Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O legado de Laor

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A maior conquista da gestão Laor

Em 16 de agosto de 2016, terça-feira passada, morreu, aos 73 anos, o santista Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, também conhecido como Laor, 35º presidente do Santos. Ele estava internado no hospital Albert Einstein para tratamento de um tumor no aparelho digestivo. Laor fez história na direção do clube, conquistando títulos e mudando o modelo de gestão.

Reeleito para o período de 2013 a 2015, renunciou ao cargo em maio de 2014, por problemas de saúde, deixando a presidência para o seu vice, Odílio Rodrigues. Nos quatro anos em que dirigiu o Santos Laor se tornou o presidente mais vitorioso depois de Athié Jorge Cury, com seis títulos no futebol profissional, entre eles a terceira Copa Libertadores, em 2011.

Sob o seu comando o Santos conquistou, ainda, a Copa do Brasil de 2010, a Recopa de 2012 e os Campeonatos Paulistas de 2010, 2011 e 2012. No mesmo período o Alvinegro Praiano angariou três títulos oficiais no futebol feminino, entre eles o da Copa Libertadores de 2010; dois de futsal, destacando-se o da Liga, correspondente ao título brasileiro, além da Copa São Paulo de Futebol Junior de 2013.

Em sua gestão o presidente passou a dividir as decisões com um Comitê Gestor formado por santistas influentes. Essa parceria proporcionou a contratação, por empréstimo, do ídolo Robinho, junto ao Manchester City, da Inglaterra, e também permitiu segurar Neymar quando todos já davam certa a ida do jovem craque para o Chelsea, também inglês.

Com atuantes departamentos de marketing, dirigido por Armenio Neto, e comunicação, por Arnaldo Hase, durante a gestão de Laor o Santos conseguiu bons patrocinadores, elevou seu número de associados para mais de 60 mil e manteve seu time em evidência usando não só a grande imprensa, mas os recursos da Internet, como o Youtube e outras ferramentas da mídia social.

Confiante, otimista e ótimo com as palavras, Luis Álvaro melhorou o autoestima dos santistas. Para explicar porque os ingressos dos jogos do Santos eram mais caros, comparou o Cirque du Soleil com um circo de bairro, e para justificar a predileção divina pelo Santos, disse que não foi por acaso que Jesus multiplicou os Peixes, em vez de multiplicar porcos, gambás e outros animais.

Em sua campanha disse que não aceitaria a reeleição, mas mudou de ideia e foi reeleito com 87% dos votos. Pouco mais de um ano depois, adoentado, cedeu o cargo para Odílio Rodrigues, que não conseguiu fazer uma boa gestão e cometeu a imprudência de pedir R$ 40 milhões emprestados para contratar Leandro Damião, um ônus que atrapalha o Santos até hoje.

Conheci Luis Álvaro Ribeiro em dois lançamentos de livros meus: Donos da Terra e Pedrinho escolheu um time. Tive uma boa impressão dele. Ao ser eleito, fez uma administração de boa a ótima em 2010 e 2011. Após reeleito, porém, tornou-se mais individualista e cometeu alguns pecados, como o amistoso em que o Santos foi goleado pelo Barcelona por 8 a 0, a nebulosa venda de Neymar para o clube catalão, o apoio a Andres Sanchez para a falência do Clube dos Treze e, como entendia pouco de futebol, a renovação de contrato do técnico Muricy Ramalho e de jogadores que já tinham encerrado o seu ciclo no Santos.

De um modo geral, porém, Laor foi um presidente que deixou a sua marca na história do clube. Mesmo nascido em Santos e neto de um presidente do clube, o médico legista Álvaro de Oliveira Ribeiro, ele soube administrar o Santos com uma visão universalista, atraindo associados do país inteiro e fortalecendo a imagem nacional e internacional do Alvinegro Praiano.

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E para você, o que Laor representou para o Santos?


Que tal um pacto?


