Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Caso Ronaldinho escancara protecionismo ao Flamengo

Em 1995, portanto há 17 anos, em uma matéria para a Revista do Futebol, perguntei a Samir Abdul Hack, presidente do Santos, por que o Alvinegro Praiano pagava salários tão mais baixos do que os clubes do Rio de Janeiro. Dei o exemplo do Flamengo, que sob a presidência do ex-radialista Kléber Leite acabara de formar o “ataque dos sonhos”, contratando Edmundo, Romário e Sávio. Samir respondeu com uma frase que lembro até hoje:

– Eles pagam mais, mas não pagam.

Não quis acreditar no que ouvia de um dirigente que devia estar por dentro dos meandros do futebol. Quer dizer que o Flamengo não pagava os altos salários que anunciava, não respeitava os contratos? E como continuava disputando impunemente as competições? Por que os jogadores não recorriam à Justiça Trabalhista? Medo de represálias?

De lá para cá, vários indícios apontaram para o mesmo caminho que leva à prática sistemática do calote. Vampeta disse que jamais recebeu salários do popular clube carioca. No começo do ano passado um dirigente paulista que esperava por uma reunião com a diretoria do Flamengo presenciou uma cena em que Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, cobrava aos berros os salários atrasados do irmão. Esse mesmo dirigente me assegurou que, na prática, a dívida total do rubro-negro beirava um bilhão de reais.

A verdade é que faz muito tempo que o Flamengo dá calote nos seus jogadores e funcionários. Não dá para entender as razões desse comportamento não ter sido questionado pela imprensa e só estar virando notícia agora porque Ronaldinho Gaúcho, cansado de esperar, foi à Justiça pedindo 40 milhões de reais.

Como diz um amigo, o que é combinado não é caro. O Flamengo ofereceu mundos e fundos ao jogador, desviou-o do seu caminho natural, que seria voltar para o Grêmio, e não cumpriu a sua parte de empregador. Agora, é desprezível jogar a culpa no craque que até outro dia era endeusado pela direção do clube. Que PAGUEM O HOMEM ora bolas!

Agora a tática do clube e de seus aliados na mídia será atacar o jogador, jogar sua imagem na lama, lembrar suas noitadas e indisciplinas. Ora, se Ronaldinho tinha tantos problemas, por que o Flamengo o manteve por tanto tempo? Por que técnico e dirigentes não tomaram as providências cabíveis quando o comportamento do jogador começou a degringolar?

Outra pergunta que se faz necessária é: até que ponto alguém consegue se manter focado no trabalho sem receber salário? Para chegar a uma dívida de 40 milhões de reais, é porque foram meses de enrolação.

Este caso exemplifica bem o mal que o protecionismo faz ao futebol. Não fosse um clube tão bajulado por políticos e jornalistas, e o Flamengo certamente seria melhor administrado e não precisaria fazer um papelão desses com o seu ídolo.

O caso Ronaldinho deixa claro que a tolerância a algumas agremiações só faz com que o futebol brasileiro caminhe para trás. E é essencial que, assim como no campo de jogo, as regras do esporte sejam respeitadas fora dele. Ou os que burlam as leis serão os maiores favorecidos.

Veja a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, anunciando a contratação de Ronaldinho Gaúcho e prometendo que manteria os salários em dia:

E você, o que achou do calote do Flamengo no Ronaldinho Gaúcho?


Quem é mais ídolo? Neymar ou R. Gaúcho? E o perigo que vem da Bósnia…

O garoto Neymar, educado e simpático como só ele, fez uma gentileza e disse que é fã de Ronaldinho Gaúcho. Sim, da mesma forma que Pelé, um dia, disse que era fã de Zizinho. Mas, para a Globo, que quer espanholizar o futebol brasileiro – e para isso precisa supervalorizar o alvinegro de São Paulo e o rubro-negro carioca -, bastou esta frase polida de Neymar para que o repórter Tino Marcos fizesse uma matéria colocando Ronaldinho acima do jogador do Santos.

“Ídolos e fãs”, diz Tino Marcos em determinado momento, tentando dar algum significado poético a uma intenção essencialmente marqueteira de desvirtuar a verdade para valorizar um jogador em visível decadência. Amante de baladas, fôlego cansado de quem troca o dia pela noite – motivo de sua briga com o técnico Vanderlei Luxemburgo -, Ronaldinho Gaúcho, aos 31 anos, não é nem sombra do que já foi e não consegue se destacar nem no limitado futebol carioca.

