Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Santa Cruz (page 1 of 2)

Paixão e Caos

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PAIXÃO E CAOS


Com a chuva forte, muitos torcedores se abrigaram embaixo das marquises, abandonando seus lugares. Isso fez com que algumas vezes as arquibancadas parecessem apenas parcialmente ocupadas.

O jogo era contra o Santa Cruz, penúltimo colocado do Brasileiro, havia previsão de chuva e não tínhamos ingressos. Eu, a Suzana e Marcos, meu irmão, chegamos uma hora e meia mais cedo ao Pacaembu. A Praça Charles Miller estava cheia. Vendedores ambulantes exibiam caixas de isopor com latinhas de cerveja e anunciavam que aceitavam cartões de débito e crédito. Achei engraçado eles aceitarem cartões e as bilheterias do Pacaembu, não. Procuramos o final da fila e só fomos encontrá-lo virando a esquina, fora da praça.

A Suzana quase desistiu. Imaginou que não daria tempo de entrarmos antes do início do jogo. Algumas pessoas que tinham comprado os ingressos pela Internet, desistiram. Quando perceberam que teriam de pegar aquela fila para retirar as entradas, desanimaram. Outros torcedores desistiram ao ouvir que as entradas mais baratas, ou menos caras, já tinham se esgotado. Depois dessa informação, vi um pai virar as costas, pegar seus dois filhos pequenos pelas mãos e ire embora. É muito triste ver uma cena dessas. Sabe-se lá se essas crianças terão outras oportunidades de ver o Santos jogar.

Mas nós persistimos e cerca de 35 minutos depois estávamos próximos dos guichês. Então, um funcionário da Prefeitura de São Paulo se aproximou da fila e disse que não havia mais ingressos para alguns setores, entre eles as arquibancadas verde e amarela, repetindo o que já tínhamos ouvido de cambistas. Respondi a ele que em um jogo anterior do Santos, no mesmo Pacaembu, também disseram que não havia mais ingressos para a arquibancada, mas depois que entramos constatamos que havia uns dois mil lugares vazios. Ele só sorriu, como querendo dizer que certas coisas ele não poderia explicar. Continuamos na fila.

Ao finalmente alcançar o guichê, pedi arquibancada verde e a bilheteira repetiu que não havia mais ingressos. Disse a ela o mesmo que dissera ao funcionário da Prefeitura e ela lembrou que ainda tinha algumas entradas para a arquibancada amarela, o que na prática dá no mesmo. Era pegar ou largar. Peguei. 60 reais para sentar no cimento e, provavelmente, tomar chuva.

A arquibancada verde ainda deveria ter uns 80 lugares vazios. Mas havia muita gente na parte superior, de pé, pois já começava a chover e ali há cobertura. A amarela, onde fica a Torcida Jovem, estava repleta. O tobogã também estava lotado e os outros setores do estádio tinham, digamos, de 70 a 80 por cento de seus lugares tomados.

Não pude deixar de imaginar o quanto o público seria maior se a diretoria do Santos se empenhasse em facilitar a vida do torcedor, abrindo as vendas de ingressos com vários dias de antecedência, aumentando os pontos de venda e enxugando e modernizando todo aquele processo. Se uma passagem de avião, um bem caro, que requer fiscalização apurada, pode ser impressa em casa e liberar o passageiro com a simples leitura do código de barras, ou, melhor ainda, se essa leitura pode ser feita pelo código de barras exposto no celular, por que os clubes de futebol gastam tanto dinheiro imprimindo ingressos, provocando filas e perdendo espectadores? A quem pode interessar esse sistema pré-histórico de lidar com o torcedor?

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O jogo dos que queriam ganhar

Bem, mas quando o Santos entrou em campo, todos os perrengues foram esquecidos. A animação era tanta que não se ouvia o que a torcida gritava. Havia um cântico saindo da Torcida Jovem , outro vindo do tobogã e mais um do restante do estádio. Era uma zoeira só. Uma loucura que ficou ainda maior quando Copete, logo aos quatro minutos, marcou o primeiro gol.

O colombiano é daqueles jogadores que sempre quer jogo. Pode não ser um craque, mas luta do começo ao fim. Percebi que Zeca e os zagueiros Gustavo Henrique e Luiz Felipe eram outros que se destacavam pela garra. Não vi essa qualidade em muitos dos outros santistas, que perdiam a maioria das divididas. No espírito de luta, e também no bom toque de bola, o Santa Cruz logo equilibrou a partida.

