Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Pedro Nunes Conceição

Muricy fez um ano e meio de hora extra no Santos

muricy
O Pensador: cena clássica do professor Muricy meditando na caixa de Gatorade.

Uma semana antes de enfrentar o Barcelona, jogo que era previsto há seis meses, Muricy admite que não tinha nada ensaiado e que apenas ia deixar os jogadores “fazerem o que eles gostam”. Um salário de 700 mil por mês para decidir isso?

Nesta parte da entrevista, Muricy deu uma amostra da “motivação” que deve ter passado aos jogadores do Santos antes de enfrentar o Barcelona:

Li um dia desses que o técnico Muricy Ramalho disse, em uma palestra, que não se preocupa com dinheiro e que ficou desanimado no Santos porque a diretoria começou a interferir no seu trabalho. Desculpem, mas não posso deixar essa enorme incoerência passar em branco. Se ele não se preocupa com dinheiro e se já não estava mais feliz no Santos, por que não teve a hombridade de pedir demissão?

Por que continuou empurrando o time com sua generosa barriga, embolsando todos os meses o salário escandaloso de 700 (ou seriam 800) mil reais e dando de ombros à decadência da equipe e ao desespero da torcida, que via o Santos iniciar o Campeonato Brasileiro de 2013 como um dos sérios candidatos ao rebaixamento? Por que não seguiu o seu velho lema e não trabalhou mais?

Acho que poucos sabem, mas Muricy era para ter sido demitido no vestiário logo depois do vexame diante do Barcelona, na final do Mundial da Fifa, no domingo, 18 de dezembro de 2011. Era exatamente isso que faria o consultor de futebol Fernando Silva se não fosse impedido. Quer saber a história? Lá vai:

Muricy era para ser demitido no dia da vergonha mundial…

O jogo do vexame, na final do Mundial da Fifa, tinha terminado. Neymar ainda dava entrevista, no campo, dizendo que mais do que os 4 a 0, o Santos tinha tomado uma aula do Barcelona, quando, possesso, o consultor de futebol do Santos, Fernando Silva, caminhou decidido para o vestiário a fim de demitir o técnico Muricy Ramalho. Contido por integrantes da diretoria do clube, Silva foi convencido de que era melhor tomar a decisão com a cabeça fria, depois que a delegação retornasse ao Brasil.

Nove dias depois, na manhã de terça-feira, 27 de dezembro, Fernando Silva recebeu a notícia de que estava demitido. Por decisão do comitê gestor, o clube não teria mais o cargo de consultor de futebol. A gerência da área ficaria para Pedro Nunes da Conceição.

Considerado, depois da demissão de Paulo Roberto Jamelli, o único da diretoria que entendia de futebol, Silva já estava mal visto pelo presidente Luis Álvaro Ribeiro e pelo vice Odílio Rodrigues depois de fazer alguns negócios não muito bem explicados. Mas no caso de Muricy o tempo provou que sua reação, mesmo impulsiva, era a mais correta.

A maneira negligente e indolente com a qual o Santos se apresentou contra o Barcelona era, sim, motivo de demissão. Mesmo morando na concentração –possivelmente para economizar com hotel, já que tem fama de pão duro –, Muricy não preparou os jogadores técnica, física ou taticamente, e ainda contribuiu para o desânimo geral do grupo ao afirmar que tinha assistido vários vídeos do Barcelona e não encontrara nenhum ponto fraco no time espanhol. Em outras palavras, o Santos entraria em campo para tomar um baile, como tomou. Para complicar, inventou de jogar com três zagueiros e colocou o lento Durval na lateral-esquerda. Uma temeridade…

E o clube ainda gastou mais R$ 15 milhões com ele…

Mas o presidente Luis Álvaro Ribeiro e o vice Odílio Rodrigues, apoiados pelo comitê gestor, preferiram ficar ao lado de Muricy Ramalho, que para eles tinha sido o grande responsável pela conquista da Copa Libertadores. Não tiveram conhecimento ou sensibilidade para perceber que em meados de 2011 o técnico já não tinha nada mais a acrescentar ao Santos, que se desintegrava a olhos vistos.

Se Adilson Batista tinha sido demitido por contrariar o DNA do Santos e usar três volantes em um jogo, o que dizer de Muricy, que analisa os times apenas pela eficiência defensiva, adora quando todos seus jogadores marcam “atrás da linha da bola” e se contenta em achar gols em contra-ataques ou nos decantados lances de bola parada?

