Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Rafael Moura

Time que se preocupa demais com a defesa perde o hábito de marcar gol

Liderados por um técnico que vê mais mérito em jogadores que “marcam bem”, o Santos está perdendo o hábito de marcar gols. O que antes era uma consequência natural de seu caráter ofensivo, agora só acontece depois de muito sofrimento. Foi assim contra o Oeste, no domingo, e voltou a ser assim nesta quinta-feira, no doloroso empate em magros 1 a 1 com o semi-lanterna São Caetano.

Não me pergunte porque é tão difícil ao Santos marcar um gol de falta, enquanto parece tão fácil ao adversário. Rafael me dá a impressão de estar sempre mal colocado nas faltas. Graças a esse mau posicionamento, o São Caetano abriu o marcador logo aos seis minutos, depois de uma falta boba de Durval na entrada da área.

Agora eu é que pergunto: se Durval é decano dos zagueiros, já ganhou uma infinidade de títulos estaduais seguidos, por que justo ele comete essas faltas na entrada da área? Será que não sabe que nosso goleiro tem dificuldade para solucionar a equação armar barreira -em que lugar colocar-se embaixo das traves? Aliás, que diferença faria escalar Jubal ou Gustavo Henrique, ou ambos, na partida do Pacaembu?

O São Caetano atacou pouco, mas mesmo assim levou perigo ao gol do Santos. Não me pergunte porquê. O Santos teve a bola a maior parte do tempo, criou muitas oportunidades, mas só fez o gol em cobrança de falta, magnífica por sinal, de Neymar (ufa!). Giva, que entrou no time fazendo gols a cada jogo, agora tem perdido alguns feitos, o que faz Muricy trocá-lo por André, o que piora o ataque.

Se Patito sempre entra bem, tanto no lugar de Cícero, como no de Montillo, por que não é escalado desde o início? E se era preciso um passe e um chute melhores, por que, ao invés de trocar Giva por André, não o trocou por Felipe Anderson, que poderia jogar pela direita, onde costuma chegar à linha de fundo com muito mais regularidade do que qualquer outro lateral santista?

Enfim, futebol é futebol e todo resultado inesperado entre um grande e um pequeno do futebol paulista pode ser explicado. Para ser um jogador profissional de um time da Série A Paulista é preciso jogar minimamente bem, o que torna qualquer resultado possível, mesmo quando se trata de um empate entre o penúltimo colocado e o Santos. Mas há coisas que me deixam encafifado…

Uma hora prestei atenção na disposição dos jogadores do Santos em campo e estavam divididos em dois blocos: um no ataque, outro na defesa. Não havia meio-campo. É óbvio que esse buraco no meio torna a equipe vulnerável. Lembro-me bem de uma aula de Vanderley Luxemburgo no curso de técnico de futebol que fiz há uns dez anos.

Professor Luxa desenhou o campo na lousa e o dividiu em três. Explicou que seu time tinha de ocupar, sempre, 2/3 do campo. Se estivesse na defesa, esses dois terços começariam no seu gol e iriam até depois da grande lua do campo; se estivesse no ataque, o espaço ocupado iria da sua intermediária até o gol adversário. É isso que faz o time jogar compactado e dá a impressão de que ele tem muito mais jogadores do que o adversário.

Mas para que se consiga jogar assim, é preciso dedicação e solidariedade de todos os jogadores, coisa que parece estar faltando a este Santos. Talvez haja até a vontade da dedicação, mas o fôlego e as pernas não obedecem aos mais veteranos. Nessas horas é que a juventude ganha da experiência. De nada vale pensar a melhor jogada e não conseguir executá-la.

Bem, mas vou parando por aqui, pois, apesar da decepção pelo resultado, acho que o Santos mostrou contra o São Caetano que vontade não faltará para buscar esse tetra.

Antes de terminar o post, lembrarei apenas a frase de um velho amigo do tênis. Ele dizia: “Eu faço tudo para ganhar, pois detesto ter de dar desculpas”. Creio que ela sirva também para o futebol e para o Santos. Espero que o técnico Muricy e os jogadores santistas tomem essa frase como uma filosofia. Que façam, sempre, tudo para ganhar, para não terem de ficar dando desculpas depois.

Reveja os melhores lances de Santos e São Caetano:
http://youtu.be/v9eACEGch18

E você, o que achou desse empate com o semi-lanterna São Caetano?


Santos deve contratar um fazedor de gols para a fase final da Libertadores

O Santos pode inscrever mais um jogador para a fase semifinal da Copa Libertadores e espero que seja um fazedor de gols. Como disse um leitor desse blog, seria uma pena perder um título da Libertadores por falta de um bom centroavante. E Zé Eduardo e Keirrison estão longe de ser um.

