Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: PSG

Neymar, o Menino da Vila

O jogador mais caro da história do futebol, que é Neymar, vem se juntar ao mais valioso de todos os tempos, que é Pelé, e o bom é que ambos são Meninos da Vila. Eu estava lá no dia em que ele aquele garotinho com o uniforme sambando no corpo estreou no profissional do Santos contra o Oeste, no Pacaembu. Meu ângulo de visão era mais ou menos o mesmo deste vídeo acima. Em sua primeira jogada, driblou para o lado, sem fazer força, e mandou a bola no travessão. Sou difícil de fazer previsões precipitadas, mas nesse momento sussurrei para a Suzana que estávamos vendo surgir mais um craque santista.

O Santos tentou manter Neymar o quanto pôde, mas sua saída era inevitável. E já que sairia mesmo, deveria ter sido negociado antes por um valor que fizesse o Santos pagar todas as suas dívidas. Hoje teríamos um clube com muito mais possibilidades. De qualquer forma, foi muito importante revelar, manter e formar o jogador imprescindível que é este garoto nascido em Mogi das Cruzes em 5 de fevereiro de 1992 e formado, com carinho, por seu pai e por todos que o cercaram no mundo às vezes insólito do futebol.

Gosto de Neymar. Tento me colocar no seu lugar, antes de julgá-lo. Não acho que foi o dinheiro que o tirou de Barcelona, mas a ingratidão dos espanhóis, que não admitem que ele já esteja jogando melhor do que Messi. Em Paris, ele será feliz, e isso não é apenas uma rima. É impossível não respirar toda a felicidade do mundo em uma cidade revolucionária, linda, que ama a arte e os brasileiros.

Talvez goste mais de Neymar porque, por meio dele, milhões de crianças e adolescentes da Terra assistem aos gols e às vitórias do Santos no Youtube, a televisão mais assistida do mundo, o que mantém o Alvinegro Praiano como o time brasileiro mais respeitado no exterior. Sim, as grandes façanhas de Neymar foram realizadas com a camisa do Santos e o Youtube mistura passado e presente no mesmo instante. Esse Neymar do PSG é o mesmo garotinho que mestre Zito trouxe da Portuguesa Santista, mesmo atacante driblador que ganhou seis títulos com o Santos, entre eles a Copa Libertadores de 2011. Enfim, é o mesmo Menino da Vila de sempre.

Domingo, contra o Avaí

Ainda não sabemos que time Levir Culpi escalará para enfrentar o Avaí, nesse domingo, às 19 horas, em Florianópolis, mas o que se sabe é que só a vitória será um bom resultado. Em que pese o adversário viver aquele período torturante de tentar se livrar do rebaixamento, o Santos faz uma boa campanha e tem a chance de aspirar o título brasileiro. Ainda há muito jogo pela frente e o líder do campeonato, além de um excelente sistema defensivo, pouco apresenta de especial.

Segundo o pesquisador e conselheiro do Avaí, Spyros Diamantaras, até 2011 os dois times já tinham se enfrentado 10 vezes, com os seguintes resultados:

15/08/1972 – Avaí 1×2 Santos – Amistoso – Adolfo Konder
15/09/1976 – Santos 0x0 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
08/08/2009 – Santos 2×2 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
29/11/2009 – Avaí 2×2 Santos – Brasileiro – Ressacada
12/08/2010 – Santos 1×3 Avaí – Sul-americana – Pacaembu
18/08/2010 – Avaí 0x1 Santos – Sul-americana – Ressacada
02/09/2010 – Santos 2×1 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
28/11/2010 – Avaí 3×2 Santos – Brasileiro – Ressacada
05/06/2011 – Santos 3×1 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
07/09/2011 – Avaí 1×2 Santos – Brasileiro – Ressacada

Vamos tornar essa história imortal!


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Santos adotou o lado preguiçoso do estilo Barcelona

O estilo Barcelona tem um lado preguiçoso, ou aparentemente preguiçoso, que é este de ficar tocando a bola sem nenhuma ansiedade de chegar ao gol adversário. Se der, se abrir um buraco, tudo bem. Se não, a bola é recuada e a jogada recomeça.

Porém, mesmo quando é preciso recomeçar, dificilmente a jogada retorna até o goleiro. Ontem mesmo, contra o PSG, não me lembro de ter visto nenhuma bola que voltou aos pés do arqueiro.