Sinal dos novos tempos: Independiente del Valle, do Equador, vence, de virada, e elimina Boca Juniors em plena La Bombonera. A mística de nada valeu diante do melhor futebol. Agora o time equatoriano decidirá o título da Copa Libertadores com o Atlético Nacional, da Colômbia, que também ganhou os dois jogos do “copeiro” São Paulo. Mais um exemplo de que estádio não joga.

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Que tal um pacto, como em 2004?

No último Campeonato Brasileiro que o Santos conquistou, em 2004, Vanderlei Luxemburgo teve a melhor atuação de um técnico do Santos em todos os tempos. Confiante e calculista, ele limpou o time dos que estavam com a cabeça na Europa e seguiu rumo ao título com um grupo de abnegados. Sua melhor sacada foi um pacto com os jogadores que não só tirou a equipe da rabeira da tabela, como a levou para as primeiras posições, de onde não saiu até o fim da competição.

Ficou marcada, para mim, a tranquilidade de Luxa depois de o Santos perder para o Palmeiras, na Vila Belmiro, por 4 a 0. O Alvinegro já estava mal, sofreu aquela goleada em casa e, após a partida, o professor disse que logo que o time se arrumasse, lutaria pelo título. Sua maior preocupação eram os jogadores fora de foco.

Alex e Diego estavam de saída, Paulo Almeida já tinha ido embora, assim como Fábio Costa. Luxemburgo disse que só colocaria para jogar os que quisessem ser campeões. Depois de empatar em 3 a 3 com o Atlético Mineiro, no Mineirão, anunciou que tinha feito um pacto com os jogadores para vencerem pelo menos sete partidas consecutivas. Pois, mesmo com um time apenas regular, cuja base era Mauro (Tápia), Paulo César (Flávio), André Luis, Ávalos (Antonio Carlos, Domingos) e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano; Robinho (Basílio) e Deivid (Willians), ele cumpriu o prometido e colocou o Santos no caminho do título.

As sete vitórias consecutivas foram contra o Vitória, em Salvador (2 a 1); Internacional, na Vila Belmiro (3 a 0); Guarani, no Pacaembu (2 a 1); Corinthians, no Pacaembu (3 a 2); Ponte Preta, em Campinas (4 a 0); São Paulo, na Vila Belmiro (2 a 1) e Flamengo, também na Vila Belmiro (2 a 0). Só depois é que veio a derrota para o Fluminense, no Maracanã (0 A 1), mas o time já estava embalado.

Hoje, 12 anos depois, o Santos vive situação similar em um Campeonato Brasileiro nivelado por baixo. Não há nenhum grande time e aqueles que se desgarrarem do pelotão lutarão pelo título até o final. Para completar a analogia, os próximos sete jogos, quatro deles com mando de campo do Santos, são perfeitamente vencíveis:
Ponte Preta, Cruzeiro, Flamengo e Atlético Mineiro na Vila Belmiro; Vitória, América Mineiro e Coritiba fora de casa.

Ora, é o momento de Dorival Junior e sua comissão técnica se acercarem dos jogadores e conseguirem esse comprometimento de dedicação máxima em busca dessas sete vitórias. Na verdade, bem que poderiam ser oito, pois depois do Coritiba, o Santos terá o mando de campo contra o Figueirense.

E em 2004 ainda muitos complicadores, como o sequestro da mãe de Robinho, a proibição de jogar na Vila Belmiro e em São Paulo e tantos gols anulados erradamente (nove!), que Luxemburgo chegou a dizer: “Já avisei os jogadores que temos de fazer dois gols para valer um”. Enfim, foi uma vitória contra tudo e contra todos.

Neste Brasileiro de 2016 o Santos talvez tenha um time até mais equilibrado do que em 2004. Não tem um técnico como Luxemburgo, que vivia o auge de sua carreira, mas quem sabe Dorival não perceba que esta é sua grande chance de ser campeão nacional e faça o time render mais. O certo é que é hora de dar uma desgarrada do pelotão. Para isso, um pacto com os jogadores ia bem, você não acha?


