Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Roland Garros

O Santos merece respeito

Um movimento apartidário, que reúne conselheiros de várias chapas e tendências, entrou na Justiça para impedir a anulação da votação no plenário do Conselho Deliberativo que reprovou as contas de 2015 da gestão atual, dirigida por Modesto Roma. Segue o texto que foi publicado na manhã deste sábado no jornal A Tribuna de Santos:

MANIFESTO: O SANTOS FC MERECE RESPEITO

Prezado sócio e torcedor:

Você já deve saber que, recentemente, o Conselho Deliberativo aprovou o Parecer do seu Conselho Fiscal que recomendou, por unanimidade de votos, a rejeição das contas do exercício 2015 da administração Modesto Roma Jr. A votação no plenário do Conselho foi apertada (83 votos a favor do parecer e 81 votos contra o parecer).

Isso significa que a maioria do Conselho Deliberativo entendeu que a análise sobre as contas deveria ser aprofundada, dadas as inúmeras irregularidades apontadas pelo Conselho Fiscal nas contas que estavam sob sua análise técnica.

Essa opinião do Conselho Deliberativo é a opinião do sócio do clube. O Conselho, é bom que a atual gestão e as próximas entendam, é a casa que ecoa a voz dos sócios, os verdadeiros donos do clube.

Pois bem. Quiseram calar a voz do Conselho, através de uma ação judicial. Uma ação orquestrada pela Diretoria do clube, que se valeu de um conselheiro da sua base de apoio para ajuizá-la. Uma ação judicial para calar a decisão do Conselho, fruto de uma votação absolutamente regular, sem qualquer vício ou mácula.

Na qualidade de conselheiros (eleitos, efetivos, natos e honorário), não podemos deixar de registrar o nosso repúdio a essa tentativa da Diretoria de calar, na justiça, de forma incabível, o Conselho Deliberativo do Santos FC.

Por essa razão, resolvemos, apartidariamente, ingressar na ação judicial, pedindo a admissão no processo para a defesa de nossas prerrogativas e funções, para honrar o voto que recebemos da comunidade de sócios do SANTOS FC.

O Conselho Deliberativo é o órgão que deve zelar pela fiscalização dos atos de gestão dos administradores, Ali estão os santistas eleitos por milhares de outros santistas para apoiar as administrações que cumprem os Estatutos, nossa Carta Magna, e para evitar que os administradores os descumpram. Ali estão, em última análise, as pessoas comuns que tem o dever de zelar pelo patrimônio e pelo nome do clube, protegendo-o de gestores com pouco apreço pela legalidade.

Nosso ingresso na ação cumpre esse objetivo. Não será através de ações judiciais simuladas que o SANTOS FC será prejudicado. O SANTOS é perene, as administrações são passageiras.

Admitidos que fomos na ação, como assistentes litisconsorciais, desejamos mostrar ao Judiciário, à Diretoria, ao Conselho Deliberativo e aos sócios que não transigiremos com qualquer descumprimento dos Estatutos Sociais, porque é essa nossa função.

Desejamos mostrar que a decisão soberana do Conselho Deliberativo deve ser respeitada, porque é essa a vontade dos sócios, que elegeram um Conselho forte, plural, capaz de decidir, com total isenção, os destinos do clube. E capaz de impedir ilegalidades e afrontas aos interesses maiores do clube.

O SANTOS FC merece respeito. Merece nossa atuação firme, séria e consciente até o limite de nossas forças.

A ação intentada pelo conselheiro serve apenas aos interesses inconfessos da Diretoria atual do clube, e não admitiremos que a voz do Conselho Deliberativo (e, consequentemente, de todos os sócios do Santos) seja calada.

