Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Rogério Ceni (page 1 of 4)

Em campo, o Santos sempre se vira. O difícil é fora dele

Minha coluna no jornal Metro: “Quando o Santos era rico”


Santos criou mais chances. Repare na jogada de Geuvânio, de 47s a 54s, em que deixou Reinaldo sentado só com a ginga, driblou mais dois e quase marca.

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Não, Reinaldo não está assistindo ao jogo de dentro de campo. É que ele acaba de levar uma entortada de Geuvânio e caiu sentado. O atacante santista vai driblar mais dois e acertar um belo chute cruzado, mas Rogério Ceni fará uma grande defesa (Foto: Ricardo Saibun/ Santos FC).

Não me surpreendi com o bom clássico na Vila e o maior número de chances de gol para o Santos. Mesmo vivendo sob a sombra da imensa crise financeira que assola o clube, o time foi valente e poderia ter vencido o São Paulo – que, tirando o futebol, está na frente do Santos em todos os quesitos.

Estádio, marketing, cota de tevê, valorização do elenco, torcida – o tricolor do Morumbi supera o alvinegro Praiano em todos esses aspectos. Mas, quando a bola rola, o jogo sempre é parelho, e tem sido até mais favorável ao Santos desde o título brasileiro de 2002.

É como alguns jogadores falam da Seleção Brasileira, até com algum exagero: se equilibrar na raça, deverá ganhar, porque tem melhor técnica. Eu diria que, se mesmo tão bagunçado, o Santos continua entre os grandes de São Paulo e do Brasil, imagine no dia em que for um clube moderno, eficiente e organizado.

Sobre o jogo, gostei. Como todos os torcedores presentes à Vila Belmiro, não entendi a substituição de Lucas Lima por Elano. O veterano entrou para jogar os últimos 10 minutos e já pareceu entrar cansado, paradão. Sem Lucas Lima o Santos perdeu a ligação entre defesa e ataque e foi dominado.

O técnico Enderson Moreira explicou que colocou Elano para ver se ele acertava o último passe, ou um bom chute a gol. Beleza. Mas por que tirar justo o único articulador do Santos, o único que consegue levar a bola da defesa ao ataque com alguma eficiência?

Não gosto de pegar em pé de técnico, porque considero todos os treinadores brasileiros de um nível abaixo da média, e se a chance começar a pegar no pé, vai que a diretoria traz um pior ganhando três vezes mais. Mas o Enderson deveria fazer substituições só quando o jogador não puder mais andar, casos de Robinho e Ricardo Oliveira. Ele tem complicado o time nos minutos finais. Tirar Lucas Lima para colocar Elano foi uma temeridade.

A defesa suportou bem a maior passe de bola do São Paulo e só permitiu chutes de longa distância. David Braz deu uns tropeções, mas no todo não foi mal. Werley melhorou bem se comparado à sua estreia. Victor Ferraz e Chiquinho não comprometeram. Vanderlei fez boas defesas e mostrou tranqüilidade.

Alison e Renato brigaram muito pela bola e até tentaram construir alguma coisa. Renato teve a chance de decidir a partida. Lucas Lima, novamente, foi o melhor do Santos. Ricardo Oliveira batalhou, Robinho construiu alguma coisa e Geuvânio fez as melhores jogadas individuais. Em um lance driblou três e arrematou com força e cruzado. Se não fosse Rogério Ceni, em noite iluminada, o jovem atacante santista teria feito o gol mais bonito do campeonato. Bem orientado e preparado, Geuvânio pode ser o novo diamante santista.

Mesmo reunindo duas equipes invictas do campeonato, em um clássico tradicional, apenas 8.867 pessoas pagaram ingresso para ver o jogo na Vila Belmiro, com uma renda de R$ 269.545,00. Enquanto isso, no Allianz Parque, onde havia perdido seus dois últimos jogos, o Palmeiras venceu o Rio Claro por 3 a 0 diante de um público pagante de 17.528 pessoas e renda de R$ 1.134.780,00.

