Clique aqui e passe o cursor sobre o mapa do Brasil para ver a porcentagem de santistas em cada cidade do País, segundo o Facebook.

Neste mesmo momento há barcos lotados à deriva no Mar Mediterrâneo, multidões famintas vagando pelas estradas que os afastam da guerra e os aproximam da esperança.

Pessoas estão morrendo em busca da paz, do trabalho, de um lugar para viver e criar seus filhos. Como cantou John Lennon, na agonia do sofrimento mais profundo essas pessoas percebem que os homens não deveriam ser divididos por fronteiras, ideologias ou religiões.

A Hungria pertence à Hungria, a Alemanha pertence à Alemanha, ou cada pedaço da Terra pode ser habitado pelo homem?

Vejo estas cenas e não posso deixar de pensar no nosso Santos: tão pequeno e desimportante – se comparado a esse profundo drama da humanidade que se desenrola embaixo de nossos narizes e longe de nossos corações – e mesmo assim tão dividido, como se tivesse, entre o litoral e o planalto, fronteiras guardadas por arame farpado e soldados armados.

E olhe que de todos os times de futebol do mundo, um dos poucos que jamais deveriam deixar-se dividir por limites geográficos é o nosso Santos, pois jogou em todos os continentes, contribuiu como nenhum outro para unir o homem pela estética universal do futebol.

Que mundo e que Santos você quer?