Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Subdesenvolvidos

Nada é por acaso. Brasil e Argentina, tidos como os gigantes do futebol sul-americano, voltam a campo nesta terça-feira pressionados para mudar sua sorte nas Eliminatórias para a Copa. Como se sabe, os brasileiros perderam para os chilenos, em Santiago, por 2 a 0, e os argentinos foram derrotados pelo Equador, em plena Buenos Aires, também por 2 a 0. O clima aqui na Argentina, onde prossigo nas férias, é desanimador e preocupante.

O Brasil vencer a Venezuela, em Fortaleza, é a lógica absoluta; agora, o jogo em Assunção, contra o Paraguai, não tem prognóstico. Os aguerridos paraguaios podem, muito bem, infligir uma segunda derrota à Argentina, o que colocaria o time de Messi em uma situação muito delicada. Na tevê local, um Tevez pouco convincente fala em recuperação.

O que ocorre é que tanto Brasil como Argentina estão abdicando do direito de escolher seus jogadores e formar sua seleção. Estão deixando esse encargo para a Europa. Se o jogador é titular em uma equipe europeia de prestígio, então, obrigatoriamente, está sendo escalado como titular da seleção local. Isso retrata a inversão do momento histórico do futebol. Hoje estamos sendo subdesenvolvidos também nesse esporte que já dominamos.

É evidente que o Brasil não precisa jogar como uma equipe europeia, fazendo a bola passar rapidamente pelo meio-campo, anulando a figura exponencial do meia, aquele que sempre comandou o Escrete. Para o estilo vencedor do futebol brasileiro funcionar, a bola precisa parar um pouco mais naquele setor, pois a partir dali as jogadas têm de ser pensadas e executadas por especialistas.

Na Seleção Brasileira os laterais atropelam os alas e os volantes também avançam, diminuindo o espaço e o tempo dos jogadores de criação. O individualismo prepondera e todos jogam mais para o Youtube e para seus empresários do que para o time. A derrota para o Chile não me surpreendeu. Mas teve o seu lado de bom, ao mostrar que uma seleção pentacampeã não pode se desfazer da bola tão apressadamente. Por isso, estou certo de que a efetivação de Lucas Lima no meio será um bom passo inicial para melhorar o time. Ele sabe proteger a bola e esperar o momento certo do passe.

E já que falei de Lucas Lima, não deixarei de citar também Ricardo Oliveira, o outro santista da Seleção. Para mim, desde que o time jogasse para um centroavante, ele seria o titular, no lugar do forte, rápido, mas desmiolado Hulk. Oliveira se coloca melhor e cabeceia melhor. Também é mais apto para fazer uma tabela, tem mais experiência ali na chamada zona do agrião. Hulk é um tanque, que tanto pode decidir uma partida com suas trombadas e seu chute potente, como pode cometer um dilúvio de erros.

Espero que Dunga tenha coragem de fazer o que tem de ser feito e de escalar os que realmente estão jogando melhor e para o time. A Seleção virou uma vitrine para jogadores que só pensam em suas carreiras e se esquecem do óbvio: que precisam ajudar o time a vencer, pois há uma longa tradição e muita aflição popular em jogo (como sempre, não são os intelectuais ou os mais favorecidos, mas não os pobres quem mais sofrem com a Seleção).

E para você, o que está havendo com o futebol de Brasil e Argentina?


Lidar com Meninos exige competências que Mano Menezes não tem

Outro dia um leitor deste blog perguntou qual o segredo do Santos para revelar tantos garotos bons de bola. Expliquei que não era só questão de “investir nas categorias de base”, mas amar e compreender os Meninos. Isso exige uma atitude sincera, não pode ser imposta. O inseguro e parcial técnico Mano Menezes nunca transmitiu a confiança e o carinho que os Meninos precisam para jogar futebol. Este tem sido o maior problema da Seleção Brasileira.