Na primeira vez que pegou a bola e foi pra cima de Victor Ferraz, percebi que o habilidoso número 11, Keno, seria um tormento para a defesa santista. Torcemos para que o Santos ampliasse ainda no primeiro tempo, mas Ricardo Oliveira perdeu duas boas oportunidades – em uma delas deixou de tocar por cima do goleiro para chutar forte no peito do arqueiro – e o jogo foi para o intervalo com a vantagem mínima.

No comecinho da segunda etapa houve a primeira queda de energia e o estádio ficou às escuras. Tivemos de esperar cerca de 20 minutos para o reinício da partida. Melhor, o Santa Cruz tocava bem a bola, passou a envolver o Santos e aos 10 minutos chegou ao empate, com Keno, depois de uma falha de Victor Ferraz, que na tentativa de rebater deu o passe para o atacante.

Aos 18 minutos Dorival Junior substituiu Thiago Maia, que voltou meio perdido da Seleção Olímpica, e fez entrar Jean Mota, outro que sempre corre muito pelo resultado. Um minuto depois, porém, os refletores se apagaram parcialmente e o árbitro Francisco Carlos do Nascimento interrompeu o jogo de novo. Para complicar, a chuva, fria, engrossou. Dessa vez, muita gente foi embora.

Quando o jogo recomeçou, o Santos parecia mais lento. Lucas Lima foi buscar uma bola na lateral sem nenhuma pressa e a torcida o vaiou estrepitosamente. A situação estava mal parada. Tudo lembrava aqueles jogos em que o Santos diminui a velocidade, perde reflexos, começa a se enroscar nele mesmo e acaba sem vencer. Percebendo isso, a Torcida Jovem começou um canto que logo foi acompanhado por todo o estádio: “Vamos ganhar, Santos!, Vamos ganhar Santos!…”

O recado era claro. Aquele era jogo para ser vencido e o torcedor não iria admitir um time caminhando em campo. Os gritos deram resultado. Embalado por alguns jogadores que realmente queriam a vitória, como Jean Mota, Copete e Zeca, o Santos correu mais, com ou sem a bola. Isso criou espaços e aos 27 minutos, após boa arrancada de Copete e ótima deixada de Ricardo Oliveira, Jean Mota acertou um belo chute rasteiro, no canto direito de Tiago Cardoso, desempatando a partida.

O susto parecia ter sido superado. Aos 34 minutos Oliveira saiu machucado e Rodrigão entrou em seu lugar. O pedreiro artilheiro não tem qualquer finesse, mas fuçou aqui e ali e aos 40 minutos quase faz o terceiro: primeiro em uma cabeçada, depois no rebote. Ocorre que o Santa Cruz não estava morto e no contra-ataque desse mesmo lance de Rodrigão, Keno foi lançado, penetrou como quis na defesa do Santos e serviu Grafite, que chamou a marcação e depois devolveu a Keno, que com tranquilidade bateu na saída de Vanderlei para empatar novamente a partida.

Melhor em campo, o esguio e habilidoso baiano Keno, de 27 anos recém completados, jamais jogou em um dos grandes times brasileiros, mas talvez seja um daqueles casos de sucesso tardio. A boa notícia é que as negociações já começaram para que ele seja do Santos em 2017.

O segundo gol do Santa Cruz emudeceu o estádio. Faltavam apenas cinco minutos e o Santos não parecia capaz de reagir. Nisso, o time deu a saída, a bola caiu com Vitor Bueno, que cortou para o meio e bateu, de esquerda, no ângulo contrário do gol do time pernambucano. Um golaço que definiu a partida e manteve o Santos na luta pelo título brasileiro.

Essa vitória, dramática, serviu para mostrar a força da torcida do Santos, que, contra todos os prognósticos, soube se mobilizar e conseguir um de seus maiores públicos este ano, e serviu também para deixar evidente, mais uma vez, que nessa reta final de campeonato o técnico Dorival Junior tem de usar mais os jogadores que realmente estão a fim de lutar pelo título, como Copete, Vecchio, Jean Mota e Yuri. Outros, em má fase técnica ou desmotivados, precisam de um banco urgente, casos de Victor Ferraz, Thiago Maia e mesmo Lucas Lima.