Para Laor, o primeiro semestre de 2012, que rendeu apenas o Campeonato Paulista, além da eliminação na semifinal da Copa Libertadores, já foi suficiente para convencê-lo de que Muricy merecia renovação de contrato até dezembro de 2013, com os mesmos 700 (ou seriam 800?) mil mensais.

Se já fazia pouco, a renovação de contrato, com a garantia de uma multa milionária, diminuiu ainda mais a vontade do técnico, que aumentou os dias de folga e se limitou a preencher os horários de treinos com alegres rachões. Ao menos teve o sitocômetro de não usar mais o bordão “aqui é trabalho, meu filho”.

Aliás, que profissão engraçada é esta de técnico, principalmente de “técnico de grife”, que estipula quando, quanto e como vai trabalhar, e ainda leva uma bolada ao receber o bilhete azul.

Finalmente demitido do Santos, Muricy se disse magoado com a forma como foi defenestrado (por telefone) e prometeu endurecer na questão da multa rescisória. Ora, será que alguém imaginou que ele pediria demissão e abrir mão da multa? Talvez tenha enganado a diretoria com sua conversinha mole, mas certamente não iludiu a maioria dos santistas, que perceberam o seu joguinho há muito tempo.

Agora o homem aceita receber R$ 300 mil do São Paulo e diz que não liga para dinheiro. É claro que se esquece de dizer que está recebendo no mínimo mais R$ 300 mil mensais do Santos por um trabalho que não fez e nunca fará. Hipocrisia pura!

Pior do que o dinheiro que levou do Alvinegro Praiano – no mínimo R$ 15 milhões depois de fazer o time passar um vexame histórico na decisão do Mundial – foi sua influência nefasta na forma de o Santos atuar. Hoje o time joga fechado, com no mínimo três volantes, e mesmo quando começa bem e faz um, dois gols, logo recua todo para segurar o resultado.

Assistir aos jogos do Santos, mesmo quando atua em seu campo, tem sido uma tortura, pois qualquer que seja o resultado, é certo que o time recuará, dará campo ao adversário e passará sufoco no final. Mesmo no Sub-20, ontem, contra o Criciúma, na primeira partida da decisão da Copa do Brasil da categoria, ficou evidente essa tendência. Era jogo para ir pra cima e fazer três, quatro, cinco. Mas com 2 a 0 o Santos se fechou como uma ostra e jogou como se o anfitrião fosse a equipe catarinense.

Pepinho, meu caro, o título da Copa do Brasil Sub-20 é bom, mas revelar apenas um jogador dentre esses garotos é muito melhor. Comece a fazer esses meninos perderem o medo de atacar e marcar gols. Se já ganhou com as calças na mão em casa, como será em Criciúma? Todo mundo atrás, chutando para qualquer lado? Coragem, meu caro. O Santos não deixou de ser um time mediano do litoral paulista jogando na retranca.

O mesmo vale para você, Claudinei. Use a juventude, a força, as pernas e o fôlego dos garotos para desafogar a defesa e também pressionar o adversário. Este é o jogo que o santista gosta e o único que poderá mantê-lo como técnico do Alvinegro Praiano. Quem avisa, amigo é.

E em pensar que essa influência maléfica que tenta tornar o Santos um Juventus com grife veio do técnico que recebeu o maior salário já pago pelo Alvinegro Praiano. Um técnico que falava muito em trabalho e foi o que menos trabalhou. O que diz que não liga pra dinheiro e o que mais tirou – e tira – do clube.

Você acha que o defensivismo de Muricy ficou impregnado no Santos?

Santos vence a primeira da final da Copa do Brasil Sub-20

Por Khayat, de São Vicente

Sob forte calor na baixada santista, Santos F.C. e Criciúma fizeram na Vila Belmiro a primeira partida das finais da Copa do Brasil Sub-20.

Após um início equilibrado, aos 12 minutos Diego Cardoso recebeu um passe de Leo Cittadini, entrou na área livre de marcação, mas finalizou de forma errada e a bola acabou nas mãos do goleiro adversário. Porém, um minuto depois, aproveitando uma falha da zaga do Criciúma, o artilheiro do campeonato se redimiu ao concluir sem chance para o goleiro catarinense e para fazer a festa da torcida santista que em bom número compareceu na Vila Mais Famosa do Mundo.

