Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

O melhor presente de Natal para um santista
Eu lhe ofereço a oportunidade de dar um presente de Natal inesquecível para um santista. Algo que vai durar mais que tudo, pois vai emocioná-lo e não ficará só na prateleira, mas, eternamente, no seu coração. Dê um livro. Mas um livro sobre o Rei do Futebol. Um livro lindamente produzido pela Magma Cultural, com fotos incríveis, que pesquisei e escrevi com amor e capricho, mostrando que mesmo um mito como Pelé precisou superar obstáculos inacreditáveis para reinar na atividade mais competitiva do mundo. Espero você neste sábado à tarde, na loja Santos na Área – Rua Augusta, 1931, perto da Alameda Santos. Vamos começar a receber as pessoas às 16 horas e ficaremos abertos até o último freguês. Compre o melhor presente de Natal. Por um preço menor do que você pensa.
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dossie na saraiva

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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

fora 1 - vladimirfora 3 - bruno uvinifora 4 - vinicius simonfora 6 - Menafora 2 - edu dracenafora 5 - cicinhofora 8 - renatinhofora 7 - alan santosfora 9 - souzafora 10 - leandro damiãofora 11 - patito rodriguesfora rildofora 12 - thiago ribeiro

Enfim, aqui está o resultado da enquete que perguntou ao leitor deste blog quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos. Foram computados cerca de 150 votos completos. O resultado será expresso em porcentagens e não em números absolutos.

Esses jogadores das fotos não foram os únicos rejeitados pelo torcedor, mas aqueles que tiveram mais de 70% de desaprovação. O zagueiro Neto, com 67%, e o meia Leandrinho, com 62%, foram outros renegados pelo torcedor. A seguir, a análise dos reprovados:

Vladimir – O Santista ainda tinha esperança nele enquanto estava no banco. Era considerado uma promessa, capaz até de ser titular caso tivesse oportunidades. Enfim ele as teve, mas não correspondeu. 78% querem que não esteja no Santos em 2015.

Bruno Uvini – Grande rejeição. Creio que a falha no gol do Cruzeiro que desclassificou o Santos na Copa do Brasil deva ter influenciado bastante. Nada menos do que 94% dos votantes não o querem mais vestindo a camisa do Santos.

David Braz – A opinião sobre ele está dividida. 52% querem que saia, 48% que fique. Os gols que marcou no Pacaembu provavelmente influenciaram positivamente, mas muitos continuam achando que não tem categoria para ser zagueiro do Alvinegro Praiano.

Edu Dracena – Sua idade, o alto salário e a falta de mobilidade foram motivos para que 72% dos leitores considerassem que a sua carreira no Santos acabou. Pedem que tenha uma despedida honrosa e, talvez, continue trabalhando em outras áreas do clube.

Neto – Por pouco não entrou na foto dos renegados. 67% dos votantes não o querem no Santos na próxima temporada. As maiores queixas estão relacionadas à falta de categoria e aos crônicos problemas físicos.

Vinicius Simon – Depois de ser considerado uma esperança da zaga, este Menino da Vila machucou-se muito, não foi bem nas poucas oportunidades que teve e por isso amargou uma rejeição de 86% dos votantes.

Cicinho – Alguns sugerem que vá para o meio de campo, mas o certo é que como lateral-direito poucos o querem no Santos em 2015. Sua rejeição foi de 80%. O futebol atrapalhado e a dificuldade para concluir uma jogada pesaram nesse julgamento.

Mena – Assim como Cicinho, o titular da Seleção do Chile não agradou aos santistas. Com dificuldades para marcar e apoiar, Mena foi reprovado por nada menos que 83% dos leitores. Muitos sugerem que ele seja negociado para reduzir as dívidas do clube.

Victor Ferraz – Sua votação foi equilibrada: 58% querem que saia, 42% que fique. O fato de seu passe não pertencer ao Santos influiu para que seu índice de rejeição fosse maior. O santista provou mais uma vez que é mais complacente com seus Meninos.

Alan Santos – Surpreendi-me com a rejeição a Alan Santos. 75% dos santistas não o querem na Vila em 2015. Alguns sugerem que seja emprestado para ganhar experiência e volte mais maduro, ligado e menos violento.

Renatinho – Outro que, segundo p santista, deve receber uma despedida honrosa e pendurar as chuteiras. Seu notável passado no Santos não impediu que Renato, ou Renatinho, fosse rejeitado por 83% dos votantes.

Souza – Este quase conseguiu a unanimidade negativa. 99% dos santistas não o querem mais no Santos em 2015. Foi mais um jogador vindo do Cruzeiro que não deu certo na Vila, onde não marcou, não apoiou e nem fez os gols de falta que costumava fazer em outros times.

Leandrinho – Não entrou na foto por pouco. Sua rejeição foi de 62%. Ainda há quem acredite que poderá vingar se tiver mais oportunidades, mas o número de santistas que acreditam nele está diminuindo. Foram apenas 38%.

