Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Tag: Salvador (page 1 of 2)

Na estreia, Santos busca uma vitória improvável

Como nos anos anteriores, o calendário brasileiro pune os times que se destacam, obrigados a jogar duas competições ao mesmo tempo e priorizar uma delas. Assim, uma equipe que é um verdadeira incógnita entrará em campo hoje, em Piatuaçu, às 18h30m (transmissão do Sportv), para enfrentar o Bahia do técnico Falcão, animado com o seu primeiro título estadual depois de dez anos de fila.

Com muitos e novos fãs na Bahia, principalmente em Salvador, seria ideal que o Santos tivesse o time completo, com Neymar, no jogo de hoje. Mas, diante do confronto decisivo pela Copa Libertadores, quinta-feira, na Vila Belmiro, contra o Vélez Sarsfield – que o Alvinegro terá de vencer por dois gols de diferença, no mínimo – o técnico Muricy Ramalho poupará todos os titulares.

Dos cinco estreantes, tenho boas expectativas com relação a Galhardo e Bernardo. Mas veremos como os outros se saem. Sem dinheiro para contrataçõs de vulto, o Santos tenta especular entre jogadores ainda sem grande expressão. Quem sabe um deles dá certo. Ailton Lira e Giovanni também vieram assim, desconhecidos, e acabaram se tornando ídolos na Vila Belmiro. Tenhamos paciência…

Não acredito na vitória, hoje, assim como não acredito no título brasileiro, já que o Alvinegro Praiano fará quase metade de suas partidas sem Paulo Henrique Ganso e Neymar, os dois jogadores decisivos do time. Mas, como torcedores, só nos resta torcer…

Espero que o marketing do Santos tenha planejado alguma ação para a partida de logo mais. Afinal de contas, além de abrir o Campeonato Brasileiro, ela terá a presença do primeiro campeão brasileiro, o Esporte Clube Bahia. Ressaltar essa conquista é importante para acabar com o movimento de retrógrados que querem impedir a divulgação da verdadeira história do futebol nacional.

Chelsea não é nenhum bicho-papão

Não gosto de contar com sucessos futuros no futebol, mas gostei da vitória do Chelsea na decisão da Liga dos Campeões. É um grande time, mas que joga no contra-ataque e dá espaço ao adversário, bem diferente do Barcelona. Se porventura o Santos se classificar novamente para o Mundial, suas possibilidades de conquistar o título serão bem maiores do que no ano passado.

Quem falou que Neymar precisa ir para a Europa para ser reconhecido mundialmente? Veja este vídeo da Nike que mostra grandes jogadores, mas escolhe o jogador do Santos como o grande protagonista:
http://www.youtube.com/watch?v=QMv8g8CO4cQ

Terça-feira será o Dia do Dossiê no Blog

Não se esqueça: na próxima terça-feira, do primeiro ao último minuto do dia, este blog fará uma sensacional promoção do Dossiê que unificou os títulos brasileiros. Aproveitando o início do Campeonato Brasileiro, o livro será vendido com 50% de desconto, ou seja, a apenas R$ 30 reais. Mas só na terça-feira!

Anúncios no blog são para clicar, pesquisar e comprar

Você já deve ter percebido que o blog está com banners comerciais de lojas importantes, como Saraiva, Carrefour e Buscapé. Clicando nesses banners você terá acesso a uma infinidade de produtos – livros, CDs, DVDs, celulares, computadores, TVs, câmeras fotográficas, eletrodomésticos -, alguns com preços promocionais. O negócio é seguro e a cada venda o blog recebe uma pequena comissão, o que nos ajuda a mante-lo no ar. Por isso, sempre que quiser adquirir produtos anunciados por estas lojas, e o preço for compatível, prefira comprá-los pelo Blog do Odir, está bem? Você faz uma boa compra, 100% segura e o Blog ganha mais recursos para oferecer um serviço digno aos santistas. Agradeço!

Fique agora com estatísticas, histórias e vídeos garimpados por Wesley Miranda.

