Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Cheio & Vazio

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Cheio & Vazio

Com mais de 15 mil pessoas, o Urbano Caldeira bateu o seu recorde de público no ano para ver o time feminino do Santos, em jogo empolgante, vencer o Corinthians na primeira partida da final do Campeonato Brasileiro. Um detalhe: a entrada foi gratuita. Isso quer dizer que o santista da Baixada adora futebol e iria mais vezes à Vila Belmiro se o preço do ingresso fosse mais barato. A Vila tem de voltar a ser um estádio da massa santista, com menos camarotes e cadeiras cativas e mais lugares populares.

Em um Engenhão sem público, Vasco e Santos empataram em 0 a 0, em um dos piores e mais desanimados jogos do ano. O Vasco está sendo punido pelos incidentes ocorridos na derrota para o Flamengo, em um estádio de São Januário superlotado. Todos sabem que o estádio vascaíno tem uma capacidade apenas um pouco maior do que a Vila Belmiro, que não chega a 20 mil pessoas, mas o presidente do clube carioca, Eurico Miranda, insiste em mandar todos os clássicos lá, assim como Modesto Roma faz no Santos. Isso não traz benefícios técnicos ao time e freia o crescimento do clube, cuja torcida tem diminuído a cada ano.

Para pagar contas emergenciais, o Santos vendeu o passe do promissor Thiago Maia ao Lille, da França, pelo equivalente a 51 milhões de reais, dos quais o Alvinegro Praiano deveria ficar com 70%, ou cerca de 35,5 milhões. Cofres cheios? Nem tanto. Desse valor ainda é preciso tirar a comissão dos intermediários e o que restar será absorvido rapidamente pelas despesas imediatas. O que sobrará dará para pagar apenas três ou meses de salários dos jogadores. Se não vender mais ninguém, as contas não fecharão. Enquanto isso, veteranos em fim de carreira, que nem conseguem ser titulares, são contratados ou renovam contratos com salários que não ganhariam nem na China – o que, logicamente, deixa os cofres vazios.

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Joguem por suas carreiras!


Se você fosse o técnico do Santos, o que faria para motivar o time de reservas que deve enfrentar o Vasco neste domingo, às 17 horas, em São Januário? Como nem os titulares ganham fora de casa, será que o jeito é escalar qualquer um, falar qualquer coisa e colocar em campo uma equipe preparada para perder? Não, obviamente. Um real competidor jamais entra em campo com a única opção da derrota. E esse jogo contra o Vasco oferece mais alternativas do que parece. Vejamos cinco pontos a serem considerados:

1 – Talvez seja preciso usar os titulares

Não podemos nos esquecer de que neste sábado o Internacional enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro, e o São Paulo recebe o imprevisível Figueirense. Se nem Inter e nem São Paulo vencerem seus jogos, o Santos poderá voltar ao G4 com uma vitória sobre o Vasco, amanhã.

Portanto, o Santos jogará já sabendo dos resultados de seus concorrentes, o que será uma vantagem. E como o último jogo do Santos no Campeonato Brasileiro será contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, eu diria que caso volte ao G4 neste domingo, o Alvinegro Praiano terá totais possibilidades de terminar a competição entre os classificados para a Copa Libertadores, tornando a final da Copa do Brasil menos vital para sua temporada de 2016. Assim, caso a vitória retorne o Santos ao G4, Dorival terá de rever a decisão de usar um time de reservas contra o Vasco, pois a partida se tornará importantíssima, uma verdadeira final.

2 – O jogo é decisivo para muitos jogadores

Talvez a partida não seja decisiva para o Santos, mas, certamente, é essencial para a carreira de muitos jogadores reservas, que neste domingo deverão ter mais uma oportunidade de mostrar que merecem continuar no clube em 2016. Fosse eu o técnico, deixaria claro que o desempenho de cada um contra o Vasco seria analisado com atenção e poderia ser determinante para sua permanência no Santos. Em outras palavras, eu diria: “Além de jogar pelo Santos, joguem por suas carreiras!”.

3 – A definição da vaga pode ficar para última rodada

Caso o Santos – toc, toc, toc – perca a final da Copa do Brasil para o Palmeiras, no meio da semana, sua última esperança de conseguir uma vaga na Copa Libertadores pode vir da última rodada do Campeonato Brasileiro, desde que, é claro, ainda conserve ao menos as chamadas chances matemáticas.

Nessa última rodada, o São Paulo irá a Goiânia enfrentar um Goiás que poderá depender da vitória para não ser rebaixado. Para isso, neste domingo, o santista tem de torcer para o Goiás vencer o Chapecoense, em Chapecó, jogo marcado para as 18 horas. A missão é difícil, mas não impossível. Se ganhar os três pontos em Santa Catarina, o Goiás talvez se safe ganhando depois do tricolor paulista.

Em sua última partida o Internacional receberá o Cruzeiro, que tem jogado bem. Um empate não seria nenhuma grande surpresa. Portanto, caso ainda vá para a última rodada com chances, o Santos ainda poderá conseguir a vaga para a Libertadores. Para isso, porém, é aconselhável que ao menos empate o jogo de São Januário.

4 – Dá para escalar um time competitivo, mesmo com reservas

Todo técnico tem as suas preferências, mesmo quando a maior parte da torcida não concorda com elas. Marcelo Fernandes era apaixonado pelo Lucas Otávio, o Batatinha; Dorival Junior gosta do Nilson, o Batatão. Temos de aceitar, já que o técnico é que vê os treinos, acompanha o trabalho diário dos jogadores. Porém, se o professor me permite, creio que mesmo usando reservas, com exceção do goleiro e de um jogador de armação, é possível o Santos montar um time competitivo para enfrentar o Vasco.