Em todos os quesitos o Santos está ganhando menos dinheiro do que seus concorrentes. Uma hora ficará impossível manter um time competitivo, por mais que, em campo, as coisas se equilibrem. Ontem, por exemplo, mesmo ficando menos tempo com a bola, o Santos criou mais oportunidades e só não venceu porque Rogério Ceni fechou o gol. E também porque o árbitro Leandro Bizzio Marinho não quis dar um pênalti em Ricardo Oliveira.

Enfim, o time tem potencial para fazer uma temporada de média para boa. Mas o campeonato que mais me preocupa, confesso, é o famoso Fluxo de Caixa. Sem criar novas formas de receita, essa competitividade que o Santos ainda tem, acabará se perdendo. Por isso é urgente, para começar, uma campanha nacional para aumentar o número de associados.

Santos 0 X 0 São Paulo
Vila Belmiro, 11/02/2014, 22 horas
Público: 8.867 pagantes. Renda: R$ 269.545,00
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima (Elano); Geuvânio, Robinho (Lucas Crispim) e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel). Técnico: Enderson Moreira.
São Paulo: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Denilson, Souza, Ganso e Michel Bastos; Ewandro (Pato) e Luis Fabiano
Técnico: Muricy Ramalho.
Arbitragem: Leandro Bizzio Marinho, auxiliado por Daniel Paulo Ziolli e Rafael Tadeu Alves de Souza, todos de São Paulo.
Cartões amarelos: David Braz e Robinho (Santos); Rafael Tolói, Reinaldo e Luis Fabiano (São Paulo).

E você, o que você achou de Santos e São Paulo?


Bom Senso ou Stricto Sensu? O que de verdade querem os jogadores?

Este Bom Senso Futebol Clube liberado por Paulo André, Rogério Ceni e outros jogadores, toca em um ponto importante ao pedir a revisão do calendário do futebol brasileiro, mas se torna limitado e exclusivista ao deixar de levar em conta os anseios do torcedor, que é aquele que banca o espetáculo.

E ao pensar no torcedor, o próprio jogador profissional terá de fazer a mea culpa e admitir que um dos problemas mais sérios do futebol brasileiro atual é a má qualidade técnica deles próprios e o retranquismo da maioria dos técnicos, o que enfeia os jogos e reduz o público nos estádios, além de diminuir o interesse pelas transmissões de futebol na tevê.

Os melhores jogadores brasileiros estão fora do País e os que ficaram não conseguem praticar um futebol empolgante e nem ao menos são incentivados a isso pelos técnicos, cada vez mais defensivistas. Os grandes times, que já tiveram quatro, ou no mínimo três atacantes em um passado recente, hoje jogam com dois, um, ou nenhum, ao mesmo tempo em que entopem o meio-campo com três ou quatro volantes, escalados apenas marcar, destruir as jogadas adversárias, usando para isso encontrões, carrinhos, bicos na bola, enfim, nada que contribua esteticamente para melhorar o futebol.

Outra verdade é que os jogadores dos times grandes têm ganhado salários altos demais pelo que apresentam. Em 2013, tanto o clube de Paulo André, como o de Rogério Ceni, fizeram campanhas pífias – com riscos de rebaixamento no Brasileiro e um nível técnico e tático de segunda categoria –, apesar de investirem em uma alta folha de pagamentos e estruturas invejáveis. Não dá para culpar o calendário ou a falta de uma boa pré-temporada pelo futebolzinho que apresentaram. Faltou mesmo a decantada “qualidade” (o Corinthians ainda ganhou o Paulista e a Recopa no primeiro semestre, mas o São Paulo passou em branco).

Por outro lado, o suspeito protecionismo da Rede Globo a um time não ajudou nada no quesito credibilidade e fez com que muito torcedor deixasse de acompanhar o futebol pela tevê aberta, derrubando os índices do ibope. O Bom Senso depende de a tevê valorizar o espetáculo e a competitividade, e não estabelecer reserva de mercado a um clube que, mesmo ganhando muito mais dinheiro do que os outros, passou o ano empatando em 0 a 0.

