Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Rafael Longuine (page 1 of 3)

Santos x Inter: falar o quê?

Em jogo de muita marcação e raríssimas jogadas bonitas, o Santos perdeu do Internacional por 1 a 0, gol de Aylon, de cabeça, aproveitando uma cobrança de escanteio a dez minutos para o final da partida. Assim, como já se desenhava nos últimos jogos, a longa invencibilidade na Vila Belmiro acabou. Agora, de candidato a líder, o time está apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

Veja o teipe do gol do Inter e perceba que o garoto Matheus Nolasco, que tinha acabado de entrar, foi o escalado para marcar o autor do gol gaúcho. E toda a defesa ainda reclamou dele. Cadê os zagueiros santistas? Cadê Vanderlei, que ficou no meio do caminho?

Bem, mas não adianta achar culpados. Este Brasileiro é um campeonato de times medianos e, desfalcado dos seus melhores jogadores, o Santos é menos do que mediano. Sem os jogadores da Seleção e sem Ricardo Oliveira, o Santos no Brasileiro será isso aí mesmo: um time sem capacidade ofensiva e com muitos cochilos na defesa.

Entretanto, até que a equipe melhorou um pouco com as substituições no segundo tempo. As entradas de Ronaldo Mendes, Lucas Crispim e Matheus Nolasco nos lugares de Rafael Longuine, Paulinho e Joel tornou a equipe mais rápida e um pouquinho mais ofensiva. Porém, em uma bola parada, o pontinho de outro empate se foi.

Menos de 4.500 pessoas pagaram para assistir ao jogo. Um público de teatro municipal para um espetáculo equivalente a um pagode desafinado. No canal Premiere entrevistaram mais os jogadores do Internacional do que do Santos. Até na Vila a Globo trata o Santos como coadjuvante. E a verdade é que nesse domingo ele foi mesmo.


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E você, o que achou do Santos contra o Inter?


Dentro ou fora do Alçapão


Mesmo com Rafael Longuine e Serginho desperdiçando cobranças de pênaltis, os reservas do Santos sobraram em Rio Branco e venceram com facilidade o Galvez por 3 a 0, gols de Longuine, Paulinho e Fernando Medeiros. Com o resultado, o Santos avança para as oitavas de final da Copa do Brasil. Há que se destacar a boa participação dos torcedores santistas do Acre, provando, mais uma vez, a universalidade da torcida santista.
Levando-se em conta que o sinal + quer dizer que o jogador foi bem, – que foi mal e = que ficou no meio termo, avalio os santistas da seguinte forma: Vladimir (=), Daniel Guedes (+), Valencia (=), Lucas Veríssimo (=), Luiz Felipe (=) e Caju (=); Leandrinho (=), Fernando Medeiros (+), Gregore (=), Rafael Longuine (+) e Serginho (-); Paulinho (+), Maxi Rolón (=) e Lucas Crispim (=). Técnico: Lucas Silvestre (=).


Reveja o golaço de Ricardo Oliveira e os melhores momentos da única vitória do Santos fora de casa no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Anteontem o amigo Luiz Tomaz, notável comentarista deste blog, sugeriu que discutíssemos as causas dessa bipolaridade santista, mormente no Campeonato Brasileiro, no qual é um predador na Vila Belmiro e uma presa fácil fora dela. A dificuldade será tática, técnica, psicológica, física ou de caráter? Bem, o assunto está na roda, na qual deve entrar todo aquele que tem algo a dizer.

O tema é grave e causa espécie o fato de a direção de futebol do clube não buscar a ajuda de especialistas para decifrar o que passa no corpo e na mente de nossos heróis durante a relevante competição nacional. Os números são aterradores.

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No Campeonato Brasileiro do ano passado, por exemplo, das 19 partidas que realizou como visitante, o Santos perdeu 11, empatou sete e venceu apenas uma, sobre o Cruzeiro, graças a um chute excepcional de Ricardo Oliveira, de canhota e de fora da área, em partida na qual o time de Minas teve oportunidades para empatar e mesmo virar o resultado.

