Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Prioridades

Após um primeiro tempo sem gols, o Santos venceu o Paraná por 3 a 1, na Vila Belmiro, com dois gols de Gabigol e um de Rodrygo. Com o resultado, o Santos passa para a 11ª posição, com um jogo a menos.

Uma bela surpresa aos jogadores e ao técnico do Santos

Na festa de lançamento da Embaixada do Santos na área metropolitana de Campinas, ontem, em conversa com alguns santistas falei da necessidade urgente de o clube quitar nova dívida de 2,5 milhões de euros, ou 10 milhões de reais, desta vez pelo passe do zagueiro Cléber, que já veio do Hamburgo com problemas no joelho, e comentei que para o torcedor mais vale uma vitória contra um rival do que saldar uma dívida de 10, 20 milhões de reais. Todos concordaram.

Essa ansiedade de ver o time vencer, sempre, é que faz o torcedor pressionar a direção do clube para contratar jogadores às pressas. Essa é uma fórmula que aumenta enormemente as despesas e raramente melhora a eficácia. Nas histórias das grandes crises do futebol brasileiro há sempre um número imenso de contratações. Digo isso para aconselhar que saibamos esperar até julho, quando a janela estrangeira se abrirá e o Santos poderá contratar, no mínimo, três bons reforços.

“É claro que adoro contratar e como gostaria de sair por aí trazendo grandes jogadores”, disse o presidente a mim e a outros colegas de diretoria em uma conversa informal, na sexta-feira. Porém, os papagaios da gestão anterior continuam a ser revelados pela auditoria e alguns deles, como a dívida com o Hamburgo, não podem esperar. Por enquanto, teremos de lutar em campo com o que temos.

Porém, mesmo sem esses reforços, não se pode dizer que o Santos seja um time fraco. A defesa é a mesma dos últimos anos; o ataque perdeu Ricardo Oliveira, mas ganhou novos valores, como Sasha e Rodrygo, além da volta de Gabriel. No meio, Lucas Lima era uma referência, mas já não estava se esforçando devidamente. Assim, a equipe deve ser considerada favorita no jogo deste domingo, às 19 horas, contra o Paraná, na Vila Belmiro. Mas não acredito em uma partida tão fácil como sugerem alguns santistas.

O Paraná foi valente contra a Chapecoense, fora de casa, e seu gol de empate acabou livrando o Santos de entrar na zona de rebaixamento. Hoje ele tem bons motivos de lutar pela vitória, pois este resultado o faria ultrapassar o Santos, pulando para quatro pontos ganhos. É importante que o Santos entre motivado, mas ao mesmo tempo precavido.

Acredito em uma boa vitória do Santos, pois o ataque é muito bom e em casa o Alvinegro toma a iniciativa dos jogos, pressionando o adversário, que recua naturalmente. Enfim, creio que teremos uma noite de Dia das Mães (parabéns mamães!) alegre e tranquila. Porém, nossas maiores vitórias, nesse início de gestão, estão sendo no decantado fluxo de caixa.

E você, o que acha disso?


Sorte, Azar ou Trabalho?


Você pode achar que o Santos está com um pouco de azar, pois justo quando teria Bruno Henrique de volta ao ataque, este se machuca e o mesmo ocorre com Sasha.

Mas você também pode achar que o Santos está com sorte, pois mesmo quando não tem alguns titulares consegue se sair bem, como na convincente vitória por 2 a 0 sobre o Estudiantes.

Poém, se você analisar bem, verá que mais do que sorte ou azar, o que importa mesmo é o bom trabalho da comissão técnica e dos jogadores – veja que alguns deles parecem viver a melhor fase de suas carreiras.

Hoje o Santos treina mais, estuda mais, trabalha mais, é mais profissional. Só isso não garante vitórias e títulos, mas aumenta muito as chances de que isso ocorra. Apoie o seu, o nosso Santos e não se arrependerá. Vá aos jogos, fique sócio, vamos jogar com o time!

Clique aqui para saber como ficar sócio do Santos.

O que você pensa sobre isso?


Nossa história pesa…

Um narrador de rádio disse que o Santos nem deveria ir para o Pacaembu, para o jogo desta terça-feira, às 20h30, pois a semifinal já está definida. Com um time mais caro e jogando em casa e pelo empate, para esse radialista não há como o Palmeiras perder para o Santos a vaga para a final do Campeonato Paulista. Bem, o microfone, assim como o papel, aceita tudo. Um dia esse mesmo senhor disse que o Lucas, ex-São Paulo, era melhor do que o Neymar…

É evidente que o Palmeiras é favorito para a vaga, pelas circunstâncias, mas um comunicador sensato jamais demonstraria tanta certeza. O Santos tem jogadores em ascensão, que jogam com vontade, enquanto o Palmeiras tem um time no qual a maioria dos atletas tenta justificar o alto salário.

