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Timemania confirma que Santos tem a quinta torcida do País. E está subindo…

Torcida feminina do Santos

A única pesquisa confiável de torcidas de futebol no Brasil é a Timemania. Nela não se pede a opinião de meia dúzia de gatos pingados, como nas realizadas pela Data Folha, Ibope e outras por aí. Ela também não chega ao cúmulo de ouvir mais mulheres do que homens, como o Ibope já fez. Na Timemania o torcedor aponta o seu time do coração, que ganhará subsídios do governo se ficar entre os mais apostados. Assim, por mais que um ou outro escolha uma equipe que não é a sua, a grande maioria vota em quem torce, e estamos falando de um contingente de centenas de milhares de pessoas a cada aposta e milhões ao final de um semestre.

Outra vantagem da Timemania é que ela não escolhe nichos específicos para fazer sua pesquisa. Todos sabemos as regiões que têm mais torcedores de um ou outro time. Dependendo do peso de cada uma delas no resultado final, este pode ser bem distorcido. Na Timemania, não, apostam brasileiros de todos os cantos, e por livre e espontânea vontade.

Por isso, os números dos testes da Timemania este ano provam o que todo ser razoavelmente inteligente já está careca de saber: a torcida do Santos é a que mais cresce no País, percentualmente, a ponto de no último teste, o de número 114, de 8 de maio, o Santos aparecer em terceiro lugar, atrás apenas de Flamengo e Corinthians.

Sempre duvidei que times como o Vasco tivessem mais torcedores do que o Santos. A Grande São Paulo tem 14 milhões de habitantes, moro nesta cidade há 57 anos e só conheci dois vascaínos: meu amigo Emanuel Rodrigues, que nem conta, pois é mais santista e remista do que vascaíno, e o português dono de um bar na Rua dos Caetés, em Perdizes. Por outro lado, sei que o Santos tem grande torcida no Rio, cidade que tem a metade da população de São Paulo.

É óbvio que o fator mais importante para um time ganhar torcida, ou perde-la, é o resultado em campo. E nos últimos dez anos, enquanto o Santos foi duas vezes campeão brasileiro, três vezes paulista e chegou a uma final da Libertadores, o que Vasco e Palmeiras, por exemplo, conseguiram?

Assim como, admito, durante muitos anos era difícil ver um menino santista, que criança hoje, em sã consciência e sem ser iludida pelos pais, escolheria de bom grado torcer para Vasco ou Palmeiras?

Alguns alegarão que a Timemania não é reprentativa, pois muitos não apostam. Dirão: “Eu nunca apostei!”. Ótimo. Mas milhões apostam. E quantos foram ouvidos nas pesquisas de torcida da Data Folha ou do Ibope? Quase ninguém (se é que foram). E, convenhamos, se os resultados da Timemania fossem discrepantes, não teríamos nas duas primeiras posições aqueles que, indiscutivelmente, são os mais populares do momento: Flamengo e Corinthians (não, porém, com a porcentagem absurda que outros institutos de pesquisa apregoam. A do Corinthians, por exemplo, não chega a 2% mais do que a santista).

Confira os resultados da última aposta – número 114 – de sábado passado

1º FLAMENGO RJ 56.463 torcedores, 7,14% do total
2º CORINTHIANS SP 42.009 torcedores, 5,31% do total
3º SANTOS SP 33.319 torcedores, 4,21% do total
4º GREMIO RS 31.648 4,00
5º SAO PAULO SP 29.723 3,75
6º PALMEIRAS SP 28.981 3,66
7º VASCO DA GAMA RJ 26.621 3,36
8º INTERNACIONAL RJ 25.491 3,22
9º BOTAFOGO RJ 22.824 2,83
10º CRUZEIRO MG 22.381 2,83
11º ATLETICO MG 19.768 2,49
12º FLUMINENSE RJ 19.073 2,41
13º BAHIA BA 17.021 2,15
14º FORTALEZA CE 13.927 1,76
15º VITORIA BA 13.368 1,69
16º GOIAS GO 12.008 1,51
17º CEARA CE 10.902 1,37
18º ABC RN 9.370 1,18
19º ATLETICO PR 9.131 1,15
20º CORITIBA PR 9.111 1,15

