Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Paulo Ricardo

Um terço da meta cumprida

Mesmo com os desfalques de Ricardo Oliveira, suspenso, e Lucas Lima, com febre, o Santos venceu o Joinville sem grande dificuldade, por 2 a 0, com dois gols de Gabriel, e assim cumpriu um terço de sua meta para se afastar da zona de rebaixamento ainda no primeiro turno. Os outros dois terços seriam vitórias sobre o Coritiba e o Vasco, com mando de campo santista. A equipe ainda jogará fora de casa diante do Flamengo, no próximo domingo, e do Atlético Paranaense, mas como o Santos costuma perder todas as partidas no campo do adversário, um planejamento realista não pode contar com nenhum ponto nesses dois jogos.

Seria preciso errar demais para não vencer o Joinville. O time de Santa Catarina é muito fraco. Além de ter alguns jogadores bem limitados, o técnico Adilson Batista ainda adotou uma tática temerária, adiantando o time, o que proporcionou a Gabriel marcar dois gols antes dos 20 minutos de partida (aos 3 e 18 minutos). Porém, por mais frágil que fosse o adversário, a verdade é que o Santos deu alguma sopa para o azar ao se afobar em busca do terceiro gol, o que abriu alguns buracos em sua defesa.

Por que Werley e David Braz precisam ir ao ataque, nas bolas paradas, se o jogo está tranqüilo e a única chance de o adversário chegar ao gol é justamente nessas avançadas dos defensores santistas? Isso ocorreu algumas vezes no segundo tempo, mas logo Dorival Junior reforçou o meio-de-campo, com as entradas de Elano no lugar de Geuvânio e de Serginho no de Nilson, tirando qualquer possibilidade de reação da equipe catarinense.

O horário das 11 horas da manhã e as promoções feitas pelo clube deram certo e a Vila Belmiro recebeu um bom público na manhã de domingo. Um público que vibrou com os gols de Gabriel, mas que prendeu a respiração cada vez que a bola era atrasada para Werley e David Braz. Por falar em Gabriel, o garoto saiu com uma distensão na coxa e terá de se submeter a tratamento para poder enfrentar o Flamengo, no próximo fim de semana.

Sobre os destaques da partida, fico com Gabriel, obviamente, pelos dois gols e a boa movimentação; com o surpreendente Paulo Ricardo, mais maduro a cada partida e uma ótima opção para o meio-de-campo, e com o veterano Renato, um jogador que supre a falta de físico e de fôlego com uma boa dose de neurônios.

Finalmente à frente de Cuba

Os primeiros Jogos Pan-americanos que me chamaram a atenção foram os de Winnipeg, Canadá, em 1967. Durante muito tempo guardei uma revista que trazia a foto dos 11 medalhistas de ouro do Brasil, gente boa como o velejador Joerg Bruder, o tenista Thomaz Koch e o nadador Silvio Fiolo. Mas depois daquela edição dos Jogos, em que o Brasil terminou em terceiro lugar, com quatro medalhas de ouro a mais do que Cuba, veio um período interminável em que a pequena ilha, que usava o esporte como meio de propaganda política, chegou até a rivalizar com os Estados Unidos.

Na minha primeira cobertura internacional, dos Jogos Pan-americanos de San Juan, Porto Rico, em 1979, testemunhei de perto o esforço que a delegação de Cuba fazia para competir com os capitalistas norte-americanos. Numa tarde, fugindo da chuva, entrei em um ginásio no qual um levantador de peso de Cuba estava batendo mais um recorde pan-americano. Era evidente que seu governo se valia da ajuda da União Soviética e dos países comunistas do Leste Europeu para se destacar em modalidades que distribuíam muitas medalhas. Em San Juan o Brasil ficou apenas em quinto lugar, com nove medalhas de ouro e 39 no total. Cuba ficou em segundo, com 64 de ouro e 145 no total. A distância era abissal.

Em 1991, nos Jogos de Havana, finalmente o governo cubano realizou o sonho de superar os Estados Unidos, com 140 medalhas de ouro e 265 no total, contra 130 de ouro e 352 no total dos norte-americanos. Quanto ao Brasil, apesar do brilho do velocista Robson Caetano, ouro nos 100 e nos 200 metros, e da vitória do basquete feminino, ficou novamente em quarto lugar, com 21 de ouro e 79 no total.