No gol manteria o Vanderlei porque é uma posição de enorme responsabilidade e não vejo qualidade suficiente no Vladimir e nem experiência no Gabriel Gasparotto para entrarem em jogo tão importante.

Na zaga, não dá para inventar muito. Werley dá calafrios, mas já jogou várias vezes e até já fez boas partidas. Ao seu lado, o garoto Paulo Ricardo só precisa fazer menos faltas bobas e se colocar melhor para bloquear o atacante antes que ele domine a bola.

Nas laterais, a lógica é Daniel Guedes na direita e Chiquinho ou Caju na esquerda. Não há como fugir disso. Do meio para a frente, não creio que o time de reservas tenha tão poucas alternativas como parece.

Se já está bem fisicamente, Alison tem de voltar. Espero também que o experiente Ledesma esteja melhor de fôlego, pois é outro que pode entrar numa boa. Se não der para o veterano, que volte o Batatinha. Ele é baixinho, tem problemas nas bolas altas, mas não é ruim tecnicamente e, desde que esteja bem motivado, certamente dará o sangue pelo time que aprendeu a amar desde criança.

Enfim, eu teria dois jogadores de marcação no meio-campo e dois que poderiam também ir mais à frente. Um deles seria o Leandro. O Dorival não pediu sua contratação? Então, meu caro, está na hora de o rapaz mostrar porque já foi tão valorizado no futebol brasileiro. Ao seu lado eu escalaria o segundo titular, ou meio titular, que é o Marquinhos Gabriel. Só com o Ledesma para armar, o time ficaria muito lento. O Marquinhos dá mais velocidade à saída de bola da defesa para o ataque.

Na frente, eu escalaria Geuvânio e Rafael Longuine. Ambos já atuaram por times pequenos, estão acostumados a se virar, quase sozinhos, contra um bando de defensores, sabem prender a bola e são atrevidos. Se o Longuine fez sete gols no último Campeonato Paulista jogando pelo Audax, pode muito bem fazer um golzinho em São Januário. O mesmo digo do Geuvânio, que tem repentes de gênio. Deixaria o Neto Berola no banco, como opção para o caso de o Vasco atacar com tudo e deixar muito espaço na defesa. Rapidinho, o Neto – bip, bip – Berola pode ser útil nessa situação.

Então, meu time para enfrentar o Vasco e manter as chances de o Santos conseguir uma vaga no G4 seria Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho (ou Caju); Alison, Ledesma (ou Lucas Otávio), Leandro e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola) e Rafael Longuine.

Pode não ser uma maravilha, mas o Vasco já perdeu, em casa, de times piores. Resta saber se Dorival treinou, preparou bem a equipe de reservas para o jogo deste domingo, ou se vai apresentar os jogadores pouco antes de entrarem em campo.

5 – Um “bicho” especial para motivar os reservas

Estamos carecas de saber que este, contra o Vasco, é o tipo de jogo em que o Santos entra desmotivado, se arrasta em campo e perde. Uma das maneiras de mexer com os jogadores, como eu disse, é destacar que o desempenho de cada um será analisado pela comissão técnica. Outra forma, talvez mais interessante, seja oferecer um “bicho” extra pela vitória.

Mesmo que ofereça, digamos, um prêmio de 10, 20 ou mesmo 30 mil reais para cada jogador que atue contra o Vasco, o Santos ficará no lucro caso eles consigam a vitória, pois a diferença de premiação do sexto lugar, posição que o Santos ocupa no momento, para o quinto ou quarto lugares, já valerá, com sobras, o investimento.

Se permanecer na sexta posição, o Santos receberá R$ 1,4 milhão. Se pular para quinto, R$ 800 mil a mais, ou R$ 2,2 milhões, e se terminar em quarto, R$ 1,8 milhão a mais, ou R$ 3,2 milhões. Portanto, vale muito a pena motivar de todas as formas os jogadores que enfrentarão o Vasco.

Times Sub-17 e Sub-20 são vencedores
Neste sábado, o Sub-17 e o Sub-20 do Santos foram vice-campeões paulistas, mas esses resultados não devem ser lamentados. Nessa idade, o que importa é revelar, preparar os jogadores para o profissional. O sub-17 empatou com o São Paulo em 1 a 1, sofrendo um gol no final, e o Sub-20 venceu o Corinthians por 3 a 2, ambos os jogos nos campos dos adversários. No Sub-20 estava difícil, pois o time teria de vencer por quatro gols de diferença para levar para os pênaltis. De qualquer forma, derrotar um adversário que estava invicto há 15 jogos e carimbar sua faixa, diante de 12 mil torcedores contrários, no Itaquerão, merece elogios. O jogo no Sub-17 foi no CT do São Paulo, sem a mínima segurança e com muita pressão sobre o árbitro, que acabou ajudando o time da casa. Como disse, nessa fase ser campeão ou vice dá na mesma e os dois times do Santos provaram que poderiam ficar com a taça. Destaco Rafael Oller, do Sub-20, que tem jeito para fazer gols. O detalhe é que o Santos chegou às finais das cinco categorias de base do Campeonato Paulista: Subs 11, 13, 15, 17 e 20. Isso é o que vale.

E pra você, como o Santos deve ser montado para jogar em São Januário?


O Vasco merece respeito, mas o Santos precisa vencer

Pelas circunstâncias, os empates contra Corinthians e Cruzeiro foram bons resultados, mas hoje, às 19h30, na Vila Belmiro, o Santos precisa entrar em campo para buscar sua quarta vitória no Brasileiro. Com 14 pontos em 11 jogos, o Alvinegro Praiano está naquela zona cinzenta entre a busca por uma vaga no G4 e o perigo da zona de rebaixamento. Mas o adversário é dos mais tradicionais.

