Blog do Odir Cunha

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Tag: Portuguesa Santista

Pensar grande!

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Meus amigos, um dirigente de futebol precisa pensar grande, utilizar todo o potencial de seu clube e ainda ambicionar mais e mais. E o que é pensar grande para uma Portuguesa Santista pode ser pensar pequeno para um Santos. As dimensões desses dois clubes, hoje, são bem diferentes. Porém, como estão sendo citados como pretensos parceiros em um negócio nebuloso de arena, liguei para o afável senhor Lupércio S. Conde, que desde outubro de 2015 preside a Briosa.

Quando Lupércio assumiu o cargo, a Portuguesa tinha apenas 1.000 sócios, sendo 700 remidos e apenas 300 pagantes. Hoje, são 700 pagantes. Parece pouco em números absolutos, mas isso representa um aumento de 130% em apenas um ano, tarefa a ser comemorada.


Vitória que levou a Briosa à Série A3

Cumprimentei-o pela ascensão de sua equipe à Série A3, vencendo o Campeonato da Segunda Divisão de São Paulo e conquistando, finalmente, um título estadual, algo que não ocorria em sua história há 52 anos.

Perguntei ao senhor Lupércio, obviamente, sobre os dois projetos de estádios que sua diretoria e seu conselho deliberativo têm analisado. Ele confirmou que há o projeto de uma arena para a Portuguesa, bancada pelo grupo Mendes, com capacidade para até 11 mil pessoas, e o da arena Santos, para 28 mil pessoas.

Admitiu que alguns conselheiros, mais tradicionais, que definiu como “bairristas”, não querem essa parceria com um rival antigo, mas revelou que o grande obstáculo é uma área que pertence à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), sem a qual é impossível pensar em erguer qualquer uma das arenas.

“Estávamos iniciando as negociações para a compra da área, mas com a mudança do presidente da República e dos ministros, vamos ver como fica”, disse o presidente.

A área, a ser adquirida pelo Grupo Mendes, ou pelo parceiro misterioso apresentado pelo Santos, custaria, no mínimo, 50 milhões de reais. No caso da parceria com o Santos, o presidente da Portuguesa disse que o clube da Vila Belmiro “só entraria com o nome” e que “está esperando que o Santos também ofereça alguma coisa”.

Pelo que entendi, a Portuguesa não está tão preocupada em ter um estádio moderno, já que o velho Ulrico Mursa comporta bem os torcedores do time, que alcançam 6.500 em jogos importantes, mas proporcionam a média de apenas 1.000 pessoas por jogo. A participação em uma arena para shows, que será a única na região, provavelmente dará bons rendimentos ao clube e permitirá planos mais ousados para a Briosa.

Apenas por suposição, perguntei-lhe se o seu time tivesse muito mais torcedores na capital paulista do que em Santos e se pudesse jogar em São Paulo para um público bem superior aos mil pagantes que frequentam o Ulrico Mursa, – o que talvez venha a acontecer se a Portuguesa de Desportos fechar suas portas e parte de seus aficionados escolher a Briosa para torcer –; onde ele decidiria erguer um novo estádio para a Portuguesa?

“Faria o estádio em São Paulo, não resta dúvida alguma”, foi a resposta.

Percebi, naquele frase simples e direta, que estava falando com um homem inteligente, um profissional, um empresário, que coloca os interesses de seu clube acima das paixões “bairristas”. Somente um presidente assim poderá fazer da Briosa, um dia, um dos grandes do futebol.

Como é vizinho do prefeito de São Paulo, em um condomínio fechado de uma cidade do interior paulista, Lupércio Conde já tem conversado com João Dória sobre a possibilidade de uns jogos da Briosa no Pacaembu. Em princípio, em jogos-treino, depois, quem sabe, em partidas oficiais da Série C.

Assim, não me surpreenderei se daqui a alguns anos o grande representante da colônia portuguesa em São Paulo seja a Portuguesa… Santista. Ao menos o seu presidente pensa grande, o que é o início de tudo.

Programa dirigido

Alguns comentaristas deste blog chamam a TV Bandeirantes de Bandeirinthians, devido, principalmente, ao programa ancorado pelo ex-jogador Neto. Hoje, depois do almoço, antes de voltar ao trabalho, resolvi assistir um pouco, coisa que, felizmente, não fazia há meses. O tema era se o time preferido do Neto se classificaria ou não para a pré-Libertadores. Falaram e fizeram contas por 25 minutos, com imagens ao fundo de gols do referido time. Insisti mais um pouco para ver se citavam a disputa do título brasileiro. Em vez disso, Neto chamou um rapaz inteiramente tatuado com símbolos do alvinegro de Itaquera. Fiquei me perguntando como permitimos que o jornalismo chegasse a esse nível…

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Estádio ou CT para a base no terreno dos Portuários?

Por Tana Blaze, da Alemanha

Já havia defendido a construção de um CT para a Base no terreno arrendado pelos Portuários no comentário “O cinema e o verdadeiro projeto” em 23.10.2015, mas face à galopada continuada do Modesto Júnior em direção à construção do estádio neste terreno, nunca será tarde esmiuçar as consequências previsíveis das duas opções de investimento.