Agora, o Santos voltará a jogar pelo Brasileiro no próximo sábado, às 18h30, em Recife, contra o Sport. É claro que o adversário merece respeito, mas se o Coritiba, que não anda bem das pernas, nesse domingo foi lá e venceu, por que o Santos não pode fazer o mesmo? Vamos prestar atenção no discurso do Dorival para ver se a ideia é buscar mesmo o título.

Santos 3 x 2 Santa Cruz
Pacaembu, 18/9/2016, 18h30
Público: 28.763 pessoas (24.586 pagantes). Renda: R$ 884.560,00.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia (Jean Mota 18′ 2ºT), Lucas Lima (Yuri 42′ 2ºT) e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira (Rodrigão 34′ 2ºT). Técnico: Dorival Junior.
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais e Allan Vieira (Luan Peres 5′ 2ºT); Jadson (Wellington Cézar 20′ 2ºT), Derley, Pisano e João Paulo; Keno e Bruno Moraes (Grafite 23′ 2ºT). Técnico: Doriva.
Gols: Copete aos 4 minutos do primeiro tempo; Keno aos 10, Jean Mota aos 27, Keno aos 40 e Vitor Bueno aos 41 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Francisco Carlos do Nascimento, auxiliado por Pedro Jorge de Araujo (AL) e Rondinelle dos Santos Tavares, todos de Alagoas.
Cartões amarelos: Luiz Felipe (Santos) e Wellington Cézar (Santa Cruz).


Onde estávamos mesmo?


Personalidade e precisão de Zeca decidiram essa partida importantíssima. Novas vitórias como essa tornarão o título possível.


Dorival e jogadores já falam em sequência de vitórias. Ótimo. É só acreditar que dá.

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Adivinha de quem?
Nas últimas 17 rodadas o Internacional só ganhou uma partida. Adivinha de quem?
Nas últimas 16 rodadas o América Mineiro só ganhou uma partida. Adivinha de quem?
Em todo o campeonato, o Figueirense só ganhou um jogo fora de casa. Adivinha de quem?

ONDE ESTÁVAMOS MESMO?

Passar pelo empolgado Botafogo, no Rio, representou uma vitória no sufoco, com o Santos todo recuado, porém um triunfo importante, que volta a colocar o Alvinegro Praiano na briga pelo título.

Há dez rodadas, depois do empate com o Palmeiras, fora de casa, este blog lançou o repto de sete vitórias consecutivas, o que deixaria o Santos na liderança do Brasileiro. Tudo ia bem até que a direção do clube vendeu o mando de campo da partida contra o Flamengo. Vieram derrotas inesperadas a partir dali e o sonho se distanciou. Mas agora ele parece possível novamente. Que tal lançar outro desafio de sete vitórias?

Antes de prosseguir no texto, devo dizer que a análise do campeonato é essencial a cada competidor. Tenistas profissionais estudam a chave antes de iniciar um torneio. Sabem que terão de vencer todos os jogos para serem campeões, mas já estarão preparados física e psicologicamente para os prováveis adversários que terão pela frente. Um time de futebol não foge à regra. Sem planejamento não se chega a lugar algum, e se a meta é muito grande, torna-se necessário fracioná-la.

Lembre-se, querida leitora e querido leitor, que após o empate com o Palmeiras, no Allianz Parque (1 a 1), o Santos venceu a Ponte Preta, na Vila Belmiro (3 a 1), o Vitória, em Salvador (3 a 2) e o Cruzeiro, também na Vila (2 a 0). Uma curiosidade: nesses três jogos, Léo Cittadini atuou apenas contra o Vitória, mas o time só venceu quando ele foi substituído por Jean Mota aos 35 minutos do segundo tempo. Mota fez o gol da vitória santista, no apagar das luzes.

A partir do jogo contra o Flamengo, em Cuiabá, o técnico Dorival Junior cismou que Cittadini, jogador ainda em formação, deveria ser um volante titular, na vaga de Thiago Maia, então na Seleção Olímpica. Opções bem mais plausíveis seriam Vecchio, Jean Mota e Yuri, até porque Cittadini também foi improvisado na posição. A insistência de Dorival com um jogador imaturo em função tática tão importante explica, em parte, os fracassos seguidos diante do lanterninha América Mineiro (0 a 1), Coritiba (1 a 2), Figueirense, na Vila (0 a 1) e Internacional (1 a 2).

