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Coragem Professor!

Depois das atuações de Bruno Henrique e de Vladimir Hernández na vitória de 4 a 1 sobre o São Bernardo, fora de casa, o que o santista espera é que o ténico Dorival Junior tenha coragem de iniciar a próxima partida com os dois como titulares, provavelmente nos lugares de Vitor Bueno e Copete.

Bruno Henrique fez três gols e Hernández deu duas assistências, em uma vitória que mantém o Santos com chances de se classificar para a próxima fase do Campeonato Paulista.

Dorival Junior disse que poupou os titulares (para não dizer que poupou ele respondeu algo incompreensível, mas na realidade poupou mesmo) porque estes chegaram ao Brasil na sexta-feira à noite, sem dormir bem de quinta para a sexta. Bem, duas boas noites de sono – de sexta para sábado e de sábado para domingo – não são suficintres para descansar um atleta que só ia jogar domingo à noitinha em uma cidade próxima a Santos?

Mas por um lado foi ótimo colocar todos os novos contratados em campo. Deu para ver quem pode ser mais aproveitado no time principal. O que você achou de cada um? Quais deles podem ser titulares? Creio que, no momento, no mínimo Bruno Henrique e Vladimir Hernánfez poderiam entrar nos lugares de Copete e Vitor Bueno, concorda? E também seriam boas opções para os lugares de Ricardo Oliveira e Lucas Lima naqueles dias em que ambos estiverem no mundo da lua.

O que você acha disso?

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Liquidação Total dos livros em 60 dias de aniversário!

Como prometi, este blog comemorará o aniversário de 105 anos do nosso amado Santos Futebol Clube nos meses de março e abril. E nessa comemoração, para tornar a rica história santista mais acessível a todos, reduzi ainda mais os preços dos livros oferecidos na livraria do blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória, claro.

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Time dos Sonhos
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Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
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Ainda resta a última chance para o Santos de Adilson B

Mal escalado, mal substituído, mal orientado e mal motivado pelo técnico Adilson B, o Santos empatou na Vila Belmiro com o São Bernardo e terá de superar a descrença do torcedor na próxima quarta-feira, contra o Cerro Porteño, quando o sonho da terceira estrela estará em jogo.

Digo mal escalado porque quem coloca Adriano e Danilo lado a lado, no meio campo, é porque não quer que a bola saia redonda dali. Um jogador do nível deles, de vez em quanto, é o máximo que um bom time pode suportar. Os dois, ao mesmo tempo, é dose pra leão.

Continuo dizendo que foi mal escalado porque, se era possível formar o mesmo ataque que estraçalhou no começo do campeonato – com Neymar, Zé Eduardo e Maikon Leite –, por que não o fez? E por que continua sem dar uma oportunidade para Vinicius Simon, o zagueiro preferido do torcedor?

Um meio-campo mais ousado seria Alan Patrick ao lado de Felipe Anderson. Poderia não dar certo, mas o torcedor queria ver os dois meninos ao menos uma vez, e tem todo o direito de querer. Mas, é claro, Adilson B não correria esse risco.

Pela forma como o técnico gritava com Felipe Anderson no primeiro tempo, temi que o garoto não voltasse para a segunda etapa. Temi porque ele demonstrou, em várias jogadas, uma habilidade superior (como no chapéu seguido do controle da bola com a cabeça).

Felipe dá a sensação de que, a qualquer momento, pode fazer algo decisivo. E estava se mostrando para o jogo, puxando contra-ataques, trocando passes rápidos com Neymar, Elano e Zé Eduardo. Tão jovem como ele, apenas 17 anos, é normal ter alguns altos e baixos, mas mesmo assim os seus altos eram maioria. Sem ele, o meio-campo perdeu a liga. O Santos não criou mais nada com a bola pelo chão.

Adilson B preferiu o trivial: trocou um menino pelo outro. Tirou Felipe Anderson e colocou Alan Patrick. E o time piorou. Alan mostrou porque não tem jogado. Está fora de jogo, errando quase todos os passes. Eu não disse a maioria. Eu disse quase todos.

Depois, quando chamou Maikon Leite, que estava na reserva, imaginamos que jogaria com três atacantes, tirando o dispersivo e errático Danilo, ou mesmo Elano, que parecia cansado. Mas não. Tirou Zé Eduardo, o que tem mais cacoete de centroavante. Maikon Leite é rápido, ótimo para jogadas de contra-ataque, mas se embanana diante de uma retranca. E hoje entrou para não fazer nada. Eu não disse que fez pouco. Não fez absolutamente nada.

