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Tag: Santos campeão

Se o Brasileiro 2010 fosse mata-mata, Santos seria o campeão!

O blog Jornalismo Esporte Clube, do jovem jornalista Maurício Vargas, fez um post interessante em 7 de dezembro, calculando como seria o Campeonato Brasileiro deste ano se fosse decidido em um hipotético mata-mata entre os oito times mais bem classificados, como em 2002.

Maurício usou as posições finais dos times para fazer os cruzamentos e se utilizou dos jogos dos dois turnos para o mata-mata. Em caso de empate, valeu a melhor campanha. Veja como ficou:

Quartas-de-finais

Fluminense (1º) X Santos (8º)
Santos 0x1 Fluminense
Fluminense 0x3 Santos
Classificado: Santos

Cruzeiro (2º) X Internacional (7º)
Internacional 1×2 Cruzeiro
Cruzeiro 1×0 Internacional
Classificado: Cruzeiro

Corinthians (3º) x Botafogo (6º)
Botafogo 2×2 Corinthians
Corinthians 1×1 Botafogo
Classificado: Corinthians (melhor campanha)

Grêmio (4º) x Atlético-PR (5º)
Atlético-PR 1×1 Grêmio
Grêmio 3×1 Atlético-PR
Classificado: Grêmio

Semifinais

Grêmio (4º) x Santos (8º)
Grêmio 1×2 Santos
Santos 0x0 Grêmio
Classificado: Santos

Cruzeiro (2º) x Corinthians (3º)
Cruzeiro 1×0 Corinthians
Corinthians 1×0 Cruzeiro
Classificado: Cruzeiro (melhor campanha)

Final

Cruzeiro (2º) x Santos (8º)
Cruzeiro 0x0 Santos
Santos 4×1 Cruzeiro
Campeão: Santos Futebol Clube

Veja que eu não estava tão errado quando disse que Santos e Cruzeiro fizeram a final antecipada do Campeonato Brasileiro.

Clique aqui para ver a matéria no blog Jornalismo Esporte Clube

Reveja agora os melhores lances da final do Brasileiro de 2010 Mata-Mata:

Pensando bem, que tal anular o Brasileiro por pontos corridos e validar este Mata-Mata? Rsss.


A vitória de um time infinito

Amigo, não sou um homem crédulo, mas que entre o céu e a terra há mais mistérios do que nossa vã filosofia pode supor, não tenha a menor dúvida. Nada acontece por acaso. Há o imponderável, claro, mas mesmo este parece obedecer a uma certa ordem. Passei a segunda-feira meditando sobre o jogo de domingo e cheguei a uma descoberta reveladora…

No meio da tarde recebi o amigo Saul Gallegos, um professor de Educação Física que aprendeu a amar o Santos na Bolívia de sua infância. Herdou a paixão do pai, que jogou no Strongest. Há poucos santistas tão entusiasmados como o Saul. Se nas vacas magras ele já vê qualidades no time, imagine agora. 

O que impressiona, porém, é que o Saul parece enxergar coisas que outros não percebem. O homem é daqueles meio gênio, meio maluco, e diz, com um sorriso desse tamanho, que nunca temeu pelo título, nem mesmo quando a bola bateu na trave, no finzinho do jogo.

O destino, os deuses, a energia universal, sei lá, nem Saul sabe definir direito, mas o certo é que aquela bola não poderia ter entrado. Mesmo as injustiças têm limite. Mas e as expulsões, Saul? Não teve medo de que não houvesse jogador suficiente para segurar o Santo André?

A resposta é um sorriso, um brilho estranho nos olhos e a reafirmação de que não importa com quantos jogadores o Santos ficasse, nada faria ele perder o título… O Saul foi embora e fiquei matutando.

Tenho a mania de achar que tudo na vida são peças de um quebra-cabeça que, se tivermos paciência e sabedoria, sempre poderemos montar. Então, repassei o jogo e, além da exibição-solo de Paulo Henrique Ganso, que parecia um moleque de pelada desses que segura a bola e não dá pra ninguém, ficou-me, imenso, fatídico, inexplicável, o número 8.

Sim, oito jogadores foi o que restou ao Santos. Disse bem o elegante presidente Luís Álvaro: estes oito foram como os 300 de Leônidas que impediram a tropa persa de atravessar o Desfiladeiro das Termópilas. Heróis, heróis, heróis como poucos no futebol.

Mas não eram 300. Eram oito. E o que significa este oito? Acredita em numerologia? Pois bem. Representa vitória e prosperidade. Isso mesmo! Por isso é o número de sorte dos chineses. Belo e aerodinâmico 8, que um dia foi de mestre Mengálvio…

Oito que foi o maior número de gols que Pelé marcou em um jogo (11 a 0 no Botafogo de Ribeirão Preto, em 1964), que foi também a maior goleada no maior rival (8 a 3 no Corinthians, em 1927) e a maior goleada que um campeão argentino sofreu em seu país (8 a 3 no Racing, em 1962).

Mas o oito, o número 8, meu amigo, não é só isso – se bem que vitória e prosperidade já são muita coisa. Mas o 8 é ainda mais. O oito, deitado, deitadinho, é o símbolo do infinito. Sentiu-se iluminado agora? Pois é. O Santos não ficou com oito jogadores por acaso.

Essa alegria, essa fome danada de gol, essa arte irreverente, isso tudo nunca abandonará o Santos. Sempre haverá novos Meninos da Vila, famintos de gols e traquinagens, cada vez mais rápidos, malabaristas, vitoriosos. Esta é a mensagem que o jogo de domingo nos deixou. Por isso, o título tinha de ser ganho com oito jogadores, este número lindo, pleno, insuperável, que simboliza aquilo que não tem fim.


Ganso escondeu a bola e o Santos é o maior campeão estadual da era moderna

Com dois a menos, vaca caminhando celeremente para o brejo e Paulo Henrique Ganso resolveu colocar a bola embaixo das asas e garantir o 18º título estadual do Santos, o 15º da era moderna do futebol – que, para todos os efeitos, começa em 1958.

Nada mais justo pelo conjunto da obra. Pelo futebol que mostrou ao longo do campeonato, o Santos tinha de ser campeão.

Hoje o time não mereceu vencer. O Santo André teve uma atuação espetacular no primeiro tempo e fez jus à vantagem de 3 a 2. Mas o Santo André não tem um maestro como Ganso, e hoje – apesar da boa atuação de Neymar, que marcou os dois gols santistas – Paulo Henrique não só foi o grande nome da partida, como mostrou que aos 21 anos tem maturidade suficiente para ir à Copa do Mundo.

Não há hoje um jogador brasileiro com o talento e a personalidade do Paulo Henrique Ganso. E não há um atacante tão perigoso como o Neymar.

Giovanni finalmente é campeão pelo Santos. Dorival Junior não teve um grande dia. Roberto Brum não poderia ter entrado. Ainda bem que Paulo Henrique teve personalidade para não sair. Sem ele seria difícil segurar o Santo André.

Quanto ao árbitro Sálvio Spindola, errou para os dois lados. O Santo André teve um gol erradamente anulado pela assistente; o pênalti em Arouca existiu mas ele fez muita cena; Brum não merecia o vermelho direto, mas no todo o árbitro foi bem e não influiu no resultado da partida.

Para quem torce para os outros grandes de São Paulo e já está falando que a arbitragem estava preparada para o Santos, eu sugiro que nos próximos jogos estes times grandes tenham também dois jogadores expulsos e consigam se segurar.

Bem, mas gostaria de saber sua opinião, querido leitor e leitora. Como você define este título do Santos? E o que espera do time a partir de agora?


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