Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Santo André (page 1 of 3)

Felipe Anderson foi a notícia boa desse empate

Como o técnico Adilson Batista continua na fase de testar jogadores, a boa notícia é que o jovem Felipe Anderson aos poucos está se desinibindo e mostrando um bom futebol. A notícia ruim é que o Santos, mesmo muito desfalcado, tinha tudo para vencer o medíocre Santo André, no Pacaembu, e com o empate deixou escapar a chance de voltar à liderança.

O Santo André deu dois chutes a gol: um entrou e o outro só não entrou também porque Juan Felipe perdeu gol certo. O Santos arrematou inúmeras vezes, mas só marcou um, em chute improvável de Rodrigo Possebon. O time do ABC só se defendeu, mas faltou calma e categoria ao Santos.

Faltou quem tenha afinidade com o gol: habilidade para concluir e para dar o chamado último passe. Nesses dias é que se vê porque jogadores como Paulo Henrique Ganso, Neymar e Elano são especiais. Eles sabem os caminhos, os atalhos e não se apavoram diante da meta adversária.

Sem um bom passador, o futebol de Maikon Leite e de Keirrison se apaga. Róbson, que mais uma vez saiu vaiado, não consegue fazer esse papel. Ele também precisa de alguém que o lance. Enfim, sem um jogador que pense e tenha um bom passe, o Santos vira um amontoado pressionando o adversário, mas sem saber ao certo o que fazer com a bola.

Gostei do estreante Diogo. Movimentou-se bastante, protegeu a bola, mostrou que tem tudo para, em pouco tempo, ser muito útil ao ataque santista. Mesmo entrando só um pouquinho, no final, gostei também do jovem lateral-direito Crystian. Hoje ele viu que não dava para enfeitar e jogou mais simples, prendeu menos a bola do que fazia no time de juniores.

Mas também há as notícias ruins…

Não posso falar nada do goleiro Vladimir. A única bola que foi, entrou.

Bruno Rodrigo me pareceu péssimo. Tem dificuldades para dominar a bola, passar e, principalmente marcar. O drible que tomou de Juan Felipe poderia ter acabado com a invencibilidade do Santos no campeonato. Enfim, horrível.

Outro que teve uma entrada desastrosa foi Moisés. Nas primeiras quatro vezes que pegou a bola, entregou-a ao adversário. Continua assustado. Hoje foi horrível. Se não aproveitar para mostrar a que veio ao Santos enquanto os titulares estão fora, não terá mais oportunidades no time.

Se Adriano é volante, deveria marcar bem, mas é o que toma drible mais facilmente. Perde o tempo de bola e comete faltas o tempo todo. Sofrível.

Sei que tem gente que gosta do Pará. Ele corre pra lá, corre pra cá, não se pode negar sua dedicação ao time. Mas quando a jogada exige um pouquinho de cérebro, de sutileza, Pará chuta o balde.

Em um momento, depois de muito labutar, o Santos conseguiu abrir espaço para um ataque perigoso. A bola sobrou à feição para um centro perigoso. Os atacantes se colocavam na área. Pará estava livre para cruzar. E o que ele fez? Bateu um tiro de meta e mandou a bola para a linha lateral do outro lado. Não dá. E o pior é que na hora agá sempre faz dessas. Sofrível.

Depender de um Pará em uma Libertadores é uma temeridade sem tamanho. Pois além de errático e inseguro, ele faz faltas bobas, leva cartões por nada e poderá deixar o time na mão em jogo importante.

Léo foi o melhor em campo. Seu dinamismo surpreende. Se os garotos tivessem sua vitalidade, o Santos seria invencível. Edu Dracena deu pro gasto, apesar de perder gol feito, de cabeça. Porém, se comparado a Bruno Rodrigo é um Mauro Ramos de Oliveira.

E aí está um grave problema do Santos para a Libertadores: sua defesa é limitada mesmo. De alto nível técnico só há o Léo. Edu Dracena é razoável, mas Pará e Durval só são titulares por exclusão. Será que dá para ser campeão com um setor tão limitado? Torçamos…

A torcida foi até boa. Um público de 8.310 pagantes para ver este Santos remendado não é de se lamentar. O cúmulo é sócio do Santos ter de pagar 60 reais para ficar nos lugares destinados a ele quando o mando é do Alvinegro.

