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O ombudsman do Santos FC

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Tag: rebaixamento

Jogar no Pacaembu a preços populares é o primeiro passo

Santos não sai do zero com o Bahia

O jogo não foi lá essas coisas, mas o resultado, diante das circunstâncias, não foi tão ruim. O Santos empatou com o Bahia em 0 a 0, na nova Fonte Nova, e livrou mais um pontinho da zona de rebaixamento, superando a Ponte Preta.
Claudinei Oliveira surpreendeu escalando Léo Cittadini mais à frente, no lugar de Neilton, ao lado de Willian José. Marcos Assunção começou no meio, mas foi substituído por Alison. No segundo tempo Leandrinho entrou no lugar de Cittadini e Thiago Ribeiro no de Willian José.
O Santos jogou na defesa e mostrou que se contentaria com o empate, o que acabou conseguindo. Agora o próximo jogo será contra o Vitória, e só os três pontos farão o Alvinegro Praiano respirar.
Veja os melhores momentos de Bahia 0 x 0 Santos:
http://youtu.be/uR4ciS1KoxE

O blog tirou do ar a pesquisa que por alguns meses perguntou onde o leitor gostaria que o Santos tivesse o seu estádio. Após 5.765 votos únicos, mais do que o dobro do número de sócios que têm votado nas eleições presidenciais do clube, chegou-se ao resultado abaixo, que deixa claro a preferência da maioria dos santistas pela cidade de São Paulo. Veja:

São Paulo (35%, 1.991 Votos)
Santos (18%, 1.011 Votos)
Reformasse o Pacaembu (16%, 928 Votos)
Onde é a Vila Belmiro (15%, 884 Votos)
Qualquer lugar onde ele tivesse um bom público (9%, 500 Votos)
Cubatão (7%, 451 Votos)
Total de Votos: 5.765

Somando-se “São Paulo” a “Reformasse o Pacaembu” temos 51%; enquanto “Santos” e “Onde é a Vila Belmiro” alcançam 33%. Registrem-se ainda 7% que preferiam “Cubatão” minoria absoluta, e 9% que optaram por “Qualquer lugar onde ele tivesse um bom público”, que, aliás, foi a minha escolha.

Como já escrevi várias vezes, minha preferência era a de que a Baixada Santista comportasse um estádio para 40 mil pessoas e um público médio de 20 mil espectadores, mas isso é uma utopia. Quanto que o pré-sal efetivamente contribuirá para aumentar a população da região e seu poder aquisitivo? Quanto e quando isso reverterá em ganhos para o Glorioso Alvinegro Praiano? Não se sabe ao certo e talvez esses números superlativos jamais sejam alcançados. Temos de viver é com a realidade.

E a dura realidade é que o Santos está jogando para públicos cada vez menores justamente no momento em que mais precisa do apoio de seu torcedor. Há uma grande energia sendo desperdiçada nesse momento. Com muitos sócios, com quase dois milhões de torcedores na Grande São Paulo, o clube está deixando de usar essa força para ajudá-lo a sair do buraco em que se encontra.

Ao jogar no Pacaembu, estádio com capacidade de quase 40 mil pessoas – cerca do triplo da Vila Belmiro –, o Santos poderá atender a dezenas de milhares de sócios que hoje só pagam e nada recebem do clube. E terá, além do apoio das arquibancadas, a visibilidade e a cobertura da mídia, que tornarão mais provável o fechamento de novos contratos de patrocínio.

Perceba que o Flamengo, time mais popular do País, que detém mais das metade dos torcedores do Rio de Janeiro, está mandando seus jogos em Brasília, a cerca de 1.000 km de distância. Enquanto isso, o Santos, que conquistou mais de uma dezena de títulos no Pacaembu, titubeia em cumprir os 57 km que separam seu CT do estádio paulistano.

Veja também que o São Paulo, clube que sempre manteve uma atitude esnobe, está praticamente distribuindo ingressos para atrair seu torcedor ao imenso e gelado Morumbi. O medo de ser rebaixado é real lá pelas bandas do Jardim Leonor.