Zé Eduardo jogava como titular quando era reserva, e hoje, que é titular, se preocupa tanto em ajudar na marcação, que perdeu o dom para marcar gols, a qualidade primordial de um centroavante que se preze.

Keirrison é um caso clínico de jogador que desaprendeu a jogar. Outro leitor também deste blog afirmou que Zé Eduardo é um morto-vivo e Keirrison é um morto-morto. O certo é que justamente na posição que exige atenção total e gana absoluta em busca do gol, o Santos conta com um jogador que não marca há 14 jogos (desde 23 de março, contra o Mogi-Mirim) e um que entra em campo para um jogo feroz como se estivesse indo para um piquenique.

Notícias dão conta de que o técnico Muricy Ramalho sugeriu á diretoria os nomes de Grafite e Rafael Moura. Grafite está no Wolfsburg, da Alemanha. Não é mais nenhum moleque – já tem 32 anos –, mas para atuar em quatro partidas decisivas, pode ser importante. Rafael Moura, o He-Man, está no Fluminense.

Outros leitores deste blog ficaram impressionados com Rentería, do Once Caldas. Porém, como já jogou pelo time colombiano nesta Libertadores, creio que não poderia atuar pelo Santos.

De qualquer forma, é evidente que o Alvinegro Praiano está carente nesta posição essencial. Um fazedor de gols é aquele que salva uma partida perdida, que transforma em goleada uma vitória difícil e que está sempre rondando a área, esperto para as oportunidades que surgem.

Se tivesse um jogador assim, ontem o Santos teria se classificado para as semifinais em grande estilo, com um banquete seguido por sorvete com calda de chocolate. Não precisaria ter sofrido tanto.

Contratações e interesses

O meia Zé Roberto, de saída do Hamburgo, espera uma proposta concreta do Santos para responder se volta ou não para a Vila Belmiro. O problema é que ele ganha um salário muito alto para os padrões brasileiros e ainda tem mercado no futebol alemão. Como a família está muito bem adaptada no país, acho que o Zé só voltará se não o quiserem mais na Alemanha.

Segundo o jornal italiano Corriere dello Sport, o volante Arouca está sendo pretendido por três clubes italianos: Palermo, Fiorentina e Roma. Destes, só a Roma tem maior expressão. Seria uma pena se ele fosse para a Europa justo agora que se firma como um dos melhores do país e tem grandes possibilidades de ser convocado para a Seleção Brasileira. Se ainda fosse um grande da Itália, como Juventus, Internazionale e Milan, tudo bem, mas em Palermo e Fiorentina ele ficará escondido.

O técnico Muricy Ramalho quer que o clube contrate mais um zagueiro experiente. Muricy quer ter mais opções caso não possa contar com os titulares Edu Dracena e Durval.

E para você, que fazedor de gols o Santos deve contratar?


Temo pela segurança do Goiás na Argentina


Será que hoje só o He Man pode salvar o Goiás das garras argentinas?

Antes de mais nada, devo dizer que não sou xenófobo e, quando fui à Argentina, fui muito bem tratado. Porém, não aceito o comportamento agressivo e desproporcional não só dos torcedores, mas dos jogadores e dirigentes de futebol da vizinha Argentina.

Costumam ver no futebol uma batalha, uma guerra, uma disputa para ver que povo é mais corajoso, ou mais “macho”. Hoje, temo que o ambiente será dos piores para o Goiás e será preciso mais do que jogar futebol para sair de Avellaneda com o título da Copa Sul-americana e a vaga para a Libertadores de 2011, em jogo marcado para as 22 horas.

A vantagem de 2 a 0 que o Goiás conseguiu no Serra Dourada, não é definitiva, pela tradição do adversário e, principalmente, pela rivalidade entre Brasil e Argentina.

Para complicar as coisas, houve problemas em Goiânia entre a polícia e os torcedores e reservas do Independiente. Os argentinos voltaram para casa falando horrores da hospitalidade goiana e, é claro, isso predispôs os torcedores contra o time brasileiro.

Guerra Total!

De ontem para hoje os jogadores do Goiás, hospedados no Hotel Intercontinental, de Buenos Aires, mal puderam dormir. Bombas e rojões explodiram durante toda a noite, jogados por cerca de 700 torcedores do Independiente, em um evento que denominam “banderazo”.

O objetivo, segundo o site da torcida “Inferno Rojo”, é justamente o de impedir que os adversários do Independiente possam dormir direito e sejam obrigados a jogar desgastados.

