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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

fora 1 - vladimirfora 3 - bruno uvinifora 4 - vinicius simonfora 6 - Menafora 2 - edu dracenafora 5 - cicinhofora 8 - renatinhofora 7 - alan santosfora 9 - souzafora 10 - leandro damiãofora 11 - patito rodriguesfora rildofora 12 - thiago ribeiro

Enfim, aqui está o resultado da enquete que perguntou ao leitor deste blog quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos. Foram computados cerca de 150 votos completos. O resultado será expresso em porcentagens e não em números absolutos.

Esses jogadores das fotos não foram os únicos rejeitados pelo torcedor, mas aqueles que tiveram mais de 70% de desaprovação. O zagueiro Neto, com 67%, e o meia Leandrinho, com 62%, foram outros renegados pelo torcedor. A seguir, a análise dos reprovados:

Vladimir – O Santista ainda tinha esperança nele enquanto estava no banco. Era considerado uma promessa, capaz até de ser titular caso tivesse oportunidades. Enfim ele as teve, mas não correspondeu. 78% querem que não esteja no Santos em 2015.

Bruno Uvini – Grande rejeição. Creio que a falha no gol do Cruzeiro que desclassificou o Santos na Copa do Brasil deva ter influenciado bastante. Nada menos do que 94% dos votantes não o querem mais vestindo a camisa do Santos.

David Braz – A opinião sobre ele está dividida. 52% querem que saia, 48% que fique. Os gols que marcou no Pacaembu provavelmente influenciaram positivamente, mas muitos continuam achando que não tem categoria para ser zagueiro do Alvinegro Praiano.

Edu Dracena – Sua idade, o alto salário e a falta de mobilidade foram motivos para que 72% dos leitores considerassem que a sua carreira no Santos acabou. Pedem que tenha uma despedida honrosa e, talvez, continue trabalhando em outras áreas do clube.

Neto – Por pouco não entrou na foto dos renegados. 67% dos votantes não o querem no Santos na próxima temporada. As maiores queixas estão relacionadas à falta de categoria e aos crônicos problemas físicos.

Vinicius Simon – Depois de ser considerado uma esperança da zaga, este Menino da Vila machucou-se muito, não foi bem nas poucas oportunidades que teve e por isso amargou uma rejeição de 86% dos votantes.

Cicinho – Alguns sugerem que vá para o meio de campo, mas o certo é que como lateral-direito poucos o querem no Santos em 2015. Sua rejeição foi de 80%. O futebol atrapalhado e a dificuldade para concluir uma jogada pesaram nesse julgamento.

Mena – Assim como Cicinho, o titular da Seleção do Chile não agradou aos santistas. Com dificuldades para marcar e apoiar, Mena foi reprovado por nada menos que 83% dos leitores. Muitos sugerem que ele seja negociado para reduzir as dívidas do clube.

Victor Ferraz – Sua votação foi equilibrada: 58% querem que saia, 42% que fique. O fato de seu passe não pertencer ao Santos influiu para que seu índice de rejeição fosse maior. O santista provou mais uma vez que é mais complacente com seus Meninos.

Alan Santos – Surpreendi-me com a rejeição a Alan Santos. 75% dos santistas não o querem na Vila em 2015. Alguns sugerem que seja emprestado para ganhar experiência e volte mais maduro, ligado e menos violento.

Renatinho – Outro que, segundo p santista, deve receber uma despedida honrosa e pendurar as chuteiras. Seu notável passado no Santos não impediu que Renato, ou Renatinho, fosse rejeitado por 83% dos votantes.

Souza – Este quase conseguiu a unanimidade negativa. 99% dos santistas não o querem mais no Santos em 2015. Foi mais um jogador vindo do Cruzeiro que não deu certo na Vila, onde não marcou, não apoiou e nem fez os gols de falta que costumava fazer em outros times.

Leandrinho – Não entrou na foto por pouco. Sua rejeição foi de 62%. Ainda há quem acredite que poderá vingar se tiver mais oportunidades, mas o número de santistas que acreditam nele está diminuindo. Foram apenas 38%.

Jorge Eduardo – Também ficou a 6% de entrar na foto dos maiores reprovados. Com 64% de desaprovação, não foi considerado, pela maioria, um atacante digno de jogar no Santos. As maiores críticas dizem respeito à falta de experiência.

Leandro Damião – Sua rejeição não foi maior porque muitos santistas acham que se ele sair agora, desvalorizado, o clube terá grande prejuízo. Para estes, melhor seria jogar ao menos o Campeonato Paulista. 74% votaram por sua saída.

