Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Pepe Guardiola

É hora do Santos querer mais do que todos

Como já me disse uma vez o tenista Thomaz Koch e como tem sido repetido neste blog, o campeão é, geralmente, quem quer mais ser campeão do que os outros. Guardadas as diferenças técnicas, é essa atitude que definirá o campeão mundial de 2011, cuja decisão começa amanhã, para o Santos, contra o franco-atirador Kashiwa Reysol.

Quer um palpite? 3 a 0 ou 3 a 1, com maiores probabilidades da segunda hipótese. Esses serão os placares que refletirão a diferença técnica entre o Alvinegro Praiano e o representante japonês. Desde, é claro, que queiram a vitória na mesma intensidade.

Perceba que esse “querer” foi o tema central da primeira entrevista no Japão de Pepe Guardiola, técnico do Barcelona. Temeroso de que seu time relaxe demais após a grande vitória sobre o rival Real Madrid, Guardiola disse que este Mundial é a grande oportunidade de seus jogadores provarem que são, realmente, o melhor time do planeta.

Acredito em um grande jogo entre Santos e Barcelona e por isso espero que ambos passem pelas semifinais sem problemas e possam atuar completos na decisão. Estamos diante de um grande momento do futebol e só de fazer parte dele já é maravilhoso.

Vencido ou vencedor só serão conhecidos ao final, mas até lá todos serão partes do espetáculo. E que espetáculo, que colocará frente a frente duas escolas magníficas, duas filosofias vencedoras, duas maneiras diferentes de amar o futebol, dois esquadrões memoráveis e dois craques que dividem os corações e as retinas dos apaixonados. Neymar e Messi, quem brilhará mais?

É hora de união

Todos os assuntos que podem tirar a atenção dos jogadores e da comissão técnica para o grande jogo devem ser colocados de lado. Nada mais importa, a não ser o futebol. A bola rolando decidirá a sorte de milhões e escreverá um capítulo eterno do futebol.

Não, não quero falar e nem analisar nada que possa causar algum transtorno aos heróis santistas que entrarão em campo amanhã e, tudo indica, na grande final. Só quero estar ao lado dos jogadores, em pensamento e coração, em cada segundo de partida. Acho que falo por meus companheiros de blog quando digo que esta postura não é só minha, mas de todos que comparecem a este espaço.

Fofocas, picuinhas, boatos e maledicências devem ir para o lixo. Limpemos nossas mentes para que possam produzir apenas boas imagens e a energia positiva que nossos heróis precisarão para buscar esse triunfo memorável.

Eles merecem, nós merecemos, o Santos merece. E por isso todos precisamos querer muito esse título. Querer mais do que o Kashiwa, querer mais do que o Barcelona, querer mais do que todos os que torcem contra sem saber que uma vitória do Santos será também do futebol brasileiro e sul-americano.

O time está escalado, descansado, motivado. Esse terceiro título mundial vale até a última gota de suor, até o último resquício de energia. O Santos está no limiar de sua maior conquista em 48 anos. Seus jogadores são, todos, acostumados a vencer, a erguer taças, a enfrentar e derrotar adversários fortíssimos. Eu confio neles. Porque sei que querem mais esse título do que todos os jogadores do mundo, juntos, podem querer. E você, também confia?

Em tempo: Fiquei sabendo que a TV GLobo não transmitirá o jogo para a maioria dos Estados brasileiros, como se houvesse santistas só em São Paulo. É um desrespeito não só aos santistas do Brasil, mas a todos que gostariam de ver e torcer para um time brasileiro no Mundial de Clubes. Se você também não gostou, proteste no twitter: @rede_globo!


Santos e Barcelona deveriam fazer uma melhor de sete, como na NBA

A apresentadora Glenda Kozlowski disse, no Globo Esporte, aquilo que meio mundo já está sentindo: “Não vejo a hora de ver esse jogo!”. E o jogo em questão, é claro, é o duelo entre Santos e Barcelona, entre Neymar e Messi, pelo Mundial da Fifa – que, se tudo der certo e nenhum Mazembe da vida atrapalhar, será realizado no domingo, 18 de dezembro, no Estádio Internacional de Yokohama.

Será duro aguentar seis meses até lá. O que mais pode haver de relevante no futebol do planeta até o espetáculo que paralisará o mundo? Campeonatos nacionais? Quem quer vê-los? Por que não interrompem tudo e não começam, desde já, o embate mais esperado do milênio?

Veja como tudo se encaixa: a final do Japão será realizada no mesmo belo e moderno estádio – com capacidade para 72 mil pessoas – em que a Seleção Brasileira ganhou seu quinto título mundial. Perceba como a história cíclica do futebol continua pairando sobre o predestinado Alvinegro Praiano.

Outro detalhe espantoso: a cidade de Yokohama, com seus três milhões e meio de habitantes, foi escolhida para a decisão deste Mundial de Clubes por Marcelo Teixeira – ele mesmo, ex-presidente do Santos, responsável por prosseguir o trabalho de investimento nas categorias de base criado na gestão de Samir Abdul Hack, trabalho que gerou essas pedras preciosas Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Este duelo deveria se repetir em várias cidades do planeta

Há momentos em que campeonatos longos, com uma infinidade de times – muitos deles medíocres – são uma tremenda perda de tempo. Por que não colocar os melhores da América do Sul e da Europa, logo de cara, jogando várias vezes entre si?

Imagine se pudéssemos apreciar, desde já, embates seguidos entre Barcelona e Santos… Dois aqui, dois na Espanha, dois no Japão… E porque não mais dois em Nova York, dois em Sydney, dois no Cairo, mais dois em Joanesburgo, dois no México, dois em Paris…

O que há de mais belo, artístico e arrebatador no futebol atual do que um Barcelona e Santos? Comparado ao confronto dos dois maiores expoentes do futebol-arte, que sentido têm os campeonatos de pontos corridos, que, com seus passos de tartaruga, mais parecem pontos cambaleantes…

Ah, como seria bom, que sonho seria se o mundo pudesse ver dezenas de duelos entre os dois melhores times do planeta, dos que colocam a estética e o sentimento em primeiro lugar, como se Picasso e Portinari, Gaudi e Di Cavalcanti digladiassem.

E que maravilha se pudessem entrar em campo livres da preocupação emergencial dos três pontos, da mesquinhez dos títulos e das taças. Movidos apenas pelo amor infantil de se jogar futebol, só futebol…

E que jogassem enquanto pudessem, talvez no ano que vem e no outro também… Enquanto as pernas agüentassem e a idade permitisse, lá estariam Neymar e Messi, Xavi e Ganso, Iniesta e Elano, brincando com a bola, em um clássico infinito enquanto durasse…

Mas se os senhores de terno dissessem que isso é impossível, que a burocracia e o cronograma dos torneios têm de ser obedecidos (mesmo que não levem a nada), ao menos que se fizesse, como preconiza o amigo Fábio Rocco Sormani, um playoff, como na NBA, para decidir o campeão do mundo.

A possibilidade de ver no mínimo quatro e no máximo sete jogos entre os esquadrões santista e catalão seria ideal. Sim, porque depois de uma espera de seis meses, apreciar apenas um jogo, míseros 90 minutos de Santos e Barcelona é muito pouco.

Não é frustrante esperar tanto tempo para ver apenas uma vez Santos e Barcelona? Como você passará o tempo até 18 de dezembro?


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