Apoio: Ademir Correa, Ademir Soares Silva, Alberto Pfeifer Filho, Alessandro Rodrigues Pinto, Alex Sandro Bessa, Alexandre Lopes Peres, Allan Maciel, Almir de Almeida, Alvaro Vidigal Xavier da Silveira, Andre Curvo, André Ferreira de Abreu, Andrei Silva, Anibal Gomes Ornelas, Anilton Perão, Antonio Alfredo Glashan, Antonio Celso Domingues, Antonio L Galli dos Santos, Arcilino Luizon, Armando Cardoso Gonçalves Alves, Armando Tadeu R de Oliveira, Augusto Maradéia Gomes, Bayard Freitas Umbuzeiro Filho, Carlos Eduardo Cunha, Claudio Caldas, Clóvis Cimino, Daniel Bykoff, Daniel Maradei Gonzalez, Dave Lima Prada, David Rego Jr., Edilson Oliveira, Eduardo Varjão de Lima, Esly Juliano, Eugênio Singer, Fabio Gaia, Fabio Zinger Gonzalez, Felisberto João Caneiro Gonçalves, Fernado Marcos Silva, Fernando Turiani Fernandes, Francisco Lourenço B. Lopes, Francisco S Bocamino Rodrigues, Gabriel Ribeiro dos Santos, Guilherme Nascimento, Helio Vasconcelos, Jairton Flávio Seixas, João Américo C Oliveira Ramos, João Gonçalves, João Vicente Feijó Gazolla, Jorge Augusto Correa da Costa, José Antonio dos Santos, José Augusto Faia Conrado, José Bruno Carbone, José Carlos Morelli, José Carlos Otero Quaresma, José Carlos Peres, José Eduardo de Abreu Lopes, José Geraldo Gomes Barbosa, José Renato Quaresma, José Rubens Paixão Passos, Leandro da Silva, Leonardo Dias, Luis Felipe Rossi, Luiz Antonio de Alvarenga, Luiz Fernando de Palma, Luiz Louzada de Castro, Marcello Pagliuso, Marcelo Covas Lisboa, Marcelo Marçal de Oliveira, Marcelo Martins Sion, Marcelo Muoio, Marcelo Vallejo Marsaioli, Marcio Adolpho Girão Quixadá, Marco Antonio Gonçalves, Marco Antonio Scandiuzzi, Matheus Guimarães Curi, Maurício Guimarães Curi, Milton Barbieri, Milton Teixeira Filho, Neli de Faria, Nelson Jafet, Nelson Ricardo R Ferreira da Silva, Nemesio Gomes Alonso, Nilson Serrão, Nilton Masch, Nilton Ramalho, Norberto Gonçalves Junior, Odir Cunha, Olivério de Carvalho Silva Junior, Orlando Lopes Parra, Oscar Leite, Otavio Alves Adegas, Paulo Antonio Bento Silvares, Paulo Cesar Coelho, Paulo Dias, Paulo Roberto Schiff, Rachid Bourdoukan, Reinaldo Alvarez Guerreiro, Reinaldo Alves, Ricardo Feijoo, Ricardo Guisado, Rodolfo Martinez Quaresma, Rodrigo da Matta Marino, Ronaldo Guassaloca, Sergio Ramos, Silvio Capelão, Silvio Carneiro Esposito, Sylvio Novelli, Thiago Lopes Leal, Tiago Vallejo Marsaioli, Urbano Ferrari Neto, Urubatan Helou, Valdir Miguez Rodrigues, Victor J Z Rebouças, Victorino Fernandes Garcia, Vitor Loureiro Sion, Vitor Pereira, Wilson Roberto Belista de Menezes, Wladimir dos Santos Mattos.

Neste domingo, às 11 horas, todo mundo no Pacaembu!

O time está desfalcado, o adversário é perigoso, não se espera um jogo espetacular, mas é nesses momentos que o torcedor santista precisa mostrar, mais uma vez, que o Santos é um time universal. Vamos lá. Dá para comprar o ingresso na hora, é só chegar 40 minutos antes do jogo.


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Exemplo de coragem
O esporte sempre nos traz exemplos marcantes de coragem e ousadia. Acho que essas foram qualidades que nos atraíram ao Santos, um time que nunca teve as benesses do poder, mas sempre marcou o seu nome na história. Pois bem, neste sábado tivemos mais um desses casos lá na quadra central de Roland Garros, na luminosa Paris. Uma linda espanhola, nascida na Venezuela, Garbine Muguruza, de 22 anos, não se espantou com a força, os golpes potentes, os gritos, a pressão psicológica e o currículo incomparável da norte-americana Serena Williams, a número um do mundo, e a derrotou em dois sets. Acho que vale a pena ver os lances principais do jogo:
https://youtu.be/aqBAR58XcZk

O maior e a maior luta de todos os tempos
Em homenagem ao incomparável Cassius Clay, o Muhammad Ali, que acaba de falecer, veja a luta do século, pelo título mundial dos pesados, entre Ali e o então campeão George Foreman, realizada no Zaire, atual República do Congo, em 1974:

Muhammad Ali é autor de frases que ficaram famosas. Uma delas serve para os jogadores do Santos. Ela diz: “É a falta de fé que faz as pessoas terem medo de aceitar desafios, e eu acredito em mim mesmo.”