Patito Rodriguez – O simpático argentino voltou a ter chances e voltou a não convencer o torcedor, que o considera errático. Apenas 9% gostariam que ficasse, enquanto 91% preferem que Patito esteja bem longe da Vila em 2015.

Rildo – O esforçado jogador que veio da Ponte Preta definitivamente não caiu no gosto do torcedor do Santos. 94% querem que não vista mais a camisa do Alvinegro Praiano. Para estes, o que mostrou de velocidade, Rildo mostrou de falta de categoria.

Thiago Ribeiro – Os muitos gols perdidos, o salário alto, o tempo gasto com contusões e problemas psicológicos explicam a rejeição de 82% deste atacante que, para boa parte dos santistas, nunca teve uma real identificação com o clube.

Os aprovados

No próximo post divulgarei os jogadores aprovados pela pesquisa, ou seja, aqueles que o torcedor do Santos que participou da enquete quer que continuem no time em 2015.

E você, o que achou da lista dos reprovados?


Apesar de Muricy, Santos deve golear hoje

Infelizmente Muricy Ramalho volta a dirigir o Santos na partida de hoje, contra o Flamengo do Piaui, e com ele voltam jogadores que amarram e dão insegurança ao time, como o lateral-direito Galhardo e o quarto-zagueiro Durval. Por outro lado devem sair Patito Rodríguez e Alan Santos, que jogaram muito bem contra o União Barbarense e ajudaram o time a ser mais ofensivo.

A partida contra o Flamengo do Piauí, na Vila, é aquela que o Santos pediu para lavar a alma. O jogo típico para ir pra cima, jogar com vontade e conseguir uma goleada para colocar o Alvinegro Praiano no prumo. Para isso, não se exigia nenhuma invenção: era só repetir o time e a formação tática do último domingo, com três atacantes: Patito Rodríguez, Neymar e Giva.

Mas Muricy, que detesta ouvir o torcedor, deve escalar Galhardo, Durval, Léo e Arouca, tirando da equipe Alan Santos, Neto, Guilherme Santos e Patito Rodríguez. Qualquer torcedor de botequim não tiraria ninguém, talvez com exceção de Guilherme Santos. Se em time que se ganha não se mexe, em time que se goleia, menos ainda.

Porém, como o Santos pode empatar por 0 a 0 e 1 a 1 e ainda assim se classificará, não me admirarei se o time começar tocando a bola na defesa, esperando o perigosíssimo Flamengo do Piauí partir pra cima. E ficarei ainda menos surpreso se depois de estar vencendo por 1 ou 2 a 0, Muricy não trocar jogadores de ataque por outros de defesa, para “segurar a classificação”.

Um técnico precisa ter a sensibilidade para perceber que cada time tem uma cultura. Para o torcedor do Santos, a goleada é uma necessidade vital. Outros torcedores podem se contentar com vitórias magras a vida inteira, e de 1 a 0 em 1 a 0 podem conquistar todos os títulos, mas o santista não se contenta com conquistas com as calças na mão.

Um jogo como o de hoje, em qualquer época da história do Santos, mesmo com os piores times já formados na Vila Belmiro, só poderia significar goleada. Espero que o time jogue para isso e que a torcida não permita que o modorrento muricibol prevaleça.

As revelações de Kalil

Ontem Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, revelou o que todos já sabiam: que Andrés Sanchez serviu de instrumento para detonar o Clube dos Treze em troca do estádio que lhe foi prometido. Só não ficou claro quem teria feito a promessa: a Rede Globo, a CBF, o Governo Federal… ou os três?

O Clube dos Treze era a oportunidade de os grandes clubes brasileiros lutarem por seus direitos de uma maneira coletiva e organizada. O fim do Clube gerou uma economia incalculável à Rede Globo – que passou a negociar em sigilo com cada um dos times –, além de impedir a concorrência de outras redes de tevê.
O golpe prejudicou a livre competitividade entre os clubes e privilegiou dois deles, abrindo o caminho para a espanholização galopante que ora se observa. E em pensar que é este mesmo Sanchez que quer assumir a presidência da CBF…

Kiko foi à Vila ver o Santos de Neymar

O ator Carlos Villagrán, que faz o personagem Kiko, astro da série mexicana Chaves, visitou a Vila Belmiro e fez questão de conhecer o ídolo Neymar:

E você, espera uma goleada hoje? Ou uma classificação chorada?