1-Administrações passadas: salvação por meninos e milagres
Convém fazer uma breve resenha histórica do Santos, para ventilar as prioridades atuais em função dos fatores que importaram no passado. Os atos da administração Laor-Odílio são ainda tão conhecidos, que não é necessário arrolá-los; vale recordar principalmente os eventos do início dos anos 2000, nos quais se fez o Santos moderno, e cuja administração era do mesmo grupo que a atual.

O clube havia perdido sua posição quase solitária de 15 anos no topo do futebol brasileiro investindo em projetos sem retorno, como o da compra do Parque Balneário. Foi também foi suplantado pelo agigantamento de rivais na sombra de novos estádios, o Cruzeiro no estádio público do Mineirão e o São Paulo com 10 anos de retardo após a inauguração do Morumbi em 1960.

No início de 2000 o Santos ameaçava sumir do mapa dos grandes, com 15 anos sem título paulista e 32 anos de jejum brasileiro, a sua torcida em São Paulo tendo caído de 10% para menos de 5% e com a maioria dos torcedores com idade acima de 40 anos.

Foi então que o jovem presidente Marcelo Teixeira eleito em 1999 tentou arrombar a porta do jejum de títulos, investindo nos medalhões Rincón, Edmundo, Marcelinho. O malogro esportivo e financeiro desta manobra piorou a situação do clube. No início de 2002 só restavam pouquíssimos jogadores de gabarito, entre eles Robert, Fabio Costa, dois garotos Elano e Renato originários de um clube mais falido ainda, o Guarani, e alguns outros jogadores desconhecidos, os juvenis.

E quando ninguém via luz no fim do túnel, eis que ocorrem três milagres:

O primeiro milagre, em torno do dia 20 de Julho de 2002 em Nova York

Três semanas antes do início do Brasileirão de 2002 o Santos foi convidado para um amistoso contra o escocês Glasgow Rangers em Nova York, para exibir os jogadores Diego e Elano que despontaram no Rio-São Paulo, com o objetivo de eventual transferência. A partida foi precedida pelo pôquer habitual anunciando-se na Folha de São Paulo que o Juventus teria oferecido 6 milhões de dólares pelo Diego, valor inverossímil visto que o Santos vendeu 40% do Neymar à DIS sete anos depois por menos de 2,5 milhões de Euros. Possivelmente o Santos teria vendido o Diego por um valor baixo, mas por graça divina, seja por má apreciação dos olheiros de Nova York ou por outra razão, as transferências não foram encaminhadas.

O segundo milagre, de 17 de Novembro de 2002 em Brasília

O jovem time do Santos estava sem forças nos últimos dois jogos da fase inicial do Brasileirão perdendo por 1×3 da Ponte Preta na Vila Belmiro e por 2×3 do São Caetano no Anacleto. Quando tudo parecia perdido o Gama de Brasília já rebaixado resolveu se despedir para sempre da Série A goleando o forte Coritiba por 4×0. Inesperadamente o rebaixado Gama tirou o Coritiba e colocou o Santos na fase final.

O terceiro milagre: a fase final do Brasileirão de 23.11. a 15.12.2002

O técnico Leão escalou um time com muitos juvenis por necessidade pura pela falta de jogadores com nível de campeonato, devido à crise financeira do clube. Pode ser comum um time ser campeão com um jogador de 17 anos em campo, se os demais forem tarimbados. Mas é raro um time constituído apenas por dois jogadores experimentados, o goleiro Fabio Costa e o meia Robert, ganhar um Brasileirão com quatro jovens, Paulo Almeida 19, Robinho 18, Alex 18, e Diego 17 anos e outros jogadores como o Maurinho, André Luiz, Leo e Alberto até então desconhecidos. Ainda mais que o Santos derrotou nos mata-mata da fase final o São Paulo e o Corinthians, que no mesmo ano haviam cedido Kaká, Ceni, Belletti, Vampeta e Ricardinho à Seleção campeã da Copa do Mundo e que haviam vencido soberanamente a fase inicial do Brasileirão e o Rio- São Paulo de 2002, no qual ao Santos sequer conseguiu ultrapassar o Etti-Paulista. Na finalíssima, Diego com 17 anos, considerado o principal jogador do Santos, sentiu a fisgada no primeiro lance e saiu chorando de campo e foi aí que o segundo moleque de 18 anos com pernas de palito deu um show aos 74.000 espectadores no Morumbi. As circunstâncias improváveis e o grande espetáculo de futebol representam talvez a maior vitória na história do Santos e uma das grandes jornadas do futebol brasileiro.

Se apenas um desses três fatos improváveis não tivesse ocorrido, o jovem time sem o carisma e a sagração pelo título de 2002 teria provavelmente sido desmanchado ao fim da primeira fase ou após eliminação, para pagar as contas do dia e o Santos teria se consolidado como clube médio. E sem a aura quase perdida que o clube reconquistou nas campanhas de 2002 e 2004, o pai do Neymar talvez não tivesse colocado o seu filho no Santos.

Marcelo Teixeira, que havia apostado seu cacife em figurões, parece ter reconhecido naquele momento que não fora ele o pai da sobrevida do Santos, mas sim a conjunção de três milagres mais divinos que terrenos e com toda razão fez rezar uma missa pela conquista do título no Monte Serrat. O investimento sem retorno no parrudo Rincón e no animal Edmundo em contraposição à explosão do perna de palito e gratuito Robinho iluminaram o Presidente por algum tempo, no qual promoveu as três boas ações da sua gestão, construir o CT Rei Pelé, fazer o Robinho sair pela porta de frente para realizar a sua venda inevitável a preço razoável e buscar o Neymar, já com um pé no Real Madrid.