Santos André 1, Santos 1 – Pacaembu
05/02/2011, 19h30

Santo André
Neneca, Sandoval, Marcelo Godri e Anderson; Iran, Alex Silva (Valmir), Magno, Aloísio (Juan Felipe) e Romário; Rychely e Nunes (Mário Jara).
Técnico: Pintado

Santos
Vladimir, Pará, Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Léo; Adriano, Possebon, Felipe Anderson e Róbson (Crystian); Maikon Leite (Keirrison) e Diogo (Moisés).
Técnico: Adilson Batista

Gols: Marcelo Godri, aos 5 minutos, Rodrigo Possebon, aos 45 minutos do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Léo (Santos) e Mário Jara (Santo André).

Árbitragem: Aurélio Sant`anna Martins (bom), auxiliado por Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antonio Silveira.

Público: 8.310 pagantes. Renda: R$226.770,00.

E você, o que achou do jogo? Quem se destacou e quem decepcionou?


Hoje tem reedição da final do Paulista no Pacaembu. E Diogo estreia


A estreia de Diogo e os artilheiros Keirrison e Nunes são atrações de hoje no Pacaembu.

Não interessa que o Santos jogue sem muitos titulares e que o Santo André não seja o mesmo time que quase roubou o título paulista do Alvinegro Praiano. Hoje, às 19h30, eles voltam a se enfrentar no mesmo Pacaembu. E há algumas atrações: Diogo deve fazer sua estréia, o artilheiro Maikon Leite estará lá, assim como Keirrison e o garoto – que um dia explodirá – Felipe Anderson. Do lado do time do ABC, o marrento Nunes promete infernizar a defesa santista. Olho nele, Edu Dracena.

Somando todos os desfalques para o jogo de hoje, o Santos tem mais do que um time completo: Rafael (suspenso), Pará (poupado), Durval (poupado), Danilo (Seleção Sub-20), Alex Sandro (Sub-20), Elano (suspenso), Jonathan (machucado), Charles (machucado), Arouca (machucado). Paulo Henrique Ganso (machucado), Alan Patrick (Sub-20), Neymar (Sub-20).

Parece que o técnico Adilson Batista, ou por ser teimoso, ou por não ter opções, ou por não ler este blog, manterá o mesmo esquema de três zagueiros que levou vários santistas à beira do enfarte no jogo contra a Ponte. Desta vez sairá Durval e voltará Edu Dracena, mas os Brunos Aguiar e Rodrigo continuam.

No meio, Felipe Anderson – o que entortou Rodrigo “visibilidade” Souto -entra na vaga de Elano, Adriano volta ao time, e continuam Rodrigo Possebon e Róbson. No ataque, além de Keirrison, Diogo deve começar, mas Maikon Leite deve entrar no segundo tempo.

Mas tudo tem o seu lado positivo. Com a ausência de Rafael, expulso no jogo contra a Ponte, Vladimir, 21 anos, terá uma boa oportunidade de mostrar que pode brigar pela posição. A chance também é boa para Felipe Anderson e Keirrison conquistarem a confiança do torcedor.

O Santo André, que perdeu vários jogadores depois da campanha do ano passado, está na 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento. Mas ainda temn jogado54s que preocupam, como o centroavante Nunes. Seu técnico é Pintado, um dos heróis santistas na campanha do Brasileiro de 1995.

O time do ABC deverá jogar com Neneca; Anderson, Marcelo Godri e Sandoval; Iran, Alex Silva, Juan Felipe, Aloísio e João Paulo; Nunes e Célio Codó. A arbitragem será de Aurélio Sant´Anna Martins, auxiliado por Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antonio Silveira.

Poupar ou não poupar…

Mesmo com o time já muito desfalcado, Adilson Batista alega que precisa poupar os titulares Durval e Pará, já pensando nos jogos pela Libertadores. (Santos estreará contra o Deportivo Táchira, no próximo dia 15, na Venezuela). Mas o torcedor certamente pensa: Com tanta gente pra voltar ao time, será que é mesmo necessário poupar os poucos titulares que restam?