Ao admitir a falha e sacar Cittadini, Dorival montou um Santos que voltou a vencer, batendo o Corinthians (2 a 1) e, nessa quarta-feira, o Botafogo (1 a 0). Agora, não é hora de inventar mais. Com planejamento, trabalho e dedicação é possível retomar a liderança do Brasileiro nos próximos sete jogos, talvez até antes. O elenco não é galáctico, mas não deve nada aos dos outros times candidatos ao título. Com dedicação e coragem, é bem possível chegar lá.

Análise das próximas partidas

Santa Cruz, nesse domingo, Pacaembu, 18h30: Contra um dos quatro adversários que o Santos venceu fora de casa, o Alvinegro Praiano tem tudo para conquistar os três pontos. Vá ao jogo e leve amigos e familiares. Crianças até 12 anos e adultos com 60 anos ou mais não pagam.

Sport, 24/09, sábado, Ilha do Retiro, 18h30: Jogo fácil não será. O Sport é um time que joga e deixa jogar, a ponto de ter uma das defesas mais vazadas do Campeonato, mas também um dos melhores ataques. É luta franca. O empate seria o resultado mais lógico, mas a vitória não é impossível.

Atlético/PR, 01/10, sábado, Vila Belmiro, 21 horas: Adversário merece respeito, mas na Vila, como seria no Pacaembu, Santos deve vencer.

Fluminense, 05/10, quarta-feira, Vila Belmiro, 21 horas: Outra vitória esperada, apesar da qualidade do adversário.

São Paulo, 13/10, quinta-feira, Morumbi, 21 horas: Clássico. Sem prognóstico. Porém, mesmo no campo do adversário, o Santos pode se impor e vencer, o que, aliás, tem ocorrido nos últimos anos.

Grêmio, 16/10, domingo, Vila Belmiro: Com todo o respeito aos tricolores do Sul, o Santos é franco favorito para angariar mais três pontos.

Chapecoense, 23/10, domingo, Arena Condá: Santos tem mais time. Se demonstrar a mesma garra do adversário, voltará de Santa Catarina vitorioso e líder do Campeonato Brasileiro.

Após esses sete jogos, o Santos terá mais seis antes do final do Campeonato. Desses, jogará em casa diante de Palmeiras, Vitória e América Mineiro e sairá para enfrentar Ponte Preta, Cruzeiro e Flamengo. A última partida será contra o América, na Vila Belmiro, quem sabe um momento de alegria intensa, não vivido desde 2004.


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E você, o que acha disso?


Às portas do G4

Após 10 meses o Santos voltou a vencer fora do Estado de São Paulo. Se o Santa Cruz estava desfalcado, o Santos estava muito mais, e a vitória de 2 a 0 – em um chutaço de Zeca, de sem pulo, aos 44 minutos do primeiro tempo; e de Joel, após bela arrancada de Vitor Bueno, aos 19 do segundo – foram justíssimos. Agora o Glorioso Alvinegro Praiano está em quinto lugar, com 10 pontos ganhos em sete jogos, três a menos do que o quarto colocado.

Dorival Junior preferiu não lançar nenhum novo contratado, mas parece que a sombra dos recém-chegados fez os jogadores correrem mais. O Santos criou mais oportunidades e dessa vez a defesa esteve naus atenta. Zeca, em grande fase, e Vitor Bueno, com muita personalidade e iniciativa, foram os destaques da partida.

Santa Cruz 0 x 2 Santos
Estádio do Arruda, Recife, 19 horas
Público: 16.464 pessoas. Renda: R$ 182.805,00.
Santa Cruz: Tiago Cardoso, Léo Moura, Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Alex Bolãno (Leandrinho no intervalo), João Paulo, Lelê, Fernando Gabriel (Daniel Costa aos 25′ 2º tempo) e Arthur; Bruno Moraes (Wallyson no intervalo). Técnico: Milton Mendes.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Léo Cittadini (Serginho aos 37′ 2º tempo); Paulinho (Ronaldo Mendes 28′ 2º tempo) e Joel (Elano 46′ 2º tempo). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Zeca, aos 44 minutos do primeiro tempo, e Joel, aos 19 do segundo.
Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha, auxiliado por Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha, todos de Goiás.
Cartões amarelos: Wallyson, Paulinho e Zeca.

Meu tio Verinho
Quem já leu o livro “Time dos Sonhos” sabe que o primeiro capítulo eu dedico ao meu tio Everaldo Duarte de Souza, o Verinho, que me convenceu a ser santista antes de um clássico alvinegro que, imagino, tenha sido realizado em 1958. Pois meu querido tio Verinho faleceu na noite de sábado para domingo, dormindo, em casa, aos 71 anos. Uma morte justa para um homem de bom coração e ótimo gosto. Sempre fui, sou e serei eternamente grato a ele por me fazer santista e iniciar um processo que se estendeu a muitos de nossa família. Deixou uma filha, Shirley, e dois netos.