Retrospecto e histórias de Santos x Bahia

Por Wesley Miranda

Santos e Bahia já se enfrentaram 51 vezes ao longo da história e a vantagem é amplamente santista, com 25 vitórias, contra 16 vitórias baianas e 10 empates. O Peixe marcou 112 gols e o tricolor 74.
Em Brasileiros o primeiro confronto aconteceu já no ano de 1959. A vantagem também é santista, com 17 vitórias, contra 12 vitórias baianas 6 empates. O time Paulista marcou 75 gols e o soteropolitano, 46.

Confrontos por competições
Total: V, E, D (do Santos)
Campeonatos Brasileiros (1959-2011): 17, 7, 12
Taça Brasil (1959-1968): 4, 1, 2
Robertão (1967-1970): 2, 1, 0
Nacional (1971-2011): 11, 5, 10
Pontos Corridos (2003-2011): 3, 1, 0
Copa do Brasil: 1, 1, 2
Outros torneios: 0, 1, 1
Amistosos: 7, 1, 1

O artilheiro do confronto

O artilheiro do confronto é Pelé com 15 gols. Em 16 jogos, o rei obteve 10 vitórias contra 4 empates e 2 derrotas. O gênio Coutinho com 8 gols aparece na vice liderança da tábua de artilheiros e Toninho Guerreiro com 7 e Viola com 6 também merecem destaque como os maiores goleadores do confronto.
Então vamos com esse vídeo com uma história sobre o artilheiro do confronto. Por muito, muito pouco o 1000º gol de Pelé não saiu em um Santos x Bahia na Fonte Nova em um jogo do dia 16/11/1969.

Recorde de finais
Santos e Bahia já se enfrentaram três vezes em finais de Brasileiro. Na primeira, o time baiano se sagrou campeão ao bater o Santos no Maracanã por 3 a 1 depois de vencer a primeira na Vila Belmiro por 3 a 2 e perder a segunda na Fonte Nova por 2 a 0.
Em 1961, o troco santista, empate na Fonte Nova, 1 a 1 e vitória na Vila Belmiro, 5 a 1. Em 1964, válida pela Taça Brasil de 1963, o Santos goleou o Bahia no Pacaembu por 6 a 0 e garantiu o título com uma nova vitória na Bahia, 2 a 0.

E ao som da maior banda de Rock de todos os tempos, veja algumas imagens do maior time do mundo de todos os tempos.

A volta de Pelé
A cena é famosa, e deve estar na memória de quem presenciou em 02/10/1974. Pelé pega a bola no meio campo, ajoelha em forma de agradecimento e se despede dando a volta olímpica. O que pouco se fala, é que pouco mais de um ano depois, em 07/12/1975, Pelé voltou a atuar pelo Santos FC. Foi em uma partida válida por um octogonal promovido pelo governo baiano: o Torneio Roberto Santos. Foram apenas 45 minutos, mas o suficiente para mostrar que o Rei do futebol tinha condições de jogar mais tempo. Veja em detalhes: http://prof-guilherme.capesp.org/?s=1975

Gol de Placa
No confronto válido pelo Brasileiro do dia 25/07/1997, vencido pelo Santos por 3 a 1, o lateral Dutra marcou um gol pouco à frente do meio campo. O feito rendeu uma placa para o Maranhense.
http://youtu.be/8dpUgkemoFE

Copa do Brasil
Por duas vezes os times se enfrentaram em jogos eliminatórios da Copa do Brasil. Em 1998, pelas oitavas de finais, no primeiro jogo um empate em 3 a 3 na Fonte Nova com 3 gols de Marcos Assunção na sua despedida. No jogo da volta o Santos bateu o Bahia na Vila por 5 a 2, com 3 gols do centroavante Viola. Esse jogo marcou a despedida do zagueiro Ronaldão. Em 2001, o Santos foi surpreendido pelo Bahia logo na 2ª fase. Duas vitórias do tricolor baiano por 2 a 0.