Ao final da competição, o Alvinegro Praiano, que fez fama mundial vencendo os mais terríveis rivais em suas casas, tinha conquistado apenas 18,75% dos pontos que disputou em campos adversários, retrospecto pior do que os rebaixados Avaí, Vasco e Goiás e só melhor que o lanterna Joinville.

Justiça seja feita, o problema não é recente e não deve ser creditado apenas a esses jogadores e a essa comissão técnica. Lembro-me que em 1996, convidado para um programa de tevê em Santos, irritei o zagueiro Ronaldão ao lhe perguntar por que em casa o Santos podia vencer qualquer oponente e, fora dela, podia perder para qualquer um. Na verdade, naqueles tempos já era difícil encontrar as respostas.

Creio que os recentes desempenhos dos underdogs Leicester, campeão da Inglaterra, e Audax, semi-campeão paulista, tragam de volta a esquecida e refrescante sensação de que não é só o dinheiro, a fama ou a quantidade de torcedores que faz um time ser vitorioso e exibir-se de cabeça erguida mesmo no campo de batalha inimigo. Resta-nos, humildemente, aprender com esses dois exemplos.

Sabe-se que ambos surpreenderam os favoritos, principalmente, por seu desempenho fora de casa. Quando se julgava que abdicariam do ataque e passariam o tempo a especular alguma fortuita jogada ofensiva, se atreveram a encurralar o opositor, com excelentes resultados. Para conseguir isso, obviamente mostraram qualidades. Quais seriam elas? Eu diria, resumidamente:

1 – Inovação Tática. Ao avançar, quando todos esperavam que recuasse, assumir a posse da bola, ao invés de desfazer-se dela e deixar a iniciativa para o adversário. Inverter os papeis, não se conformar de ser o pequeno, o coadjuvante da história.

2 – Técnica suficiente para fazer a tática funcionar. Sim, porque não adianta pensar nas táticas mais mirabolantes se não há jogadores com habilidade, com fundamento para cumpri-las. Não será qualquer cabeça-de-bagre que terá calma e controle para sair jogando desde a sua defesa, de passar e lançar com perfeição. Contar com essa técnica requer a astúcia de garimpar jogadores bons e baratos no mercado, já que estamos falando de times sem orçamentos competitivos. Para a montagem dessas equipes foi preciso contar com verdadeiros especialistas em futebol, capazes de contratar pelo mérito absoluto e não por indicação ou pela amizade com empresários.

3 – Condição física capaz de impor um ritmo forte aos jogos. Um time menos favorito não pode desprezar a expressão “vencer pelo cansaço”. O condicionamento físico já fez milagres pelo Santos e pela Seleção Brasileira. Hoje se percebe que o Alvinegro Praiano não consegue manter o mesmo ritmo durante todo o jogo. E nesse mesmo quesito entra a idade dos jogadores. Obviamente os mais jovens têm mais força, velocidade e energia. É preciso ter coragem para renovar e visão para perceber quando o grande ídolo está virando o fio.

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4 – Confiança e desejo de vitória. Bem, este é o aspecto psicológico. Viu-se, ao final do jogo com o Santos, que alguns jogadores do Audax, de tão abatidos, choravam de tristeza. Poderiam estar contentes por, mesmo em um time menor, terem pressionado o Santos na Vila Belmiro. Mas queriam mais, queriam o título. Esse é o sentimento que os jogadores do Santos devem ter quando atuam fora de casa. As dimensões do campo continuam as mesmas e a torcida não participa do jogo. A questão é decidida em campo. Não há motivo real para se dedicar menos à partida, abrir mão da iniciativa, ou acreditar menos na vitória, só porque o jogo é fora de casa.

5 – Por fim, mais até do que a psicologia, há o caráter de cada jogador. Algo que se tem, ou não se tem. O jogador brasileiro de futebol sabe que, quando atua fora de casa, será menos cobrado em caso de derrota. Às vezes, nem cobrado será. Por isso, geralmente corre e se dedica menos ao time quando está longe de sua torcida. Esse comportamento desleixado tem cura? Não sei. Creio que dependa de uma boa liderança, algo que o Santos do técnico Lula e de jogadores como Zito e Mauro Ramos de Oliveira tinha. Caráter, no caso do atleta competitivo, é fazer questão de ganhar mesmo quando não é cobrado por isso. Na verdade, é ter um sistema de cobrança interno tão desenvolvido que independa das pressões externas.

