Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: São Bernardo (page 1 of 2)

Contratar para a reserva?

Assisti aos melhores momentos da vitória do Palmeiras sobre o São Paulo e percebi a renovação da equipe de Parque Antartica. Corrijam-me se estiver errado, pois não costumo acompanhar esses times, mas creio que Michel Bastos, Guerra, Keno, Borja, além de Tchê Tchê são jogadores contratados recentemente e já são titulares ou ao menos estão sendo lançados regularmente na equipe. Por outro lado, no Santos, que neste domingo enfrenta o São Bernardo, às 18h30, não vemos nenhum dos novos contratados como titular ou próximo de conseguir essa condição. Por que?

Alguns dirão que é porque a panelinha não deixa os contratados se estabelecerem. Não posso entrar nessa viagem. Creio que se o jogador está mostrando qualidades nos treinamentos e nas poucas vezes em que pode jogar, não seria inteligente deixá-lo fora do time. Que técnico não gostaria de montar a melhor equipe possível?

Então, a conclusão mais plausível é a de que o clube dessa vez contratou mal. Digo dessa vez porque acho que no início dessa gestão as contratações foram boas e baratas. Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Renato, Vitor Bueno deram padrão ao time e o tornaram um dos melhores do País. Agora, entretanto, em que havia dinheiro em caixa para negócios mais ousados, o departamento de futebol santista, ao menos pelo que se pode ver até agora, não foi nada bem.

A não ser o baixinho Vladimir Hernandez, não há nenhum contratado que parece ter alguma intimidade com a bola. Tanto o zagueiro Cleber, como o volante Leandro Donizete e os atacantes Bruno Henrique e Kayke não demonstraram nenhuma facilidade para jogar. Quanto ao lateral Matheus Ribeiro, o pobre ainda nem teve uma chance real de jogar.
Uma pena que dessa vez a direção de futebol do Santos, que tinha ido tão bem em 2015, tenha contratado tão mal para a temporada 2017.

Continuaremos torcendo para o sucesso desses rapazes, mas até agora o sentimento de muitos santistas é o de desânimo. Ao ver Tchê Tchê e Keno no Palmeiras fiquei com uma certa dorzinha de cotovelo. Ambos não tinham passes caros e cairiam muito bem no Santos. Porém, como sempre, torcerei para queimar a língua.

E você, o que acha disso?

E não se esqueça: terça-feira estou esperando você lá:
Convite - Lições de jornalismo

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Liquidação Total dos livros em 60 dias de aniversário!

Como prometi, este blog comemorará o aniversário de 105 anos do nosso amado Santos Futebol Clube nos meses de março e abril. E nessa comemoração, para tornar a rica história santista mais acessível a todos, reduzi ainda mais os preços dos livros oferecidos na livraria do blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória, claro.

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Time dos Sonhos
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Sonhos mais que possíveis
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Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
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Parcialidade no futebol depõe contra imagem da Globo

Pelo jogo, o empate até que foi bom

O Santos teve mais a bola, mas não foi eficiente e não mereceu a vitória. Mesmo muito defensivo, o São Bernardo marcou aos 10 minutos, com o zagueiro Luciano Castán, e ainda teve outras boas oportunidades. O gol de empate santista só veio aos 36 minutos do segundo tempo, com Gabriel, de cabeça, após receber passe medido de Lucas Lima.

Dos estreantes do Santos, Joel mostrou mais disposição. Lucas Veríssimo cansou de dar furadas e Paulinho mal pegou na bola. Dos outros, a maior decepção foi Ricardo Oliveira, flagrado em uns dez impedimentos e sem nenhum chute a gol. Gustavo Henrique também deu umas pisadas na bola. Ninguém foi muito bem, mas ao menos Victor Ferraz, Lucas Lima e Serginho trocaram bons passes. Sem contar Gabriel, claro, o autor do gol.

É óbvio que se fosse no Pacaembu daria umas 30 mil pessoas, mas, para a Vila Belmiro, o público não foi mal. 9.341 torcedores foram ao Urbano Caldeira.

Na quarta-feira o Santos joga contra a Ponte Preta, em Campinas. Se repetir o futebol sem inspiração mostrado diante do São Bernardo, voltará para casa com sua primeira derrota nesse Campeonato Paulista.