Robinho artilheiro
Em partida válida pelo brasileiro de 2003, o Santos venceu o time baiano em Salvador por 7 a 4. Foi a primeira vez que Robinho marcou dois gols em uma partida, o que virou rotineiro depois.
Reveja o emocionante jogo entre Santos e Bahia de 2003:

Jejum
O Bahia não vence o Santos desde 2001. Nesse período foram 6 jogos com 4 derrotas e 2 empates. Apesar do jejum baiano, a maior invencibilidade do confronto pertence a eles: 8 jogos, com 6 vitórias e 2 empates entre 1975 a 88.

Primeiro gol do Pituaçu
O Santos jogará com o Bahia no bom estádio Roberto Santos, o Pituaçu. Inaugurado em 1979 ele passou por uma grande reforma e ampliação em 2008. E foi em seu jogo inaugural que “Santos” e Bahia marcaram seus nomes na história do estádio. Mas o jogo foi Bahia e Fluminense de Feira de Santana, vencido pelo time tricolor por 2 a 0. O autor dos dois gols pioneiros do neófito estádio, é Douglas Franklin, mais uma cria da santástica fábrica de craques da Vila Belmiro que por conta de um desses desacertos acabou deixando a Vila em 71 e acabou brilhando e muito no Bahia!

Homenagens aos capitães
Em comemoração ao Centenário, a cada jogo do Santos a faixa de capitão do time trará o nome de um líder da história santista. E neste primeiro jogo, o homenageado será o primeiro técnico e primeiro capitão santista, Haroldo Cross. O veterano atacante irlandês foi um dos fundadores do Santos FC, fez apenas 7 jogos com a camisa santista e marcou 4 gols.
A estréia dele foi na vitória de 1 a 0 contra um Scratch Inglês, a segunda partida oficial do Santos. Foi dele o primeiro gol do Santos em Campeonato Paulista, na derrota por 8 a 1 para o Germânia no dia 01/06/1913. Esteve presente na primeira vitória do Santos em Paulistas, 6 a 3 contra o Corinthians no dia 22/06/1913.
Haroldo Cross também foi fundador do clube santista C. A. Internacional além de ter disputado o primeiro jogo de futebol em Santos no dia 1º de Novembro de 1902.

E você, acha que os reservas do Santos podem vencer o Bahia?


Santistas são maioria em Cajazeiras, populoso bairro de Salvador


Um bom começo: em Cajazeiras há mais santistas do que flamenguistas e corintianos

Sempre defendi neste blog que a pesquisa de torcidas de futebol mais abrangente e fidedigna que existe é a Timemania. Continuo com a mesma opinião, pois a cada dia consigo mais evidências que comprovam isso. Mas hoje, só para dar idéia da diversidade de preferências por este Brasil afora, citarei Cajazeiras, conjunto habitacional de Salvador, com 600 mil habitantes, onde, segundo pesquisa publicada pelo jornal Correio da Bahia, o Santos tem a maior torcida entre os times de fora do Estado.

Salvador é a grande cidade do Nordeste, a primeiro capital do Brasil, pólo cultural e turístico que influencia toda a região. Pois nessa metrópole de 2,7 milhões de habitantes Cajazeiras é um centro populoso e de grande comércio. Saber que o Santos é o time de fora com mais torcedores ali é muito relevante.

Segundo a pesquisa, realizada pela Agência Futura, o Santos tem a preferência de 23,1% dos habitantes de Cajazeiras que torcem para times de outros Estados. Em segundo lugar, empatados, estão Flamengo e Corinthians, com 15,5% (30% a menos do que o universo de santistas).

Quando se sabe que 37,9% dos soteropolitanos torcem para um clube de outro Estado, o que os números de Cajazeiras querem dizer? Ora, querem dizer que, se todo mundo gostasse de futebol e tivesse um time, o Santos teria cerca de 30 mil torcedores em Cajazeiras. Porém, como no máximo 40% dos brasileiros acompanham o futebol, digamos que há 12 mil santistas em Cajazeiras.

Isso quer dizer, ainda, que os santistas de Cajazeiras representam mais do que a média de público do Alvinegro Praiano na Vila Belmiro. Isso explica também porque havia mais de dois mil santistas apoiando o time na recente vitória sobre o Bahia, por 2 a 1, em Salvador.