O Leicester e o Audax – este em uma proporção bem menor, é verdade – conseguiram reunir, ao menos por uma temporada, essas condições mágicas que fazem os underdogs rosnarem na casa dos outros. Pena que seus times serão desmanchados pelos mais ricos e, ao que tudo indica, restará apenas a lembrança da efêmera ousadia.

Assim como o campeão inglês e o time de Osasco, um dia o Santos já foi a surpresa, o assombro que encantou a todos. E teve de repetir essa façanha dezenas, centenas de vezes, até conseguir um lugar entre os maiores do futebol. Agora, por ironia, parece destinado a buscar nesses times menores a inspiração para voltar a se impor em qualquer estádio, ou, como diz o seu hino, dentro ou fora do Alçapão.

Nesse sábado, às 18h30, em sua estréia no Campeonato Brasileiro, já terá um teste de ouro para checar seu status de bicampeão paulista em uma partida como visitante. Enfrentará o respeitabilíssimo Atlético Mineiro no Independência. O que veremos em campo com a camisa alvinegra praiana? O tigre que devora a todos na Vila Belmiro, ou o gatinho assustado que se inibe, se intimida ou se acomoda no campo do adversário?

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E pra você: o que falta para o Santos jogar bem fora de casa?


Se não correr, passa vergonha

Importante
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O Santos não tem time capaz de ganhar passeando em campo. Se não correr, não se empenhar, pode perder de qualquer um, como ficou provado contra o humilde Santos do Amapá, e ficará ainda mais evidente domingo, na arapuca de Osasco, contra o Audax.

Foi preciso até que o monge Dorival Junior desse uns gritos para que os reservas começassem a correr e vencessem o Santos amapaense por 3 a 0, na Vila Belmiro. A apatia da equipe durante a maior parte do primeiro tempo tornou o jogo mal parado e permitiu até algumas chances ao bravo Peixe da Amazônia.

Quem queria descobrir, entre os reservas santistas, jogadores com técnica e personalidade para ter mais oportunidades no time titular, ficou frustrado. Mesmo paradão, o experiente Elano mostrou-se o jogador de mais categoria e visão de jogo. Dos demais, destaque para Ronaldo Mendes, que está longe de ser um craque, mas corre o tempo todo, está em todo lugar do campo e fez o gol mais bonito da partida.

Em uma análise rápida dos jogadores do Alvinegro Praiano, levando-se em conta que P equivale a “Péssimo”, M a “mau”; R a “regular” e B a “bom” (E seria “excelente”, mas ninguém mereceu tal qualificação), avalio-os da seguinte forma: Vanderlei (B), Igor (R), Lucas Veríssimo (B), Luiz Felipe (R) e Caju (R); Alison (P – conseguiu ser expulso ao agredir o adversário em um lance bobo), Rafael Longuine (M), Fernando Medeiros (sem tempo), Elano (B), Lucas Crispim (R) e Ronaldo Mendes (B+); Paulinho (R), (Maxi Rolón (R) e Joel (R). Técnico: Dorival Júnior (B).

Aos fãs de Joel, explico que me preocupei com o fato de o camaronês não conseguir dar um drible no seu marcador e nem ao menos proteger a bola. Sempre saía do lado errado e perdia a jogada. Essa deficiência é fatal para um bom atacante. Mas teve calma para fazer o terceiro gol.

Por mais dificuldade financeira que o clube passe no momento, creio que não seja mais possível manter alguns jogadores no elenco só porque ganham pouco. Se os reservas do Santos já não são grande coisa, segurar os reservas dos reservas não tem sentido. A filosofia adotada pelo saudoso técnico Luis Alonso Peres, o Lula, para montar aquele Santos que fez história, era trabalhar só com jogadores bons.

Como muitos já sugeriram neste blog, é mais eficiente ter apenas um jogador bom, ou promissor, do que meia dúzia de cabeças de bagre. E entre um cabeça de bagre contratado, é melhor e bem mais barato promover um Menino da Vila.

