Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Acredite se quiser: site da Umbro diz que CBF não reconheceu Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa como títulos brasileiros do Santos

O leitor Leonardo Bastos Falco me alertou, mas não quis acreditar. Fui checar e, para minha decepção, é mesmo verdade. O site da Umbro, que nos últimos anos tem sido a fornecedora de material esportivo para o Santos, diz que os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa não foram reconhecidos pela Confederação Brasileira de Futebol.

Ora, até quem não acompanha futebol ficou sabendo do Reconhecimento da CBF, que envolveu personalidades como Pelé, João Havelange, Ricardo Teixeira, presidentes de seis grandes clubes brasileiros e ouriçou a mídia esportiva nacional. A unificação é oficial, com documento carimbado e assinado, reconhecida pela Conmebol e Fifa. O Dossiê que gerou tudo isso está à venda (mas posso ceder para a Umbro, se ela não tem verba reservada para se atualizar sobre o mercado em que ela atua e sobre o clube que ela patrocina).

Não sei de que planeta a Umbro faz o seu site, mas está defasado há mais de um ano. Não me admira que a camisa do Neymar, ou do Santos, seja um objeto raro nas lojas brasileiras. A Umbro tem sido extremamente incompetente e negligente com o Santos. Sinto dizer, mas não deixará saudades.

Se até o site oficial da fornecedora de material esportivo ignora o reconhecimento, veja, leitor e leitora, o tamanho do caminho que ainda temos pela frente. Por isso, peço que pense com carinho na possibilidade de, neste Natal, dar o Dossiê (com o “Sonhos mais que possíveis!” como brinde) a amigos santistas ou não que precisam conhecer mais sobre o reconhecimento e ajudar nessa Unificação.

Confira o parágrafo sobre o Santos no site oficial da Umbro:

“Apesar de não ser reconhecido pela CBF, a FIFA considera o Santos como octacampeão brasileiro: 5 Taças Brasil (1960-1967), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968) e 2 Campeonatos Brasileiro (2002 e 2004). Sendo assim, o maior campeão brasileiro ao lado do Palmeiras, com 11 títulos”.

Confira no site da Umbro a notícia de que a CBF não reconheceu os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa

Vamos patrocinar este samba do Centenário?

Ouça, abaixo, a música de Alexandre Moreira para o concurso de Samba Enredo da Torcida Jovem, que em 2012 cantará o Centenário do Santos. O samba ficou em segundo lugar, mas o Alexandre quer gravá-lo e calcula que precisará de 2 a 3 mil reais para despesas de partitura, arranjo, coral e estúdio.

Para adaptar a música ao Centenário, a letra substituirá a menção à Torcida Jovem, pelo Santos. Ficou empolgante. Mostrei para a Suzana e ela se arrepiou e disse que é legal torcer para o Santos. Acho que para uma empresa de Santos, ou um empresário santista que queira patrocinar o CD e dá-lo como presente de Natal, o investimento é pequeno e o resultado será recompensador.

Já imagino essa música no Reveillon do santista, comemorando o tricampeonato mundial. Escutem com atenção e deem sua opinião. Para quem se interessar, o e-mail do Alexandre é lele.moreira@uol.com.br

Ronaldo agiu sozinho?

Minha coluna de ontem no jornal Metro de Santos

Esta semana Luis Álvaro Ribeiro revelou que o ex-jogador Ronaldo Nazário tinha lhe feito uma proposta para levar Neymar para o Real Madrid. Quem lê meu blog não se surpreendeu. Era óbvio que aquele papo de que, ao pendurar as chuteiras, Ronaldo trataria de “ajudar o futebol brasileiro”, era só fachada.

Levar embora um garoto de 19 anos, que já é o maior o maior ídolo do País, só abortará a operação sacode complexo de vira-latas que o Santos e Neymar estão implantando no nosso futebol.

Não diria que esperava mais de Ronaldo do que esta função subalterna de aliciador de jovens craques brasileiros para a Europa em troca de gordas comissões. Não me surpreende que pessoas ricas façam coisas odiosas apenas para ganhar mais dinheiro.