Outro detalhe é que o toque de bola é ágil, os jogadores estão nos calcanhares, prontos para se deslocar, receber os passes curtos e, ao recebê-los, dar rápido seguimento à jogada.

E o Barcelona evolui em redemoinhos. Não há uma correria em linha reta, mas a bola sempre acaba indo mais à frente, até que se aproxima do gol adversário. Nesse ponto o sistema é muito parecido com o que a Holanda adotou na Copa de 1974.

Mas para que esse Carrossel, ou este Redemoinho, dê certo, todos os jogadores devem participar ativa e humildemente. Sim, no Barcelona o astro é o conjunto. As jogadas individuais estão restritas às necessidades.

Não é um time em que um atacante possa parar a bola, tentar o drible, continuar com a bola até perdê-la ou conseguir uma boa jogada. Parece que há um tempo de bola cronometrado para cada jogador. Quem estourar esse tempo terá de ter um bom motivo para isso, ou será recriminado.

Perceba que nem Messi exagera na posse de bola. Ontem ele não tinha feito nenhuma jogada excepcional até que recebeu o passe de Daniel Alves e bateu cruzado, de esquerda, no tempo e no ângulo perfeitos, para abrir o marcador.

Em primeiro lugar, não acredito que Neymar tenha temperamento para jogar no Barcelona, ou mesmo em times europeus como o PSG. Note que Lucas ficou isolado na ponta-direita da equipe francesa, pegou pouco na bola e pouco fez. A liberdade que ele tinha no São Paulo para fazer o que quisesse, na hora que quisesse, acabou.

Por serem ricos, os grandes times europeus têm muitos jogadores valiosos e vaidosos, que não suportam o individualismo alheio. O PSG tem Ibrahimovic, Beckham… Lucas é apenas um garoto sonhador perto deles. Não creio que a sorte de Neymar seria muito diferente no Barcelona ou em qualquer outro grande europeu.

Santos só aprendeu a parte “boa” da lição

No Santos, que teve a honra de receber a aula dos catalães ao vivo, o estilo do Barcelona ganhou uma roupagem nova, que prioriza a lei do menor esforço.

O time até toca a bola na defesa, mas se o adversário apertar a marcação a bola é recuada para o goleiro Rafael, ou para um zagueiro, preferencialmente Durval, e lá vem chutão pra frente…

O meio-campo dificilmente se aproxima para sair jogando. E, quando o faz, também costuma recuar a bola diante de uma marcação mais cerrada. A solução depende de uma habilidade maior dos santistas e também de uma deslocação constante.

Mas se mexer o tempo todo cansa e o Santos há algum tempo adquiriu o estilo cansadão. Alguns dos poucos jogadores que sempre se preocupam em se desmarcar para receber o passe são Neymar, Arouca e Giva. Coincidentemente os três têm se salvado nas últimas exibições do Alvinegro Praiano.

O esquema do Barcelona depende de habilidade, disposição e generosidade dos jogadores. É preciso dominar e controlar a bola em espaços exíguos do campo e saber tocá-la com precisão; estar disposto a se deslocar o tempo todo, com ou sem a bola, e é essencial ser solidário na hora de defender e generoso no momento de atacar.

Eu diria que o sistema do Barcelona exige, mais do que jogadores, homens melhores. Homens que, por sua cultura e caráter, reconheçam que o coletivo deve vir antes do individual. Por isso, é muito difícil que um atacante brasileiro, acostumado a ser badalado por aqui, se sujeite a ser mais uma peça no time catalão.

Na verdade, a grande vantagem do Barcelona é que os jogadores assimilaram muito bem esse estilo de jogo e o praticam e praticarão independentemente do técnico que os dirigir. Enquanto isso, no Santos, a impressão que se tem é que qualquer sistema que envolva maior esforço físico é rejeitado antecipadamente.

Resumindo, o time catalão toca a bola e avança, o Santos toca e recua…

Veja onde começou o estilo inteligente, coletivo e solidário do Barcelona. Aprecie o show da Seleção da Holanda contra o Uruguai na Copa de 1974. Note que os uruguaios, temidos por sua “garra”, ficaram na roda como joões-bobos:

Agora veja como a Holanda de 1974 jogava sem a bola, perceba o prazer com que seus jogadores se entregavam à marcação dos argentinos, que ficavam sem saber o que fazer diante da pressão do implacável adversário:

Você não acha que o Santos está preguiçoso?