Agora veja o total acumulado deste ano

1º FLAMENGO RJ 964.745 7,31%
2º CORINTHIANS SP 743.027 5,63%
3º PALMEIRAS SP 525.292 3,98%
4º SAO PAULO SP 524.045 3,97%
5º SANTOS SP 508.978 3,86%
6º GREMIO RS 508.103 3,85%
7º VASCO DA GAMA RJ 452.370 3,43%
8º INTERNACIONAL RS 434.879 3,30%
9º BOTAFOGO RJ 390.665 2,96%
10º CRUZEIRO MG 373.893 2,83%
11º FLUMINENSE RJ 329.686 2,50%
12º ATLETICO MG 318.357 2,41%
13º BAHIA BA 292.354 2,22%
14º FORTALEZA CE 229.869 1,74%
15º VITORIA BA 205.173 1,56%
16º GOIAS GO 203.436 1,54%
17º CEARA CE 184.545 1,40%
18º ABC RN 163.121 1,24%
19º ATLETICO PR 159.504 1,21%
20º CORITIBA PR 152.770 1,16%
21º SANTA CRUZ PE 149.390 1,13%
22º SPORT PE 147.667 1,12%
23º AVAI SC 146.864 1,11%
24º JUVENTUDE RS 140.826 1,07%
25º TREZE PB 132.170 1,00%
26º GUARANI SP 132.009 1,00%
27º LONDRINA PR 120.027 0,91%
28º JOINVILLE SC 118.367 0,90%
29º REMO PA 117.277 0,89%
30º PORT DESPORT SP 116.482 0,88%
31º NAUTICO PE 114.760 0,87%
32º UBERLANDIA MG 111.841 0,85%
33º PONTE PRETA SP 110.389 0,84%
34º ATLETICO GO 110.233 0,84%
35º GAMA DF 109.894 0,83%
36º IPATINGA MG 109.302 0,83%
37º ITUANO SP 105.792 0,80%
38º BOTAFOGO PB 105.749 0,80%
39º PAYSANDU PA 101.160 0,77%
40º BANGU RJ 100.708 0,76%
41º AMERICA RJ 99.421 0,75%
42º MARILIA SP 98.553 0,75%
43º JI-PARANA RO 96.959 0,73%
44º INTER LIMEIRA SP 96.014 0,73%
45º AMERICA MG 95.747 0,73%
46º MIXTO MT 95.575 0,72%
47º RIVER PI 94.920 0,72%
48º FIGUEIRENSE SC 94.382 0,72%
49º SANTO ANDRE SP 94.219 0,71%
50º JUVENTUS SP 90.612 0,69%
51º VILA NOVA GO 89.488 0,68%
52º MOTO CLUBE MA 89.358 0,68%
53º PALMAS TO 87.429 0,66%
54º SAO CAETANO SP 87.230 0,66%
55º PARANA PR 85.162 0,65%
56º SERGIPE SE 83.614 0,63%
57º AMERICA RN 82.622 0,63%
58º OLARIA RJ 81.202 0,62%
59º BARUERI SP 80.529 0,61%
60º BRASILIENSE DF 80.282 0,61%
61º S RAIMUNDO AM 80.017 0,61%
62º CRICIUMA SC 79.679 0,60%
63º CRB AL 77.033 0,58%
64º BRAGANTINO SP 75.869 0,58%
65º SAMP CORREA MA 73.343 0,56%
66º YPIRANGA AP 72.982 0,55%
67º NACIONAL AM 72.836 0,55%
68º AMERICANO RJ 69.929 0,53%
69º OPERARIO MS 69.687 0,53%
70º CSA AL 68.720 0,52%
71º RIO BRANCO ES 67.641 0,51%
72º TUNA LUSO PA 64.519 0,49%
73º RIO BRANCO AC 60.680 0,46%
74º RORAIMA RR 59.996 0,45%
75º XV PIRACICABA RR 59.721 0,45%
76º PAULISTA SP 59.408 0,45%
77º DESPORTIVA ES 57.362 0,43%
78º UNIAO S JOAO SP 53.829 0,41%
79º VILLA NOVA MG 51.085 0,39%
80º U BARBARENSE SP 50.402 0,38%


