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Como está o Santos?


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Como está o Santos?
Depois de quase um mês sem jogar na Vila Belmiro, era normal se esperar um bom público para ver a vitória santista sobre o Paysandu pela Copa do Brasil. Até porque os sócios não pagaram nada para entrar. Porém, apenas 6.260 pessoas foram ver o jogo, em mais um público decepcionante no estádio santista. Diante de mais esse fato, juro que não entendo como ainda tem torcedor que defende a realização de todos os jogos com mando do Santos na Vila. Ou dizem isso por motivação política, ou… bem, não sei como explicar. Se você tem uma explicação, gostaria de conhecê-la.

Como estará o Santos

Sempre que fica um bom tempo sem jogar, o Santos volta pior. É que o intervalo entre os jogos não é usado para um treinamento intensivo e programado, mas apenas para “descansar”. Nesta quarta-feira o time estreia na Copa do Brasil, às 19h30, na Vila Belmiro, diante do Paysandu, e a expectativa normal do torcedor santista é de uma goleada de 3 ou 4 a 0. Mas isso era antes. Agora é sempre uma incógnita.

Como está há 27 dias sem fazer um jogo profissional na Vila Belmiro e como os jogadores preferem jogar no Urbano Caldeira, esta é uma noite para casa cheia. Porém, sabemos que nem sempre é assim. Creio que a melhor previsão é de um público de nove mil pessoas.

O técnico Dorival Junior fará apenas uma alteração na equipe, colocando o lateral-direito Matheus Ribeiro na lateral esquerda, no lugar de Jean Mota. O técnico explicou que Mota não poderá jogar contra o Santa Fé, pela Copa Libertadores, e por isso já está treinando Matheus na posição.

Treinado pelo técnico Marcelo Chamusca, o Paysandu está embalado. A tradicional equipe azul e branca de Belém do Pará está classificada tanto para a final do Campeonato Paraense, na qual enfrentará o Remo, como para a decisão da Copa Verde, em que enfrentará o Luverdense.

A partida de hoje terá a arbitragem de Igor Junio Benevenuto, auxiliado por Celso Luiz da Silva e Felipe Alan Costa de Oliveira, todos de Minas Gerais. A seguir, as escalações prováveis dos dois times:

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Matheus Ribeiro; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.

Paysandu: Emerson, Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Augusto Recife, Rodrigo Andrade e Diogo Oliveira; Leandro Carvalho, Bergson e Alfredo

A ameaça contra mim e contra a liberdade de expressão

Como muitos já devem saber, e como eu só soube pelo jornalista Eduardo Ohata, corre entre os conselheiros da situação do Santos uma lista de assinaturas com o intuito de me excluir como sócio do clube sob a alegação de eu ter ”propalado informações” que obtive por meio de minha condição de conselheiro “de forma deturpada e inverídica”.

Excluindo-me como sócio, esses conselheiros que organizam a lista, todos ligados à chapa de Modesto Roma, me impediriam de concorrer às próximas eleições. Bem, é evidente que sem candidatos contrários ficará menos difícil para o sr. Roma, e todos que são remunerados por essa gestão temerária, manterem-se sugando o precioso leite das tetas da baleia.

Já comentei sobre isso na mídia social e evitei tratar esse assunto no blog, mas tinha de dar uma explicação aos meus queridos leitores. Ocorre que se houvesse uma comissão de ética rigorosa no Santos, ela não permitiria que conselheiros santistas que moram em São Paulo fossem chamados de “merdas” por conselheiros da situação; que aqueles que usam o púlpito para se expressar não fossem chamados de “palhaços” e o próprio clube não fosse definido por um deles como “merda”. Porém, esses termos chulos foram usados por conselheiros amigos de Roma e a eles tudo é permitido. Eles patrulham e não são patrulhados. Sentem-se donos do clube.

Duvidar do superávit falacioso, da arena em Santos que não tem investidor conhecido e não se sabe a procedência do dinheiro, reclamar da folha de pagamentos inchada pelo cabidão de empregos em que se transformou o clube, do péssimo negócio com a Kappa para a fabricação do material esportivo, da relação promíscua com empresários, das contratações ruins e caras, da falta de jogos no Pacaembu e do pouco empenho para se aumentar o número de sócios são direitos de todo conselheiro e de todo santista, ainda mais de um que também é jornalista e tem a prerrogativa profissional de duvidar, investigar, criticar as mazelas administrativas dessa gestão que já teve um ano de contas reprovadas e ainda não as explicou, procurando apelar para a justiça comum para ir protelando o caso até as eleições.