Nem mesmo no Pan do Rio, em 2007, o Brasil logrou ultrapassar os cubanos. Ganhou mais medalhas (157 contra 135), mas perdeu na quantidade de medalhas de ouro (52 a 59), o critério adotado para a classificação oficial. O mesmo ocorreu em Guadalajara, em 2011. No geral a delegação brasileira já era mais completa, se colocava melhor em um maior número de provas, mas os cubanos continuavam com mais vitórias.

Escrevo este post ao meio-dia e meia de domingo, quando o Brasil já garantiu o terceiro lugar em Toronto, com 41 medalhas de ouro, cinco a mais do que Cuba. É um marco. Em que pese a atuação decepcionante de algumas modalidades, como o atletismo, que ganhou apenas uma medalha de ouro e deveria ter ganhado uma dezena, o esporte brasileiro mostrou uma evolução natural, bem diferente do crescimento forjado pelo regime político de Cuba.

Faltam 17 dias para terminar a campanha de reimpressão do livro Time dos Sonhos

Faltam apenas 17 dias para encerrar a campanha pela reimpressão do livro Time dos Sonhos, que ficou conhecido como A Bíblia do Santista. Da meta de R$ 70 mil reais foram arrecadados, até a manhã deste sábado, R$ 9.820,00, ou 14% do total.

Tenho recebido e-mails de amigos e leitores do blog perguntando se devem entrar na campanha, pois como a meta não deverá ser alcançada, temem que o livro também não será ser impresso. A eles tenho informado que Time dos Sonhos será reimpresso e as recompensas serão dadas como estão sendo previstas. Portanto, devem participar, sim, e já agradeço antecipadamente por isso.

A meta de R$ 70 mil foi colocada para suprir todas as despesas materiais e de mão-de-obra de uma edição de 3.000 exemplares de 528 páginas, capa dura e fino acabamento. Como Time dos Sonhos já vendeu sete mil exemplares e ainda havia um bom interesse pela obra, a tiragem parecia razoável. Se o valor não for arrecadado, obviamente será preciso reajustar a quantidade de exemplares impressos e provavelmente contar com um aporte financeiro do autor da campanha, no caso este humilde blogueiro que vos fala.

Se estou decepcionado? Claro que não. Tenho conhecido mais, a cada dia, sobre as características do mercado brasileiro de livros. Saiba, querido leitor e querida leitora, que segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio – Federação do Comércio do Rio de Janeiro, 70% dos brasileiros não leram nenhum livro em 2014. Então, lidar com livros, no Brasil, é ser meio sonhador.

Porém, assim como sou grato ao Santos pelas alegrias que já me proporcionou, principalmente na infância e adolescência, da mesma forma sou e serei eternamente agradecido aos livros, meus grandes educadores, amigos de todas as horas que me abriram e me abrem um mundo de conhecimento, reflexão e aventura a cada página. Sei que eles podem mudar pessoas, países, a humanidade. A respeito, há uma poesia lapidar de Castro Alves, o rei de nossos poetas, que diz o seguinte:

Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto –
As almas buscam beber…
Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

Há coisa de um mês um rapaz me disse que o primeiro livro que ele leu foi “Pedrinho escolheu um time”. Ouvir algo assim não tem preço. Acredito que por meio de livros que tratam de assuntos específicos, de grande interesse de um grupo particular de pessoas, como é o caso dos que falam da história do Santos, ao menos é possível estimular o gosto pela leitura dentre os santistas. O gosto pela leitura e o gosto pela história do time mais fascinante do planeta.

Bem, mas a campanha ainda continua e você ainda pode participar. Há vários valores e recompensas, mas destaco que com apenas 70 reais você terá um exemplar do livro Time dos Sonhos e ainda ganhará de presente o seu nome no último capítulo do livro. Pense sobre isso:

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E você, acha que pelo que mostrou contra o Joinville, o Santos se afastará da zona do rebaixamento antes do final do primeiro turno?


Nariz fora d’água

Com as vitórias de Internacional e Avaí, domingo, o nariz do santista voltou a ficar embaixo d’água. Esse respira/afoga deve durar todo o Brasileiro. No próximo jogo o time enfrenta o Palmeiras, no Alianz Parque.