Santos, o melhor time do Brasil. Segundo os adversários

Sempre achei que o único elogio que realmente deve ser levado a sério é o do adversário. Quando este, apesar de toda a rivalidade, admite as qualidades de seu contendor, aí não há o que discutir. O grande Santos dos anos 60 saía de campo aplaudido pela torcida contrária e depois era endeusado pelos jogadores e pelo técnico do inimigo. E o fenômeno começa a se repetir com esses novos Meninos da Vila. Ontem, depois de mais um show em Belém, quando goleou o Remo por 4 a 0, mesmo sem Robinho, os maiores elogios à equipe não vieram da chamada crônica esportiva, mas sim dos remistas:

“A gente até começou bem, jogando de igual para igual, mas o Santos é a melhor equipe do Brasil”, disse o zagueiro Raul. (Diário do Pará).

“Realmente, a equipe do Santos é de muita qualidade, muito veloz”, admitiu o treinador Sinomar Naves, do Remo.

A torcida de Belém, que pagou no mínimo R$ 30,00 pelo ingresso, certamente não saiu satisfeita com seu clube, mas viu um nível de futebol que há muito não via. Neymar e Paulo Henrique Ganso brilharam. O primeiro fez dois gols e deu o passe para os outros dois. Ganso, natural da terra, fez lindas jogadas, como a do segundo gol, na qual driblou dois jogadores, passou com categoria para Neymar, que driblou o zagueiro, o goleiro, e tocou com tranquilidade para André empurrar para dentro do gol – lance definido pelo narrador Milton Leite, do Sportv, como “um recital”.

Com o gol de pênalti, Neymar ainda marcou o gol número 11.500 da história do Santos (isto, segundo os critérios do clube, já que para os historiadores os quatro gols da vitória contra o Corinthians, na Vila, em 2005, estão valendo, o que eleva o total para 11.504). Ou seja, com 98 anos de vida o Santos, time que mais gols fez na história do futebol, já tem no mínimo 1.500 a mais do que o Corinthians, que em 100 anos de existência marcou 10 mil.

O conceito de que o Santos é, no momento, o melhor time do Brasil, vem sendo difundido pelos próprios adversários. O técnico Vágner Benazzi, da Portuguesa, já disse isso quando as equipes se encontraram (empate de 1 a 1, no Canindé).

Amanhã, com um time reserva, o Santos se apresenta em Nova York, na inauguração do moderno estádio Red Bull. Neymar viajou pra lá e deverá jogar ao lado de Giovanni, que é garantia de grande jogadas. Domingo, em novo evento pelo Campeonato Paulista, o Alvinegro Praiano recebe o Ituano no Pacaembu. Mesmo sem Robinho e Neymar, nenhum santista espera algo menos do que uma goleada.


Aposte em Remo x Santos. Mas cuidado. O Remo tem tradição e o clima não é muito amistoso

Bons tempos. Remo campeão estadual de 1975. Em pé: Rosemiro, Elias, Dutra, Dico, Rui e Cuca. Agachados: Prado, Roberto, Alcino, Mesquita e Amaral.

Algo me diz que o jogo do Remo, hoje às 21 horas, no estádio Mangueirão, em Belém, não será brincadeira. Não falo só do presente, mas evoco o passado respeitável do Clube do Remo para recomendar atenção aos garotos do Santos. Enfrentarão um time que passa pela fase mais difícil de sua história, endividado e rebaixado para a Série C do Brasileiro, mas que ainda é o mais popular do Pará e tem muita história.

Houve uma época que enfrentar o Remo, em Belém, era uma dureza. O time se fechava bem e partia em contra-ataques alucinados. Nos anos 70, um técnico, João Avelino, chegou a reduzir o tamanho das traves para dificultar os gols dos times grandes que iam lá. Havia muito empate e o Remo dificilmente perdia em casa. A torcida comemorava os gols freneticamente. O visitante vivia um inferno.

Quem acompanha o futebol há pouco tempo deve ter uma péssima imagem do Clube do Remo, mas, como o futebol é cíclico, é bom colocar as barbas de molho, principalmente contra times que têm um nome a zelar. O Remo tem 42 títulos paraenses, uma Copa Norte-Nordeste, é tricampeão do Norte e tem um título do Brasileiro da Série C, além de ser o único clube paraense a jogar na Europa e a possuir um título internacional (Torneio Internacional de Paramaribo, Suriname, em 1999).

