Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Tag: presidente do Santos

Por um Santos melhor

Eu e Pelé IIPelé transformou o Santos em universal. Esse é o nosso legado.


Promoção aumentou! Mas só até domingo.

Leia com atenção para não perder a conta. Até domingo, dia 14, o Dia dos Pais, com apenas 68 reais você receberá dois exemplares do livro Time dos Sonhos, mais dois exemplares de Sonhos mais que possíveis, mais uma versão eletrônica do livro Donos da Terra e outra do livro Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter, sem despesas de correio, por apenas 68 reais! Se quiser outras dedicatórias, além da sua, é só pedir logo após a compra pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br
Entre aqui e compre apenas um exemplar de Time dos Sonhos, que eu mando os outros livros para você.

POR UM SANTOS MELHOR

Como, na enquete aí do lado, mais de 50% dos que a responderam afirmam que votariam em mim caso eu seja candidato à presidência do Santos, e como outros santistas me disseram que ficarão sócios apenas para votarem em mim, o mínimo que posso fazer, por enquanto, é expor minhas ideias sobre algumas áreas cruciais do nosso clube. Não são ideias definitivas, pois é preciso estar aberto às boas opiniões contrárias, mas são aquelas que, sem dúvida, norteariam uma gestão que me tivesse como o seu maior responsável. Bem, vamos a elas:

Filosofia

Um Santos de todos
O Santos é de todos os santistas, não de uma casta especial, e assim deve ser dirigido.

Amador x Profissional
Manter a paixão do amadorismo, mas ser administrado de forma profissional. Este será o desafio e o ponto ideal a ser perseguido.

Democracia
O Santos tem torcedores e sócios em todo o Brasil. Já passou da hora de instituir o voto à distância nas suas eleições presidenciais. E as decisões do presidente têm de ser compartilhadas com o Comitê Gestor e o Conselho Deliberativo, conforme o estatuto do clube.

Marketing voltado ao sócio e ao torcedor
Se o Santos é o produto, o seu sócio e o seu torcedor devem ser o foco principal de suas ações.

Transparência
O sócio tem o direito de saber como o clube é administrado. Além dos balanços trimestrais, é preciso criar um canal de comunicação direto com os associados. Para ter o mesmo direito, o torcedor deve se associar.

Vantagens aos sócios
O sócio do Santos tem de ter muito mais vantagens do que têm hoje, já que o clube nada pode oferecer, no momento, além de desconto no preço dos ingressos. Brindes anuais, ou mensais, exclusivos para sócios, devem ser incluídos entre as recompensas aos associados.

Respeito ao torcedor
O torcedor será tratado com atenção e carinho desde o momento em que se interessar pela compra do ingresso, até sua ida ao estádio. Em discussão aberta, estudaremos em detalhes a possibilidade de utilizar carnês de ingressos para todo o campeonato.

Cuidados com a base
A base é o futuro e tem sido o presente do Santos, por isso merece atenção e cuidados permanentes. O contato com os pais dos garotos será feito pelo clube. O Santos deverá ter 100% ou a maior porcentagem dos passes de todos os garotos formados em suas divisões de base.

Relação com os jogadores
Os contratos do clube com os jogadores deixarão claros os direitos e deveres de cada uma das partes. Jogadores fazem parte do endomarketing do clube e estarão disponíveis para divulgar, positivamente, a imagem do Santos, assim como estarão à disposição dos jogos onde o clube achar mais conveniente. Haverá controle maior no aspecto disciplinar.

Administração financeira
Para começar, o clube não gastará mais do que recebe. Devido à sua temerária situação financeira, todos os esforços serão feitos para torná-lo sustentável e atingir um saudável padrão administrativo que se mantenha nas gestões seguintes.

Comunicação
O Santos investirá trabalho e criatividade na comunicação pela Internet, a fim de alcançar e estreitar o relacionamento com seus torcedores de todo o mundo, reafirmando-se como uma referência no setor. Ao mesmo tempo, oferecerá melhores condições de trabalho à imprensa tradicional.

