Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Robinho (page 1 of 48)

Diego e Robinho, não!

O dinheiro, cerca de 50 milhões de reais, ainda não veio do Barcelona, mas o presidente Modesto Roma já está anunciando que com ele pretende contratar os trintões Diego e Robinho, heróis do título brasileiro de 2002, há 15 anos. Espero que esta sandice não se concretize. Afogado em dívidas, o Santos deveria usar esse dinheiro caído do céu para equilibrar as finanças, atendendo aos insistentes apelos do conselho fiscal, e aprimorar o seu CT para a as categorias de base, de onde certamente surgirão novos Diegos e Robinhos mais jovens, vigorosos e com fome… de bola.

Sem contar que anunciar um desejo de compra, mesmo antes de ter o dinheiro na mão, é de uma falta de inteligência brutal. Ao saber do interesse do Santos, é evidente que Atlético Mineiro e Flamengo cobrarão mais caro pelos passes de seus atacantes em fase descendente na carreira. Engraçado que ninguém vem comprar o passe de Ricardo Oliveira, companheiro de Diego e Robinho em 2003, mas nosso presidente anuncia, com pompa, a contratação dos dois veteranos de uma vez só.

Falamos por falar, pois sabemos que Roma não deverá ouvir nenhuma palavra de bom senso. Seu interesse é puramente eleitoreiro e sabe que a vinda dos dois ídolos do passado pode dar grande visibilidade à sua gestão extrativista. Sem apresentar nenhum trabalho estrutural, um dia ele fala da areninha, no outro acusa um repórter, sem provas, e agora anuncia bombásticas contratações. É preciso estar nos refletores, mesmo com fanfarronices. Haja paciência. Bem, mas não será agora, a menos de cinco meses para a eleição de dezembro, que essa gestão priorizará o planejamento que pode levar o Santos a um futuro melhor.

É só jogar futebol

O Atlético Paranaense está jogando melhor e é claro que tem alguma chance de ganhar do Santos na Vila Belmiro por dois gols de diferença, no encontro desta quinta-feira, às 21h45, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Entretanto, só mesmo uma confluência de coincidências ruins poderia provocar a eliminação santista em pleno Urbano Caldeira por um time menos gabaritado do que o Santos. É só jogar futebol, precavido, mas com mentalidade ofensiva, e o Santos não só se classificará, como obterá uma vitória redentora, que poderá levá-lo a mais uma decisão da Libertadores.

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Santos e Levir na fogueira

Sereias da Vila perto do título brasileiro!

Isso é garra!

Há muito tempo o Santos não jogava com tanta vontade. Dessa vez, mesmo sem Victor Ferraz, Zeca, Renato, Vitor Bueno, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Copete, que vinham sendo titulares, o time conseguiu uma vitória heroica fora de casa.

Com destaques para Vanderlei, Lucas Veríssimo, Thiago Maia, Vecchio, Bruno Henrique e Daniel Guedes, que acabou fazendo o gol de falta, o Santos conseguiu uma vitória de garra no Independência.

Como já enfatizamos diversas vezes, nem sempre apenas a técnica é o diferencial de um jogador ou de uma equipe. A personalidade, a garra, são essenciais nos times campeões, ainda mais em um futebol nivelado por baixo, como o nosso. Nesse particular, a entrada de jogadores com mais vontade de lutar pelo resultado tornou o Santos um time mais competitivo e honesto, para o qual dá gosto torcer.

Enfim, um jogo para se guardar na memória com carinho, e para se lembrar que o Santos, além de ter sido o maior exemplo de técnica do futebol, também sabe ser um time brigador, valente, que consegue vitórias quase impossíveis.

Um Santos desfalcado e reinventado é o que veremos hoje, às 19h30, pelo Sportv, contra o Atlético Mineiro, no Independência. A missão é inglória. O time está muito desfalcado. Só mesmo a inteligência de Levir Culpi e o brio dos jogadores escalados poderá evitar a derrota diante de um adversário que, no papel, é superior, além de jogar em casa.

Veja você, amigo leitor e amiga leitora, que da equipe que foi campeã naquela final do Campeonato Paulista de 2015, contra o Audax, apenas Vanderlei, David Braz e Thiago Maia estarão em campo hoje.