A vitória sobre o Coritiba, fora de casa, elevou as perspectivas do Vasco do técnico Dorival Junior. A sorte do Santos é que Juninho Pernambucano e Pedro Ken – autor do gol contra o Coritiba – não jogam hoje. Montoya deve entrar. E o “nosso” André, será que dará trabalho justo hoje?

O ponto fraco do Vasco tem sido sua defesa, que conta com uma dupla de zaga formada por Jomar e Rafael Vaz. Em 13 jogos o time sofreu 22 gols, três a mais do que marcou.

No Santos voltarão Willian José e o lateral Léo. Sei que boa parte dos leitores deste blog prefeririam Giva e Mena. Mas, a bem da verdade, não dá pra dizer que há uma diferença técnica relevante entre os que entrarão em campo e os que ficarão de fora. Além disso, o leitor Tiago nos lembra que Mena estará a serviço da Seleção Chilena. O técnico Claudinei Oliveira, que acompanha os treinos, merece o benefício da dúvida. Torçamos, pois, antes de acionar as cornetas.

Sem Arouca, machucado, o time deve ser escalado com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alan Santos, Alison, Cícero e Montillo; Neilton e Willian José. No transcorrer da partida creio que Marcos Assunção, finalmente recuperado, possa entrar. Eu colocaria Victor Andrade ou Gabriel no segundo tempo e, dependendo da atuação de Cícero, faria entrar o garoto Léo Cittadini no seu lugar.

Para não ficar em cima do muro, eu prevejo uma partida complicada, mas com domínio do Santos, que deverá explorar as falhas da defesa vascaína para chegar à vitória. De quanto? Fico com 2 a 1, mas não me surpreenderia se a diferença fosse de dois gols.

Clássico alvinegro de muita história

Dos oito títulos brasileiros que o Santos possui, três foram obtidos em jogos contra o Vasco: em 1965, na final da Taça Brasil (vitórias por 5 a 1 no Pacaembu e 1 a 0 no Maracanã); em 1968, na última rodada da fase final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (2 a 1, no Maracanã) e em 2004, na última rodada do Campeonato Brasileiro (2 a 1, em São José do Rio Preto).

Mas a história entre ambos teve muitos outros capítulos: em 1927 o Santos, que era a sensação do futebol paulista, foi o convidado de honra do Vasco para a inauguração de São Januário, então o maior estádio do Brasil. Em tarde de gala, com a presença do presidente da República, o Santos venceu por 5 a 3. No mesmo ano o Vasco quis uma revanche, no campo do América, e o Santos goleou por 4 a 1, o que fez a imprensa carioca considerar o Alvinegro Praiano como o melhor time brasileiro de 1927.

Em junho de 1957 os dois times fizeram um combinado – com o ataque do Santos e a defesa do Vasco – para disputar um torneio internacional no Rio de Janeiro, e Pelé vestiu a camisa do Vasco, marcando seis gols em quatro jogos (três deles na estreia contra o Belenenses, de Portugal) e consolidando sua condição de craque diante da crônica esportiva mais influente do País.

Em 19 de novembro de 1969, em um Maracanã com quase 70 mil pessoas, até os vascaínos pediram que Pelé cobrasse o pênalti que lhe proporcionou o gol 1.000 de sua carreira, em outro momento marcante na história do Rei e dos dois times.

Veja de novo o Santos ser pentacampeão brasileiro:

Reveja o jogo que deu mais um título brasileiro ao Santos em 2004:

Sinta de novo a emoção do Gol 1.000 de Pelé:

E pra você, como o Santos deve jogar para vencer o Vasco?


O Santos que o santista quer. Em 10 mandamentos

O santista, que é um dos torcedores mais inteligentes, antenados, participativos e de melhor poder aquisitivo do Brasil, está sempre disposto a apoiar o time, desde que, porém, alguns mandamentos sejam respeitados. Os 10 mais importantes deles são:

1 – Que o time seja ofensivo. Santista detesta ver o time retrancado, jogando para empatar em 0 a 0, especulando contra-ataques improváveis. Mesmo quando esse resultado serve para uma classificação, ou para um título, ele é mal visto. Fechar-se todo na defesa é, para o santista, sinal de inferioridade. No final da Taça Brasil de 1964, quando se tornou tetracampeão brasileiro ao empatar com o Flamengo em 0 a 0, no Maracanã, teve jogador que, em vez de comemorar, reclamou no vestiário do esquema defensivo imposto pelo técnico Lula. Está no sangue do santista ver o time no ataque, pra cima do adversário.

2 – Que ele, torcedor, seja ouvido nas contratações. Ou que, pelo menos, essas contratações respeitem a vontade da maioria dos torcedores. Se há uma coisa que irrita o santista é ver jogadores suspeitos chegando ao clube, principalmente com passes e salários elevados. Por exemplo: a primeira notícia é a de que o Santos compraria 100% do passe desse Patito Rodríguez por quatro milhões de reais. Acabou comprando apenas 50% por seis milhões, e ainda depois de conseguir uma garantia bancária. O rapaz pode dar certo? Tomara. Mas é uma grande incógnita.

3 – Que ele saiba como a diretoria gasta o dinheiro. Sim, porque santista detesta quando, de uma hora para outra, fica sabendo que o clube está endividado até o pescoço, quase caminhando para a falência. E o pior é que os dirigentes ficam na moita e negam as dívidas até o fim. Às vezes não dizem nada e é o presidente seguinte que acaba denunciando estar assumindo uma “terra arrasada”. Esse papo virou rotina na Vila Belmiro.