O Santos e a Seleção

Brasil com oito do Santos

Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).


Assim jogou o Brasil contra a Alemanha, em Hamburgo, no dia 5 de maio de 1963. Além de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, a Seleção tinha os santistas Gylmar, Lima e Zito (Rildo ainda não tinha sido contratado pelo Santos). Os “intrusos” são Roberto Dias (3º de pé) e Eduardo. Em tempo: a Seleção ganhou por 2 a 1, de virada, com gols de Coutinho e Pelé.


Seis santistas participaram do jogo de maior público da história da Seleção Brasileira. Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel, Rildo, Pelé e Edu jogaram na vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai que classificou o Brasil para a Copa de 70. Gol de Pelé, em jogada de Edu, aos 32 minutos do segundo tempo. Público pagante: 183.341 pessoas. Data: 31 de agosto de 1970.

O Coritiba e o Brasileiro merecem cuidados

O jogo deste domingo, às 11 horas, na Vila Belmiro, contra o Coritiba, é daqueles que não deveria preocupar o santista. Mas preocupa. Será que o time que mostrou tão pouco diante do Atlético Mineiro, poderá mudar radicalmente seu comportamento só porque a partida é no Urbano Caldeira? Esperamos. Mas há uma pulga atrás da orelha. Esse Coritiba matreiro do Gilson Kleina estreou com uma vitória sobre o Cruzeiro. Merece respeito e cuidados. Aliás, o torcedor percebe que o Santos deverá ter muito cuidado nesse Brasileiro.

A teoria da conspiração é a de que o fato de não assinar com a Globo e ter puxado a fila dos clubes que assinaram com o Esporte Interativo, fará o Santos ser perseguido nesse campeonato pela rede carioca de televisão e, consequentemente, pela Confederação Brasileira de Futebol, parceira tão próxima da emissora que altera a tabela da competição a seu pedido. Não chego a tanto. Acho que o Santos, para ter sucesso nesse Brasileiro, dependerá, basicamente, dele mesmo. Mas não custa se prevenir.

Não sei qual é o grau da contusão no joelho de Ricardo Oliveira, mas confesso que fiquei contente de saber que ele pediu dispensa da Seleção Brasileira que jogará a Copa América. Gostaria que Lucas Lima, também machucado, e Gabriel, ainda muito distante de ser o craque que alguns, suspeitamente, apregoam, preferissem o Santos. Algo me diz que serão usados e devolvidos, aos bagaços, à Vila Belmiro.

No auge do nosso futebol, quando três Copas do Mundo foram conquistadas em 12 anos, Santos e Seleção Brasileira de confundiam. João Saldanha incluiu nove santistas entre as suas “feras” e seis deles foram titulares em todos os jogos das Eliminatórias para a Copa de 1970. Depois, admitiria que ajudou a falir o Santos ao tirar-lhe todos os craques durante um ano (o Santos ficou sem quase todos os seus titulares em boa parte de 1969 e durante todo o primeiro semestre de 1970).

Em 2005, desfalcado de Robinho e Léo, chamados para a Seleção que disputava a Copa das Confederações, o Santos acabou eliminado pelo Atlético Paranaense nas quartas-de-final da Copa Libertadores. Tinha mais time e era franco favorito para passar não só pelo Atlético, mas também pelo Chivas Guadalajara, na semifinal, pois o time mexicano, mais preocupado com seu campeonato nacional, usou reservas na Libertadores.

O tempo ensina. Hoje Robinho deve saber que só não foi coadjuvante no Santos. Teve até bons momentos na Seleção, mas jamais foi lá o mesmo astro que brilhou no Alvinegro Praiano. Léo, então, perdeu tempo de ir para a Seleção para ser um eterno reserva, enquanto o Santos deixava escapar uma enorme oportunidade de chegar a mais uma final de Libertadores.