A antidesportividade não para na torcida. A diretoria do clube argentino, ao contrário do que estava combinado entre as equipes, impediu que o Goiás fizesse o reconhecimento do gramado do estádio de Avellaneda ontem. No jogo de ida o Independiente foi liberado para treinar no Serra Dourada. O presidente do Goiás, Hailé Pinheiro, definiu toda essa hostilidade como “uma falta de civilidade do povo argentino”.

O He Man que se cuide

Atacante mais perigoso do Goiás, e por isso mesmo aquele que pode decidir o título, He Man treve a imagem que abre este post em uma das matérias do jornal esportivo Olé. Ele que se cuide hoje.

Não é segredo que, diante de um atacante adversário que pode decidir a partida, os times argentinos, principalmente quando jogam em casa, costumam apelar para a violência, provocar, cuspir, fazer o diabo.

Não tenho nenhuma dúvida de que isso vai acontecer hoje. Podem me cobrar depois. É tão óbvio como saber que em muita bola centrada um cotovelo vai sobrar na cara de um brasileiro.

Animais!

Na Copa de 1966, na Inglaterra, o capitão da Argentina, Ratin, foi expulso, creio até que injustamente, e na saída, ao passar pela bandeirinha do escanteio, que representava a bandeira da Inglaterra, pegou-a com desdém, em uma forma de protesto. Foi o suficiente para que todo o estádio passasse a gritar, em coro, saudando os argentinos: “Animais!” Animais!”

Eu diria que naquela Copa os europeus foram muito mais violentos do que os sul-americanos. Mas não podemos nos esquecer de que o Mundial Interclubes deixou de ser disputado em melhor de três, com jogos na América do Sul e na Euripa, por que os times da Europa, depois de massacrados em algumas partidas por aqui, decidiram boicotar a competição.

Algumas partidas viraram casos de polícia. Como entre Estudiantes e Milan, o jogo de volta pela final do Mundial Intereclubes de 1969. O Milan tinha ganhado a primeira partida por 3 a 0, em Milão e podia perder por até dois gols de diferença para ficar com o título.

O clima foi selvagem dentro e fora do campo. O Estudiantes venceu por 2 a 1, mas não tirou o título dos italianos. Sormani, da Inter, foi revelado como ponta-direita do Santos e depois acabou jogando na Itália, onde se tornou um ídolo. Nesta partida ele é o centroavante.

Percebam neste raro fime do jogo a absurda falta de desportividade dos jogadores argentinos nesta partida entre Estudiantes e Milan, considerada uma das mais violentas de todos os tempos. O Estudiantes ficou conhecido como o time mais sujo do continente, a ponto de pesquisar a vida pessoal de seus adversários para provocá-los em campo:

Você acha que dará para o Goiás sair campeão de Avellaneda sem maiors problemas, ou a selvageria é certa?


Método Científico OC analisa Santos e Goiás

O futebol tem coisas esquisitas. Quando todo mundo acha que um jogo será fácil, ele se complica. Por isso, não é tão simples analisar as possibilidades de Santos e Goiás, hoje, às 18h30m, no Pacaembu.

Uma vitória e o Santos manterá vivo o sonho da tríplice coroa, podendo saltar para o terceiro lugar do campeonato (e ainda com um jogo por fazer). Mas o Goiás também precisa vencer, pois é o lanterna da competição e com um triunfo poderá até sair da zona de rebaixamento.

Sem Paulo Henrique Ganso, que passou por uma cirurgia de joelho neste sábado e deverá ficar seis meses afastado do time, o Santos só pode chegar, na melhor das hipóteses, a um potencial de 100 pontos. Vejamos como o time se sairá sem o Maestro. Porém, enquanto não deixa claro até que nível alcançará, 100 pontos é um valor fidedigno para o time de Neymar.

Quanto ao Goiás, está em último lugar no campeonato e em crise, já que o técnico Leão acabou de ser demitido. A seu favor o Goiás tem o fato de, historicamente, ser uma asa negra do Santos (já empatou em 4 a 4 um jogo que perdia para o Santos por 4 a 1, no mesmo Pacaembu, nos tempos de Pelé). Mesmo assim, tem alguns jogadores perigosos, como o ex-corintiano Rafael Moura, o He-Man. Com boa vontade, seu potencial vai a 70 pontos.

Diante de sua torcida, o Santos rende mais, enquanto o Goiás tem caído muito quando joga no campo do adversário. Ao contrário de Dorival Junior, que não gosta muito de ver o Santos jogando no Pacaembu, eu acho que é um estádio propício para o Santos, além de proporcionar públicos bem maiores do que na Vila.

Hoje, por exemplo, quantas pessoas iriam à Vila, em uma noite de sábado, ver o time contra o Goiás. Não mais do que 10 mil pessoas. Estou certo de que o público no Pacaembu será bem maior.