4 – Que os jogadores da categoria de base sejam aproveitados, valorizados. Ora, esse não é o DNA do Santos? O slogan do Centenário não é “Meninos para Sempre?”. Pois então, que o clube tenha um plano de preparação e aproveitamento dos meninos, que comece na base e siga até o profissional. Por que contratar um jogador meia boca, gastando um dinheirão, se pode dar oportunidades a jogadores criados no próprio clube, sem nenhum custo adicional? E se esta deve ser a política do Santos com relação aos jovens, não é melhor ter um técnico que concorde com ela?

5 – Que seu presidente cumpra o que prometeu na campanha. Se há algo que deixa o santista realmente irritado é confiar nas promessas de alguém, é se apaixonar por um novo líder, e depois perceber que ele disse apenas o que o torcedor queria ouvir, mas esqueceu tudo quando finalmente conquistou o poder. Quando isso acontece o santista se sente usado, e não há sentimento que fere mais o orgulho de uma pessoa do que este. Por isso ele continua se perguntando: Cadê os 40 milhões de reais?

6 – Que seu presidente e sua diretoria sejam valentes, corajosos, sagazes, que enfrentem o sistema viciado do futebol com o poder que a rica história do Santos e a força da comunidade santista lhes outorga. O santista detesta ver o seu time roubado em campo e fora dele e notar que os dirigentes do clube nada fazem, que colocam o rabinho entre as pernas e aceitam o que a CBF e a tevê lhes oferece. O santista quer que seus dirigentes tenham atuação política decisiva, que liderem as mudanças no futebol brasileiro, acabando com as desigualdades que hoje existem.

7 – Que os seus veteranos de ouro, os integrantes do melhor time que já existiu, sejam respeitados e devidamente aproveitados. O torcedor fica triste ao perceber que verdadeiras lendas vivas, homens de um valor incalculável para o Santos, como Zito, Mengálvio, Pepe, Coutinho, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres, Dorval, Edu, Joel Camargo, Ailton Lira, entre outros, sejam marginalizados ou esquecidos por meras questões políticas. Eles estão acima de picuinhas factuais, eles são eternos. Reconhecer isso é uma grandeza que o santista espera de qualquer um que assuma o comando do Santos.

8 – Que o problema do estádio seja enfrentado de uma vez por todas. O santista detesta ver que toda nova gestão promete alguma coisa com relação ao estádio, mas depois de eleita parece esquecer o assunto e continua postergando a questão, igualzinho fazia a anterior. O melhor é jogar no Pacaembu? A decisão é ter um grande estádio na Baixada Santista? A melhor opção é aumentar a Vila Belmiro? Ou o ideal é ter um estádio na região Sul da cidade de São Paulo, onde se concentram mais santistas do que em Santos? Enfim, o torcedor quer que essas questões sejam discutidas e uma decisão seja tomada.

9 – Que, mais do que um plano para aumentar o quadro associativo, haja um planejamento para a atender ao sócio, para tratá-lo com eficiência e agilidade. Hoje tem muita gente desistindo de ser sócio por absoluta falta de competência do setor, que nem sequer responde às chamadas, aos e-mails e não dá retorno a quem já preencheu os formulários. O santista também quer ver o clube ajudar para que embaixadas santistas se espalhem pelo Brasil e pelo mundo, e assim a torcida do Santos seja mais atuante e mostre realmente o seu poderio, hoje escondido pela dificuldade de articulação dos santistas. O santista não quer que privilégios políticos interfiram na criação das embaixadas.

10 – Mais do que querer, o santista sonha, enfim, participar mais ativamente das decisões do clube, saber o que está acontecendo e poder opinar sobre os assuntos mais relevantes. Queria ter um canal de acesso ao presidente e aos diretores, queria que sua voz fosse ouvida para dar sugestões e também impedir que atitudes erradas fossem tomadas. E ele se irrita profundamente quando percebe que quem comanda o seu clube é um grupo de pessoas que ele nem conhece, em quem não votou – com exceção do presidente Luis Álvaro Ribeiro – que decidem tudo sem ouvir a opinião dele, torcedor, o único que só dá ao Santos e nada tem recebido em troca.

E para você , como funcionaria o Santos ideal?

Em tempo: atendendo a pedidos, a Promoção dos Livros do Centenário foi estendida até amanhã à noite. Depois, os três livros voltarão ao preço normal.

Hoje se der 0 a 0 não vou reclamar

É duro admitir isso em um blog de santistas para santistas, mas hoje, ás 18h30m, em São Januário, o favoritismo é do Vasco. Com um time melhor armado, no segundo lugar do Brasileiro, o time carioca tem tudo para conseguir a vitória. O nosso Santos jogará com o mesmo time que conseguiu um brihante empate em 0 a 0 com o Botafogo, na Vila Belmiro.

O Santos do professor Muricy Carvalho entrará em campo com Aranha; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson; Dimba e Miralles.

O Vasco, do discreto Cristóvão Borges, deverá iniciar a partida com Fernando Prass, Fagner, Dedé, Douglas e Thiago Feltri; Nilton, Juninho Pernambucano, Felipe e Carlos Alberto; Wiliam Barbio e Alecsandro.

A arbitragem será de Wagner Reway (Aspirante da Fifa-MT), auxiliado por Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Rosnei Hoffmann Scherer (SC). Osantos tem sido repetidamente prejudicado pelas arbitragens nesse Brasileiro. Jogar em São Januário, durante anos, foi o mesmo que sair perdendo de 1 a 0, pois em todos os jogos lá davam um pênalti a favor do Vasco. Vejamos hoje como vossa senhoria se comportará. Olho nele!