Jorge Eduardo – Também ficou a 6% de entrar na foto dos maiores reprovados. Com 64% de desaprovação, não foi considerado, pela maioria, um atacante digno de jogar no Santos. As maiores críticas dizem respeito à falta de experiência.

Leandro Damião – Sua rejeição não foi maior porque muitos santistas acham que se ele sair agora, desvalorizado, o clube terá grande prejuízo. Para estes, melhor seria jogar ao menos o Campeonato Paulista. 74% votaram por sua saída.

Patito Rodriguez – O simpático argentino voltou a ter chances e voltou a não convencer o torcedor, que o considera errático. Apenas 9% gostariam que ficasse, enquanto 91% preferem que Patito esteja bem longe da Vila em 2015.

Rildo – O esforçado jogador que veio da Ponte Preta definitivamente não caiu no gosto do torcedor do Santos. 94% querem que não vista mais a camisa do Alvinegro Praiano. Para estes, o que mostrou de velocidade, Rildo mostrou de falta de categoria.

Thiago Ribeiro – Os muitos gols perdidos, o salário alto, o tempo gasto com contusões e problemas psicológicos explicam a rejeição de 82% deste atacante que, para boa parte dos santistas, nunca teve uma real identificação com o clube.

Os aprovados

No próximo post divulgarei os jogadores aprovados pela pesquisa, ou seja, aqueles que o torcedor do Santos que participou da enquete quer que continuem no time em 2015.

E você, o que achou da lista dos reprovados?


Hoje é tudo ou nada!

Um jornal escreveu que hoje o Santos tentará o “milagre” de passar pelo Cruzeiro e se classificar para a final da Copa do Brasil. Menos, menos. O Santos tem time para, a cada 10 partidas, ganhar ao menos três do Cruzeiro. E hoje é dia de ganhar, e bem. A vitória pode vir de Robinho, Lucas Lima, Gabriel, ou até mesmo do estabanado Rildo ou do irregular Cicinho. O importante é que venha e classifique o Alvinegro Praiano.

E é bom que venha porque o Santos meio que abdicou do Campeonato Brasileiro para apostar tudo na Copa do Brasil e na Vila Belmiro. Se o sucesso não vier, ficará um gosto amargo na boca. E um grande vazio no bolso, pois os jogadores convenceram a diretoria a escolher a Vila Belmiro, o que significou abrir mão de ao menos mais um milhão de reais de bilheteria. É preciso que o prejuízo material seja recompensado.

Mas para a vitória vir do jeito que o santista quer, o time tem de ir pra cima sem se descuidar da defesa, e hoje a defesa começará lá no ataque, pois quando perder a bola, o Santos não poderá permitir o contra-ataque do rival. Um gol do Cruzeiro e a missão, aí sim, ficará meio impossível, pois obrigará o Santos a marcar três vezes. Mas eu disse meio impossível, pois outro dia o Atlético Mineiro provou que viradas acontecem.

O próprio Santos cansou de inverter resultados, e por isso sua torcida canta que “é o time da virada”. Vi o Cruzeiro tomar um sacode do rival Atlético e naquele dia o jogo foi franco, toma lá, dá cá, com maior insistência, capacidade e sorte dos jogadores do Galo. Creio que para vencer este bem organizado Cruzeiro não dá só na técnica. Tem de ser no coração, no abafa, na garra, na resistência física.

Não se pode esquecer que, mesmo psicologicamente, o Cruzeiro será menos atrevido, mais contido, pois não pode perder jogadores importantes para o resto do Brasileiro, a competição mais importante do ano. Se a classificação de hoje for decidida pelo time de mais garra e coração, o Santos tem a obrigação de ser este leão em campo. A raposa, ladina, irá até aonde não comprometer o seu futuro em 2014.

Hoje, ao menos no início, eu tomaria cuidado com os avanços dos laterais Cicinho e Mena, que costumam deixar convidativas avenidas às suas costas. No início da partida, o Cruzeiro estará muito interessado em marcar um gol de contra-ataque e encaminhar sua classificação. Acho que o santos precisa pressionar, marcar presença no campo inimigo, mas sem se desesperar. Haverá 90 minutos para fazer os gols.

Santos X Cruzeiro – Vila Belmiro, hoje, 22 horas

Semifinal da Copa do Brasil.
Santos precisa vencer por dois gols de diferença, ou por 1 a 0 e ganhar nos pênaltis.
Ao vivo pela TV Globo (desta vez assista pra dar Ibope, que pode ser recorde).

Santos: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho. Técnico: Enderson Moreira.

Cruzeiro: Fábio; Mayke, Léo, Dedé e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira.

Arbitragem: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA-ASP-Fifa), auxiliado por Bruno Boschilia (PR-Fifa) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE-Fifa).

