Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Ricardo Teixeira (page 1 of 4)

Saiu Teixeira… Mas ficaram Andres Sanches e Mano Menezes

Como é mania no nosso Brasil, boa parte dos males do futebol brasileiro vinham sendo imputados a Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Com sua renúncia, após 20 anos no cargo, oportunistas e ingênuos forçam uma comemoração como se o povo tivesse tomado a Bastilha. Demagogia barata! Se os clubes não agirem com responsabilidade nesse momento delicado, e pensarem no todo antes de olharem para seus umbigos, na melhor das hipóteses a estrutura viciada continuará a mesma. Mas poderá piorar.

O grande corruptor do futebol brasileiro não é a CBF, que no máximo quer gerir a Seleção Brasileira. É a TV, que com seus milhões alterna o equilíbrio das competições, muda o hábito do torcedor e influi no aumento das torcidas. Se a TV Globo decidisse não priorizar uma ou outra equipe, aí sim teríamos motivos reais de contentamento. Mas isso não mudará.

Se, com Teixeira, saíssem Andres Sanches e o técnico Mano Menezes, e fossem substituidos por pessoas mais capazes e isentas, talvez pudéssemos celebrar. Como é possível que em uma época em que qualquer garoto tem de ser fazer pós-graduação para conseguir um lugar no mercado de trabalho, além de aprender Inglês e Espanhol, o diretor de seleções da CBF não consiga falar nem o próprio idioma, quanto mais os dos outros? De que tipo de seleção o Andres será diretor? Das estaduais?

E Mano Menezes? Que figura mais incompetente, pretensiosa, enfadonha e ridícula. Técnico de nível B, que jamais fez uma equipe jogar bem na vida. Outro paraquedista guindado ao cargo pelo desinteresse dos mais capazes, este senhor não deixa de servir ao seu ex-clube, desfalcando os adversários do alvinegro da capital às vésperas de jogos importantes.

Espero que a diretoria do Santos fique bem esperta com relação à confluência dos calendários da Seleção Brasileira e da Copa Libertadores, pois é certo que o Alvinegro Praiano será desfalcado de seus principais jogadores, enquanto o time de Sanches e Menezes seguirá intacto em busca de seu sonho secular.

Mas essa relação promíscua entre a CBF, a TV Globo e o alvinegro da capital nem é discutida por muitos que fazem festa pela renúncia de Ricardo Teixeira. Querem fazer crer que os problemas do futebol brasileiro estavam concentrados em um único homem. Ora, não tratem as pessoas como idiotas, por favor.

Marin e o preconceito contra São Paulo

O novo presidente, José Maria Marin, que assume por ser o mais idoso dos vices (79 primaveras), já avisou que não vai mudar nada. Até o ascensorista da CBF continuará a mesmo. Aliás, que sorte do afável político Marin. Caiu de paraquedas no governo de São Paulo e agora despensa em uma das cadeiras mais cobiçadas do País, às vésperas de uma Copa do Mundo.

Não creio que Marin terá iniciativa, energia ou vontade para empreender grandes mudanças na CBF, mas também não posso concordar com a pressão de alguns presidentes de federações para que haja eleições a toque de caixa, a fim de impedir um suposto predomínio político de São Paulo.

Ora, o futebol brasileiro tem sido dominado, historicamente, por cariocas, e nunca vi tamanho movimento para lhes tirar o poder. Várias Copas, como as de 1930, 34, 66 e 74 foram jogadas no lixo pela vaidade e egocentrismo cariocas. Que mal haveria se houvesse uma maior influência paulista na política do futebol brasileiro? Ao menos é o Estado mais desenvolvido da nação, em que o futebol atingiu um nível profissional mais elevado, em que o marketing caminha para ser mais importante do que a política.

E para você, como fica o futebol brasileiro com a renúncia de Teixeira?


Confederação Sul-americana anuncia unificação de títulos brasileiros


Como não poderia deixar de ser, o melhor time do mundo foi o melhor do Brasil na década de 1960.

Unificación de títulos en Brasil reconoce glorias del Santos de Pelé y Palmeiras

La decisión de la Confederación Brasileña de Fútbol (CBF) de unificar los títulos de la Liga del país entre 1959 y 2010 provocó un revolcón en el palmarés del Campeonato Brasileño y reconoció la gloria del Santos en la década de 1960 cuando contaba con Pelé como su mayor ídolo.

