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Tag: Prefeitura de São Paulo

Santos é o melhor parceiro para o Pacaembu

Por Luca Otero, cientista social

Dando vazão às promessas de campanha do prefeito, foi anunciado hoje um projeto de concessão por no mínimo 10 anos do complexo do Pacaembu, por 9 milhões anuais. Não é só o estádio que está em jogo: são quadras poliesportivas, piscinas, quadras de tênis. A meta desse texto é discutir o valor cultural do complexo, além de cifras financeiras e discussões partidárias.

Não é novidade para ninguém que o Pacaembu passa por uma crise. Sem os jogos que o Corinthians costumava mandar no local, os custos parecem proibitivos para a Prefeitura. Além disso, a maior ameaça é o esquecimento: com menos jogos no ano, o estádio vai perdendo seu significado histórico como lugar de confrontos esportivos.

Na área de patrimônio histórico, sabemos o que isso pode acarretar: menos gente se lembra de sua importância, menos verbas são destinadas para o local, num ciclo de degradação que pode destruir até os lugares que nos parecem mais intocáveis. Sem sensacionalismos, mas cabe colocar os pontos nos is.

É principalmente por isso que é interessante?—?para o Pacaembu!?—?que o Santos o assuma como sua segunda casa e mande regularmente jogos lá. É assim que se manterá sua importância, a mesma que justificou a proteção por órgãos de patrimônio como o CONPRESP e o CONDEPHAAT.

Pense em time com o histórico que o Santos possui, jogando em um lugar tão relevante quanto o Pacaembu. É uma conjunção de forças que as novas arenas, com seus mármores e alumínios, nunca alcançarão. Também seria impossível pensar que essa cena seria tão forte se fosse um time movido por investimento ou empresários de longínquos lugares.

Além de recolocar o Pacaembu no circuito esportivo da cidade, com a regularidade de jogos, o Santos também poderia trazer uma nova vitalidade para o uso do complexo esportivo. Já há programas interessantes acontecendo no local, mas que podem ser complementados por um fluxo maior de sócios do clube. Difícil imaginar que, com facilidades para sócios do Santos, o uso de um complexo tão completo e central não aumentaria. Poderia, até mesmo, ser um atrativo para mais santistas da capital se tornarem sócios, inclusive.

Também cabe falar das famosas dificuldades devido ao tombamento. Creio que a maior dificuldade é o costume de renegar a história das cidades brasileiras, devastando totalmente para depois criar planejamentos que parecem perfeitos.

Para quem costuma lidar com o campo do patrimônio, sabemos que a aparente dificuldade de manter o que já existe é, na verdade, um grande benefício. E, no caso do Pacaembu, as restrições de alteração física são poucas. No fundo, basta respeito à história construída no local para adequar as instalações às demandas atuais.

Caso seja concretizada a parceria entre o Pacaembu e o Santos, a oportunidade que se apresenta é única, pelo tamanho das duas instituições envolvidas. A história do futebol brasileiro, do estádio e do clube seria relembrada e continuada. Enfim, mais um capítulo marcante na história do Paulo Machado de Carvalho?—?o seu, o meu, o nosso Pacaembu.

E você, o que acha da opinião do Luca Otero?

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Prefeitura de Santos, uma parceira que poderia oferecer muito mais


O prefeito Papa e os Jardins de Santos, vistosos, mas mal iluminados.

Tenho recebido queixas de algumas pessoas que moram em Santos de que o jardim da praia pode ser lindo, o maior do mundo, mas à noite não se pode passear nele, pois é muito mal iluminado, assim como toda a cidade. Reclamam também do alto preço e da precariedade do transporte público e da sujeira das ruas. Falam ainda do pouco apoio da prefeitura às manifestações culturais da cidade.

Não moro em Santos, apenas visito a cidade continuamente. Também não conheço o prefeito João Paulo Tavares Papa. Acho que os santistas confiam, ou confiavam nele em 2008, já que foi reeleito com 77,22% dos votos válidos. Mas uma coisa me incomoda: por que a Prefeitura de Santos não é uma parceira mais fiel e efetiva do clube que leva o nome da cidade e lhe abre as portas em todo o mundo?

Por que a Prefeitura de Santos não pode ser a maior aliada do Santos, como as de Real Madrid e Barcelona, responsáveis diretas pela grandeza que esses clubes têm? Não digo que se isente o clube de impostos, como fazem lá, não digo que compre áreas do clube por uma fortuna e depois permita que use outra, pública, com valor mínimo de arrendamento, como fazem por lá, mas que ao menos congreguem a cidade e o Santos, que participem de mais ações em parceria com o clube.

Digo isso porque, entre outras coisas, tenho tido muita dificuldade de, ao menos, marcar uma audiência formal com o prefeito para apresentar idéias de eventos para o Centenário do Santos. Já falei com a dona Angelina, que anotou meus telefones e passou para a dona Marlene. Falei também com os senhor Henrique, que me aconselhou a falar com a dona Suzana. Falei com ela, Suzana Silveira, secretária do prefeito, liguei, passei e-mails requisitando a audiência, e nada.

É estranho porque em São Paulo, cidade 30 vezes maior do que Santos, com 30 vezes mais problemas, nas duas vezes em que precisei marcar audiências com o prefeito, consegui rapidamente, sem burocracias e sem má vontade.

O Centenário do Santos nada significa para a cidade?

Ontem dei longa entrevista aos amigos da Rádio Cultura de Santos, o Edson Calegares e o Guido, e o Edson disse que o Santos já entrou no seu Centenário desde 14 de abril e não há nenhuma menção sobre isso na cidade. Ele está certo. Mas o que o clube pode fazer?

O Santos, como todos sabem, está vivendo dias delicados, em que a prioridade é manter seus principais atletas no time e manter vivo o sonho da terceira estrela. Não pode, infelizmente, reservar uma grande verba ao Centenário, a não ser através de parcerias. A Prefeitura, por outro lado, tem um vasto orçamento para cada uma de suas secretarias – entre elas Esporte, Cultura… – e pode muito bem considerar a festa do Santos como uma festa da cidade.

Cerca de metade dos cidadãos de Santos torcem pelo Santos. Creio que isso já é um motivo suficiente para que o meio político olhe o clube com mais carinho. Não acho que se deva votar em um prefeito pelo time que ele torce, mas é possível, sim, ser um bom prefeito, fazer o que a cidade precisa e ainda assim olhar pelo clube que tornou esse nome conhecido em todo o planeta.

Não pedirei aos santistas que votem apenas em prefeito que ama o Santos, mas peço, sim, que em dúvida entre dois igualmente competentes, prefira o que traz o Alvinegro Praiano no coração.

O futebol chegou a um momento em que não dá mais para ser meio bom, meio grande. Ou se é dos um maiores, ou se faz coisas realmente importantes e com isso se atrai um número cada vez maior de adeptos, ou é melhor desistir de sonhos grandiosos. Como o Santos nunca desistirá desses sonhos, ele precisa de parceiros fortes e compenetrados. E o maior deles deve ser a Prefeitura de Santos.

Você não acha que a Prefeitura de Santos poderia ser uma parceira mais fiel ao clube, já que o Santos é tão importante para a cidade?


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