Ficar longe da família, dos amigos, do filho, dos torcedores e do clube que o amam tem um preço que Neymar não precisa pagar. Se Ronaldo pagou, azar dele. Ele ainda não era um Neymar aos 19 anos. Enfim, como diz a sabedoria popular, felicidade não se compra. E eu completo: caráter também não.

Minha dúvida, agora, é se Ronaldo agiu sozinho nessa estratégia de “convencimento” a Neymar. Estranhei muito quando Galvão Bueno, amigo íntimo e parceiro de Ronaldo em alguns negócios, fez um apelo emocionado para que o Menino de Ouro se transferisse para o Real Madrid, contrariando os próprios interesses da Rede Globo. Lembro-me bem da frase: “Estou falando para o seu bem, Neymar. Que mal há em jogar em um time do tamanho do Real Madrid?”.

Estranhei também quando Fausto Silva, outro amigo particular de Ronaldo, deu voz ao ex-jogador para que fizesse outro apelo público ao craque santista, desta vez argumentando que o talento de Neymar não podia ficar restrito ao Brasil, mas deveria ser exposto ao mundo.

Ora, a tevê e a Internet acabaram com as distâncias. O que se faz na Vila Belmiro é visto em Hong Kong… Está certo que nem todos os jogadores e times têm essa visibilidade planetária. Mas Neymar e o Santos certamente têm e serão vistos por todos, onde quer que joguem.

E você, acha que é possível que a Nike seja pior do que a Umbro? E Galvão e Fausto Silva, ajudaram o amigo Ronaldo no convencimento a Neymar para ir embora do Brasil?


Cala a bola Ronaldinho Gaúcho!

Veja só quem está aconselhando aos jovens craques brasileiros Neymar, Ganso e Lucas a irem jogar na Europa: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Neto… Três “conselheiros” ligados a Flamengo e Corinthians que se tivessem ouvido mais conselhos, não teriam tido uma vida tão conturbada.

Ronaldinho e Ronaldo deixaram de ir à última Copa por indisciplina, por irresponsabilidade, pois bagunçaram o coreto na Copa de 2006. Continuaram frequentando baladas em pleno Mundial, aprontaram como dois adolescentes. E Neto é um jogador que também só não conseguiu se firmar na Seleção porque nunca se cuidou fora do campo e sempre viveu bem acima do peso. Não pode dar conselhos.

Sugerir a ida para a Europa é, no mínimo, antiético

Como Santos e São Paulo estão fazendo um grande esforço para manter seus meninos de ouro por aqui, a atitude de Ronaldinho soa, no mínimo, como uma tremenda falta de ética e um desrespeito aos dois clubes e seus torcedores. Se quer aconselhar, que o faça com os jovens valores do Flamengo, seu time. Mas não dê palpite no time dos outros. Até porque ele jogou dez anos na Europa e não melhorou nada como jogador e pessoa.

Há outras maneiras de se adquirir cultura e crescer como profissional do que ir embora do País. Pelé, Gérson, Rivelino, Carlos Alberto Torres, Tostão, Ademir da Guia e muitos outros não tiveram de jogar na Europa para se consagrarem como jogadores dos quais Ronaldinho Gaúcho teria de pedir licença para amarrar as chuteiras.

Usar o seu prestígio e a sua ascensão sobre os garotos para dar uma declaração pública a favor de irem embora soa muito mal. Até porque sem a concorrência dos ídolos emergentes, Ronaldinho, que voltou para o Brasil porque não tinha mais mercado por lá, restará como um dos poucos a atrair a atenção da imprensa esportiva brasileira. Portanto, quem garante que não está agindo em benefício próprio?

Espero que Neymar, Lucas e Ganso não entrem nesse canto de sereia de um jogador malabarista que não foi nem 20% do que se imaginou que poderia ser. Chegou a ser escolhido como o melhor do mundo por seus malabarismos em uma grande equipe europeia, mas na Seleção Brasileira, que é o que vale, só fez alguma coisa na Copa de 2002. De lá para cá tem vivido da fama.

E se foi embora porque no seu tempo era a única forma de ficar rico, hoje as coisas mudaram. Os clubes europeus estão falidos, vários países da Europa entrarão em crise profunda – entre eles a Espanha e a Itália – e ir pra lá é escolher viver no olho do furacão. Aliás, se tivesse adquirido um pouco de cultura, além do pagode e da mulherada, Ronaldinho saberia mais da gravidade da situação econômica europeia.

