Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O maior rival da Vila Belmiro é a praia de Santos

Uma tarde de domingo só da Praia do Gonzaga, uma das sete praias de Santos. Apenas uma parte desta multidão manteria a Vila Belmiro sempre lotada.

Confesso que não ouvi, mas fiquei sabendo que o diretor de marketing do Santos, Paulo César Verardi, fez um apelo para que os santistas da capital compareçam mais aos jogos da Vila Belmiro. Acho que um especialista em marketing não pede ajuda ao consumidor, mas cria condições para que este consumidor tenha interesse de consumir o produto.

Assim, se forem criadas condições para que este torcedor freqüente mais a Vila, obviamente isso ocorrerá. Quem sabe se linhas diretas de ônibus das estações Jabaquara e/ou Imigrantes do Metrô; um pacote especial para torcedores de fora da cidade; brindes, sei lá, alguma coisa que torne mais atraente descer a serra para sofrer as agruras de se assistir a um jogo no Urbano Caldeira…

Porém, antes de apelar para os santistas da capital, o mais plausível para o marketing do santos seria preencher os cerca de 12 mil lugares disponíveis na Vila Belmiro com torcedores da própria Baixada Santista, principalmente das contíguas Santos e São Vicente, que, juntas, congregam, aproximadamente, 300 mil adeptos do Alvinegro Praiano.

Bastaria, então, convencer 4% (quatro por cento) dos santistas dessas duas cidades, das quais se chega à Vila Belmiro à pé, para se ter 12 mil torcedores a cada jogo do Santos, que, somados aos proprietários das cativas, a torcida adversária e a alguns donos de camarotes, certamente lotariam o estádio, sem que fosse preciso distribuir ingressos gratuitamente.

O jovem presidente do Bahia, o jornalista Marcelo Sant’Ana, demonstra uma visão muito clara sobre o assunto ao afirmar que o maior rival de seu time não é o Vitória, mas sim as praias de Salvador. Não será este também o caso do Santos? Em uma tarde de domingo, quantos milhares de santistas que poderiam estar na Vila Belmiro, não preferem a praia?

E se a praia é o principal ponto de concentração de torcedores do Santos, por que não se promover os jogos e se vender os ingressos lá? Não é mais natural do que fazer apelos para que torcedores de outras cidades freqüentem a Vila Belmiro?

Sem se esquecer de que já existe, a alternativa já pronta, de se marcar jogos para o Pacaembu – um estádio otimamente localizado, que em partidas como a última, contra o Cruzeiro, atrairia no mínimo o dobro de santistas que foram ao Urbano Caldeira.

Presidente do Bahia dá uma aula de marketing futebolístico:

Veja agora os bastidores de Santos X Cruzeiro:

Você não acha que a praia é o maior rival do Santos?


Se fosse só o futebol, o Santos estaria muito bem


Paulo Cesar Verardi, que já passou por Umbro e Grêmio, é o novo gerente de marketing do Santos. Ele foi anunciado para o lugar de Alex Fernandes nesta segunda-feira. Com um perfil mais agressivo, Verardi vem para conseguir patrocínios e turbinar a campanha de sócios do clube. Que os céus o iluminem.

Lucas Lima
Adversário no chão, Lucas Lima segue com a bola. Diante das dificuldades financeiras provocadas pela última gestão, não era para o Santos estar jogando tão bem dentro do campo. O problema continua sendo fora dele (Ivan Storti/ Santos FC).

Mesmo com dispensas de tantos jogadores e contratações de outros a toque de caixa, o Santos tem feito um bom Campeonato Paulista e poderá brigar pelo título. Não digo que é o favorito, mas poderá lutar com boas chances. Agora, o que pega é o jogo fora de campo. Neste, o clube ainda tem muito a evoluir. E o problema é que se não agir rápido, não terá como segurar o elenco e seguirá depauperado para o Campeonato Brasileiro, com riscos até de rebaixamento.