Independentemente do resultado contra o Bahia, em Salvador, neste domingo, toda a falta de planejamento e o improviso que cercam a montagem do elenco do Santos deixam evidente que neste Brasileiro, mais uma vez, o clube se dará por satisfeito se não sofrer o eterno amargor de um rebaixamento. Portanto, não adianta fingir que ainda está tudo bem, que é cedo para medidas drásticas e blá, blá, blá… O Santos corre, sim, um risco real de disputar a Série B em 2014, justo o ano da Copa do Mundo, e isso só não ocorrerá se agir imediatamente.

Há muito a ser feito, mas a primeira medida, óbvia, é atrair o torcedor para essa luta. Isso não ocorrerá no acanhamento solitário da Vila Belmiro. Isso é obra para um palco maior, em que mais santistas possam empurrar o time para as vitórias salvadoras. A solução óbvia se chama Pacaembu.

O melhor Santos x Bahia da história

Em 22 de outubro de 2003 o Santos lutava pelo oitavo título brasileiro, quando foi a Salvador enfrentar o Bahia. O ataque santista tinha Diego, Robinho e Willian, hoje na Ponte Preta. Pelo Bahia jogavam o então garoto Cícero, que fez um gol, de cabeça, e Preto Casagrande, que em 2004 seria campeão brasileiro pelo Santos, e também fez um gol, de falta. Reveja os gols desse jogaço:

Nova enquete: qual deve ser o técnico do Santos?

Atendendo a pedidos, inclui o nome de Marcelo Bielsa e reiniciei a enquete sobre os técnicos. Peço que vote novamente, por favor. Vá ao alto da coluna à direita e dê o seu voto. Agradeço a paciência e a colaboração.

Explicação do árbitro para dar o pênalti pro alvinegro de Itaquera
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“Segui a cartilha da Globo. Depois dos 40 minutos do segundo tempo, encostou em um jogador do nosso time na grande área é pênalti.”

E pra você, o Pacaembu com ingressos baratos é a solução? Por que?


Reveja o gol dos deuses contra o Inter

Hoje tem Santos e Internacional na Vila Belmiro, um jogo que traz dramáticas recordações. Há dois anos, quando enfrentou o mesmo Colorado no Urbano CaLdeira, o Alvinegro Praiano corria risco de rebaixamento. E o jogo estava muito difícil – 0 a 0, mas com chances para os dois lados. De repente, a bola caiu no pé do reserva Michael Jackson Quiñonez, equatoriano que havia entrado no lugar do colombiano Molina.

Então, guiado pelos deuses do futebol, que nunca permitiriam que o time de Pelé fosse rebaixado, Quinõnez driblou para dentro e acertou o chute mais torto de sua vida. E olhe que ele teve de caprichar, pois já tinha dado chutes bem tortos ao longo da carreira. Este, sairia pela linha lateral. A bola, porém, devidamente assoprada por meia dúzia de deuses de branco, bateu em Gustavo Nery e, dirigida por mãos invisíveis, ganhou o fundo das redes de Lauro, em um gol espetacularmente decisivo.

SANTOS 1 X 0 INTERNACIONAL
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 16 de novembro de 2008, domingo
Horário: 19h10 (horário de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: José Amilton Pontarolo e José Carlos Dias Passos (ambos do PR)
Renda R$ 119.071,00
Cartões amarelos: Wendel, Roberto Brum e Kléber (Santos); Bustos e Taison (Internacional)
Gol: Quiñonez, aos 24 minutos do segundo tempo
SANTOS: Fábio Costa; Wendel, Domingos, Adaílton e Kléber; Roberto Brum, Pará, Bida e Molina (Quiñonez); Cuevas (Michael) e Kléber Pereira
Técnico: Márcio Fernandes
INTER: Lauro; Bustos, Danny Morais, Orozco e Gustavo Nery; Sandro, Maycon, Rosinei e Taison (Walter); Daniel Carvalho (Rodrigo Paulista) e Guto (Luiz Carlos)
Técnico: Tite

O que você estava fazendo quando Quiñonez fez esse gol salvador?


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