Inseguro porque nunca repete uma escalação. Parcial porque dois dos intocáveis do seu time – os medíocres Lucas Leiva e André Santos – são empresariados por Lucas Leite, o mesmo empresário de Mano Menezes, o que, além de tudo, é extremamente anti-ético.

Neymar, considerado o melhor jogador da Libertadores; o genial Paulo Henrique Ganso, o craque Robinho e o artilheiro Pato foram várias vezes substituídos, mas Lucas Leiva e André Santos, nunca. Dá para confiar em um técnico que usa o cargo para defender interesses de parceiros comerciais?

Parece que muitos já se esqueceram de que Mano Menezes foi colocado neste cargo, após as desistências de Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari, com o objetivo de promover a renovação da Seleção Brasileira com vistas à Copa de 2014. No começo, ele convocou vários jovens – entre eles André, Wesley, Hernanes… –, mas, com o tempo, foi deixando o time com a sua cara. Ou seja, sem cara alguma.

É óbvio que Mano não é o técnico ideal para renovar a Seleção. O seu autoritarismo e mau humor não combinam com a nova geração, que não é mais submissa como antes, que não funciona na base do esporro. Ainda mais quando percebe que o técnico tem os seus privilegiados que, joguem bem ou mal, sempre serão titulares.

Foi uma derrota dos veteranos e de um técnico inseguro

Jornalistas mal-intencionados ou precipitados, sempre acompanhados por um séqüito de leitores igualmente maledicentes, estão fofocando que a eliminação na Copa América se deveu a “preciosismo e firulas” dos Meninos. Ora, é uma afirmação tão idiota, que só mesmo idiotas podem acreditar nela.

As piores falhas individuais da Seleção foram do tarimbado goleiro Júlio César, de 31 anos e 10 meses; do experiente zagueiro Lúcio, 33 anos, e do lateral-direito Daniel Alves, 28 anos.

Ontem, depois de dominar a partida e criar inúmeras oportunidades de gol – muitas delas salvas por defesas incríveis do goleiro paraguaio Justo Villar –, ainda havia a possibilidade de se vencer na cobrança de pênaltis. E o que vimos então?

Vimos quatro veteranos, Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred – cuja média de idade é de 28 anos e três meses –, perder as quatro cobranças seguidamente. Não havia um só garoto entre eles. Assim como não havia mais Neymar e Ganso na maior parte dos 30 minutos da prorrogação, quando o time deixou de pressionar com inteligência e se transformou em um amontoado na busca desesperada do gol.

A pergunta não é se os Meninos servem ou não. Eles continuarão no time e jogarão a Copa de 2014. Ou querem de volta os perdedores das Copas de 2006 e 2010? A pergunta é se Mano Menezes é o técnico ideal para comandar essa renovação. Para mim, ficou evidente que não é.

Ouçamos Romário, esse manja de futebol

Pelo twitter, Romário, o último grande craque brasileiro, desabafou sua raiva pela eliminação do Brasil e pela postura oportunista de boa parte da crônica esportiva – formada, em sua maioria, por pessoas que jamais deram um chute na bola. Escreveu o Baixinho:

“Vou dar uma opinião, p mim, independente do resultado, continuo dizendo q Ganso e Neymar são os melhores atualmente do Brasil”.

“Mas nós temos que parar de comparar aqueles que estão começando com os jogadores que já fizeram sua história”.

“O problema é q esse monte de comentaristas, locutores e jornalistas não sabem p… nenhuma de futebol e falam um monte de besteira”.

“Galera, vou finalizar p não falar mais m… Jogou mal, perdeu nos pênaltis, os q esperávamos n jogaram bem e a mídia, bem babaca, começa a falar um monte de coisa nada a ver, até pq, são esses q vamos ter q contar daqui p frente”.

“Resumindo, geral puto, triste e c raiva, mas n vamos ouvir os babacas n. Vamos dar força p os moleques (Ganso e Neymar)”.

