Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Rodolfo Rodrigues

Cruzeiro do Centenário é como estar no céu sem precisar morrer…

Acabei de conversar com Lalá e Maneco no café da manhã, tendo Búzios ao fundo. Logo mais eu Suzana sairemos do Grand Mistral para passar um tempo nas praias que ficaram famosas depois de receberem a atriz francesa Brigit Bardot. O Cruzeiro do Centenário está nos dando a sensação de estarmos no céu. Gente bonita, educada e simpática por toda parte. Santistas de todos os cantos do Brasil e uma sensação de alegria no ar pelo encontro com os ídolos e com a rica história do Alvinegro Praiano.

Ontem, no Boteco da Vila, Guilherme Guarche, Guilherme Nascimento e eu conversamos com Rodolfo Rodrigues, Manoel Maria e Negreiros. Um clima de carinho e respeito aos craques envolveu a todos. À noite, no teatro lotado, foi a vez de Milton Neves comandar o papo com Serginho Chulapa, Alberto, Jamelli e Rodolfo Rodrigues. Outro ponto alto de ontem foi a exibição de Diego, um malabarista da bola, trazido pelo professor Alan, das escolinhas de Santos de Santo André. Tivemos ainda a emoção do ótimo filme sobre a conquista da Copa Libertadores de 2011, uma produção maravilhosa da jovem equipe da SantosTV. Depois, todos se confraternizaram no baile do Branco e Preto.

Hoje, teremos mais conversas com os ídolos Pepe, Lima, Edu, mais filmes, atividades esportivas, a ginkana com perguntas sobre a história do Santos (que dará bons prêmios) e o esperado show com o santista Chorão e sua banda, que vai até alta madrugada.

O lindo e confortável transatlântico Grand Mistral é uma verdadeira embaixada do Santos navegando pelos litorais do Atlântico. Valeu a persistência de Marco Galvão e de Alexandre Zubaran para que este cruzeiro se realizasse. Todos estão adorando e muitos já querem saber quando será o próximo. O Santos dá mais uma prova de grandeza com um evento assim.

Os tripulantes do Grand Mistral estão felizes e até surpresos com a educação dos passageiros. Nunca poderiam imaginar que torcedores de um time de futebol pudessem se comportar com tamanha fineza. Ora, aqui é Santos, ladies and gentlemen. Another level!

Prepare-se para a Carreata, a Romaria, a Exposição do Sesc

Não deu para vir ao Cruzeiro? Tudo bem. O Centenário ainda terá inúmeros eventos. Para participar deles não será preciso nada, apenas vontade e amor pelo Santos.

No dia 14 de abril, sábado, às 10 horas, deverá sair a carreata de São Paulo que descerá a serra em direção à Vila Belmiro. Prepare seu carro, sua moto, sua bandeira. No mesmo dia, também às 10 horas, será iniciada a romaria do ponto em que o Santos foi fundado até a Vila.

Exatamente às 14 horas será celebrado o Reveillon Santista, ou o Brinde Santista. Neste momento, com direito a contagem regressiva e tudo, santistas de várias partes do mundo – Japão, Estados Unidos, Europa, América Central, África, Oceania – farão um brinde ligados por skype, comemorando o centenário do melhor time da história do futebol.

E não se esqueça: estão abertas as inscrições para a exposição de fotos do Sesc Santos em homenagem aos 100 anos da torcida do Santos. Inscreva-se. Valem fotos históricas e artísticas. Entre no site do Sesc e leia o regulamento. Já pensou ter uma foto sua na exposição?

A idéia deste Centenário é contar com uma grande participação popular, e não apenas criar eventos de cima para baixo. Portanto, sua presença e participação são essenciais. Como a gente não sabe se estará presente no segundo centenário, vamos caprichar neste.

Posso contar com você na carreata, na romaria ou na exposição do Sesc?


Quando a carência cega… O que é preciso para ser ídolo do Santos? – Por Gerson Lima Duarte

Crédito da foto: Ricardo Saibun/Flickr Santos FC

Inspirado pelo “Pelé” do jornalismo santista, comecei a refletir sobre alguns conceitos defendidos de gratidão e idolatria do clube. Por ter nascido em 1981, vou estabelecer umas premissas para o seguimento do texto, mas gostaria muito que os santistas contribuíssem com relatos dos próprios ídolos e principalmente das gerações que não acompanhei.