Parcialidade no futebol depõe contra imagem da Globo

Nos últimos seis campeonatos paulistas, o Santos ganhou quatro e foi vice em dois. E nas últimas 10 edições foi campeão de seis e vice em três. Enfim, como se costuma dizer, é o time a ser batido no Estadual. O São Paulo não ganha um título paulista há mais de dez anos, o alvinegro de Itaquera está esfacelado e o Palmeiras tem um belo estádio, mas nenhum craque.

O melhor jogador em atividade no Brasil é Lucas Lima, o grande artilheiro do País é Ricardo Oliveira e a maior revelação tem sido Gabriel, o Gabigol. Quando se fala de futebol paulista, então, não há nem como se comparar. Nenhum outro time tem tantas atrações individuais como o Santos.

As maiores audiências da tevê no Campeonato Paulista do ano passado foram obtidas nas finais entre Santos e Palmeiras. Aliás, esse confronto também representou o maior Ibope do ano, na decisão da Copa do Brasil.

Enfim, em qualquer país do mundo com uma tevê preocupada em valorizar o esporte, em seguir ao menos os preceitos básicos da meritocracia que é a alma do esporte, a estréia do Santos, neste sábado, às 17 horas, seria transmitida ao vivo. Em vez disso, como já anunciou que não renovará com a Globo e assinará com o Esporte Interativo, o Santos está sendo duramente boicotado e só terá um jogo transmitido na fase inicial do campeonato.

Se houvesse uma justificativa técnica ou comercial, além da retaliação pura e simples, ainda se poderia entender. Mas é apenas mais um ato para prejudicar o Alvinegro Praiano, ao mesmo tempo em que continua bajulando o time do ex-presidente, hoje investigado em mais uma elogiosa ação da Polícia Federal.

Só o fato de insistir para que os jogos noturnos sejam realizados às 22 horas, prejudicando todos os profissionais envolvidos no futebol, além de milhões de torcedores, já mostra o caráter egoísta e indiferente da Globo. Felizmente o assunto já está chegando à Fifa, e o simpático Jérome Champagne, que conheci em alguns encontros em Brasília, prometeu fazer de tudo para mudar isso caso seja eleito para presidente da entidade, que, felizmente, também está sendo passada a limpo.

Essa parcialidade da direção do futebol da Globo, obviamente subordinado ao departamento comercial da emissora, depõe contra a imagem dessa poderosa empresa de comunicação, que, diga-se de passagem, já não é tão poderosa e jamais foi simpática.

Nessa hora, é impossível deixar de lembrar da maneira meteórica como a Globo surgiu e superou, do dia para a noite, emissoras bem mais bem-sucedidas e estáveis, como as TVs Record, Excelsior e Tupi. Impossível também não se recordar de como a emissora manipula as informações para favorecer seus parceiros e prejudicar os demais.

O Santos é apenas um time de futebol, mas ainda é aquele que mais fez pelo Brasil. Tem um currículo invejável e continua sendo uma atração onde atue. Nos últimos 12 anos ganhou 11 títulos e foi vice em outros quatro. Revelou Neymar, o melhor brasileiro em atividade. Mas nem é preciso dizer dos jogadores que revelou. Se alguém quiser medir sua popularidade, veja que time a Escola Grande Rio escolheu para homenagear neste Carnaval. Ter tido Pelé por 19 anos significa alguma coisa? Deveria significar para quem ama o futebol. Nem vou dizer que jamais foi rebaixado, pois isso é uma obrigação para um time realmente grande.

Só sei dizer que o Santos já tem 103 anos e não se tornou o melhor do mundo do dia para a noite, ou na calada desta. Penou, batalhou, insistiu, até poder mostrar sua arte em todos os continentes, para todos os povos e todas as línguas. O que alguns tentam conseguir, em vão, com conchavos, acordos financeiros e uma interminável parafernália eletrônica, o Santos conseguiu e voltará a conseguir apenas com talento, beleza e paixão.

Campeão estréia contra o São Bernardo, na Vila

Lucas Veríssimo na zaga e Paulinho no ataque são as novidades do Santos para sua estréia no Campeonato Paulista, neste sábado, às 17 horas, na Vila Belmiro, diante do São Bernardo. Dorival Junior deve escalar o time com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Paulinho, Gabriel e Ricardo Oliveira.