A partir daí o time catarinense procurou o empate, mas esbarrou no bom posicionamento da defesa santista e nas boas defesas do goleiro Gabriel Gasparotto. O time santista passou a atuar no contra-ataque, e numa jogada bem concatenada pela esquerda resultou em escanteio, que bem cobrado encontrou a cabeça do zagueiro Nailson, livre de marcação, para ampliar a vantagem do alvinegro praiano.

No segundo tempo o time santista veio a campo disposto a não dar espaço ao rival e buscar os contra-ataques, cabendo ao time catarinense arriscar em busca de um gol. O jogo ficou mais truncado. Ainda assim, os jogadores santistas perderam boas oportunidades de ampliar o placar, enquanto os catarinenses arriscavam chutes de fora da área que pouco preocuparam o goleiro alvinegro.

Assim o jogo terminou com o resultado registrado na primeira etapa, o que dá vantagem ao Santos F.C. para segunda partida da decisão.

P.S. – Deixo a analise das atuações individuais aos demais comentaristas do blog, ressalvando que ao meu entendimento o melhor jogador em campo foi o lateral esquerdo santista.

Federação Baiana acha que CBF escolheu árbitro para ferrar o Bahia

Como se sabe, na luta contra o rebaixamento o Bahia tem no paranaense Coritiba e nos cariocas Vasco e Fluminense os seus rivais mais diretos. Pois bem. Intrigada com a escolha de um trio de arbitragem representante do Paraná para atuar no jogo contra o Santos, nesta quinta-feira, a partir das 19h30, no Pacaembu (com ingressos a um real), além do agravante de o árbitro Felipe Gomes da Silva ser carioca, o presidente da Federação Baina de Futebol, Ednaldo Rodriguesa, enviou ofício à Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) da CBF solicitando a mudança do trio de arbitragem.

Conheço o presidente da Federação Baiana, o sr. Ednaldo Rodriguesa, e sei que o homem não é nada bobo. Se ele está cheirando mutreta nessa escala de árbitros, deve ter fogo nessa fumaça. E o Santos não precisa de ajuda da Comissão da Arbitragem para buscar a vitória. Espero que seja um grande jogo, disputado mas limpo, com estádio cheio, e vença o melhor.

E aí, já separou o seu real para o ingresso desta quinta?


Grupo gestor decide que Riquelme não interessa ao Santos

Tiremos o cavalo da chuva. Juan Roman Riquelme, o melhor meia que já surgiu na América do Sul nos últimos 20 anos, não virá para o Santos. Ele preferia a Vila Belmiro, mas, devido ao desinteresse do grupo gestor que dirige o Alvinegro Praiano, deverá assinar com o Cruzeiro por 280 mil reais por mês, 30 mil a mais do que receberia na Vila Belmiro. Este episódio deixa algo muito claro: o que é bom para o torcedor santista nem sempre é bom para o grupo gestor que comanda o clube.

Para não ser injusto, sempre tento me colocar no lugar das pessoas a fim de entender o porquê de suas decisões. Sei que os sete elementos que hoje ditam os destinos do Santos são profissionais conceituados em suas áreas. Porém, como sócio do clube, torcedor há cinco décadas e também persistente pesquisador da história do Santos, acho que tenho o direito de lhes perguntar: os senhores entendem o coração do santista, sabem exatamente o que ele quer, ou isso não tem a mínima importância?

Sim, porque se o santista quer o Riquelme, e se o valor a ser gasto com o jogador é compatível com o que se gastava com Borges, Rentería, Alan Kardec e Elano – que deram pouquíssimo retorno –, por que não investir em um craque que valeria só pela experiência e pelas mortais bolas paradas, além de possuir grande visibilidade e enorme apelo de marketing? Sem contar o que para mim é o mais importante: o resgate do orgulho do torcedor do Santos, muito ferido pelos últimos acontecimentos.

Com exceção do presidente Luis Álvaro, do vice Odílio Rodrigues e do ex-diretor de futebol Pedro Nunes da Conceição, não conheço os outros quatro integrantes do grupo gestor: os executivos Augusto Videira, Álvaro de Souza, José Berenguer e Eduardo Vassimon, que eram do Grupo Guia. Não os conheço mas, até que provem o contrário, merecem o meu respeito como abnegados santistas que parecem ser.

