mundo avançou e o Coritiba ganhou de presente um contra-ataque com quatro jogadores contra apenas um do Santos. À feição para Léo Gago desempatar. Uma cena muito estranha e difícil de se ver em um time profissional…

Índice de 33% é de time rebaixado

Com 15 pontos em 15 jogos o Santos tem apenas 33% de aproveitamento, índice inferior ao de muito time já rebaixado. Em 2008, por exemplo, ano em que se salvou em cima da hora com aquele gol espírita de Quiñonez contra os reservas do Internacional, o Santos ficou apenas duas posições acima da zona do descenso, com 39% de aproveitamento.

Dois times rebaixados em 2008, Figueirense, com 38%, e Vasco (35%), tiveram rendimentos superiores ao que o Santos está tendo em 2011. Em 2009, o Coritiba caiu com 39%. No ano passado, o Vitória foi para a Série B com 37%.

Para que não corra maiores riscos de ser rebaixado, seria ideal que o Santos conseguisse um índice de 40% ou mais este ano. Para chegar a 41%, por exemplo, teria de atingir 47 pontos, o que o obrigaria – para não depender de resultados no campo do adversário – a vencer todos os jogos que fizer em casa.

Time perdeu mais com os titulares do que com os reservas

O curioso da performance deste Santos é que o time ganhou 11 pontos nos oito jogos em que utilizou reservas, e apenas quatro pontos depois que teve a volta de Neymar, Paulo Henrique Ganso e Elano, que serviam à Seleção Brasileira.

Desde que o trio de astros voltou, auxiliados pelos contratados Ibson e Henrique, o Santos fez sete partidas, das quais perdeu cinco, empatou uma e venceu apenas uma, o 1 a 0 sobre o Ceará.

Perspectivas para o Mundial são sombrias

Mesmo o santista mais fanático está prevendo um desastre no Mundial da Fifa, pois enquanto o Barcelona está voando baixo, o Santos não consegue vencer nem jogando em seu campo (aliás, os jogadores reclamam que não se sentem em casa no Pacaembu, mas perdem muito mais quando o clube manda o jogos na Vila).

O certo é que nesta fase a equipe está voltando a escancarar as mesmas falhas de antes da Libertadores. Ontem, o ataque fez e a defesa desfez. Sem uma super proteção dos volantes, a dupla de zaga Edu Dracena e Durval falha, e várias vezes na mesma partida.

Sei que vão dizer que ainda é cedo, mas confesso que não entendi as contratações de Henrique, Ibson e Alan Kardec. Acho que o time era melhor quando Muricy não tinha essas “opções”.

O time também era muito melhor com Jonathan, que foi embora, e Danilo, na Seleção sub-20. Ganso, que eu já considerei um super craque, não está fazendo diferença alguma. Ou desaprendeu, ou não tem firmeza nos joelhos operados, ou está com preguiça, ou espera ansiosamente uma proposta milionária para ir para a falida Europa. Só que jogando assim, sabe quando algum clube se disporá a pagar sua multa?

Enfim, o quadro é preocupante. Aguardemos as decisões da diretoria…

E você, o que achou da derrota de ontem para o Coritiba?


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