Nos elencos, superioridade do Santos

Mesmo sem Ganso, Dorival Junior ainda poderá escalar um time ofensivo, se quiser. Estou certo de que a maioria dos torcedores gostaria de ver um ataque com Zé Eduardo, Keirrison e Neymar. Mas o técnico está propenso a colocar quatro no meio-campo e apenas dois mais à frente.

O requisitado Alan Patrick não deverá começar entre os titulares. Dos novos Meninos, Zezinho é o mais cotado para entrar no time (olho nele, porque acho que vai explodir a qualquer momento). Sem Edu Dracena e Alex Sandro, suspensos, o técnico deverá escalar o Bruno Aguiar e Léo, que devem dar conta do recado.

O mais provável é que Dorival escale o meio-campo com Arouca, Rodriguinho, Marquinhos e Zezinho, deixando apenas Neymar e Zé Eduardo (ou Keirrison) no ataque. Bem, na verdade o técnico tem preferido começar o jogo com o centroavante Marcel, que, inoperante, sempre acaba substituído.

No Goiás, que não ganhou nenhuma partida desde que voltou das férias da Copa, e cujos salários estão atrasados dois meses, os desfalques são o lateral Wendel Santos e o volante Wellington Monteiro, suspensos. O time será dirigido pelo técnico interino Wladimir Araújo.

Como o Santos tem um elenco melhor, joga em casa e vem de três vitórias, é normal que seja considerado o favorito. Mas até onde vai esse favoritismo? Vamos às contas:

Como deve atingir o máximo de seu potencial com esta nova formação, o Santos chegará a 100 pontos. Quanto ao Goiás, mesmo que renda tudo o que pode, não deverá passar dos 70 pontos. Esta diferença, de 30 pontos, é suficiente para uma vitória por um ou dois gols de diferença. Um bom palpite do MCOC é 3 a 1.

E você, o que acha que acontecerá no jogo de hoje? Que time Dorival Junior deveria escalar para enfrentar o Goiás no Pacaembu?


As cotoveladas de Dentinho

Não gosto de gastar muita tinta com isso, mas algumas coisas têm de ficar claras e nós, que lidamos com a comunicação e a formação da opinião pública, não podemos lavar as mãos, ou seremos coniventes com a violência contra os craques, os habilidosos, os poucos jogadores excepcionais que ainda justificam a fama do nosso futebol.

Digo isso porque fiquei preocupado com o teor de muitos programas esportivos de hoje. Para muitos companheiros da imprensa, “fazer gracinhas” em campo dá ao adversário um motivo para agredir.

Ora, você, jornalista que defendeu essa tese hoje – e entre eles alguns amigos – disse uma bobagem monumental e perigosa. Se não viu, procure nos filmes e veja como se jogava nos anos 50 e 60, a década de ouro do nosso futebol. Se as pedaladas ou os toquinhos, como o de Madson, justificam tumultos e agressões, o que diriam, então, das debochadas de Garrincha, das sentadas na bola de Luizinho, das canetas e gingadas de Pelé? Hoje seriam condenados à morte, provavelmente.

Percebi nas críticas uma vontade recôndita de fazer média com o time mais popular de São Paulo, o que garante o ibope e o feijão de muitos colegas.

Pergunto: por que transformar a vítima em réu? Que interesse há em perseguir os meninos e justificar a violência do adversário?

O árbitro protegeu o Santos? Ora, ora, ora. Pois eu afirmo que o jogador mais indisciplinado e violento em campo ficou no jogo até o final, sem que nos programas de tevê de hoje eu visse ou ouvisse alguém se lembrar de que ele, intencionalmente, acertou uma cotovelada em Pará e tirou o santista de campo.

Com a desculpa de se proteger no lance. Dentinho chegou convenientemente atrasado, com o cotovelo alto, e feriu seriamente o lateral santista, com quem tinha discutido um minuto antes.

Não foi a primeira vez que Dentinho agiu assim. Em um jogo contra o Atlético Paranaense, no Pacaembu, usou o mesmo recurso contra Rafael Moura, seu ex-companheiro do Corinthians (veja o filme clicando no link abaixo).

Confesso que não teria qualquer interesse em divulgar lance tão feio e reprovável, mas como sei que Dentinho ameaçou Neymar e os garotos do Santos na probabilidade de um jogo pelas finais no Pacaembu, com ambiente totalmente hostil para os Meninos da Vila, acho bom alertar desde já árbitros e autoridades competentes para a má intenção deste atacante do Corinthians, que é um bom jogador, mas se perde pela falta total de educação e descontrole.

Clique aqui e veja como o passado de Dentinho o condena

E você, acha que o jogador que abusa da habilidade e usa o talento para desmoralizar o marcador, merece levar pancada?


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