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Vasco

Por Wesley Miranda

Santos e Vasco já se enfrentaram 109 vezes na história. O Santos obteve 37 vitórias, contra 40 vitórias do Vasco e 32 empates. O Peixe marcou 177 gols e o time cruzmaltino 174. Em Brasileiros, desde o primeiro confronto na Taça Brasil de 1965, foram 57 jogos, com 21 vitórias paulistas, contra 17 vitórias cariocas e 19 empates. O time de Vila Belmiro marcou 82 gols e o time carioca 77.

Artilheiros do Santos FC
O maior artilheiro do Santos no confronto contra o Vasco é o maior jogador de todos os tempos, Pelé, com 9 gols. O Rei enfrentou o Vasco em 21 oportunidades, vencendo 9, perdendo 8 e empatando 4.
Em seguida vem o gênio Coutinho com 8 gols. O grande ponta Dorval e o goleador Toninho Guerreiro vem em seguida com 6 gols. José Macia, o Pepe e Alessandro Cambalhota aparecem com 5 gols.

O primeiro jogo
O primeiro encontro entre Santos e Vasco da Gama aconteceu justamente na inauguração do palco da próxima partida, o Estádio São Januário. O jogo disputado no dia 24/04/1927 terminou 5 a 3 para o Santos com gols de Evangelista (3), Araken Patusca e Omar.
A direção do Vasco pediu uma revanche, que aconteceu no dia 14/07/1927 no estádio das Laranjeiras. Uma nova vitória do Santos, essa por 4 a 1 com gols de Araken Patusca (2), Evangelista e Feitiço.
Na ocasião, os jogadores do Vasco não admitiam mais uma derrota para o quadro santista e jogaram uma partida com entradas duras e violentas. Com receio da famosa disciplina do presidente Antônio Guilherme Gonçalves, os jogadores santistas não revidaram as duras jogadas do time carioca, proporcionando ao espetáculo a sua grande marca: belas jogadas, ofensividade e gols. O episódio rendeu ao Santos FC a alcunha de time da técnica e da disciplina dado pelo jornalista Carlos Gonçalves do O Globo.

Goleada na Vila antes da excursão
Antes da famosa excursão de 1946 em que o Santos recebeu a alcunha de Rei do Norte do Brasil, quando ganhou 12 partidas e empatou as outras 3, o Peixe fez dois amistosos na Vila Belmiro contra equipes cariocas. No primeiro jogo, perdeu para o seu co-irmão São Cristovão por 2 a 1. Na segunda partida, no dia 17/11/1946 o Santos do técnico argentino Abel Picabéa ganhou do forte Vasco da Gama por 4 a 1 com gols de Adolfrises(2) Rui e Caxambu. Friaça diminuiu para o clube cruzmaltino. O Vasco havia sido campeão carioca invicto de 1945 e conquistaria da mesma maneira o título em 1947. Era o começo do expresso da vitória.

Combinado Santos/Vasco da Gama
Em meados de 1957, um torneio internacional foi criado para angariar fundos para a construção do Estádio do Morumbi. Times como Sevilla(Espanha)Lazio (Itália) Belenenses(Portugal) Dínamo Zagreb(Iugoslávia) e os brasileiros São Paulo, Flamengo, Corinthians e um combinado de Santos e Vasco da Gama disputaram o torneio.
Seria apenas mais um desses torneios que sequer entram nas estatísticas do Santos por usar jogadores de outros times. Mas o torneio teve um “detalhe” especial. No primeiro jogo contra o Belenenses no dia 19/06/1957, o combinado se apresentou com a camisa vascaína por jogar no Maracanã, vitória por 6 a 1, com gols de Pelé(3)Álvaro(2) e Pepe(todos jogadores do Santos). No segundo jogo, no dia 22/06/1957 empate contra o Dínamo de Zagreb em 1 a 1, tendo Pelé anotado o tento do combinado. No terceiro jogo, no dia 26/06/1957, contra o Flamengo, novo empate em 1 a 1, e novo gol de Pelé. Na quarta partida, o combinado jogou em terras paulistanas, agora, com a camisa do Santos empatou com o São Paulo, também em 1 a 1, em mais um tento anotado pelo menino Pelé, e outro legal anulado pelo árbitro.
Com a desclassificação dos times internacionais na primeira fase, os clubes decidiram encerrar o torneio sem que houvesse um vencedor. Mas quem ganhou mesmo, foi o futebol brasileiro, já que com as boas apresentações do então menino Pelé no influente Rio de Janeiro, fez com que ele passasse a figurar nas convocações da Seleção Brasileira e se juntou aos companheiros de clube Zito, Urubatão, Del Vecchio, Pagão e Tite na disputa da Copa Roca de 1957. Era só o começo.

Rio-São Paulo 1959
Santos e Vasco da Gama se enfrentaram pela última rodada do Rio-SP no dia 17/05/1959 no Pacaembu. Para o invicto time carioca, bastava apenas o empate para ser campeão. O Santos precisava vencer novamente, depois de perder para Palmeiras e América(RJ).
O jogo
Culpado pela derrota do Brasil na Copa de 1950, o goleiro Barbosa do Vasco da Gama mesmo aos 38 anos, mostrou no primeiro tempo que era um grande goleiro, e segurou o empate em 0 a 0 que dava ao Vasco o título de bicampeão do torneio.
Mas logo no primeiro minuto da etapa complementar, um jovem de apenas 15 anos que vinha conquistando seu espaço no time titular, cabeceou e venceu o veterano Barbosa. Coutinho abriu o marcador aos 19′ minutos. Outro jovem, esse já consagrado com a conquista da Copa de 1958 e ostentando a alcunha de Rei do futebol, bateu na saída de Barbosa e ampliou para 2 a 0. Pelé marcou o segundo. Mesmo com a vantagem de dois gols, o Santos seguiu pressionando, mas só ampliou aos 42′ minutos, novamente com Coutinho, para sacramentar a vitória e garantir o primeiro Rio-SP da sua história.
O Peixe terminou também com o melhor ataque da competição, ao lado do Flamengo, ambos com 24 gols. O jovem Coutinho foi o artilheiro do Santos com 7 gols, seguido do Rei Pelé com 6, o fenomenal Pagão com 4, o canhão Pepe com 3, o bomba Jair Rosa Pinto com 2, e o pé de valsa Dorval e o eterno capitão Zito com 1 gol cada.