Ricardo Oliveira
O drible de Ricardo Oliveira (Fotos: Ivan Storti/ Santos FC)

Uma arrumadinha na defesa e no meio de campo, a força da torcida e a fragilidade do adversário deram ao Santos a possibilidade de conseguir sua vitória mais confortável neste Brasileiro, derrotando o Figueirense por 3 a 0, na Vila Belmiro, na estreia do técnico Dorival Junior.

O novo treinador teve os seus méritos, ao escalar Victor Ferraz na lateral-direita, única posição em que ele joga satisfatoriamente; colocar Zeca na lateral-esquerda e arriscar o zagueiro Paulo Ricardo como volante, ao lado de Thiago Maia. Mas o que pesou mais foi a motivação do time, desta vez mais determinado a vencer.

Com a vitória, o Santos dormirá fora da zona de rebaixamento, basta que Avaí e Internacional empatem neste domingo para que o mico volte novamente para o Alvinegro Praiano.

Tudo indica que nas próximas rodadas, a não ser que engate uma série improvável de bons resultados, o Santos viverá esses altos e baixos, colocando o nariz para fora d’água às vezes, mas voltando novamente à zona de rebaixamento ao jogar fora de casa.

Gostei da ideia de se usar Paulo Ricardo e Leonardo Silva no meio de campo. Muitos zagueiros podem se dar bem como volantes, pois sabem marcar e geralmente são mais fortes. Gostei também de saber que as lambanças de Thiago Maia contra o Goiás não o tiraram do time. O garoto tem personalidade e ainda será um ótimo profissional. Esperem e verão.

Público deixou a desejar
Mesmo com meia entrada para quem comprasse ingresso com a camisa do Santos, apenas 8.393 pagantes pagaram para ver o jogo, o que proporcionou uma arrecadação de R$ 191.280,00. De qualquer forma, foi um pouco maior do que a média de público nos jogos na Vila Belmiro.

Santos 3 x 0 Figueirense
11/07/2015, sábado, 18h30, Vila Belmiro
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Werley e Zeca; Paulo Ricardo (Leonardo), Thiago Maia (Lucas Otávio) e Lucas Lima; Gabriel (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Geuvânio
Técnico: Dorival Júnior
Figueirense: Felipe; Leandro Silva, Marquinhos, Bruno Alves e Cereceda (Marquinhos Pedroso); Paulo Roberto, Fabinho, Yago (Ricardinho) e Rafael Bastos; Thiago Santana e Everaldo (Marcão)
Técnico: Argel Fucks
Gols: David Braz, aos 30 minutos do primeiro tempo; Lucas Lima, aos 22 segundos, e Gabriel, aos 17 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: André Luiz de Freitas Castro (GO), auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa/GO) e Bruno Raphael Pires (GO).
Cartões amarelos: Paulo Ricardo (Santos); Yago, Cereceda, Rafael Bastos, Fabinho, Leandro Silva (Figueirense).

Quanto vale preservar a história do Santos?

Garanta o livro Time dos Sonhos por um preço de pré-venda e ainda tenha o seu nome publicado na história do Santos. Vamos com tudo para o segundo turno da campanha. Conto com você!

Quer a Bíblia do santista pelo preço de pré-venda e ainda ter seu nome impresso no livro? Clique aqui para saber como.

Neste vídeo abaixo, dirigido pelo talentoso santista João Lucca Piovan, eu conto a história curiosa de como o livro ganhou o título de Time dos Sonhos. Assista:

E você, acha que já dá para dizer que o time melhorou?

O Barqueiro de Paraty, primeiro lançamento da Editora Verbo Livre

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Gostaria de compartilhar com os amigos e amigas do Blog do Odir Cunha a criação da Editora Verbo Livre, a mesma que está relançando o livro Time dos Sonhos, por meio da campanha de crowdfunding da Kickante, e também já disponibilizou, pela Amazon, o ebook de O Barqueiro de Paraty, um romance que fala de amor e amizade e pode, sim, mudar a forma de como você vê a vida.