Porém, se o Santos é um clube essencialmente de futebol, não entendo porque nesse grupo não há nenhum especialista no assunto. Por que rejeitar um jogador que custaria menos do que a soma dos salários de Rentería e Alan Kardec? Só se for porque o técnico Muricy Ramalho decidiu que o meia titular será o garoto Felipe Anderson, ou que Ganso não sairá do Santos. É isso?

Pois, me corrijam se eu estiver errado: Ganso irá para o Internacional e Muricy ainda não confiará a titularidade a Felipe Anderson. Assim, mesmo tendo 40 jogadores em seu elenco profissional, o Santos não contará com um meia com a experiência e a categoria de Riquelme.

E mesmo que Robinho venha, acho que os senhores gestores devem saber que ele não é um meia, não é um passador, um cobrador de faltas, um jogador que prende a bola e cadencia o jogo quando precisa. Robinho é um ponta de lança, um atacante que vem de trás e usa a velocidade para abrir espaços na defesa contrária. Ou seja: Riquelme e Robinho não jogam da mesma forma e seus estilos, ao invés de se chocarem, se complementam.

Como santista que já esteve e estará ao lado do time nos piores momentos, espero que os senhores tenham agido corretamente ao ignorar a vontade de Riquelme de jogar no Santos. Espero, mas espero sincera e profundamente, que eu e a maioria dos torcedores do Santos é que estejamos errados. Pois ficarei imensamente frustrado se constatar que a opinião do torcedor comum, que simplesmente se deixa levar pelo coração, era a mais abalizada do que a de sete respeitáveis senhores escolhidos a dedo para decidir sobre os caminhos do Santos Futebol Clube.

Você concorda que um grupo gestor comande o Santos?


O que muda com a troca de Fernando Silva por Pedro Nunes Conceição

Os fracassos das últimas contratações do Santos acabaram determinando a saída do consultor de futebol Fernando Silva e sua substituição por Pedro Luiz Nunes Conceição, que passa de diretor a superintendente de futebol, com acesso direto ao técnico Muricy Ramalho e lugar no conselho de gestão do clube. Em princípio, a mudança é positiva.

Sinceramente, não sei dizer se Pedro Conceição entende mais de futebol do que Fernando Silva, porém é certo que é uma pessoa mais afável e, aparentemente, mais democrática. É alguém que ouve o que lhe é dito e não tem a pretensão de ser o dono da verdade – qualidades primordiais para um profissional que vai atuar no complicadíssimo mercado do futebol brasileiro.

Sei que Pedro lê este blog e respeita a opinião dos santistas, pois já me disse isso. Acho que esta sua postura, aberta às sugestões e críticas, será muito útil ao Santos, pois no mínimo diminuirá as chances de o clube vir a jogar mais dinheiro pela janela, como fez com as contratações de Diogo, Leandro Silva, Eder Lima, Rodrigo Possebon, Keirrison, Ibson, Moisés, Victor Hugo, Alan Kardec, Zezinho, Richely e outros.

Decidir que jogadores contratar e quais vender, trocar ou simplesmente demitir são tarefas tão delicadas que não deveriam ser exercidas por apenas uma pessoa. Se há um conselho de gestão para dirigir o Santos e se o Santos é, essencialmente, um time de futebol, então, nada mais lógico do que se criar também um conselho de gestão exclusivo para o futebol.

Eu sugiro ao Pedro que, além de um banco de dados super atualizado com todos os jogadores passíveis de interessar ao Santos, se crie um conselho de notáveis para analisar as questões envolvendo o elenco. Há muitos especialistas de futebol entre os veteranos do Santos. Quem, melhor do que eles, têm visão clínica para definir o grau de categoria de cada jogador?

E você, o que achou da troca de Fernando Silva por Pedro Nunes Conceição?


A verdade sobre o caso Jean Carlos Chera. Contada pelo jogador

Estranhei quando li que Jean Carlos Chera havia pedido R$ 120 mil mensais para jogar no Santos e que a recusa do clube em lhe pagar este salário teria motivado a sua intenção de ir embora. Acabo de checar a informação com o repórter Ademir Quintino, assessor de imprensa do jogador e um dos jornalistas mais bem informados sobre o Santos, e constatei que a história pode ser bem diferente.