Ser ou não ser conselheiro pela chapa de José Carlos Santos

Algumas sócios que têm enviado e-mails a mim, perguntam se o fato de serem conselheiros pela chapa da Ong Santos Vivo, que apoia José Carlos Peres para presidente do santos Futebol Clube, o obrigará a votar a favor das ações e determinações da diretoria, e se o fato de às vezes ir contra não fará com que seja visto como de oposição. Ora, é claro que não, amigos. O que se quer é um conselho livre, com personalidade e vontade própria, que apoie o que considera bom para o clube, mas critique e vote contra as iniciativas lesivas ao Alvinegro Praiano. Esse é o espírito democrático que, realmente, se quer implantar no Conselho Deliberativo do Santos.

Quem quiser conversar pessoalmente sobre isso, pode ir aos encontros que a chapa organizará até as eleições. Amanhã teremos o encontro para a região do ABCD, a ser realizado no Tênis Clube de São bernardo, a partir das 19 horas. Na próxima segunda-feira, no mesmo horário, será realizado o encontro no bar Tatu Bola, na rua Joaquim Floriano, esquina com Clodomiro Amazonas, no Itaim Bibi. Vista sua camisa do Santos, leve bandeiras, se quiser, vamos transformar esses encontros em grandes festas da santistidade.

No encontro de amanhã haverá fichas de inscrição para aqueles com mais de cinco anos de associado, em dia com o clube, que queira se candidatar a uma vaga no Conselho pela chapa Ong Santos Vivo, que apoia José Carlos Peres. E se você já se decidiu e quer receber a folha cadastral por e-mail, envie e-mail para mim no odir.cunha@uol.com.br e eu o colocarei em contato com a coordenação da campanha de José Carlos Peres.

Sócios do Santos de Curitiba e região

O sócio Adriano Riesemberg, candidato a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos, um dos grandes santistas além das fronteiras do Estado de São Paulo, solicita que os sócios do Santos de Curitiba e região entrem em contato com ele para falar de assuntos relevantes do nosso Santos. O e-mail do Adriano é ten.riesemberg@yahoo.com.br

Santistas de outras regiões do País que querem utilizar o espaço do blog para convocar seus companheiros de Estado, fiquem à vontade. O momento das eleições presidenciais de um clube como o Santos é único e deve ser vivido intensamente, com educação e respeito aos concorrentes.

Amanhã, quinta-feira, temos um encontro em São Bernardo

convite Peres ABC

E pra você, hoje é dia de virada?


Com Gabriel, Santos vai atacar o São Paulo no Morumbi

Minha previsão: Um jogo entre a maior categoria do São Paulo e a energia que pode vir da juventude e do preparo físico do Santos. O Alvinegro Praiano só poderá vencer se marcar bem e aproveitar as oportunidades. Será preciso dar uma embolada no meio-de-campo, pois se Ganso e Kaká tiverem espaço para armar as jogadas, e se Pato e Alan Kardec ficarem no mano a mano com Edu Dracena e David Braz, isso provavelmente será fatal. Mas craque muitas vezes não têm paciência para jogo pegado. Se o Santos conseguir equilibrar na marcação, o São Paulo pode dar uma relaxada e abrir brechas na defesa. Se der para jogar bonito, ótimo, mas não é dia para isso. É dia de ser humilde e tentar impedir o adversário de jogar com liberdade. O favoritismo é do São Paulo, não há como negar isso. Mas a vontade faz milagres.

Timemania passa de dois milhões de apostas e Santos prossegue em quarto

Exatos 2.030.900 volantes foram preenchidos no teste 615 da Timemania, de 19 de agosto. A classificação dos dez times mais votados continua a mesma que tem se mantido em 2014, com o Santos em quarto lugar. Confira:

1º FLAMENGO RJ 95.726 4,72%
2º CORINTHIANS SP 82.975 4,09%
3º SAO PAULO SP 67.583 3,33%
4º SANTOS SP 64.043 3,16%
5º GREMIO RS 58.171 2,87%
6º PALMEIRAS SP 57.267 2,83%
7º VASCO DA GAMA RJ 53.290 2,63%
8º CRUZEIRO MG 51.513 2,54%
9º INTERNACIONAL RS 50.993 2,52%
10º BOTAFOGO RJ 45.508 2,25%

Oswaldo deve mesmo escalar três atacantes no clássico

O técnico Oswaldo de Oliveira não relacionou Renato e muito menos Robinho para o clássico deste domingo. Robinho ainda deu umas voltas no campo, mas foi vetado para o jogo. Se não for tão grave, quem sabe possa jogar contra o Grêmio no meio da semana, pela Copa do Brasil, mas o mais certo é ficar ao menos 10 dias de molho. Renato também não foi incluído entre os jogadores relacionados. Oswaldo escolheu os volantes Alison, Arouca, Alan Santos e Souza, e os meias Lucas Lima e Leandrinho.

