Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Ricardo Oliveira (page 1 of 28)

O buraco é mais em cima

Sem tirar as responsabilidades dos jogadores e do técnico Elano, pois elas sempre existem em uma derrota, e muito menos tirar o mérito do adversário ou dos 7.841 torcedores que foram à Vila Belmiro, pois fizeram a sua parte, a verdade é que os problemas do Santos – que culminaram com a melancólica derrota, de virada, para o Vasco – começaram com o desplanejamento do futebol santista a partir de 2016.

Em uma de suas primeiras aparições no Conselho Deliberativo do Santos, o presidente Modesto Roma disse que em contato com o presidente do Benfica ficou sabendo que todo grande clube europeu vende jogadores ao final da temporada para equilibrar o caixa. Então, decidiu que faria o mesmo no Santos.

Ocorre que os grandes europeus já têm estádios enormes e modernos, assim como toda sua estrutura, um trabalho de comunicação e marketing profissional, mais de 100 mil sócios, um faturamento até dez vezes maior do que o Santos e são assistidos pelo mundo inteiro em suas competições nacionais e, principalmente, na Champions League. Não há, hoje, termo de comparação entre eles e o nosso Santos, infelizmente. E se quisesse imitar alguma coisa deles, o Santos teria mil alternativas antes de vender seus melhores jogadores.

Para se ter uma ideia de como o Alvinegro Praiano está se enfraquecendo a cada temporada, é só pegar o time que jogou a final da Copa do Brasil, em dezembro de 2015: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz (Werley), Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (depois Paulo Ricardo), Renato e Lucas Lima; Gabriel (Geuvânio), Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel.

Veja que havia, na zaga, um Gustavo Henrique em plena forma; Thiago Maia no meio de campo e no ataque Dorival Junior podia substituir Gabigol por Geuvânio, além de contar com Marquinhos Gabriel, que então jogava bem. Sem contar que Zeca e Lucas Lima estavam em boa fase e Renato e Ricardo Oliveira eram dois anos mais jovens e mais interessados. Não dá para comparar com o time que ontem jogou e perdeu para o Vasco.

Em janeiro de 2016 o atacante Geuvânio, que jogava o seu melhor futebol no Santos, teve seu passe vendido por 12 milhões de euros, ou 52 milhões de reais, para o Tianjin Quanjian, da China, em negócio muito mal explicado. Para o seu lugar veio Marquinhos Gabriel, por empréstimo. Quando este começou a jogar bem também foi embora e o Santos contratou o colombiano Copete.

Sete meses depois, em agosto de 2016, foi a vez de Gabigol bater asas. Foi para a Internazionale de Milão por 25 milhões de euros, ou 91 milhões de reais. Para os lugares de Geuvânio, Marquinhos Gabriel e Gabigol, o Santos trouxe Kayke, Rodrigão, Vladimir Hernandez e Bruno Henrique. Destes, só o último virou titular.

Na zaga, com as contusões de Gustavo Henrique e Luiz Felipe, a diretoria ouviu o conselho de um taxista e contratou o argentino Fabian Noguera, com quem assinou contrato de cinco anos!, e o brasileiro Cleber, que estava no Hamburgo e mesmo não recuperado de uma contusão no joelho veio por 7,3 milhões de reais, mais salários de 250 mil por mês e um contrato de quatro anos. Detalhe: todo esse investimento por apenas 60% do passe de Clever. Hoje Noguera é um eterno reserva e Cleber está emprestado ao Coritiba, com a condição de que o Santos pague 100 mil reais por mês para completar o seu salário.

Em julho de 2017 foi a vez do garoto Thiago Maia ir embora, contratado pelo Lille, da França, por 14 milhões de euros, ou 51 milhões de reais. Com ele seguiu o lateral-esquerdo Caju, que deveria ser emprestado por 4 milhões de euros, ou 14,5 milhões de reais, mas foi devolvido ao Santos por não passar nos exames médicos.

Além da ausência de Thiago Maia, o time ficou um bom tempo sem Alison, machucado, o que enfraqueceu o seu meio de campo. Assim, para o setor, a direção santista resolveu contratar o argentino Emiliano Vecchio e depois o veterano Leandro Donizete, que mesmo aos 34 anos assinou contrato por três temporadas. Ambos são reservas até hoje.