Como muitos santistas, minha primeira idéia, ao saber do caso, foi fazer um texto falando da ingratidão do jogador de futebol que é amparado desde criança por um clube e, ao chegar ao profissionalismo, lhe dá as costas e sai pela porta dos fundos, para ganhar mais dinheiro, sem proporcionar um centavo de retorno a quem lhe ofereceu guarida, apoio e carinho.

Confesso que no primeiro momento fiquei decepcionado ao saber que Chera, com quem já conversei algumas vezes e me causou ótima impressão, tinha ingressado também no time dos ingratos. Porém, não escreveria nada sem antes checar as informações. Por isso, recorri ao ótimo jornalista e amigo Ademir Quintino. Sincero como sempre, acredito que não tenha me escondido nada.

Este post traz a versão de Quintino e do pai de Chera, o senhor Celso. Agora buscarei a versão do diretor do Santos, Pedro Nunes Conceição, que trarei em outro post.

A verdade é que Santos e o senhor Celso Chera conversam há dois meses, pois o garoto assinará o seu primeiro contrato profissional – válido por três anos – em 16 de maio, quando completará 16 anos.

Hoje Chera recebe pouco mais de R$ 20 mil mensais do clube. A proposta que seu pai ofereceu ao Santos foi de que seu salário fosse de R$ 75 mil no primeiro ano, R$ 90 mil no segundo e R$ 120 mil no terceiro.

A contraproposta do Santos, que nas reuniões foi representado pelo diretor Pedro Nunes da Conceição, foi um valor não revelado por Ademir, mas que, após os descontos, resultaria em menos do que o rapaz recebe hoje como amador, ou seja, por volta de R$ 20 mil mensais.

O Santos também fez a proposta de ficar com 80% dos direitos do passe de Chera, enquanto o senhor Celso queria que o clube ficasse com 65% dos direitos, deixando 35% ao jogador.

Mesmo em conversações durante tanto tempo, Ademir Quintino diz que não houve uma contraproposta do Santos, o que seria normal em uma negociação. Essa contraproposta seria ouvida e analisada com carinho por Jean Carlos Chera e seu pai.

Vivendo em Santos há sete anos, para onde toda a família foi trazida quando o garoto tinha apenas nove anos e era apontado como um prodígio do futebol, os Chera não gostariam de abandonar a cidade, ou se desligar do clube, para o qual todos passaram a torcer fervorosamente.

Como a saída de Chera não dará um centavo de retorno ao Santos, e para que o filho não saísse com fama de ingrato, Quintino assegura que o senhor Celso ofereceu R$ 1 milhão ao Santos, como forma de ressarcir o clube pela que já investiu no rapaz, mas, segundo Ademir, o diretor Pedro Conceição, não aceitou.

Se desligar-se do Santos agora, Chera já tem proposta de um clube da Europa para ganhar três milhões de euros na mão e mais um salário de 50 mil euros mensais. Há também a proposta de um clube de São Paulo (Ademir não me disse qual é, mas aposto que é o Corinthians).

A sugestão deste blog para um acordo

Sei lá como se deram essas conversações e qual foi o ânimo dos envolvidos. Só posso dizer que, para o santista, Chera já era aguardado com ansiedade no time dos profissionais. Depois de um investimento tão grande no rapaz, perde-lo justo na hora de assinar o primeiro contrato profissional chega a ser frustrante. Principalmente se Chera revelar-se o craque que se espera.

A permanência de Jean Carlos Chera no Santos é importante para os dois lados. Se o clube quer manter o estigma de grande revelador de jogadores acima da média, não pode descartar um jovem promissor que está no Santos há sete anos e é resultado de um longo trabalho.

Assim, diante de tantos maus investimentos já feitos por esta diretoria, alguns em jogadores sem a mínima identidade com o clube e que, juntos, já extraíram uma pequena fortuna dos cofres do Alvinegro Praiano, considero que Chera seja mais do que uma aposta. Ele merece, sim, uma atenção maior.

Oferecer ao rapaz um salário que praticamente o mesmo que já recebe como amador demonstra que o clube não o está valorizando. Nenhum atleta assina como profissional para ganahr o mesmo do que já recebia como juvenil. Quem concordaria com isso? Por que não chegar ao meio termo? O Santos quer pagar R$ 25 mil no primeiro ano, o jogador quer receber R$ 75 mil. Pois que se ofereça R$ 50 mil no primeiro ano, R$ 65 mil no segundo e R$ 85 mil no terceiro. E que se analise também a possibilidade de dar ao jogador mais do que 20% do seu próprio passe.