E você, o aque achou do “conselho” de Ronaldinho Gaúcho para que Lucas, Neymar e Ganso joguem na Europa?


Ganso não será tratado como Ronaldo e Roberto Carlos

Clubes de futebol são como pessoas. Têm uma personalidade e o tempo não as modifica. Há traços que permanecem. E clubes em que a paixão fala mais alto do que a razão, tendem a agir também de forma passional, geralmente prejudicial aos seus próprios interesses.

Veja o caso do Corinthians. Que já escorraçou Gylmar, Rivelino, Sócrates, Marcelino Carioca, Edilson, Rincón, Edmundo, Viola, Tevez, Mascherano, Zé Elias, e agora também faz com que saiam pela porta dos fundos os campeões mundiais Ronaldo e Roberto Carlos.

Ué, não foi feito um plano de marketing para contrata-los, não estava tudo indo às mil maravilhas? Pois é. A velha e sábia máxima de que torcedores querem mesmo é títulos acabou prevalecendo.

Todos os planos mirabolantes para supervalorizar a marca caíram por terra diante do humilde Tolima. É a verdade nua e crua do futebol afogando, mais uma vez, as teorias dos homens da prancheta.

Por acreditar nesse caráter ancestral que rege as ações os clubes é que me arrisco a dizer que Paulo Henrique ganso jamais sairá do Santos como um indigente. Ao voltar aos campos, a alegria retornará e ele sentirá que o seu lugar continua sendo o time que valoriza e respeita os craques e os homens que eles são.

O que você acha das saídas de Ronaldo e Roberto Carlos do Corinthians? Acha que há alguma chance disso se repetir com o Ganso no Santos?


Uma noite sem surpresas

Em Campinas, Elano voltou a roubar a cena. Apesar das trapalhadas da defesa, que teve como zagueiros os Brunos Aguiar e Rodrigo, Elano fez um gol de falta e começou a jogada que resultou no gol de empate de Maikon Leite. O 2 a 2 foi bom, já que o time jogou 33 minutos no segundo tempo com um jogador a menos, devido à expulsão do goleiro Rafael (no lance do pênalti que gerou o segundo gol da Ponte Preta).

Mas, com o empate do Santos e a vitória do Palmeiras sobre o Mirassol, em Mirassol, por 1 a 0, a liderança do Campeonato Paulista, agora, é do Alviverde. O detalhe é que o Palmeiras jogou sem suas estrelas e foi melhor do que quando elas estão em campo.

Em Tolima, o vexame anunciado

Do jeito que o Corinthians tem jogado este ano, não se podia esperar outro resultado em Tolima, na Colômbia, do que uma vitória do time local. E 2 a 0 foi pouco, já que o alvinegro paulistano não mostrou absolutamente nada. O campo é péssimo? É. Mas é ruim pros dois lados. Assim, o Corinthians se supera e passa o seu maior vexame de todas as suas participações da Libertadores. Na verdade, nem foi Libertadores, foi Pré.

Não sei o que vai acontecer hoje, mas me arrisco a dizer que Tite não fica. Para mim, está na cara que o time não morre de amores por ele. E essa contusão do Roberto Carlos… Sei não, mas nunca vi um Corinthians tão desanimado em um jogo tão importante. Perdeu caminhando. Jogou sem sangue. De saco cheio, os corintianos que foram a Tolima, gritavam, ao final da partida: “Aqui tem um bando de idiotas”.

Ronaldinho contra o poderoso Nova Iguaçu

No Rio, 37 mil flamenguistas lotaram o Engenhão para ver a estréia de Ronaldinho Gaúcho contra o poderosíssimo Nova Iguaçu – que teve a maior chance de gol do primeiro tempo. A vitória rubro-negra só veio na segunda etapa, com o coadjuvante útil Wanderley.

Ronaldinho? Fez o que tem feito nos últimos cinco anos: muito pouco. Uma ciscada pra cá, uma cobrança de falta pra lá, nenhum drible pra frente, algumas metidas de bola, ou tentativas de. A esperança do Flamengo é que o departamento de marketing pedale e faça mais gols do que o dentuço.