Mesmo salvo por três milagres, o presidente se enroscou na dependência do Luxemburgo e do colorado convicto e duvidoso santista Delcir Sonda, ao qual vendeu direitos de seis jogadores a preço de banana, entregando no fim da sua gestão um clube sustentado financeiramente com empréstimos avalizados pessoalmente. Sendo ainda salvo do descenso em 2008 pelo quarto milagre de dois pontos na tabela por aquela bola que o Quiñonez chutou em direção à lateral e a cara do Gustavo Nery a desviou para as redes. O Santos ao fim de 2009 voltou a ser o que era antes, financeiramente à beira da inviabilidade.

2- O quinto milagre impedido

A ressureição do Santos em 2002 deve ter contribuído para o projeto de construção de um estádio em Diadema por parte de um grupo formado em torno da empresa alemã Hellmich em contato com a Secretaria de Esportes do município, com o seu Secretário, o grande caráter e ex-lateral corintiano Wladimir. O Grupo Hellmich havia construído a Arena do Schalke um dos cinco estádios do mundo que são verdadeiramente multiuso.

Mas a chance única foi descartada pelo Marcelo Teixeira, como publicava o Diário do Grande ABC em 8 de Janeiro de 2009: “O projeto, que já perdura dez anos, retrocedeu depois que o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, declarou que o clube não tem mais interesse em erguer uma arena em Diadema”. O fato de o Morumbi ter sido cogitado e depois o Itaquerão escolhido para a Copa do Mundo deve ter enfraquecido o projeto Diadema, mas este jamais deveria ter sido abandonado, porque o município tinha à disposição uma área de 600.000 m2.

Enquanto isto o Grêmio e o Palmeiras, mesmo vendo seus projetos fora da Copa do Mundo, não hesitaram em erguer os seus estádios ao mesmo tempo em que os da Copa eram construídos e hoje estão colhendo frutos milionários. O Palmeiras faturou 50 milhões de reais de receitas de bilheteria em um ano. Praticamente tão endividado e com torcida menor que a do Santos, o Grêmio seguiu o preceito universal de que a localização em relação ao mercado, que é a torcida, é determinante para qualquer empreendimento imobiliário e gastou 50 milhões de reais na época 17 milhões de euros, para comprar o terreno do novo estádio.

O projeto de Diadema teria colocado o Santos na vanguarda das receitas de bilheteria dos grandes clubes brasileiros e o seu descontinuamento irresponsável o colocou na lanterna. Todos os grandes têm estádio grande à disposição, os dois gaúchos, os dois mineiros, os quatro cariocas e o trio de ferro. Quem achar que o público pequeno em Santos permitirá o clube sobreviver e que receita de bilheteria é algo de secundário, está enganado. As receitas de estádio do Bayern em 2013/14 foram de 88 milhões de euros.

4 – É prioritário salvar e melhorar a competitividade da base santista

Turbinado pelo bing bang das revelações dos irmãos Álvaro e Ramiro, do Del Vecchio, do Pagão e do Pepe nos anos cinquenta, o clube conquistou a fama de “revelador” e sempre manteve aberta a sua base para promessas.

Sem desconsiderar a grande atuação do Formiga, do Zito e de muitos outros, é notório que foram os pais ou padrinhos dos grandes raios que escolheram o Santos e não o inverso, como gostam de propagar alguns cartolas. Os grandes raios que agigantaram o clube chegaram sem que houvesse participação de relevo dos funcionários do clube. Ninguém chamou o Pelé para a Vila, ele foi trazido, Waldemar de Brito dizia que trouxe Pelé para o Santos por causa da fama (recém-adquirida) do clube de revelador e tinha amigos que moravam na aprazível cidade de Santos. Pita morava em Cubatão e vendia siris na Via Anchieta, Robinho nasceu em São Vicente e jogava no Portuários, Diego veio a Santos porque não gostou da sua passagem curta pelo CT do São Paulo, que era o seu time do coração (apesar da dança sobe o escudo anos depois) e menos ainda da cidade de São Paulo, idem Gabriel que ficou mais tempo no CT do São Paulo. Ganso tampouco foi descoberto, foi trazido pelo Giovanni. Neymar foi posto no clube pelos pais, que como os de Gabriel eram santistas. Não chegou a ser façanha de olharia “descobrir” o Robinho fazendo 73 gols pelo Futsal no Portuários, o Neymar na Briosa e o Gabriel no Futsal do São Paulo, marcando seis gols no Santos numa partida.

Não se sabe por qual razão o Santos atrai tantos talentos, possivelmente seja a imagem perpetuada de clube revelador, o bom ambiente no clube para os jovens e a aprazibilidade da cidade que atrai os jovens e seus pais. O último fator deve ter pesado nos casos Diego, Gabriel e Neymar. Acresce-se o fato de pais serem santistas, que ajudou nos casos Neymar e Gabriel.

Diego conta porque não ficou nem um ano no tricolor: “Aos 11 anos, fui tentar jogar no São Paulo porque era meu time do coração. A experiência não foi das melhores. Achei aquilo tudo muito grande, não bateu comigo: a cidade, o Morumbi, a vida. Levei um susto.“.