Chera é inteligente, tem habilidade, me lembra muito Diego. Talvez não se transforme em um novo Diego, mas tem potencial para justificar plenamente este investimento inicial e, certamente, se depois tiver seu passe negociado, renderá muito mais ao clube e a ele próprio.

Portanto, sem procurar culpados e sem polêmicos, sugiro que a diretoria do Santos e o senhor Celso, pai de Jean Carlos Chera, voltem a conversar e cheguem a um meio termo bom para todos. O garoto está ansioso por jogar como profissional pelo time que aprendeu a amar; o santista também tem grandes expectativas com relação a ele, e o clube tem a oportunidade, depois de tantos anos de espera, de oferecer ao futebol mais um craque.

E você, o que acha desse caso entre o Santos e Jean Carlos Chera?


Relatório dos leitores do Blog do Odir para a direção de futebol do Santos


Dracena, Marquinhos, Brum e Marcel. Para o torcedor, este seria o Quarteto Sarcástico?

Prezados senhores Pedro Nunes da Conceição e Paulo Roberto Jamelli Júnior, diretores de futebol do Santos Futebol Clube,

Com o intuito de contribuir com o novo técnico que assume o time de futebol profissional do Santos, senhor Adilson Batista, trago através deste e-mail a síntese de dezenas de relatórios que recebi de santistas de todas as partes do mundo que freqüentam o Blog do Odir Cunha, apelidado de “O Ombubsman do Santos Futebol Clube”.

Como se sabe, o relacionamento harmonioso entre time a torcida é o primeiro passo para se conseguir grandes vitórias no campo de jogo. A força que vem das arquibancadas faz milagres. Mas ela só é despertada por uma equipe e uma comissão técnica que respeitam a vontade do torcedor.

É um engano imaginar que o torcedor, ao menos o do Santos, vê o futebol apenas com os olhos da paixão. O santista e, particularmente, o freqüentador do Blog do Odir, tem uma visão diferenciada, que coloca os interesses do time e do clube em primeiro lugar.

Tenho orgulho de dizer que entre os leitores do Blog do Odir há profissionais bem-sucedidos em várias áreas, que entendem tanto ou mais de futebol do que eu, que sou jornalista especializado em esportes há quase 34 anos.

São pessoas que acompanham cada notícia, cada treino, cada jogo do Santos. Que pesquisam, perguntam e, principalmente, prestam muita atenção aos jogadores que vestem a sagrada camisa que já foi de Pelé e tantos outros craques.

E o torcedor tem uma vantagem sobre aquele que vive o dia a dia do clube: ele não é influenciado pelo comportamento do jogador, por seu carisma ou simpatia, e o analisa apenas por seu desempenho em campo.

Jogou bem, mostrou empenho, o torcedor apóia. Jogou mal, fugiu da responsabilidade, o torcedor já fica com um pé atrás. Repetiu o mau comportamento vezes seguidas, e esse jogador não terá mais ambiente para continuar em um time ambicioso como o Santos.

Nos muitos relatórios que recebi ontem, não percebi mágoa, rancor, muito menos ameaças. Na verdade, há mais elogios, e esperança de ver um time vencedor em 2011. Porém, o torcedor costuma ser direto e sincero em suas observações, o que se torna bastante produtivo em uma etapa como esta, que é a de definição do elenco santista para a próxima temporada.

Realista, o torcedor sabe que é preciso julgar com frieza, pois o Santos está à beira de uma grande reformulação e não haverá lugar para tantos jogadores. Primeiro, porque virão novos contratados de alto nível; e depois porque muitos atletas do seu elenco de profissionais não terão condições de vestir a camisa do time em um ano em que a equipe estará envolvida em uma disputa de Copa Libertadores, em busca de sua terceira estrela.

Assim, sem mais demora, vamos à análise dos jogadores do Santos segundo os freqüentadores do Blog do Odir.

Jogadores aprovados unanimemente

Paulo Henrique Ganso, Neymar, Arouca e Rafael.
Destes os raros senões recomendam mais seriedade e objetividade a Neymar e desconfiam da juventude de Rafael em uma competição dificílima como a Libertadores. Mas acima de 95% os aprovam com louvor.