Acho que Lucas Lima é um jogador mais completo e pode ajudar o time de Dunga, mas Gabriel, enquanto não aprimorar seus fundamentos, principalmente o domínio e o chute com o pé direito, estará arriscando sua imagem e sua carreira ao aceitar tanta responsabilidade. Um dia uma bola decisiva sobrará para seu pé cego, e a falha, se provocar uma derrota importante do Brasil, poderá jogar sua carreira no ostracismo, como fez com tantos outros “craques” instantâneos.

Enfim, o Santos já foi a carne, os ossos, o esqueleto, enfim, o corpo da Seleção Brasileira. Dele, extraíram todo o seu sangue. Sobrou a alma, que é sua história, tão importante que não pode ser esquecida. Essa história é que faz o santista se lembrar que o time para o qual torce já foi o melhor do mundo. Poderá voltar a sê-lo? É a nossa esperança. Para quem já conhece, o caminho talvez não seja tão árduo.


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Santos x Coritiba
Vila Belmiro, 21/05/2016, 11 horas
Segunda rodada do Campeonato Brasileiro
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Lucas Lima); Gabriel e Joel (Ricardo Oliveira). Técnico: Dorival Júnior.
Wilson, Dodô, Luccas Claro, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos, Ruy, Cesar González e Vinícius (Negueba); Kleber Gladiador. Técnico: Gilson Kleina.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Pablo Almeida Costa e Celso Luiz da Silva, todos de Minas Gerais.

Minha opinião: O Santos é favorito e deverá ser mais ofensivo. Acho que Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão poupados. Algo me diz que Vitor Bueno e Ronaldo Mendes terão boas atuações e poderão até marcar gols. Porém, esse Coritiba é melhor do que o do ano passado e já está se prevenindo desde já para não sofrer na zona de rebaixamento, como ocorreu em 2015. Só espero que o Alan Santos não marque gol contra seu ex-time.

E você, o que acha disso?


O que o Santos vai querer?

O último confronto importante entre Santos e Atlético Mineiro ocorreu na Copa do Brasil de 2010. Treinado por Vanderlei Luxemburgo, com o atacante Diego Tardelli em grande fase, o Atlético venceu em Belo Horizonte por 3 a 2. Porém, na Vila Belmiro, o Santos de Dorival Junior, com a dupla Neymar e Paulo Henrique Ganso no auge da forma, venceu por 3 a 1 e se classificou para a semifinal da Copa. Reveja:

O QUE O SANTOS VAI QUERER?

Muitas das previsões que li e ouvi para este Campeonato Brasileiro dizem que Santos e Atlético Mineiro poderão chegar ao título. Dessa forma, o jogo deste sábado, às 18h30, no Estádio Independência, que abre o Campeonato Brasileiro de 2016, deveria ser revestido de uma valorização maior. Porém, concentrado na Copa Libertadores, o Atlético levará um time reserva a campo, sem seus titulares, entre eles Robinho; enquanto o Santos não terá suas duas maiores expressões técnicas, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, em tratamento de contusões.

Pode-se culpar o calendário pela menor atratividade de um jogo que poderia abrir o Brasileiro de maneira gloriosa, mas isso seria lugar-comum. Assim como para nós, santistas, é usual esperarmos um jogo do Alvinegro Praiano fora de casa com uma indefectível apreensão. A pergunta é: o que o Santos pretende nesse Brasileiro, até onde ele vai querer ir na competição?

Essa pergunta é essencial para se traçar um plano – técnico, tático, físico e, principalmente, mental – desde o início. Gostaria de imaginar Dorival Junior na frente do espelho do vestiário do Independência se perguntando: “Como quero ser lembrado quando abandonar o futebol? Um técnico mediano, que ganhava alguns estaduais, ou como um dos poucos que conquistou um Brasileiro e deixou seu nome nas grandes competições?”.

