Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Tag: Renato Gaúcho (page 1 of 2)

O grande adversário do Santos tem sido ele mesmo

Em meio aos ecos do jogaço contra o Flamengo, no meio da semana, o Santos fez outra grande partida hoje, contra o Atlético Paranaense, mas saiu derrotado de novo, desta vez por 3 a 2. Tem torcedor santista que deve estar com saudade dos jogos feios e amarrados que o Santos vencia na Copa Libertadores.

Sair perdendo por 2 a 0 em apenas oito minutos, com falhas gritantes da defesa, não é normal para um time que é considerado um dos melhores do país. Depois com técnica e muita luta, apesar do campo horrível, veio o empate. Porém, no final, outra falha defensiva deu ao Atlético a vitória.

Antes da partida eu já avisei ao meu irmão, Marcos. Não é porque o Atlético é o lanterna que o jogo será fácil. Ao contrário. Com jogadores bons e experientes, como Cléber Santana e Marcinho, Renato Gaúcho como técnico e jogando em casa, o Atlético tinha tudo para complicar as coisas, e foi o que aconteceu.

Com muita garra, como se estivesse decidindo uma final de Copa do Mundo, o Atlético quis mais a vitória do que o Santos, lutou mais pela bola e acabou sendo premiado no final. O Santos mostrou que é mais time, tem jogadores mais técnicos, porém, repetindo o que aconteceu com o Flamengo, perdeu de novo. Por que será?

Dois jogos é pouco para definir uma tendência. Porém, o time de Muricy Ramalho estava costumado a jogar mais precavido, com dois volantes protegendo a defesa. O jogo ficava mais amarrado, as vitórias eram magras, mas a defesa corria menos sustos. Agora a equipe está tentando ser mais ofensiva.

Com Arouca, Ibson, Elano e Paulo Henrique Ganso no meio, além de Neymar e Borges na frente, era para o Santos ter um controle maior de qualquer jogo que fizer contra rivais brasileiros, mas não é isso que está acontecendo. Por quê?

Porque Elano e Ganso marcam mal e agora têm mais um companheiro no meio que também não tem demonstrado ser um bom marcador, que é o Ibson. Técnica ele tem, mas não é disciplinado taticamente. Tem um jeitão meio peladeiro das praias cariocas, o que funciona com um atacante que precisa fugir da marcação, mas não com um volante.

Assim, Arouca ficou sozinho para proteger a zaga, e é pouco. Sem uns cães de guarda para dar a primeira mordida, a defesa santista, o setor mais veteranoe lento do time, fica perdida. Hoje dois gols do Atlético saíram de bolas cruzadas na área que encontraram um jogador livre. Nem Dorval, nem Edu Dracena estavam por perto.

Desta vez Pará não teve culpa. Aliás, ele fez uma boa partida, aproveitando-se de que no segundo tempo jogou na parte menos ruim do lamaçal que era o campo. Para variar, Neymar fez um golaço e criou chances. Borges também teve um bom desempenho. Léo lutou. Ibson se movimentou bastante. Durval deu encontrões e chutões. E só. Elano e, principalmente Ganso, não corresponderam à fama.

Esta formação, com jogadores de meio-campo mais técnicos, é a ideal, mas exige mais solidariedade, mais aplicação, mais comprometimento físico – o que Elano e Ganso não parecem dispostos a dar ao time. Se eles não resolverem jogar também quando estão sem a bola, ficará difícil vencer qualquer adversário.

Na zona do rebaixamento

No início do campeonato escrevi que se o Santos não fosse rebaixado neste Brasileiro, já estaria bom, pelo primeiro semestre que fez. Muitos acharam o cúmulo. Mas não escrevi o que eu queria, mas o que achava que deveria acontecer devido às circunstâncias.

Após oito rodadas com o time reserva, é difícil esperar que a equipe tivesse motivação suficiente para correr atrás do título. Não que não se esforçasse para ganhar de Flamengo e Atlético Paranaense, mas a verdade é que os adversários estão mais ajustados, mais concentrados no campeonato – que para eles é uma questão de vida ou morte, enquanto para os santistas é só mais uma refeição.

Mesmo com três jogos a menos do que os demais, o Santos não deve ficar tão tranqüilo quanto à possibilidade de rebaixamento, pois estes três jogos devem ser dificílimos, contra adversários estão entre os melhores times da competição.