Jogadores com bom índice de aprovação, que poderão ser titulares

Durval e Léo.
Durval é considerado o melhor zagueiro do Santos. Seus únicos defeitos, para alguns, são a pequena impulsão e o fato de distrair-se às vezes. Léo, considerado o melhor lateral do time, é ídolo e respeitado pela garra e experiência, mas seu estado físico preocupa. Há quem aconselhe que ele seja preservado apenas para os jogos da Libertadores.

Jogadores com bom índice de aprovação, mas que seriam reservas do time na Libertadores

Zé Eduardo, Maikon Leite, Madson, Bruno Aguiar, Alex Sandro, Alan Patrick e Vinicius Simon.
Zé Eduardo é chamado de “reserva de luxo”. Maikon Leite é o filho pródigo que volta para a casa mais valorizado do que foi. Madson ainda tem muitos fãs, que o querem ver jogar como em 2009. Bruno Aguiar é um reserva que sempre dá conta do recado quando entra. Alex Sandro é considerado muito bom por alguns, mas todos concordam que precisa aprender a marcar. Alan Patrick é visto como jovem de muito potencial, que ainda deve evoluir bastante e será um bom reserva para Paulo Hernrique Ganso. Vinícius Simon se saiu muito bem quando substituiu Edu Dracena (finalmente a defesa não sofreu gols) e muitos acham até que pode ser o titular, formando dupla de zagueiros com Durval.

Jogadores que o torcedor quer observar melhor antes de julgar

Keirrison, Rodrigo Possebon, Felipe Anderson, Danilo, Moisés, Victor Hugo e todos os garotos vindos da base.
Keirrison ainda não justificou o alto valor investido nele, mas muitos santistas esperam que ainda justifique (apesar de já ser significativo o número de torcedores que o quer demitido do Santos ou que no máximo dará um bom reserva). Possebon só fez um jogo, o último, contra o Atlético Mineiro, mas já deixou boa impressão na maioria. Acham até que ele pode ser o companheiro de Arouca, formando uma dupla de volantes. Felipe Anderson é um garoto que vem muito bem credenciado da base e até agora só foi jogado às feras em 20 minutos contra o São Paulo. Danilo veio afamado do América-MG, mas está se mostrando falho em todos os fundamentos. Moisés e Victor Hugo chegaram agora e não tiveram nenhuma chance. Sobre os garotos da base, o leitor César Martins Guimarães dá uma lista de atletas que deveriam ser aproveitados no time principal:

Vladimir (goleiro); Crystian (lateral); Vinicius, Alemão, Renato e Rafael Caldeira (zagueiros); Jefferson, Diego Faria, Alan Santos e Elivelton (volantes); Denis e Felipe Anderson (meias) e Renan Mota e Tiago Alves (atacantes). Destes, Tiago Alves é o mais querido pelos torcedores.

Jogadores reprovados pela grande maioria dos santistas, que não gostariam de vê-los mais no time na próxima temporada

Maranhão, Zezinho, Marcel, Roberto Brum, Rodriguinho, Marquinhos, Tiago Luís, Felipe e Breitner.
Maranhão, inseguro e com falhas em fundamentos básicos, é chamado de “jogador da Série B”. O jovem Zezinho é jogador de times de base. Fraquíssimo. Teve várias chances e não fez uma só partida razoável. Marcel é unanimidade. De todas as análises que fizeram sobre ele, apenas quatro pessoas admitem que no máximo poderia ser reserva, enquanto 50 dizem que ele deve ter demitido. Renovar o seu contrato seria um tapa na cara do torcedor.

Sobre Marcel escreveu Pedro Reino: “Sua manutenção é uma declaração de guerra com a torcida, mas de forma ainda mais dramática do que com Marquinhos. Sua presença no elenco em 2011 seria um insulto à história do Santos Futebol Clube”.

Daniel Peres concorda: “Marcel é péssimo, caneleiro, tem que sair. Prefiro alguém da base. Qualquer um”.