Santos vence a Copa Brasil Sub-15 com show de bola no final

Sábado, em Arapongas/PR, com um show de “preciosismo e firulas” que encantou a torcida, o Santos criou oportunidades para marcar uns dez gols, mas fez apenas três, não sofreu nenhum, e conquistou a Copa Brasil da categoria Sub-15. O coadjuvante da final foi o São Paulo.

Tudo indica que deste time sairão novos Meninos para manter a tradição do Alvinegro Praiano. O de maior destaque é o meia Gabriel, que fez o seu gol nas seis partidas em que jogou e tem sido preparado com carinho para o time profissional.

Para chegar ao título, o Santos venceu o Grêmio/RS por 2 a 0, o Flamengo por 4 a 2 e o Atlético Mineiro por 4 a 1. Já classificado, perdeu para o Coritiba por 1 a 0. Nas quartas-de-final empatou por 1 a 1 com o PSTC, de Londrina, e na semifinal empatou pelo mesmo placar com o Cruzeiro, vencendo estes dois jogos nas cobranças de pênaltis.

Sábado, passeou em campo contra o São Paulo, a quem venceu com gols do meia Gabriel, do zagueiro Marcel e do volante Fernando.

Veja o filme com os melhores momentos da final:

E você, acha que Mano Menezes é o técnico ideal para promover a renovação da Seleção Brasileira? Quem você sugere para o cargo?


Mano Menezes substitui Neymar e Ganso e afunda o Brasil

A falta de visão do técnico Mano Menezes, que também pode ser tratado como “A quarta opção”, acabou sendo providencial para o Santos. Ao substituir Neymar e Ganso na Seleção Brasileira que pressionava o Paraguai, ele não só abriu as portas para a desclassificação do time na Copa América, como tirou qualquer responsabilidade pelo fracasso das costas dos santistas.

O Brasil dominava o gol e o gol era iminente quanto Mano, “a quarta opção”, resolveu colocar em campo o time dele e da Rede Globo. Tirou Neymar e colocou Fred; depois tirou Ganso e colocou o Lucas do São Paulo. O Paraguai respirou aliviado. Sem o jogador mais criativo do ataque brasileiro e sem os passes medidos de Ganso, ficou menos difícil segurar o 0 a 0 e decidir a classificação nos pênaltis.

Fred entrou para dar trombadas na área, Lucas entrou para dar trombadas pela ponta direita, e assim, de trombada em trombada, o Brasil virou um time previsível, que só faria um gol por sorte. Depois, quando a vaca já caminhava para o brejo, ele pôs Elano, no segundo tempo da prorrogação.

Essa Copa América provou que não se pode deixar a Seleção Brasileira nas mãos de um para-quedista mal-humorado, que não sabe lidar com jogadores de mais prestígio. Se o Brasil pressionava e criava várias oportunidades de gol, era porque tinha Neymar, Ganso e Pato em campo, e não apesar deles. Ao tirá-los, o técnico amputou a criatividade e a harmonia do ataque.

Os méritos do Paraguai, a porcaria de campo e a arbitragem

O Brasil foi melhor e mais perigoso o tempo todo e merecia a vitória sobre o Paraguai, que entrou para levar a decisão para os pênaltis e aí contar com o imponderável. Deu certo para eles. Mas o resultado está longe de ter sido justo.

Robinho jogou como nos seus melhores dias. Neymar também estava bem e Ganso, mesmo sem aparecer muito, deu algumas assistências que poderiam ter resultado em gols. Mas o Paraguai também teve seus méritos, claro. Defendeu-se como pôde e também foi à frente o quanto possível. O goleiro Justo Villar, com atuação perfeita, foi o responsável pela manutenção do empate.

O “gramado” era um campo minado, cheio de buracos cobertos por areia. Incrível como permitem uma competição tão importante em um campo assim. Por sorte não houve nenhuma contusão mais séria. Neymar nos assustou ao cair. Parecia ter torcido o joelho. Ainda bem que parece não ter sido nada grave.