Hoje, Neymar, o verdadeiro craque

Ontem, de craque mesmo, só vimos Elano. Ronaldo, cujo salário é um fenômeno, está naquela fase em que sair de campo sem dores já é lucro. Ronaldinho tem mais fôlego do que o corintiano, mas lhe falta inspiração. Dribles, gols, serviços, ginga, só mesmo no jogo das 0h10m desta sexta-feira, entre Brasil e Colômbia, pelo Sul-americano Sub-20. O problema é que Neymar já tem um amarelo e se levar outro ficará de fora do clássico contra a Argentina.

O que você achou dos jogos de ontem?


Amanhã começa o Paulistão. Ou você prefere chamá-lo de Paulistinha?


No ano passado, o Santos tirou a maior onda, deu show e ainda foi campeão. Abaixo, a comemoração desesperada de Ronaldo e a festa do Palmeiras desmentem os que chamam o Estadual de “Paulistinha”

Amanhã, com o campeão Santos enfrentando o Linense, às 19h30m, em Lins (com transmissão pelo Sportv), começa o Campeonato Paulista de 2011. Se não fosse ele, Ronaldo não teria justificado a sua contratação, o Palmeiras teria passado a década em branco e o Santos não seria a sensação do primeiro semestre do ano passado.

Sim, o grande momento de Ronaldo no Corinthians foi seu desempenho no primeiro jogo da final do Paulista de 2009, na Vila Belmiro (principalmente no gol em que encobriu Fábio Costa); o Palmeiras se livrou de uma década vazia com o título de 2008 e o Santos encantou o Brasil com o futebol dos Meninos no primeiro semestre de 2010.

Os cariocas não chamam o seu estadual de “Carioquinha”, nem os mineiros denominam o seu de “Mineirinho”, ou os gaúchos tratam o seu regional de “Gauchinho”. No entanto, o estadual mais rico do País, que dá mais visibilidade, traz um dinheiro importante para os clubes e revela muitos jogadores, passou a ser denominado “Paulistinha”.

Os estrangeiristas, cujo único parâmetro é o futebol europeu, alegam que o Brasil não deveria ter mais campeonatos estaduais. Ora, isso significaria matar justamente a base da cadeia alimentar de seu futebol.

O futebol brasileiro ainda é um grande revelador de jogadores, mas a maioria deles não vêm das escolinhas de base dos grandes clubes e sim dos campos baldios do Interior. Dos pequenos, falimentares clubes por este país agora é que brotam os craques que vão brilhar no mundo. Sem estas células vitais, o organismo entra em colapso e o tesouro se perde.

Bem, este é apenas um detalhe. O outro, falando agora deste Campeonato Paulista, é que a competição é lucrativa e interessa aos clubes. Neste começo de ano, quando os caixas estão a zero, ou bem menos do que isso, os grandes clubes paulistas tiram a barriga da miséria com as verbas que vêm do Paulistão.

Só de direitos de tevê foram R$ 10 milhões para cada um. E ainda há as arrecadações, a visibilidade que proporciona patrocínios e merchandising, a quase certeza de se chegar a jogos decisivos (neste ano, os oito melhores da fase inicial se classificarão para um mata-mata a partir das quartas-de-final).

Enfim, se há um estado que não pode reclamar do seu regional, é São Paulo. E se algum clube se sentir muito prejudicado, sempre poderá poupar os principais jogadores em várias partidas, pois, como já disse, os oito mais bem classificados passarão para a próxima fase.

Por fim, como alguém já disse, o Paulistinha só é inha para quem perde, pois não há torcedor que se sinta à vontade ao ser derrotado pelos times de maior rivalidade. E relegar o Paulista a um plano secundário, para se dedicar exclusivamente à Libertadores, é bobagem.

O time, quando é bom, pode ganhar todas as competições. Como o Santos cansou de provar isso e, mais recentemente, o São Paulo, campeão do Paulista, da Libertadores e do Mundial em 2005.

Portanto, ótimo Paulista a todos, mas que nenhum perdedor venha com desculpas depois. Ah, e que o Santos alcance o bicampeonato.

Reveja o retorno de Robinho em um clássico:

Você acha que o Paulista vale a pena, ou deveria ser abolido?


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