Os outros relacionados são os goleiros Aranha e Vladimir; os zagueiros Edu Dracena, David Braz e Nailson (Bruno Uvini terá de operar a face devido à cotovelada de Moreno); os laterais Cicinho, Mena, Victor Ferraz e Zeca, e os atacantes Gabriel, Thiago Ribeiro, Leandro Damião, Rildo, Stéfano Yuri e Patito Rodríguez.

Tudo indica que o técnico santista prosseguirá escalando o time com três atacantes. assim, a equipe mais provável para iniciar o Sansão é Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Gabriel.

Gabriel direita
Gabriel chegou da Europa e já foi para os treinos. É o favorito para entrar no lugar de Robinho, afastado do time por duas semanas. Mas Rildo também tem chances (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).
robinho no CTrenato direita
Robinho passou no auditório do CT e fez a alegria dos alunos da “Escola de Craques”. Renato já voltou aos treinos, mas não foi relacionado para o clássico. (Fotos: Clayton Galvão e Ivan Storti/ Santos FC)

Robinho vai mesmo ficar duas semanas afastado dos campos. Provavelmente não jogará mais até o final do turno. Em tratamento de um estiramento na coxa que o deixará fora dos próximos quatro compromissos do Santos, sexta-feira ele esteve no CT Rei Pelé e acabou batendo um papo com os alunos da “Escola de Craques” que visitavam o CT. O técnico Oswaldo de Oliveira assegura que manterá o esquema ofensivo contra o São Paulo, domingo, o que quer dizer que Rildo ou Gabriel ocuparão a vaga do Rei do Drible.

A lógica indicaria que Gabriel voltaria da Seleção Sub-20 direto para o time titular, mas pelo treino de sexta-feira fiquei com a impressão de que o técnico preferirá Rildo, que tem entrado bem no time, criando boas chances pela esquerda e ainda ajudando na marcação por aquele setor.

“Vamos jogar da mesma maneira que temos jogado. Somos uma das melhores defesas do e temos a capacidade de defender e atacar, embora algumas vezes não tenhamos sido tão efetivos atacando. Mesmo nos jogos que perdemos tivemos mais oportunidades que os adversários”, disse Oswaldo.

Sempre defendi que o Santos jogasse com três atacantes, mas alertei que isso seria uma temeridade contra o Cruzeiro. Temo que tenha de repetir o mesmo antes do Sansão deste domingo. Com um time mais entrosado, que se baseia no triângulo Paulo Henrique Ganso-Kaká-Pato, o Santos tem de fechar melhor aquele miolo, e isso não é tarefa para atacantes improvisados em marcadores.

Arouca, Alison e Lucas Lima, contando com a ajuda dos atacantes Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Gabriel (ou Rildo) podem dar conta do recado? Acredito que sim, mas isso exigirá bastante empenho. Provavelmente com a entrada de mais um jogador no meio o bloqueio seria mais eficiente por ali, assim como a cobertura dos laterais e a proteção à zaga, e não se perderia tanto do poder ofensivo.

Cheguei a torcer pela recuperação de Renato e sua escalação no clássico, mas ele não foi relacionado. Então, eu ficaria com a entrada de mais um jogador no meio, que pode ser Alan Santos, Souza, Leandrinho ou mesmo Patito, compondo o setor com Alison, Arouca e Lucas Lima, deixando dois atacantes na frente.

Vimos contra o Cruzeiro que apesar de no papel ter apenas um atacante – o boliviano Moreno -, na prática o campeão brasileiro é bastante agressivo quando tem a bola. O Santos poderia fazer o mesmo, adiantando Lucas Lima e mais um jogador de meio quando tivesse a bola.

Outro em quem tenho alguma expectativa ainda é Patito Rodríguez. O rapaz voltou ao Santos e já está participando dos coletivos. Ágil, rápido, Patito está longe de ser um craque, mas sempre se empenhou muito e chegou a fazer algumas partidas boas. Ele estava emprestado ao Estudiantes, da Argentina, por quem fez 27 jogos e marcou dois gols. Ele entra em campo a 100 por hora e depois vai arrefecendo o ritmo, mas pode ser útil para acelerar o jogo.

A velocidade de jogadores como Gabriel, Rildo,Thiago Ribeiro e o próprio Patito pode ser uma arma importante do Santos contra um time que tem grandes jogadores, toca bem a bola, mas é um pouco lento para os padrões modernos do futebol. E também se cansa no final das partidas, como demonstrou diante do Internacional no meio da semana.

Imagino que o Santos possa até vencer se conseguir manter o jogo amarrado, sem tempo e espaço para as jogadas de Ganso, Kaká e Pato. É assim que o São Paulo tem tido dificuldades no Morumbi este ano. Não vejo grande possibilidade de vitória santista em um jogo mais aberto e franco, em que o talento se sobressaia.