E você, o que acha disso?


Análise do time do Santos


Victor Ferraz, uma das armas ofensivas do Santos contra o Santa Cruz. Só não pode esquecer as costas (Ivan Storti/ Santos FC).

Esse time do Santos, sem Lucas Lima, Gabriel, Ricardo Oliveira e David Braz, têm condição de vencer o surpreendente Santa Cruz, domingo, às 19 horas, no Estádio do Arruda? O que podemos falar de cada jogador santista, de suas qualidades, defeitos e, o mais importante: dos pontos que devem trabalhar para se tornarem profissionais mais competentes? Vamos fazer esse exercício juntos? Vem comigo…

Vanderlei
Um goleiro acima da média. Sério, seguro, não toma frangos. Não é perfeito, mas nenhum goleiro é. Nem mesmo o soviético Lev Yaschin, o Aranha Negra, foi infalível. Descobri isso da maneira mais insólita possível. O “Oswaldo Ponte Aérea”, que jogou no Flamengo e era meu colega de pelada no extinto Hobby Sports Club, disse que numa excursão do rubro-negro carioca fez um gol de 40 metros no Yaschin. Eu chequei e era verdade. Bem, se estou falando grego para você, segue um videozinho sobre o goleiro de 1,89m, numa época em que ter 1,75m era ser alto:

Portanto, Vanderlei, com seus 1,95m, fica, com louvor. É claro que ele já falhou e vai falhar de novo e é claro que será cornetado aqui neste blog. Mas cornetar não é querer a cabeça. Defeitos? Fazer um alongamento nos braços, que às vezes parecem encurtar. Porém, ao menos vai na bola, não ajoelha e fica olhando, como um outro.

Victor Ferraz
Muito bom lateral-direito. Tem habilidade e é inteligente. Precisa dar tanta atenção à marcação como dá às investidas ao ataque. Não pode ficar parado enquanto os adversários se movimentam às suas costas. Precisa treinar melhor esse bote. Não pode tomar dribles curtos, como toma. Mas, no todo, é muito bom. De qualquer forma, tem um bom reserva, que é o Daniel Guedes.

David Braz
É inseguro para sair com a bola dominada e tem dificuldade para fazer uma boa cobertura. Alegre, carismático, agregador, se mantém como titular por essas qualidades pessoais. Como líder, porém, deixa a desejar, pois exige dos outros algo que não consegue fazer. Se há uma boa proposta por ele, que vá e seja feliz.

Gustavo Henrique
Ótimo garoto, nosso gigante da zaga (1,95m) deve ser uma pessoa excepcional, mas ficou frustrado com a não convocação para a Olimpíada e permitiu que essa frustração atrapalhasse seu jogo. Grandão, 1,95m, é muito bom nas bolas altas, mas peca na marcação por terra. Lento, não tem recuperação e precisa de um trabalho específico de explosão muscular para melhorar sua performance. Seu problema é parecido com o do Alex, herói do título brasileiro de 2002. Suas fibras musculares são longas, têm uma dificuldade natural para ganhar velocidade em pouco tempo. Não são lentos porque querem, mas por uma causa fisiológica, não sei se tem jeito, mas o remédio é tentar (por falta de uma observação mais apurada, não analisarei os outros zagueiros do Santos).

Zeca
Ótimo lateral-esquerdo. Ainda tem falhas na marcação, mas são menores do que as de Victor Ferraz. Apoia bem e também pode bater a gol. Está crescendo como jogador e como pessoa. Ficou mais confiante, mais maduro. Não é à toa que o Atlético de Madrid e um clube italiano querem levá-lo. Acho que, pelo jeito, vai embora mesmo. Seu reserva, Caju, tem o defeito da lentidão, natural do seu biotipo. É bem alto para um lateral (1,85m) e também deve trabalhar mais os reflexos e a explosão muscular para se tornar um jogador mais eficiente.

Thiago Maia
Grande coração, digno dos melhores volantes do Santos. É o que melhor marca no time, incansável, corajoso. Ainda lhe falta precisão nos passes e nas jogadas de apoio ao ataque, mas é bem jovem e certamente vai evoluir muito ainda. Porém, precisa se preparar para esse novo estágio em suas carreira, ou ficará marcando passo apenas como um destruidor de jogadas alheias.