Neymar não pode e não deve sair do Santos agora

Fiquei triste ao ver Lucas saindo de campo após uma entrada maldosa do adversário que nem sequer levou cartão amarelo. Ficaria triste ao ver qualquer talento jovem do futebol brasileiro passando por um momento tão doloroso no insípido futebol francês. Coitado do Lucas, não só pela contusão, mas por acreditar no canto de sereia de que se tornaria o melhor do mundo se fosse para a Europa.

O futebol de Lucas continua o mesmo, com as mesmas qualidades e defeitos, só que com menos espaço para jogar e mais pontapés a receber. Lá ele não é o queridinho dos tricolores, pois até no seu PSG há jogadores mais badalados. Virou mais um brasileiro tentando a cada jogo justificar a fortuna que pagaram por ele. Ou seja, é e será um garoto eternamente pressionado para jogar bem, para fazer coisas fantásticas que ele nunca fez, ou fez raramente.

Desde que o garoto do Morumbi desembarcou em Paris e disse, inadvertidamente, que estava indo para a Europa para se tornar o melhor jogador do mundo, percebi que ele tinha entrado numa grande fria. Em primeiro lugar, quem é, é, não precisa ir para lugar algum para ser. Pelé jamais defendeu um time europeu, mas encheu a todos eles de dribles e gols.

Estou triste por Lucas e preocupado por Neymar. Parece que os idiotas da objetividade – que começam no jornalismo esportivo e se infiltram até em torcedores do próprio Santos – já traçaram o destino do garoto. Querem porque querem que ele suma do Brasil e vá para a merda da Europa.

O orgulho dos verdadeiros amantes do futebol brasileiro foi substituido pela ganância de alguns. Tem um monte de gente querendo ganhar dinheiro nas costas do garoto e pouco se importam se um dia ele será chutado, cuspido e insultado pelos arrogantes europeus.

Quem defende que Neymar vá para a Europa não só não gosta de Neymar, como detesta o futebol brasileiro, pois só mantendo seus craques é que o Brasil voltará a ter o melhor futebol do mundo. Veja que não foi à toa que a RAI (Rádio e Televisão Italiana) comprou os direitos dos campeonatos Paulista e Brasileiro. Se outros clubes, a exemplo do Santos, resistirem à tentação de negociar seus jovens talentos, logo uma fortuna de direitos internacionais estará chegando aos cofres de nossos clubes. É justamente essa concorrência que os europeus temem. Será que é tão difícil enxergar isso?

Hoje recebi um texto do santista Ernesto Franze sobre a importância de o Santos e o Brasil manterem Neymar. Como é bem oportuno, publico-o a seguir. Leia e dê sua opinião

Neymar não pode e não deve sair do Santos, agora. Veja por quê

Por Ernesto Franze

Escrevo sobre a campanha que é um verdadeiro bombardeio da imprensa nacional, internacional, de ex-jogadores & Cia, pedindo a saída do Neymar para a Europa.

Mais preocupante que isso é o que pude observar nas redes sociais. Essa campanha acabou contagiando um bom número de santistas, que, começam a sugerir a saída do Neymar devido às suas seguidas ausências nos jogos do Peixe devido às convocações para a Seleção Brasileira.

Outra notícia, já desmentida pelo Bayern de Munique, de uma proposta de 100 milhões de euros pela jóia, e a consequente entrada de 40 milhões de euros nos cofres do Santos também acabou motivando esse fogo amigo.

Crescimento extraordinário. Começou o efeito do fenômeno Neymar

O Santos teve um crescimento de faturamento “absurdamente” grande nos últimos três anos, estima-se que 20% desse valor são de responsabilidade do fenômeno Neymar.

Faturou 117 milhões de reais em 2010, contra 70 milhões em 2009, um aumento de mais de 67%! O maior crescimento do ano entre os clubes brasileiros!

O que veio depois disso é muito maior: em 2011 faturou 189 milhões, e no passado, 2012, o valor chegou a 214 milhões!

O Santos da incomoda posição de oitavo, nono colocado, no ranking dos clubes brasileiros, para o quarto maior faturamento nos últimos dois anos. Não é o terceiro porque o Internacional, que ocupa essa posição, possui grande arrecadação na venda de jogadores.