Prazer, eu sou o Rei
Maracanã, sábado, dia 16/02/1963, Santos e Vasco se enfrentavam pelo Rio-SP. Era a estréia do time santista no torneio. Com 12′ minutos do segundo tempo, Sabará ampliava o marcador para, Vasco 2×0 Santos(Ronaldo tinha marcado o primeiro aos 38′ do primeiro tempo). Entra em “campo” mais uma das grandes histórias do Rei do futebol.
Não contente em apenas ganhar do atual campeão mundial, o zagueiro Fontana que havia entrado no lugar de Barbosinha, passou a provocar Pelé, perguntando para o seu companheiro de zaga Brito: Me disseram que tinha um rei em campo, você viu? E era assim, toda vez que passava na frente do camisa 10 santista.
A partida parecia perdida, quando aos 41 minutos, Pelé diminuiu para 2 a 1. Aos 42′ minutos, Pelé passou por Brito, passou por Fontana e empatou o jogo, calando os mais de 29 mil vascainos presentes no Maracanã.
Ao invés de comemorar com seu gesto habitual de socar o ar, Pelé foi até os barbantes do gol de Ita, pegou a bola, se dirigiu a Fontana, e disse: Prazer, eu sou o Rei.
Outra versão da história, conta que Pelé ofereceu a bola de presente para a mãe de Fontana. Lenda ou fato, essa foi a única vez que Pelé marcou 2 tentos em cima do time cruzmaltino. Já da para imaginar o motivo.
O Santos terminou campeão do Rio-SP 1963 com uma rodada de antecedência ao vencer o Flamengo no Maracanã por 3 a 0, com gols de Coutinho, Dorval e Pelé, que terminou como artilheiro do certame com 14 gols.

Pentacampeão exclusivo
O primeiro encontro entre Santos e Vasco em Brasileiros, aconteceu na decisão da Taça Brasil de 1965.
Até então, atual Tetracampeão Brasileiro, o Santos eliminou nas semifinais o Palmeiras (4 a 2 e 1 a 1). O Vasco da Gama chegou na final depois de eliminar o Náutico (2×2 e 1×0) do artilheiro da competição Bita (9 gols).
A primeira partida, disputada no Pacaembu, no dia 01/12/1965 terminou com uma goleada para a equipe santista, 5 a 1 com gols de Dorval(2) Toninho Guerreiro(2) e Coutinho para o Santos, tendo Célio anotado o único gol carioca.
Mesmo com a goleada sofrida em São Paulo, bastava um vitória simples para o clube da Colina provocar uma terceira partida. Ela não veio, “lá atrás” Gylmar em ótima jornada, fez belas intervenções, e, “lá na frente”, Pelé, que havia sido muito bem marcado no primeiro jogo, marcou aos 21 minutos do segundo tempo, o gol do título.
Depois do gol santista, o nervosismo tomou conta dos jogadores cariocas e contagiou os santistas. O árbitro da partida, Armando Marques, expulsou Zezinho, Ananias e Luizinho pelo Vasco e o curinga Lima, o lateral esquerdo Geraldino, o zagueiro Orlando Peçanha e o Rei Pelé pelo Santos.
As expulsões não mudaram o marcador, e o Santos se sagrou o legitimo Pentacampeão Brasileiro, feito inalcançável até o presente momento.

A conquista do sexto Título Brasileiro
Três anos depois de decidirem a Taça Brasil de 1965, Santos e Vasco voltavam para o mesmo Maracanã para a decisão do Roberto Gomes Pedrosa 1968. A partida foi valida pelo quadrangular que tinha além de Santos e Vasco, Palmeiras e Internacional.
Na última rodada, Palmeiras e Inter tinham chances de conquistar o título, desde que, o Vasco ganhasse do Santos. Para o time carioca ficar com a taça, a vitória tinha que ser por 3 gols de diferença, e uma combinação do resultado do jogo entre Inter e Palmeiras que acontecia simultaneamente no Sul.
Tranquilo na disputa, o Santos abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Toninho Guerreiro e Pelé. Bianchini ainda diminuiu para o Vasco no começo da segunda etapa, mas o resultado de 2 a 1 deu ao Santos FC o sexto título nacional!

O milésimo do Rei
A partida do dia 19/11/1969 poderia ter sido só mais uma na história entre Santos e Vasco, já que não valia título e as duas equipes não vinha bem no campeonato. Mas o “simples” detalhe de ser esse, o jogo em que Pelé marcou o seu 1000º gol, transforma a partida na mais importante da história!
Pela expectativa do milésimo gol, 65 mil torcedores estiveram presentes no maior estádio do mundo. Mas foi o Vasco da Gama que abriu o marcador aos 16′ minutos com Benetti. Pelé ainda acertou o travessão, mas o primeiro tempo terminou 1 a 0 para o Vasco.
Logo aos 10 minutos da segunda etapa, Renê marcou contra o gol de empate santista. E Pelé seguiu pressionando em busca do tento. O time santista jogou para que Pelé marcasse. Carlos Alberto Torres, Rildo, Lima, Manoel Maria, Edu, Abel todos procuravam colocar o Rei em condições de marcar. Até que, do pé de Clodoaldo Tavares Santana, sai o passe que colocou o Rei na cara do goleiro Andrada. O zagueiro Renê derrubou Pelé e cometeu o pênalti. Expectativa no Maracanã.
Como em uma disputa de penalidade, o restante dos jogadores do Santos se posicionaram em cima da linha de meio campo. Naquele momento, eram só, o Rei, a bola, as traves e o goleiro argentino Andrada. Pelé ao seu estilo, bateu no canto esquerdo do arqueiro e marcou o tão sonhado milésimo gol.