Ingressos para o clássico

Os torcedores do Santos que quiserem assistir ao clássico contra o São Paulo neste domingo, às 16 horas, no Morumbi, podem comprar os ingressos para a partida na bilheteria do portão 3 do Morumbi, das 10 às 17 horas. No dia do jogo, as vendas seguem até as 12 horas. Só terá acesso ao estádio quem estiver portando o ingresso. A torcida do Santos deverá ficar na arquibancada vermelha visitante (acesso pelo portão 15). Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$20 (meia-entrada). Não há venda online, só na bilheteria.

Estudantes e pessoas com mais de 60 anos, professores e coordenadores pedagógicos da rede pública têm direito à meia entrada, mas devem apresentar documento no momento na compra. O aposentado do INSS também tem direito à meia, e deve apresentar holerite ou cartão do benefício e RG original ou cópia autenticada.

Saudades dos verdadeiros Baleiinha e Baleião

baleiao feio e murcho
Será que não deu para perceber que esse Baleião é feio e murcho? Criança percebe. (Foto: Ricardo Saibun/ Santos FC).

O marketing do Santos anunciou uma família de personagens marinhos em substituição aos já conhecidos Baleiinha e Baleião, que já deram ao clube o prêmio Ibest de marketing. Na verdade, a dupla continua, só com outro design, mais pobre. A idéia de aumentar a família foi boa, mas os novos personagens foram muito mal produzidos. Um diferencial do Baleiinha e o Baleião era o design e a textura das fantasias. O novo Baleião é murcho e sem graça. Criança repara nessas coisas. O que você e seus filhos acharam?
O Baleiinha e o Baleião

Nova família do Baleeinha e do Baleião

Direto do Túnel do Tempo, há 11 anos, na Vila…
Há exatos 11 anos, no dia 23 de agosto de 2003, o Santos de Robinho, Diego, Elano, Renato, Alex e companhia, recebia o Flamengo na Vila Belmiro. Relembre jogadas que hoje são raras. Repare no golaço de falta de Alex. Um detalhe: o técnico do Flamengo era o mesmo Oswaldo de Oliveira que hoje dirige o Santos. A narração é de Deva Pasvicci. Veja:

E pra você, como o Santos deve jogar contra o São Paulo, no Morumbi?


Joel Camargo, João Saldanha e as versões da história do futebol

Hoje é a festa na Padaria A Santista, a Padaria do Carlinhos

carlinhos, edmar, chacrinha
Da esquerda para a direita: Carlinhos, o visitante Edmar Junior e Chacrinha, na Padaria A Santista.

É hoje, sábado, 15 de fevereiro, que o Carlinhos organiza a sua festa. Passarei lá pela manhã, mas não poderei ficar devido a um compromisso familiar inadiável. Eternos craques santistas estarão presentes. Se você puder ir, não perca.

Serão vendidas camisetas da “Banda da Padaria A Santista”, com o tema “Deuses do Futebol, Carnaval 2014”, e dos cinco homens do ataque de ouro – Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Anote o endereço da Padaria A Santista: Rua Epitácio Pessoa, 312, canal 5.

Várias empresas estão apoiando a banda. São elas: Grupo Isis, Satel, Embraps, Nelcar Transportes, Terracom, Rede Santista de Postos e EFBS Seafrigo.

Deixarei 18 exemplares do Dossiê para que sejam vendidos e a renda revertida para o evento. Se você estiver por lá nesta manhã, já sai com uma dedicatória.

brasil com 8 do santos
Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).

Mais detalhes de Seleção Sergipana 2 x Seleção Brasileira 8:

O assunto que está entalado na garganta é Leandro Damião, mas estou engolindo em seco para dar mais tempo ao rapaz. Enquanto isso, gostaria de tocar novamente em um tema crucial para nós, santistas: as versões tendenciosas que a imprensa esportiva e mesmo livros e filmes criam para a história do futebol.

Bem, na verdade não há história sem alguma parcialidade, pois o narrador transmite a sua versão dos fatos. Digo isso só para reforçar o quanto é importante ter pessoas que se preocupam em pesquisar, checar e passar a limpo a rica história do Santos. Sem esses abnegados, teríamos de conviver com uma sistemática distorção dos acontecimentos.

Faço esse preâmbulo para o artigo que se segue, pois ele se refere ao Santos da segunda metade da década de 60, o time-base das “Feras do Saldanha”, um dos grandes esquadrões da história do futebol brasileiro, esquecido deliberadamente mesmo por quem, em livros ou filmes, se dispõe a retratar aquele período do nosso futebol.