Valdemir Silva, pai do Gabriel, além de santista, justificou a saída do garoto do São Paulo para o Santos, com o fato da esposa lá em São Paulo ter que acompanhar o filho, “tomando três conduções de São Bernardo do Campo a Cotia e quando não dava para pagar a condução, tinha de pegar dinheiro emprestado de amigos, ao passo que em Santos tudo era perto.”

Também os pais de Neymar igualmente santistas prestigiaram a cidade Santos deixando o seu garoto cinco anos na Portuguesa Santista bem localizada na zona urbana de Santos. Quando o Santos pagou 1 milhão de reais aos Neymares para que o garoto voltasse do Real Madrid, onde já estava registrado, os pais compraram um apartamento perto da Vila Belmiro para ficar perto do garoto.

A LOCALIZAÇÃO URBANA, com possibilidades de pais ou pessoas designadas acompanharem e abrigarem os garotos, demonstrou ser de IMPORTÂNCIA SUPREMA para a captação de talentos com idade menor que 12 anos para a base santista. Foi nesta faixa etária que Diego (12), Robinho (12), Neymar (11) e Gabriel (8) ingressaram no clube. O que demonstra inequivocamente ser necessário assegurar o critério de localização urbana para que os raios do futuro optem igualmente pelo Santos. Localização urbana não significa no alto de um morro ou a 50 quilômetros num manguezal perto de Bertioga, onde a mãe de um Robinho de 11 anos terá dificuldade em trazê-lo e buscá-lo. O terreno como o dos Portuários cairia como uma luva para um CT para a Base, que neste local seria imbatível no Brasil.

Tudo indica que se o CT permanecer no Saboó, sem espaço e atratividade, o Santos perderá a sua liderança na revelação de craques, pelas tendências que se definem:

1-Na época do big-bang santista no início dos anos cinquenta, a cidade de Santos era a segunda do Estado e maior que várias capitais de outros Estados e as rivais no interior eram poeirentas dispondo de pouca infraestrutura. Hoje várias cidades do interior se equiparam a Santos, têm infraestrutura de alto nível, qualidade de vida muito boa e criminalidade menor que a da Baixada Santista. Ao contrário da cidade de Santos, encurralada por manguezais, mar, rios e morros, cidades do interior tem espaço de sobra ainda para campos de futebol e a concorrência de CTs para a Base nos grandes centros do interior deverá aumentar de forma significante.

2-Muitos clubes brasileiros e alguns estrangeiros expandiram seus tentáculos de olharia com escolinhas e redes de franquias pelo Brasil afora. A crescente igualdade entre as redes de olharia e captação e a disponibilidade universal de You Tubes e dados estatísticos sobre os jovens, faz com que a qualidade do CT para a Base se torne cada vez mais o critério diferenciador na captação de talentos.

3-Já existem hoje CTs para a base melhor equipados, como o de Cotia, que inaugurado em 2005 vem revelando muitos jogadores, só que o São Paulo não demonstrou capacidade de intregrá-los na sua equipe profissional. Dos 28 jogadores que entraram em campo no famigerado 1×7 contra a Alemanha na Copa do Mundo estavam 8 jogadores que vieram de dois CTs apenas, cinco do CT do Bayern, Müller, Schweinsteiger, Hummels, Kroos e Lahm e três do CT de Cotia do São Paulo, David Luís, Hulk, Oscar. Poderiam ser até seis jogadores de Cotia, se o Hernanes tivesse entrado em campo e se o Lucas e Kaká tivessem sido convocados e jogado, satisfazendo as esperanças de parte da torcida. O único jogador naquela Copa formado no Santos foi Neymar, trazido ao clube pelo pai. Diego, Robinho e Neymar optaram pelo Santos ANTES da abertura do CT de Cotia em 2005.

4-Com a previsível gentrificação dos jogadores e de seus pais, o CT do Saboó se tornará cada vez menos atrativo. CT para a Base tem que convencer com padrão de primeira linha, ser condizente com os sonhos dos pais e de seus garotos, bem localizado na zona urbana, fora de qualquer zona de criminalidade e tráfico de drogas, com amplas instalações sanitárias, alguns verdes, quadra de futebol de salão, campo de areia, um pequeno anfiteatro para conferências e filmes e uma pequena área social. Atributos que serão mais importantes do que a questão da disponibilidade de quatro ou seis campos de futebol.

5-Caso o Profut pegar, dezenas de clubes obterão Certidões Negativas de Débitos Fiscais e candidatarão para os incentivos do esporte para financiar os CTs para a base. Incentivos que serão como sempre versados para os amigos do rei. E o Santos não tem nem terreno ainda.

6- Independente da disponibilidade de incentivos ao esporte, o fato de TODOS os grandes clubes brasileiros, os dois gaúchos, os dois mineiros os quatro cariocas e o trio de ferro, EXCETO o Santos, já terem estádio moderno à disposição, os levará forçosamente a investir no que falta ainda, que são os CTs para a Base.

7- A proibição pela FIFA dos investidores-atravessadores em direitos econômicos de jogadores favorecerá tanto os clubes vendedores como os compradores de direitos econômicos de jogadores e incentivará clubes brasileiros a investir mais na base.