Este é o Santos – e o Neymar – que o santista quer ver!

neymar no treino de sexta
Neymar no treino de sexta-feira (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

A gente pediu e os jogadores atenderam. Um Santos com doação e muita vontade de vencer entrou no campo encharcado para a batalha contra o União Barbarense. Se jogasse com a indiferença de outras partidas, dificilmente o Alvinegro Praiano venceria, já que o adversário precisava desesperadamente da vitória para evitar o rebaixamento. Mas desta vez o Santos uniu garra e técnica, Neymar voltou a ser o jogador objetivo e mortal que conquistou a paixão de tantos seguidores, e o resultado premiou o esforço: 4 a 0, quatro gols do Menino de Ouro, que agora é o artilheiro isolado do Campeonato Paulista.

Como disse muito bem o Douglas Aluísio, leitor deste blog que assina anos60fs, pode ser que ninguém no Santos esteja prestando atenção nas manifestações da torcida que vemos neste blog, mas os jogadores estão. Assim, unindo a garra dos meninos do Palmeiras à sua técnica superior, o Santos se impõe ao aguerrido União barbarense e obteve um resultado muito importante na caminhada para o histórico tetracampeonato paulista.

Desta vez o técnico interino Tata armou um time mais ofensivo, com Giga, Neymar e Patito Rodríguez no ataque, além do meia Montillo, que sempre se aproximava dos três. Facilitado pela preocupação ofensiva do adversário, que também precisava da vitória, o Santos soube aproveitar os espaços para definir a partida.

Os gols do artilheiro Neymar

Aos sete minutos Cícero acertou um passe de costas para Neymar, que tal qual um centroavante bateu de esquerda, cruzado, deslocando o goleiro Walter. Aos 26 minutos, rápido e esperto como alguém acostumado a jogar na área e que não treme diante do gol, Neymar interceptou um chute fraco de Patito para tocar a bola pro fundo do gol.

Logo a um minuto da segunda etapa Patito foi à linha de fundo e cruzou para a pequena área. Neymar vinha acompanhando a jogada pelo meio e deslocou o goleiro com um toque de calcanhar. Quatro minutos depois, em um contra-ataque, o garoto recebeu a bola pela meia-direita, correu até a área e disparou uma bomba no ângulo esquerdo da meta.

Agora Neymar tem 12 gols, um a mais do que o ex-santista William, da Ponte Preta. Depois vêem Lincom, do Bragantino, com nove, e Luís Fabiano, do São Paulo, com oito. O desempenho contra o União mostrou um Neymar mais objetivo, capaz de decidir as jogadas em poucos toques – e também mais maduro, já que evitou as jogadas de efeito e se dedicou mais ao time.

Tata e os Meninos

No segundo tempo Tata fez entrar Victor Andrade no lugar de Montillo e Felipe Anderson no de Giva. Sem as buzinações na orelha típicas de Muricy Ramalho, ainda convalescente da diverticulite, os garotos foram bem. Outro ponto positivo para Tata foi não trocar Giva por André, uma substituição que tem sido mais política do que técnica e que nunca dá resultado, já que André tem menos mobilidade e é menos decisivo do que o garoto que veio da Copa São Paulo. Tata parece estar querendo jogar ou o cinto ou os suspensórios fora.

Rafael teve algumas inseguranças. Furou uma saída de gol e deu rebote em alguns chutes, mas realizou grande defesa. Alan Santos surpreendeu como lateral-direito. Firme, tranqüilo, se saiu melhor do que os “especialistas da posição” Bruno Peres e Galhardo. A dupla de zaga Edu Dracena e Neto foi bem melhor do que aquela entre Dracena e Durval. O lateral-esquerdo Guilherme Santos demonstrou muita energia. Não comprometeu.

No meio-campo, Renê Júnior foi o marcador incansável e pouco técnico de sempre; Cícero apareceu um pouco mais do que nas últimas partidas e o leve Montillo seguiu tentando, mas talvez precise de mais força muscular para agüentar o tranco. Dificilmente ganha uma dividida.

No ataque, o ágil Pato Rodríguez fez mais do que o batalhador Giva, chegando a participar de dois gols. Neymar teve uma atuação perfeita. Rápido, inteligente, habilidoso, preciso, mostrou que quando está motivado e focado, é mesmo um dos melhores do mundo.

