Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Momento de Decisão

Levir é demitido de novo. Agora parece que é pra valer

Site oficial do Santos anuncia que o técnico Levir Culpi foi demitido após a derrota para o São Paulo e informa que os jogadores voltam a treinar na segunda-feira. Será que não é tarde demais para começar a levar o Campeonato Brasileiro a sério?

MOMENTO DE DEMISSÃO, OU MELHOR, DE DECISÃO

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que a vida é feita de momentos. Há os indigentes, que não servem para nada a não ser para comprovarmos que estamos vivos. Seria, no futebol, os jogos para cumprir tabela. Porém, sempre chega a hora de um momento decisivo e é este que separa os homens dos meninos, os bons dos maus, os valentes dos covardes, os honestos dos ladrões… O momento decisivo define carreiras. Quem se destaca nessa situação limite é lembrado para sempre; mas os que fracassam são repudiados ou esquecidos.

Veja que Pelé não foi Rei Por acaso. Ele jamais perdeu uma decisão, a não ser que estivesse fora de forma física, como ocorreu em 1966. Seus mais de 20 títulos oficiais com a camisa do Santos têm uma explicação clara: na hora agá o homem virava fera e ninguém conseguia superá-lo. Essa é uma de suas grandes diferenças para os outros craques. Pelé não dava xabu. Fez duas finais de Copas do Mundo e nelas marcou três gols, deu duas assistências e foi considerado o melhor em campo. Enquanto outros…

Digo isso porque estamos diante de um momento desses para o nosso Santos, que nesse sábado, às 17 horas, no Pacaembu, enfrenta o São Paulo e uma torcida de mais de 30 mil bocas pela manutenção de seu sonho de ser campeão brasileiro. Ainda é plenamente possível, mas a dúvida dos santistas não é se o medíocre líder fraquejará de novo, mas se o Santos dará uma de Pelé e crescerá no momento decisivo.

Sinto desconfiança entre os torcedores, ainda mais agora que Zeca entrou na justiça contra o clube alegando atraso de salários. Já vimos essa história antes no final da gestão de Odílio Rodrigues. Será que a direção atual reservou o dinheiro para festas eleitoreiras e se esqueceu de pagar os jogadores? O fato é que um ambiente dividido, com jogadores desmotivados, naturalmente diminui o ânimo da equipe para o grande embate. O Luisinho, leitor do blog, sintetizou a expectativa de muitos santistas em um comentário duro, mas realista:

Já dá para imaginar como vai ser o jogo no sábado: o Santos vai ser amassado pelo limitado time do São Paulo, aquele jogo que dá raiva de assistir, e jogar por uma bola no contra-ataque. Se acontecer um milagre e o Santos abrir o placar, os dez jogadores vão ficar atrás da linha do meio-campo, implorando para tomar o empate. Preparem seus estômagos….

Bem, é isso mesmo que tem acontecido nos últimos jogos do Santos. O time não consegue ganhar com facilidade de nenhum adversário e ainda sofre pressão de todos eles. Sem motivação para buscar a vitória, sem ânimo para correr com a bola, ou fechar os espaços quando estiver sem ela, não há time que seja competitivo no futebol atual. Mas será que não podemos esperar nada desses jogadores no clássico?

Bem, eu acredito, no mínimo, na inteligência. Sei que mesmo os jogadores que pensam em sair do Santos em 2018 quererão aproveitar esse confronto para deixar uma boa imagem e despertar o interesse de outros clubes, e só conseguirão isso jogando com vontade, doando-se ao time e conquistando uma grande vitória. Se não podem jogar pela diretoria que lhes atrasa os pagamentos, nem pela torcida que os persegue, que ao menos joguem por seus caráteres e suas carreiras. E que a esperança não morra.

E você, o que pensa disso?

É frequentador deste blog, apoia as ideias do Movimento por um Santos Melhor, sonha em ser conselheiro do clube e quer fazer parte da chapa Somos todos Santos? Envie-me um e-mail para o endereço blogdoodir@blogdoodir.com.br e vamos conversar sobre isso. Você pode ser mais importante na vida do Santos.