O joelho de Victor Ferraz inchou depois da partida contra o São Paulo; Gustavo Henrique se recupera de cirurgia; Zeca, um garotão de 23 anos, continua “fora de forma”, assim como o veterano Ricardo Oliveira, de 37 anos; Lucas Lima recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso; Vitor Bueno se machucou seriamente e só volta em 2018, e Gabriel foi para o futebol italiano. Dos novos contratados, Copete era um dos destaques, mas também está suspenso depois de tirar a camisa para comemorar um gol.

Com tantos problemas, Levir Culpi deverá escalar o Santos com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Leandro Donizete, Thiago Maia e Vecchio; Bruno Henrique, Thiago Ribeiro e Kayke. O técnico ainda levou para Belo Horizonte os jogadores Vladimir, Orinho, Fabián Noguera, Alison, Rafael Longuine, Serginho,Yuri, Arthur Gomes e Vladimir Hernández (ao contrário de Dorival Junior, que levava 23 jogadores nas viagens, Levir cortou alguns, entre eles o polivalente Léo Cittadine).

O adversário, orientado por Roger Machado, apresentará uma equipe com jogadores de maior destaque, dos quais se sobressaem Fred, Robinho, Fábio Santos, Elias e Cazares. Porém, o Atlético Mineiro faz uma campanha medíocre e está apenas na décima primeira posição no Campeonato Brasileiro, sete atrás do Santos. É preciso ter fé.

Homens de boa, ou má vontade?

Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Renato: nenhum dos três religiosos estará presente no jogo de logo mais, no Mineirão.

Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Renato: nenhum dos três religiosos estará presente no jogo de logo mais, contra o Atlético Mineiro, no Independência.

É evidente que algumas decisões do novo técnico, entre elas a de proibir cultos religiosos no interior do CT do Santos, contrariou alguns jogadores, entre eles o pastor Ricardo Oliveira. Coincidentemente, quase todos os jogadores mais fervorosos do time titular não estarão em campo hoje, quando garra e fé serão essenciais para se conseguir um bom resultado.

Se Deus é amor, compreensão e solidariedade, uma pessoa religiosa jamais deveria ser mentirosa e dinheirista, mas sabemos que não é assim na realidade. Jogadores de futebol, mesmo os que falam mais no Senhor e mais erguem as mãos para o céu, estão longe de serem santos. Sabem que para o clube é mais fácil trocar o técnico do que se desfazer deles. Portanto, é evidente que alguns dos contrariados por Levir não farão questão de manter o treinador no Santos. O técnico sabe disso e precisa escalar e valorizar os mais dispostos a colocar as canelas nas divididas.

Quem não quiser se dedicar ao time, que peça para sair e assuma as consequências legais de sua decisão. Ficar enrolando o técnico e o torcedor é inadmissível. Contusões mal explicadas, maus estados físicos não comprovados, suspensões forçadas, tudo isso mina o trabalho de Levir Culpi e mostra o quão pouco certos jogadores estão interessados no sucesso do Santos.

Se há atrasos de pagamento no clube, que isso seja esclarecido, mas mesmo assim considero que não seja motivo para se fazer corpo mole, já que um dia, de uma forma ou de outra, todos receberão por seu trabalho.

E você, acha que já que querem derrubar o Levir, ou ainda é cedo?

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Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial e está sendo oferecido por um preço super acessível e ainda dá ao comprador a honra de ter o seu nome impresso em suas páginas. Não perca essa oportunidade de ter o seu nome em um dos livros mais importantes da literatura futebolística mundial!

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O legado de Laor

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A maior conquista da gestão Laor

Em 16 de agosto de 2016, terça-feira passada, morreu, aos 73 anos, o santista Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, também conhecido como Laor, 35º presidente do Santos. Ele estava internado no hospital Albert Einstein para tratamento de um tumor no aparelho digestivo. Laor fez história na direção do clube, conquistando títulos e mudando o modelo de gestão.

Reeleito para o período de 2013 a 2015, renunciou ao cargo em maio de 2014, por problemas de saúde, deixando a presidência para o seu vice, Odílio Rodrigues. Nos quatro anos em que dirigiu o Santos Laor se tornou o presidente mais vitorioso depois de Athié Jorge Cury, com seis títulos no futebol profissional, entre eles a terceira Copa Libertadores, em 2011.