Superou o Flamengo (clube que junto com o Corinthians fatura doze milhões a mais que o Santos, São Paulo, Palmeiras e Vasco na cota de tevê pelo Campeonato Brasileiro) e também superou o Palmeiras, Vasco, clubes que tradicionalmente arrecadaram mais que o Alvinegro Praiano.

Confira os números e informações desse post no link abaixo, num trabalho que é uma verdadeira radiografia dos clubes brasileiros feito empresa Amir Somoggi Marketing e Gestão Esportiva, do brilhante Amir Somoggi, que segundo as boas línguas faz parte do cardume alvinegro.

http://www.ibdd.com.br/arquivos/Amir%20Somoggi.%20Janeiro%20-%202013.pdf

Abrir mão do Neymar, hoje, seria um prejuízo sem precedentes aos cofres e à história do Alvinegro no curto e no longo prazo.

Objetivamente no curto prazo o clube perderia aproximadamente 50 milhões do seu faturamento/ano, na medida em que se estima que o atleta alavanque a arrecadação do clube em 20%.

O mais importante é o resultado de longo prazo, que não é possível mensurar nesse momento. A verdade é que a presença do craque, que é um fenômeno no campo e na mídia, inclusive na mídia internacional, alavanca o número de torcedores de forma extraordinária, como não acontecia desde os anos de 1960.

Os torcedores, disfarçados de jornalistas oportunistas, têm razões óbvias para querer que o Neymar vá embora. Se o Brasil conquistar a Copa de 2014 aqui no “país do futebol” e o moleque for protagonista da conquista, a torcida do Santos explodirá em crescimento.

Quando Pelé parou, o Santos, que até vinte anos antes era um time de torcida pequena (torcedores quase que só da cidade de Santos) recebeu como legado do Rei uma torcida equivalente a 10% da população brasileira.

O Brasil tinha 90 milhões de habitantes em 1970, e aproximadamente nove milhões eram santistas. Hoje somos sete milhões de alvinegros num universo de 198 milhões de brasileiros.

Confira matéria no link da primeira revista Veja, de 1968:

http://veja.abril.com.br/numero1/p_055.html

Outro Neymar? Será tão fácil e rápido ao Santos como foi para o Flamengo substituir o Zico, tão fácil e rápido como foi para o Palmeiras substituir Ademir da Guia. Com certeza daqui uns cinquenta anos teremos um novo Neymar.

Pensar grande!

Não tenho dúvidas que a missão, o grande objetivo do Conselho Gestor do Santos, é renovar o contrato do Neymar pelo menos por mais três anos pós 2014. O futuro do Santos como um clube gigante no cenário brasileiro e mundial passa por essa missão.

E pra você, Neymar deve ir para a Europa ou ficar no Santos?


A verdadeira história de Robinho e a chance de Nenê voltar

O curinga Lima me disse que quando o goleiro Gylmar tomava um frango, o time todo ficava mais tranqüilo, porque a partir daquele momento sabia que o “Girafa” fecharia o gol. Um erro despertava em Gylmar tal determinação que não deixava passar mais nada. Depois de ter dado a “barriga” sobre a contratação de Robinho, o mínimo que devo fazer é explicar direitinho como foi a reunião e contar o histórico desse interesse do Santos por ele. Além, é claro, de nunca mais confiar em notícias de terceiros.

Sim, confesso que confiei na informação e no feeling de um jornalista do Gazzetta dello Sport, uma publicação tradicional, que no dia 3 de abril completará 117 anos! Não é desculpa, porque estamos carecas de ver casos no Brasil de jornais que anunciam contratações e elas não se concretizam. Mas não queria fazer isso no nosso blog. Fiz. Mas, como o grande Gylmar, prometo que neste jogo dificilmente voltarei a tomar um frango. Pode escrever aí.

Por que Robinho não veio

O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, foi muito confiante para a reunião, na sexta-feira à noite, com o vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues, e o membro do comitê gestor Álvaro de Souza. O dirigente milanês confiava que as diferenças entre os valores pedidos pelo Milan e por Robinho, e a oferta do Santos, seriam equalizadas sem maiores problemas. Isso provavelmente fez com que passasse uma visão muito otimista a alguns jornalistas italianos.