E-mail para votar em São Paulo

Muitos sócios têm me perguntado como farão para votar para presidente do Santos, no dia 9 de dezembro, sem precisar ir até a Vila Belmiro. É simples. Basta pedir a mudança de domicílio eleitoral pelo e-mail domicilioeleitoral@santosfc.com.br

No e-mail o sócio deve dizer que prefere votar em São Paulo e incluir o seu nome completo, número do CPF e seu número de sócio do Santos.

O pedido também pode ser feito pessoalmente, na secretaria social do clube, no estádio Urbano Caldeira, ou na subsede do Santos na capital, situada à avenida Indianópolis, 1772, telefone (11) 3181-5188.

Mesmo os associados que pediram a mudança de domicílio eleitoral na última eleição deverão fazê-lo novamente, ou deverão votar na Vila Belmiro.

O prazo para pedir a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo vai até o dia 24 de novembro. Portanto, se você quer votar na sede da Federação Paulista de Futebol, não perca tempo.

Poderão votar todos os sócios do Santos que tiverem ao menos 1 (um) ano completo de permanência ininterrupta no quadro associativo do Santos e não estiverem em débito com o clube.

Os associados inadimplentes que quiserem quitar as suas contribuições atrasadas para garantir o seu direito de voto poderão fazê-lo até o dia 4 de dezembro. O clube promete manter a secretaria social e a tesouraria de plantão de 29 de novembro a 4 de dezembro, das 10 às 21 horas, para atender aos sócios.

O Santos tem sido um clube abençoado pelos deuses do futebol, que o escolhem para, regularmente, receber em sua manjedoura meninos escolhidos, especiais, que nascem ali para brilhar no futebol. Está na hora de termos também dirigentes à altura desses craques. Mas essa última parte depende de você, sócio santista. Vote no dia 9 de dezembro, na Vila Belmiro, ou na Federação Paulista de Futebol, e coloque o Santos no reencontro de sua universalidade.

E você, o que acha disso?

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O Santos não jogou como se deve em uma partida decisiva, e o São Paulo, mesmo não sendo nenhuma brastemp, ganhou por 2 a 1. Despedida melancólica da luta pelo título brasileiro. Agora é juntar os cacos e seguir em frente.


Um apelo à lógica

UM APELO À LÓGICA

Sei que para muitos o futebol deve continuar sendo uma convulsão de emoções e improvisações, mas nos campeonatos mais prósperos do mundo, onde atuam os times de futebol mais atraente e valorizado, o bom senso e a velha lógica preponderam. Digo isso porque o futebol brasileiro e o nosso Santos parecem estar de ponta cabeça. Veja o querido leitor e a querida leitora que eu já ia escrever que o Sansão será nesta tarde de domingo, mas me lembrei que, na verdade, o jogo começa às 19 horas, portanto, à noite.

O único clássico paulista da rodada marcado para o anti-horário das 19 horas! Não sei como os presidentes dos clubes aceitam isso. É evidente que esse horário deprecia o espetáculo. Não é lógico, assim como carece de bom senso o Santos insistir em jogar na Vila Belmiro quando poderia ter escolhido o Pacaembu, já que neste domingo não jogos na capital e na última vez que enfrentou o São Paulo no Paulo Machado de Carvalho o público pagante foi de 19.748 pessoas, com 24.830 no total. No Urbano Caldeira, com sorte, teremos metade disso.

Ouvi por aí que alguém disse não sei aonde que clássico tem de ser na Vila. Eu pergunto: qual é a lógica de se jogar em um estádio menor, que, consequentemente, proporciona menos público e menos renda e no qual o Santos já perdeu cinco vezes neste semestre, ao invés de atuar em um outro que comporta 40 mil pessoas e, devido à determinação de torcida única, só poderia contar com santistas?

No jogo, se der a lógica, o Santos vencerá, pois tem mais time e está mais arrumado do que o adversário, que vive o seu pior inferno astral neste século. Com apenas uma alteração no time que venceu o Atlético Paranaense, a saída de Bruno Henrique para a entrada de Thiago Ribeiro, a equipe de Levis Culpi ainda terá o apoio de sua torcida contra um São Paulo que há mais de um ano é uma sombra do que já foi um dia.