Tantos erros em cobranças de pênalti não foram coincidência. É difícil chutar quando o pé de apoio não tem nenhum apoio. Como batedor oficial do meu time no campo do Diamante, sei muito bem do que estou falando. Perdôo todos os quatro brasileiros que perderam pênaltis, pois não tiveram culpa alguma. Perdôo, mando um abraço e um beijo a cada um.

O árbitro argentino Sergio Pezzotta fez vistas grossas às entradas mais duras, o que, obviamente, favoreceu o anti-jogo do Paraguai. Mas não se pode dizer que tenha prejudicado a Seleção Brasileira.

Análise do Brasil a Copa América

Parece que Mano Menezes e Galvão Bueno tinham combinado de pressionar os Meninos santistas Ganso e Neymar nesta Copa América. Era evidente que pelo menor motivo eles seriam substituídos. Infelizmente, isso aconteceu e a torcida brasileira sentiu na pele os efeitos da ausência de ambos no time.

Sem ninguém para pensar o jogo no meio-campo e acertar um passe decisivo (o que nenhum outro jogador do Brasil faz, além de Ganso) e sem um atacante habilidoso e cerebral na frente, como Neymar, o Brasil passou a viver do esforço físico e da impetuosidade de Fred e Lucas do São Paulo, o que não foi suficiente para furar a boa defesa paraguaia.

No todo, porém, a Seleção mostrou que tem futuro. Como é difícil imaginar que Mano Menezes admitirá erros e se tornará um técnico mais seguro e experiente da noite para o dia, acho que o mais viável é que seja substituído já, antes que toda a programação para a Copa de 2014 vá por água abaixo.

Minha sugestão é de que Joel Santana seja convidado para treinar a Seleção Brasileira. Entende muito mais de futebol do que Mano. Outras boas opções seriam Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari.

E você, o que achou da eliminação do Brasil na Copa América?


A vitória sobre o Atlético, o público na Vila e o ataque da Seleção

A vitória de ontem, sobre o Atlético/MG, por apertados 2 a 1, foi importante. Era obrigatória, na verdade, pois outro resultado poderia colocar o Santos na zona de rebaixamento, o que é sempre desagradável e preocupante, mesmo se sabendo que o time tem dois jogos a menos do que os adversários.

Com seis desfalques (Neymar, Ganso, Elano, Dracena, Léo e Adriano) e contra uma equipe que vinha de bons resultados, era normal o Santos ter dificuldades e passar um sufoco no final para garantir a vitória. Anormal foi a insistência de um repórter de rádio, que queria saber dos santistas se a tática extremamente defensiva do final do jogo não foi “suicida”.

Ora, o futebol não é um jogo que pode ser determinado pelos técnicos. O movimento da partida tem regras próprias. Se os jogadores de um time decidem ir pra cima do outro, passam a entrar mais determinados nas divididas, ganham as chamadas segundas bolas, capricham mais no passe e no drible, pouco resta ao adversário a não ser se defender.

Foi o que o Santos fez, mais uma vez com sofrimento para os torcedores, porém com final feliz. Gostaria de saber o que você achou da atuação dos santistas. Gostou do novato Wesley Santos? E de Danilo, que mais uma vez fez um golaço? Vá aos comentários e nos diga.

Veja agora os gols de Santos 2 x 1 Atlético/MG:

Menos de 5.000 pagantes não dá…

Apesar dos desfalques e do sábado à noite, ontem o Alvinegro Praiano tinha alguns heróis da conquista da Libertadores em campo: Rafael, Pará, Durval, Arouca, Danilo… O time também precisava do apoio de seu torcedor para distanciar-se da rabeira da competição. Por fim, a equipe voltava a atuar em casa, na Vila famosa, e se esperava o incentivo e o carinho do torcedor da Baixada Santista. Um público inferior a cinco mil pagantes é difícil de engolir.

Por isso é que um estádio para 40 mil pessoas, em Cubatão – que volta e meia é anunciado pelo presidente Luis Álvaro Ribeiro – exige minuciosos estudos de viabilidade. O risco de se transformar em um elegante branco existe e tem de ser avaliado.