Há, ainda a história. E ela tem um peso. É claro que o Palmeiras tem uma história rica, de títulos e craques, mas a do Santos é inigualável. E como o futebol é cíclico, a cada jogo essa história pode se materializar nos pés ligeiros de um garoto atrevido, como Rodrygo, Arthur Gomes, Diogo Vitor…

E precisa ser preservada…

pierin digitalizacao O historiador Gabriel Pierin, acima, e o pesquisador Gabriel Santana, abaixo, no trabalho de digitalização de documentos históricos do Santos que só deverá terminar em agosto. Nossa história é um patrimônio a ser preservado.
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Conforme um dos compromissos de nossa campanha, todos os documentos ligados à memória santista estão sendo digitalizados. Desde as primeiras súmulas, escritas à mão pelo técnico Urbano Caldeira, até as atas das reuniões centenárias. Se isso não fosse feito agora, perderíamos uma parte de nossa alma.

Temos na equipe do Memorial das Conquistas e no Departamento de Memória e Estatística do Santos profissionais apaixonados pela história do clube. Nas fotos vemos o historiador Gabriel Pierin, autor do livro “O Nascimento de um Gigante” e o pesquisador Gabriel Santana, que recentemente respondeu sobre a história santista em um programa de tevê. Eles estão trabalhando diariamente na digitalização dos documentos, tarefa que só deverá ser concluída em agosto.

Em abril, mês de Centenário do Santos, os sócios já terão acesso gratuito às primeiras atas do clube. Logo, logo, o site do SócioRei publicará artigos históricos e oferecerá aos associados um serviço de consulta sobre jogos, títulos, recordes e atletas que já vestiram a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano.

Como se sabe, estamos empenhados em um projeto de expansão do Memorial das Conquistas e em outro de restauração da Chácara Nicolau Moran. Muitas reuniões e estudos já estão sendo realizados nesse sentido e esperamos que até o final do semestre tenhamos notícias concretas sobre tais empreendimentos.

E você, o que acha disso?


O Santos foi valente

Sim, é verdade que o Palmeiras dominou a primeira meia hora de jogo, aproveitou-se da velocidade de Keno contra Daniel Guedes e abriu caminho para o único gol do jogo, marcado por Willian aos cinco minutos. Porém, não é menos verdade que a partir daí, e durante todo o segundo tempo, o Santos tomou a iniciativa, atacou mais e obrigou Jailson a umas cinco defesas difíceis e decisivas. Então, o empate seria o resultado justo? Sim, sem dúvida.

Os novos Meninos da Vila mostraram vontade, coragem e mereciam ao menos um gol para brindar os 19.500 santistas que compareceram ao Pacaembu.

Dessa vez gostei mais de Arthur Gomes, sem contar, é claro, a garra de Alison e a mobilidade de Sasha. Diogo Vitor não me parece ser um meia distribuidor de jogo, mas um atacante que deve jogar mais próximo da meta adversária, pois adora bater a gol.

Gabriel precisa ser mais solidário. No final do primeiro tempo tinha Diogo Vitor livre e, mesmo sem ângulo, resolveu chutar a gol, desperdiçando ótima chance. É o tipo de jogada difícil de se ver em um time europeu, pois lá os atacantes jogam mais para o time e menos para seus egos. Se Gabriel pretende voltar por cima para a Europa, tem de começar desde já a praticar um futebol menos individualista.

Quanto ao Palmeiras, para um time formado com a força da grana da Crefisa, seu futebol deixa muito a desejar. Parece que joga só o suficiente para abrir uma vantagem, mesmo pequena, e depois usa de todos os recursos, até a abominável cera, para retardar o jogo e fazer o tempo passar. Aliás, se o árbitro Flávio Rodrigues de Souza fosse mais rigoroso contra a cera e contra as faltas seguidas dos palmeirenses, a sorte santista talvez fosse outra.