Sob o seu comando o Santos conquistou, ainda, a Copa do Brasil de 2010, a Recopa de 2012 e os Campeonatos Paulistas de 2010, 2011 e 2012. No mesmo período o Alvinegro Praiano angariou três títulos oficiais no futebol feminino, entre eles o da Copa Libertadores de 2010; dois de futsal, destacando-se o da Liga, correspondente ao título brasileiro, além da Copa São Paulo de Futebol Junior de 2013.

Em sua gestão o presidente passou a dividir as decisões com um Comitê Gestor formado por santistas influentes. Essa parceria proporcionou a contratação, por empréstimo, do ídolo Robinho, junto ao Manchester City, da Inglaterra, e também permitiu segurar Neymar quando todos já davam certa a ida do jovem craque para o Chelsea, também inglês.

Com atuantes departamentos de marketing, dirigido por Armenio Neto, e comunicação, por Arnaldo Hase, durante a gestão de Laor o Santos conseguiu bons patrocinadores, elevou seu número de associados para mais de 60 mil e manteve seu time em evidência usando não só a grande imprensa, mas os recursos da Internet, como o Youtube e outras ferramentas da mídia social.

Confiante, otimista e ótimo com as palavras, Luis Álvaro melhorou o autoestima dos santistas. Para explicar porque os ingressos dos jogos do Santos eram mais caros, comparou o Cirque du Soleil com um circo de bairro, e para justificar a predileção divina pelo Santos, disse que não foi por acaso que Jesus multiplicou os Peixes, em vez de multiplicar porcos, gambás e outros animais.

Em sua campanha disse que não aceitaria a reeleição, mas mudou de ideia e foi reeleito com 87% dos votos. Pouco mais de um ano depois, adoentado, cedeu o cargo para Odílio Rodrigues, que não conseguiu fazer uma boa gestão e cometeu a imprudência de pedir R$ 40 milhões emprestados para contratar Leandro Damião, um ônus que atrapalha o Santos até hoje.

Conheci Luis Álvaro Ribeiro em dois lançamentos de livros meus: Donos da Terra e Pedrinho escolheu um time. Tive uma boa impressão dele. Ao ser eleito, fez uma administração de boa a ótima em 2010 e 2011. Após reeleito, porém, tornou-se mais individualista e cometeu alguns pecados, como o amistoso em que o Santos foi goleado pelo Barcelona por 8 a 0, a nebulosa venda de Neymar para o clube catalão, o apoio a Andres Sanchez para a falência do Clube dos Treze e, como entendia pouco de futebol, a renovação de contrato do técnico Muricy Ramalho e de jogadores que já tinham encerrado o seu ciclo no Santos.

De um modo geral, porém, Laor foi um presidente que deixou a sua marca na história do clube. Mesmo nascido em Santos e neto de um presidente do clube, o médico legista Álvaro de Oliveira Ribeiro, ele soube administrar o Santos com uma visão universalista, atraindo associados do país inteiro e fortalecendo a imagem nacional e internacional do Alvinegro Praiano.

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E para você, o que Laor representou para o Santos?


Que tal um pacto?


Sinal dos novos tempos: Independiente del Valle, do Equador, vence, de virada, e elimina Boca Juniors em plena La Bombonera. A mística de nada valeu diante do melhor futebol. Agora o time equatoriano decidirá o título da Copa Libertadores com o Atlético Nacional, da Colômbia, que também ganhou os dois jogos do “copeiro” São Paulo. Mais um exemplo de que estádio não joga.

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Que tal um pacto, como em 2004?

No último Campeonato Brasileiro que o Santos conquistou, em 2004, Vanderlei Luxemburgo teve a melhor atuação de um técnico do Santos em todos os tempos. Confiante e calculista, ele limpou o time dos que estavam com a cabeça na Europa e seguiu rumo ao título com um grupo de abnegados. Sua melhor sacada foi um pacto com os jogadores que não só tirou a equipe da rabeira da tabela, como a levou para as primeiras posições, de onde não saiu até o fim da competição.

Ficou marcada, para mim, a tranquilidade de Luxa depois de o Santos perder para o Palmeiras, na Vila Belmiro, por 4 a 0. O Alvinegro já estava mal, sofreu aquela goleada em casa e, após a partida, o professor disse que logo que o time se arrumasse, lutaria pelo título. Sua maior preocupação eram os jogadores fora de foco.