Agora, a bola da vez – não para vir, mas para partir – é o lateral-esquerdo Zeca, titular da Seleção Brasileira na histórica conquista da medalha de ouro olímpica, em 2016. Mesmo em atrito com a torcida, Zeca tem um bom currículo, é jovem, atua em uma posição carente no futebol e a diretoria já arregalou os olhos com a possibilidade de negociar seu passe, a ponto de dispensá-lo para conseguir o passaporte italiano e iniciar os contatos com um clube estrangeiro.

Se fizermos um gráfico, veremos que a qualidade técnica do elenco do Santos vem caindo de ano a ano. Isso se reflete no rendimento em campo e na própria estratégia, já que o time deixou de ser ofensivo para valorizar a defesa. Agora os raros gols dependem de lances esporádicos, ou de um lançamento fortuito de Lucas Lima para Ricardo Oliveira. Como ambos devem abandonar o clube em 2018, a dúvida é se essa diretoria será capaz de contratar substitutos à altura, ou continuará debilitando a equipe com negociações vultosas e mal explicadas.

Usar a venda de seus melhores jogadores para pagar contas é típico de uma gestão acomodada e incompetente, que não consegue equilibrar as finanças simplesmente gastando menos do que arrecada e, ao mesmo tempo, aumentando sua receita com a bilheteria dos jogos, novos associados, maiores verbas de patrocínio máster, de patrocínio de material e com outras ações de merchandising. Tudo isso, enfim, demanda TRABALHO, palavra que deve causar calafrios em muitos que caíram de paraquedas no Santos.

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Somos Todos Santos

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santosfc.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.

E você, o que acha disso?

EMPREGO PARA TODOS

chapa cabide gigante pintada

Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta dadivosa chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?

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10 lições da grande vitória

Atenção: Os preços promocionais da Livraria do Blog do Odir vão até o meio-dia de hoje, segunda-feira, 2 de outubro. Depois o estoque será zerado para balanço. A livraria só será reaberta em 18 de outubro.

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Assim como gosto de sugerir a reflexão após uma derrota, faço o mesmo agora, após a importante vitória sobre o Palmeiras, no estádio do adversário lotado por 37.527 torcedores. Quais são as 10 lições que nós,santistas, podemos tirar desse resultado? Bem, listo as minhas e aguardo as suas.

1 – Estádio não ganha jogo

Vimos isso na semana passada, quando o Santos, mais uma vez, foi eliminado de uma competição importante na Vila Belmiro. Sabemos que ele perdeu na Vila assim como poderia ter perdido no Pacaembu, no Morumbi, em qualquer lugar. Perdido ou vencido, pois o que perde ou vence uma partida é a atuação dos jogadores, sua atitude, sua confiança, não o lugar em que atuam.

Mesmo dominado na maior parte do segundo tempo, o Santos se manteve tranquilo e focado, à espera de uma oportunidade que realmente veio e foi aproveitada magnificamente. E se venceu pela primeira vez no Alianz Parque, com o estádio todo torcendo contra, obviamente poderia vencer com um público tão imenso torcendo a seu favor.

2 – Grandes jogos têm de ser em grandes estádios

A arrecadação da partida foi de R$ 2.760.716,34. Ou seja, o Palmeiras perdeu o jogo, como poderia ter vencido, mas seus cofres receberam, em uma única partida, o que o Santos tem demorado vários jogos para angariar. Mandasse também os seus clássicos em estádios maiores e o Glorioso Alvinegro Praiano estaria em uma situação financeira bem melhor – até porque teria mais facilidade para aumentar seu quadro de sócios, melhores argumentos para fechar bons contratatos de patrocínio de camisa e de fornecimento de material, e com a tevê…

Então, se estádio não ganha jogo, mas grandes estádios arrecadam mais dinheiro e permitem ao clube dar passos mais largos rumo à sua estabilidade financeira, logicamente os clássicos e os grandes jogos do Santos devem ser realizados em estádios maiores.

3 – Quando falta técnica, a garra decide

Como santistas, preferimos o jogo técnico, a bola tratada com carinho. Mas é inegável que o espírito de luta faz milagres no futebol, principalmente em jogos com o campo pesado. O Santos fez o clássico com um meio de campo improvisado, sem dois de seus jogadores mais técnicos: Lucas Lima e Renato, substituídos pelo voluntarioso Jean Mota e o jovem Matheus Jesus. No entanto, acompanhados por Alison, que tem usado mais a cabeça do que a força, o setor resistiu ao domínio palmeirense, se empenhou na tarefa de desarmar e bloquear o adversário e acabou sendo o grande responsável pela vitória. Sem contar, é claro, a dedicação de todo o time na marcação.