A universalidade do Santos
A genialidade de Pelé e a visão de Athié Jorge Cury tornaram o Santos universal. Não podemos permitir que ele se desvie de sua missão.

Sem reeleição
Um presidente não poderá ser reeleito em hipótese alguma.


Hoje, 8 de agosto, é o dia de aniversário do eterno líder José Ely de Miranda, o Zito, que faria 84 anos se ainda estivesse vivo. Com seus gritos e sua liderança, Zito fazia Pelé jogar o máximo. Será que muitos dos melhores jogadores brasileiros atuais não precisariam de um Zito gritando em suas orelhas?

Detalhes de cada item

Um Santos de todos
O público consumidor principal do produto Santos está avaliado entre seis e sete milhões de pessoas no Brasil, com um poder aquisitivo acima da média do povo brasileiro. Porém, esse alvo está esquecido ou subestimado. É preciso uma gestão que traga o santista para junto do clube, que ouça o torcedor e procure satisfazer seus desejos. Essa sinergia é o espírito que deve embalar o novo Santos.

Amador x Profissional
Não queremos ver o Santos nas mãos de um grupo internacional de empresários com interesses escusos, mas também não podemos administrar o Santos como se fosse um time de várzea. Para que se torne independente, sustentável e não corra riscos de um dia pedir falência ou cair em mãos suspeitas, é preciso adotar rígidos preceitos profissionais e torná-lo uma empresa saudável e próspera. Para isso, a prioridade para a montagem de sua equipe de trabalho deve ser a competência, não a amizade.

Democracia
Esta bela palavra é muito pronunciada em todas as campanhas políticas, mas a primeira a ser esquecida quando se conquista o poder. Mas o Santos pode ser um clube realmente democrático, e não é difícil. Basta que o candidato a presidente cumpra o que prometeu e deixe sua vaidade de lado para servir ao clube e ouvir a comunidade santista. Hoje, com a Internet, o sócio pode participar de várias decisões do clube. Isso precisa ser feito.

Marketing voltado ao sócio e ao torcedor
O ideal dos mundos seria que todos os santistas fossem sócios do clube. De qualquer forma, uma pequena porcentagem desse total já equivaleria a um generoso patrocínio máster. Agora, pergunto: será que se houvesse planos para a realidade de cada torcedor, não poderíamos contar com um número incalculável deles como associados? Acredito que sim. Na gestão anterior o Santos chegou a 60 mil sócios, hoje restritos a 10 mil adimplentes. Ou seja: nada foi feito para manter os associados e muito menos ainda para atrair novos sócios. Esse, para mim, é o maior erro do Santos atual, virar as costas para seu associado e para seu torcedor. Trata-se de um erro incomensurável de um clube que já é ignorado pela mídia e tem enorme dificuldade de conseguir patrocínios e merchandisings. O dinheiro, a participação de seu sócio e torcedor é que vai elevar o Santos a um novo patamar. Em uma gestão responsável, a busca para atrair e conservar associados consistirá em um trabalho diário e permanente.
Incluo aqui o marketing histórico e cultural, imprescindíveis quando se trata de um clube como o Santos, com história tão rica e tanto carisma. Esse aspecto do marketing precisa ser tratado com atenção especial. O Santos tem a sorte de ter vários pesquisadores, além de ser o time preferido de vários artistas. Isso será utilizado em benefício do clube, no apoio a obras que preservem sua história e o divulguem.