O último gol do rei em Brasileiro
E foi há exatos 38 anos, 21/07/1974, que Pelé, marcou seu último gol em Campeonato Brasileiro. A partida contra o Vasco da Gama, o mesmo do milésimo gol, no mesmo Andrada, no mesmo Maracanã, só que com o placar inverso, 2 a 1 para os cariocas. O jogo era valido pela primeira rodada do quadrangular final do Brasileiro de 1974.
O 1º tempo foi amplamente dominado pelo time cruzmaltino, que saiu na frente aos 15 minutos com Luis Carlos. Na volta do intervalo, com a entrada de Claudio Adão no lugar de Nenê, o domínio foi do Santos. O gol de empate, saiu aos 30′ minutos em cobrança de falta de Pelé. Porém, aos 43 minutos, em cobrança de escanteio, Roberto Dinamite desviou, e garantiu os 2 a 1. Mais de 98 mil pessoas estiveram presente nas arquibancadas do Maracanã.
O Vasco terminou como campeão Brasileiro daquele ano, o primeiro de seus quatro títulos.

Paulinho 3×3 Bebeto
Mesmo em tempos difíceis, chamado como épocas das vacas magras, o Santos fez grandes jogos que não saem da memória da torcida. Um desses jogos, foi um Santos e Vasco da Gama no estádio do Maracanã, no dia 07/06/1992 valido pela segunda fase do Brasileiro.
O duelo de gols entre o centroavante Paulinho Maclaren (artilheiro do Brasileiro 1991 com 15 gols) e o consagrado atacante Bebeto (artilheiro do Brasileiro 1992 com 18 gols), com 3 gols cada, empatou um jogo histórico em que o futebol saiu o vencedor.

Rio-São Paulo 1997
A estréia do Rio-SP 97 foi no estádio do Morumbi, empate em 2 a 2 com o Vasco da Gama. O resultado, foi injusto, o Vasco era um bom time, ganharia o Brasileiro naquele ano, mas o Santos dominou o jogo do começo ao fim.Carlinhos e Macedo marcaram para o Santos, que sairia com a vitória por 2 a 1, porém o regulamento inovador para diminuir o número de faltas no futebol, favoreceu o time cruzmaltino. Após a 15ª falta, fosse onde fosse, gerava um tiro livre direto da entrada da grande área, e foi assim que, o Vasco chegou ao empate. Injusto, mas o torcedor saiu satisfeito com o que viu. Era o começo do trabalho de Luxemburgo.
O jogo da volta
O segundo jogo foi disputado em São Januario, e o resultado foi outro empate, esse 3 a 3, com gols de Alessandro Cambalhota(2) e Macedo. O Vasco fez 2 gols com o inovador tiro livre. O resultado levou a disputa para os pênaltis e o Santos venceu por 4 a 3.
O Santos terminou como campeão do Rio-SP 1997. Foi a quinta conquista santista no torneio.

Supercopa da Libertadores 1997
Santos e Vasco da Gama nunca se enfrentaram em uma Libertadores. Em 2012, por muito pouco o encontro não aconteceu.
Mas em 1997 os times se encontraram pela última edição da Supercopa da Libertadores. O torneio que reunia os campeões da América ganhou nessa edição, a participação do clube carioca, graças ao reconhecimento da Conmebol a conquista do título Sulamericano de 1948, torneio antecessor a Libertadores de 1960.
Santos, Vasco, River Plate e Racing integraram o grupo 3. Em jogos de turno e returno, só o melhor se classificava para a segunda fase.
No dia 28/08, o Santos perdeu de 2 a 1 para o Vasco jogando em São Januário. Marcelo Passos fez o gol do Santos.
No dia 16/10 na Vila Belmiro, o Vasco triunfou novamente por 2 a 1. O paraguaio Baez marcou o gol santista.
Apesar das duas vitórias, o Vasco foi eliminado junto com o Santos. O River Plate, que terminaria campeão em cima do São Paulo passou em primeiro lugar no grupo.
A nota é que, a única derrota no torneio do time argentino que tinha sido campeão da Libertadores 1996, aconteceu para o Santos na Vila Belmiro, no dia 22/10 por 2 a 1 com gols de Élder e Macedo.

Rio-São Paulo 1999
Depois do Santos eliminar o Botafogo nas semifinais vencendo os dois jogos (1×0 e 2×0) e o Vasco, eliminar o São Paulo(2×3 e 3×1) as duas equipes voltavam a decidir um título do Rio-SP.
No primeiro jogo, no estádio do Maracanã, no dia 28/02/1999, o Vasco da Gama até então atual campeão da Libertadores, ganhou por 3 a 1 com gols de Mauro Galvão, Juninho Pernambuco e Zezinho, tendo Alessandro Cambalhota anotado o gol santista.
Mesmo tendo que reverter o resultado adverso, mais de 30 mil torcedores santistas compareceram no Morumbi no dia 03/03. Mas foi o Vasco, no fim da primeira etapa, que abriu o marcador com o lateral Zé Maria. Na segunda etapa, um gol relâmpago do Santos. Antes do primeiro minuto, Alessandro Cambalhota empatava, marcando seu quinto gol na competição e se tornando um dos artilheiros do certame. O Vasco segurou, e ainda ampliou com Juninho Pernambucano aos 29′ minutos. Essa foi a terceira conquista de Rio-SP do clube carioca.