Antes de entrar no post, permita-me lembrar só uma piadinha que se contava nos tempos da Guerra Fria, em que as imprensas de Estados Unidos e União Soviética distorciam a realidade para que ela se encaixasse na teoria de superioridade ideológica que pregavam: um norte-americano e um soviético fizeram uma corrida e o norte-americano venceu. Nos Estados Unidos os jornais estamparam: “Americano vence e soviético fica em último.” Na União Soviética, os títulos anunciaram: “Soviético termina em segundo, norte-americano fica em penúltimo.”

odir e joel
Com o grande Joel Camargo, um dos melhores zagueiros da história moderna do futebol (Foto: Aline Floriz)

Semana retrasada estive em Santos e tive a honra e o prazer de entrevistar, para o Museu Pelé, o enigmático Joel Camargo, o “Açucareiro”. 17 anos de futebol, 20 de estiva, e Joel, um dos mais clássicos quartos-zagueiros do futebol, pôde se aposentar em paz. Falamos do Santos e, é claro, das “Feras do Saldanha”, Seleção Brasileira que disputou as Eliminatórias para a Copa do México com seis santistas entre os titulares: Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu. Lembramos fatos que ficam esquecidos na memória do futebol, a não ser quando alguém interessado lembra deles.

“No começo éramos nove; depois, com a mudança de técnico (de João Saldanha para Zagalo), restamos cinco. Quando anunciaram a entrada do Zagalo, eu já sabia que, com ele, eu não iria jogar”, disse-me Joel.

Ele se referia aos nove jogadores santistas chamados por João Saldanha na primeira convocação da Seleção Brasileira, em 6 de fevereiro de 1969. Nela estavam o goleiro Cláudio, os laterais Carlos Alberto Torres e Rildo; os zagueiros Djalma Dias e ele, Joel; o meio-campo Clodoaldo e os atacantes Pelé e Edu. Apenas Negreiros e Manuel Maria, dos titulares do Santos, não foram chamados (Manuel Maria depois figurou em uma lista maior, com 40 nomes).

“Não é segredo para ninguém que o Santos é o melhor time do Brasil”, disse Saldanha no dia em que anunciou os convocados. “E como não temos muito tempo para as Eliminatórias, vamos usar esse entrosamento do Santos para o bem da Seleção”.

E assim o Brasil fez os jogos de ida e volta contra Paraguai, Colômbia e Venezuela, utilizando-se de meia dúzia de santistas entre os titulares. E com esse Santos-Brasil venceu ao Paraguai por 1 a 0, em 31 de agosto de 1969, estabelecendo o recorde oficial de público do Maracanã, com 183.341 pagantes. O gol surgiu após jogada de Edu, que driblou seu marcador e chutou rasteiro, o goleiro rebateu e Pelé entrou de bico para estufar as redes e garantir a presença do Brasil na Copa do México.

“Você está no recorde oficial de público do Brasil”, disse a Joel, que, no entanto, se mostrava mais preocupado em falar de Toninho Guerreiro, a maior vítima da mudança de técnico na Seleção. Com a saída de João Saldanha, o presidente da República, Emilio Garrastazu Médici, finalmente realizou o seu sonho ao ver o subserviente Zagalo convocar o atacante Dario, o Dadá Maravilha, sacrificando Toninho Guerreiro, que assim perdeu sua única oportunidade de participar de uma Copa do Mundo.

No livro “João Saldanha, uma vida em jogo”, o autor, André Iki Siqueira, fala sobre o episódio entre o final da página 331 e o começo da 332, reproduzindo as impressões de Saldanha sobre a pressão para cortar Toninho Guerreiro e convocar Dario:

– Quiseram impor o Dario. Ele era de bom nível, mas os meus eram craques. Meu time era uma máquina. Não tinha lugar para ele, não.
E escalar Dario no lugar de quem?
Antonio do Passo e João Havelange, segundo o técnico, apelavam diariamente:
– Pelo amor de Deus, convoque o Dario.
Pois de um dia para o outro, na primeira quinzena de março, o dr. Lídio Toledo cortou da Seleção Toninho Guerreiro, alegando sinusite. Era um atacante que, alguns anos depois, encerraria a carreira com mais de 400 gols.
– Toninho era o trunfo do time, porque se o Pelé ou o Tostão não pudessem jogar, ele entrava que nem uma luva – argumentaria João, que considerava o corte suspeito. – Caramba, eu tenho sinusite desde criança, e nunca me atrapalhou para fazer esporte. E essa sinusite do Toninho é conhecida há dez anos. Mas cortaram o Toninho.

Toninho Guerreiro tinha 27 anos e estava no auge de sua forma quando a Copa de 1970 foi disputada. Meses depois do Mundial, em setembro de 1970, ele seria artilheiro do Campeonato Paulista e conquistaria seu quarto título consecutivo do Estadual (os três anteriores foram pelo Santos). Com mais um, em 1971, Toninho entraria para a história como o único pentacampeão da história do Campeonato Paulista.

Joel sabe que, se dependesse exclusivamente de Saldanha, não só Toninho iria para o México, como ele, Joel, seria o titular da quarta- zaga, ao lado de Brito. Provavelmente Djalma Dias, mais clássico, continuaria titular, em vez do truculento Brito. Joel me diz que se sentiria mais campeão se tivesse jogado. Compreendo sua queixa, mas lhe respondo que ao menos para nós, santistas, ele é tão campeão quanto Piazza, que Zagallo improvisou na quarta-zaga.