Pedro Rocha, El Verdugo

Quando comecei minha carreira de repórter, no Jornal da Tarde, em 1977, ele ainda desfilava sua classe pelos campos, no meio de campo do São Paulo. Mesmo veterano, era o que puxava a fila nos treinamentos físicos. Alto, elegante, de futebol vistoso, Pedro Rocha era da mesma estirpe de Ademir da Guia, Mengálvio, Didi. Um dia lhe perguntei, já que enfrentou os dois maiores times da época, quem era melhor, o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, ou o Santos de Pelé, Coutinho, Zito & Cia. Ele respondeu: “Os dois eram grandes, mas o Santos era mais criativo”. Ontem, dia 2, Pedro Rocha morreu, aos 70 anos. Uma pena que não exista mais nenhum jogador brasileiro que possa ser comparado a ele.

Pra você, qual é o objetivo deste movimento Bom Senso FC?


Um Sansão de muitos desafios


Marcos Assunção treinou com bola na sexta-feira e pode ser a surpresa para o clássico. Seria genial ver um duelo dele com Rogério Ceni (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Alguém duvida de que o clássico de hoje, na Vila Belmiro, às 17 horas, entre Santos e São Paulo, marcará o maior ibope do futebol em 2013? E será o maior porque não é um time ou outro que garante a audiência, mas a qualidade do espetáculo, e hoje ele tem tudo para ser dos melhores, principalmente porque decidirá o líder do Campeonato Paulista e depois porque marcará o primeiro duelo entre Paul McCartney e John Lennon, ou melhor, entre Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Um dia escrevi que juntos seriam mais fortes. Mas Ganso foi embora, por dinheiro e fama, e hoje parece um peixe fora d’água. Não creio que um dia voltará a jogar como no primeiro semestre de 2010. Por outro lado, Neymar, afogado por compromissos publicitários com tantos patrocinadores, também vive um período de estafa que está freando suas arrancadas e atrapalhando seu futebol. Espero que jogue mais pelo time, hoje, que não se esqueça de que há outros bons jogadores ao seu lado, de que não é preciso resolver tudo sozinho.

Há quem aposte que o confronto mais esperado será o de Montillo x Ganso, pois o meia argentino veio para substituir o ex-maestro e nada melhor do que uma partida que põe os dois de lados opostos para se avaliar quem é o melhor, ou quem está melhor.

Na verdade, para mim, o maior duelo de hoje reunirá Cícero e Ganso, já que ambos foram, digamos, trocados entre os clubes. Tudo bem que um era reserva do Tricolor e o outro considerado um dos titulares absolutos do Santos, mas em campo a situação tem se invertido. Enquanto Cícero tem se destacado, com atuações polivalentes que incluem aplicação na defesa e versatilidade no ataque, Ganso tem se arrastado em campo. Algo me diz que esse panorama se repetirá hoje.

Outro desafio que gostaria de ver reuniria Marcos Assunção e Rogério Ceni, para mim os melhores cobradores de falta do País. Mas, em princípio, Assunção não está escalado. Talvez entre apenas no decorrer da partida.

Só espero que desta vez o técnico Muricy Ramalho se renda às expectativas e escale Miralles desde o começo. Quantos jogos mais o gringo terá de ficar no banco e entrar arrebentando para o técnico se convencer de que ele merece ser o titular do Alvinegro Praiano?

É importante que os fazedores de gols do Santos se saiam bem, pois do outro lado haverá Luis Fabiano, um artilheiro que sempre requer cuidados. Aliás, o time todo do São Paulo é bem harmônico, rápido e insinuante. O clássico de hoje reunirá as duas melhores equipes do Campeonato Paulista e por isso, repito, será acompanhado por todos que amam o futebol. Tenho certeza absoluta de que a TV Globo perceberá hoje há muita vida no futebol mesmo sem os seus dois protegidos.