La unificación de los títulos fue anunciada este miércoles 22 de diciembre por el presidente de la CBF, Ricardo Teixeira, en una ceremonia en Río de Janeiro que contó con la presencia de Pelé y de varios jugadores históricos del país que hasta ahora no eran reconocidos como campeones brasileños pese al elevado número de títulos nacionales que conquistaron.

Santos y Palmeiras, los “nuevos” grandes ganadores

La decisión favoreció principalmente a Santos y a Palmeiras, que pasaron a ser los clubes con más títulos del Campeonato Brasileño, con 8 cada uno, y perjudicó en cierta forma a Sao Paulo y a Flamengo, que hasta ahora eran considerados los clubes con más títulos nacionales y cayeron a la tercera y cuarta posición respectivamente.

En una decisión que el propio Teixeira calificó como “histórica”, la CBF atendió la reivindicación de varios clubes que habían conquistaron títulos de competiciones nacionales entre 1959 y 1970 y que no eran reconocidos como títulos del Campeonato Brasileño.

El palmarés del Campeonato Brasileño hasta ayer apenas reconocía los títulos conquistados por cada club a partir de 1971, cuando la competición nacional comenzó a ser disputada en el actual formato de Liga por los clubes de primera división del país. Los presidentes de los seis clubes favorecidos con la decisión recibieron medallas en la ceremonia de este miércoles en Río de Janeiro, así como algunos de sus viejas glorias, como Pelé.

“Se trata de una decisión histórica en la medida en que reconoce un pasado glorioso del fútbol brasileño y premia a clubes que conquistaron, en la cancha, títulos nacionales durante un ciclo de oro de nuestro fútbol”, afirmó Teixeira al referirse al período entre 1958 y 1970 en que Brasil conquistó tres títulos mundiales.

Entre los títulos que pasaron a ser reconocidos como nacionales y equivalentes al Campeonato Brasileño figuran los de la Taça Brasil, creada en 1959, y los del Torneo Roberto Gomes Pedrosa, que también era una competición nacional pero con formato diferente al de la actual Liga.

Pelé: “Santos merecía este reconocimiento”

“Oficialmente Santos pasa a ser el mayor campeón. Todo lo que el Santos hizo por el fútbol brasileño, por el fútbol de una manera general, merecía ser reconocido”, dijo Pelé, protagonista de seis de los títulos que le fueron reconocidos a Santos y quien hasta ahora no podía ser calificado como “campeón brasileño”.

Los títulos que pasaron a ser reconocidos fueron los del Bahía (1959), Palmeiras (1960), Santos (1961, 1962, 1963, 1964 y 1965), Cruzeiro (1966), Palmeiras (dos títulos en 1967), Botafogo (1968), Santos (1968), Palmeiras (1969) y Fluminense (1970).

El nuevo palmarés del fútbol brasileño

El nuevo Palmarés del Campeonato Brasileño pasa a ser encabezado por el Palmeiras y el Santos, rebaja a Sao Paulo, Flamengo y Cruzeiro, y reconoce a Bahía como el primer campeón brasileño.

Los equipos con más títulos en el nuevo palmarés del Campeonato Brasileño son los siguientes:

Con 8 títulos:

Palmeiras (1960, 1967, 1967, 1969, 1972, 1973, 1993 y 1994)

Santos (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 y 2004).

Con 6 títulos:

Sao Paulo (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 y 2008).

Con 5 títulos:

Flamengo (1980, 1982, 1983, 1992 y 2009).

Con 4 títulos:

Corinthians (1990, 1998, 1999 y 2005).

Vasco da Gama (1974, 1989, 1997 y 2000).

Con 3 títulos:

Fluminense (1970, 1984 y 2010).

Internacional (1975, 1976 y 1979).

Con 2 títulos:

Bahía (1959 y 1988).

Botafogo (1968 y 1995).

Cruzeiro (1966 y 2003).

Gremio (1981 y 1996).

Con 1 título:

Atlético Mineiro (1971).

Atlético Paranaense (2001).

Coritiba (1985).