Transparência
Hoje o santista fica sabendo de contratações pela imprensa. Ele também não sabe por que tal jogador é dispensado, enquanto um que está na enfermaria há um ano tem o seu contrato renovado. O sócio precisa ter essas explicações, já que ele investe no clube. Outra questão, que não é só do Santos, mas de todo clube brasileiro de futebol: você sabe como um presidente de clube pode viver sem salário? É claro que não pode e é claro que todos os presidentes recebem alguma coisa por fora, valor que, às vezes, é bem maior do que seria um salário regular. Pois hoje o CND autoriza os clubes a pagarem salários para seus dirigentes. Eu sou a favor disso, e que essa remuneração seja conhecida por todos, e que nenhum centavo a mais possa ser ganho por esses dirigentes, que não receberão comissão por nenhum trabalho que fizerem e nem poderão aceitar bônus ou presentes de qualquer espécie. Hoje há muita coisa por baixo do pano nos clubes de futebol. É possível acabar com isso. Basta vontade e caráter. O Santos pode dar o primeiro passo nesse sentido.

Vantagens aos sócios
Imagine o efeito que teria todo sócio do Santos receber uma camisa oficial por ano feita especialmente para o sócio do clube? Em qualquer canto do Brasil, aquele torcedor exibiria sua camisa única, prova de sua fidelidade e apoio ao time do seu coração. Isso é possível. Basta boa vontade e trabalho. Assim como a camisa, o torcedor pode receber outros brindes, que, somados, já compensarão o seu investimento para ser sócio do Santos. Dará despesa e trabalho? Reduzirá a margem de lucro de cada plano de sócio? Sim, mas atrairá muitos mais e reduzirá a inadimplência e a desistência.

Respeito ao torcedor
Hoje o torcedor sofre para comprar ingressos e sofre, no estádio, para conseguir sentar no lugar para o qual pagou. Isso exige prioridade, pois o torcedor é a razão de o Santos existir. Ingressos colocados à venda por mais tempo, mais postos de venda, mais funcionários do clube atendendo ao público no dia dos jogos, sorteios durante as partidas, brindes para as crianças e consulta permanente ao torcedor são medidas urgentes. Por que não a instituição dos carnês de ingressos para todo o campeonato?

Cuidados com a base
Os jogadores da base do Santos, seus pais, suas famílias, merecem uma atenção especial. Esses meninos não podem continuar sendo “raptados” por empresários que se insinuam no clube para adquirir cotas dos passes de garotos que devem tudo o que são no futebol ao Santos. Essa relação precisa acabar. O passe de jogadores criados no Santos desde criança tem de ser do Santos. Na Europa é assim. É preciso copiar o que é bom para os clubes. Os garotos também precisam ser orientados com relação à história do clube, já que no futuro, provavelmente, poderão e deverão divulgar os feitos do Santos em suas entrevistas.

Relação com os jogadores
Jogadores, mesmo os ídolos, passam, ou um dia se transferem para clubes rivais. Isso é normal e o profissionalismo tolera essas atitudes. Porém, enquanto servirem ao Santos e forem remunerados pelo clube, os jogadores terão toda a estrutura para desempenhar o seu trabalho, mas também terão as funções de divulgar positivamente a imagem do clube e não interferir nas decisões da diretoria. Onde jogar, por exemplo, é um assunto para o qual poderão ser consultados, mas a decisão final caberá, sempre, à direção do Santos.

Administração financeira
Se um clube pode ser bem gerido por uma equipe menor e mais eficiente, o que justifica aumentar o quadro de funcionários? Agradar aos amigos, aos que ajudaram na campanha eleitoral? Pois isso precisa acabar no Santos. À primeira vista reduzir o inchado quadro de funcionários será visto como uma medida antipopular, pois será preciso demitir pessoas, mas com o tempo o clube funcionará melhor e com uma saúde financeira que não apresenta hoje. Um presidente com coragem para fazer isso não poderá ter o rabo preso com nenhum grupo com interesses financeiros ou de poder político. Será preciso fazer, simplesmente, o que todos sabem que é o melhor para o Santos.

Comunicação
Todo santista sabe que, por sua história, importância e mesmo número de torcedores, espalhados por todo o País, o Santos deveria ter mais espaço na mídia. Mas a verdade é que não tem. Talvez o fato de não estar em uma capital influa, mas essa não é a discussão. Hoje a Internet é o meio de comunicação mais usado e eficaz, o Youtube é a tevê mais assistida do mundo, e sabendo usar com eficiência e criatividade essas ferramentas, o Santos não precisará ficar mendigando espaço na chamada grande imprensa, pois terá canais diretos para dialogar com seus seguidores, anunciar seus jogos e campanhas, manter o interesse de seu público.