O livro conta a história de um executivo paulistano que vê sua vida familiar e profissional fracassar e aceita o convite de um amigo do colégio para passar uns dias em Paraty e “reaprender a viver”. Muitos se identificarão com Pedro, Mauro, Clara, e sua busca pela essência da vida.

Tomo a liberdade de sugerir aos amigos a leitura de O Barqueiro de Paraty, pois, entre outros motivos, a maioria dos que o lêem, gostam muito. O livro trata de um drama muito comum e sugere valores fundamentais para se alcançar uma vida equilibrada e feliz.

Clique aqui para ver, na Amazon, o ebook de O Barqueiro de Paraty

Segundo as pesquisas do Skoob, 70% do público que comenta sobre O Barqueiro é feminino e 82% das avaliações atribuem à obra de três a cinco estrelas. Lançado em papel em 2008, pela Editora Mundo Editorial, o livro está sendo relançado agora, em forma de ebook, pela Amazon. Logo mais sua versão em Inglês também estará disponível.

Assista e divulgue o book movie do livro O Barqueiro de Paraty

Comentários e análises de O Barqueiro de Paraty no site Skoob

Comentários de leitores de O Barqueiro de Paraty no site da Livraria Cultura

Entrevista de Odir Cunha sobre o livro O Barqueiro de Paraty ao jornalista Heródoto Barbeiro

Missão
A Verbo Livre está aberta para lançar autores nacionais e estrangeiros com obras preferencialmente instigantes. O site da editora, em preparação, receberá currículos de autores e sinopses de suas obras para avaliações preliminares. Nossa missão é revelar escritores(as) e oferecer livros de qualidade a preços acessíveis, contribuindo para a difusão do conhecimento e da reflexão.


A vida segue sem Robinho, o Santos segue, sempre…

Amigos e amigas, a vida segue sem Robinho, e o Santos seguirá, sempre, como seguiu sem Zito, Pelé, Juary, Giovanni, Neymar… Porque o todo é sempre maior do que uma parte e porque nossa paixão é pelo time e não apenas por um ou outro jogador. Digo isso, vamos nos concentrar no próximo jogo, nesta quinta-feira, contra o Fluminense.

Com Vladimir no gol, Paulo Ricardo na zaga e Thiago Maia e Rafael Longuine como volantes, o Santos tenta mudar o enredo de seus jogos fora de casa nesta quinta-feira, às 21 horas, no Maracanã, diante do Fluminense, o time carioca mais bem classificado no Campeonato Brasileiro.

Com cinco vitórias, dois empates e duas derrotas, o tricolor tem 17 pontos e é o terceiro colocado no campeonato, 11 posições à frente do Santos, que tem apenas duas vitórias, quatro empates e três derrotas.

Nem é preciso dizer que, se der a lógica dos últimos jogos fora de casa, o máximo que o santista pode esperar é o empate. Porém, a verdade é que a equipe não jogou mal no empate de 2 a 2 com o Atlético Mineiro e nem na derrota de 1 a 0 para o Internacional. Quem sabe desta vez a sorte não muda.

O técnico Marcelo Fernandes considerou que o goleiro Vladimir vem atuando bem e o manteve no time para o jogo no Maracanã. Na zaga, o garoto Paulo Ricardo, que teve boa atuação contra o Palmeiras, no Campeonato Paulista, terá outra oportunidade. No meio, Rafael Longuine e Thiago Maia farão companhia a Lucas Lima.

No ataque, mesmo jogando fora de casa, Fernandes manterá três atacantes: Geuvânio, Ricardo Oliveira e Gabriel. Algo me diz que está na hora de ser recompensado pela ousadia.

Veja a entrevista de Marcelo Fernandes:

Pausa forçada

Nesta quinta-feira pela manhã serei submetido a uma cirurgia, o que me impedirá de inserir novos posts durante uma ou duas semanas. Porém, para boa parte dos leitores do blog, os comentários estarão liberados. Comentem com moderação, por favor.

Hoje recebi de um rapaz que trabalha na Ong “Mensageiros da Alegria” um cartão com mensagens de Mahatma Gandhi. Uma delas dizia: “A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido, e não na vitória propriamente dita”. Outra, aconselhava: “A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade, e sob ângulos diversos”.