No resultado geral da pesquisa Futura/Correio a torcida do Santos aparece em quinto lugar entre as dos clubes não baianos, mas em vários segmentos está em quarto ou mesmo em terceiro. Na faixa etária de 16 a 19 anos está em quarto, com o triplo da porcentagem do quinto colocado, e de 40 a 49 anos é o terceiro.

Para ser sincero, considerei essa pesquisa insatisfatória, pois não chegaram a ouvir 300 pessoas. Certamente se Futura/Correio fizessem outras, nos mesmos lugares, os resultados seriam diferentes. Talvez o Santos tivesse ainda mais torcedores do que se constatou, talvez menos.

Porém, apesar das ressalvas, percebe-se a cada nova pesquisa o inquestionável crescimento da torcida santista, a ponto de ser dominante em algumas regiões bem populares de Salvador, cidade que é o termômetro do Nordeste.

Imagine se agora o Neymar ficar no Santos até a Copa de 2014. Quem segurará os santistas?


Baixou o santo no Alan Kardec. E o Santos saiu do rebaixamento

Uma puxada imprevisível, de costas, acabou no ângulo no goleiro Marcelo Lomba, aos 36 minutos do segundo tempo, e o grandalhão Alan Kardec, que acabara de entrar no lugar de Borges, acabou fazendo gol da primeira vitória do Santos fora de casa neste Campeonato Brasileiro.

A substituição foi oportuna, pois Borges estava irreconhecível. Não conseguia segurar a bola, tabelar e já tinha perdido dois gols. Alan Kardec mal tinha tocado na bola quando pegou o rebote da defesa do Bahia e virou para marcar um gol muito importante.

O Santos começou muito bem e teve um pênalti a favor logo aos 2 minutos. Desta vez Neymar cobrou bem, no canto esquerdo do goleiro, e abriu o marcador. O mesmo Neymar teve outro grande chance para marcar. Driblou o goleiro e chutou, mas um zagueiro do Bahia conseguiu defender. No rebote, Borges também desperdiçou a oportunidade.

A partir daí, o Bahia passou a dominar o jogo e, não fossem as defesas de Rafael, teria empatado muito antes dos 29 minutos – momento em que Junior aproveitou o rebote de Rafael e deixou tudo igual.

Na segunda etapa o jogo prosseguiu indefinido, mas ao menos se percebia mais empenho dos santistas. Arouca e Henrique se entendiam melhor na marcação. O goleiro Vladimir, que entrou no lugar de Rafael, com um corte no supercílio, mostrou-se muito seguro e, com boas defesas, impediu a virada do Bahia.

Quando o jogo caminhava para o fim e o empate já parecia um bom resultado para o Santos, Alan Kardec operou o milagre. Os três pontos ganhos deixaram o Alvinegro Praiano com 18 pontos, um acima do Atlético Paranaense, o primeiro time na zona de rebaixamento.

Arouca foi o melhor do time. Henrique melhorou

O volante Arouca voltou a jogar muito bem e não só fez a sua parte, como cobriu as desligadas de Elano e Paulo Henrique Ganso. Henrique teve sua melhor atuação desde que foi contratado. Adriano se saiu bem como lateral-direito. Léo tentou, mas não repetiu seus melhores desempenhos.

A defesa não sentiu a falta de Edu Dracena. Ao contrário: a marcação nas bolas altas melhorou e o time também cometeu menos faltas próximas à área. Ganso tentou acertar, tentou se apresentar mais para o jogo, porém é evidente que está com dificuldades de voltar ao seu melhor futebol. Elano idem.

Neymar foi o mesmo de sempre. Driblou, criou jogadas, levou muitas faltas e continuou indo pra cima dos beques. É a grande expressão técnica do Santos, em qualquer circunstância. Desta vez cobrou bem o pênalti, sem enfeitar. Pena que Borges não tenha conseguido completar uma tabela.

O goleiro Rafael foi um dos melhores do primeiro tempo, mas sua saída não prejudicou o Santos, pois o reserva Vladimir também jogou muito bem.