Santos é universal
Fisicamente o Santos está baseado em Santos e assim prosseguirá. Estar em uma cidade mais tranquila, à beira mar, faz bem aos jogadores e lhes dá a tranquilidade para fazer seu trabalho e buscar seus objetivos. Isso não pode ser mexido. Porém, como a maior parte de seus torcedores não estão na sua cidade, o Santos precisa se planejar para atuar mais em regiões nas quais é muito querido e tem grandes legiões de torcedores, como a Grande São Paulo e o Norte do Paraná, por exemplo. Isso tornará mais viável o fechamento de contratos com grandes patrocinadores. E a ideia de atuar mais fora de Santos não é nova. O grande presidente Athié Jorge Cury começou a colocá-la em prática ainda na década de 1940. O Santos tem de ter a mentalidade do exército que vai, conquista, e volta para descansar em sua casa. Em 1962, ano de ouro de seu ciquentenário, em que conquistou todos os títulos oficiais que disputou, o Glorioso Alvinegro Praiano só jogou 30% de seus jogos na Vila Belmiro.

Reeleição
Após uma gestão eficiente, temos a tendência de querer que o mesmo presidente se mantenha no comando do clube. Porém, experiências anteriores mostram que as gestões subsequentes nunca são tão eficazes como a primeira. Além do mais, a renovação de ideias e processos areja e faz bem ao clube. O dirigente responsável é o primeiro a não querer se perpetuar no poder, pois ele não coloca sua vaidade pessoal acima dos interesses do clube.

Bem, para cada item ainda haveria muitas outras ideias e considerações. Mas isso que expus é o essencial do que penso. Gostaria, agora, de conhecer a opinião dos participantes deste blog, dos que acreditam, ou que não acreditam em mim como um futuro bom presidente para o Santos.

Promoção Time dos Sonhos prossegue só até o Dia dos Pais!


Dê um presente que o velho jamais esquecerá!

Atendendo a insistentes pedidos, a promoção do livro Time dos Sonhos volta até o Dia dos Pais. Portanto a partir de agora até 14 de agosto, compre 1 e ganhe 2 exemplares do Time dos Sonhos, mais a versão eletrônica do Donos da Terra, com direito a pedir dedicatórias para os dois livros e sem despesa de correio. Tudo isso por apenas 68 reais. Clique aqui e compre apenas um exemplar de Time dos Sonhos. O outro eu mando de graça para você. Acho que seu pai vai gostar.
Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Aí do lado há uma enquete que pergunta: em quem você votaria hoje para presidente do Santos? O blog pinçou os nomes de outras enquetes de blogs de santistas. Fique à vontade para escolher quem lhe passa mais credibilidade.

Quais são as suas ideias para um Santos melhor?


Uma entrevista hipotética com o presidente Luis Álvaro Ribeiro

Ué, mas ele falou? Não, não falou, mas deveria. E como fica muito chato só ler críticas à diretoria do Santos neste blog e não ler nenhuma defesa consistente, eu mesmo defenderei o Luis Álvaro. Sim, não se espante. Não é nenhum serviço de puxa-saquismo. Será apenas um exercício de lógica e racionalidade. Todos sabemos que as atitudes têm uma razão de ser. Então, vamos juntos, com a melhor das boas vontades, colocarmo-mo-nos no lugar do presidente do Santos e tentar entender o porquê de suas últimas ações, como renovar o contrato de Muricy Ramalho e Edu Dracena; trocar Elano por Miralles; não contratar Romarinho e Martinez; ignorar solenemente a oferta de Riquelme e aceitar, mais uma vez, o acordo com a TV imposto pela Rede Globo.

Usando essa notável capacidade humana que se chama empatia, vamos nos nos colocar no lugar de Luis Álvaro Ribeiro e responder às questões que hoje afligem o torcedor santista.