Percebo uma grande revolta entre os santistas pelos fatos preocupantes que vêm à tona a cada dia. Essa revolta é justa e exige providências. Porém, não podemos perder de vista que há muito a ser feito e não serão lágrimas que tornarão o leite derramado às jarras. Vamos à luta!

Campanha pela reimpressão do livro Time dos Sonhos

Com 18 dias de campanha, foram arrecadados R$ 6.810,00. Faltam 42 dias para se alcançar a meta de 70 mil reais. Eu, os profissionais envolvidos na produção do livro e a equipe da Kickante, estamos muito satisfeitos com a receptividade dos amigos com o projeto de reimprimir o livro que foi considerado A Bíblia dos Santistas.

Àqueles que aprovaram a ideia e estão ansiosos para ter e ler a nova versão de Time dos Sonhos, peço a gentileza de lembrar os amigos da possibilidade de participar desta campanha de pré-venda e garantir o livro com um valor promocional e ainda inscrever, literalmente, seu nome na história do Santos, pois todos os colaboradores terão seu nome completo impresso no capítulo final do livro.

Para acompanhar a campanha dia a dia, basta entrar no link abaixo. Agradeço por seu apoio!

Clique aqui para saber como anda a campanha de reimpressão do livro Time dos Sonhos

E pra você, como o Santos se sairá neste Brasileiro sem Robinho?


A chance de ouro dos reservas contra o motivado Maringá

Primeiro tempo: Maringá 0 x 1 Santos

Os reservas do Santos fazem um bom primeiro tempo contra o Maringá, no lotado estádio do clube paranaense. A disposição dos santistas para marcar reduziu as chances ofensivas do Maringá. Por outro lado, Marquinhos Gabriel, Lucas Crispim, Elano e Cicinho têm garantido bons ataques ao Alvinegro Praiano. Gabriel não joga bem e ainda levou um cartão amarelo por reclamação. Assim o garoto vai justificar a opinião de quem prefere que ele vá para o Milan em troca do veterano, porém craque e ídolo Robinho.

Se não voltar muito recuado no segundo tempo, o Santos pode conseguir ótima vitória em Maringá. E se continuar tão inoperante, Gabriel poderá ser substituído por Diego Cardoso. Caso Elano, que está bem, se canse, o que é previsível, acho que será uma boa oportunidade para fazer o canhoto Serginho entrar no time. Agora, veja o gol de Elano:

A chance de ouro dos reservas contra o motivado Maringá

Elano
Elano e Lucas Crispim (Fotos: Ricardo Saibun/ Santos FC)

Lucas Crispim e Paulo Ricardo
Lucas Crispim e Paulo Ricardo


Marquinhos Gabriel e Lucas Otávio

Treino no CT Rei Pelé
Elano, Caju e Gabriel

Dos que entraram em campo domingo passado, na vitória sobre o Palmeiras que acabou dando ao Santos, nos pênaltis, o seu 21º título paulista, apenas o goleiro Vladimir, o lateral Cicinho, o zagueiro Gustavo Henrique e o meio-campo Leandrinho estarão em campo esta noite, em Maringá, contra o Maringá, às 22 horas, pela segunda fase da Copa do Brasil. O time local, bastante motivado, terá todos os titulares possíveis. O estádio Willie Davids estará lotado. A partida será transmitida pela TV Bandeirantes.

O jogo é uma ótima oportunidade para alguns jogadores do Santos mostrarem o que se poderá esperar deles no Campeonato Brasileiro, que começa neste final de semana, com o Santos enfrentando o Avaí, domingo, às 18h30, em Florianópolis.

Quem sabe se a partir desta partida jogadores como o zagueiro Paulo Ricardo, que vinha tão bem na primeira partida da final, até ser expulso; o experiente Elano, que parece estar magrinho, mas ainda não conseguiu realizar uma boa partida; o meia lucas Crispim, tão bem no Vasco em 2014, e o garoto Gabriel, artilheiro do Santos no ano passado, entre outros, não conseguem jogar bem e aumentar as opções para o técnico Marcelo Fernandes?