Jogo difícil, disputado, mas com favoritismo do Santos

Ainda há posições em disputa no Santos. O garoto Jubal foi muito bem na última partida, mas hoje, por ser uma partida de maior responsabilidade, acho que Muricy escalará Neto, se este já estiver recuperado.

As laterais ainda são um problema para o Alvinegro Praiano, principalmente na esquerda, com Guilherme Santos. Se nenhum volante fizer a cobertura por ali, o São Paulo já começará o jogo com o mapa da mina na mão.

O São Paulo virá com uma formação mais ofensiva – três no meio-campo e três atacantes –, o que deverá pressionar a defesa santista, mas com quatro no meio (René Junior, Arouca, Cícero e Montillo), ceio que os santistas dominarão o setor.

Neymar e Miralles, ou Neymar e André, com o apoio de Montillo, creio ser um ataque tão bom ou melhor do que Jadson (ou Douglas), Osvaldo e Luís Fabiano, mas isso dependerá muito das circunstâncias do jogo. Quem marcar primeiro terá a oportunidade dos contra-ataques e isso, em um jogo parelho, pode ser decisivo.

A Vila Belmiro estará lotada e isso não deixa de ser um trunfo importante. Quanto à arbitragem, será de Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por
Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.

O que vejo nos meus sonhos mais inflamados é o Santos indo pra cima, marcando gols e deixando o adversário aturdido. Vejo Montillo desencantando, Cícero fazendo o seu e o centroavante – Miralles ou André – também balançado o barbante do adversário.Três gols? Sim, vejo essa quantidade. E olhe que nem pensei em Neymar, que talvez hoje perceba que se jogar mais para o time pode permitir a seus companheiros o espaço que os são-paulinos quererão lhe tomar.

Reveja o maior Sansão dos últimos 11 anos jogado na Vila:

E você, o que espera de Santos e São Paulo, neste domingo?


Muricy, os times do povo e o San-São

Engraçado. Nos tempos da ditadura militar é que mais ouvi falar de “times do povo”. Essa denominação era dada à escalação que o torcedor queria ver em campo, quase sempre bem diferente da preferida pelo técnico. E a pressão era tanta, que até Zagallo, treinador da Seleção Brasileira, acabou cedendo e escalou um time com cinco jogadores que nos seus clubes usavam a camisa 10: Gérson, Rivelino, Jairzinho, Tostão e, é claro, Pelé. Hoje os treineiros, mais arrogantes, acham que sabem mais do que os torcedores. Muricy é um deles. Por isso jamais escala a equipe que o santista quer, o que se poderá constatar mais uma vez nessa partida das 16 horas contra o São Paulo.

Na defesa, o torcedor colocaria Aranha no gol, pela maior experiência. Rafael tem falhado em jogos seguidos. Os dois zagueiros – David Braz e Durval – também não inspiram confiança no santista. E na lateral-esquerda Léo só está entrando porque Juan, que Muricy adora e o torcedor detesta, terá de ficar de fora, pois o São Paulo, que detém o seu passe, não o liberou para a partida.

No meio de campo entrarão Éwerthon Páscoa e Gérson Magrão. Pelo que percebo nos comentários deste blog, o santista gostaria de ver Gérson Magrão na lateral-esquerda brigando pela posição com Émerson Palmieri. Para companheiro de Felipe Anderson o torcedor preferiria o garoto Leandrinho.

No ataque, Patito Rodríguez jogará ao lado de André. Acho que é um setor que não receberá muitas críticas. Porém, se o garoto Victor Andrade é bom para tentar virar o jogo entrando nos últimos minutos, por que não é bom para começar a partida? Enfim, mistérios de uma cabeça de técnico – um profissional que hoje ganha demais e é muito valorizado para fazer bem menos e ser menos democrático do que os técnicos dos tempos em que o futebol brasileiro era o melhor do mundo e, apesar da ditadura, o povo podia escalar os times.

Times prováveis

Santos: Rafael, Bruno Peres, David Braz, Durval e Léo; Éwerthon Páscoa, Adriano, Gérson Magrão e Felipe Anderson; Patito Rodríguez e André. Técnico: Muricy Ramalho.