Creio que o ideal agora seja relaxar e encarar cada jogo com o devido respeito e atenção. O time tem de voltar a ganhar pontos, essa é a verdade. A próxima partida já será outra pedreira, pois do jeito que tem jogado, o Vasco – que derrotou o São Paulo no Morumbi – é candidato ao título. E o jogo será em São Januário, o que torna o time carioca favorito. Sim, espero que seja um jogão de novo. Mas que desta vez o Santos não saia derrotado.

O pior adversário para o Santos é ele mesmo, é a cabeça de seus jogadores. Alguns estão com ela na Europa, outros estão pensando no Mundial do Japão, há ainda os que se amarguram demais por problemas familiares que não deveriam entrar em campo. Enfim, o Santos é um campeão em busca do reequilíbrio.

O que achou de mais esta derrota? A zona de rebaixamento mete medo?


Santos deveria ser declarado hors concours neste Brasileiro


Desfalques provocados pela final da Libertadores e pelas convocações para a Copa América e o Mundial Sub-20 tornam quase impossível que os santistas repitam esta festa ao final do Brasileiro.

Não me lembro mais qual leitor amigo deste blog deu a idéia, se foi o Mozart ou o Khayat, e nem sei se foi meio na gozação, mas que não seria inviável declarar o Santos hors concours neste Campeonato Brasileiro, não seria mesmo.

Punido pela competência, o Alvinegro Praiano, único time a prosseguir representando o País Copa Libertadores, já teve de utilizar reservas em quatro jogos do Brasileiro. Agora, perderá Neymar, Ganso e Elano para a Seleção que disputará a Copa América e Danilo, Alex Sandro, Alan Patrick e Felipe Anderson para a equipe que jogará o Mundial Sub-20.

Como a Copa América será realizada de 1º a 24 de julho e o Mundial Sub-20 de 29 de julho a 20 de agosto, só mesmo daqui a mais de dois meses o Santos poderá contar com todos os seus titulares e principais reservas. Como esperar que o time, que em quatro rodadas já está a sete pontos do líder, ainda consiga lutar pelo título?

Eu diria que é humanamente impossível sair dessa fase de tantos desfalques e ainda brigar pela ponta do Brasileiro. Nenhum time conseguiu isso antes, por melhor e mais numeroso elenco que tivesse.

Alguns, como o Fluminense, em 2008, saíram de um quase título na Libertadores para um quase rebaixamento no Brasileiro. O técnico Renato Gaúcho deu tamanha prioridade para a competição sul-americana, que depois o time só se livrou da segunda divisão nas últimas rodadas do campeonato nacional.

Sugestões de vantagens ao hors concours

Considerando-se que um time brasileiro que disputa a final da Libertadores está contribuindo para o fortalecimento da imagem internacional do futebol brasileiro, com reflexos positivos para todo o mercado deste esporte no País; considerando que o time que fornece mais jogadores às seleções brasileiras principal e sub-20 também está dando uma cota maior de apoio a este futebol, por que puni-lo, se é possível premia-lo?

Como premiar a este verdadeiro herói nacional? Não sei ao certo e coloco a questão para ser discutida pelos amigos. Seria justo que uma equipe nessas circunstâncias ficasse, ao menos nesta temporada, livre do rebaixamento? Ou que tivesse um prazo maior e pudesse inscrever mais jogadores?

Não sei. Os adversários também não podem ser prejudicados com muitos adiamentos, claro. Mas não é justo que a equipe que mais contribui para o orgulho do futebol brasileiro no primeiro semestre, passe o segundo lutando para não cair para a Série B.

Competições nestas circunstâncias merecem o asterisco

Entre o segundo semestre de 1961 e o final de 1963 o Santos conquistou nove títulos oficiais consecutivos, em uma proeza jamais igualada – pela quantidade de jogos e qualidade dos adversários.

Nesses dois anos e meio foi duas vezes campeão paulista, brasileiro, bicampeão da Libertadores e bicampeão Mundial. De quebra, ganhou o Rio-São Paulo de 1963 (em 1962 ele não foi disputado).

Porém, quando teve de voltar ao Paulista de 1963, o elenco estava tão exausto que o técnico Lula deu férias para vários jogadores mesmo com a competição em andamento.

Hoje os jogos são mais numerosos e mais corridos, o esforço físico é maior, há mais choques e mais contusões. É preciso criar normas que protejam os times mis bem-sucedidos, os que vão mais longe nas competições, pois são justamente eles que se desgastam mais.

Neste ano os dados já estão lançados e é improvável que façam alguma coisa – ainda mais diante da reconhecida má vontade das entidades que dirigem o esporte e do interesse de parte da mídia de destacar outros times que vivem fases obscuras. Porém, para o futuro, seria importante analisar melhor esta questão.