Na verdade, todos os jogadores santistas estarão em teste. Vladimir está titular, mas Vanderlei, que já treina com máscara, vinha jogando muito bem antes de sofrer a grave contusão diante da Ponte Preta; caju volta à lateral-esquerda depois de longo tratamento de uma contusão no púbis; Lucas Otávio volta a ter outra oportunidade de mostrar que pode ser mais eficiente do que Valencia e Marquinhos Gabriel, que tem entrado com muita vontade, buscará encaixar uma ou outra jogada para se tornar um nome mais frequente no ataque santista.

Assim, o Santos terá esta noite: Vladimir, Cicinho, Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Caju; Lucas Otávio, Leandrinho, Elano e Marquinhos Gabriel; Lucas Crispim e Gabriel.

Quanto ao Maringá, equipe de nível equivalente ao Londrina, que o Santos eliminou na primeira fase, o objetivo na partida desta noite, ao menos segundo o técnico Claudemir Sturion, é a vitória. O time não terá o artilheiro Edmar, com entorse no tornozelo, mas poderá contar com todos os outros titulares, que são: Ednaldo, Reginaldo, Juninho, Fabiano e Fernandinho; Zé Leandro, Serginho Paulista, Léo Maringá e Renan Tavares; Cristiano e Gabriel Barcos.

Esse Gabriel Barcos, obviamente, não tem nada a ver com Hernan Barcos, centroavante que foi do Palmeiras e o Grêmio e hoje está no Tianjin Teda, da China. Mas é bom tomar cuidado com ele, já que genéricos como o Valdívia do Internacional e o Robinho do Palmeiras também são bons jogadores.

A arbitragem será de Thiago de Alencar Gonzaga, auxiliado por Leandro dos Santos Ruberdo e Claysson Vieira de Morais, todos do Mato Grosso do Sul. Esperemos que não sejam caseiros e trabalhem bem.

Veja a primeira entrevista de Longuine, o novo contratado do Santos:

Como você acha que este Santos se sairá em Maringá?


Santos sobrevive aos desfalques, ao Palmeiras e aos erros da arbitragem

Vladimir
Saiiii!!! Palmeiras perde pênalti e Santos ganha nova vida! (Ivan Storti/Santos FC)

Ricardo Oliveira
Ricardo Oliveira é travado na hora do chute, na maior chance do Santos (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Os melhores momentos do jogo:

Os melhores momentos pela lente da SantosTV:

Santos sobrevive aos desfalques, ao Palmeiras e aos erros da arbitragem

Se o Palmeiras faz aquele gol de pênalti e, com a vantagem de um jogador a mais, continua pressionando, provavelmente ganharia por três ou mais gols de diferença e definiria o título no primeiro confronto. A derrota por apenas 1 a 0 deixa o Santos com boas possibilidades de ser campeão no próximo domingo, na Vila Belmiro, quando deverá ter a volta de Robinho e outros titulares e dificilmente será tão prejudicado pela arbitragem.

Robinho fez mais falta do que se podia imaginar. Mas Valencia também daria mais solidez ao meio de campo. Lucas Otávio começou animado, mas foi se apagando. Na zaga, gostei de Paulo Ricardo. Pena ter dado espaço para a corrida de Leandro Pereira e depois ter agarrado o palmeirense, que espertamente correu até cair dentro da área. Apesar da jogada, que provocou sua expulsão, Paulo Ricardo aprovou.

Na verdade, mesmo sem fazer uma grande partida, o Santos segurava bem o Palmeiras até sofrer o gol, aos 29 minutos do primeiro tempo, no primeiro chute do adversário à meta de Vladimir. A jogada foi irregular, pois Robinho, em impedimento, fez um corta-luz para Lucas, que cruzou para a conclusão de Leandro Pereira.

Foi irregular porque Robinho, em impedimento, interferiu na jogada. Se ele não se colocasse na trajetória da bola e não abrisse as pernas para que ela passasse, mansamente, entre elas, ou seja, se Robinho não estivesse ali, Vitor Ferraz teria se projetado imediatamente para cortar o cruzamento de Lucas, pois havia tempo para isso. Mas o santista parou para esperar a reação do Robinho genérico e este não tocou na bola, retardando a ação do defensor. Lance claríssimo!