8-Finalmente, o ajuste cambial recente da moeda brasileira vai incentivar as exportações em geral e os clubes brasileiros a revelar jogadores para um dia vender os seus direitos à Europa. A queda da cotação do real nada mais foi que um ajuste em direção da paridade de compra que se fazia necessário. O real estava grotescamente supervalorizado a ponto do Índice Big-Mac mostrar que São Paulo depois de Oslo era cidade mais cara do mundo, sendo corresponsável para retração da economia brasileira. Portanto a correção cambial veio antes para ficar. Os direitos econômicos de um Neymar, que em Abril de 2013 valiam 90 milhões de euros, na época 234 milhões de reais, hoje pressuposto o mesmo montante em euros, valeriam 360 milhões de reais.

Estas tendências indicam que a concorrência entre os clubes na captação de talentos para as suas bases vai crescer significantemente e que o Santos não tem alternativa senão investir rapidamente no setor que foi o principal responsável da sua sobrevivência e formador da sua imagem. Se nada fizer vai perder a sua posição de revelador e passar a clube médio.

4-Prioridade de investimento tem que ser definida pelo critério do retorno
Num jogo de “Banco Imobiliário” conviria numa primeira etapa investir os recursos escassos em casinhas e hotéis nos endereços que rendem o maior retorno possível, com o qual se poderá numa segunda etapa financiar construções nos endereços de menor retorno (“os nichos de mercado”) também. O inverso não seria recomendável, pois se investir primeiro no endereço de menor retorno, a probabilidade de ser eliminado precocemente do jogo é maior. O jogo pune quem inverte as prioridades.

O Santos está em situação similar, tem a escolha de num terreno localizado em Santos de realizar um investimento num CT para a Base de retorno alto e rápido e num estádio de retorno menor e lento, o que foi exemplificado mais uma vez há poucos dias quando compareceram apenas 8.000 espectadores para ver o time na luta decisiva pelo G4 contra o Flamengo depois de 19 dias de ausência do estádio.

São ínfimas as receitas de estádio atuais da Vila Belmiro; a receita líquida (após despesas) tem colocado o Santos sistematicamente no Z4 do Brasileirão desta categoria. A razão é o comparecimento fraquíssimo de torcedores do estádio da Vila Belmiro, isolado pela Serra do Mar da massa dos torcedores no planalto. Mesmo com o Neymar e com a fase boa do time em 2015, o Santos não consegue colocar nem uma fração do número de torcedores que o Palmeiras coloca no Allianz Parque a preço de ingresso duplo em relação ao preço meio do ingresso da Vila Belmiro. A Serra do Mar não é apenas barreira para os santistas como também para torcedores de outros clubes residentes no planalto. Os 20 e 30 milhões de habitantes do planalto e os 2,5milhões de simpatizantes do Santos permitiriam facilmente encher um estádio com fazem o Palmeiras e o Corinthians, com preços equivalentes, pois está comprovado que o poder aquisitivo médio do torcedor do Santos é G4 no Brasil.

Sem dúvida haveria melhora de público com um novo estádio nos Portuários principalmente no setor de camarotes, com boa melhora percentual da receita líquida. Mas a despeito da evolução percentual, o incremento de renda líquida em termos absolutos será acanhado, devido à base muito baixa e a apenas 600.000 torcedores santistas captados no raio do estádio, havendo risco de saturação de oferta de ingressos com o Santos jogando todas as partidas no novo estádio.

Mesmo se supuséssemos que o incremento (acima do valor atual) de receita liquida de bilheteria (após despesas de caixa e após a parte que será retida por um investidor) de um novo estádio fosse, digamos, de 20 milhões de reais por ano (o que é propositalmente otimista), um novo CT para a Base poderá render o triplo anual, 15 milhões anuais pela economia na compra de direitos econômicos, 30 milhões anuais na poupança anual de salários, já realizada no início da gestão do Modesto usando jogadores da base, e 15 milhões com a venda de um jogador formado na base por ano.

Não há dúvida que a construção de um CT para a Base, conjugada às evoluções recentes, como a proibição dos investidores em direitos econômicos pela FIFA e à valorização cambial do Euro, representa um potencial retorno múltiplo em relação ao potencial retorno máximo que poderia ser gerado por um novo estádio no mesmo terreno em Santos. Resumindo os pontos de retorno financeiro:

a – Economia na compra de direitos econômicos

Em vez de pagar 20 milhões de reais por um Cicinho e um Thiago Ribeiro, se lança um Daniel Guedes, um Zeca, e um Gabriel sem pagar por direitos econômicos.

b – Economia de salários

Em vez de pagar um salário alto para um Arouca, o Dracena e o Mena, paga-se menos para um Daniel Guedes um Thiago Maia e um Zeca. Ao todo a administração Modesto diminuiu a folha salarial em 30 milhões de reais anuais, essencialmente escalando jogadores da base.

c – Aumento de receitas na venda de direitos econômicos

Não há lucro significante quando se compra e vende direitos de jogadores estabelecidos como Ibson, Montillo, Thiago Ribeiro, Damião, mas um lucro enorme quando se vende um Thiago Maia ou um Gabriel formados na base.

d – Um CT para a Base moderno melhora o espetáculo nos estádios

Através da formação de um maior número de jovens jogadores de alto nível, aumenta forçosamente a produtividade dos estádios, porque com mais craques, haverá mais público que se empolgará com eles. O inverso não será possível, um estádio novo não possibilita aumentar a produtividade da base.

e – Maior possibilidade de surgirem novos “raios”

Mesmo que diminuta por natureza, se mantém a probabilidade através de um CT para a Base moderno de atrair novos “raios”, não havendo qualquer potencial similar por parte de um estádio. Se cair um novo raio no Santos, a venda de seus direitos econômicos, se executada de forma profissional, poderá render o fluxo de caixa para construir “meio estádio”.

f – O CT para a Base manterá o Santos flexível, ao contrário do estádio

Se investir num CT para a Base, o Santos permanecerá flexível, ao passo que no caso
da construção de um estádio em Santos, o investidor certamente não se contentará com as receitas dos jogos do Jabaquara e da Portuguesa Santista para amortizar o seu investimento e obrigará o Santos contratualmente a jogar em Santos.