Seria interessante se, antes de adentrar o gramado de seu jogo inaugural em mais um Brasileiro, do qual não é campeão há 12 anos, todos os profissionais que atuam no Santos – o técnico, a comissão técnica, os dirigentes e, principalmente, os jogadores – olhassem no espelho de sua alma e se perguntassem o que querem dessa competição: se é jogar de verdade apenas na Vila Belmiro, e enrolar nos jogos em campos adversários; se é apenas garantir seus altos salários e ter uma boa desculpa na ponta da língua para os revezes fora de casa, ou, como homens íntegros e audaciosos, dignos da tradição do Santos, quererão dar um salto em suas vidas e carreiras?

É claro que nem todos os times e jogadores que querem ser campeões, serão, mas pode ter a certeza de que nenhum o será se não quiser, e muito. Por isso, tudo começa com essa vontade, esse sonho que se torna possível a cada jogo, a cada rodada, ms começa a ser construído dentro de cada um.

No Santos, os essenciais Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão substituídos por Vitor Bueno e Ronaldo Mendes. É importante que se firmem, pois logo talvez tenham de substituir definitivamente os dois selecionáveis santistas, mirados por grandes clubes estrangeiros. Outro que volta a ter grande oportunidade de mostrar que é um grande atacante é Gabriel. Rapidez e alguma habilidade ele tem, mas está se perdendo no aspecto emocional.

No post anterior eu dizia que no Atlético jogaria com os titulares Victor, Junior Urso e Rafael Carioca, mas, alertado por um leitor do blog, o Felipe Santista, chequei a escalação com o jornal O Estado de Minas, de Belo Horizonte, e constatei que só mesmo reservas entrarão em campo pelo alvinegro de Minas hoje. O time escalado por Diego Aguirre deverá ser: Uilson, Gabriel, Edcarlos, Tiago e Carlos César; Eduardo, Lucas Cândido e Cazares; Carlos Eduardo, Clayton e Hyuri.

Creio que nem preciso dizer aos leitores deste blog que, para os santistas, o jogo deve ser difícil e encarado como uma decisão. Para um time que só venceu uma partida fora de casa no Brasileiro do ano passado, toda oportunidade de repetir o feito vem cercada de dúvidas e sobressaltos. Como se portará a defesa, que costuma se distrair em lances decisivos? Como renderá o meio-campo sem o articulador Lucas Lima, e como se sairá o ataque sem a visão e a sagrada malandragem do pastor?

De qualquer forma, trata-se de um jogo ganhável. Mesmo o time titular do Atlético Mineiro não é flagrantemente superior ao do Santos. Portanto, sua equipe reserva não poderá sê-lo. O que pega é o local, a torcida adversária, o ambiente hostil que tanto tem incomodado o Alvinegro Praiano, um time que até o ano passado parece ter se contentado em ser caseiro. Esperemos que o Santos de 2016 siga o seu destino universal.

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Atlético/MG x Santos
Primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2016
Estádio Independência, 14/05/2016, sábado, 18h30,
Arbitragem: J ailson Macedo Freitas, auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz e Elicarlos Franco de Oliveira.
Atlético/MG: Uilson; Gabriel, Edcarlos, Tiago e Carlos César; Eduardo, Lucas Cândido e Cazares; Carlos Eduardo, Clayton e Hyuri. Técnico: Diego Aguirre
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes; Paulinho e Gabigol. Técnico: Dorival Júnior.

E você, o que espera do Santos no Brasileiro deste ano?


Pedalada é isso!

Hoje, quando se fala em melhor futebol do mundo, somos obrigados a admitir que ele está lá na Europa.

Quando se fala no melhor jornalismo esportivo brasileiro, sabemos que isso é coisa do passado.

E quando se usam termos como “pedaladas”, lembramos das oito do Robinho, as únicas que valem a pena ver de novo.

E pra você, o que mudou no futebol e no Brasil?


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