Renato
Se repararmos bem, Renato nunca jogou muito diferente do que o faz hoje. Nunca foi de dar trombadas e por isso mesmo passou o Brasileiro de 2002 inteirinho sem levar um cartão amarelo. Ele cerca e prefere ir na sobra, não é de dar o primeiro combate. Tem errado passes na saída de bola da defesa e mais de uma vez armou o contra-ataque adversário. Mas é calmo, experiente e essa confiança é importante para o time em momentos delicados da partida. Espero que possa se entender bem com Yuri, o volante fã que veio do Audax. Gostaria de ver um meio-campo com os volantes Thiago Maia e Yuri, e Renato mais à frente.

Léo Cittadini
Tem alguma habilidade e é inteligente. Com mais confiança e tranquilidade deverá jogar melhor, pois a emoção e o medo atrapalham o raciocínio, e jogadores jovens tendem a se intimidar. Engraçado que no Pacaembu ele jogou mais solto do que na Vila, onde a pegação no pé é maior. Tem muito a melhorar, mas creio que a partir do momento em que confiar mais nele e sentir mais o jogo, assumir o resultado como um compromisso dele, e não dos outros, subirá alguns degraus. Outro detalhe que separa os grandes jogadores dos fogos de palha é a gana de ter a bola e mantê-la sobre o seu poder. É desgastante, machuca, pois o adversário morde os tornozelos, dá trompaços, mas não há outra maneira de segurá-la. E Cittadini a perde com muita facilidade. Precisa trabalhar isso e deveria ficar treinando chutes a gol uma hora por dia. Um meia que não sabe chutar e não marca gols, não serve.

Vitor Bueno
É a pedra bruta do Santos que está sendo lapidada. Tem bom controle de bola, iniciativa, chuta razoavelmente bem e se movimenta melhor ainda. Não se inibe na frente do goleiro, o que é uma grande vantagem para o atacante. O que lhe falta, que é, principalmente, escolher a jogada certa para cada momento, deve vir com a experiência. Não é um craque, mas um bom jogador que ainda pode chegar lá.

Paulinho
Lembro-me dele como atacante, marcando gols importantes pelo Flamengo. Mas lá parece ter sido fogo de palha. No Santos, já fez algumas coisas boas, não é de todo nulo como querem alguns. Parece-me preso, preocupado em não transgredir as regras do bom comportamento. Pois acho que deve extrapolar um pouco, ousar, dar vazão ao seu instinto. Talvez seja o tipo de jogador que passará em branco pelo Santos e brilhará em outro time, como ocorreu com tantos outros, entre eles o selecionado Jonas. Enfim, acho que Paulinho tem qualidades para jogar bem, sabe driblar, tabelar, chutar, ajuda na marcação. Precisa de um componente que se tem, ou não se tem: Personalidade.

Joel
Ele precisa se ajudar um pouco mais, pois o santista gosta e torce muito por ele. Mas não pode ficar um jogo inteiro quase sem pegar na bola, como ocorreu domingo, contra o Botafogo. Precisa se mexer, se deslocar, gritar pela bola, correr atrás dela. Porém, é outro caso de fibras lentas, como deve ser a característica do povo camaronês. Faltam-lhe reflexos e explosão e isso é fatal quando se joga como atacante, com pouco espaço para dominar a bola e dar continuidade à jogada. Mas é inteligente, prova disso foi seu passe de calcanhar para Zeca que abriu o caminho para o segundo gol contra o Botafogo. Torcemos pelo Joel, mas ele precisa ser mais cruel.

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Serginho, Ronaldo Mendes, Maxi Rolón e Lucas Crispim
Esses jogadores, que estão na reserva, são jovens e têm potencial. Precisam trabalhar alguns aspectos de seu jogo, mas não farão isso se não estiverem motivados. Por trás de seus aparentes defeitos técnicos há questões psicológicas que poderão ser sanadas com a ajuda de profissionais da área.

Elano, Alison, Valencia e Rafael Longuine
Não vejo nesses reservas um bom futuro no Santos. Confesso que tive um entusiasmo inicial com Longuine, mas depois ele teve várias oportunidades e não as aproveitou. Creio que sejam jogadores com algum mercado no futebol brasileiro e mesmo no exterior. Pois que sigam o seu caminho. Hoje não acrescentam nada, ou quase nada, ao time.