São Paulo: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Paulo Assunção, Denilson, Cícero (Casemiro ou Ademilson) e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco.

A arbitragem será de Marcelo Aparecido de Souza, auxiliado por Márcio Luiz Augusto e Anderson Moraes Coelho, todos de São Paulo. Espero que não sejam todos “do” São Paulo.

Minha análise

No papel, apesar de irregular, o São Paulo é mais estruturado e tem jogadores mais decisivos, como Rogério Ceni e Luis Fabiano. Entretanto, a defesa do time da capital tem problemas e é por aí que o Santos pode conseguir a vitória, empurrado pela torcida.

Na verdade, o Alvinegro Praiano – por negligência e falta de capacidade – se deixou levar a uma posição delicada, muito próximo da zona do rebaixamento. Portanto, é dia de colocar a alma em campo e arrancar um bom resultado, ou a crise será inevitável. Quatro derrotas consecutivas colocariam o Santos como o pior time do Brasileiro nesse momento decisivo da competição.

Retrospecto Santos x São Paulo

Por Wesley Miranda

Santos e São Paulo já se enfrentaram 271 vezes, com 92 vitórias do Santos, 63 empates e 116 vitórias do São Paulo. O time alvinegro marcou 386 gols e o tricolor 444.
Em Brasileiros, com o primeiro encontro no Roberto Gomes Pedrosa de 1967, foram 53 jogos, com 19 vitórias do Santos, 12 empates e 23 vitórias do São Paulo. O Peixe marcou 66 gols e sofreu 72.

Duelo particular
Santos e São Paulo travam um duelo particular na história do campeonato Brasileiro. O time de Vila Belmiro tem 1.817 gols na história, e o time do Morumbi tem 1.816. A disputa pela liderança do ranking de gols segue intensa.

Artilheiros do Santos no confronto
Com 31 gols, o rei do futebol é o artilheiro soberano do duelo. Mas o número até poderia ser maior, pois em 1957 o combinado Santos/Vasco jogou contra o São Paulo e empatou em 1 a 1 com gol de Pelé. Apesar do confronto ter acontecido com a base e o uniforme santista, o jogo não é dado como oficial.
Excluindo esse jogo, Pelé jogou contra o São Paulo 45 vezes com 18 vitórias contra 10 derrotas e 17 empates. O Rei marcou quatro gols na vitória de 6 a 3 em 03/09/1961, pelo Paulista (uma das maiores exibições de Pelé contra o rival) e marcou outros três na vitória de 6 a 2 em 07/03/1962 pelo Torneio Rio-São Paulo.
Na vice artilharia, empate entre outras duas lendas: Pepe e Coutinho. O “Bomba” tem uma história particular do confronto contada logo abaixo.
O gênio Coutinho marcou três gols na vitória de 4 a 1 em 16/12/1961. O jogo foi válido pela última rodada do Paulista e o Santos já entrou como campeão recebendo as faixas dos jogadores são-paulinos.

Na lista de maiores artilheiros do Santos vemos alguns jogadores que brilharam em ambos os lados, casos como de Toninho Guerreiro com 10 gols que colaborou muito para a quebra do jejum do São Paulo em 1970 e conquistou o Bi. Com 6 gols, Serginho Chulapa, maior artilheiro da história do rival com 282 gols onde foi revelado. Também com 6 gols Dodô, o artilheiro dos gols bonitos, que também foi revelado pelo São Paulo. Com 5 gols, o fenomenal Pagão. Com 4 gols, Peixinho autor do primeiro gol no Morumbi e de mergulho com a cabeça…gol de Peixinho. Peixinho era filho de Peixe, que jogou no Santos nos anos 40. Também com 4, o maestro Pita, menino da Vila que foi para lá em troca de Zé Sérgio e Humberto Suzigan.