Com a bola nos pés, sem marcação, ainda consegue fazer grandes jogadas? Sim, mas qual adversário – a não ser o Santos naqueles malucos 5 a 4 na Vila Belmiro – dá libertade ao jogador talentoso? Se este não tiver rapidez, mobilidade, velocidade, não faz nada. Aí está a grande diferença entre Neymar e Ronaldinho. O garoto é agil, rápido nos reflexos e nos músculos; enquanto o gaúcho joga parado, tolhido pelos próprios limites físicos e pelos excessos extra-campo.

Só mesmo a Globo, com sua infinita maquiavelice, para colocar Neymar, o maior ídolo do futebol brasileiro no momento – bem adiante de qualquer outro -, como fã de um jogador decadente e derrotado, que há uma década vem tentando repetir na Seleção Brasileira os 15 minutos de bom futebol contra a Inglaterra, na Copa de 2002, quando deu uma assistência e fez um gol sem querer.

Que Bósnia…

Sei que é preconceito, mas depois da carnificina que promoveram em pleno século XX, em uma Europa que já julgávamos livre dessas barbáries, sempre que ouço falar em Sérvia e Bósnia penso e temo a violência. Hoje, só espero que nossos garotos Neymar e Paulo Henrique Ganso se livrem da belicosidade dos rivais e voltem para casa sãos e salvos.

E para você, quem é mais ídolo hoje: Ronaldinho Gaúcho ou Neymar?


Uma dia a sorte muda… Por que não hoje?

O jogo que mais atrapalhou o Santos neste Brasileiro foi aquele 4 x 5 contra o Flamengo, na Vila Belmiro. Se tivesse ganhado, como deveria, o Alvinegro Praiano estaria brigando pelo título. Mas a derrota inexplicável desanimou a equipe, que ficou alguns jogou sem se encontrar. Hoje, às 18 horas, no Engenhão (com transmissão pelo Sportv), o Santos terá pela frente um adversário desfalcado e desmoralizado. É a chance da desforra!

Enquanto o Alvinegro terá Neymar, o rubro-negro não poderá contar com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, seus destaques no jogo do primeiro turno. Outro detalhe é que o técnico Muricy Ramalho se recupera de uma cirurgia de hérnia de disco e será substituído pelo interiro Tata, que já dirigia muito bem o time na vitória contra o Botafogo, no meio da semana.

Tata, que foi centroavante, segura menos o time. Com ele, o Santos terá Neymar, Renteria e Alan Kardec no ataque, já que Borges está machucado. Outra opção seria colocar Ibson no lugar de Renteria, mas espero que Tata não faça isso. Infelizmente, Ibson foi uma péssima contratação – cara e ruim – e justifica isso a cada vez que entra em campo.

Ontem, Fluminense e Botafogo perderam. Caso o Santos vença e outros favoritos ao título tropecem, a esperança, mesmo que pequena, renascerá. E enquanto há um fio de esperança, é preciso lutar por ele.

Hoje o time mais provável do Santos será Rafael; Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Adriano, Henrique, Arouca e Renteria (ou Ibson); Neymar e Alan Kardec. O Flamengo deverá jogar com Felipe, Leonardo Moura, Wellinton, Alex Silva e Júnior César; Airton, Willians, Maldonado e Renato Abreu; Diego Maurício e Deivid. A arbitragem será de Paulo H. Godoy Bezerra (SC), auxiliado por Carlos Berkenbrock (FIFA-SC) e Kleber Lúcio Gil (SC).

Neymar poderá decidir

O técnico Vanderlei Luxemburgo pode ter muitos defeitos, mas não creio que pedirá uma marcação violenta sobre Neymar, jogador que ele viu nascer na Vila Belmiro. Bem, espero não estar enganado.

Lançamento do Dossiê na Vila Belmiro

Sexta à noite vivemos mais um momento de profunda felicidade proporcionado pelo Santos e os santistas. O clube colocou o Salão de Mármore à disposição do lançamento do Dossiê e não poderíamos ter imaginado uma noite mais alegre, ao lado de amigos tão queridos. Todos os principais formadores de opinião da comunidade santista em Santos estavam presentes, como Ademir Quintino, Kako Ferreira, Alex Frutuoso, Guilherme Guarche, Guilherme Nascimento,Ted Sartori, Passarinho, José Calill, pessoal da Rádio Cacique, da Rádio ABC, das tevês de Santos, entre tantos outros.