Jean Mota assinou, por quatro anos, e já quer jogar.

A decisão com o Santa Cruz
Os exemplos estão aí. É possível, sim, ganhar fora de casa mesmo sem alguns titulares. Aliás, o Santos não deve pensar neles, pois talvez alguns jamais voltem. O Santa Cruz investiu muito para esse Brasileiro, a ponto de pagar 200 mil reais por mês para Grafite, um centroavante de 37 anos, e contratar Léo Moura, mas está longe de ser um time imbatível, mesmo no Arruda.

Uma boa notícia para o Santos é que os atacantes Grafite, com cansaço muscular, e Keno, com tendinite no joelho esquerdo, talvez não joguem, ou joguem meia boca. O técnico Milton Mendes foi a Lisboa renovar seu curso Uefa Pro e está de volta. O homem é bom, mais gabaritado que o nosso Dorival Junior, e tem feito o Santa jogar sem medo.

Esperemos que o Santos atue da mesma forma. Para mim, futebol é lá e cá. Esse negócio de um time ficar fechado lá atrás, como um pugilista que se escora nas cordas e agarra o adversário cada vez que é atacado, é um esporte que detesto. Deveria haver regras que obrigassem os times a ter uma quantidade mínima de jogadores no campo do adversário. Esse defensivismo, praticado preguiçosamente pelo Santos quando atua fora de casa, dá nos nervos.

O time provável do Santa Cruz para domingo é Tiago Cardoso, Léo Moura, Danny Morais, Neris e Tiago Costa; Alex Bolaño (ou Leandrinho), João Paulo e Lelê; Keno e Grafite. Esse Leandrinho do Santa não é o mesmo do Santos, claro. O garoto continua na Vila, mas é outro que não tem merecido continuar no elenco, assim como o indefectível Patito “Quem Contratou?” Rodríguez.

Quer saber como se ganha do Santa Cruz? Seguem algumas imagens de sua derrota para o Sport, no clássico local:

E você, o que acha dos jogadores do Santos?


Diga não à espanholização. Não veja Flamengo e Corinthians

Hoje à tarde jogam Flamengo e Corinthians e a Globo transmitirá esse amistoso para todo o Brasil, como se tratasse de um Real Madrid e Barcelona. Mas nem são os dois times mais vitoriosos do Brasil, nem tem os melhores elencos e nem chegam a reunir, juntos, 30% dos torcedores do País. Mas a Globo quer facilitar as coisas para ela e bipolarizar o futebol brasileiro, como já ocorre na Espanha.

E o pior é que se você assistir a este jogo, mesmo que não torça para nenhum dos dois, estará engrossando o ibope e dando subsídios para a Globo, que pretende perpetuar uma cota privilegiada para estes dois clubes, aumentando, gradativamente, a distância econômica entre eles e os demais clubes grandes do Brasil, destruindo a competitividade do futebol brasileiro.

Por isso, para o bem do futebol brasileiro e do seu clube de coração, não assista a esta pelada em Londrina. Não assista e alerte seus amigos e colegas que não torcem para estes dois times, para que também não vejam. O maior ibope que estes dois times conseguem, principalmente o Corinthians, vem dos torcedores rivais, que o assistem só para “secar”. Pare de ajudar o adversário.

Só resta aos torcedores dos outros times grandes tentar fazer alguma coisa, já que nada fizeram os dirigentes dos clubes e das federações, os jornalistas dos grandes veículos e os diretores da Rede Globo. Nenhum deles teve a sensibilidade para perceber que esta divisão de cotas imposta levará o futebol brasileiro para o buraco, a exemplo do que ocorre no futebol espanhol.

O critério, injusto – pois não se baseia no currículo ou no mérito esportivo, e sim em uma relativa popularidade – restringirá, em pouco tempo, os grandes clubes brasileiros a apenas dois. Pois com muito mais dinheiro a cada ano, contratarão melhores jogadores, terão ainda mais exposição na mídia, mais possibilidades de ganhar títulos, venderão mais caro seus espaços publicitários e com isso conquistarão mais e mais torcedores.

Se hoje a soma das torcidas de Flamengo e Corinthians equivale a cerca de 30% da massa dos aficionados de futebol no Brasil, pode estar certo de que esta porcentagem aumentará a cada ano, até que seja a maioria e aí sufoque de vez as vozes contrárias. Por isso, o momento de reagir a esta tentativa de espanholização é agora.