4 – Trio de ouro na defesa

Mais uma vez constatamos que o ótimo desempenho do sistema defensivo do Santos – e aí entenda a zona do agrião, o último obstáculo antes da meta – se deve a três jogadores que passam por grande fase: o goleiro Vanderlei e os zagueiros Lucas Veríssimo e David Braz. O entendimento dos três tem sido exemplar. O fato de a santista ser a defesa menos vazada no segundo turno do Campeonato Brasileiro se deve a eles.

Dos laterais, é preciso dizer que Daniel Guedes tem melhorado a cada jogo. Não só no ataque, mas também na defesa, onde ao menos guarda o seu lugar e não permite bolas nas costas, o que era frequente com Victor Ferraz. Já Zeca continua instável. Desde sua experiência olímpica, no ano passado, ainda não voltou ao seu bom futebol. Assim seu passaporte italiano permanecerá virgem.

5 – Sorte existe

O técnico Levir Culpi, no livro “Um burro com sorte”, fala da influência do imponderável na carreira de um técnico de futebol. O fenômeno realmente existe e afeta a todos nós, de torcedores a analistas. Em um lance decisivo, se a bola bate na trave e entra, está tudo ótimo, se bate na trave e sai, está tudo péssimo. Testemunhamos o que ocorreu esta semana com o goleiro Muralha, do Flamengo, execrado por não ter pegado nenhum pênalti na decisão da Copa do Brasil com o Cruzeiro.

Sobre o jogo do Santos, no item 4, ao elogiar a tríade Vanderlei-Veríssimo-Braz, eu já ia escrever “agora escasseiam aqueles gols bobos, antes tão comuns, resultados de bolas levantadas na área”. Mas aí me lembrei que no finzinho do jogo o baixinho Dudu apareceu livre para cabecear na marca do pênalti e só não empatou a partida por muita sorte. O mesmo Dudu perdeu um gol, por centímetros, na boca do gol. Se essas bolas tivessem entrado, agora provavelmente estaríamos esculhambando a defesa santista.

Então, o que a reflexão sobre a sorte no futebol nos traz? Bem, ela nos ensina a analisar todo resultado com uma certa distância, pois sem a conjunção dos astros e a benção dos deuses do futebol nada se consegue no futebol, essa é a verdade.

6 – Matheus Jesus veio para ficar

Pode ser precipitado afirmar isso agora, mas quem já gastou boa parte de sua infância, adolescência e juventude nos campos de terra batida do futebol amador, sabe ao menos identificar quem tem um pouco mais de familiaridade com a bola, e esse garoto tem. Mostrou tranquilidade nos momentos em que foi apertado, soube proteger a menina e deu um destino certo à jogada. Em determinado momento empreendeu uma arrancada na qual demonstrou surpreendente personalidade, em outro conseguiu enganar dois marcadores em um espaço diminuto e no campo encharcado. Como é muito jovem (apenas 20 anos!), ainda poderá ter altos e baixos, o que exigirá paciência dos torcedores, mas algo me diz que se firmará no time.

7 – A importância dos brigadores Jean Mota e Copete

Depois que eu quebrei a perna duas vezes e em uma delas fiquei dois meses e meio de cama, confesso que passei a evitar as divididas com cheiro de sangue. Ver aquelas pernas vigorosas dos zagueiros, cravos das chuteiras à frente, saltando na direção de meus ossos e cartilagens não era uma visão agradável e me trazia lembranças traumáticas. Ainda mais em um campo molhado, em que os choques são comuns e os jogadores violentos se aproveitam para bater mais. Por isso, valorizo o jogador brigador, que se entrega à luta de corpo e alma. Nesse particular, tiro meu chapéu para Jean Mota e Copete.

Mesmo o time mais técnico do mundo precisa de um jogador raçudo, mormente nos grandes jogos. Perceba, queridos leitor e leitora, que a bela jogada do gol santista começou com o espírito de luta de Jean Mota, que roubou a bola do adversário e, mesmo sofrendo a falta, tocou para Copete, iniciando a sequência que terminou no fundo das redes de Fernando Prass.