O livro e o filme sobre Saldanha: visões diferentes

Assisti, mas não vi no filme “João Saldanha”, documentário produzido a partir do livro escrito por André Ike Siqueira, o mesmo enfoque da vida do notável jornalista esportivo que se percebe nas páginas da obra. As menções a qualquer outro time são reduzidas a quase zero, como se Saldanha não fosse um homem do futebol, e sim exclusivamente do Botafogo. O nome “Santos” não aparece uma única vez, muito menos os de seus jogadores.

O filme se restringe ao Saldanha comunista, brigão-cascateiro e botafoguense. Óbvio que ele se tornou um ídolo da história do Botafogo, mas sua sinceridade o fez produzir uma das frases mais elogiosas ao Alvinegro Praiano, e esperei por ela, ou ao menos pelos conceitos que levaram Saldanha a incluir praticamente o Santos inteiro entre as suas “Feras”. Mas, em vão.

Estou cansado de saber que a história é uma só, mas jamais é contada de uma única maneira. Há sempre o maldito ângulo do observador. Sei que André Ike, o autor do livro “João Saldanha, uma vida em jogo”, é apaixonado pelo personagem João Saldanha, mas se mantém eqüidistante com relação ao Botafogo, pois seu time de coração é o Vasco. Entretanto, Beto Macedo, seu parceiro na direção do filme, é definido pelos amigos como “um grande botafoguense”, o que deve explicar o espaço desmedido dado ao time carioca.

A verdade é que por mais que Santos e Botafogo tenham se unido para dar ao Brasil a conquista definitiva da Jules Rimet, os times de Pelé e Garrincha foram grandes rivais daqueles tempos de ouro do nosso futebol. E torcedor dificilmente elogia o rival.

Por isso, é importante que surjam livros, filmes, exposições, matérias em jornais e revistas que contem a verdadeira história do futebol e do Santos. Este é um dos motivos pelos quais defendo que o marketing do Santos incentive e não penalize autores e editoras que se interessem por produzir obras sobre o clube. Que nessas obras não se invente ou aumente nada, obviamente, mas que não se deixe de lado informações e detalhes essenciais para se entender a real dimensão do Alvinegro Praiano.

Sempre que se fala de “As Feras do Saldanha” é obrigatório lembrar que a maioria delas veio da Vila Belmiro, que 54,5% do time titular do Brasil nas Eliminatórias era composto por jogadores do Santos e que certamente seria assim no México caso Saldanha não fosse substituído por Zagalo, para conforto do governo militar. Acho que não dá para contar a história do polêmico jornalista e do futebol brasileiro daqueles tempos sem lembrar desses… detalhes. Dá?

Cenas pesquisadas por Wesley Miranda de Brasil 1 x 0 Paraguai, o último jogo oficial das Feras do Saldanha, com seis santistas na Seleção. Jogo do recorde oficial de público do Maracanã:

Santos x União Soviética

Por Guilherme Nascimento

Desde as “mal contadas” por que não foram bem contadas até aquelas que “não podem ser bem contadas”…
Uma passagem pouco conhecida é o amistoso contra a URSS em plena guerra fria, em 1962. Reacionários e direitistas de plantão não queriam que o alvinegro enfrentasse a forte União Soviética em solo brasileiro (“não temos relações diplomáticas”, “propaganda comunista” e outras bobagens semelhantes). O amistoso era para ter ocorrido no Maracanã, mas Carlos Lacerda (Governador da GB e golpista de primeira hora em 1º de abril de 64) impediu a apresentação santista por questões evidentemente políticas. Em São Paulo, os dirigentes do chamado “trio de ferro” e em especial Wadih Helou (SCCP) e Laudo Natel (SPFC) faziam coro aos indignados que não admitiam a presença dos vermelhos em nossa pátria. A “lenga-lenga do “joga não joga” durou uns 10 dias, até que o Presidente da FPF (Mendonça Falcão), bateu o martelo: “Tem jogo, e no Pacaembu!”… Desta forma, enfrentando e superando o atraso daqueles que misturam futebol e política (e os direitistas e golpistas de 64), o Alvinegro bailou sobre os soviéticos vencendo por 2×1 e ainda faturou um troféu. Mostrou porque era o campeão Mundial, representou o futebol brasileiro com categoria e evidenciou que os soviéticos podiam ser bons no Bolshoi ou no Sputnik, mas que no futebol tinham muito o que aprender com Pelé e Cia.