Se na Vila, em que boa parte dos torcedores vai ao estádio a pé, o público foi tão pequeno, como seria se o jogo de ontem fosse realizado em Cubatão, o que exigiria despesas de transporte e mais tempo para ir e vir? Sei não…

O problema da Seleção não é o ataque. O PCV está vendo outro jogo…

O comentarista da Sportv, Paulo César Vasconcelos, tem insistido que o problema da Seleção brasileira – que logo mais enfrenta o Paraguai, pelas quartas-de-final da Copa América – é o ataque. Tento entender de onde ele tirou essa teoria, mas não consigo alcançar a profundidade de seu pensamento…

Se o ataque tem feito a média de dois gols por partida e terminou a primeira fase da Copa América como o mais efetivo da competição, por que seria o setor problemático do time? Se o ataque pode contar com Neymar, reconhecidamente o melhor jogador brasileiro do momento, o habilidoso – e agora também experiente Robinho – e o artilheiro Pato, que está longe de ser um caneleiro, por que merece preocupação?

Será que a lógica não diz para nos preocuparmos mais com a defesa, que sofreu quatro gols em três jogos; que tem jogadores em fases no mínimo discutíveis, como o goleiro Júlio César, o zagueiro Lúcio e o lateral André Santos, e que só melhorou com a entrada de Maicon no lugar de Daniel Alves?

Pelo que conheço do Paulinho, é um jornalista íntegro, mas, quando ouço opiniões tão absurdas, fico imaginando se há alguma coisa por trás de uma simples análise técnica e tática. Por que essa mania, de repente deflagrada por Globo e Sportv, de colocar em xeque a capacidade dos atacantes da Seleção, quase todos santistas ou ex-santistas?

Essa cornetagem faz o técnico Mano Menezes, que já não é dos mais seguros, perder o chão. O sensato é dar e tempo aos jogadores para jogar o que sabem. Se um ataque com Neymar, Pato e Robinho não marcar gols contra o Paraguai, é porque dificilmente um outro marcaria. Portanto, que se dê tempo e tranqüilidade ao trio para fazer o que sabe.

Leitura recomendada

O professor Guilherme Nascimento, de Mongaguá, é dessas pessoas que nos deixam orgulhosos de sermos santistas. Grande pesquisador, ele está produzindo um livro importantíssimo sobre o Santos, pois será um Almanaque completo, com as fichas técnicas de todos os jogos realizados pelo Alvinegro Praiano, da fundação até o seu Centenário.

Enquanto o momento ansiado de termos esse livro nas mãos não chega, vamos nos deliciando com os textos que o professor Guilherme coloca em seu blog, um dos mais bem-informados sobre o Santos e o futebol brasileiro. Hoje eu recomendo a leitura abaixo, que fala do incrível ano de 1960, quando a Europa se ajoelhou aos pés do Alvinegro Praiano.

Clique aqui para ler texto do professor Guilherme Nascimento sobre o incrível ano santista de 1960

E você, o que pensa da Seleção e do jogo desta tarde, contra o Paraguai?


Marta, Neymar e o mérito das(os) adversárias(os)

Marta não merecia perder para os Estados Unidos. Como sempre, ela foi a melhor em campo e marcou os dois gols do Brasil. Mas os Estados Unidos também não mereciam perder para o Brasil. Foram o melhor time, procuraram mais o gol, mesmo jogando a maior parte do tempo (incluindo a prorrogação) com uma jogadora a menos.

E difícil assistir a um jogo das garotas da Seleção com a mesma exigência com que assistimos aos jogos dos homens. Elas pecam em todos os fundamentos e, comparadas com as norte-americanas, são menos rápidas, altas e fortes. A única exceção é Marta.