Na reunião do Conselho Deliberativo ficamos sabendo que Alison, que o Santos vendeu por quatro milhões e comprou por sete milhões de reais, recebeu uma proposta de três milhões de euros, que foi recusada pelo presidente Modesto Roma. Pois eu acho que o clube deveria aceitar.

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Domingo é dia de ser leão

Se os reservas tiveram de correr para vencer o Santinho do Amapá, os titulares terão de lutar muito mais domingo, no primeiro jogo pela final do Campeonato Paulista, fora de casa, contra o Audax. O time de Osasco vive um momento de confiança e euforia. Descobriu que a melhor defesa é o ataque e pegou gosto por enfrentar os times grandes de peito aberto.

Nesse Campeonato Paulista venceu, em casa, a Palmeiras (2 a 1) e São Paulo (4 a 1). Depois, foi ao Itaquerão e passou a maior parte do tempo na frente do decantado adversário. Não se iluda quem pensa que o duelo de domingo será tranqüilo. Se não correr, e muito, e desde o começo, o Santos sairá de lá derrotado e sofrerá muito para ser campeão na Vila Belmiro. Veja agora como o São Paulo caiu de quatro no alçapão de Osasco:

E você, o que acha disso?


Em casa nas quartas

A boa vitória sobre o Capivariano, por 5 a 3, coloca o Santos em primeiro no grupo A e, mesmo com uma partida ainda a disputar, já lhe garante o direito de jogar em casa contra o São Bento, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. O mais importante do jogo, porém, foram as boas exibições dos reservas Rafael Longuine e Vitor Bueno. Este último deu duas assistências e marcou um golaço, por cobertura.

Na verdade, no primeiro tempo Ricardo Oliveira já tinha feito um gol muito bonito, dando um chapéu no goleiro. O jogo foi aberto e repleto de alternativas. O Capivariano saiu na frente, o Santos virou, o time da casa conseguiu o empate e assim terminou o primeiro tempo. No segundo, o Santos chegou a 5 a 2 e o Capivariano diminuiu no último lance da partida.

Com a vitória, o Santos chega a 29 pontos e não pode mais ser alcançado pelo São Bento, que parou nos 24. Porém, o primeiro lugar na classificação geral não é mais possível, pois mesmo que empate com o alvinegro da capital em número de pontos, ficará atrás no número de vitórias (aqueles cinco pontos ganhos pelo rival, no começo do campeonato, por erros de arbitragem, agora estão fazendo diferença).

De qualquer forma, mesmo descontando a fragilidade do Capivariano, rebaixado com essa derrota, o Santos voltou a mostrar, em Capivari, o que tem de melhor: o dom de revelar jogadores, desta vez personalizado nesse garoto objetivo e ousado chamado Vitor Bueno, e a vocação para marcar muitos gols. Com os cinco desse domingo, o time chegou a 26 no total e se tornou o ataque mais positivo do campeonato.

O governo entregando a Petrobrás a Eike Batista. E o desfecho do caso…

E você, acha que o Santos achou o caminho?


Recorde de público e liderança

familia santista de peruibe A família Victor Aloise veio de Peruibe ver o Santos: o casal Paulo e Gislaine e os filhos Nicolas e Jhonatas são fieis seguidores do Peixe.
tapume 2 Foto tirada por Anilton Peirão, conselheiro do Santos, revoltado por ver que tapumes e barreiras obstruiam a escada entre a entrada principal do Pacaembu e as numeradas, obrigando os torcedores a malabarismos.
torcidaPerto do final do jogo, uma visão dos santistas no Pacaembu.

Recorde de público e liderança

Mesmo sem Lucas Lima e diante de um adversário que marcou com abnegação canina, o Santos dominou o Água Santa desde o início, criou inúmeras oportunidades de gol e venceu por 1 a 0, gol de Rafael Longuine, aos 29 minutos do primeiro tempo.

Como se esperava, a partida contra o desconhecido time de Diadema estabeleceu o recorde de público para os jogos do Santos este ano, com 16.036 pagantes e público total de 18.964 pessoas, provando que o Pacaembu é mesmo o remédio para as baixas assistências do Alvinegro Praiano como mandante.

A vitória deu ao Santos a liderança geral do Campeonato Paulista, com 18 pontos ganhos, condição que só perderá se neste domingo de passeatas contra a corrupção que assola o Brasil, o Botafogo de Ribeirão Preto perder, em casa, para o alvinegro de Itaquera.