O descaso com o projeto Diadema, a tirada do time dos campos do planalto em 2015, e a iniciativa de um estádio no terreno arrendado aos Portuários refletem a vontade decidida do grupo em torno do Marcelo Teixeira em relegar a maior torcida santista localizada no planalto ao segundo plano, priorizando se sentar e fazer sentar empresários e cartolas amigos em novos camarotes em Santos. E possivelmente cooptar uma maioria de associados residentes em Santos para ganhar as futuras eleições.

Enquanto que o futebol é feito nas equipes de base, na luta e no brilho dos campos e na vibração das gerais e arquibancadas, muitos cartolas o veem como evento de camarote. Cartola prefere botar placa, puxar saco recepcionando outros cartolas e empresários, a construir instalações condizentes com as necessidades básicas dos garotos num CT para a Base. Cartolas tendem a se julgar mais importantes do que os que fazem o futebol em campo, o que aliás já transparece pela simples aberração hierárquica da nomenclatura santista com um “CT Rei Pelé” como parte ou ao lado de um “Complexo Modesto Roma”.

Foram e serão sempre os grandes craques os principais responsáveis pela grandeza dos clubes, menos os técnicos e muito menos ainda os cartolas. O Leão sem Diego e Robinho não ganhou mais nada. O Luxa sem Roberto Carlos, Mazinho, Cezar Sampaio, Edmundo, Alex e Robinho implodiu de gênio do futebol a técnico comum e o Muricy sem Conca, Danilo, Alex Sandro e Neymar sumiu.

A ideia de ocupar o terreno dos Portuários é ótima, não podendo ser desperdiçada, sendo também necessário ter um novo estádio em Santos um dia, não há dúvida. Mas um estádio novo em Santos gerando retorno baixo e lento tem prioridade três, depois de um CT para a Base na zona urbana de Santos e de um Estádio no Planalto, para captar mais de 30.000 espectadores por partida a preços mais elevados por ingresso, como faz o Palmeiras. Quem inverter as prioridades dos fluxos de caixas será punido pela história.

Findos 74 anos de igualdade pacaembuana e extinto o Clube dos Treze, novos milagres, além de improváveis, mal salvariam o Santos. Distanciado irremediavelmente pelo trio de ferro tanto nas receitas televisivas como nas de bilheterias, não pode haver mais lugar para decisões baseadas em paixões ou rivalidades internas.

A possibilidade de ocupar o terreno dos Portuários colocou o Santos numa encruzilhada que poderá decidir se permanecerá entre os grandes. Se investir no estádio em Santos, arriscará ficar contratualmente trancado na cidade, com receitas de bilheteria baixas, abandonando e sendo abandonado pela torcida do maior centro econômico e populacional do hemisfério sul, que é o Planalto Paulistano. Será financeiramente engolido pelos rivais do trio de ferro e seria a primeira associação da qual se tem notícia que abandona por obstinação de um pequeno grupo a sua sólida posição no maior mercado e centro econômico do hemisfério sul.

Se utilizar o terreno dos Portuários como CT para a Base, permanecerá vivo com acesso privilegiado à mina de ouro do futebol que são as revelações e manterá todas as opções abertas para se impor no
Planalto Paulistano.

Está soando cada vez mais alto o tique-taque da bomba relógio das dívidas do Santos, com novos prejuízos a cada mês e o Santos perdendo um tempo precioso com miragens de camarotes, ao invés de sacramentar a medida certa para dar a volta por cima, que será um CT para a Base moderno na zona urbana em Santos.

O passado mostrou que foram antes os pais ou padrinhos dos grandes raios que escolheram o Santos e não o inverso e que o agigantamento do clube se deveu essencialmente a eles a não aos cartolas, que almejavam politicas arriscadas ou ruinosas investindo em figurões. Portanto é indispensável manter a base do Santos mais atraente que as demais.

Um CT para a base é igualmente interessante para o município de Santos, porque os raios porventura formados no CT, como foram Pelé, Robinho em Neymar levarão o nome da cidade para o mundo. “La Masia”, o nome de uma simples casa, é conhecida no mundo inteiro.

E pra você, o melhor é construir um moderno CT para a base no terreno dos Portuários, ou um estádio para 25 mil pessoas?


Jabuca e Briosa, dois times 100% da cidade de Santos

Minha coluna do jornal Metro fala da importância vital de se criar uma Liga Nacional de Clubes para a sobrevivência da competitividade entre os clubes brasileiros. Clique aqui, leia e comente.