Os primeiros encontros
O primeiro confronto com o São Paulo, time sem recursos fundado em 1935, cuja maior parte da torcida era composta por funcionários públicos de baixo escalão, foi no ano seguinte, em um amistoso na Vila Belmiro em 25/04/36. O Santos, então campeão Paulista, venceu por 2 a 0, com gols de Raul Cabral e Antenor.
Em Campeonatos Paulistas, o primeiro jogo foi em 01/11/36, também na Vila. Nova vitória santista, essa mais dilatada, 4 a 0 com gols três gols de Zé Carlos e um do ídolo Mario Seixas. O Peixe do técnico Bilú formou com Cyro; Neves e Meira; Figueira, Martelette e Moacyr; Sacy, Mario Seixas, Zé Carlos, Araken e Junqueirinha.

Curiosidade
O Santos também venceu seus primeiros jogos contra o Corinthians (6 a 3) e Palmeiras (7 a 0).

Primeira decisão de título
Depois de 12 anos de jejum de títulos oficiais, o Santos voltou a conquistar um torneio e em cima do São Paulo: a Taça Cidade de São Paulo no dia 25/05/1949.
Era um torneio disputado entre os três primeiros colocados do Paulista do ano anterior: o São Paulo, campeão de 1948; o Santos vice, e o Ypiranga, disputaram a taça em um turno único. No primeiro jogo, empate entre Santos e Ypiranga por 2 a 2, em dia 15 de maio de 1949. Na decisão, o Santos venceu o São Paulo por 2 a 0, com gols do arquiteto da bola Antoninho Fernandes e de Juvenal.
O Santos do técnico Osvaldo Brandão formou com Chiquinho; Hélvio e Dinho; Nenê, Pascoal e Alfredo; Odair, Antoninho, Juvenal, Simões e Pinhegas.

O primeiro bicampeonato
O Santos venceu o Paulistão de 1956 em um jogo-extra contra o São Paulo no dia 03/01/1957. O rival abriu o marcador aos 9 minutos, mas o defensor Feijó empatou para o Santos aos 27 minutos. Porém, aos 40 minutos, o artilheiro Zezinho apareceu para colocar o tricolor na frente novamente. No segundo tempo, o técnico Lula mudou bem a postura do time para anular Dino Sani, e aos 13 minutos o ponteiro Tite empatou. Aos 24 minutos Del Vecchio virou o jogo e o mesmo Del Vecchio garantiu o título com o quarto gol.
O Bicampeão Paulista treinado por Lula formou com Manga; Wilson e Feijó; Ramiro, Formiga e Zito; Tite, Jair Rosa Pinto, Pagão, Del Vechio e Pepe

Curiosidade
Disputado desde 1936, o jogo só ganhou a alcunha de San-São em 1956. O apelido foi dado por Thomas Mazzoni do jornal a Gazeta Esportiva, depois dos grandes embates entre ambos no certame daquele ano.

Estreias do Rei
No dia 26/04/1957 Pelé enfrentou o São Paulo pela primeira vez. O Rei foi autor do último tento da vitória de 3 a 1, em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo. Era apenas a 18ª partida do menino Pelé, e ele não entrou como titular: substituiu Dorval na segunda etapa. Neste jogo, Del Vecchio e Pagão também marcaram para o Peixe. Dino Sani fez o gol do São Paulo. Essa também foi a primeira partida do Rei no Pacaembu, estádio onde o Santos conquistou tantas glórias. Ao longo de sua carreira, Pelé fez 119 partidas no Paulo Machado de Carvalho, anotando 115 tentos. Média semelhante de gols no Santos.

Pepe, o goleiro bomba
Se o maior goleador do confronto tem fama de ter vestido a camisa número um do Santos por quatro oportunidades, o vice-artilheiro Pepe também se aventurou no gol. E foi em um Santos e São Paulo, no dia 11/12/1960. O Peixe só precisava de um empate no Morumbi para comemorar o título antecipado. O lance inusitado aconteceu já perto do final da partida. O estreante jogador tricolor Gonçalo deu um chute no estômago de Pelé. Então Zito, e o goleiro Laércio foram para cima do ex jogador da Portuguesa Santista com socos e pontapés, revidando a agressão ao Rei. O árbitro expulsou os dois e Pepe terminou aquela partida no gol. O Santos perdeu o jogo por 2 a 1 e deixou o título ainda em aberto, sacramentando depois a conquista com uma vitória sobre o Palmeiras, na Vila Belmiro, por 2 a 1.