Enquanto não se faz nada, sugiro que ao menos ao final deste Campeonato Brasileiro de 2011, a turma que adora asteriscos não esqueça de colocar algum para lembrar que o Santos jogou metade da competição com um time misto, devido ao fato de ser o único brasileiro nas finais da Copa Libertadores e de ceder três jogadores para a Copa América e quatro para o Mundial Sub-20.

O que você acha que deve ser feito para evitar que os times mais competentes sejam punidos? Gostou de alguma ideia sugerida neste post?


Um tabu corre perigo hoje. E algumas carreiras também…


Zé Eduardo terá como companheiro de ataque o “estreante” Keirrison…

O Santos nunca perdeu do Grêmio na Vila Belmiro, mas hoje, a partir das 19h30m, correrá um risco enorme. Sem Neymar, o técnico Marcelo Martelotte escalou a dupla de atacantes com Zé Eduardo e Keirrison, colocou quatro jogadores indesejados pela torcida no meio-campo e manteve o falante Edu Dracena na quarta-zaga.

Parece que a vinda de um novo técnico está fazendo alguns jogadores usarem belas palavras para garantir o seu lugar no time, casos de Dracena e Marquinhos. O torcedor, entretanto, prefere que usem o futebol, coisa que não praticam como se deve há algum tempo.

O veterano Marquinhos perdeu o seu lugar para o garoto Alan Patrick, e Dracena tem se mantido no time mais pelo bom papo do que pelo futebol. Depois de prometer o título ao presidente Luis Álvaro Ribeiro, Dracena agora está elogiando o novo técnico – e indiretamente criticando Dorival Junior e Marcelo Martelotte –, ao dizer que Adilson Batista sabe como armar uma defesa.

Eu diria que, ao menos pelas estatísticas dos últimos jogos do Santos, uma maneira eficiente de tornar a defesa mais segura seria tirar o próprio Edu Dracena e colocar Vinicius Simon ou mesmo Bruno Aguiar no seu lugar.

Desde que Dracena voltou ao time, o Santos tem sofrido a média de dois gols por partida. O lateral-direito Pará, escalado hoje, também provoca desconfiança nos torcedores, mas no seu caso não há substituto, a não ser Danilo, que também não tem inspirado muita confiança.

O meio-campo do Santos parece que foi escolhido a dedo para tirar o torcedor do sério. Os jogadores mais queridos pela torcida, Alan Patrick e Madson, foram preteridos, assim como o garoto Felipe Anderson, que continuará sem a chance de iniciar uma partida, ou mesmo Rodrigo Possebon, que deixou boa imagem em seu jogo contra o Atlético Mineiro.

Formarão o quarteto central Roberto Brum, Adriano, Rodriguinho e Marquinhos. Este último já avisou que é contra férias antecipadas. Por que será que disse isso? Será que ele correrá hoje? Acho que sim, porque sua imagem com o torcedor é a pior possível.

Com a saída de Paulo Henrique Ganso esperava-se que Marquinhos assumisse a liderança do time, armando as jogadas de ataque. Mas ele se escondeu e demonstrou péssimo preparo físico. Hoje, provavelmente, deverá correr por sua carreira.

Por falar em correr, espera-se que finalmente Keirrison faça a sua estréia. Contratação mais dispendiosa do segundo semestre, o jogador ainda não disse a que veio. Se voltar a jogar mal hoje, esgotará a paciência do santista.

O guerreiro Léo volta, e isso poderá motivar mais o time. Rafael, Durval e Zé Eduardo também são garantia de que um pouco de qualidade e garra estará em campo vestindo a camisa do Alvinegro Praiano.

Alguns jogadores que não estão acostumados com a cultura do torcedor do Santos podem achar que o jogo de hoje não vale nada. Ledo engano. Vale um tabu cultivado por anos a fio. Se o time perder, o torcedor ficará bem frustrado e, compreensivelmente, jogará a culpa nos jogadores e no técnico Marcelo Martelotte.

No Grêmio, o técnico Renato Gaúcho não escondeu sua satisfação pela ausência de Neymar, o único craque deste Santos. Os gremistas acham que o Alvinegro Praiano está apenas cumprindo tabela e não deverá ser o adversário difícil que sempre é quando joga em casa.

Como a zaga santista tem tido muita dificuldade em bolas altas, Renato Gaúcho fez muito treino de bola parada durante a semana. É por aí que tentará chegar à vitória logo mais.