Com o me disse, um dia, Flávio Costa, técnico do Brasil na Copa de 1950, “todo time precisa de um Obdúlio Varela”. Sim, a técnica também depende da fibra. Mota e Copete brigaram o tempo todo pela bola e pelo espaço, o que foi fundamental para que o Palmeiras não tivesse mais tempo e tranquilidade para programar os seus ataques. Esse foi o espírito que levou o Uruguai ao título de 50 e o Santos à vitória no Alianz Parque.

8 – Um gol de quem sabe o que faz

“Golaço!”. Minha reação ao ver a cabeçada de Ricardo Oliveira para o chão, no contrapé de Fernando Prass, concluindo a bela jogada iniciada por Jean Mota, foi espontânea. Realmente, pela tranquilidade, consciência e conclusão, esse gol foi um dos mais bonitos do campeonato. Pois não se tratou de um chute esporádico ou do resultado de um lampejo de genialidade de apenas um jogador. Os quatro participantes agiram de forma exemplar.

Jean Mota roubou a bola e tocou, entre as pernas do adversário, para Copete, na direita, que ergueu a cabeça e viu Bruno Henrique no lado oposto da área, passando-lhe a bola com precisão. Bruno matou a bola com calma e a colocou na cabeça de Ricardo Oliveira, que cabeceou perfeitamente, no chão, como manda a cartilha.

O Santos soube sofrer a pressão palmeirense e esperou o momento de chegar ao gol. Quando ele apareceu, agiu com calma e precisão. Não é qualquer time que, no campo do adversário, com tanta pressão contra, faz o gol da vitória com tanta tranquilidade e categoria. Nessa hora, a camisa alvinegra praiana pesou.

9 – O fator Ricardo Oliveira

Ele não tem marcado tantos gols como antes, mas nos clássicos paulistas continua sendo decisivo, como mostrou contra o Palmeiras. Um dos grandes artilheiros em atividade no Brasil, Ricardo Oliveira já marcou 315 gols na carreira, que começou em 2000, na Portuguesa de Desportos, e se marcar mais seis com a camisa do Alvinegro Praiano chegará a 93 e superará os 92 que fez pelo Al-Jazira, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde jogou de 2009 a 2014.

Aos 37 anos, é inegável que Oliveira está no fim da carreira e não demonstra mais a mesma vitalidade física, tem dificuldade para marcar a saída de bola do adversário e até para alcançar lançamentos, como ficou evidente diante do Barcelona de Guayaquil. Porém, sua presença ainda provoca respeito nas defesas adversárias e sua categoria e visão de jogo permite que possa definir a partida em uma jogada.

O futebol moderno exige a participação de todos os jogadores, tanto no ataque, como na defesa, e nisso Oliveira fica devendo. Porém, na área ele ainda pode ser decisivo. A decisão de renovar seu contrato, ou não, é delicada. Quando o time perde, a crítica é de que com ele o Santos joga com um a menos; quando ganha com um gol seu, volta a ser olhado como herói. O que você faria, leitor e leitora? Renovaria com Oliveira ou buscaria um centroavante mais jovem e participativo?

10 – Fechados no pacto com Levir

O empenho com que os jogadores se entregaram ao jogo mostrou que parecem ter concordado com o pacto proposto pelo técnico Levir Culpi. Estão jogando por suas carreiras e pela melhor colocação possível no Campeonato Brasileiro. Isso é ótimo. Resta saber se essa determinação, de terminar a competição sem mais nenhuma derrota, não será abalada pelos chamados incidentes de percurso.

É óbvio que é mais inteligente e produtivo, para um jogador profissional, entrar em campo sempre disposto a mostrar suas qualidades. Só assim será valorizado com propostas de outros clubes ou com aumentos de salário. O desânimo e o corpo mole levam à desvalorização e ao fim precoce de carreiras eventualmente promissoras.

Creio que, para o bem do Campeonato Brasileiro, até os amantes dos queridinhos estão torcendo para o Santos diminuir a diferença para o líder, pois isso aumentará o interesse pela competição, gerando mais espaço na mídia, maiores arrecadações nos jogos e muito mais audiência na tevê, o que, em suma, significará maior faturamento. Assim, da mesma forma que em 2016, só o Santos pode trazer alguma emoção para um dos Brasileiros mais esvaziados dos últimos tempos.

E você, o que acha disso?

