Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Paulo Henriquer Ganso

Quarta-feira o Pacaembu vai tremer. De medo!

Quarta-feira próxima o Pacaembu estará repleto de corintianos. Todos com o coração na mão. Novamente o time estará bem perto de conseguir algo que é comum aos outros três grandes de São Paulo: alcançar uma final de Libertadores. Porém, bastará uma derrota, normal, plenamente possível, para que o sonho do alvinegro da capital seja adiado mais uma vez. Essa pressão enorme sobre o adversário é um trunfo que os santistas levarão a campo nesse jogo extremamente nervoso.

Se souber jogar com determinação e inteligência, o Santos explorará a instabilidade emocional do adversário e sairá do Pacaembu classificado para a sua quinta final da competição mais importante da América do Sul. Sim, porque por mais que o Alvinegro Praiano também queira esse título – que será a cereja do bolo no ano do seu Centenário –, a pressão maior para obtê-lo estará com o time da capital.

A cada vez que Neymar pegar na bola, que Paulo Henrique Ganso preparar um de seus passes, que Elano se preparar para cobrar uma falta ou um escanteio, a torcida adversária prenderá a respiração. Uma vitória do Santos garantirá, no mínimo, que a disputa vá para os pênaltis, como aconteceu contra o Vélez Sarsfield. E as lembranças corintianas de disputas de pênaltis na Libertadores é a pior possível.

Há 12 anos, na Libertadores de 2000, o alvinegro paulistano estava tão confiante de que venceria o Palmeiras também no segundo jogo da semifinal, que um diretor dispensou a palestra acertada com o motivador Roberto Shyniashiki, transferindo-a para antes do jogo contra o Boca Juniors, pela final. O Corinthians tinha vencido o Palmeiras por 4 a 3 no primeiro jogo da semifinal e precisaria apenas de um empate naquela terça-feira, dia 6 de junho de 2000, para decidir o título com o Boca.

Depois de Euller abrir o marcador para o Palmeiras, Luizão fez dois gols e deixou o Corinthians na frente. Parecia que tudo estava decidido, mas Alex e Galeano – este, de cabeça, nos instantes finais do jogo – deram a dramática vitória aos alviverdes e levaram a decisão para as penalidades. Então, como se sabe, Marcelinho Carioca, o Pé de Anjo, chutou para Marcos defender, no momento recente mais doloroso da história do alvinegro da Zona Leste. Reveja as cobranças de pênaltis que impediram o Corinthians de chegar à sua primeira final de Libertadores:

Se bem explorada, essa pressão psicológica que se abaterá sobre o rival acabará provocando falhas e desatenções que, se bem exploradas por Neymar, Ganso & Cia serão decisivas nesse confronto em que o adversário viverá um medo descomunal de perder. Restará ao Santos ter muita vontade de ganhar.

Pênalti voador roubou o empate dos reservas

Perceba no lance abaixo que Gérson Magrão toca a bola, que se afasta do domínio de Ibson. Ao perceber que a perdeu, o jogador rubro-negro junta os pés e, na atitude clássica dos cavadores, mergulha no gramado. O árbitro Francisco Carlos Nascimento, que pouco antes não tinha marcado falta clara em Dimba, dá o pênalti e completa o serviço. Lamentável! Os reservas não mereciam perder.

http://youtu.be/pW9pn3e5ZM0

Como o Santos deverá se aproveitar do nervosinho do rival na quarta-feira?


Neymar faz dois gols. E Galvão Bueno tem de engolir

É notório que a substituição de Dunga por Mano Menezes escancarou as portas da Seleção Brasileira para as Organizações Globo. Como antes, Globo e Sportv monopolizam a cobertura e cornetam à vontade. A cornetagem de Galvão Bueno e Casagrande começou cedo.

Tudo indica que Neymar e Ganso, além de Robinho e Pato, estavam marcados para sairem como os grandes culpados pela eliminação do Brasil, caso ela ocorresse ontem. Mal o jogo começou e Galvão Bueno e Casagrande iniciaram as críticas a estes quatro jogadores.