O primeiro Tri
O título do Paulista de 1962, e primeiro Tri Paulista do Santos, veio em 05/12 após a vitória frente ao São Paulo por 5 a 2, no Pacaembu, com gols de Dorval (2) Coutinho, Pelé e Pepe! O Santos conquistou o título com três rodadas de antecedência, e ainda terminaria com 11 pontos de vantagem para os vices São Paulo e Corinthians.
O cinquentenário santista foi o ano mais glorioso que um time de futebol possa desejar! Quádrupla coroa, com os títulos Paulista, Brasileiro, Sul-americano (Copa Libertadores) e Mundial!

O primeiro confronto em Brasileiros
Em Brasileiros, o primeiro confronto aconteceu no dia 01/04/1967 no estádio do Pacaembu pelo Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Babá abriu o marcador aos 7 minutos para o São Paulo. Aos 39 minutos, Jurandir fez pênalti em Toninho Guerreiro, mas Pelé desperdiçou (sim, até o melhor erra). Na segunda etapa, Pelé não desperdiçou outra penalidade aos 16 minutos, decretando o empate em 1 a 1.
Essa foi a primeira participação do São Paulo em um campeonato nacional. O time nunca disputou a Taça Brasil devido ao jejum estadual no período de disputa. Em 1967 o time do Morumbi ficou com um modesto 10º lugar entre os 15 times no campeonato. O Pentacampeão Brasileiro Santos ficou na 6ª colocação.
O Peixe do técnico Antoninho Fernandes formou com Gilmar; Lima, Oberdan e Geraldino (Rildo); Zito e Joel Camargo; Dorval, Buglê (Clodoaldo), Toninho, Pelé e Abel (Edu).

O segundo Tri
A conquista do segundo Tri Paulista da história do Peixe começou com o certame de 1967, decidido em um jogo extra contra o São Paulo no dia 21/12/1967. O Peixe venceu por 2 a 1, com gols de Toninho Guerreiro e Edu, prolongando a fila do rival, que não era campeão até então há 10 anos.
O Santos do treinador Antoninho Fernandes formou com Claúdio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Buglê; Wilson, Toninho, Pelé e Edu.
E o Santos selou o Tri com a conquista do título de 1969, no empate com o time do Morumbi por 0 a 0 no dia 21/06, o último confronto do quadrangular com os quatro grandes.
O Peixe formou com Cláudio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Edu, Toninho, Pelé e Abel.

Do outro lado
Na partida valida pela Taça Governador do Estado no dia 12/02/76 o primeiro gol são-paulino foi marcado por Muricy Ramalho e Serginho Chulapa marcou os outros dois. Duas figuras bem conhecidas e com história no Santos. O jogo terminou 3 a 3. Marcaram para o Peixe: Toinzinho, Claudio Adão e Marçal.

Os Meninos da Vila
Além do futebol alegre, ofensivo, envolvente e surpreendente, qual é a semelhança das gerações de Meninos da Vila? O São Paulo FC! Nenhum time sofreu mais nas mãos das três gerações que o do Morumbi.
Entre 1978 e 79, quando aconteceu a disputa do Paulistão de 78, foram sete jogos com três vitórias do Santos, duas do São Paulo e dois empates, com o surpreendente título da geração do técnico Formiga. Apesar de um certo equilíbrio nos números, o time de Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Clodoaldo e Ailton Lira dava show no rival.

1978-1979
A coroação veio no empate em 0 a 0 na prorrogação na disputa do título Paulista de 78 no dia 28/06/79.
O Peixe do técnico Chico Formiga formou com Flávio, Nélson, Antônio Carlos, Neto (Fernando) e Gilberto; Toninho Vieira, Zé Carlos e Pita (Rubens Feijão); Batata, Juary e Claudinho.