Guaraní (1978).

Sport (1987).

A Fifa também recebeu a “Resolução da Presidência” da CBF sobre o reconhecimento e logo a publicará em seu site oficial. O respeito ao passado de ouro do futebol brasileiro está sacramentado. Gostou?


Um telefonema de Joseph Blatter para Ricardo Teixeira


“Quer dizer que o Pelé nunca foi campeão brasileiro?” (Blatter, ventriloquando, para Teixeira)

O telefone toca na sede da CBF. Joseph Blatter, presidente da Fifa, pede para falar com Ricardo Teixeira.

Olá presidente, o que manda?

Hello Ricardo. Quero saber como anda esse processo de unificação dos títulos brasileiros. Tem muita gente ligando e enviando e-mails pra nós sobre esse assunto. Você poderia me explicar, por favor?

É que alguns clubes querem que os títulos brasileiros sejam unificados a partir de 1959, presidente.

Por que a partir de 1959, Ricardo?

Por que é o ano da primeira Taça Brasil, que definiu o representante brasileiro para a Copa Libertadores da América de 1960. Querem que a CBF ratifique como campeões brasileiros os vencedores da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, período de 1959 a 1970.

I know, I know… A Libertadores que se chamava Copa dos Campeões da América, pois só reunia times campeões de capa país, right? I Know. E os vencedores da Taça Brasil representavam o país na Libertadores, Ricardo?

Sim, presidente, representavam.

Bem, então eram os campeões de cada ano, pois na época a Libertadores só aceitava um representante de cada país, right?

Mas é isso que se está analisando, presidente…

A Taça Brasil era uma competição oficial, Ricardo?

Sim, presidente, mas era da CBD.

Eu sei, Ricardo. E a CBD era presidida pelo grande João Havelange, seu ex-sogro. Você já deve ter falado com ele sobre isso, não?

Ãhãhãhãh…

E o que o Havelange fala sobre essas competições, Ricardo? Ele não diz que eram oficiais e definiam o campeão brasileiro?

Sim, presidente, mas…

E a sua CBF não foi criada a partir da CBD, Ricardo?

Sim, presidente…

E a CBF, que foi criada só em 1979, não colocou no seu currículo todos os títulos conquistados pela Seleção Brasileira nos tempos da CBD, e por isso você se diz presidente da entidade que tem a única seleção pentacampeã do mundo, Ricardo?

Sim, presidente…

E se você incorporou ao currículo da CBF os títulos da Seleção Brasileira dos tempos da CBD, por que não homologou essa Taça Brasil e esse Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Ricardo?

Sinto que há alguma oposição de outros clubes, presidente.

Que clubes são esses?

Clubes que não foram campeões nem da Taça Brasil e nem do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, presidente.

Oh my God. No seu país clube perdedor pode anular o campeonato, Ricardo? Não acha que assim o futebol seria uma bagunça maior do que já é?

É que eles alegam que… que…

O que eles alegam, Ricardo?

Alegam que, por exemplo, alguns campeões da Taça Brasil só jogaram quatro vezes.

É esse o motivo maior para se anular a competição, Ricardo?

Errr… é, acho que é, presidente…

Então você quer dizer que o meu Mundial da Fifa deve ser anulado, só porque o campeão só faz dois jogos, Ricardo?

Bem… não quis dizer isso, presidente…

E os times que jogavam nessa Taça Brasil e nesse Torneio Roberto Gomes Pedrosa, eram expressivos, tinham algum jogador da Seleção Brasileira, Ricardo?

Todos…

Como assim, todos, Ricardo?

Todos, titulares e reservas da Seleção Brasileira jogavam nesses times, presidente…

Diga o nome de alguns jogadores, para ver se me lembro…

Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Clodoaldo, Zito, Mauro Ramos de Oliveira, Garrincha, Nilton Santos, Vavá, Gylmar dos Santos Neves, Didi, Tostão, Rivelino, Gérson, Ademir da Guia, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Paulo Cesar Caju…

Stop, stop, stop Ricardo!!! Quer dizer que Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Carlos Alberto, Jairzinho, Zito, Clodoaldo e todos esses jogadores que fizeram do futebol do seu país conhecido e respeitado no mundo inteiro, jogaram essas competições oficiais e você ainda não as homologou, Ricardo. Por que?