Estádio lotado para ver o Bahia contra Neymar

As dezenas de crianças que entraram com os jogadores de Santos e Bahia proporcionaram uma cena curiosa: logo depois do hino nacional, todos cercaram Neymar para pedir autógrafos ou posar para fotos ao lado do santista. Até mesmo as crianças com a camisa do Bahia deixaram os jogadores do tricolor de lado para se aproximar do pop star do Santos.

O público do Estádio de Pituaçu, de 36.740 pessoas, foi quase 200% maior do que o que viu o clássico entre Vasco e Fluminense, no Engenhão (13.143 pagantes). Isso é mais uma evidência de que o Santos é um time de projeção nacional, que,ironicamente, só atrai públicos pequenos quando joga na Vila Belmiro.

Globo falou das três finais Santos x Bahia da Taça Brasil

No intervalo do jogo transmitido pela tevê aberta, a Globo levou ao ar uma reportagem mostrando as três finais Santos x Bahia que decidiram a Taça Brasil, válidas pelo título brasileiro. Foi uma bela demonstração de que, respeitando seu próprio manual de jornalismo, a emissora será imparcial e correta no reconhecimento dos títulos brasileiros de 1959 a 1970.

E você, o que achou de Bahia 1, Santos 2? Será que agora vai?


Em Salvador, o jogo que mais vezes (3) decidiu o título brasileiro


No Carnaval, Neymar esteve em Salvador e viu o desfile de camarote. Hoje os baianos lotarão o estádio para ve-lo jogar. Este duelo tem muita história…

Todas as entradas estão vendidas para o jogo de hoje, às 18 horas, entre Bahia e Santos (que o Sportv promete transmitir). O fato de ter preferido assistir ao Carnaval da Bahia aumentou ainda mais a popularidade de Neymar em Salvador. A capa dos jornais da cidade mostram uma multidão à espera do Menino de Ouro do Santos no aeroporto. Se o baiano gosta de festa, hoje ela será completa, pois este jogão tem tudo para ser um grande espetáculo.

Trata-se do único confronto que decidiu três vezes o título brasileiro – nas Taças Brasil de 1959, 1961 e 1963 –, quando os dois clubes tinham os melhores elencos de sua história. Pelé, Coutinho, Pepe, Dorval, Zito, Marito, Alencar, Léo brilharam em três decisões memoráveis. O Bahia tornou-se o primeiro campeão brasileiro ao vencer em 1959, mas o Santos deu o troco em 1961 e 1963, quando caminhava para se tornar o único legítimo pentacampeão nacional, com as conquistas seguidas de 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965.

A partida de hoje tem outro ingrediente insólito: O técnico René Simões, do Bahia, chamou Neymar de “Monstro” no Campeonato Brasileiro do ano passado, quando dirigia o Atlético Goianiense e viu o jogador discutir com Dorival Júnior, técnico do Santos.

Sem Pará e Edu Dracena, expulsos na última partida, contra o Coritiba, o técnico Muricy Ramalho deverá escalar o time com Rafael; Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Henrique, Arouca, Elano e Gans; Neymar e Borges.

O “monstro” Renê Simões, que suspendeu o atacante Jobson por atraso, provavelmente armará o Bahia com Marcelo Lomba; Marcos, Paulo Miranda, Titi e Ávine; Fahel, Marcone, Diones (Ricardinho) e Carlos Alberto, Júnior (Reinaldo) e Jones. A arbitragem será de Ricardo Marques Ribeiro (MG), auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Nadine Schram Camara Bastos (SC).

As três decisões de título brasileiro

O jogo de hoje é histórico, pois reúne os times que mais vezes decidiram entre si um título brasileiro. Em 1959 a vitória foi do Bahia, que se tornou o primeiro campeão do País ao vencer o Santos por 3 a 1, no Maracanã, depois de ganhar na Vila Belmiro por 3 a 2 e perder em Salvador por 2 a 0. Para chegar ao título, o campeão baiano eliminou cinco adversários, entre eles o favorito Vasco da Gama, na semifinal, e realizou 14 jogos. O Santos passou pelo Grêmio na semifinal.