Com a derrota, o União Barbarense foi rebaixado. É sempre triste ver o sonho de um time e de uma cidade dar um passo atrás, mas um ano passa depressa e quem sabe em 2015 o União – um time que jogou limpo, sem violência e catimba – esteja de volta, mais forte…

Mais de quatro mil pessoas (4.018) pagaram ingresso para ver o jogo, que teve renda de R$ 132.750,00. A arbitragem, de Aurélio Santanna Martins, auxiliado por Marco Antonio Gonzaga da Silva e David Botelho Barbosa, foi boa e anulou bem aquele que seria o quinto gol do Santos e de Neymar, já que Guilherme Santos estava impedido quando deu o último passe.

Os cálculos para o tetra

Na última rodada desta fase do Paulistão o Santos enfrentará o Penapolense na Vila Belmiro. O time do Interior estará brigando por uma vaga no octogonal decisivo, mas a vitória santista será imprescindível para manter a possibilidade de o time ir para a etapa final como o segundo colocado, o que lhe dará a vantagem de jogar em casa nas quartas e nas semifinais.

Até agora, se não houver surpresas, seria lógico esperar uma final com o São Paulo, com mando do Santos no primeiro jogo e depois a decisão no Morumbi. Porém, se não vencer o Penapolense, provavelmente o Alvinegro Praiano disputará a semifinal em jogo único fora de casa, com torcida contrária. Porém, a segunda posição no campeonato ainda está sendo disputada também por Ponte Preta, Mogi Mirim e Corinthians.

Veja os melhores lances de União Barbarense 0 X 4 Santos:
http://youtu.be/UoQaonop31w

E você, acha que o Santos encontrou o caminho do tetra?


Vitória na estreia com time renovado é bom. Mas poderia ser melhor

Vencer na estreia do Campeonato Paulista por 3 a 1, com a estreia de muitos jogadores, no campo do adversário, diante dos olhares secadores do ex-presidente Lula e do presidente da CBF José Maria Marin, e com grande exibição de Neymar, é claro que é bom. Mas o Santos poderia ter feito um pouco mais e dado menos susto no seu torcedor diante do São Bernardo.

Às vezes parece que os jogadores do Alvinegro Praiano não têm a consciência de que para os times considerados pequenos o Campeonato Paulista é uma verdadeira Copa do Mundo e por isso nunca desistirão de uma partida. Foi o que o bravo São Bernardo mostrou ontem, lutando como um tigre mesmo quando passou a ter um jogador a menos, já que Dudu levou dois amarelos por confundir as canelas de Neymar com a bola.

Apesar da incrível diferença de currículo dos times e dos jogadores, sem falar dos salários, era previsível que o São Bernardo venderia muito caro a derrota. Por isso, quando, aos 18 minutos de jogo, Bruno Peres puxou o contra-ataque para servir Neymar, pela esquerda, e este, em jogada característica, chutou entre as pernas do zagueiro para inaugurar o marcador, o torcedor respirou aliviado. O normal era que o adversário se abrisse e o Santos, mais experiente e de melhor nível técnico, controlasse a partida e ampliasse a vantagem. Porém, quando parece que o jogo vai ficar menos difícil, o Santos complica.

Um minuto após o gol de Neymar, o centroavante André, que parece estar fazendo alguns esforços para perder peso e ganhar agilidade, segurou demais a bola e tentou cavar uma falta em um contra-ataque precioso. A bola acabou com Bady, que driblou Durval como quis e cruzou para Naldinho empatar.

A torcida engoliu a euforia e o adversário se assanhou. Aos 30 minutos Dudu acertou um chute forte de bem longe e acertou o travessão. Dois minutos depois, porém, São Neymar veio em auxílio do Alvinegro e provocou a expulsão do mesmo Dudu, com o segundo cartão amarelo. Para variar, todos os cartões amarelos do São Bernardo entraram na conta do Menino de Ouro.

Mas de nada adiantaram as muitas faltas próximas à área do São Bernardo se Marcos Assunção ainda está no estaleiro e o Santos não consegue marcar gols aproveitando essas infrações. E assim o São Bernardo se encolheu todo e só passou a se arriscar em contra-ataques rapidíssimos.

Veio o segundo tempo e Muricy Ramalho não mexeu no time. Já era evidente que André, sem mobilidade, só embolava o meio do ataque, e que Cícero, o mais discreto dos estreantes, não tinha mais função. As entradas de Miralles e Patito já se faziam necessárias, mas o técnico só as realizou a 15 minutos para o final, depois que Montillo, duas vezes, e Neymar, uma, já tinham perdido grandes oportunidades de gol.