Confesso que em meados dos anos 60 eu torcia para o Santos ser campeão e para a Portuguesa Santista, a “Briosa”, não ser rebaixada. E veja que eu era um menino de São Paulo, jamais tinha pisado em Santos. Mas o nome daquela cidade me lembrava praia, alegria, férias, e naquele tempo não se falava “vou à praia”, se dizia “vou a Santos”, como se fosse uma cidade mágica feita para as crianças brincarem. E eu, já fascinado pelo Santos, adotei também a Portuguesa Santista, que vi ganhar da Ponte Preta por 1 a 0, em 1964, gol do craque Samarone, e subir para a Divisão Especial do Campeonato Paulista.

Como a simpatia pelo Jabaquara, o “Jabuca”, veio na mesma época, me tornei um paulistano que torcia para os três times de Santos. Aposto que lembro algumas passagens que nem alguns torcedores desses times se recordam. Como a goleada da Santista sobre o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, por 4 a 1, no Paulista de 1968, ano em que o Palmeiras só não foi rebaixado porque houve uma mutreta no jogo final contra o Guarani, em Campinas.

Não esqueço, também, os contorcionismos que o Jabaquara fazia para não ser rebaixado. Primeiro, apelava para os tribunais, alegando que como fundador da Federação Paulista de Futebol, não poderia sair da Primeira Divisão. Ganhou algumas causas assim e por isso a Divisão passou a ser denominada “Especial”, para evitar os dribles jurídicos do Jabuca.

Sem dinheiro, um dia o Jabaquara contratou o malabarista de um circo que passava pela cidade. Bastou uma partida para se perceber, entretanto, que o astro “Mandrake” – era este o nome da fera – se saía muito bem controlando a bola sem nenhuma marcação, mas não era o mesmo em uma partida (esta é a história que ouvi do narrador Raul Tabajara, da TV Record, mas o leitor deste blog, Antonio, diz que Mandrake jogava em times de várzea de Santos com muito sucesso. Quem sabe os dois não estar certos. Mandrake jogava em times de várzea e se apresentava como malabarista em circos).

Ambos fundadores da Federação Paulista, Jabaquara Atlético Clube e Associação Atlética Portuguesa, têm uma história que merece respeito. O Jabuca completou seu centenário em 15 de novembro de 2014, a Briosa comemorará o seu em 20 de novembro de 2017.

Se somarmos os craques que revelaram, teríamos um timaço. O Jabuca descobriu Gylmar, o maior goleiro do Brasil de todos os tempos, Baltasar, Feijó, Getúlio, Ramiro, Álvaro, Célio… A Briosa, além de Samarone, já citado, revelou Tim, craque da Seleção Brasileira de 1938, Joel Camargo, Marco Antonio… até Neymar começou lá.

Nenhum dos dois clubes conquistou um título estadual de primeira divisão, mas tiveram momentos de destaque. Ainda com o nome de Hespanha, o Jabaquara foi vice-campeão paulista, pela Liga Amadora de Futebol, em 1927, atrás apenas do temível Paulistano. No ano seguinte voltou a ter boa atuação, ficando em terceiro lugar.

A vitória mais comemorada do Jabuca o correu na noite de 31 de julho de 1957, na Vila Belmiro, quando goleou o Santos, bicampeão paulista, com Pelé e tudo, por 6 a 4. Naquela noite, comandado pelo argentino Filpo Nuñez, técnico que depois faria sucesso no Palmeiras, o “Amarelinho” como também era chamado o Jabaquara pela cor de sua camisa, saiu de uma derrota de 3 a 1 para uma goleada espetacular. Melão marcou quatro gols.

Quanto à Portuguesa Santista, além da heroica ascensão, em 1964, o time recebeu a Fita Azul por uma excursão invicta à Africa em 1959. Deixou tão boa impressão nos países onde jogou, que por lá passou a ser chamada, pomposamente, de “La Santista”. Sua melhor colocação na série principal do paulista foi o terceiro lugar, obtido em 1936, 1937, 1938 e 2003. Outro motivo de orgulho para seus torcedores é que o seu estádio, Ulrico Mursa, inaugurado em 1920, hoje com capacidade de 9.139 pessoas, foi o primeiro da América Latina a receber cobertura de concreto.

O histórico estádio do Jabaquara, o popular Caneleira, comporta 8.031 pessoas. O clube já teve um bom terreno de frente para o mar, na valorisadíssima Ponta da Praia, em Santos, mas em 1945, em grave crise financeira e às portas do rebaixamento, resolveu vender o terreno para pagar as dívidas. Acabou sem terreno e ainda com muitas dívidas, em um negócio que jamais ficou muito bem explicado.

Uma curiosidade que envolve os dois times e também o Santos Futebol Clube é que no Campeonato Paulista de 1935, o primeiro estadual conquistado pelo Alvinegro Praiano, o Corinthians liderou o primeiro turno sem nenhum ponto perdido, mas no segundo perdeu para Jabaquara e Portuguesa Santista, permitindo que o Santos, com mais uma vitória, comemorasse o título em pleno Parque São Jorge.