Os ídolos eternos Pepe, Mengálvio e Dorval compareceram e contaram boas histórias das conquistas da Taça Brasil que tornaram o Santos o único legítimo pentacampeão brasileiro.

Diretores, conselheiros (Almir Almeida, Reinaldo…) e funcionários do Santos estiveram presentes, com destaque para o vice-presidente Odílio Rodrigues, que muito honrou a mim e ao José Carlos Peres com suas generosas palavras. Fiquei agradavelmente surpreso com o grande número de leitores deste blog no evento, como Fernando Ortega, que veio de Mato Grosso do Sul, e o impagável Khayat.

Há uma consciência de que nós temos agora a incumbência de divulgar o conhecimento que está no Dossiê e, com isso, impedir o esquecimento pretendido por tantos que sempre fizeram questão de manipular a história do nosso futebol segundo seus interesses. Mãos à obra!

Reveja agora o golaço de Neymar contra o Flamengo no primeiro turno, o mais bonito do Campeonato Brasileiro. Será que teremos algo parecido hoje?

Ah, e no mesmo jogo o Neymar fez mais este, aqui na voz de José Silvério:

E aí, será que hoje será mais um dia de Neymar? Será que o Santos repetirá o bom futebol apresentado contra o Botafogo?


Neymar retribui o carinho dos paraenses com show e gol

Neymar teve tratamento de pop star em Belém e retribuiu em campo, com grandes jogadas e o segundo gol da vitória por 2 a 0 sobre a Argentina que deu ao Brasil a Copa Rocca.

Os santistas Danilo e Borges jogaram bem, mas os destaques da Seleção Brasileira, além de Neymar, foram Lucas, Ronaldinho Gaúcho e o lateral-esquerdo Cortês. Dos argentinos, Montillo foi o melhor.

Neymar e Ronaldinho fizeram jogadas de alta categoria, que há muito não se viam em nossos campos. E quando cismaram de gastar o tempo, trocaram passes seguidos sem que os adversários roubassem a bola.

Não sei se uma Seleção Brasileira formada apenas por “estrangeiros” teria um desempenho tão bom. Acho que esse jogo deixou evidente que um time só com jogadores que atuam no País acaba tendo um estilo mais agressivo, ofensivo e criativo. Além de ter uma empatia maior com o público.

Uma torcida 100% brasileira

A alegria e o patriotismo dos torcedores de Belém foi tocante. O momento em que o estádio inteiro cantou o Hino Nacional ficará para a história. Certamente Neymar aprendeu um pouco mais do que é ser brasileiro nesta noite. Talvez isso o ajude a refletir sobre a necessidade ou não de deixar o Brasil para provar que é um grande jogador. Os paraenses mostraram que ele não precisa provar mais nada.

O interessante é que a idolatria por Neymar surgiu espontaneamente entre os torcedores, sem a insistência e o marketing que se faz para promover jogadores de outros times considerados “de massa”.

Veja os melhores momentos de Brasil 2 x 0 Argentina:

http://youtu.be/YT8WT8BBcuE

Quais desses jogadores que jogaram ontem pela Seleção Brasileira ainda terão lugar no time depois da chegada dos que atuam no exterior?


Santos, a capital do futebol. E mais Bahia, Nadal, Seleção…

O Santos não só é o time com mais jogadores na Seleção Brasileira (três) que joga hoje contra Gana. Ele é também a base das Seleções Brasileiras feminina e de futsal. O plano do marketing do clube caminha de vento em popa. Falar de futebol, hoje, no Brasil, é falar do Alvinegro Praiano. Este conceito poderia ser levado à cidade e transformar Santos na capital do futebol.

O Museu Pelé está sendo construído. Há, ainda, o Museu De Vaney, em homenagem ao jornalista Adriano Neiva, o primeiro grande historiador do Santos. No ano que vem, o Festival Curta Santos homenageará os 100 anos do Santos Futebol Clube. O artista Paulo Consentino e sua equipe prosseguem na obra que transformará o muro do CT Rei Pelé no maior mural ao ar livre do mundo.