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A campanha está chegando ao fim. Faltam apenas 13 dias para o encerramento do prazo final. Se você ainda não participou, participe. Além de ter um livro único em sua biblioteca, você ajudará o Santos a ter a hsitória de suas viagens conhecida e reconhecida para sempre, em uma obra magnífica.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, estamos em 25 mil. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e da literatura mundial do futebol.

Agora assista a este filme inglês e não se emocione, se puder:

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NO MEU ANIVERSÁRIO, QUEM GANHA O PRESENTE É VOCÊ!

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

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Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

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Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
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Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

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Por que o ano já acabou


Vanderlei fez boas defesas, a zaga santista não jogou mal, mas o Barcelona foi melhor e mereceu a vitória. Santos terminará 2017 sem títulos.

Faltam 101 dias para terminar 2017, mas para o santista o ano já acabou. A 12 pontos do líder do Campeonato Brasileiro, com problemas no elenco e sem ânimo para empreender uma recuperação, ao Santos resta apenas tentar permanecer no G4 da competição nacional. A derrota e a eliminação diante do Barcelona de Guayaquil, em plena Vila Belmiro, ainda ecoam em nossas cabeças. O que deu errado nessa temporada em que o Santos disputou quatro competições e em todas ficou longe do título?

Bem, as explicações para o fracasso estão nos comentários do post anterior, alguns de uma lucidez impressionante. Por mais que o futebol seja imprevisível, é evidente que faltou planejamento, seriedade, profissionalismo. Perder para um time estrangeiro, na Vila Belmiro, após 33 anos de invencibilidade, não foi obra do acaso.

Há meses temos visto o Santos jogando mal e sendo dominado, mesmo no Urbano Caldeira. Já tinha sido assim contra o Atlético Paranaense, nas oitavas da Libertadores. Aquele time que, em sua casa, pressionava e às vezes goleava os adversários, há muito tempo não dá o ar de sua graça. Falta-lhe a habilidade, a energia e a ousadia de um Geuvânio, um Gabigol, um Thiago Maia, meninos que se foram precocemente para o exterior, trocados por dinheiros para pagar a folha salarial.

Mais uma vez a alegação de que o velho e acanhado estádio é carismático e nele o Santos não perde, caiu por água abaixo. Negligenciou-se novamente a oportunidade de se jogar para 30, 40 mil pessoas no Pacaembu ou mesmo no Morumbi, o que resultaria em uma pressão muito maior sobre o adversário, além de mais dinheiro em caixa.

Se alguém tiver a pachorra de somar os milhões de reais que já foram perdidos pelo preconceito dessa diretoria de utilizar os grandes estádios da capital nos jogos importantes do Santos, verá que o montante já alcança uma pequena fortuna. Um clube profissional não pode se dar a esse luxo.

Um clube profissional que queira ser competitivo não pode vender precocemente seus jovens valores, como os citados Geuvânio, Gabigol e Thiago Maia, apenas para pagar as folhas salariais, e contratar jogadores inconsistentes, sem condição de serem titulares em um time grande do Brasil, como Leandro Donizete, Kayke, Cleber, Vladimir Hernandez, Fabián Noguera, Copete, Vecchio…

O departamento técnico de um clube profissional deve ter um rígido programa de treinamentos, a fim de transformar jogadores em atletas capazes de suportar os 90 minutos de uma partida de futebol. Mas no Santos só se ouve falar de descanso e de poupar jogadores. E justo na hora agá, no jogo decisivo, dois titulares importantes, do mesmo setor do campo – Lucas Lima e Renato – acabaram desfalcando o time.

A administração de um clube profissional não pode passar três anos só aumentando as dívidas, transformando o clube em um grande cabide de empregos e não deixando, de legado, nem um centavo a mais em seu patrimônio. Pode parecer que não, mas tudo isso estava em campo, na noite de quarta-feira, diante do Barcelona de Guayaquil – um clube que talvez pareça humilde, mas é bem estruturado e tem um estádio, o Monumental Isidro Romero Carbo, com capacidade para 57 mil pessoas.

A falta de opções no banco de reservas refletiu a péssima montagem do elenco santista para 2017. Com alguma capacidade técnica, havia apenas Jean Mota, que fez o que pôde. Essa não é a hora de culpar os jogadores, eu sei. A responsabilidade por vestirem a camisa do Santos é de quem os contratou e escalou.