1935, um título do Santos, mas com ajuda da Briosa e do Jabuca Com seis vitórias em seis jogos, o Corinthians terminou o primeiro turno do Campeonato Paulista de 1935 na liderança. Mas logo em seu primeiro jogo do returno, foi enfrentar a Portuguesa Santista no Ulrico Mursa e perdeu por 2 a 1, com dois gols seguidos de Tim, aos 36 e 38 minutos do primeiro tempo. Na semana seguinte, o alvinegro paulistano voltou a Santos, dessa vez para jogar contra o Jabaquara, no antigo campo do Macuco, e saiu novamente derrotado: 2 a 0, gols de Chiquinho aos 21 minutos do primeiro tempo e Carazzo, de pênalti, aos 23 do segundo. Como depois ainda empatou com o Juventus (1 a 1), no Parque São Jorge, o time da âncora teria de vencer o Santos e o Palestra Itália, nas duas últimas rodadas, para sair campeão. Porém, o Glorioso Alvinegro Praiano subiu a serra acompanhado de uma corajosa torcida de estivadores, venceu por 2 a 0, gols de Raul aos 36 minutos do primeiro tempo, e Araken, aos 17 do segundo, e no dia 17 de novembro, em pleno estádio do adversário, comemorou o seu primeiro título paulista, conquista heroica que teve a participação dos três times de Santos.

Jabaquara, fundado pela colônia espanhola de Santos, que teve o dramaturgo Plínio Marcos como seu torcedor mais famoso, e Portuguesa Santista, time preferido da colônia portuguesa da cidade, hoje disputam a Série B do Campeonato Paulista e lutam para voltar à Divisão Principal do Estado. Conheça um pouco mais sobre ambos:

Clique aqui para entrar no site oficial do Jabaquara

Hino do Jabaquara:

Filme sobre o Centenário do Jabaquara:

Clique aqui para entrar no site oficial da Portuguesa Santista

Hino da Portuguesa Santista:

Filme sobre a Portuguesa Santista:

Melhores momentos de Jabaquara 2 x 2 Portuguesa, em junho de 2014, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista:

E você, o que acha das histórias de Jabaquara e Portuguesa Santista?


Outra derrota na Vila. E outro Brasileiro decepcionante

http://youtu.be/l8GUMkFKg9Q

Como já tinha acontecido contra o Fluminense, o Santos voltou a perder na Vila Belmiro, desta vez para o Internacional, por 2 a 1, e caminha para a sua sétima atuação decepcionante seguida em um Campeonato Brasileiro. Desde 2008 o time não consegue ficar sequer entre os seis mais bem classificados e em algumas temporadas correu até risco de rebaixamento.

Neste jogo, que, na verdade, o Santos não merecia perder, pois só foi derrotado por uma falha infantil de Aranha – que pegou com as mãos uma bola recuada por Mena, provocando o “dois toques” que resultou em gol –, destaque-se o antimarketing do clube, protagonizado pelo técnico Enderson Moreira. Primeiro Enderson anunciou que escalaria um time misto. Depois, voltou atrás e colocou o time titular em campo, o que reduziu ainda mais o público da Vila Belmiro.

Se em condições normais esse jogo poderia atrair até oito mil pessoas ao Urbano Caldeira, a indecisão sobre que time jogaria fez o público cair para 5.907 pagantes, com renda bruta de R$ 170.950,00, que mantém o Santos na liderança absoluta dos 20 clubes da Série A como aquele que possui a menor média de público do campeonato. Sim, a velha, histórica e amada Vila Belmiro é o estádio que atrai menos pessoas na Série A deste Brasileiro.

O lado bom desse público tão limitado que acompanha os jogos do Santos na Vila Belmiro é que, caso o estádio tenha algum problema, será possível transferir os jogos para outros dois estádios da cidade, sem obrigar os jogadores e os torcedores a cansativas deslocações. Isso porque o estádio do Jabaquara, o Espanha, comporta 8.031 pessoas, e o Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, 12 mil pessoas, suficientes para receber a torcida santista.

Com a derrota, o Santos continua em oitavo lugar, com 46 pontos. No meio da tabela, o time está a oito pontos do G4 e a 12 acima da zona de rebaixamento. Os quatro da zona da Libertadores são, pela ordem Cruzeiro (64 pontos), São Paulo (59), Internacional (56) e Fluminense (54).

Na quarta-feira, o Santos volta a jogar na Vila Belmiro, esta vez contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. Precisará vencer por dois gols de diferença para chegar à final, ou por 1 a 0 para tentar ganhar nos pênaltis. Pelo Brasileiro, o próximo jogo será contra o Corinthians, domingo, às 19h30, no Itaquerão.

Santos 1 x 2 Internacional
02/11/2014, domingo, Vila Belmiro.
Público: 5. 907 pagantes. Renda: R$ 170.950,00.
Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena; Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo (Jorge Eduardo), Gabriel (Leandro Damião) e Robinho. Técnico: Enderson Moreira.
Internacional: Alisson, Cláudio Winck, Alan Costa, Ernando e Fabrício; Willians, Aránguiz, D’Alessandro (Wellington Paulista), Jorge Henrique e Alan Patrick (Bertotto); Nilmar (Ygor). Técnico: Abel Braga.
Gols: Aránguiz aos 24 minutos do primeiro tempo; Gabriel aos 17 e Aránguiz aos 36 minutos do segundo.
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas, auxiliado por Alessandro ª Rocha de Matos e Luiz Carlos Silva Teixeira (todos da Bahia).
Cartões amarelos: Fabrício, Jorge Henrique, Alan Patrick, Alisson e Aránguiz, do Internacional; Edu Dracena e Cicinho, do Santos.

E você, o que achou de mais esta derrota do Santos na Vila?


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