Para chegar à segunda rodada da Copa do Brasil venceu o São Mateus, do Espírito Santo, por 2 a 1 fora de casa e goleou por 4 a 1 em Belém. É um time que no Mangueirão pode atrair, tranqüilamente, 40 mil pessoas para o jogo de hoje. Vencer o Santos seria, como foi para o Palmeiras no último domingo, ganhar a sua Copa do Mundo particular.

Sem Robinho, machucado, com Neymar que chegou a Belém com um ar melancólico – provavelmente por perceber que a triste sina do atacante, no Brasil, é tomar pancada o jogo inteiro e ficar quieto –, mas com o ânimo redobrado de Paulo Henrique Ganso, que é da terra e pela primeira vez, como profissional, terá sua família torcendo por ele na arquibancada, os santistas chegaram como pop stars em Belém e, ao evitar o público, deram motivo para uma matéria insidiosa do jornal Diário do Pará.

Mesmo com as fotos mostrando os jogadores dando autógrafos e entrevistas, o título da reportagem diz que os santistas evitaram os torcedores em Belém – o que é de se entender depois da longa viagem. Mas, só para constatar como este tipo de reportagem causa revolta na população local, olha só o que o leitor Antonio Carlos Macedo comentou no site do jornal:

“Minha gente: nosso estado é rico de cultura e minérios, além de recursos hídricos. Nossa história também. O movimento da Cabanagem é um exemplo do valor de nosso povo. Vamos parar de endeusar pessoas que nem cultura têm. Semi-analfabetos que se julgam donos do mundo. Eu nunca torci nem torcerei por times do Sudeste. Se por exemplo jogarem Flamengo ou São Paulo contra qualquer time da América do Sul, até mesmo da Argentina, sou Argentina desde criancinha! Vamos mostrar pra esses imbecis que temos personalidade, valorizando nossos clubes”.

Os outros comentários são do mesmo teor, com menos elegância, aliás. Vejam como algo corriqueiro, como querer descansar um pouco mais após viagem longa e cansativa, pode desencadear um movimento de antipatia contra o time visitante. Que o Santos tenha sabido lidar depois com a imprensa e o público, pois não é nada bom entrar em um jogo enfrentando a ira geral. 

Deve ser difícil, mas pode ser fácil

Não há como comparar, tecnicamente, os dois times. Mas futebol não é só técnica. A tensão trava os músculos, gruda os jogadores ao gramado, inibe a iniciativa. Por outro lado, o time da casa, incentivado loucamente por uma torcida que há muito não tem maiores motivos de orgulho, pode se superar e jogar a partida de sua vida (como, repito, o Palmeiras domingo passado).

Lembro de uma frase que o goleiro Júlio César gosta de usar quando se refere às chances da Seleção Brasileira contra qualquer adversário: “Se igualamos na raça, na técnica a gente sabe que ninguém nos supera”. É o caso da partida de hoje. Se os santistas brigarem tanto pela bola como os remistas, não há dúvida para que lado a vitória virá.

Dorival Junior, mais precavido, deverá armar o time com dois atacantes e reforçar mais o meio, provavelmente com a entrada de Rodrigo Mancha. Parece mesmo mais aconselhável. Outra mudança que deve fazer durante a partida é a entrada de Madson, que pode se dar muito bem aproveitando os buracos que o avanço do Remo deve deixar.

Por fim, após a boa atuação – ao menos ofensiva – contra o Palmeiras, creio que Pará, que também nasceu no Estado, deve ter a chance de jogar diante de amigos e familiares. Achei que ele era um caso perdido, mas no último jogo me surpreendeu. Quem sabe… Se até Wesley está jogando bem…

Bolão vale um livro “O barqueiro de Paraty”

Vá à caixa de comentários e aposte no resultado final do jogo, assim como na parcial do primeiro tempo e nos autores dos gols do Santos (se é que você acha que o Santos fará gols hoje, claro).

O ganhador receberá, em sua casa (pego o endereço depois, por e-mail) o livro “O barqueiro de Paraty”, uma ficção de minha autoria que propõe uma maneira mais simples e profunda de viver e que concorreu ao Prêmio Jabuti do ano passado. Boa sorte!

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