Nosso departamento técnico está estudando, presidente…

Seu departamento técnico está estudando competições realizadas há 50 anos e que reuniram as melhores gerações de jogadores que o seu país já teve, Ricardo?

Ãhãhãhãh…

Ricardo, daqui a quatro anos teremos uma Copa do Mundo aí. O mundo olha o Brasil como o berço do futebol arte, da beleza e da magia do esporte. E olha assim não por você, Ricardo, nem por nenhum dirigente, mas por causa desses jogadores que foram campeões e estão sendo ignorados, desprezados pela sua CBF, Ricardo.

……………….

Sabe em que ano a Itália teve o seu primeiro campeão?

??????????

Em 1896, Ricardo, há 114 anos. E para ser campeão, a Udine fez só dois jogos e ambos no mesmo dia. Mas não importa, Ricardo, era o que podia ser feito. E está nos anais do futebol italiano, com muito orgulho. Vocês têm um futebol tão rico, por que desprezar essa história, Ricardo?

………………

Vamos tentar fazer uma grande Copa do Mundo aí, Ricardo. Um evento pra cima, alegre, que reverencie o futebol arte. Para isso, Ricardo, preciso ter ao nosso lado os maiores campeões que o seu país já teve. Entendeu, Ricardo? Do you understand, my friend?

Sim, sim, presidente…

E o telefone de Zurique foi desligado.


O manifesto de um jurista pela unificação dos títulos brasileiros

Bem, já falamos a respeito desse tema, cujo reconhecimento oficial é imperioso e tão importante para nós Santistas, e também para nossos co-irmãos integrantes dos demais clubes brasileiros que, CAMPEÕES BRASILEIROS DE FUTEBOL, vencendo no campo de jogo, segundo as regras vigentes e também segundo a finalidade da disputa, não têm o reconhecimento, absolutamente político, da mesma entidade – CBF -, que, havendo “herdado” três títulos mundiais da entidade à qual sucedeu – CBD – , não esperou o reconhecimento de ninguém para deles lançar mão e, mais que isso, lançá-los na camisa da equipe brasileira de futebol, sob forma de “estrelas”, além de divulgar aos quatro cantos do mundo que se trata da seleção brasileira de futebol, legitimamente representada por ela, CBF, como a única equipe do futebol mundial PENTACAMPEÃ DO MUNDO.

Mais até do que meramente um título a satisfazer egos, caro Odir, esta condição, única equipe pentacampeão mundial de futebol, traz reflexos polpudos de ordem material e financeira, pois é sob os auspícios destas conquistas que a “herdeira” negocia patrocínios milionários e cotas incomparáveis no valor, pela apresentação de seu time em qualquer canto do mundo.

Paradoxalmente, caro Odir, os três títulos “herdados” foram conquistados pelos mesmos jogadores que ganharam para seus clubes os títulos nacionais que lhes são negados, assim como são negados aos seus clubes…veja como a vida é, meu caro Odir…

Já tivemos oportunidade, aqui mesmo, no site Ombdusman do Santos Futebol Clube, de tecer comentários, pretenso rábula que sou, de ordem técnica, com base exclusivamente na ciência do Direito, que demonstram cabalmente a verdade e o direito adquirido de todos esses clubes de serem reconhecidos, já que conquistaram, seus títulos de CAMPEÕES BRASILEIROS DE FUTEBOL, de 1.959 a 1.970, inclusive.

Naquela ocasião, nos colocamos à sua disposição para, se for necessário no seu entendimento, irmos a juízo visando ao reconhecimento judicial daquilo que, sendo legítimo, é resistido por alguns senhores, donos da verdade; disposição esta meu caro Odir que renovo aqui e agora perante toda a seletíssima comunidade Santista que nos honra com sua presença neste espaço.

Não vou renovar as razões por que o direito desses clubes é legítimo, como se fosse preciso o Direito para nos fazer enxergar; como se não bastassem dois argumentos bem anteriores às leis: 1 – o bom senso; 2 – o respeito à maravilhosa obra dos profissionais que, no exercício de suas profissões, lograram conquistar, com suor e trabalho, aquilo que, com lábia e jeitinho, alguns caras-de-pau querem jogar pra baixo do tapete da história.