Roberto Brum é considerado limitadíssimo. Sua especialidade deveria ser marcar, mas não sabe. Na armação é errático e inseguro. Rodriguinho pode ser definido como Brum, com o agravante de às vezes ser violento. Não acerta um passe. Marquinhos chegou a jogar até bem no primeiro semestre, quando tinha Paulo Henrique Ganso ao seu lado, mas depois não assumiu o comando do meio-campo, escondeu-se do jogo, cansou fácil e irritou profundamente a torcida, que hoje quer vê-lo bem longe da Vila Belmiro.

Algumas críticas a Marquinhos: “Tentou ganhar a posição no grito”, “tem péssimo preparo físico”, “mantê-lo no time é pedir para brigar com a torcida”.

Tiago Luís, para os autores dos relatórios, é um atacante que só corre, mas lhe falta técnica e tranquilidade. Felipe é um goleiro errático, que além do mais caiu em desgraça com a torcida e Breitner é um jogador que cobra bem faltas. Só. Não fez nada mais que justificasse jogar no Santos. Para muitos, ele, Zezinho e Danilo devem ser emprestados a outros clubes para ganhar experiência.

Jogadores com grande índice de rejeição, que não fariam falta alguma se fossem dispensados

Pará, Adriano, Bruno Rodrigo e Edu Dracena.
Pará joga em várias posições, mas não se firma em nenhuma. Não sabe marcar bem, erra nas saídas de bola e tem dificuldades para apoiar o ataque. Adriano só marca, é o tipo “marcador-carrapato”, como dois leitores definiram. Bruno Rodrigo jogou bem quando teve chance, mas só vive machucado. Edu Dracena é tolerado por alguns como reserva, mas menos de 10% dos torcedores o quer como titular. Além de falhar na marcação, desgastou-se com atitudes fora do campo. O fato de ter prometido o título ao presidente Luis Álvaro Ribeiro pegou mal.

Reforços para a Libertadores

O leitor Pedro Reino resume o anseio dos santistas com a seguinte sugestão de contratações:

Contratrações essenciais

1 goleiro experiente (mesmo que para ser reserva)
1 zagueiro rodado (mas não lento)
1 lateral direito (para ser titular)
1 lateral esquerdo (para ser titular se o Léo não pude ser)
1 volante marcador (para ser titular com o Arouca)
1 atacante matador (também para ser titular)

Contratações aconselháveis

+1 volante (já que o ideal é dispensar no mínimo 3 dos 6 que temos hoje)
1 meia experiente (já que inexperientes nós temos até demais)
+1 atacante experiente (pelo mesmo motivo que o item acima)

Este relatório-síntese foi elaborado a partir dos relatórios enviados ao Blog do Odir pelos seguintes leitores:

Maurício Camargo, Vitor Lopes, Pedro Katchborian, Lucas Martinucci, Victor Nassar, Anderson Silva, Samuel Bresolino, Geraldo, Daniel Galvão, Eduardo, Vitor Oliveira, Leandro Campos, Edson Londrina, César Martins Guimarães, Kaco Motta,Daniel Peres, Renato Magrini, Paulo, Juca Bala, Philipe Pimentel, Márcio, Khayat, André, Ricardo, Wagner Garcia, Alexandre, Sidnei, Rodrigo Dacol, Eloísa, Kobano, Bruno Teixeira Alves, Pedro Reino, Eduardo Simas, Tom, Ricardo VH, Ariovaldo, Jorge David, Mozart Sabóia de Araújo, Clayton BH, Ricardo Rodrigues, Luiz Rogério, Stefano, Edílson Lobo, Marina Maranhão, Reginaldo (Telêmaco Borba), Vasco Caldeira, Marcelo Romano, Luis Reis, Bruno, Rafael Mingoranci, Renato Murakawa, Victor Alexandre, Cristina (Paranaíba/MS), Fernando Caputo, Fernando Freitas, Maracajá, Luiz Garri, Guilherme Oliveira, Rafael, Ricardo Pires, Jéferson Lopes, Antonio Barroso, Vinicius, Rafael, Neli e Everton.

Estou certo de que estas opiniões refletem o pensamento da maioria dos santistas. Por isso, espero que sejam lidas e levadas em consideração. Como já foi dito, relacionamento harmonioso entre time e torcida – e a diretoria de futebol do clube – é o primeiro passo para se conseguir grandes vitórias no campo de jogo.

Todos esses comentários, na íntegra, estão no http://blogdoodir.com.br/

Atenciosamente,

Odir Cunha


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