Outras brasileiras que mostraram qualidades foram Maurine, Érika, Fabiana e Formiga, mas isso foi pouco para impedir a lógica. Talvez o técnico Kleiton Lima tivesse evitado o desastre se percebesse que todas as jogadas de ataque dos Estados Unidos passaram a sair dos pés da ótima Rapinoe, que entrou no lugar de Cheney. Mas ele não viu e foi dos pés de Rapinoe que saiu o cruzamento para Wambach empatar, no finzinho da prorrogação.

Nos pênaltis, deu dó da Daiane. Além de fazer o gol no início da partida e também falhar no gol de empate das norte-americanas, cobrou um pênalti tão previsível que a goleira Hope Solo não teve trabalho algum em defender.

A lição que ficou de mais esta eliminação do Brasil pelos Estados Unidos no futebol feminino é que não dá para pensar em ser campeão enquanto o time só tiver uma grande jogadora e a tática for jogar a bola pra ela e rezar.

Desta vez, nem dá para reclamar da arbitragem, pois a australiana Jacqui Melksham errou em marcar o pênalti a favor do Brasil, em expulsar a zagueira Buehler e em mandar repetir a cobrança de Cristiane. Depois, falhou também em não marcar impedimento de Maurine no segundo gol brasileiro.

Em suma, o Brasil perdeu porque faltou técnica, força, fôlego e coragem às meninas, porque teve um técnico que não soube se aproveitar da superioridade numérica para acertar uma tática que decidisse o jogo, porque só depende uma jogadora e porque, principalmente, enfrentou um adversário superior.

Devolvam o Neymar para o Santos

Positivamente, Neymar não está conseguindo jogar na Seleção o que joga no Santos. Deve estar exausto de ganhar títulos pelo Santos, além de super bem marcado. Também deve estar com a cabeça fervilhando com a pressão dos clubes europeus que querem contrata-lo. E além de tudo isso ainda é cornetado a cada jogo pela dupla Galvão Bueno-Casagrande, como se suas “firulas” fossem o grande mal de um time que está todo ruim.

Daniel Alves, que literalmente pisou na bola no segundo gol paraguaio, está jogando pior do que o Pará nos seus piores dias. Jádson só tinha feito besteiras até acertar um chute e fazer o primeiro gol. Pato só fazia patoacoadas. E o culpado era o Neymar… Ou o Robinho… Brincadeira… Galvão e Casagrande enxergam um outro jogo.

Mano Menezes é, no mínimo, a quarta opção como técnico da Seleção Brasileira. Qualquer um sabe que Muricy Ramalho, Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo são melhores, mais experientes, conquistaram mais títulos. Até o Joel Santana é mais gabaritado para dirigir a Seleção do que Mano Menezes. No entanto, o Neymar é o culpado…

De uma hora para outra o técnico tira o Robinho, titular absoluto, e coloca o horrível Jadson; mantém o tempo todo o errático André Santos pela lateral-esquerda (quem consegue tabelar com esse cara?), depois, substitui Neymar por Fred, insistindo, mais uma vez em dois centroavantes ao mesmo tempo… Ou seja, Mano Menezes está perdidinho. E o único culpado é o Neymar…

Pois então, a solução é fácil: como Neymar não pediu para ser convocado, e como sua presença é muito mais bem-recebida no Santos, peço em nome dos santistas que leem este blog que a CBF desconvoque o garoto e o deixe voltar para a Vila Belmiro, para um time que tem jogado muito melhor do que a Seleção e em que há jogadores que acompanham o seu raciocínio.

O Brasil não está tendo adversários?

É engraçado como os comentaristas analisam os jogos da Seleção Brasileira nesta Copa América. Parece que não há adversário. Ninguém falou nada sobre o Paraguai, uma equipe de alguma tradição, que se entregou ao jogo de corpo e alma e marcou muito bem a Neymar, colocando até três jogadores no encalço do santista. Portanto, já que ninguém disse, eu digo: Parabéns, Paraguai! Jogou bem!

E você, o que tem a dizer sobre Marta, a Seleção feminina e Neymar?


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