Blog do Odir (que doravante será designado pela sigla BO): Bem, comecemos pela renovação de Muricy. Se o técnico não consegue armar um time ofensivo, estilo que está no DNA do Santos, por que mantê-lo por mais um ano e meio? Se ganhava 700 mil reais por mês e renovou, então deve ter tido um aumento. Pergunta: Ele vale isso, presidente? Não seria melhor contratar um outro pela metade do preço e usar parte do dinheiro para trazer jogadores?

Resposta hipotética de Laor (que a partir da segunda intervenção será abreviada por RHL): O Muricy ganhou três títulos em um ano e meio, o que dá um título por semestre. Depois do Lula, que outro técnico teve um retrospecto desses no Santos? E ele não é defensivista, visto que há três meses o Santos era um dos times que mais tinha feito gols este ano. Ele está fazendo o que pode com o elenco que tem. Precisamos lhe dar mais recursos e estamos trabalhando nisso. Confiamos no Muricy e sabemos que ele ainda armará times vitoriosos.

BO: Sim, mas justo no campeonato mais longo, que dá mais tempo para se trabalhar, que é o Brasileiro, ele tem fracassado rotundamente. O Santos foi mal no ano passado e está péssimo este ano. Dos 11 jogos, só marcou gols em quatro. Por muito menos o senhor mandou o Adilson Batista embora…

RHL: Mas o Muricy tem mostrado resultados. Não adianta ficar trocando de técnico. Todo time que faz isso não vai a lugar algum. E neste Brasileiro o time está muito desfalcado. Além dos três na Olimpíada tivemos muitos casos de contusão.

BO: Mas se o Santos se orgulha de ser um grande revelador de jogadores, não deveria ter um técnico que goste de trabalhar com os jovens que vêm da base?

RHL: Não é questão de gostar ou não gostar. Se o jogador for bom, joga. Se o Muricy acha que o garoto ainda não está pronto, não pode colocá-lo no time e queimá-lo. É preciso ter paciência com os meninos.

BO: Se é preciso ter paciência com os meninos, se já se sabia que Neymar, Ganso e Rafael iriam para a Olimpíada, por que o clube não se planejou para este Campeonato Brasileiro? Por que o time se enfraqueceu tanto?

RHL: Além das contusões, tivemos de nos desfazer de jogadores que pouco rendiam, que nos custavam muito e que já tinham caído em desgraça com o torcedor. Vocês mesmos fizeram uma enquete neste blog e concluíram que Elano, Borges e Maranhão deveriam ser dispensados. Os três não estão mais no clube. Não era isso que queriam?

BO: Sim, mas não houve reposição à altura. Como dispensar um jogador sem a perspectiva de um substituto? Respeito sua opinião, mas para o torcedor ficou a certeza de que faltou planejamento. E quanto ao Edu Dracena, por que renovar por mais três anos com um zagueiro de 31 anos?

RHL: O Edu tem sido o nosso melhor zagueiro e vinha jogando muito bem este ano. Ele se cuida e com 34 anos ainda estará jogando bem e ainda mais experiente. O que aconteceu com ele foi uma fatalidade do futebol. Ninguém tem uma contusão séria dessas por querer. Acontece.

BO: Realmente, há coisas que são imprevisíveis. Agora, gostaria que o senhor nos explicasse a troca de Elano por Miralles. Deixa ver se nós entendemos bem: o Elano ganhava cerca de 440 mil reais por mês e estava jogando mal. O Santos queria se desfazer dele e trazer um jogador bom mas menos caro. Mas aí faz a troca pelo Miralles e concorda em continuar pagando metade do salário do Elano. Ora, mas metade do salário do Elano é 220 mil mensais. Somando-se com o salário do Miralles, cerca de 200 mil, chega-se praticamente ao mesmo valor que era pago ao Elano. Ou seja: foi como se o Santos simplesmente trocasse o Elano pelo Miralles. Será que não dava para negociar melhor a transação de um jogador que foi titular da Seleção Brasileira na última Copa? Quem é Miralles para ser trocado pau a pau com Erlano?