Bem, na verdade o Santos não contratou nenhum zagueiro e o lateral-direito Jonathan jogou pouco e já se machucou, seguindo uma rotina que ele vivia no Cruzeiro. Assim, os limitados Durval e Pará realmente passaram a ser imprescindíveis nesse começo de temporada.

Dá para ganhar do Santo André com esses jogadores que entrarão em campo? Dá. Mas que não se espere um jogo fácil. E se não ganhar, se for surpreendido por uma equipe que até agora, em seis jogos, perdeu uma e empatou cinco, que Adilson esteja preparado para novas críticas e novas insinuações de que é um professor Pardal.

Reveja a sofrida final do Paulista:

O que você espera do jogo de logo mais? Vai ao Pacaembu? Eu vou.


Por falar em entregada… Lembremos da pior de todas

Já que entregar jogo está na moda, não poderia deixar de lembrar uma das maiores entregadas acontecidas no futebol brasileiro nos últimos tempos.

Jogava-se o Campeonato Paulista de 2003, competição que o Santos iniciou como maior favorito, pois no final de 2002 se tornara campeão brasileiro.

Mas no Paulista o Santos foi surpreendido pela Portuguesa Santista, treinada por Pepe, e ficou da dependência do último jogo, entre São Paulo e Santo André, no Morumbi.

Mas as chances do Santos ainda eram boas, pois bastava que um dos times ganhasse a partida e ele se classificaria para as quartas de final. Só o empate desclassificaria o Alvinegro Praiano.

O São Paulo era mais time do que o Santo André e, jogando no Morumbi, fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo. O jogo estava tranqüilo para o tricolor.

Mas havia um detalhe que não foi esquecido: o empate classificaria tanto o São Paulo como o Santo André e ainda por cima desclassificaria o Santos.

Então, o que o São Paulo tratou de fazer? Um doce para quem adivinhar. É claro que começou a fazer força para que o Santo André empatasse.

No primeiro gol do Santo André a defesa do São Paulo, propositalmente, colocou-se tão mal, que deixou apenas um defensor contra quatro atacantes do time do ABC.

Mas um gol só não bastava, e por isso a defesa são-paulina continuou trabalhando a favor do adversário.

No gol de empate, um jogador do São Paulo faz um pênalti, mas o juiz não dá. Então, o zagueiro são-paulino dá um passe para o atacante do Santo André (não é força de expressão, não, veja que ele deu um passe mesmo, e no pé).

Na conclusão do lance, Rogério Ceni pula atrasado e só toca na bola quando ela já está dentro do gol.

Depois, é claro, não houve mais jogo e o São Paulo teve o privilégio de ficar tocando a bola até o final, sem ser pressionado pelo adversário.

Para mim, esta entregada, que merece ficar na história – realizada no domingo, 23 de fevereiro de 2003, em partida iniciada às 16 horas, no Morumbi – foi uma das mais vergonhosas do nosso futebol.

O engraçado é que os protestos foram poucos e logo abafados. Lembro-me que Kiko Zambianchi criticou essa entregada no programa “Bem, Amigos”, mas foi cortado abruptamente por Galvão Bueno.

Ou seja: se este tipo de comportamento já tivesse sido criticado com mais veemência no início de 2003, talvez não tivesse se tornado tão comum no futebol brasileiro.

Reveja agora a entregada do São Paulo para o Santo André em 2003. Repare como a defesa são-paulina colabora nos dois gols do time do ABC, só para eliminar o Santos:

O que você acha de entregadas? Acha que são normais, ou deveriam resultar em penas graves para os clubes que agem de maneira tão anti-ética?


Um papo sério sobre um estádio para o Santos

Estou em Sorocaba. E impressionado com o crescimento da região. A cidade tem 584 mil habitantes e faz parte de uma microrregião com 14 municípios que alcança 1,5 milhão de habitantes.

Enquanto isso, lembro-me que Santos tem 417 mil pessoas e não tem mais para onde crescer, a não ser para o alto.

Está certo que na Baixada Santista moram mais de 1,3 milhão de habitantes, mas seu poder aquisitivo é um dos menores do Estado.