A imagem da instituição Santos Futebol Clube eu defendo há décadas. Defendo e tenho divulgado, positivamente, com meus 10 livros sobre o Santos, sem contar o Dossiê, produzido com José Carlos Peres, que recuperou seis títulos brasileiros para o clube, a recente biografia sobre Pelé e a curadoria do Museu Pelé, que divulga não só a história do melhor jogador de todos os tempos, mas também a história do Santos para milhares de visitantes por ano, entre eles muitos estrangeiros. Fiz as contas e cheguei à conclusão de que uma boa porcentagem dos torcedores do Santos aumentaram seu conhecimento sobre a história do clube devido a esse meu trabalho. Conceitos como o DNA ofensivo do time, a vocação para revelar jogadores e a afinidade com o futebol-arte foram reforçados por mim nesse trabalho de anos que ainda prossegue. Incentivei amigos e companheiros a pesquisarem e escreverem livros sobre o Santos e sou um dos fundadores da Assophis, a Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos Futebol Clube.

Como jornalista, jamais escondi minha preferência pelo Alvinegro Praiano e sobre ele já produzi milhares de matérias para jornais, revistas e Internet, além de inúmeros comentários na tevê e no rádio. Defendo e sempre defenderei a instituição Santos Futebol Clube, fundada em 14 de abril de 1912, mas não tenho a menor obrigação de defender uma gestão incompetente e temerária, que mesmo sabendo que o Santos tem 450 milhões de reais em dívidas usa o precioso dinheiro do clube para festinhas eleitoreiras que visam apoiar a reeleição de Modesto Roma, o inimigo dos santistas de São Paulo, aquele que quer transformar o Santos em uma ação entre amigos.

Qualquer que seja o resultado dessa tentativa grosseira e desesperada de calar a minha boca e me alijar das eleições presidenciais do Santos, continuarei santista e torcedor desse time que já foi muito grande, já foi dirigido e representado por homens notáveis e, estou certo, voltará a sê-lo um dia.

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Moisés vem de Belém passar o Natal no Santos

A imprensa gaúcha chegou a anunciar que o Internacional o tinha contratado; o Cruzeiro também esteve perto de levá-lo para Minas, até o Vasco entrou na disputa, mas o meia-atacante Moisés, de 21 anos, acabou saindo do Paysandu direto para a Vila Belmiro. Mas não foi o Santos que o contratou.

Segundo o jornal O Liberal, de Belém, “80% dos direitos federativos do jogador foram adquiridos por R$ 600 mil por um grupo de investidores encabeçado pelo argentino Gustavo Arribas, parceiro do empresário iraniano Kia Joorabchian. Arribas tem negócios com o clube paulista e atualmente conta com dois jogadores no elenco comandado pelo técnico Dorival Júnior: Zezinho e Alex Sandro”.

Hummm, negócios com um parceiro do iraniano Kia Joorabchian não me cheiram bem. Era mesmo necessário entrar nessa negociata? Se o jogador valia a pena, o clube não poderia ter arcado com esses 600 mil reais? Bem…

Moisés, que foi o artilheiro do Campeonato Paraense, com 13 gols, assinou contrato com o Santos até 31 de julho de 2011. Ele se tornará o terceiro paraense do elenco. Além dele, Paulo Henrique Ganso, que também jogou no Paysandu, e é de Anadindeua, e Pará, de São João do Araguaia, são do mesmo estado.

O Santos não pagou nada para ter Moisés, mas funcionará como uma vitrine para o jogador, que depois de valorizado poderá ser negociado pelo grupo investidor, ou renovar contrato com o Santos. As notícias não dão conta se o Santos ficará com alguma participação no passe do jogador e de quanto ela será. Isso provavelmente será esclarecido pela direção de futebol do clube.

Veja agora alguns lances de Moisés pelo Paysandu, onde foi apelidado de “Salvador”. Dá para se notar que o rapaz é oportunista, faz gols, mas uma observação mais abalizada fica comprometida pela fragilidade dos adversários.

Você acha que este Moisés de Belém pode fazer milagres no Santos, ou é mais fácil o mar da Baixada se abrir?


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