Não é a primeira vez que o Palmeiras é ajudado em lances decisivos neste campeonato e entre os torcedores cresce a impressão de que há alguma coisa estranha no ar. Antes do gol a arbitragem de Vinicius Furlan já tinha invertido dois laterais do Santos a favor do adversário e também tinha marcado erradamente um impedimento de Geuvânio na cara do auxiliar.

Acho que no lance do pênalti, aos 10 minutos do segundo tempo, faltou experiência ao zagueiro santista. Ao correr o tempo todo com a mão no peito do adversário, ele criou a situação ideal para o atacante cavar a penalidade. Não dá para dizer se o santista freou a corrida do palmeirense, mas é o tipo do pênalti que o árbitro sempre dá.

E deveria expulsar? Se deu o pênalti, o correto seria expulsar mesmo, mas os árbitros só seguem essa regra quando lhes convém. E neste lance Furlan estava tão distante da jogada que na hora de expulsar deu o cartão vermelho para David Braz, de aparência bem diferente da de Paulo Ricardo.

Com o pênalti e um a menos, vi a viola em cacos. Mas a péssima cobrança de Dudu colocou o Santos de novo no campeonato. A situação seria ainda melhor se Ricardo Oliveira, na melhor oportunidade do time, não tivesse demorado demais para chutar e permitido o corte do zagueiro. Por sinal, Oliveira desta vez não jogou.

Agora o Santos precisará ganhar na Vila Belmiro por dois gols de diferença para ser campeão paulista. É evidente que é possível, como seria possível se a situação fosse inversa. Qualquer time grande pode ganhar um clássico por dois gols de diferença jogando completo e em casa. Eu acredito!

Notas para os santistas

Vladimir – Não teve culpa no gol e teve muita sorte no pênalti. 6
Cicinho – Começou bem, deu umas cicinhadas, mas no todo não comprometeu. 6.
Paulo Ricardo – Vinha muito bem até cometer o pênalti e ser expulso. 6.
David Braz – Discretíssimo. 5.
Vitor Ferraz – Abaixo do que tem jogado, bobeou no lance do gol. 4.
Lucas Otávio – Lutou, marcou, mas parecia sem posição. 4.
Chiquinho – marcou e apoiou como pode. Regular. 6.
Renato – Marcou e girou algumas bolas. 5.
Lucas Lima – Mesmo sem brilhar, foi o melhor do time. Deu um passe espetacular para Ricardo Oliveira, que perdeu o gol de empate. 7.
Geuvânio – Lutou sozinho contra dois, três, mas conseguiu criar pouco. 6.
Ricardo Oliveira – Desta vez decepcionou. Perdeu grande chance. 3.
Dos que entraram no transcorrer do jogo, Jubal se mostrou lento com a bola, mas não comprometeu na marcação. 5. Gabriel entrou descansado para valer por dois e não jogou por meio. Mesmo cansado, Geuvânio era mais útil ao time. 2. Leandrinho ajudou a fechar o meio e segurar a derrota mínima.
Marcelo Fernandes – Diante das circunstâncias, fez o melhor que podia. O único senão que eu faria se refere quanto à saída de Vitor Ferraz. Creio que o ideal seria tirar Cicinho e colocar o Vitor por aquele setor. Mas isso não iria mudar o preço do dólar. 7.

Palmeiras 1 x 0 Santos
26/04/2015, Allianz Parque, domingo, 16 horas
Público pagante: 39.479. Renda bruta: R$ 4.181.281,25.
Palmeiras: Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca (Cleiton Xavier) e Gabriel; Dudu, Robinho (Kelvin) e Rafael Marques; Leandro Pereira. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Santos: Vladimir, Victor Ferraz (Jubal), Paulo Ricardo, David Braz e Cicinho; Lucas Otávio, Renato, Chiquinho e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel) e Ricardo Oliveira (Leandrinho). Técnico: Marcelo Fernandes.
Gol: Leandro Pereira, aos 29 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Vinicius Furlan, auxiliado por Carlos Augusto Nogueira Junior e Anderson Jose de Moraes Coelho.
Cartões amarelos: Cleiton Xavier, Vitor Hugo, Gabriel e Victor Ramos (Palmeiras); Lucas Lima (Santos).
Cartão vermelho: Paulo Ricardo (Santos).

E você, o que achou de Palmeiras 1 x 0 Santos?


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