Mas, a bem da verdade, Montillo jogou bem e deu mais equilíbrio ao meio-campo do Santos. Ele joga um futebol simples e eficiente. Desmarca-se para receber e toca para quem está livre. Esta é a regra de ouro que muito jogador puta velha ainda não consegue executar. O gringo precisa arrematar melhor, pensar e agir mais rápido quando está na pequena área. Mas foi apenas a estreia. Logo os reflexos voltam.

Mais rápido e decisido que André e Montillo, Miralles teve ótima oportunidade aos 34 minutos, driblou o goleiro e desempatou a partida. Acho que ganhou a camisa de titular com este gol. Depois, aos 45 minutos, Neymar se aproveitou de uma furada do zagueiro, penetrou e sofreu pênalti, que ele mesmo converteu, igualando-se na artilharia do Campeoanto com Guaru, do Penapolense, que também marcou dois gols na vitória de seu time sobre o Ituano por 3 a 0.

Atuações dos santistas

Rafael – Não teve culpa no gol e nem fez nenhuma defesa difícil. Mas cismou de reclamar do árbitro em um lance longe de sua área e recebeu um cartão amarelo de graça. Nota 6.
Bruno Peres – Apoiou bem, servindo Neymar no primeiro gol. Não cometeu erros graves na defesa (a não ser uma furada no final da partida). Nota 6.
Neto – Não comprometeu, mas pareceu meio deslocado, à procura do chamado “posicionamento” ideal. Nota 6.
Durval – Não comprometeu, mostrou personalidade, mas falhou no gol do São Bernardo e chegou atrasado no lance em que levou cartão amarelo. Nota 6.
Guilherme – Lutou, correu, mostrou que tem mais vitalidade do que categoria. Nota 6.
René Junior – Para a estreia, marcou bem e errou poucas saídas de bola. Nota 7.
Arouca – Regular, manteve o bom rendimento de sempre, sem nada de especial. Nota 7.
Cícero – Discreto, não comprometeu, mas apareceu pouco. Nota 6.
Montillo – Inteligente, dá mais regularidade ao toque de bola no meio de campo. Perdeu dois gols, mas deu passes importantes. Boa estreia. Nota 7.
Neymar – De novo o melhor em campo. Dois gols, muitas jogadas e muitos amarelos aos brucutus do São Bernardo. Nota 8.
André – Depois da dura do Muricy ele andou treinando mais no meio da semana. Ótimo. Mas tem de virar um hábito para dar resultado. No jogo ele continuou sem mobilidade, o que facilita a marcação da defesa. Prendeu demais a bola em alguns lances e ao perde-la simulou falta. Em um desses lances o São Bernardo aproveitou o contra-ataque para fazer o gol. Merecia ter sido substituido antes. Nota 5.
Miralles – Entrou no lugar de Cícero e, mesmo com apenas 15 minutos para jogar fez o gol da vitória e deu mais movimentação ao ataque. Nota 7.
Patito Rodriguez – Entrou no lugar de André e, a exemplo de Miralles, tornou o Santos mais rápido e incisivo. Nota 6.
Muricy Ramalho – Demorou para mexer no time, mas substituiu bem e fez melhor ainda ao dar duras em André e Bruno Peres, que em jogadas normais ficaram caídos, fingindo contusões mais graves. Nota 7.

O público, muito bom para um estádio que no máximo comporta 17 mil pessoas, somou 13.436 pagantes, com renda de R$ 345.645,00. A atuação do árbitro Thiago Duarte Peixoto foi boa, tanto no aspecto técnico quanto disciplinar. O Santos volta a campo na próxima quinta-feira, às 21 horas, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, na Vila Belmiro.

Veja os melhores momentos de São Bernardo 1, Santos 3:

http://youtu.be/MASlU3s1sw0

E você, o que achou da estreia do Santos no Campeonato Paulista?


Um sábado para Muricy valorizar os Meninos da Vila


Santos vence o São Paulo no Pacaembu, com gol de Giva, e conquista o título estadual Sub-20, o terceiro do futebol no ano do Centenário (foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Divulgação Santos FC).

Na hora do almoço o técnico Muricy Ramalho viu os garotos do Sub-20 do Santos vencerem o São Paulo por 1 a 0, no Pacaembu, e conquistarem o título paulista da categoria. À noitinha ele comandou a equipe profissional em uma vitória, de virada, sobre o Palmeiras, por 3 a 1, na Vila Belmiro. Nos dois triunfos sobre os tradicionais clubes da capital, os Meninos formados no Alvinegro Praiano se destacaram. Será que depois deste sábado Muricy ainda continuará tão cético com relação aos jovens vindos da base?