Em 1961, o Bahia se classificou para a final ao derrotar Santa Cruz, Campinense, Fortaleza e Náutico, enquanto o Santos venceu o América, primeiro campeão do recém-criado Estado da Guanabara. Na decisão, houve um empate de 1 a 1 no primeiro jogo, em Salvador, e uma goleada de 5 a 1 do Santos na Vila Belmiro, resultado que deu ao Alvinegro Praiano a felicidade de comemorar os eu primeiro título brasileiro em seu estádio.

Dois anos depois, em 1963, enquanto o Santos eliminava o forte Grêmio na semifinal, o Bahia surpreendia o poderoso Botafogo de Garrincha e Nilton Santos, ao vencer o alvinegro carioca por 1 a 0 em Salvador e empatar em 0 a 0 no Maracanã. Na decisão, o Santos venceu o primeiro jogo por 6 a 0, no Pacaembu, e o segundo por 2 a 0, na Fonte Nova, em um recorde de arrecadação para a época.

Confira as fichas das três decisões entre Santos e Bahia

Taça Brasil de 1959

Primeiro jogo

Santos 2, Bahia 3
10 de dezembro de 1959
Vila Belmiro, Santos, 21 horas
Santos: Manga, Getúlio, Urubatão e Formiga; Dalmo e Zito; Dorval, Jair da Rosa Pinto, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Bahia: Nadinho, Leone, Henrique e Beto; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Bombeiro e Biriba. Técnico: Geninho.
Gols: Pelé aos 15 e Biriba aos 26 minutos do primeiro tempo; Alencar aos 12, Pepe aos 32 e Alencar aos 44 do segundo.
Árbitro: Alberto da Gama Macher.
Público: 23.000.

Segundo jogo

Bahia 0, Santos 2
30 de dezembro de 1959
Estádio da Fonte Nova, Salvador, 21 horas
Bahia: Nadinho, Leone, Henrique e Beto; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Bombeiro e Biriba. Técnico: Geninho.
Santos: Laércio, Feijó, Getúlio e Dalmo; Zito e Formiga; Dorval, Urubatão, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Pelé

Jogo desempate

Bahia 3, Santos 1
29 de março de 1960
Maracanã, Rio de Janeiro, 21 horas
Bahia: Nadinho, Beto, Hermínio e Nelsinho; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Mário e Biriba. Técnico: Carlos Volante.
Santos: Lalá, Getúlio, Mauro e Zé Carlos; Formiga e Zito; Dorval, Mário, Pagão, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Coutinho aos 27 e Vicente aos 37 minutos do primeiro tempo; Léo aos 47 segundos e Alencar aos 31 minutos do segundo.
Expulsões: Getúlio, Formiga, Coutinho e Dorval (Santos); Vicente (Bahia)
Arbitragem: Frederico Lopes (RJ), auxiliado por Wilson Lopes de Souza e Ailton Vieira de Moraes.

Taça Brasil de 1961

Primeiro jogo

22/12/1961
Bahia 1, Santos 1, Fonte Nova, Salvador
Bahia: Nadinho, Agnaldo, Henrique, Vicente e Florisvaldo; Flávio e Mário; Marito, Alencar, Didico e Biriba.
Santos: Laércio, Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Coutinho, aos 3 minutos do primeiro tempo; Marito aos 8 minutos do segundo.
Árbitro: Olten Ayres de Abreu/SP
Renda: CR$ 7.441.400,00
Público: 41.893 (antes da ampliação da Fonte Nova, que aconteceu em 1971)

Segundo jogo

27/12/1961
Santos 5, Bahia 1, Vila Belmiro, Santos
Santos: Laércio (Silas), Lima, Mauro (Olavo) e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Bahia: Nadinho (Jair); Agnaldo, Henrique, Vicente e Florisvaldo; Flávio e Mario; Marito, Alencar (Carlito), Léo (Didico) e Biriba.
Gols: Três de Pelé e dois de Coutinho para o Santos.
Árbitro: Bayonilzo Lisboa/BA
Público: 18.662 pagantes.