Alex e Diego estavam de saída, Paulo Almeida já tinha ido embora, assim como Fábio Costa. Luxemburgo disse que só colocaria para jogar os que quisessem ser campeões. Depois de empatar em 3 a 3 com o Atlético Mineiro, no Mineirão, anunciou que tinha feito um pacto com os jogadores para vencerem pelo menos sete partidas consecutivas. Pois, mesmo com um time apenas regular, cuja base era Mauro (Tápia), Paulo César (Flávio), André Luis, Ávalos (Antonio Carlos, Domingos) e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano; Robinho (Basílio) e Deivid (Willians), ele cumpriu o prometido e colocou o Santos no caminho do título.

As sete vitórias consecutivas foram contra o Vitória, em Salvador (2 a 1); Internacional, na Vila Belmiro (3 a 0); Guarani, no Pacaembu (2 a 1); Corinthians, no Pacaembu (3 a 2); Ponte Preta, em Campinas (4 a 0); São Paulo, na Vila Belmiro (2 a 1) e Flamengo, também na Vila Belmiro (2 a 0). Só depois é que veio a derrota para o Fluminense, no Maracanã (0 A 1), mas o time já estava embalado.

Hoje, 12 anos depois, o Santos vive situação similar em um Campeonato Brasileiro nivelado por baixo. Não há nenhum grande time e aqueles que se desgarrarem do pelotão lutarão pelo título até o final. Para completar a analogia, os próximos sete jogos, quatro deles com mando de campo do Santos, são perfeitamente vencíveis:
Ponte Preta, Cruzeiro, Flamengo e Atlético Mineiro na Vila Belmiro; Vitória, América Mineiro e Coritiba fora de casa.

Ora, é o momento de Dorival Junior e sua comissão técnica se acercarem dos jogadores e conseguirem esse comprometimento de dedicação máxima em busca dessas sete vitórias. Na verdade, bem que poderiam ser oito, pois depois do Coritiba, o Santos terá o mando de campo contra o Figueirense.

E em 2004 ainda muitos complicadores, como o sequestro da mãe de Robinho, a proibição de jogar na Vila Belmiro e em São Paulo e tantos gols anulados erradamente (nove!), que Luxemburgo chegou a dizer: “Já avisei os jogadores que temos de fazer dois gols para valer um”. Enfim, foi uma vitória contra tudo e contra todos.

Neste Brasileiro de 2016 o Santos talvez tenha um time até mais equilibrado do que em 2004. Não tem um técnico como Luxemburgo, que vivia o auge de sua carreira, mas quem sabe Dorival não perceba que esta é sua grande chance de ser campeão nacional e faça o time render mais. O certo é que é hora de dar uma desgarrada do pelotão. Para isso, um pacto com os jogadores ia bem, você não acha?


O Santos e a Seleção

Brasil com oito do Santos

Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).


Assim jogou o Brasil contra a Alemanha, em Hamburgo, no dia 5 de maio de 1963. Além de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, a Seleção tinha os santistas Gylmar, Lima e Zito (Rildo ainda não tinha sido contratado pelo Santos). Os “intrusos” são Roberto Dias (3º de pé) e Eduardo. Em tempo: a Seleção ganhou por 2 a 1, de virada, com gols de Coutinho e Pelé.


Seis santistas participaram do jogo de maior público da história da Seleção Brasileira. Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel, Rildo, Pelé e Edu jogaram na vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai que classificou o Brasil para a Copa de 70. Gol de Pelé, em jogada de Edu, aos 32 minutos do segundo tempo. Público pagante: 183.341 pessoas. Data: 31 de agosto de 1970.

O Coritiba e o Brasileiro merecem cuidados

O jogo deste domingo, às 11 horas, na Vila Belmiro, contra o Coritiba, é daqueles que não deveria preocupar o santista. Mas preocupa. Será que o time que mostrou tão pouco diante do Atlético Mineiro, poderá mudar radicalmente seu comportamento só porque a partida é no Urbano Caldeira? Esperamos. Mas há uma pulga atrás da orelha. Esse Coritiba matreiro do Gilson Kleina estreou com uma vitória sobre o Cruzeiro. Merece respeito e cuidados. Aliás, o torcedor percebe que o Santos deverá ter muito cuidado nesse Brasileiro.