E você, o que acha disso?


Mirem-se no exemplo de Nadal. E de Djokovic

Melhores momentos de Rafael Nadal 3/6, 7/5, 6/2 e 6/4 Novak Djokovic

Eles são jovens, milionários, famosos. Poderiam parar de competir mesmo antes da final de Roland Garros e teriam a vida ganha e mansa até o final dos tempos. Mas se entregaram a uma batalha de três horas e meia, na qual acabaram exaustos, debilitados, exauridos. Mas ainda lhes restou o que mais importa: o espírito esportivo para reconhecer os méritos do adversário e a determinação de continuar se aprimorando para proporcionar espetáculos ainda mais envolventes para o seu público, no caso nós.

O sérvio passou mal, chegou a vomitar, mas ainda se recuperou e empatou o quarto sete; Nadal, que agora tem inacreditáveis nove títulos no Aberto da França, correu tanto que foi tomado pelas cãibras quando fazia as fotos com a taça. O público, que reservou a ambos demorados aplausos de pé, como se tivesse assistido a uma ópera, ou um concerto, saiu do estádio com a certeza de que os artistas lhe ofertaram até a última gota de suor e arte.

Vejo nisso a grande generosidade de Rafael Nadal e Novak Djokovic. Sim, a vitória daria, como deu, um prêmio equivalente a cinco milhões de reais, mas sabemos que eles não lutam pelo dinheiro, ou apenas pelo dinheiro. São movidos pelo desafio e nessa batalha para superar a si mesmos, acabam produzindo jogadas e momentos que encantam os olhos e tocam o coração das pessoas.

Esse é o espírito que gostaríamos de ver no futebol, particularmente nos jogadores do nosso Santos. Essa entrega, essa paixão pelo que fazem, essa determinação de buscar a vitória até o último instante de uma partida, esse respeito aos torcedores e à sagrada camisa que vestem.

http://youtu.be/dOkgz5BCxcQ

Um jogo decidido pela força interior

Sei que ele não tem o estilo mais bonito e não é o mais completo, se somarmos o saque, o toque e o jogo de rede. Mas desde que o conheci e o entrevistei pela primeira vez, em 2005, na Copa do Sauípe, tornei-me um fã de Rafael Nadal, este jovem espanhol que luta como um touro, mas sabe ser educado como o filho que todos gostariam de ter. Na final de Roland Garros, ele deu mais um exemplo de sua força interior. Ele e o sérvio Novak Djokovic, que só não foi campeão porque do outro lado da rede havia Nadal.

Percebi que Djokovic começou mais intenso e ganhou o primeiro set, por 6/3, em 44 minutos. Mas depois, quando os pontos se prolongaram, a vantagem física de Nadal foi, aos poucos, freando a velocidade das bolas e influindo na coordenação motora fina do sérvio. Segundo sete, 60 minutos, Nadal 7/5; terceiro set, 50 minutos, Nadal 6/2; quarto set, 57 minutos, Nadal 6/4.

Entrar na arena central de Roland Garros para enfrentar Nadal deve ser equivalente a enfrentar um touro feroz e teimoso. O adversário sabe que poderá vencer pontos, games, até mesmo sets, mas daí até matar o touro e receber as flores da plateia vai uma distância enorme.

Acho muito difícil que Nadal alcance a final em Wimbledon, onde é mais difícil manter a bola em jogo e esticar os pontos, mas vejo-o com grandes possibilidades de chegar ao seu 15.o título de Grand Slam, e assim ultrapassar Pete Sampras, na quadra dura do US Open. De qualquer forma, se nenhum problema físico interferir, a final que já queremos ver de novo em Roland Garros em 2015 é a mesma que mexeu com todos este ano.

Atenção para Zorman e Luz, os brasileirinhos que vêm por aí

Ao contrário de muitos, não acho que os tenistas brasileiros têm qualquer obrigação de fazer bonito em um torneio que reúne os melhores do mundo, como um Grand Slam. Nesses eventos, chegar à chave principal, e mesmo passar uma rodada, como Thomaz Bellucci e Teliana Pereira conseguiram, já merece aplausos e incentivo. Teliana foi a primeira brasileira em décadas a conseguira façanha.