Não irei falar dos jogadores que não pude acompanhar, direi da fase que acompanhei para frente o que seria aproximadamente dos anos 80 em diante. Foi a época mais difícil do Santos Futebol Clube até a virada do Século. Pelas contas, acredito que muitos poderão ver que minha infância se passou dentro de um longo jejum que passou a ser o pior depois que o Palmeiras ganhou o Paulistão contra o Corinthians em 1993. Poderia ser muito fanático e contabilizar as conquistas da Copa Denner de 1994, em cima do Botafogo, ou ainda a conquista do Torneio de Verão de 1996, com o gol de Kennedy em cima do Célio Silva do Corinthians, ou mesmo, a Copa Conmebol de 1998 (para mim uma das mais emocionantes conquistas da minha história com o Santos – assunto para outro post). Para mim, o jejum acabou no dia 15 de dezembro de 2002, dia em que o Santos foi campeão brasileiro.

Sofri e muito com diversos jogadores que vestiram a camisa santista que pareciam muito mais jogadores “espiões” que faziam de tudo para sabotar o bom futebol.

Vi o Santos trocar o César Sampaio (vice-campeão do mundo em 98) por Ranielli, Serginho Fraldinha e mais um jogador que confesso que não consigo lembrar, mas até acho que deve ser por causa do trauma que os outros dois me causaram. Só exemplifiquei para demonstrar o tamanho de nosso trauma quanto à falta de ídolos.

Nos anos 80, o Santos montou um time forte, Trouxe Serginho Chulapa, Rodolfo Rodriguez (o monstro) e o Santos conseguiu ser Campeão Paulista. Rodolfo Rodriguez para mim foi um exemplo que tive quando moleque e tinha que cumprir rodízio e jogar até tomar um gol nas peladas da vida. Ele jogou até 88, ou 89 no Santos e deixou muitas saudades. Não lembro, mesmo depois de ter saído do Santos, deste ter falado ou até reclamado do Clube que o projetou no futebol brasileiro. Tanto foi verdade que foi eleito um dos maiores jogadores da história do Santos Futebol Clube.

Serginho Chulapa foi o ícone da conquista de 1984 por ter marcado o gol que consagrou a conquista santista. Mesmo vindo de um clube rival, Chulapa conseguiu e consegue até hoje ser ídolo nos dois clubes em que passou, mesmo com um temperamento bastante explosivo.

Depois de “Copertinos, Camilos,  Sérgios Manuéis, Camanducaias, Índios, Marcelos Fernandes, Raniellis e tantos Fraldinhas”. O Santos teve alguns bons lampejos com Guga e Paulinho Mclaren, mas nada à altura do castigado coração santista.

Chegamos à geração de 1995, sim um time que “do nada”, deu liga e foi vice-campeão Brasileiro com G10vanni, Robert, Jamelli, Narciso, Carlinhos, Marquinhos Capixaba, Ronaldo Marconato, Marcos Adriano, Edinho, Camanducaia e Marcelo Passos.
Até por fruto de tamanha ausência, o jogo contra o Fluminense foi marcante para a nação santista e para mim também. Tenho muito carinho pelo G10vanni e pelo Robert (injustiçado pela falta de lembrança do campeonato de 2002) por terem promovido toda aquela rebelião e trazer a nação santista de volta ao sonho de ser campeão. Apenas para ilustrar, o Milton Neves correu na praia vestido de papai noel para agradecer aos céus o feito. Esta geração, ou estes jogadores, com exceção do messias, viraram ídolos do clube sem serem campeões pelo clube.

Não preciso dizer, que os tempos depois de 1995, foram muito tristes para a nação santista, faltaram jogadores e planejadores à altura do sonho santista. Passamos,  perto em 1998, com um terceiro lugar no campeonato brasileiro, e um vice-campeonato no Paulista de 2000, mas sem lembrar ao certo de jogadores que marcaram nossa história.

Em 2000, veio para o clube Fábio Costa, após boa passagem pelo Vitória da Bahia ele veio para substituir Carlos Germano, então goleiro titular do time santista.

Sempre polêmico, foi personagem importante na arrancada final para o título de 2002. Era um goleiro de feitos extraordinários e bizarros. Do mesmo jeito que foi um dos protagonistas do título de 2002, entregou de mão beijada, com ajuda do Paulo Almeida, a Libertadores de 2003 após duas partidas desastrosas contra o Boca Juniors.

Brigou com a diretoria no final de 2003 e assinou com o Corinthians. Desde a sua apresentação, fez questão de diminuir ou tornar ridículo o tempo em que foi jogador do Santos. Depois de ser chamado de mercenário pela torcida do Corinthians, voltou ao Santos jurando amor eterno, conquistou mais dois paulistas e muitas polêmicas até então. É um dos ídolos do clube, mesmo sendo protagonista do bem e do mal.