A teoria da conspiração é a de que o fato de não assinar com a Globo e ter puxado a fila dos clubes que assinaram com o Esporte Interativo, fará o Santos ser perseguido nesse campeonato pela rede carioca de televisão e, consequentemente, pela Confederação Brasileira de Futebol, parceira tão próxima da emissora que altera a tabela da competição a seu pedido. Não chego a tanto. Acho que o Santos, para ter sucesso nesse Brasileiro, dependerá, basicamente, dele mesmo. Mas não custa se prevenir.

Não sei qual é o grau da contusão no joelho de Ricardo Oliveira, mas confesso que fiquei contente de saber que ele pediu dispensa da Seleção Brasileira que jogará a Copa América. Gostaria que Lucas Lima, também machucado, e Gabriel, ainda muito distante de ser o craque que alguns, suspeitamente, apregoam, preferissem o Santos. Algo me diz que serão usados e devolvidos, aos bagaços, à Vila Belmiro.

No auge do nosso futebol, quando três Copas do Mundo foram conquistadas em 12 anos, Santos e Seleção Brasileira de confundiam. João Saldanha incluiu nove santistas entre as suas “feras” e seis deles foram titulares em todos os jogos das Eliminatórias para a Copa de 1970. Depois, admitiria que ajudou a falir o Santos ao tirar-lhe todos os craques durante um ano (o Santos ficou sem quase todos os seus titulares em boa parte de 1969 e durante todo o primeiro semestre de 1970).

Em 2005, desfalcado de Robinho e Léo, chamados para a Seleção que disputava a Copa das Confederações, o Santos acabou eliminado pelo Atlético Paranaense nas quartas-de-final da Copa Libertadores. Tinha mais time e era franco favorito para passar não só pelo Atlético, mas também pelo Chivas Guadalajara, na semifinal, pois o time mexicano, mais preocupado com seu campeonato nacional, usou reservas na Libertadores.

O tempo ensina. Hoje Robinho deve saber que só não foi coadjuvante no Santos. Teve até bons momentos na Seleção, mas jamais foi lá o mesmo astro que brilhou no Alvinegro Praiano. Léo, então, perdeu tempo de ir para a Seleção para ser um eterno reserva, enquanto o Santos deixava escapar uma enorme oportunidade de chegar a mais uma final de Libertadores.

Acho que Lucas Lima é um jogador mais completo e pode ajudar o time de Dunga, mas Gabriel, enquanto não aprimorar seus fundamentos, principalmente o domínio e o chute com o pé direito, estará arriscando sua imagem e sua carreira ao aceitar tanta responsabilidade. Um dia uma bola decisiva sobrará para seu pé cego, e a falha, se provocar uma derrota importante do Brasil, poderá jogar sua carreira no ostracismo, como fez com tantos outros “craques” instantâneos.

Enfim, o Santos já foi a carne, os ossos, o esqueleto, enfim, o corpo da Seleção Brasileira. Dele, extraíram todo o seu sangue. Sobrou a alma, que é sua história, tão importante que não pode ser esquecida. Essa história é que faz o santista se lembrar que o time para o qual torce já foi o melhor do mundo. Poderá voltar a sê-lo? É a nossa esperança. Para quem já conhece, o caminho talvez não seja tão árduo.


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Santos x Coritiba
Vila Belmiro, 21/05/2016, 11 horas
Segunda rodada do Campeonato Brasileiro
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Lucas Lima); Gabriel e Joel (Ricardo Oliveira). Técnico: Dorival Júnior.
Wilson, Dodô, Luccas Claro, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos, Ruy, Cesar González e Vinícius (Negueba); Kleber Gladiador. Técnico: Gilson Kleina.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Pablo Almeida Costa e Celso Luiz da Silva, todos de Minas Gerais.

Minha opinião: O Santos é favorito e deverá ser mais ofensivo. Acho que Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão poupados. Algo me diz que Vitor Bueno e Ronaldo Mendes terão boas atuações e poderão até marcar gols. Porém, esse Coritiba é melhor do que o do ano passado e já está se prevenindo desde já para não sofrer na zona de rebaixamento, como ocorreu em 2015. Só espero que o Alan Santos não marque gol contra seu ex-time.

E você, o que acha disso?


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