2002
Na surpreendente conquista do Brasileiro de 2002, o Santos do técnico Emerson Leão enfrentou o time do São Paulo três vezes, perdendo a partida na primeira fase (3 a 2), mas vencendo as outras duas, decisivas, nas quartas (3 a 1 e 2 a 1).
Nas quartas de final do dia 28/11 o Peixe formou com Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Alexandre) e Diego; Robinho e Alberto (Marcão). Os gols da vitória santista por 2 a 1 foram de Léo e Diego.

2010
Sob o comando do técnico Dorival Junior na conquista do Paulista de 2010, foram três jogos. Na primeira fase, no dia 07/02, vitória do Peixe por 2 a 1 em Barueri com gols de Neymar e do “estreante” Robinho.
Nas semifinais, no primeiro confronto no Morumbi no dia 11/04, vitória santista por 3 a 2 com gols de André, Durval e Júnior César (contra).
Na decisiva partida, na Vila Belmiro no dia 18/04, o Santos venceu por 3 a 0 com gols de Neymar(2) e PH Ganso e se garantiu na final contra o Santo André.
O Peixe do técnico Dorival Jr formou com Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos (Rodrigo Mancha) e PH Ganso; Robinho (Zé Eduardo) e Neymar (Madson)

2011 – Bis
Em partida da semifinal em jogo único, no dia 30/04/2011, o Santos venceu o São Paulo por 2 a 0 no Morumbi lotado com gols de Elano e PH Ganso e se garantiu na disputa do título contra o Corinthians.
O Peixe do técnico Muricy Ramalho formou com Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval, Léo(Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano(Adriano)e PH Ganso; Neymar e Zé Eduardo(Bruno Aguiar)

2012 – Tri-Tri
O último triunfo santista em cima do rival, veio na semifinal do Paulista de 2012, no dia 29/04. O Peixe venceu por 3 a 1 com três gols de Neymar, e com direito à comemoração ao estilo Juary. Uma grande homenagem não só ao artilheiro do time da discoteca, como seu comandante, Chico Formiga.
Neymar empatou e com o terceiro gol ultrapassou Juary na tábua de artilheiros do Santos, com 102 gols e igualou Juary em gols contra o São Paulo: oito.
O Peixe formou com Rafael (Aranha); Maranhão, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec (Rentería).

E você, o que espera do Santos contra o São Paulo?


Entenda a dor de cotovelo de Rogério Ceni em seis imagens

Muitos estranharam a surpreendente demonstração de dor de cotovelo de Rogério Ceni com relação a Neymar. Porém, se prestarmos atenção, veremos que a reação do goleiro tem sua justificativa. Foi dos pés de Neymar e de outros atacantes santistas, como Geilson e Robinho, que o arqueiro tricolor sofreu suas maiores humilhações em um campo de futebol.

De Geilson ele tomou o gol depois de perder uma falta. A bola bateu na barreira e Ceni passou a jogada toda correndo atrás dos santistas, até encontra-la no fundo de seu gol, no gol da vitória alvinegra.

De Robinho tomou um gol de letra, na estréia do santista que voltava da Europa para o Santos. O gol também decidiu a partida, vencida pelo Alvinegro Praiano por 2 a 1.

Nos outros filmes você verá e ouvirá Rogério Ceni ironizar a paradinha de Neymar, dizendo que “este circo só existe no Brasil”. Pouco depois, porém, ele cobraria um pênalti com paradinha, e o perderia.

Por fim, reveja os gols de Neymar com paradinha, que fizeram Rogério Ceni cair de bumbum no chão, enquanto a bola entrava mansamente no outro canto.

Gol de Geilson

Robinho de calcanhar

Ceni reclama da paradinha

Ceni dá paradinha e erra

Neymar ensina como é a paradinha

Neymar repete a lição

Percebeu porque Rogério Ceni ficou de mal de Neymar?


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