Jogar-se ao gramado pedindo atendimento médico foi um artifício usado algumas vezes pelos palmeirenses, principalmente pelo goleiro Jailson, sem o árbitro demonstrasse a mínima intenção de fazer o jogo correr. Houve um lance claro de lei de vantagem em que ele parou o ataque do Santos, mas por outro lado, permitiu que o Palmeiras batesse uma falta sem sua autorização que pegou a defesa santista totalmente desprevenida. Enfim, não fez uma arbitragem imparcial o senhor Flávio, que também permitiu ao trombador Felipe Melo distribuir trompaços a torto e a direito.

De qualquer forma, o jogo foi bom e mesmo com uma folha de pagamentos que é um quarto da do rival, o Santos merecia melhor sorte. Agora, o jeito é ganhar o jogo de volta, terça-feira, às 20h30, no mesmo Pacaembu. Nossos Meninos jogarão diante de um público só de palmeirenses, mas agora já sabem que o adversário não é um bicho tão feio quanto parecia.

O goleiro Jailson, suspenso por três jogos, não deveria enfrentar o Santos, mas o departamento jurídico do Palmeiras conseguiu um efeito suspensivo. O que é isso? Como o nome diz, trata-se de uma suspensão da pena. É mais ou menos como o habeas corpus para um réu condenado.

E você, o que achou do Santos contra o Palmeiras?


O Santos é só futebol


Em 2012 o jogo em Ribeirão foi assim...

Espero que não pareça pedante, mas o que é o Santos se não o futebol, o puro e melhor futebol brasileiro? Não sei se você me entende. Nem sempre é o melhor, nem sempre é o mais puro, mas a imagem que nos vem à cabeça quando pensamos no Santos é apenas essa: o futebol, com seus gols, seus ídolos imberbes, suas conquistas redentoras e também seus dramas.

Já definiram o Santos como apenas onze camisas. Um clube sem quadras de tênis, sem piscinas, sem cinema, restaurantes e lanchonetes. Um clube restrito a um time. Hoje temos também o time feminino, é verdade, e teremos outros esportes, mas a imagem que vem, quando pensamos no Glorioso Alvinegro Praiano, é a de craques, muitos deles meninos, seduzindo a bola com carinho e a levando até o fundo das redes adversárias.

Digo isso agora porque estamos entrando na fase final do Campeonato Paulista e acabei de fazer o exercício mental de me concentrar também nos nossos maiores adversários e no que eles representam.

Bem, que me desculpem os são-paulinos, mas penso no São Paulo e vejo um estádio imenso, cercado por muralhas circulares de concreto. Sei que o São Paulo tem um currículo invejável e também já contou com grandes jogadores, mas não há jeito: talvez de tanto propagarem que tinham o maior estádio particular do mundo, penso no São Paulo e vejo o imponente Morumbi.

Quanto ao Palmeiras, sempre o associei com a macarronada da mama, o jeito alegre dos italianos da Capital e também o futebol clássico dos tempos de Ademir da Guia. Mas, de uns tempos para cá, influenciado pelas eras Parmalat, Paulo Nobre e agora pela Crefisa de Leila Pereira, penso no Palmeiras e imagino caminhões de dinheiro estacionando no Parque Antártica. É o clube que contrata quem quer e se dá ao luxo de contratar um jogador apenas para impedir que um adversário o faça.

Sobre o Corinthians, concordo com o que muitos já disseram: trata-se de uma torcida que tem um time. Pode-se colocar a camisa de um time pequeno no Alvinegro de Itaquera e os jogadores se transformarão com o apoio de seus fanáticos torcedores. Grande torcida! O maior espetáculo dessa equipe não costuma ser no campo, mas nas arquibancadas.

Assim, ao menos para minha pouco criativa, e talvez cansada, cabeça de jornalista veterano, o São Paulo é o gigantesco Morumbi, o Corinthians é sua tresloucada torcida e o Palmeiras, bem, o Palmeiras, agora, é um banco de crédito ilimitado, com pilhas e pilhas de notas verdinhas como dólares.

Por fim, ao pensar no Santos, só vejo lances de um jogo eterno, moleques atrevidos estendendo sua infância para os sizudos campos do profissionalismo, rompendo barreiras e estruturas, escrevendo a história com arte e ousadia. Enfim, só vejo futebol.

Não sei se verei, se veremos, isso neste domingo, a partir das 19h30, em Ribeirão Preto, quando o Santos fará sua primeira partida pelas quartas diante do Botafogo. Meninos costumam se inibir fora de casa, longe de sua torcida. De qualquer forma, a proximidade de um jogo do Santos gera uma expectiva boa e nervosa em quem gosta de futebol. Pois isso é a única coisa que o Santos pode oferecer.

E você, o que acha disso?


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