Fábio Costa à parte, temos uma geração vencedora nos anos de 2002 a 2004, coincidência ou não, os ídolos são justamente os protagonistas desta conquista épica. Léo, Renato e Elano, Alex e principalmente Diego e Robinho os dois que merecerão atenção especial.

Estes jogadores foram lançados por Celso Roth em 2001 e além de serem os protagonistas principais da conquista de 2002, tiveram em comum o fato de pressionarem a diretoria santista a sempre obter benefícios pessoais em virtude da fase vivida. Diego teve presença marcante de seu pai como empresário, procurador nas notícias em que sempre buscava um aumento para seu filho ou “trazer alguma proposta” do exterior e acabou saindo em 2004, sob  a ameaça do pai de que se não fosse agora, ele não renovaria seu vínculo com o Santos. Pressões paternas à parte, Diego nunca entrou  em polêmicas com a diretoria e sempre evitou discursos conflitivos. Foi para o Werder, fez boas temporadas, mas acredito que nunca foi aquele “menino da vila”. Hoje está na Juventus com o destino incerto. Robinho foi um pouco diferente. Quando foi interessante renovou o contrato com o Santos, depois de propostas trazidas pelo seu empresário, quis quebrar o contrato a todo custo em 2005. Recusou entrar em campo, sumiu. Reclamou protestou, até o presidente à época foi alvo das declarações de Robinho. Com tanta pressão, ele saiu do Santos e teve passagens discretas por Real Madrid e Manchester City. Voltou por empréstimo ao Santos. É um dos maiores ídolos da história santista segundo pesquisa realizada.

Depois desta época áurea, tivemos Zé Roberto, para mim um exemplo de atleta a ser seguido dentro e fora de campo. Um dos jogadores mais completos que vi jogar. Atuou na sua carreira, com maestria em todas as posições do meio campo, sendo castigado apenas com a pífia campanha da Seleção em 2006, merecia e muito um título mundial. Foi sempre um jogador muito claro em suas posições com a diretoria. Infelizmente a eliminação em 2007 e uma proposta milionária o levaram da Vila.
Coloquei alguns exemplos de jogadores que marcam minha passagem na vida do Santos Futebol Clube e não consigo concordar com alguns conceitos de ser ídolo do clube.

Não vejo Robinho e Diego, por exemplo, como ídolos do clube. Foram jogadores que, nas primeiras oportunidades que tiveram para mostrar o amor ao clube, fizeram justamente o oposto. Não consigo associar a conquista de títulos, ainda que sejam conquistas históricas ao status de ídolo. Perdemos muitos títulos com as atitudes destes atletas. O Santos poderia dar passos muito importantes na exploração e desenvolvimento do marketing com a manutenção dos atletas no elenco, mas a cobiça matou a oportunidade. Nada justifica a atitude dos atletas. O Santos foi relegado ao segundo plano e isto um ídolo não pode fazer jamais ao clube.

Vejo G10vanni como ídolo do clube, exemplo de postura, mesmo quando afastado, manteve em seu coração o carinho pelo clube. Sofreu sim, mas quieto, mostrou um respeito que o “amor de um milhão de reais” não tem pelo clube.

De igual maneira, vejo muito mais o Fabio Costa como um vilão do que como ídolo. É inadmissível um atleta falar o que ele falou, do clube em um momento em que ele apenas pensou no lado financeiro, sem respeitar a história e a camisa de um clube. Vejo mais uma situação de interesse. Pouca procura, aumenta-se o amor pelo clube, quando teve propostas, não teve dúvidas ao trocar e desrespeitar o clube que de fato o colocou no cenário dos melhores goleiros do país. Até admitamos que a diretoria da época tenha errado na análise de sua situação. Nada disso justifica as atitudes por ele tomadas.

Para concluir, entendo que a grandeza do Santos exige ídolos com condutas como as de Rodolfo Rodriguez, G10vanni, Zé Roberto, condutas condizentes com a grandeza do clube.  Entendo que houve muitos traumas para esta geração que pegou a fila durante sua infância, mas, não será por isso, que o Santos terá que admitir atletas mercenários que não mostram respeito pelo clube como ídolos, só por serem de gerações vencedoras. Qualidade técnica sim, mas respeito ao Santos é muito mais do que requisito. É obrigação. Amigos Santistas, esta é minha opinião baseada nos pontos que salientei, agora para você, o que um jogador precisa para ser ídolo do Santos? Dê a sua opinião, conte sua história, defenda seu ídolo.

Saudações Santásticas a todos

Por Gerson Lima Duarte


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