Relembre o melhor Santos x Grêmio dos últimos tempos na Vila:

Você acha que com esse time o Santos poderá manter o tabu contra o Grêmio?


Reveja a vitória que colocou o Santos na briga pelo seu 9º título brasileiro

Se já diziam que uma imagem fala mais do que mil palavras, o que dizer de um filme de quase oito minutos com os gols e melhores momento de um jogo? Reveja a grande vitória do Santos, ontem, no Estádio Olímpico, sobre o Grêmio, preste atenção no desempenho dos jogadores e depois comente os lances.


Método Científico OC analisa as chances de Santos e Grêmio – o jogão de hoje no Olímpico

Como se sabe, o Método Científico OC parte de um time-parâmetro que era o São Paulo, mas pode ser uma equipe hipotética, de bom nível, que entra em todas as competições no Brasil com boas possibilidades de ser campeã. A esta equipe damos 100 pontos e a partir da comparação com ela pontuamos os clubes que devem ser analisados. Hoje falaremos de Santos e Grêmio, jogão no Estádio Olímpico, no horário pornográfico das 22 horas. Vamos aos cálculos?

Se dávamos 140 pontos ao Santos com Robinho, André e Wesley, passamos a dar 110 ao Santos que restou. Tenho dúvidas se merece 110 ou 100, mas pela genialidade de Neymar e Paulo Henrique Ganso, acredito que 110 exprime melhor o potencial do time dirigido por Dorival Junior.

Quanto a este Grêmio, 80 pontos é a avaliação mais adequada. Mesmo na zona de rebaixamento, o time tem jogadores de bom nível, como Souza, Douglas, Jonas e Borges, além do goleiro Victor. E, na verdade, não está tão distante do Santos, pois apenas seis pontos os separam.

O Grêmio também está tentando se motivar com a chegada do técnico Renato Gaúcho, ídolo no clube, que convocou a torcida para o jogo de hoje. Assim, caso renda o máximo que pode – e isso, com o Grêmio, só tem acontecido quando joga em casa –, o tricolor do Sul atingirá os seus 80 pontos hoje.

Santos costuma cair fora de casa

O Santos costuma jogar menos do que pode quando é visitante. Uma certa queda é normal nessas circunstâncias, mas no caso do Alvinegro Praiano esta baixa às vezes chega a assustar. As partidas contra o Atlético Paranaense e Vitória, perdidas, ambas, por dois gols de diferença (2 a 0 e 4 a 2), mostraram um time desencontrado e sem personalidade.

O Grêmio, por sua vez, tem no Estádio Olímpico a sua tábua de salvação. Suas três vitórias neste Brasileiro foram obtidas lá e esta é a esperança do time e de seus torcedores na partida de hoje. Bem, do Grêmio já falei, deve chegar aos 80 pontos. Mas e o Santos, quanto cairá?

Hoje podem voltar os quatro que estavam suspensos: Edu Dracena, Rodriguinho, Marquinhos e Zé Eduardo. Mas a verdade é que os reservas Bruno Aguiar, Danilo e Zezinho foram bem contra o Atlético e ao menos os dois últimos podem jogar hoje. Essa briga pela posição sempre motiva e faz o jogador escalado render o máximo.

O lateral-esquerdo Léo, machucado, será substituído por Alex Sandro, que não tem a mesma experiência, mas ganha em vitalidade para marcar e apoiar. No ataque, Keirrison deve entrar no segundo tempo. O mais sensato é que o ágil Zé Eduardo comece o jogo, mas Dorival Junior tem a mania de queimar uma substituição ao escalar Marcel.

Enfim, jogando tudo no liquidificador, o mais provável é que o Santos tenha uma queda de rendimento, com relação ao seu potencial máximo, de 30%. Isso lhe dará 77 pontos.

Se o nível de imponderabilidades não for excessivo – e aí se inclui falhas graves da arbitragem e atuações individuais anormais para cima ou para baixo –, Grêmio e Santos deverão fazer um jogo equilibrado, com ligeiríssimo predomínio do time gaúcho, mas insuficiente para lhe garantir a vitória.

Assim, como 80 a 77 resulta em empate técnico, pela primeira vez, o Método Científico OC indicará o empate como o resultado provável de uma partida.

Você concorda com o MCOC? Qual seu palpite e análise para Grêmio e Santos?

Na última vez que se encontraram, na Vila Belmiro, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, o Santos fez um segundo tempo primoroso e venceu por 3 a 1, com golaços de Paulo Henrique Ganso, Robinho e Wesley. Veja de novo.


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