10/12/1962 Santos FC 2×1 URSS – 1978
L: Pacaembu – São Paulo (SP)
D: 2ª feira
C: Amistoso
R: Cr$ 9.469.500,00
P: 27.839
A: João Etzel Filho
G: Coutinho 34′ e Pelé 78′ – Valery 12′
SFC: Laércio, Mauro e Zé Carlos; Dalmo, Calvet e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite)
Tecnico: Lula
Uniforme: Camisas brancas
URSS: Kotrikadze; Gnodi, Mexey e Danilov; Stanislaw e Vassily; Oleg, Vicot, Yuri (Kanievsky), Anatole (Sabo) e Valery.
Técnico: Solovjev

Minha coluna no Jornal Metro desta sexta-feira:
http://metrojornal.com.br/nacional/colunistas/mico-damiao-66104

Que outras histórias mal contadas sobre o Santos você conhece?


A grande dívida que a Seleção Brasileira tem com o Santos

Ainda bem que Neymar, Paulo Henrique Ganso e Rafael foram dispensados da Seleção Brasileira para poderem atuar pelo Santos na segunda partida contra o Vélez Sarsfield, pelas quartas de final da Copa Libertadores. Qualquer outra medida seria tremendamente injusta com o Alvinegro Praiano, o time que mais se sacrificou pela Seleção Brasileira.

Quem acompanha a história do Santos sabe que, mesmo tendo direito adquirido, ele não disputou as edições da Libertadores de 1966, 67 e 69. A versão corrente é de que o time não se interessava pela competição, que era deficitária, pois a renda ficava para o clube mandante. Mas esta é apenas meia verdade.

Está certo que jogar fora do Brasil, com estádio lotado, e depois enfrentar essas mesmas equipes na Vila Belmiro, com um público pequeno, era prejuízo certo para o Santos. Até porque o clube poderia aproveitar as datas da Libertadores para ganhar uma fortuna com as excursões. Porém, os santistas também sabiam que o título sul-americano dava direito a disputar o título mundial e este sim era importante, pois aumentava ainda mais a bolsa pedida pelo Santos para os jogos amistosos – dinheirão que mantinha o Alvinegro Praiano com um dos melhores elencos do mundo.

CBD desestimulava a participação do Santos na Libertadores

Campeão da Taça Brasil de 1965, o Santos tinha direito de mais uma vez representar o Brasil na Libertadores, mas como o primeiro semestre de 1966 foi usado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) para selecionar os jogadores e preparar o time que representaria o Brasil na Copa da Inglaterra, no meio do ano, o Santos foi desestimulado pela CBD de participar da competição sul-americana (mais de meio time do Alvinegro Praiano foi inscrito no elenco final que disputou a Copa: Gylmar dos Santos Neves, Orlando Peçanha, Zito, Lima, Pelé e Edu).

A mesma história se repetiu em 1969, quando o primeiro semestre foi utilizado pela CBD para os jogos eliminatórios para a Copa de 1970, no México, e o técnico João Saldanha, depois de anunciar que o Santos seria a base da Seleção, convocou nove jogadores santistas: Cláudio, Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Clodoaldo, Pelé, Toninho Guerreiro e Edu (só não foram chamados os santistas Manoel Maria, que chegou a fazer parte da lista dos 40 finalistas, e o meia Negreiros).

Em todos os seis jogos das Eliminatórias a Seleção Brasileira teve seis titulares do Santos: Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu. O goleiro Cláudio só foi cortado porque se machucou em um jogo no Campeonato Paulista, e Toninho Guerreiro só foi cortado porque houve pressão do presidente Garrastazu Médici para convocar Dario Maravilha.

Portando, além das Libertadores que disputou, na maioria delas alcançando no mínimo a semifinal, o Santos deixou de jogar a competição em 1966, 1969 – e também em 1967, pois foi o vice da Taça Brasil de 1966, quando a Libertadores já aceitava também o vice-campeão de cada país.

Assim, permitir que o Santos jogue completo as partidas da Libertadores é o mínimo que a CBF, herdeira da CBD, pode fazer. O justo mesmo seria dar ao Santos o crédito de três participações na Libertadores, pois o clube jamais foi ressarcido pelas vezes em que, para ajudar a Seleção Brasileira, abdicou de lutar pelo título mais importante do continente.

Isso, sem contar 2005

Isso tudo sem contar 2005, em que o Santos foi tremendamente desfalcado pela Seleção antes do jogo de volta contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro. Uma vitória de 1 a 0 ou 2 a 1, em casa, bastaria para levar o Alvinegro Praiano à semifinal, em que enfrentaria um Chivas Guadalajara só com reservas, pois o clube privilegiaria o Campeonato Mexicano. Porém, o técnico Carlos Alberto Parreira convocou Robinho e Léo para um amistoso chinfrin e tirou do Santos a possibilidade de disputar mais um título sul-americano (o que mais doeu é que Léo nem entrou em campo).

Entrevista para Wanderley Nogueira sobre a história do Santos

http://jovempan.uol.com.br/videos/odir-cunha-fala-dos-livros-que-escreveu-para-o-centenario-do-peixe-65663,1,0

Você não acha que a Seleção ainda está em débito com o Santos?


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