Taça Brasil de 1963

Primeiro jogo

25/01/1964
Santos 6, Bahia 0, Pacaembu, São Paulo
Santos: Gylmar, Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Bahia: Nadinho; Hélio, Henrique, Roberto e Ivan; Nilsinho e Mário; Valença (Vermelho), Vevé, Hamilton e Biriba.
Gols: Pepe aos 7 e Pelé (pênalti) aos 28 do primeiro tempo; Coutinho aos 18, Mengálvio aos 36, Pelé (pênalti) aos 42 e Pepe aos 46 do segundo.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 12.432.800,00.

Segundo jogo

28/01/1964
Bahia 0, Santos 2, Fonte Nova, Salvador
Bahia: Nadinho; Hélio, Henrique, Roberto e Russo (Ivã);
Nilsinho e Mário; Miro, Vevé, Hamilton e Biriba.
Santos: Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo, (Joel) e Geraldino;
Mengálvio e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Pelé aos 28 minutos do primeiro tempo e aos 40 minutos do segundo.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 21.930.000,00 (recorde).

Um jogo inesquecível

O último jogo sensacional do Campeonato Brasileiro, antes deste decantado Santos 4, Flamengo 5, aconteceu na edição de 2003, quando, na noite de 22 de outubro,o Santos venceu o Bahia por 7 a 4 na Fonte Nova. O Bahia esteve duas vezes à frente do marcador (1 a 0 e 4 a 3) e o Santos só garantiu a vitória nos minutos finais. Reveja:

E hoje, o que você acha que acontecerá neste confronto histórico?


Se a Bahia é de todos os Santos, é do nosso também… (time pode voltar a ser campeão nacional em Salvador após 46,5 anos)

O Santos já está em Salvador, para o jogo de amanhã que decide a Copa do Brasil. Pelas imagens do aeroporto se percebe como o Alvinegro é querido na Terra da Felicidade. Será a segunda vez que o Santos jogará por um título nacional em Salvador. A primeira já faz 46 anos e meio.

Em 28 de janeiro de 1964 o Santos enfrentou o Esporte Clube Bahia na Fonte Nova pela decisão da 5ª Taça Brasil, que dava ao vencedor o título – oficial – de campeão brasileiro e o direito de representar o país na Taça Libertadores da América.

Lembro-me de que ouvi este jogo na casa da minha avó. Foi no meio da semana, à noite. Depois de golear no Pacaembu, por 6 a 0, o Santos só precisava de um empate para garantir o título. Mas venceu por 2 a 0, com dois gols de Pelé, e se tornou tricampeão brasileiro, pois já tinha vencido a competição em 1961, em final contra o mesmo Bahia (1 a 1 em Salvador e 5 a 1 na Vila Belmiro) e em 1962, quando enfrentou o Botafogo na decisão (4 a 3 no Pacaembu, 1 a 3 no Maracanã e 5 a 0 na negra, também no Maracanã).

Veja as fichas técnicas dos dois jogos da final, que deram ao Santos o tricampeonato brasileiro:

Primeiro jogo
25/01/1964
Santos 6, Bahia 0, Pacaembu, São Paulo
Santos: Gylmar, Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Bahia: Nadinho; Hélio, Henrique, Roberto e Ivan; Nilsinho e Mário; Valença (Vermelho), Vevé, Hamilton e Biriba.
Gols: Pelé (2), Pepe (2), Coutinho e Mengálvio.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 12.432.800,00.

Segundo jogo
28/01/1964
Bahia 0, Santos 2, Fonte Nova, Salvador
Bahia: Nadinho; Hélio, Henrique, Roberto e Russo (Ivã);
Nilsinho e Mário; Miro, Vevé, Hamilton e Biriba.
Santos: Gilmar; Ismael, Mauro, Haroldo, (Joel) e Geraldino;
Mengálvio e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Gols: Pelé aos 28 minutos do primeiro tempo e aos 40 minutos do segundo.
Árbitro: Armando Marques.
Renda: Cr$ 21.930.000,00 (recorde).

Mesmo sendo vice-campeão brasileiro, o Bahia classificou-se para a Taça Libertadores da América de 1964, pois o Santos entrou direto na chave da Libertadores por ter sido campeão sul-americano em 1963.

E agora, o que vai dar? O Santos comemorará mais um título nacional em Salvador, ou o Vitória dará o troco e será campeão?


Older posts

© 2018 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