Imagine você, caro Odir, se alguns desses profissionais que querem negar as conquistas honestas de outros profissionais, tivessem seus “títulos”, “prêmios” e “trabalho realizado” cassados pela vontade de meia dúzia de pessoas, ao argumento de que, na ocasião em que conquistaram tais honrarias, o curso de jornalismo não contemplava, por exemplo, o ensino de informática, ou de que seus trabalhos foram escritos sem respeitar as regras ortográficas que foram recentemente concretizadas?

Certamente que, noutra demonstração explícita de corporativismo, independentemente de adentrar o mérito da questão, poriam o mundo abaixo, argumentando até que estaria havendo cerceamento do direito de informar da imprensa ou justificativas equivalentes para manterem, com justiça, diga-se, aquilo que construiram ao longo de sua trajetória profissional e de vida.

Como dizia minha mãe, caro Odir, pimenta no rabo do outro, é refresco no meu!

Pobres homens ricos!

Pobres de espírito, pobres de mente, pobres de justiça, pobres de dignidade, pobres de bom senso, pobres de profissionalismo, pobres de generosidade, pobres de conhecimento…enfim, pobres!

Ricos de “esperteza”, ricos de “jeitinho brasileiro”, ricos de “ao amigo tudo, ao inimigo menos que a lei”, ricos de “chantily cobrindo o lixo e a podridão”, ricos de “amigo meu não tem defeito, inimigo se não tiver, eu arrumo”, enfim, ricos de muitas contas…a serem prestadas aos homens de bem e a Deus!

A menos que Este último me leve antes, mas não vou permitir, de braços cruzados, que estes “pobres homens ricos” surrupiem de mim e de milhões de pessoas do mundo, algumas das páginas mais lindas de minha vida; quando me peguei chorando, sem saber por que, ao ver um negro de branco, o Rei Pelé, fazer mais um gol, goleando o Botafogo, em pleno Maracanã….eu tinha apenas 8 anos, caro Odir, e não sonhei isso…eu vi…..TV Record, Raul Tabajara, Flávio Iazzetti, Paulo Planet Buarquet…

Onde estavam estes senhores, quando os então meninos que hoje são senhores, nos proporcionaram tantos sonhos e encantos, como só o futebol pode proporcionar?

Estavam se “educando” para a realização desta verdadeira “obra” de negação da verdade?

Como diz o ditado: esta “obra de arte”, pra quem gosta, é uma travessa transbordante…

Escreveria, tranquilamente, um Tratado, para demonstrar o atentado, abominável crime de lesa-pátria que, tendo perpetrado, querem perpetuar, mas, prefiro, caro Odir, terminar hoje, como encerrei naquele dia:

Pra quem, como eu, ama Filosofia, o consolo é saber que, por mais que seja reiterada, A MENTIRA ESTÁ, enquanto, por mais ignorada, por mais vilipendia e escamoteada que seja, A VERDADE É, PERENE, ETERNA!

Viva o Santos, octacampeão brasileiro, viva nossos co-irmãos também campeões brasileiros, dignamente, dentro de campo, segundo as regras do jogo.

Abraço caro Odir e aos irmãos Santistas do mundo inteiro.

Luiz Tomaz

O que você tem a dizer para complementar o belo discurdo do jurista Luiz Tomaz?


“É factível”, diz Ricardo Teixeira sobre a Unificação dos Títulos Brasileiros


José Carlos Peres fala a Ricardo Teixeira. Luis Álvaro (esq) observa

Hoje, finalmente, o “Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros” pôde ser entregue a Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. E pós recebê-lo, assim como a um vídeo onde se destaca um pronunciamento de João Havelange, ex-presidente da CBD, reafirmando que Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa eram competições oficiais e definiam o campeão brasileiro, Teixeira disse que o pedido dos clubes é FACTÍVEL (que pode ser feito, exequível).

Do encontro, realizado na sede da CBF, participaram José Carlos Peres, gerente executivo do G4 – Aliança Paulista; o presidente do Santos Futebol Clube, Luis Álvaro Ribeiro; o vice-presidente do Botafogo, Antonio Carlos Mantuano; o diretor de futebol do Cruzeiro, Dimas Fonseca, além do diretor de comunicações do clube mineiro, Guilherme Mendes. Eles representaram também Palmeiras, Fluminense e Bahia, os outros clubes que foram campeões nacionais de 1959 a 1970.