RHL: O Elano, como este blog mesmo denunciava, estava jogando bem abaixo do que pode, a ponto de em alguns jogos ser reserva do Felipe Anderson. Então, esperamos uma boa proposta por ele, mas ela não veio. Surgiu a oportunidade de trocá-lo pelo Miralles, que poderia ser um bom substituto para o Borges. Este Miralles já esteve nos nossos planos, no ano passado, e a torcida chiou quando o Grêmio o contratou antes de nós. Se ele vai corresponder ou não, não depende de nós. Jogadores de futebol vivem de fases.

BO: E por que a diretoria preferiu Bill a Romarinho e não trouxe Juan Martínez, mais barato, para depois trazer o Patito Rodríguez?

RHL: Do Bill teremos 100% do passe, do Romarinho teríamos uma parte. Por outro lado, vemos mais utilidade no Bill do que no Romarinho. O Muricy quer um jogador com presença de área e achamos que o Bill seria o cara. Quanto ao Martínez, o pai dele engrossou a negociação porque o filho cismou de ir para o alvinegro da capital. E ele não é nenhum garoto, daqui a três meses fará 27 anos. O Patito é bem mais jovem, tem 22 anos, mais técnico, e seu investimento não foi feito pelo Santos.

BO: O torcedor não entende como o Bill, que era o quarto reserva do alvinegro da capital, pode ser a solução para o Santos… Bem, mas e o Riquelme? Por que não contratar um meia de nível tão alto, que aceitaria vir para o Santos apenas pelo salário, e poderia ser o substituto do Paulo Henrique Ganso, que está de saída?

RHL: Em primeiro lugar, o Ganso não está de saída. Só sairá se pagarem a multa. Temos um contrato com ele até 2015. Quanto ao Riquelme, não consideramos que ele esteja no perfil do Santos. Está no fim de carreira e não se empenharia como o faz pelo Boca. Não nos interessamos. E se ele realmente estivesse disposto a vir por apenas 250 mil reais por mês, como a sua fonte informou, então deveria ter acertado com outro clube, mas não acertou com nenhum. Então, na prática, os valores eram bem maiores.

BO: Minha fonte assegurou que no caso do Santos ele viria por 250 mil reais por mês mesmo. Bem, mas o assunto mais relevante, para mim, é a relação dos clubes com a TV que detém os direitos de transmissão, hoje a Globo. Não acha que ao aceitar essa divisão desigual, que privilegia dois times e coloca os outros em um patamar bem inferior, os clubes, Santos inclusive, estão assinando, a médio prazo, a espanholização do futebol brasileiro?

RHL: Como você pode dizer que os valores são tão desiguais? Você teve acesso aos contratos? Isso que a mídia divulga por aí não é verdade. O Santos só recebe 18% a menos do que os que mais recebem…

BO: Não é isso que se sabe, presidente…

RHL: De qualquer forma, a divisão é feita pelo ibope e esses times que ganham mais realmente dão mais audiência. Fazer o quê?

BO: Mas esses dois não jogam sozinhos, presidente. Por que não unir os outros em torno de uma proposta mais justa, como a da Inglaterra, que divide o valor total da seguinte forma: metade para todos os participantes do campeonato, um quarto para os de maior audiência e um quarto para os mais bem colocados? Isso não valorizaria o mérito esportivo e não impediria que alguns clubes ficassem bem mais ricos do que os outros só porque têm mais torcida?

RHL: O Santos não poderia recusar o dinheiro da TV e tentar uma revolução na qual, provavelmente, ficaria sozinho e seria o único prejudicado. Isso tem de ser feito com calma, com a participação de todos, de modo que haja consenso.

BO: Há ao menos a idéia de começar a se conversar sobre isso?

RHL: Não.

E você, o que achou das respostas hipotéticas do Laor?


© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