Claro que fiquei triste pelo duplista Bruno Soares ter match points e não aproveitar a chance de chegar à final de duplas mistas, mas a verdade é que os adversários jogaram muito bem os pontos decisivos. O importante, mesmo, para nós, brasileiros, é saber que dois brasileirinhos bons de bola vêm por aí e mostraram isso no saibro francês.

O paulista Marcelo Zorman chegou às quartas-de-final da chave de 18 anos. Sabe o que isso significa? Ficar entre os oito melhores do mundo em saibro. E o gaúcho Orlando Luz só perdeu na semifinal, por 7/5 e 6/3, para o russo Andrey Rubley, o campeão do torneio.

O detalhe é que Orlando tem apenas 16 anos e enfrentou adversários mais velhos e experientes. No tênis, isso costuma ser um sinal de que o garoto vai longe. Torçamos.

Jogadores de futebol não deveriam se espelhar em Nadal e Djokovic?


Rafael Nadal, o humilde campeão de Wimbledon, exemplo para muito jogador e ex-jogador de futebol

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Imagens do jogo mais difícil de Rafael Nadal em sua caminhada para o título de Wimbledom: a vitória nas quartas de final sobre o sueco Robin Soderling (seu adversário na recente final de Roland Garros) por 3/6, 6/3, 7/6 e 6/1.

Com a vitória sobre o tcheco Tomas Berdich, neste domingo, por 6/3, 7/5 e 6/4, o espanhol Rafael Nadal não só ganhou seu segundo torneio de Wimbledon, como repetiu a proeza de 2008 – quando conquistou Roland Garros e Wimbledon na sequência – e se firmou na primeira posição do ranking mundial. Aos 24 anos recém-completados (3 de junho), será que o espanhol ainda poderá ter mais títulos de Grand Slam do que o suíço Roger Federer, que angariou a marca incrível de 16 troféus de simples?

Não duvido mais nada deste espanhol extremamente focado, raçudo e corajoso, que conheci há cinco anos no Brasil Open, na Costa do Sauipe, quando ganhou o torneio e começou a mostrar o seu talento. Tinha uma cara tão de adolescente que me atrevi a perguntar se ainda era virgem. Ele sorriu, tímido, baixou a cabeça e a balançou, para dizer que não.

Um ano mais novo que Thiago, meu filho – que foi um bom jogador de tênis e ajudou seu colégio a ser campeão estadual da Virginia, nos Estados Unidos – Nadal despertou em mim sentimentos paternos. Gostei dele, do seu jeito franco, simples, do seu destemor diante de adversários mais experientes e de repertório variado. Desde então, passei a torcer por ele.

Sei, é claro, que Roger Federer também é um bom cara e tem um talento incomparável. Faz tudo certo numa quadra, sabe tudo de tênis, como diria meu amigo Dácio Campos, comentarista do Sportv. Mas, quando se tem simpatia por alguém, não tem jeito. Sou Nadal, sempre.

Seu jogo não é só baseado na força dos golpes e das pernas, nem só no grande efeito topspin que coloca na bola. Ele tem uma concentração absurda. Se o outro fraqueja um instante – o que é inevitável em longas partidas –, o tourinho está lá para tirar proveito dessas bobeadas e abrir uma frente que depois e´muito difícil tirar.

Nadal também é inteligente e sabe fazer da fraqueza, força. Seu contra-ataque é fantástico. Veja que no math point de hoje ele bateu uma bola curta, aparentemente defeituosa, mas com ela chamou Berdich á rede para depois acertar uma passada incrível.

Um detalhe é que ele é canhoto, mas também tem facilidade com a mão direita, já que escreve com ela. Enfim, Nadal tem quase a versatilidade de um ambidestro e esse controle dos dois lados, aliado à sua velocidade de pernas e de raciocínio, além do físico invejável, o tornam o tenista mais difícil de ser batido, hoje mais ainda do que Federer.

Humilde e determinado

O que mais gosto de Nadal, entretanto, é sua postura diante da fama e da fortuna. Aos 24 anos ele já ganhou, só em prêmios, 33 milhões de dólares. Se somadas as verbas de publicidade e patrocínio, passa dos 100 milhões. No entanto, continua dando 100% em cada partida, como um gladiador.