Era um jogo para o Pacaembu, até porque não há outro jogo de time grande na Capital e o Corpo de Bombeiros não colocaria obstáculo. Mas nem vou falar sobre isso hoje. Vamos pro jogo! E terça-feira espero todos no encontro de sexto aniversário deste blog. Confirme presença pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

Programa “Santos Meu Amor”, na Rádio Estilo de Jogo
Meu amigo Luiz Carlos Almeida criou um programa de rádio pela Internet que fala do Santos.
Clique aqui para ouvir o programa “Santos Meu Amor”

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E você, o que acha disso?


Para o presidente Modesto Roma pensar no Carnaval

Com um gol de David Braz, de cabeça, aos 9 minutos do segundo tempo, o Santos bateu o São Bernardo, no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo, e disparou na liderança do Grupo D. Agora tem oito pontos a mais do que o Bragantino, que foi goleado pelo São Paulo. Desta vez não houve pênalti não marcado para o Santos. Os erros crassos de arbitragem ocorreram em um estádio da capital, favorecendo o mesmo time de sempre.

São Bernardo 0 x 1 Santos
São Bernardo: Daniel, Rafael Cruz, Luciano Castán, Diego Jussani e Vicente; Daniel Pereira (Vanger), Marino, Carlinhos (Jean Carlos), Magal e Cañete (Maikon); Lúcio Flávio. Técnico: Edson Boaro.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Leandrinho (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Marquinhos Gabriel). Técnico: Enderson Moreira.
Gol: David Braz, aos 9 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza, auxiliado por Vicente Romano Neto e Fausto Augusto Viana Moretti.
Cartões amarelos: Lúcio Flavio, Renato e Robinho.

Público pagante e renda dos quatro grandes

Santos jogou no ABCD, reduto santista, e teve o segundo público da rodada. Confira:

Corinthians 2 x 1 Botafogo
27.060 pessoas, R$ 1.203.003,70

São Bernardo 0 x 1 Santos
9.959 pessoas, R$ 252.095,00

São Bento 0 x 1 Palmeiras
7.809 pessoas, R$ 524.360,00

Bragantino 0 x 5 São Paulo
5.626 pessoas, R$ 189.750,00

Para o presidente Modesto Roma pensar no Carnaval

Falei sobre isso na último reunião do Conselho Deliberativo, mas como o presidente Modesto Roma não estava presente, toco de novo nestes assuntos e espero que ele ou algum seu assessor leia. Considero os temas vitais para o futuro do Santos. Quais são eles? A criação de uma Liga Nacional de Clubes de Futebol e uma campanha permanente de sócios.

Sabemos que a pressão contra a fundação de uma Liga será enorme, pois quase todos os grandes clubes brasileiros devem à Rede Globo, que já distribuiu cala-bocas a torto e a direito. A própria Globo e seus filhotes tratarão de desestabilizar a ideia. Mas sem a criação de uma Liga que defenda os interesses dos clubes como um todo, prevalecerá o privilégio a dois deles, o que, em curto prazo, acabará com a competitividade do nosso futebol.

Isso, aliás, já ocorreu na Espanha e agora, em um gesto desesperado, os outros clubes estão ameaçando entrar em uma greve geral para impedir que sejam eternos coadjuvantes dos milionários Real Madrid e Barcelona. O Brasil está indo no mesmo caminho. Enquanto em países de futebol mais rico e organizado, como Alemanha e Inglaterra, a diferença entre o time que mais recebe e o que menos recebe da televisão é de 50%, no Brasil alcança 500%.

Há vários clubes interessados em refazer o Clube dos Treze, ou algo semelhante. Não estou suficientemente a par para garantir quais seriam as adesões imediatas, mas penso que Vasco, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Atlético/MG, Atlético/PR, Bahia, Internacional, Grêmio e outros ao menos se proporiam a analisar e conversar sobre o assunto.

Com a criação de uma Liga Nacional de Clubes de Futebol, poderá ser restabelecida a ordem natural das coisas, que é o futebol brasileiro ser dirigido pelos clubes e não por uma emissora de tevê ou por entidades que pouco os representam, no caso a CBF e as federações estaduais.

Lembro que para se criar a Liga não é necessária a autorização da CBF, que também não teria o poder de proibir os clubes da Liga de participar de suas competições (no caso, competições da CBF). Em outras palavras, os clubes podem criar suas próprias competições sem necessidade de aprovação da CBF e também estão protegidos por lei de sofrer retaliações por isso.