Na entrevista que deu após a reunião – e que pode ser vista no vídeo abaixo – ao se referir aos campeões da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Teixeira disse “… que, no conceito deles, foram campeões brasileiros”. Aí devo fazer uma pequena correção.

Não foi no conceito dos próprios clubes que eles ganharam o título de campeão brasileiro. Foi no campo, referendado pela Confederação Brasileira de Desportos e pela imprensa de todo o país.

Que é oficial todo mundo que, mesmo superficialmente, estudou a questão, está careca de saber. O que se pede não é a oficialização, mas a ratificação, ou a homologação dos títulos pela CBF. Particularmente, considero essa atitude uma obrigação da entidade que dirige o futebol brasileiro, já que ela foi criada em setembro de 1979, quando estas competições já tinham sido realizadas e já estavam consagradas como definidoras dos campeões brasileiros de 1959 a 1970.

Outro descuido do presidente da CBF é referir-se aos títulos em questão como “antes do Campeonato Brasileiro”. Na verdade, a designação oficial de Campeonato Brasileiro” só começou a ser utilizada a partir de 1989. Antes, a competição teve diversas denominações, tais como Taça Brasil, Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Taça de Prata, Campeonato Nacional,Copa de Ouro, Taça de Ouro, Copa União etc. Ou seja, a Taça Brasil é o primeiro elo da competição que desembocou hoje no Campeonato Brasileiro.

Finalmente, Teixeira disse que o pedido “em princípio é factível” e deve ser analisado pelos setores envolvidos. Ótimo, mas a CBF, que eu saiba, não tem um departamento de estudos da história do futebol brasileiro. Não há profissionais especializados em pesquisa histórica trabalhando nisso, criteriosamente, por lá. Coloco-me desde já à disposição da CBF para ajudar nessa análise com todos os recursos que tiver e com os documentos que já colecionei.

Não esperemos que esta decisão venha antes de dois meses. Se a CBF realmente tivesse um departamento de história e estatística, já teria homologado esses títulos.Talvez a decisão seja mesmo política, e aí exigirá novos esforços da comissão executiva do Dossiê, que jamais descansará enquanto este período do futebol brasileiro não for devidamente valorizado.

Em vídeo, João Havelange diz que CBF tem obrigação de reconhecer os títulos

Além do Dossiê – um livro capa dura com 204 páginas que traz fatos, provas e argumentos que justificam a reivindicação dos clubes –, hoje o presidente Ricardo Teixeira recebeu um vídeo com depoimentos de dirigentes, ex-jogadores campeões brasileiros (como Pelé, Ademir da Guia, Raul Plasmann, Marito, Paulo César Caju, Mickey) e, especialmente, de João Havelange, presidente da CBD responsável pela criação da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, além de ex-sogro de Ricardo Teixeira.

Na sua fala, Havelange foi incisivo e disse que o reconhecimento desses títulos pela CBF “é uma obrigação”. Leia agora, na íntegra, o que diz Havelange no vídeo entregue a Ricardo Teixeira:

Quanto eu cheguei à CBD nós tínhamos um campeonato que era importante e valioso: o Rio-São Paulo. Mas o Brasil foi se desenvolvendo. O senhor não poderia se esquecer dos outros estados, dos outros clubes, dos outros jogadores, e assim criamos a Taça Brasil.

Reconhecer o que foi feito não é desdouro. É uma obrigação. Se os títulos existiram, é porque as competições foram oficiais. Se eles são oficiais, me perdoe, são para serem respeitados.

E se a CBF puder levar adiante e reconhecer os títulos daqueles que já foram campeões também nas condições de hoje, eu acho que fazemos justiça, e fazemos mais do que isso: fazemos uma homenagem ao futebol do passado, que é o responsável do futebol que temos hoje. Obrigado.

Depois de ouvir João Havelange, o presidente da CBD que criou as competições, fica alguma dúvida de que Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa eram oficiais e davam aos seus vencedores os títulos de campeões brasileiros?


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