Enquanto simples mortais de classe média estão nas tribunas, como imperadores romanos, apreciando o espetáculo com um copo de refrigerante na mão, Nadal está se esfolando na quadra, correndo, aguentando a pressão, como um operário. E depois, mesmo que vença de forma incontestável, como hoje, nunca se ouvirá dele frases arrogantes ou de auto-elogio, o que se tornou muito comum nestes últimos dias, na África do Sul.

Nadal já conseguiu mais no tênis do que muito jogador de futebol em toda a carreira (e mesmo depois dela). No entanto, dele nunca se ouvirá coisas do tipo “eu sou o melhor”, “sou melhor do que Pelé”, ou o corriqueiro “eu sou foda”, que os artilheiros costumam dizer quando marcam gols, mesmo quando toda a jogada foi feita por um colega.

Nadal ainda continua dizendo que Federer é o melhor jogador do mundo. E se há alguém que poderia contestar isso, é o próprio garoto espanhol, que vence a maior parte dos jogos que faz contra o suíço. Como tem quatro anos a menos do que Federer, se continuar jogando tão bem como este ano, Nadal poderá se aproximar muito das marcas do adversário e, quem sabe, até superá-lo em número de títulos de Grand Slam.

No entanto, mesmo que consiga, estou certo de que Nadal nunca dirá que foi um jogador melhor do que seu grande rival, ou, muito menos, de que jogou mais bonito. Ele sabe que joga para vencer, é confiante e abnegado, mas está consciente de que não pratica nenhum tênis-arte.

Se o espírito de Nadal prevalecesse também no futebol, sabe o que o técnico Silas diria depois de levar um chocolate do Santos na Vila Belmiro, com o seu bom, eficiente, mas nada artístico Grêmio? Algo como: “Perdemos de um adversário superior, que além de objetivo, joga mais bonito que a gente. Conseguimos superá-los em Porto Alegre, mas aqui fomos dominados e me dou por feliz de meu time não ter sido goleado”.

Seria muito mais bonito do que perder e ainda sair dizendo que seu time é melhor, como se o mundo estivesse errado, e ele, Silas, certo. Pegou muito mal essa falta de desportividade do técnico gremista. Nadal, ao contrário, é capaz de vencer e ainda elogiar o adversário. Palmas pra ele!


Que alegria! No quali de Roland Garros vi Thiago Alves eliminar Gaston Gaudio, o argentino campeao de 2004

Amigos, este e o primeiro post (e talvez o ultimo, ja que estou de ferias…) que envio de Paris. E nao poderia estar carregado de mais alegria, pois acabo de ver o brasileiro Thiago Alves vencer o argentino Gaston Gaudio, campeao de Roland Garros em 2004, por 6/2 e 6/3, numa verdadeira aula de tenis. Sem ter o seu servico quebrado uma unica vez, Thiago jogou com inteligencia a anulou o forte jogo de fundo de quadra de Gaudio.

“Eu sabia que teria de atacar o saque dele, que nao e muito potente, e depois, nas trocas de bola, forcar a sua direita, porque ele faz o que quer com a esquerda”, disse-me Thiago ao sair do vestiario apenas para atender a este blog.

Nas trocas de bolas, que Thiago define como “ralis” o brasileiro as vezes era balancado de um lado a outro, mas conseguia chegar em todas, ate, na maioria das vezes, ganhar o ponto. Mas isso tinha sido planejado pelo brasileiro: “Nos ralis eu busquei a profundidade e confiei na minha parte fsisica”, explicou.

Mas Thiago Alves nao foi so perna e folego. Usou e abusou das bolas curtas (deixadinhas), que quase sempre definiram o ponto. Tambem sacou muito bem em horas delicadas da partida, como no math point, quando conseguiu um ace.

O jogo atraiu um grande publico na quadra 16 de Roland Garros, que ficou lotada. Como instalei-me no meio dos torcedores, aproveitei para extravasar minha torcida e dar uns gritos de “Vamos Thiago!” sempre que o brasileiro fazia um belo ponto.

Ao meu lado estavam torcedores, tenistas, tecnicos e jornalistas argentinos, que tambem aproveitavam os pontos de seu tenista para gritar “Gaston!”. Assim, em alguns momentos parecia que estavamos em uma (micro) previa do que se vera se as selecoes de Brasil e Argentina se encontrarem na Copa do Mundo.