Assim, em termos práticos, os clubes da Liga podem criar competições e estabelecer regras próprias para elas, incluindo direitos de tevê, entre outros. Quem não concordar com a decisão da maioria, simplesmente ficará de fora.

Sinceramente, não sei o que o Santos espera para tomar essa iniciativa e iniciar os contatos nesse sentido. O sistema atual do futebol, baseado na política populista do “Pão & Circo”, obviamente jamais valorizará um time que não tem uma das maiores torcidas do Brasil e não pertence a uma grande capital.

Campanha permanente de sócios

Este é outro assunto que tratei no Conselho e, creio, nem carece de maiores explicações. Se o Santos é um produto, seu consumidor é o seu torcedor. Em um momento em que o marketing do clube engatinha, o método mais rápido e eficiente de se conseguir o apoio financeiro dos santistas é uma campanha se associação em massa. É claro que para isso é preciso passar credibilidade ao torcedor e também ciar uma estrutura para atende-lo. Não basta cativar, é preciso conquistar definitivamente.

Para entender o que digo, é preciso saber que não falo de uma relação tradicional entre quadro associativo e clubes. O Santos não é um clube normal. Não tem piscina, quadras poliesportivas, quadra de tênis, restaurante… O Santos pode ser definido por “onze camisas”. Sim, é um time de futebol, apenas. Isso é ruim? Em absoluto. É ótimo. Pois os investimentos, o marketing, tudo se torna mais dirigido. Sim, mas como os sócios serão recompensados?

Mais uma vez, não pense em sócio de um clube tradicional, pense no associado de um clube de vantagens, que receberá brindes, terá acesso a muitas promoções e verá que o valor investido no Santos será fartamente compensado por todos esses benefícios. Considero essa iniciativa também essencial, pois com o tempo, se o clube continuar em situação difícil, a tendência será a torcida diminuir. A hora de se lançar a campanha é agora, enquanto ela ainda é grande.

Sei que o momento é delicado e o presidente Modesto Roma está sendo bombardeado por sugestões e propostas de todos os lados. Só gostaria de deixar bem claro que não tenho nenhum interesse de ter um cargo no Santos, de ser um prestador de serviços do clube ou de receber algum centavo dos cofres já combalidos de nosso querido Glorioso Alvinegro Praiano. Apenas estou, como muitos de nós, bastante preocupado não só com o presente, mas com o futuro do nosso amado Santos Futebol Clube.

O Samba enredo da Torcida Jovem

Agora ouça o Samba enredo 2015 da Escola de Samba Torcida Jovem para o desfile carnavalesco deste ano. O tema é “Segura o laço que esse boi é meu”, com o intérprete Celsinho Mody.

Um sábado de Carnaval temperado pelo Feijão

Na quarta-feira, João Souza, o Feijão, jogou até de madrugada para vencer o eslovaco Martin Klizan, que vinha de uma vitória sobre Thomaz Bellucci. E nesta quinta, Feijão já estava em quadra às 17 horas, para outra partida estafante, contra o argentino Leonardo Mayer, número 30 do mundo. Empurrado pelo público de 2.500 pessoas, Feijão superou o favorito novamente em três sets e se classificou para semifinal do Brasil Open, neste sábado, quando enfrentará o italiano Luca Vanni, às 13 horas.

Para completar, depois do jogo de simples, Feijão também jogaria um de duplas, ao lado do também brasileiro Marcelo Melo. Mas deu uma entrevista feliz, apesar de exausto. Sabe que vida de tenista profissional é assim mesmo e ele está acostumado à nômade batalha diária. Uma semana aqui, outra na América do Norte, outra na Europa, Ásia, Oceania. Viagens, bagagens, hotel, treino em quadra, jogos de simples e duplas.

Alguns jogadores de futebol, que jogam domingo e na quarta-feira ainda reclamam do cansaço, deveriam acompanhar o tênis mais de perto. E Feijão, treinado pelo brasiliense Ricardo Acioly no Rio de Janeiro, nem sempre tem a companhia do técnico. Teve de aprender a se virar sozinho. Agora, aos 26 anos, com os pontos que ganhará nesse Brasil Open, ele deve entrar novamente para o grupo seleto dos 100 mais bem classificados tenistas do ranking mundial, uma colocação muito valorizada no feroz mundo do tênis masculino. Até hoje sua melhor classificação de simples foi 84°, obtida em 19 de setembro de 2011.