A ausência de Lucas Lima não impediu que o Santos mostrasse um toque de bola perto de primoroso no primeiro tempo, a ponto de envolver a compacta defesa do Água Santa diversas vezes. Na segunda etapa, porém, mesmo com um jogador a mais, pois o volante André Rocha foi expulso, o Santos não conseguiu repetir a boa atuação e em alguns momentos chegou a permitir bons ataques ao adversário.

No primeiro tempo, apenas Serginho e Gabriel destoaram do resto do time, perdendo bolas que deram contra-ataques ao Água Santa. Na segunda etapa, quase todos os jogadores diminuíram o ritmo, parecendo mais cansados e tornando-se mais erráticos. Os laterais Victor Ferraz e Zeca foram os que tiveram o seu desempenho mais comprometido.

As entradas de Paulinho no lugar de Serginho; Joel no de Gabriel e Ronaldo Mendes no de Rafael Longuine, mantiveram o Santos no ataque e criaram novas oportunidades. Em uma delas, Paulinho acertou um petardo que ricocheteou no pé das duas traves e não entrou.

No Água Santa, o destaque foi o goleiro Richard, com ótimas defesas. No Santos, mesmo caindo no segundo tempo, os melhores foram Victor Ferraz e Thiago Maia. Renato também merece menção honrosa. Gabriel começou muito bem, driblando três jogadores logo em sua primeira jogada, mas depois cismou de cavar faltas, tornou-se mais individualista e acabou prejudicando o time. Uma pena que, apesar de seu enorme potencial, não esteja demonstrando a humildade imprescindível para crescer como jogador.

Pacaembu, a solução para a questão do público do Santos

Se em um jogo contra um time desconhecido, como o Água Santa; sem grande divulgação pelo clube e pela mídia; sem nenhuma promoção ou ação de marketing, e com apenas três pontos de venda de ingressos em São Paulo, a torcida santista ocupou metade do Pacaembu, é fácil imaginar o quanto o estádio estaria cheio se o Santos estivesse trabalhando os eventos na Capital com mais atenção.

E o importante é que os jogos em São Paulo atraem um grande número de crianças – mais de 10% do público de ontem –, os herdeiros da grande torcida do Santos. E o melhor é que para garantir sempre bons públicos no Pacaembu basta fazer o óbvio e, para começar, criar pontos de venda de ingressos nas regiões extremo Sul de São Paulo (Capela do Socorro) e nas zonas Leste, Oeste e Norte. Só isso.

Agora o Santos volta a campo na terça-feira, às 19h30, contra o XV de Piracicaba, em Piracicaba. A partida, válida pela décima primeira rodada, foi antecipada devido à convocação dos cinco jogadores santistas para as Seleções principal e olímpica (Ricardo Oliveira, Lucas Lima, Gabriel, Thiago Maia e Zeca).

Santos 1 x 0 Água Santa
12/3/2016, Pacaembu, 18h30
Público: 16.036 pagantes, público total de 18.964 pessoas.
Renda: R$436.880,00
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Rafael Longuine (Ronaldo Mendes entrou aos 32 minutos do segundo tempo) e Serginho (Paulinho, aos 18 do segundo); Gabigol (Joel, aos 23 do segundo) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Água Santa: Richard, Jonathan, Gustavo, Eli Sabiá e Bruno Ré; André Rocha, Sérgio Manoel, Francisco Alex (Guina, no intervalo) e Éder Loko (Augusto, aos 15 do segundo); Rafael Santiago (Rafael Martins, aos 24 do segundo) e Everaldo. Técnico: Márcio Ribeiro.
Gol: Rafael Longuine (com desvio do zagueiro Eli Sabiá), aos 29 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Vinícius Furlan, auxiliado por Vicente Romano Neto e Patrick André Bardauil (Muito boa a atuação do trio de arbitragem!).
Cartões amarelos: Thiago Maia e Ronaldo Mendes (Santos), André Rocha, Rafael Santiago, Jonathan e Bruno Ré (Água Santa).
Cartão vermelho: André Rocha (Água Santa).

E você, que opinião tem sobre isso?


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