Passos importantes estão sendo dados, mas muito mais pode ser feito. Por que não buscar ser a sede de eventos – seminários, congressos, simpósios – sobre futebol? Por que não atrair o estágio de jovens de todo o mundo que queiram aproveitar as férias escolares para especializar-se no esporte, assim como a Flórida, nos Estados Unidos, se tornou a meca do tênis infanto-juvenil?

Enfim, há muitas iniciativas que podem consolidar Santos como a capital do futebol, o que traria enormes benefícios à cidade. Limitada gograficamente, Santos não pode apostar no crescimento horizontal e, pelas circunstâncias do ambiente, muito menos na industrialização. Uma das saídas é o turismo associado aos serviços que podem ser alavancados pelo futebol em suas várias manifestações. Outra é seguir o exemplo de pequenas e prósperas cidades suíças, que se tornaram ricos centros financeiros ou joalheiros.

Ficar esperando pelos milagres do pré-sal é cômodo, mas pode gerar frustrações. A viabilidade de um estádio maior na região e de uma média de público condizente com a grandeza do clube passam pelo crescimento da cidade, que, assim como o clube, precisa definir sua vocação. Para um porto internacional que é um dos mais importantes do continente, o chamariz do futebol pode ser decisivo (espero que sugiram isso na câmara de vereadores de Santos).

Grande Bahia!

No trabalho pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959 ouvi as críticas mais absurdas. Entre elas, a de que os times campeões naquele período não representavam mais grandes forças do futebol. E citavam a má fase do Fluminense e o fato de o Bahia estar na Série C para comprovar o que diziam.

Pois que olhem agora a classificação da Série A do Brasileiro para constatar que três dos campeões daquele período de ouro do nosso futebol estão entre os sete mais bem classificados e que todos os seis estão fora da zona de rebaixamento. Sem contar que o Fluminense é o atual campeão brasileiro e o Santos o campeão da Libertadores.

Para completar, ontem, o grande Bahia, primeiro campeão brasileiro, em 1959, sapecou um belíssimo 3 a 1 no Flamengo, no Rio de Janeiro. E o gostoso foi ver a alegre torcida do Bahia, o time de melhor média de público da competição, vibrando lá no campo do adversário.

Fico feliz porque conheci o presidente do Bahia, o jovem Marcelo Guimarães Filho, e lhe disse, há três anos, que o seu querido Bahia não só voltaria à Série A, como reviveria seus grandes momentos históricos. Ontem, sem dúvida, foi um deles.

As cãibras do valente Nadal

Não sou fã do Rafael Nadal à toa. Ontem, na entrevista coletiva após a suada vitória sobre o argentino David Nalbandian, no US Open, o jovem espanhol foi tomado por terríveis cãibras e acabou desabando pra baixo da mesa. Suas caretas davam idéia da dor que sentia.

Pois Nadal, todos sabem, não joga por dinheiro. Parasse hoje e seus netos já teriam um futuro garantido. Mas o moço se entrega de corpo e alma em busca da vitória a cada vez que entra na quadra. Já pensou se todos os jogadores de futebol também fizessem assim?

Gana pode despachar Mano

O técnico Mano Menezes já usou a desculpa de que o time melhoraria quando Paulo Henrique Ganso voltasse. Agora, redescobriu a genialidade de Ronaldinho Gaúcho. Enfim, o homem está sempre empurrando sua demissão com a barriga. É evidente que não é o técnico certo para a Seleção Brasileira e que se perder hoje pegará o boné mais cedo do que se imaginava.

Como já escrevi, titio Joel Santana cairá como uma luva nesta Seleção. Tem melhor currículo e enxerga bem mais futebol do que Mano Menezes, que assim poderia voltar ao alvinegro da capital ou ao tricolor gaúcho, times em que foi campeão brasileiro (da Série B).

Para o bem do futebol brasileiro, muita gente torcerá para que Ronaldinho e os meninos Ganso, Neymar e Leandro Damião arrebentem e o Brasil faça cinco gols em Gana. Mas que a defesa tome cinco ou mais e, finalmente, a Seleção possa iniciar sua preparação para a Copa de 2014 com um técnico de verdade.

Reveja a vitória do Bahia, o primeiro campeão brasileiro, sobre o Flamengo:

http://youtu.be/4rSR3kmRxB0

O que você achou da idéia de transformar Santos na capital do futebol? E quanto ao jogo da Seleção, você vai torcer para quê?


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