Nas duas partidas o Santos foi mais ofensivo do que tem sido, como se, pressionados pelo anseio dos santistas – protesto que chegou até à então apática Torcida Jovem –, os técnicos Claudinei, do Sub-20, e Muricy, tivessem decidido fazer concessões ao DNA ofensivo do Alvinegro Praiano.

E, como todo mundo já previa neste blog há séculos, o futebol voltou quando o medo foi embora. O Sub-20 merecia vencer por uma vantagem maior, apesar de o adversário ter o mando de campo. Gostei da postura e da personalidade da equipe. É cedo para prever o futuro desses garotos, mas muitos deles – como Giva, Lucas Otávio, Leandrinho – merecem, ser olhados e tratados com mais carinho.

Se o clube não tem dinheiro para grandes contratações, a opção dos Meninos é a mais óbvia, barata e inteligente. Tudo bem que ainda precisam ganhar mais experiência. Mas só a terão jogando. E é aí que o torcedor fica com a pulga atrás da orelha, pois Muricy não tem o perfil de técnico que sabe lidar com os jovens.

No jogo contra o Palmeiras ele chutou o ar, esbravejou e falou palavrões quando Felipe Anderson perdeu uma boa oportunidade, após ótimo passe de Neymar. Porém, duvido que tenha agido da mesma forma quando Neymar perdeu uma chance ainda mais clara, ao receber passe de Felipe Anderson e chutar na trave. Um técnico que queira o respeito e a atenção dos Meninos não pode tratá-los com grosserias e, diante das mesmas situações, fazer vistas grossas às falhas dos mais experientes.

Com um ataque formado por Patito Rodríguez, Neymar e Victor Andrade, apoiados por Felipe Anderson e Arouca, o Santos criou inúmeras oportunidades no primeiro tempo e fez três gols, como poderia ter feito seis. Na segunda etapa, com a expulsão de Alan Santos – outro garoto que se saiu muito bem –, a saída de Arouca, machucado, para a entrada do veterano atrapalhado Gérson Magrão, e o recuo do criativo Felipe Anderson para ajudar na marcação, o Santos voltou ao jogo sem criatividade do segundo semestre.

O santista viveu um sábado feliz, em que suas convicções foram plenamente correspondidas. A base do Santos mostrou qualidades e o time de cima provou que não precisa viver só de Neymar. Não é só uma questão técnica, mas sim tática. Falta assumir definitivamente uma filosofia ofensiva.

Porém, esse mesmo torcedor fica com a pulga atrás da orelha quando ouve que Muricy só elogiou a capacidade de marcação do time Sub-20. Parece que o professor só consegue analisar o sistema defensivo de uma equipe. Talvez se tivesse prestado atenção na lição do Barcelona, saberia que grandes times preferem que os outros é que se preocupem com a defesa.

Na Vila, depois dos 3 a 1, e da forma que a partida se desenrolava, não seria demais esperar uma goleada de seis ou sete gols. Mas, do banco do Santos, só se ouvia os gritos de Muricy pedindo cuidado com a marcação ou para o time tocar a bola. E é claro que as maiores vítimas de sempre eram Victor Andrade, Patito e Felipe Anderson.

Por fim, o torcedor teme que com a s voltas de Henrique e Adriano, Alan Santos e Victor Andrade, ou Patito, voltem para o banco de reservas, e o Santos volte a ser uma equipe burocrática, cuja única prioridade é, como quer o seu comandante, “marcar atrás da linha da bola”.

Entrevista com Alvaro de Souza

Se ainda não enviou e quer fazer a sua pergunta a Alvaro de Souza, importante membro do comitê gestor do Santos, fique à vontade. Selecionarei 20 delas e na segunda-feira as encaminharei ao assessor de imprensa Arnaldo Hase, que deverá repassá-las ao ocupado Alvaro de Souza.

Como o nível das perguntas tem sido excelente e tem preenchido todas as dúvidas que o santista pode ter com relação à administração do clube, provavelmente enviarei apenas perguntas selecionadas entre aquelas enviadas a este blog. Agradeço a colaboração de todos.

Veja o gol de Giva e a festa do Santos campeão paulista Sub-20:

http://youtu.be/urVre1Of4oo

Melhores momentos de Santos 3, Palmeiras 1:

http://youtu.be/5dg6sD38LjE

E você, ficou mais confiante nos Meninos da Vila?


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