Mas, por falar neles, é óbvio que, como a partida confirmou, alguns não poderão mais estar nos planos do clube em 2018. Assim como faltou categoria a muitos já citados, o ex artilheiro Ricardo Oliveira mostrou que não tem mais pernas e por falta delas perdeu a maior oportunidade do Santos no segundo tempo. Renovar contrato com ele seria mais uma temeridade. O próprio caso de Lucas Lima tem de ser analisado com carinho, pois parece que ele não tem mais a menor motivação de continuar no Santos. E sem motivação o jogador finge que joga, toma cartões de graça e está sempre no departamento médico.

Não se pode, ainda, tirar a responsabilidade do técnico Levir Culpi, que depois de um início firme, em que chegou a discursar contra os cultos religiosos na concentração, parece ter seguido o roteiro de Dorival Junior e sucumbido à vontade, ou falta dela, de alguns líderes do elenco. De que adiantou, por exemplo, poupar todos os titulares contra o Botafogo? Usasse um time misto e hoje o Santos estaria a nove pontos do líder, com alguma chance de tentar alguma coisa no Brasileiro.

Porém, acima do técnico há o departamento de futebol. E se ele é frouxo, não impõe regras claras e não consegue cobrar ou amparar os jogadores, o que se tem é um elenco sem comando, em que não há espírito coletivo e muito menos motivação para grandes conquistas.

Por fim, acima do departamento de futebol há a presidência do clube, que tem a obrigação de definir as metas, os procedimentos e os rumos da entidade. Se ela é correta, responsável e transparente, essa credibilidade passa para todos os setores do clube e chega até o elenco.

Após um fracasso, os torcedores costumam descontar sua frustração nos jogadores, como ocorreu na Vila Belmiro, mas os atletas são apenas o primeiro elo da cadeia e, por isso, quase sempre os menos culpados. Muitas vezes são obrigados a jogar com salários atrasados, o que é desmotivador para qualquer profissional.

De qualquer forma, com ou sem chance de título, o Campeonato Brasileiro ainda não terminou e o Santos tem a obrigação de seguir lutando em busca da melhor colocação possível. Afinal de contas, o verdadeiro profissional tem de estar sempre disposto a dar o melhor pela empresa que lhe dá o sagrado pão de cada dia. E para o sócio do clube restará, até o começo de dezembro, a inadiável tarefa de analisar muito bem e decidir o que quer para o Santos a partir de 2018.

E você, o que acha disso?

Somos todos Santos

Enfim, chegou o momento de anunciarmos a chapa Somos todos Santos, encabeçada por José Carlos Peres, Orlando Rollo e por mim. O anúncio ocorrerá hoje, quinta-feira, a partir das 19 horas, no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Na oportunidade falaremos de nossas propostas, resumidas em um conjunto de 11 pontos principais.

Você é nosso convidado(a) para esse evento importante para o futuro do Santos. Confirme sua presença com a Mariana, pelo telefone (13) 99136-3264 e venha viver conosco esse momento que pode ser decisivo na história do clube. Estarei lhe esperando de braços abertos.

cartaz - anuncio chapa

Atenção: Teremos transmissão ao vivo do evento pela fan page do Movimento Somos todos Santos e na fan page de Orlando Galente Rollo.

Felizmente a Kickante entendeu a importância do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra” e nos deu mais um mês de campanha de pré-financiamento para lançar esta que é uma das obras mais impactantes da história do Santos e do futebol. Agora faltam 23 dias para o encerramento do prazo final. Se você ainda não participou, participe.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, estamos na metade. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e da literatura mundial do futebol.

Clique aqui para garantir o seu exemplar e ajudar no lançamento do livro único SANTOS FC, O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA.

No meu aniversário, quem ganha o presente é você

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

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Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

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Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
Comprar com cartão, de débito ou crédito, é totalmente confiável pelo sistema do PagSeguro, mas se quiser pode escolher por boleto ou mesmo fazer depósito bancário (nesse último caso, informe-se pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

– Donos da Terra, a história do primeiro título mundial do Santos
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A realidade do futebol

Com grandes times brasileiros priorizando outras competições, o alvinegro da capital se distanciou na liderança do Campeonato Brasileiro e, como era de se esperar, acabou endeusado por cronistas-torcedores. Nesse domingo, porém, com os times descansados e completos, tivemos uma boa ideia da realidade do nosso futebol: o Santos dominou, criou mais chances de gol, ganhou de 2 a 0 e ainda teve um pênalti não marcado. Jogadores badalados do adversário pouco ou nada fizeram, enquanto muitos santistas mostraram uma qualidade que os levaria até à Seleção nacional caso o técnico desta fosse neutro, como deveria ser.