Na verdade, segundo apurei neste sábado, o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, não fez nenhuma proposta por Robinho. O único clube brasileiro que fez uma proposta concreta pelo Rei do Drible foi o Santos. E qual foi ela? Cerca de sete milhões de euros em três parcelas anuais e, em um esforço descomunal, um salário de R$ 800 mil ao Robinho.

Porém, o Milan, irredutível nos dez milhões de euros, não aceitou. Robinho também não abriu mão de um salário de R$ 1,1 milhão, R$ 100 mil a mais do que ganhava em 2010, quando estava voltando para a Seleção Brasileira e era nome praticamente certo para a Copa do Mundo, a ser disputada meses depois.

Para facilitar as coisas em 2010, naquele semestre em que defendeu o Alvinegro Praiano, Robinho fez três comerciais – para Seara, Volkswagen e Rexona – que ajudaram o clube a quitar cerca de 20% dos seus salários. Hoje é diferente. Ele precisa lutar para voltar à Seleção e o grande garoto-propaganda do futebol brasileiro, como sabemos muito bem, é outro Menino da Vila.

De qualquer forma, quem acompanhou de perto a reunião de sexta-feira sentiu que se o Milan baixasse a pedida, talvez Robinho consentisse em reduzir sua pretensão salarial. Porém, diante da inflexibilidade do clube italiano, o jogador também não aceitou ganhar menos. Isso realmente complicou a negociação, pois um salário de R$ 1,1 milhão obrigaria o Santos a pagar um total de R$ 1,8 milhão por mês, somados todos os encargos.

O negócio não está totalmente descartado, mas agora a tendência é de que Robinho continue jogando no Milan pelo menos mais seis meses. Em junho os valores deverão cair e o Santos voltará à carga para trazer de volta o Rei da Pedalada. O negócio só não se concretizou desta vez porque o Milan e Robinho estão pedindo valores que não condizem mais com a forma técnica e física do ex-santista.

O interessante é que em julho do ano passado Robinho até toparia vir ao Santos por R$ 800 mil mensais, mas o empecilho era o alto preço pedido pelo Milan: 15 milhões de euros. Em dezembro, quando o Santos voltou a procurá-lo, Robinho disse que estava valorizado, com muitos clubes interessados nele, e que o salário teria de ser R$ 1,1 milhão.

Profissionalismo é profissionalismo, mas, para um garoto que nasceu em São Vicente e só foi revelado no futebol devido ao Santos – que cometeu a “loucura” de colocar um time de Meninos para disputar o Brasileiro de 2002 –, Robinho não fez qualquer concessão ao time que diz amar ou às suas origens nesse episódio que poderia trazê-lo novamente para os braços da torcida que o adora.

Nenê ficou de dar a resposta neste domingo

Pensei até em levar a informação de Nenê para o título, mas confesso que fiquei meio traumatizado com o “furo” de ontem. O certo é que a possibilidade de Nenê vir é bem maior. O jogador pediu R$ 5 milhões de luvas e salários de R$ 500 mil. O Santos ofereceu menos. Não me pergunte o quanto menos. Não sei.

Só sei que Nenê prometeu que daria uma resposta neste fim de semana que termina neste domingo à noite. Com 31 anos, este atacante canhoto nascido em Jundiaí em 19/07/1981 já teve uma boa passagem pelo Santos em 2003, quando disputou a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Na oportunidade, Nenê fez 25 jogos e marcou oito gols pelo Alvinegro Praiano.

Revelado pelo Paulista de Jundiaí, Nenê jogou pelo Palmeiras, Santos, Mallorca, Alaves, Celta de Vigo, Monaco, Espanyol e Paris Saint-Germain, onde está atualmente. Marcou 49 gols em 113 jogos pelo time francês.

O que eu acho? Creio que Nenê só virá se não encontrar nada melhor. Ele ainda está estudando propostas de outros clubes. Porém, algo me diz que o negócio pode dar certo. O fato de já ter 31 anos e de ter passado boa parte da carreira em times médios e pequenos da Espanha não valorizam o seu passe.

Vêm aí as respostas de Álvaro de Souza

O assessor de imprensa do Santos, Arnaldo Hase, garante que Alvaro de Souza não se esqueceu da gente. Nesta semana que entra, segundo Arnaldo, o importante membro do comitê gestor do Santos deve responder as 25 perguntas enviadas por leitores deste blog.

E você, acha que Nenê dirá sim? E o que diz de Robinho?


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