Em 2010,com a Suzana, vi Feijão jogar no qualifying de Roland Garros, em Paris, e fiquei decepcionado com sua irregularidade e insegurança. Agora é outro. O tempo lhe trouxe maturidade. Espero que faça um grande jogo neste sábado. Descobri que tenho simpatia pelo Feijão. Será que é porque o Santos já teve um ídolo chamado Rubens Feijão? Ou por que o tenista nasceu em Mogi das Cruzes, mesma cidade de Neymar? Sei lá, mas acho que é porque Feijão é um brasileiro que luta pelo seu sonho e merece o nosso apoio.

Veja Feijão antes do Australian Open deste ano, em que ele já fala do Brasil Open. O técnico Ricardo Acioly também participa (na Austrália, Feijão perdeu na estreia para o croata Ivan Dodig por 6/4, 7/5 e 6/4):

Agora veja Feijão contra Rafael Nadal no Brasil Open de 2013:

E, você, o que acha da criação da Liga Nacional de Clubes de Futebol?


Vitória na estreia com time renovado é bom. Mas poderia ser melhor

Vencer na estreia do Campeonato Paulista por 3 a 1, com a estreia de muitos jogadores, no campo do adversário, diante dos olhares secadores do ex-presidente Lula e do presidente da CBF José Maria Marin, e com grande exibição de Neymar, é claro que é bom. Mas o Santos poderia ter feito um pouco mais e dado menos susto no seu torcedor diante do São Bernardo.

Às vezes parece que os jogadores do Alvinegro Praiano não têm a consciência de que para os times considerados pequenos o Campeonato Paulista é uma verdadeira Copa do Mundo e por isso nunca desistirão de uma partida. Foi o que o bravo São Bernardo mostrou ontem, lutando como um tigre mesmo quando passou a ter um jogador a menos, já que Dudu levou dois amarelos por confundir as canelas de Neymar com a bola.

Apesar da incrível diferença de currículo dos times e dos jogadores, sem falar dos salários, era previsível que o São Bernardo venderia muito caro a derrota. Por isso, quando, aos 18 minutos de jogo, Bruno Peres puxou o contra-ataque para servir Neymar, pela esquerda, e este, em jogada característica, chutou entre as pernas do zagueiro para inaugurar o marcador, o torcedor respirou aliviado. O normal era que o adversário se abrisse e o Santos, mais experiente e de melhor nível técnico, controlasse a partida e ampliasse a vantagem. Porém, quando parece que o jogo vai ficar menos difícil, o Santos complica.

Um minuto após o gol de Neymar, o centroavante André, que parece estar fazendo alguns esforços para perder peso e ganhar agilidade, segurou demais a bola e tentou cavar uma falta em um contra-ataque precioso. A bola acabou com Bady, que driblou Durval como quis e cruzou para Naldinho empatar.

A torcida engoliu a euforia e o adversário se assanhou. Aos 30 minutos Dudu acertou um chute forte de bem longe e acertou o travessão. Dois minutos depois, porém, São Neymar veio em auxílio do Alvinegro e provocou a expulsão do mesmo Dudu, com o segundo cartão amarelo. Para variar, todos os cartões amarelos do São Bernardo entraram na conta do Menino de Ouro.

Mas de nada adiantaram as muitas faltas próximas à área do São Bernardo se Marcos Assunção ainda está no estaleiro e o Santos não consegue marcar gols aproveitando essas infrações. E assim o São Bernardo se encolheu todo e só passou a se arriscar em contra-ataques rapidíssimos.

Veio o segundo tempo e Muricy Ramalho não mexeu no time. Já era evidente que André, sem mobilidade, só embolava o meio do ataque, e que Cícero, o mais discreto dos estreantes, não tinha mais função. As entradas de Miralles e Patito já se faziam necessárias, mas o técnico só as realizou a 15 minutos para o final, depois que Montillo, duas vezes, e Neymar, uma, já tinham perdido grandes oportunidades de gol.

Mas, a bem da verdade, Montillo jogou bem e deu mais equilíbrio ao meio-campo do Santos. Ele joga um futebol simples e eficiente. Desmarca-se para receber e toca para quem está livre. Esta é a regra de ouro que muito jogador puta velha ainda não consegue executar. O gringo precisa arrematar melhor, pensar e agir mais rápido quando está na pequena área. Mas foi apenas a estreia. Logo os reflexos voltam.