Tudo isso passa pela minha cabeça porque li que o presidente Luis Álvaro Ribeiro continua mantendo contatos sobre a construção de um estádio perto de Santos, provavelmente em Cubatão, e me preocupo que o assunto – tão relevante para o futuro do clube – não esteja sendo amplamente discutido pela comunidade santista.

Mais importante até do que ser discutido por todos, é ser analisado por especialistas, com profundidade e sem paixões, levando-se em conta também a questão geopolítica.

Decidir sobre uma obra duradoura e que exige grandes esforços de toda a comunidade, não é a mesma coisa que contratar um Zezinho e um Moisés, que podem ser descartados se não derem certo.

À espera de um milagre chamado Pré-Sal

Hoje a situação de Santos e da Baixada Santista não recomendam a construção de um estádio com capacidade para 40 mil pessoas. Se a Vila Belmiro, que comporta 15 mil, só consegue preencher, em média, 50% de seus lugares, um empreendimento 166% maior só poderá resultar em fracasso.

Mas há a esperança do Pré-Sal, a expectativa de que as explorações da Petrobras – aliadas à modernização e ampliação do Porto – façam da região uma das mais prósperas do País.

Até que ponto o Pré-Sal poderá ajudar a Baixada Santista? O que ele influenciará no aumento da população e de sua renda per capita? Há estudos sérios sobre isso?

O que se sabe é que a cidade de Santos tem o seu crescimento geográfico limitado entre o mar e a serra. Está certo que ela está crescendo para o alto, com a construção de muitos edifícios e uma terrível especulação imobiliária, mas o último censo mostrou que sua população, ao invés de crescer, diminuiu.

Em 1991 Santos tinha 417.052 pessoas; no ano passado, 412.298, ou seja, tinha perdido 4.764 habitantes, ou 1,14%. A causa principal detectada é a de que muita gente se mudou para cidades mais ao Sul, como Itanhaém e Praia Grande. Há também a questão da mortalidade.

Santos tem se caracterizado por ser uma cidade de aposentados. É voz corrente na cidade que “os jovens estão indo embora e os velhos estão chegando”. Ou seja, está virando uma espécie de Miami brasileira.

Isso, para o futebol do Santos, não é nada bom. Idosos preferem assistir aos jogos em casa, pelo pay per view, do que ir ao estádio. Isso explica o fato de que, mesmo tendo mais de 200 mil torcedores do Santos, a cidade não consiga ajudar a Vila Belmiro a superar a média de sete mil pessoas por jogo.

O mais fácil e o mais trabalhoso

O Santos tem no mínimo dois caminhos para solucionar o problema – que mais cedo ou mais tarde terá de ser enfrentado – de não ter uma praça de esportes condizente com sua grandeza.

A opção mais rapidamente viável é construir um estádio às margens da rodovia Imigrantes, próximo ao Rodoanel, para se aproveitar da sua grande população de torcedores não só na Baixada Santista e na Capital, como na região do ABCD e em outras cidades da Grande São Paulo, como Guarulhos (segunda cidade mais populosa do Estado, com 1,3 milhão de babitantes), Carapicuiba, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuta.

O Rodoanel facilitaria também a vinda de santistas do rico interior do Estado, com predomínio das regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Bauru e Presidente Prudente, entre outras.

Um estádio como o que já foi projetado para Diadema, provavelmente triplicaria a média de público dos jogos do Santos, que ficaria em torno de 20 mil pessoas por partida.

O caminho mais difícil e que exigirá mais trabalho para ser bem-sucedido é a construção do estádio na Baixada Santista. É o mais trabalhoso porque exigirá mais esforços para se conseguir investidores e também para se atrair público.

Será necessária uma interação permanente com as prefeituras locais e uma divulgação super-eficiente e criativa, pois sem esses cuidados a tendência é de que os públicos sejam reduzidos e os eventos, deficitários.

Por mais que um espetáculo de bom nível mereça um ingresso mais caro, creio que as condições sócio-econômicas de uma região é que devem definir os preços dos produtos oferecidos a seus habitantes.