Por falar em Levir Culpi, gostei da enquadrada que ele deu no elenco em uma conversa reservada no auditório do CT. Técnicos despersonalizados ficam amiguinhos dos jogadores para se segurarem mais tempo no cargo e garantirem os altos salários. Sabem que a profissão é incerta. Hoje em um time grande, amanhã podem amargar um ostracismo definitivo. Pelo jeito, Levir não é desses. Não precisa fazer média com as igrejinhas.

Quer os jogadores indo e voltando dos jogos no mesmo ônibus, nada de retornar para casa em seus carros particulares. Estão a serviço do clube na ida e na volta. Está certo. Quer os substituídos sentando quietinhos no banco, educadamente, como qualquer trabalhador, e como esses próprios jogadores fariam em um grande clube europeu. Por que no Brasil, e no Santos, irão desrespeitar o técnico? Quem é Lucas Lima, meia atacante que não faz um gol há uma eternidade, para chutar a garrafinha d’água ao ser substituído? Menos, garoto, menos. Por fim, vai acabar com as gracinhas no vestiário para a Santostv filmar. Realmente, tem hora que é preciso se concentrar na partida. Todas essas medidas são lógicas e visam o melhor rendimento do time.

Melhor rendimento que levou o time feminino do Santos à final do Campeonato Brasileiro, após emocionante vitória sobre o ótimo Iranduba, de Amazonas, por 3 a 2, na Vila Belmiro. O destaque da partida foi a centroavante santista, a argentina Sole James, com dois gols que fariam inveja aos atacantes do time masculino. As Sereias da Vila decidirão o título com o vencedor do duelo entre Rio Preto e Corinthians, que jogarão beste domingo na Arena Barueri. O Rio Preto joga pelo empate.

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E você, acha que vai prevalecer a lógica?


Todos ao Pacaembu!


Pacaembu, estádio no qual o santista comemorou mais títulos.


Um tricolor foi vencido, e fora de casa. Falta o outro…

Todos ao Pacaembu!

Nesse domingo à tarde o torcedor do Santos viverá um momento histórico. Pela primeira vez o Glorioso Alvinegro Praiano fará um clássico na Capital diante apenas de sua torcida. Um Pacaembu lotado de santistas confirmará uma grandeza que os pequenos públicos da Vila Belmiro teimam em esconder, e uma vitória contra o São Paulo provavelmente devolverá o Santos ao G4. Sugiro que você faça um esforço para comparecer ao estádio mais carismático e charmoso do futebol brasileiro.

Abaixo repito os locais de venda de ingressos. Lembro ainda que pessoas com 60 anos ou mais e crianças com menos de 12 anos não pagam. Para entrar, é só levar um documento, com foto, comprovando a idade. A entrada mais rápida para esses casos é pelo portão principal do estádio. Chegando meia hora antes é suficiente pare entrar sem atropelos. Idosos e crianças santistas, o Pacaembu espera por vocês domingo!

Soube que a ideia de levar o clássico para o Pacaembu foi do diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, a quem parabenizo. Certamente ele sofreu a resistência dos bairristas de plantão, mais preocupados em manter o domínio sobre o clube do que vê-lo crescer, mas conseguiu que a lógica prevalecesse. Seria importante que o público fosse muito bom para que a ideia de jogar os grandes jogos no Pacaembu se consolide. Agora que os clássicos paulistas terão torcida única, o Santos se sentirá ainda mais em casa enfrentando os rivais na Capital. Não terá sentido perder dinheiro pela superstição de que na Vila o time é invencível.

Há muita gente se mobilizando para esse jogo. Nas redes sociais, jovens santistas anunciam a partida para outros e essa divulgação cresce em progressão geométrica; nas cidades do Interior grupos de torcedores se organizam para ir ao Pacaembu; quem tinha receio de ir a clássicos do Santos na Capital, agora irá por ser torcida única. O conselheiro Rachid, conhecido pelos santistas pelos vídeos que faz sobre como os torcedores são tratados nos estádios, promete uma edição especial nesse domingo, priorizando mulheres e crianças. Acho que teremos lindas imagens para exibir aqui no blog.