Mais rápido e decisido que André e Montillo, Miralles teve ótima oportunidade aos 34 minutos, driblou o goleiro e desempatou a partida. Acho que ganhou a camisa de titular com este gol. Depois, aos 45 minutos, Neymar se aproveitou de uma furada do zagueiro, penetrou e sofreu pênalti, que ele mesmo converteu, igualando-se na artilharia do Campeoanto com Guaru, do Penapolense, que também marcou dois gols na vitória de seu time sobre o Ituano por 3 a 0.

Atuações dos santistas

Rafael – Não teve culpa no gol e nem fez nenhuma defesa difícil. Mas cismou de reclamar do árbitro em um lance longe de sua área e recebeu um cartão amarelo de graça. Nota 6.
Bruno Peres – Apoiou bem, servindo Neymar no primeiro gol. Não cometeu erros graves na defesa (a não ser uma furada no final da partida). Nota 6.
Neto – Não comprometeu, mas pareceu meio deslocado, à procura do chamado “posicionamento” ideal. Nota 6.
Durval – Não comprometeu, mostrou personalidade, mas falhou no gol do São Bernardo e chegou atrasado no lance em que levou cartão amarelo. Nota 6.
Guilherme – Lutou, correu, mostrou que tem mais vitalidade do que categoria. Nota 6.
René Junior – Para a estreia, marcou bem e errou poucas saídas de bola. Nota 7.
Arouca – Regular, manteve o bom rendimento de sempre, sem nada de especial. Nota 7.
Cícero – Discreto, não comprometeu, mas apareceu pouco. Nota 6.
Montillo – Inteligente, dá mais regularidade ao toque de bola no meio de campo. Perdeu dois gols, mas deu passes importantes. Boa estreia. Nota 7.
Neymar – De novo o melhor em campo. Dois gols, muitas jogadas e muitos amarelos aos brucutus do São Bernardo. Nota 8.
André – Depois da dura do Muricy ele andou treinando mais no meio da semana. Ótimo. Mas tem de virar um hábito para dar resultado. No jogo ele continuou sem mobilidade, o que facilita a marcação da defesa. Prendeu demais a bola em alguns lances e ao perde-la simulou falta. Em um desses lances o São Bernardo aproveitou o contra-ataque para fazer o gol. Merecia ter sido substituido antes. Nota 5.
Miralles – Entrou no lugar de Cícero e, mesmo com apenas 15 minutos para jogar fez o gol da vitória e deu mais movimentação ao ataque. Nota 7.
Patito Rodriguez – Entrou no lugar de André e, a exemplo de Miralles, tornou o Santos mais rápido e incisivo. Nota 6.
Muricy Ramalho – Demorou para mexer no time, mas substituiu bem e fez melhor ainda ao dar duras em André e Bruno Peres, que em jogadas normais ficaram caídos, fingindo contusões mais graves. Nota 7.

O público, muito bom para um estádio que no máximo comporta 17 mil pessoas, somou 13.436 pagantes, com renda de R$ 345.645,00. A atuação do árbitro Thiago Duarte Peixoto foi boa, tanto no aspecto técnico quanto disciplinar. O Santos volta a campo na próxima quinta-feira, às 21 horas, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, na Vila Belmiro.

Veja os melhores momentos de São Bernardo 1, Santos 3:

http://youtu.be/MASlU3s1sw0

E você, o que achou da estreia do Santos no Campeonato Paulista?


Pressionado, Adilson Batista escalará um Santos forte

O Santos não deverá descansar tantos titulares como o técnico Adilson Batista pretendia. A coisa não está muito boa para os lados do professor, que pode até ser demitido se o time perder para o São Bernardo no jogo deste tarde, às 18h30m, na Vila Belmiro.

Pode parecer prematuro falar em demissão do técnico no início da temporada, mas a verdade é que Adilson ainda não deu padrão de jogo ao time, nem mesmo definiu quem são os titulares e reservas, já que a cada jogo vem com uma formação diferente.

Esta semana o técnico teve de prestar contas à diretoria. Ou faz o time jogar como se deve, ou poderá mesmo ser demitido. O Santos não quer repetir os rivais de São Paulo, que neste 2011 estão fora da competição mais importante do continente. Uma derrota para o Cerro Porteño, no meio da semana, e o sonho terceira estrela ficará mais distante.

E você, acha que Adilson Batista correrá algum risco de perder o emprego caso o Santos não vença o São Bernardo?


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