Uma pesquisa feita pelo jornal Marca em 2007 apontou que a soma das torcidas de Real Madrid e Barcelona atingia 58,3% da preferência do torcedor espanhol. Outros três que já foram considerados grandes – Valencia, Athletic Bilbao e Atlético de Madrid – não davam, juntos, 15%. É isso que, rapidamente, irá acontecer no Brasil.

Por mais que as diretoria de clubes sejam criativas e competentes, é a televisão que ditará a popularidade e a riqueza dos clubes. Ela determina os jogos a serem transmitidos, ela distribui o maior dinheiro que os clubes recebem. Imagine esse privilégio se acumulando a cada temporada, e é fácil chegar à conclusão de que toda a empolgante e secular competitividade do futebol brasileiro irá para o espaço em pouco tempo.

Brasil está na contramão de onde o esporte dá certo

Como já falamos neste blog, os campeonatos de futebol mais bem-sucedidos, os nacionais da Inglaterra e Alemanha, dividem uma parte da cota de tevê entre todos os participantes da divisão principal e reservam outro parte a ser distribuída entre os mais bem classificados. O acordo, coletivo, é feito entre a emissora de tevê e uma entidade que representa os clubes. Nada mais justo, mais limpo, mais motivador.

Nos esportes coletivos dos Estados Unidos, como basquete, futebol e futebol americano, os times piores colocados em uma temporada são os que têm a preferência para contratar os melhores atletas universitários. Percebeu bem? Os piores times de um ano contratam as melhores revelações universitárias, o que garante um equilíbrio permanente entre as equipes, assegurando que o público e o mercado continuará contando com bons espetáculos.

De que adiantaria alguns poucos times super poderosos e outros fraquíssimos? Os jogos não teriam graça. O torcedor guardaria seu dinheiro e sua atenção apenas para os clássicos. O esporte perderia sua atratividade. É claro que os norte-americanos perceberam isso, enquanto os espanhóis continuam jogando um campeonato de apenas dois times.

Veja, ainda, a super profissional Fórmula-1, com investimentos bilionários e a participação de algumas das mais poderosas marcas do planeta. Sempre que o poder econômico desequilibra a competição, surgem regras para equilibrá-la novamente, tornando-a mais competitiva. É o óbvio. Se os homens do nosso futebol não sabem como fazer, por que não pedem uma consultoria para Bernie Ecclestone?

Esse movimento não é anti ninguém. É só a favor do futebol

É compreensível que, em um primeiro momento, torcedores de Corinthians e Flamengo se revoltem contra esse boicote aos seus times. Porém, eles também fariam alguma coisa se outros clubes fossem privilegiados por decreto e com isso ganhassem uma poder desproporcional aos seus méritos.

Imagine, por exemplo, que por ter sido o time que mais cedeu jogadores para a conquista da Jules Rimet, por ter tido Pelé, o jogador que mais divulgou o Brasil lá fora, e por ter se sacrificado tanto pela Seleção Brasileira, a ponto de deixar de jogar três Libertadores, mesmo tendo adquirido o direito para isso, o Santos fosse abençoado com um tipo de aposentadoria vitalícia, dessas que muitos de nossos políticos usufruem. E imagine que ela fosse de alguns milhões, todos os meses. Ora, isso provocaria um desequilíbrio no futebol brasileiro. Mesmo santista, eu seria contra. Há muitas formas de se recompensar o mérito, sem ser pela distribuição de dinheiro.

O que se quer com esse MOVIMENTO CONTRA A ESPANHOLIZAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO é que os grandes deste País – todos os grandes, e não apenas dois – conservem a sua força competitiva, através de uma cota de tevê e de uma distribuição de visibilidade mais justas, que obedeçam a critérios claros, técnicos e não políticos.

Mais do que dirigentes esportivos, políticos, marqueteiros, empresários do futebol, executivos da comunicação e quetais, é o torcedor que dita as regras e pode fazer o negócio futebol florescer ou definhar no Brasil. Nós acreditamos que sem competitividade, sem os grandes clubes voltarem a ser tratados com igualdade pela tevê e pelos poderes do futebol, não haverá saída para o esporte mais popular do País. Por isso, somos obrigados a boicotar os jogos de Flamengo e Corinthians na tevê, até que uma nova ordem seja estabelecida para a relação entre a tevê e os clubes brasileiros.

O boicote começa hoje à tarde. Posso contar com você?


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