Analisemos, com calma, a maneira como o Santos tem lidado com suas fontes de recursos e o que pode ser melhorado:

Sócios – O presidente Modesto Roma finalmente percebeu que esse contrato com a CSU é péssimo para o Santos. A terceirizada não é nada ágil para conseguir mais sócios e se mostra inepta para manter os que o clube já conquistou. O resultado é uma inadimplência enorme. De 60 mil, o clube só recebe mensalidades de 20 mil sócios. Como já escrevi aqui e já alertei no Conselho, o Santos só pode contar com seu torcedor, ele é o consumidor de sua marca. É preciso perdoar os inadimplentes, acelerar a captação de novos sócios e criar benefícios para eles. É possível, sim, chegar a 100 mil sócios, ou mais, mas para isso é indispensável criatividade, iniciativa e trabalho.

Rendas nos jogos – Dá para conseguir boas arrecadações jogando só na Vila Belmiro? Não! A não ser que todo jogo alcance a lotação máxima do estádio (pouco mais de 12 mil pessoas), sem muito ingresso de cortesia e com preços mais altos. Isso é plausível? Não! Então, o jeito é jogar em um estádio maior, certo? Óbvio! O Santos pode jogar no Pacaembu, sua casa em São Paulo, com capacidade para 39 mil pessoas. Trata-se de um estádio central, com muitas vias de acesso. Mas a diretoria não sabe se decide usar mais o Pacaembu, ou entra na onda dos que fazem campanha contra. Ou seja, a política rasteira e citadina está atrapalhando um plano evidente de marketing, que deveria incluir o agendamento de vários jogos no Pacaembu, com trabalho de hospitalidade e atrações para cativar o torcedor, principalmente as crianças. Por que não adotar a promoção do “Sócio mais Um”, dando ao associado a possibilidade de adquirir uma entrada para um amigo ou parente que não é sócio? Por que não resolver de vez o imbróglio que é comprar ingressos pela Internet?

Patrocínio – Não sabemos o que ocorre nesse departamento do clube, mas passar tanto tempo sem um patrocinador máster é de amargar. Creio que os quesitos anteriores – mais sócios e mais público nos jogos – seriam argumentos essenciais para convencer grandes empresas a usarem o Santos como divulgador de suas marcas. Por isso é que o aumento do quadro de sócios e mais jogos no Pacaembu são providências obrigatórias para dar ao Santos maiores possibilidades de conseguir um bom patrocinador. Quanto mais tempo o clube demorar para reconhecer isso, mais tempo sofrerá agruras financeiras e verá seus rivais dispararem na frente.

Cota de tevê – Como a audiência da tevê depende muito da qualidade do time, este é um item no qual o Santos vai bem no momento. Como o previsto, o seu jogo com o Palmeiras bateu o recorde de audiência no Campeonato Paulista, e o confronto com o Corinthians, que provavelmente decidirá o líder desta fase do Campeonato, dará um ibope ainda maior. Por mais que as equipes de jornalismo esportivo bajulem outros times, não se pode negar que o Santos é uma atração no futebol da tevê brasileira. Isso precisa ser capitalizado pela diretoria do clube. Mas enquanto, sem outras receitas significativas, o Santos seguir pedindo adiantamentos para a Globo, seu poder de negociação será nulo e continuará recebendo cotas menores do que clubes que têm tido piores resultados em campo e piores audiências nos últimos anos.

Clique no link abaixo para saber que o Santos teve R$ 122.388,00 de “Despesas Diversas” e R$ 269.943,00 de Despesas Totais no jogo contra o Audax, no sábado, o que gerou um prejuízo de R$ 5.878,65:
http://www.fpf.org.br/sumulas_2015/a1/3973-109f.pdf

Uma boa notícia: Leandro Damião está fazendo gols
Destaque do Cruzeiro na Copa Libertadores da América e no Campeonato Mineiro, Leandro Damião tem feito gols nas duas competições. Isso é ótimo, pois aumenta a chance de algum clube se interessar pela compra de seu passe. Acho muito difícil que o Santos recupere a fortuna paga pela administração de Odílio Rodrigues ao atacante (R$ 42 milhões, com aumento da dívida de 10% ao ano, em euros!!!). Mas ao menos poderá amenizar o prejuízo. Veja que golaço do LD:

E pra você, como o Santos esta jogando fora do campo?


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