Tem gente que quer ver o Pacaembu lotado e mais uma multidão de santistas do lado de fora, na Praça Charles Miller. Essas pessoas sabem que um comparecimento monstruoso de santistas é a única forma dessa diretoria aceitar o óbvio ululante de que o Santos precisa voltar a mandar jogos em estádios condizentes com sua grandeza. Na Vila Belmiro é voz corrente, entre as pessoas ligadas à diretoria, que o Alvinegro só deve enfrentar times pequenos em São Paulo, deixando os clássicos para o Urbano Caldeira. Penso exatamente o contrário e acho que boa parte dos santistas que pensa no clube antes de pensar em si mesmo concorda comigo.

Reunião do Conselho: gravidade e enrolação

Na quinta-feira à noite tivemos mais uma reunião do Conselho Deliberativo do Santos. Como já havíamos antecipado neste blog, a Comissão Fiscal, que já havia recomendado a desaprovação das contas de 2015, reprovou também as contas do primeiro trimestre de 2016. Mesmo diante de um quadro financeiro gravíssimo, que exige corte radical de despesas e aumento substancioso das receitas, o presidente Modesto Roma e seu sttaf continuam, irresponsavelmente, aumentando a dívida do clube, sem apresentar nenhum plano para aumentar as receitas.

Como já afirmamos aqui, o Santos é um Titanic depois de bater no iceberg e Roma é o violinista mor, tocando enquanto o navio afunda. Um cálculo simples: se a dívida do Santos chegará a cerca de 420 milhões de reais ao final do ano, e se a Vila Belmiro está avaliada, no máximo, em 200 milhões, isso quer dizer que mesmo vendendo o seu estádio o Santos ainda ficará com 220 milhões de dívidas, um passivo ainda maior do que foi deixado por Marcelo Teixeira em 2010.

Na assembleia, louvo as participações dos conselheiros Quixadá e Daniel Bykoff. O primeiro, de forma clara e precisa, destacou os equívocos expostos no balanço trimestral; o segundo, elegantemente, apertou o presidente do Conselho, Fernando Bonavides, por ter acatado uma ação contra a decisão do mesmo Conselho, a que reprovou as contas de 2015. Bonavides provavelmente se esqueceu de que a partir do momento em que assumiu a presidência do Conselho Deliberativo, deixou de servir a uma chapa e passou a servir aos interesses do clube.

O presidente Modesto Roma compareceu à assembleia, mas, como sempre, estava despreparado para responder objetivamente às questões. A impressão que o presidente dá é que vai seguir enrolando o CD e os santistas até o final de seu mandato. Não vejo nenhuma vontade séria de tirar o Santos dessa crise. O melhor para o clube e, creio, para o próprio Modesto Roma, seria ele se retirar e haver novas eleições. Roma deveria se recolher, cuidar de sua saúde e deixar o clube para quem tem mais competência e energia do que ele.

Postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.
Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.
Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.
Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre
Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.
Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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Olha aí Copete chegando…

Veja o que ele já fez…

E então, vamos ao Pacaembu domingo?


Reservas mereciam vencer


Reveja os melhores momentos do jogo e constate que só deu Santos.

O Santos criou chances para ganhar por dois ou três gols de diferença, mas parou nas boas defesas do goleiro Denis. O gol santista só saiu no começo do segundo tempo, em ótima jogada de Joel, que girou em cima do zagueiro e bateu forte, de esquerda, entre a trave e o goleiro.

O mesmo Joel, entretanto, atrapalhou Gustavo Henrique na marcação de um escanteio, e isso permitiu que Alan Kardec subisse primeiro que os santistas para cabecear para o chão e empatar a partida, a menos de 10 minutos para o final.

Com o empate, o Santos foi a 23 pontos e o São Paulo a 18. Só que, por saldo de gols, o Alvinegro Praiano perdeu a primeira posição do Grupo A para o São Bento. Agora o Santos volta a jogar na quinta-feira, contra a Ferroviária, às 21h30, na Vila Belmiro.

O destaque negativo do Sansão foi o público, de apenas 6.239 espectadores. Ou seja, apesar dos ingressos mais baratos, apenas 1/3 da Vila Belmiro foi ocupado. Nem vou lembrar que a partida poderia ter sido realizada no Pacaembu, pois não havia jogos na Capital.

Santos 1 x 1 São Paulo

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju;
Renato (Alison), Vitor Bueno (Neto Berola), Léo Cittadini (Serginho) e Rafael Longuine; Paulinho e Joel.
Técnico: Dorival Júnior.