Bruno Henrique, por quem passou quase todas as chances de gol do Santos, fez o que quis com Fagner, lateral que Tite inventou na Seleção (depois não chorem se vierem outras goleadas na Copa da Rússia). Lucas Lima se destacou no meio de campo, em que sua classe e noção de tempo destoa das caneladas dos demais. Ricardo Oliveira mostrou presença de área e a defesa santista se saiu bem melhor do que a adversária, o ponto forte do rival.

O primeiro tempo terminou 0 a 0, mas a maior oportunidade foi do Santos, aos 42 minutos, com passe de Bruno Henrique e arremate de Ricardo Oliveira que Cássio defendeu à queima-roupa. No segundo tempo, Lucas Lima marcou aos 12 minutos, após Bruno Henrique deixar Fagner sentado e cruzar para a área.

Depois, o adversário tentou pressionar, mas provou do seu próprio veneno, pois criou muito pouco no ataque e viu o Santos chegar mais perto do segundo gol em diversas oportunidades. Ricardo Oliveira estava realmente impedido quando partiu sozinho e chutou colocado para fazer o gol, mas o pênalti de Fagner sobre Bruno Henrique deveria ter sido marcado. A jogada de ombro a ombro é permitida, mas jogar o corpo contra o tronco do adversário, desequilibrando-o, como fez Fagner, é falta.

Por fim, para coroar a ótima atuação e a cristalina superioridade santista, Lucas Lima viu Bruno Henrique livre e este tocou para Ricardo Oliveira, mais livre ainda, só empurrar para as redes, aos 47 minutos. Vitória justíssima, assistida por 12.567 espectadores em uma Vila Belmiro em festa, primeira derrota do medíocre líder em campos adversários e sinal de que, se desse ao Brasileiro o valor que ele merece, o Santos bem que poderia estar na liderança.

A delegação santista viajaria para Guayaquil logo em seguida, onde, como único invicto da competição, enfrentará o Barcelona local, pelas quartas de final da Copa Libertadores. É evidente que se trata do jogo mais importante para o futebol brasileiro nesta semana. Por mais que alguns veículos da imprensa tentem fantasiar as coisas, com interesses indecifráveis, a verdade é que o Clássico Alvinegro deste domingo mostrou qual é, no campo, a realidade do nosso futebol.

Faltam três dias para se encerrar a campanha de pré-financiamento de uma das obras mais importantes da história do Santos e, por incrível que pareça, ainda não conseguimos alcançar metade do valor necessário para imprimir 2.000 exemplares do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”. Da meta de R$ 48 mil, quando escrevo esse post não se chegou a 24. Mas não desistiremos, pois assim como correu com o Dossiê, sabemos que se trata de uma obra fundamental para documentar para sempre as façanhas que só o Santos realizou por gramados de todo o mundo.

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Vai faltar povo…

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Vai faltar povo…

O Santos recebe o Flamengo nesta quarta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro, com a difícil tarefa de vencer por mais de dois gols de diferença para passar para a semifinal da Copa do Brasil. A missão é difícil, mas não impossível. A volta de Ricardo Oliveira pode proporcionar ao Alvinegro os gols que ele precisa. Uma coisa é certa, porém: o jogo será assistido, no estádio, por muito menos torcedores do que deveria.

Informações dão conta de que a diretoria do Santos tentou transferir o jogo para o Pacaembu, estádio mais condizente com a grandiosidade do espetáculo, mas a CBF e a Polícia Militar vetaram porque no mesmo horário haverá um jogo pela importantíssima Copa Sul-americana entre o Alvinegro de Itaquera e o conhecidíssimo Patriotas. Assim, um dos grandes clássicos do futebol brasileiro ficará prejudicado por um joguinho de terceira categoria. Depois, ficam perplexos quanto a Seleção toma de 7 a 1 em uma Copa do Mundo em casa…

Nos tempos em que a meritocracia imperava no futebol e os brasileiros podiam ir aos estádios para, realmente, ver os melhores times e jogadores do mundo, Santos e Flamengo arrastavam multidões para seus duelos. Veja você, amigo leitor e amiga leitora, que dos oito jogos de maior público do tradicional Torneio Rio São Paulo, o único que se repetiu foi Flamengo e Santos, ambos no Maracanã: em 11 de março de 1961 o Santos goleou o rubro-negro por 7 a 1, diante de 87.868 pessoas, e em 6 de fevereiro de 1997 empatou em 2 a 2, conquistando o título do torneio daquele ano, em jogo assistido por um público de 70.729 torcedores.

No Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputado de 1967 a 1970, o único jogo com a presença de um time paulista que figura entre os dez maiores públicos é justamente Santos e Flamengo, que em 15 de setembro de 1968 atraiu 78.022 pessoas ao Maracanã. A partida foi vencida pelo Santos por 2 a 0 e, como se sabe, o Alvinegro Praiano também foi o vencedor do campeonato, conquistando assim o seu sexto título brasileiro.

Se falarmos do Campeonato Brasileiro, a popularidade do clássico é ainda mais ressaltada. Para começar, a finalíssima do título de 1983, jogada no Maracanã, em 29 de maio de 1983, detém o recorde oficial de público de uma partida entre clubes brasileiros, com 155.523 torcedores.

Naquele mesmo Campeonato Brasileiro de 1983 o Santos enfrentou duas vezes o Flamengo no Morumbi. Na primeira partida, pela fase de classificação, venceu por 3 a 2, diante de 111.111 espectadores; na segunda, o primeiro jogo da decisão, venceu por 2 a 1 com um público de 119.984 pessoas. Veja que coisa curiosa: somando-se apenas esses dois públicos do Morumbi já se chega a 231 mil pessoas, cerca de 18 mil a mais do que todo o público somado dos 19 jogos do Santos, como mandante, no Campeonato Brasileiro de 2016 (213.275 torcedores).

Bem, é evidente que o palco natural para os encontros entre Santos e Flamengo só pode ser estádios com capacidade pra 40 mil pessoas ou mais. A Vila Belmiro e a Ilha do Urubu são apenas paliativos de um tempo difícil. Menos mal que a quantidade de torcedores não influi na qualidade do espetáculo, como se viu em 27 de julho de 2011, quando apenas 12.968 pessoas apreciaram, na Vila Belmiro, o jogaço que terminou 5 para o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e 4 para o Santos de Neymar.

Previsão e times

Uma goleada do Santos é difícil, mas não impossível. O Flamengo tem um bom time do meio de campo para a frente, mas sua defesa é vulnerável. Alguns de seus jogadores cansam muito no segundo tempo. Se mantiver a pressão e a motivação constantes, o Santos poderá conseguir o resultado do qual precisa.

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (ou Daniel Guedes), David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Yuri, Vecchio, Lucas Lima; Bruno Henrique, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.

Flamengo: Thiago, Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco (Renê); Márcio Araújo, Cuéllar e Diego; Berrío, Everton e Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Estamos correndo contra o tempo para lançar o livro mais importante da história do Santos, mas sem o seu apoio será impossível! Participe da campanha de pré-financiamento de “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, um livro único, que vale por um título mundial, e tenha o seu nome impresso nessa edição histórica! Essa oportunidade tem prazo limitado.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial e está sendo oferecido por um preço super acessível e ainda dá ao comprador a honra de ter o seu nome impresso em suas páginas. Não perca essa oportunidade de ter o seu nome em um dos livros mais importantes da literatura futebolística mundial!

Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nesta fase de pré-lançamento.

Clique aqui para entrar no time que vai lançar o livro das viagens maravilhosas do Santos pelo mundo. Ele está pronto e precisa ser impresso. Vamos transformar este sonho de todo santista em realidade. Participe e não se arrependerá!

Reserve desde já os melhores presentes para o Dia dos Pais
O Dia dos Pais está chegando, será em 13 de agosto, e nenhum presente é mais duradouro do que um livro com a história do time do coração do velho. Na livraria deste blog o Dossiê e o Time dos Sonhos continuam a preços de custo. Aproveite!
Entre a compra dos livros, que pode ser parcelada, e a entraga pelos Correios, pode haver uma diferença de até quatro dias úteis. Não deixe para a última hora.

pai santista
Aquele que te fez santista jamais pode ser esquecido

Ninguém vende Time dos Sonhos e Dossiê mais baratos

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Time dos Sonhos
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Sebo do Monge, SP, livro usado: R$ 57,70
Livraria do Blog do Odir, livro novo, com frete pago, dedicatória exclusiva e três PDFs de brinde: R$ 38,00

Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros
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