O oitavo título Brasileiro
Como esquecer do Vasco da Gama na conquista do título Brasileiro de 2004? Se na última rodada, o Santos teve que vencer o clube carioca para assegurar o sofrido título, na penúltima, teve que torcer muito para o time carioca vencer o adversário direto na corrida pelo certame. Com o gol do zagueiro Henrique, aos 21 minutos do segundo tempo, o Vasco ganhou do Atlético PR e se livrou da ameaça do rebaixamento. Ao mesmo tempo, o Santos ganhava do São Caetano por 3 a 0, e assumia a liderança do campeonato.
No dia 19/12/2004 o Santos enfrentava o aliviado Vasco da Gama, com a volta do aliviado Robinho. O Santos abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Ricardinho em cobrança de falta, e Elano de cabeça. No segundo tempo, Robinho chegou a coroar a sua presença com o seu 22º gol no certame, mas o bandeira anotou impedimento inexistente, mais um gol anulado naquele campeonato. Nem mesmo o gol de Marco Brito para o Vasco, diminuiu a empolgação da torcida santista, que explodiu no Benedito Teixeira em São José do Rio Preto na conquista do oitavo título Brasileiro da história do Santos. De quebra, o Santos marcou 103 gols e detém o recorde da competição.

O último confronto
Motivado com as voltas de PH Ganso e Borges, o Santos em preparação para disputa do mundial, enfrentou o Vasco da Gama na Vila Belmiro, no dia 06/11/2011, pela 33ª rodada do Brasileiro. Para Neymar, era a chance de mostrar que poderia ser eleito o melhor do mundo pela FIFA. Para o Santos, era a chance de reverter a derrota do primeiro turno em São Januário por 2 a 0.
O jogo
Neymar abriu o marcador logo aos 3′ minutos em cobrança de falta. Sem apresentar forças para reagir, o time carioca viu Borges ampliar para 2 a 0 aos 28 minutos do segundo tempo, dando números finais ao prélio. O gol de número 23 do centroavante, quebrando um recorde santista que era de Serginho Chulapa que havia marcado 22 gols no Brasileiro de 1983.

E você, também vibrará com mais um 0 a 0 hoje?


Como explicar essa derrota para o Vasco?

Depois de fazer 2 a 0 no primeiro tempo, o Vasco usou de todos os recursos que lhe permite São Januário para segurar a vitória. Fez cera, parou o jogo com muitas faltas e até usou o velho recurso de esconder as bolas. Mas não se pode dizer que o time carioca não tenha lutado até o fim. O Santos fez um gol no início do segundo tempo e esteve perto de empatar, mas foi um time atrapalhado, sem vibração, bem diferente daquele que venceu o Cruzeiro no sábado.

Ainda dá pra dizer que o árbitro, Wilton Pereira Sampaio, não deu um pênalti sobre Durval no final do primeiro tempo. Pênalti que o comentarista do Sportv, André Lofredo, viu fora da área… No mais o árbitro até que foi bem e chegou a expulsar o zagueiro Jumar, do Vasco, depois que este fez a miliomésima falta sobre Neymar.

Por falar em Neymar, novamente o Menino de Ouro foi a estrela solitária do Santos. Apanhou como gente grande o tempo todo, e ficou quieto. O que o chutaram por trás, foi brincadeira. Como se temia, Neymar não teve com quem tabelar, já que Marcel foi escalado, mas não visto em campo, e Alex Sandro parece que gastou todo o seu futebol no gol de placa contra o Cruzeiro.

O Santos teve mais posse de bola e no segundo tempo encurralou o Vasco, mas faltou criatividade, precisão e inteligência na hora de criar as chances de gol. Por outro lado, o Vasco, irritantemente, aproveitava todo lance para ganhar tempo.

Após um chute para fora, o goleiro vascaíno, Fernando Prass, atirou-se mais uma vez ao gramado. Era evidente que não tinha nada, mas segundo a repórter do Sportv, seguia a ordem que vinha do banco de reservas do Vasco, que gritava: “Cai, cai. Cai…” Sim, para não cair para a Série B, os jogadores do Vasco caiam em campo como moscas…

Mas isso já era esperado. A situação desesperadora do time carioca fazia prever um comportamento assim, que passaria ao largo da ética. Segundo o repórter da Rádio Transamérica os jogadores do Vasco esconderam as bolas atrás da ambulância. Mas é claro que o torcedor vascaíno achou ótimo. Para o aflito comentarista do Sportv, por exemplo – que ficou o tempo todo dizendo o que o Vasco deveria fazer para segurar os três pontos –, a vitória foi “heróica”.

No final, quando Marcelo Martelotte já tinha substituído Zezinho por Pará; Marquinhos por Alan Patrick e Roberto Brum por Tiago Luís, e o Santos já se atirava todo ao ataque, Éder Luis aproveitou um contra-ataque, passou por dois santistas e um fantasma (também chamado de Pará, que cruzou na frente da bola sem tocá-la) e fez o terceiro gol vascaíno. Mas aí 95 minutos tinham sido jogados e eu já tinha decidido que apesar da luta do medíocre Vasco e do desempenho medíocre do Santos, o empate seria o resultado menos injusto. Ninguém mereceu vencer.

E você, o que achou do jogo?


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