São Paulo: Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, João Schmidt, Thiago Mendes (Kelvin) e Daniel (Alan Kardec); Centurión (Lucas Fernandes) e Calleri.
Técnico: Edgardo Bauza.

Gols: Joel aos 13 e Alan Kardec aos 37, ambos no segundo tempo.

Arbitragem: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira.

E você, achou esse empate bom?


Humildade é essencial

O Santos que enfrenta o São Paulo nesse domingo, às 18h30, na Vila Belmiro, pode ser considerado um time misto, já que não contará com os cinco jogadores que servem às Seleções Brasileiras e também está sem o titular David Braz, voltando de contusão. Porém, há um lado positivo: o time terá muitos jogadores querendo mostrar serviço, jogando ao lado de seu torcedor e diante de um adversário que tem sido motivador para os santistas. Por fim, a humildade dos reservas guarda o espírito apropriado que um time de futebol deve ter, sempre, como ficou provado, mais uma vez, no jogo da Seleçãozinha Brasileira diante do Uruguai.

Digo Seleçãozinha porque é um time de jogadores pequenos, no tamanho e no futebol. Um bando de desconhecidos dos quais a gente só reconhece Daniel Alves e Neymar. Os dois únicos grandões, David Luiz e Miranda, me fizeram ver com melhores olhos a dupla de zaga santista. Caramba, nunca imaginei que um dia a Seleção teria dois becões tão ruins.

Engraçado é que Dunga só fez entrar os santistas Ricardo Oliveira e Lucas Lima quando a viola já estava em cacos. Se ganhasse, a glória seria do bando de anõezinhos; como caminhava para a derrota, entraram os santistas. Colocar Lucas Lima em campo aos 41 minutos da segunda etapa é sacanagem. Ricardo Oliveira entrou aos 32 minutos, mas não pegou na bola. Todo mundo embolou na área do Uruguai querendo fazer o gol da vitória e, como ele não recebeu um passe, virou um espectador.

Estamos cansados de saber que a Seleção Brasileira não está mais entre as principais do mundo, mas parece que Dunga e os jogadores ainda não sabem. O individualismo do time é decepcionante. Longe do organizado Barcelona, Neymar volta a ser o moleque irresponsável que foi durante seus últimos tempos no Santos. Ele não tem o mínimo perfil para ser o capitão do time, pois é irritadiço, não sabe comandar pelo exemplo e só joga melhor quando é colocado em uma posição de coadjuvante, como ocorre no Barcelona, time no qual se contenta em ser mais um servidor do Messi.

Com 2 a 0 era para cadenciar o jogo, atacar na boa, marcar bem Suárez e Cavani, os dois uruguaios que poderiam mudar a sorte da partida, como realmente mudaram. Mas todos esses medíocres e egocêntricos jogadores brasileiros querem fazer de cada vez que pegam na bola um momento viralizante na Internet. Falta-lhes autocrítica para reconhecer o verdadeiro tamanho de seu futebol e falta-lhes inteligência para perceber que o sucesso de cada um depende do sucesso de toda a equipe.

Bem, como os amigos santistas podem perceber, ainda torço e me incomodo com o mau futebol da Seleção, ela que era uma extensão do Santos no período áureo do futebol brasileiro, de 1958 a 1970. Mas, é claro, o jogo mais importante para nós é mesmo o desse domingo, diante do São Paulo.

Leio a escalação e acho que pode ser um bom time, se os reservas aproveitarem a oportunidade para provar que merecem ser titulares. Com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju; Alison, Renato, Serginho e Rafael Longuine; Paulinho e Joel o Santos pode jogar e vencer bem. Eu confio.

O São Paulo, com Michel Bastos no lugar de Ganso, deverá ser escalado por Bauza com Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Daniel; Centurión, Michel Bastos e Calleri.

O ingresso está barato, o clima é bom, o time está na liderança de seu grupo, o adversário não passa por uma boa fase, ou seja, as condições são propícias para o torcedor lotar o Urbano Caldeira e empurrar o time para mais uma vitória em um Sansão. Torçamos.

E você, o que espera do Santos no clássico?


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