Assim, levando-se em conta o menor poder aquisitivo das pessoas que vivem na Baixada Santista, um estádio maior deverá cobrar ingressos mais baratos, sem que se perca a margem de lucro.

Turismo justificaria o Estádio no Mar

Um dos tópicos mais lidos deste blog foi aquele sobre o projeto de um estádio do Santos no Mar. E se causou tanto interesse, é porque está nos sonhos dos santistas.

O grande diferencial de Santos e da Baixada Santista é o mar, o porto, a beleza natural – que torna a região a de maior afluxo de turistas no Estado.

Por isso é que um empreendimento a princípio inviável, como um estádio no mar, se tornaria um sucesso e marcaria uma nova etapa de desenvolvimento no litoral paulista.

Acho que o clube tem a obrigação de estudar a viabilidade de tal obra, pois este sim seria um estádio diferenciado, digno do Alvinegro Praiano.

Como está, fica…

A construção de um novo estádio para o Santos, repito, deve ser muito bem discutida e analisada. Até porque, hoje, isso não é prioridade para o clube.

Com o erguimento do estádio do Corinthians, em Itaquera, o belo e muito bem localizado Pacaembu poderá ser utilizado exclusivamente pelo Santos, o que será uma grande vantagem.

Assim, e como as finanças do clube não andam de vento em popa, creio que ainda passaremos um bom tempo vendo o Santos se revezar entre jogos na Vila Belmiro e no Pacaembu.

Isso não impede, porém, que os estudos para a construção de um novo estádio do Santos já sejam iniciados. Desde que se leve em conta muito do que se comentou neste post.

Veja a matéria que fala do Estádio do Santos no Mar

O Santos deve esperar os resultados do Pré-Sal para pensar na construção de um novo estádio? Até que ponto as prefeituras da região deveriam colaborar na construção de um novo estádio para o Santos?


Técnico? Fico entre Carlos Bianchi e Sérgio Soares


Bianchi, quatro Libertadores no currículo

Muitos têm me perguntado sobre um novo nome para técnico do Santos. Até agora não sugeri nenhum porque acho que dependerá do feeling de quem for contratar. O nome pode ser perfeito, mas se o escolhido não tiver aquele brilho no olhar de quem quer ser campeão, então nada feito.

Para ser curto e grosso, eu digo que se a opção da diretoria for para um jovem promissor, eu ficaria com Sérgio Soares, paulistano, 43 anos, que até agora não treinou nenhuma equipe de ponta, mas mostrou uma vocação ofensiva muito interessante – e que combina com o DNA do Santos – ao dirigir o Santo André no Campeonato Paulista.

Mas se a idéia é trazer alguém com currículo e nome indiscutíveis, já pensando na Libertadores, eu iria atrás do argentino Carlos Bianchi, portenho de 61 anos, batizado de Mister Libertadores, pois já ganhou quatro vezes a competição, além de ter conquistado mais sete títulos argentinos, dois mundiais e uma Copa Interamericana. Foi eleito por cinco anos o melhor treinador da América do Sul e duas vezes o melhor do mundo.

Bianchi, um meia clássico, que chegou a fazer 14 jogos pela Seleção Argentina e marcar sete gols, jogava de cabeça erguida e batia muito bem na bola, com estilo que pode ser comparado ao de Paulo Henrique Ganso. É um técnico que certamente saberá valorizar e extrair o máximo de efetividade do futebol vistoso dos Meninos da Vila.

No momento, ele é o manager do Boca Juniors, mas já disse que gostaria de trabalhar como técnico no Brasil e tem um respeito especial pela história do Santos, que era uma lenda na América do Sul quando ele, com apenas 18 anos incompletos, começou a carreira profissional no Vélez Sársfield.

Enfim, se é para trazer um técnico que entenda do espírito da Libertadores e saiba armar times para conquistá-la, eu conversaria com Carlos Bianchi. Se o homem estiver disposto, se quiser realizar no Santos mais um sonho de sua invejável carreira, é o nome certo. Mas se a idéia é o bom, barato e promissor, Sérgio Soares é a melhor opção.

Sérgio Soares, vocação ofensiva que combina com o Santos

E você, quem acha que deva ser convidado para técnico do Santos?


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