Para concluir as substituições, o professor Adilson B, tirou Jonathan, cansado, e colocou Pará. Aí não tinha jeito, tinha de tirar mesmo. Apesar de não ser um primor, Jonathan é o titular da posição, fácil. E Pará ainda entrou a tempo de perder uma jogada e chutar o jogador por trás. E nada mais fez Pará.

Digo que o time foi mal orientado porque começou a 100 por hora, como se quisesse marcar 10 gols em um ataque, e depois foi se perdendo e se cansando. No final, parecia disputar uma pelada. Não havia organização tática. Os jogadores batiam cabeça atrás dos três pontos que aplacariam as vaias.

E digo que o time foi mal motivado, pois Adilson B ainda teve a desfaçatez de afirmar, nos preparativos para a partida, que após o jogo tomaria um cafezinho, como se a vitória fosse certa. Isso foi usado para motivar os jogadores do São Bernardo, confirme afirmou o ótimo goleiro Marcelo Pitol, do time do ABC.

Não sei com que espírito ele preparou a equipe para o jogo, mas afirmar que a partida seria fácil é a última coisa que um técnico experiente e vencedor faz. Adilson B deu munição ao adversário, que lutou demais e mereceu o empate.

Para não dizer que não falei de coisas boas, destaco as atuações de Neymar, que lutou muito e criou do nada a jogada do pênalti que salvou o Santos de um resultado pior; o valente Léo, que correu e lutou muito mais do que o atabalhoado Danilo, e o zagueiro Durval, que limpou a área lá trás.

Agora, é vencer ou vencer.

Já vi times em crise darem a volta por cima e serem campeões. O torcedor tem de acreditar nisso. Se com aquela elenco deplorável de 2008 a equipe só não chegou às quartas da Libertadores porque Hector Baldassi (o mesmo que apita o jogo contra o Cerro) não deu um gol legitimo de Kléber Pereira, então podemos ter a esperança de uma vitória sobre o Cerro, na quarta-feira, mesmo de meio a zero.

Não tenho dúvida de que, se depender dos jogadores, o Santos se empenhará como nunca por esta vitória. O problema maior não está nos jogadores, mas na cabeça de Adilson B. Não sei que time está na sua cabeça para o jogo de quarta-feira, mas, se seguir o mesmo script desta sua passagem pelo Santos, não será aquele que o torcedor do Santos, mesmo o torcedor mirim, imagina para a partida.

Apesar da fase difícil, apesar do alto preço dos ingressos (50 reais para os sócios), o torcedor deve apoiar o time neste jogo decisivo contra o Cerro Porteño. Principalmente em respeito aos jogadores, que hoje lutaram bastante, mas pareciam, mais uma vez, perdidos em campo.

O tempo para se tentar montar um time que jogue bonito e ofensivo, como gosta o santista, já foi perdido. Lá se foi a pré-temporada, lá se foram dez jogos pelo Campeonato Paulista, e parece que Adilson B continua na estava zero. Agora, é hora do coração e da alma entrarem em campo. Só a garra e a luta podem salvar o Santos. É duro admitir, mas, diante das circunstâncias, o mesmo Cerro que um dia tomou de 9 na Vila, agora vem como favorito.

Detesto ter de dizer “eu não disse?”, mas a verdade é que a escolha de Adilson B para comandar o time neste ano tão importante para o Santos, não foi feliz. Como diz a sabedoria popular, “onde há fumaça, há fogo”. Se os torcedores do Cruzeiro o chamam de “professor Pardal”, é porque essa mania de inventar, de colocar jogadores fora de suas posições, de não escalar os melhores e de não ouvir o clamor da torcida, é um comportamento que acompanha a carreira de Adilson B e por isso talvez o tenha impedido de conquistar títulos importantes.

O jogo contra o Cerro será, talvez, a sua última oportunidade no Santos de mostrar que é um técnico inteligente, que sabe usar o melhor de seu elenco, que sabe motivar seus jogadores e tem a humildade de perceber que atrás dos pedidos da torcida está a visão de quem conhece o Santos muito mais do que ele, que chegou agora e já quer ditar uma maneira de jogar que não condiz com o DNA do time.

Leia o que escrevi quando Adilson foi contratado
E você, o que achou do jogo? E do trabalho do professor Adilson B?


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