Ainda no início da partida, após uma falta em Neymar, o repórter da Globo informou que o atacante brasileiro era o jogador que mais sofria faltas na Copa América. Imediatamente Galvão Bueno emendou dizendo: “E se os árbitros marcassem falta toda vez que ele cai…”.

Com isso, Galvão estava corroborando com seu compadre Arnaldo César Coelho, que criou a alcunha depreciativa de “cai-cai” para Neymar. Ora, o garoto é o grande jogador do futebol brasileiro, tem fâ clube até na Argentina, e o locutor da tevê que monopoliza as transmissões de futebol do Brasil o trata com desrespeito e desdém? Muito estranho isso.

Que interesse Galvão Bueno tem em diminuir Neymar? Que interesse o locutor mais ufanista que já apareceu na tevê brasileira pode ter de, de uma hora para outra, tornar-se um crítico atroz da maior revelação do futebol brasileiro nos últimos tempos? Estranho…

Como era de de esperar, as saídas dos péssimos Daniel Alves e
Jádson melhoraram o desempenho do time. Maicon, que substituiu Daniel Alves, foi um dos melhores em campo, e Robinho jogou muito bem ontem e teve fôlego para continuar até o fim – chegando até a marcar um gol, que foi erradamente anulado pelo árbitro.

Críticos insatisfeitos

Ao fazer uma pergunta-dissertação ao Pato, o repórter Carlos Cereto, do Sportv, afirmou que a Seleção tinha vencido mas ainda não tinha jogado o futebol que a torcida esperava (como ele pode falar em nome da torcida?). Em seguida, quis saber a opinião do jogador…

Ora, eu diria: “Meu caro, o ataque fez quatro gols. Na verdade, cinco, já que Robinho fez um, legal, e o árbitro anulou. Além disso, criamos mais oportunidades e acertamos a trave. Se houve falhas, foi da defesa. Enrão, fale com o Júlio César e o Lúcio”.

Galvão Bueno disse que Ganso “ainda não brilhou” nesta Copa América e depois pregou que é preciso ter paciência com Neymar e Ganso porque ainda são meninos. Ora, então que ele seja coerente. Se são “apenas” meninos, por que ele é tão implicante e exigente com eles?

Paulo César Vasconcelos disse que a Seleção não foi bem no primeiro tempo. Ora, era visível que do meio-campo para a frente o time estava bem melhor. Acho que ele viu outro jogo.

Renato Maurício Prado comparou Messi com Neymar e concluiu que o argentino jogou muito melhor a última partida do que o brasileiro, mas fez a ressalva de que mesmo não jogando tão bem, Neymar “ao menos” marcou dois gols. Caramba, quantos gols mais um garoto de 19 anos precisa fazer para o comentarista achar que ele jogou bem? E depois dizem que não querem pressionar…

Por que Mano não vibrou com os gols de Neymar?

Achei muito estranha a reação do técnico Mano Menezes aos gols de Neymar. Ele que sai saltitando como um boneco de mola a cada gol do Brasil, manteve-se impassível nos dois gols do atacante santista. Parece que torcia contra o sucesso do craque do Santos…

Lúcio e Júlio César têm de falar menos e jogar mais

Quando disse que na Seleção o que vale é o distintivo na frente da camisa e não o nome do jogador, nas costas, Lúcio se esqueceu de lembrar que o que vale mesmo para um jogador e jogar bem futebol. Um atacante deve, sim, marcar gols, mas um defensor deve defende-los. Ele falhou no primeiro gol do Equador, e o goleiro Júlio César, que concordou com as suas palavras, engoliu dois frangaços.

Por que será que o Elano ficou no banco?

No último jogo, Elano entrou no lugar de Ramires e o time melhorou. Ontem ele voltou ao banco. Será que foi porque defendeu Neymar e Ganso após a partida contra o Paraguai, quando todos queriam crucificar os santistas? Sei lá. Mas o óbvio é que o time é melhor com o Elano, que é muito mais jogador do que o errático e inseguro Ramires.

E você, acha que a cobertura da Globo e do Sportv foram isentas, ou mais uma vez pegaram no pé dos garotos do Santos?


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