Teoricamente as chances do brasileiro eram remotas, pois Gaudio e um mestre no piso de saibro (terra batida), Mas a regularidade e a coragem de Thiago Alves comnpensaram o melhor curriculo do adversario.

Desde o primeiro game Alves mostrou que estava disposto a brigar por todos os pontos. Assim como o espanhol Rafael Nadal, buscou bolas que pareciam perdidas e obrigou Gaudio a se desgastar um pouco mais do que pretendia,

O brasileiro aproveitou o inicio frio do argentino para quebrar-lhe seu saque no segundo game e seguir firme com esta vantagem ate marcar 5/2, quando quebrou novamente para fechar o primeiro set em 6/2. Na segunda serie, mais equilibrada, o brasileiro conseguiu o break quando o jogo estava empatado em 2/2 e a partir dai manteve o servicos para fechar em 6/3.

Apesar da importancia de vencer um ex-campeao de Roland Garros, Thiago acha que este nao foi o melhor jogo de sua carreira. A primazia, segundo ele, e da ultima partida do qualifying de Roland Garros do ano passado, quando chegou a ter match point, mas perdeu para Lukasz Kubot por 10/8 no terceiro set.

Apesar de ser derrotado por Kubot, Thiago Alves entrou na chave principal de Roland Garros do ano passado como lucky looser (“perdedor de sorte”, que entra na chave por desistencia de um jogador previamente inscrito). Este ano ele ainda depende de nova vitoria para garantir seu lugar na chave raprincipal.

Na terceira e ultima rodada do quali ele enfrentara o vencedor de Antonio Veic (Croacia) e Mikhail Kukushkim (Casaquistao). Thiago, paulista de Sao Jose dos Campos que sabado completa 28 anos, ainda nao jogou com nenhum dos dois. Ate hoje as 18 horas ainda nao tinha um plano tatico para o jogo, mas certamente o tera e dara muito trabalho ao avdersario, pois Thiago e um brasileiro que realmente nao desiste nunca.

(Desculpem a falta de acentos. Escrevi em um teclado da IBM programado para o frances. Deve ter um jeito de acentuar em portugues, claro, mas ate eu aprender a notica ficaria velha. Abracos. Agora, tentarei descobrir como assistir ao jogo Santos e Gremio. Torcam por mim…).


Blog do Odir aceita colaboradores. Prepare o seu texto, foto, ilustração ou filme e envie para odir@blogdoodir.com.br

Parto hoje com minha mulher para Paris. Vamos assistir ao Torneio de Roland Garros e curtir uma das cidades mais românticas do mundo. Mas, não se preocupe, este blog não ficará órfão.

Neste período ele será administrado pelo pós-graduado em marketing Vítor de Abreu e, além de contar com artigos do publicitário Marcos Magno, também estará aberto à sua colaboração, caríssimo leitor e leitora.

Artigos, ilustrações, fotos e filmes devem ser enviados para o e-mail odir@blogdoodir.com.br O Vítor analisará e postará os que ele julgar mais interessantes.

Um blog lido em 58 países!

Com apenas três meses de vida e sem nenhuma divulgação na grande imprensa, este blog já é lido em 58 países e em milhares de cidades brasileiras. Segundo o Google Analytics, os dez países que mais acessam o Blog do Odir são: 1. Brazil; 2. Estados Unidos; 3. Japão; 4. Luxemburgo; 5. Portugal; 6. Guatemala; 7. Austrália; 8. Itália; 9. Espanha; 10. Canadá.

As dez cidades brasileiras mais assíduas neste blog, pela ordem, são: 1. São Paulo; 2. Santos; 3. Rio de Janeiro; 4. Curitiba; 5. Apucarana/PR; 6. Campinas; 7. Ribeirao Preto; 8. Belo Horizonte; 9. Brasília; 10. São Vicente.

Agradeço desde já aos colaboradores e garanto que mesmo de longe estarei acompanhando o blog e postando um ou outro artigo. Quem sabe entrevisto o Rafael Nadal ou o Roger Federer, hein? Ou falo com Thiago Fernandes, o brasileiro que lidera o ranking mundial juvenil?

Este é meu último post antes da viagem. Felicidades a todos e que na quarta-feira, no jogão entre Santos e Grêmio, que vença quem tiver mais coragem, talento e determinação. Até a volta.


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