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Tag: São José do Rio Preto

Há coisas que a gente só dá valor quando perde

Santos é a atração de São José do Rio Preto
Texto de Carlos Petrocilo, repórter do Diário da Região, de São José do Rio Preto

lucas lima e elano
Lucas Lima volta à cidade em que foi rejeitado por dois clubes “por ser muito magrinho”. Elano retorna ao estádio em que marcou o segundo gol do título brasileiro de 2004 (Foto: Ricardo Saibun/ Santos FC).

Desfalcado de Robinho, que nem viajou com a delegação para Rio Preto, o Santos enfrenta Red Bull de Campinas hoje, às 19h30, no Teixeirão, pela terceira rodada do Paulistão. Será a oportunidade de os torcedores da região se reencontrem com o Peixe, de Elano, Renato e Ricardo Oliveira. Em 2004, o Santos sagrou-se campeão brasileiro, sob clima totalmente atípico, em pleno Teixeirão. Naquela tarde de domingo, dia 19 de dezembro, Robinho voltaria a jogar depois de ficar 41 dias afastado por causa do sequestro de sua mãe. Com show de Robinho e gol de Elano, o Santos venceu o Vasco por 2 a 1 e conquistou o nacional.

Aquele foi o maior público do Teixeirão, com 36.426 pagantes. Hoje, a expectativa é de um Teixeirão novamente lotado. Dessa vez, a Polícia Militar liberou uma carga máxima de 30,7 mil ingressos. “Em 2013, no último jogo do Santos no Teixeirão, o time só cumpria tabela, e trouxe 13 mil pagantes. A nossa esperança é de um público bem maior, porque o Santos trará ídolos, como Renato, Elano e Ricardo Oliveira”, disse o empresário Edvaldo Ferraz, que comprou os direitos de três jogos do Santos e alugou o Teixeirão para sediar a partida de hoje.

Thiago Ribeiro entra no lugar de Robinho e formará dupla ofensiva com Ricardo Oliveira. Elano começará na reserva e, como ocorreu na vitória sobre o Ituano por 3 a 0 e no empate sem gols com o Mogi Mirim, deverá entrar no decorrer do jogo. O movimento nas bilheterias foi intenso ontem. “Acredito que já superamos os 13 mil ingressos vendidos. O preço ajuda e principalmente o fato de o torcedor poder pagar com cartão de crédito e de débito”, disse Ferraz.

Se para o torcedor é uma oportunidade de ver os ídolos de perto, para Santos e América é a chance de lucro em tempos de crise. O próprio técnico do Peixe, Enderson Moreira, deixou claro que a intenção era jogar na Vila Belmiro, porém, entende as dificuldades financeiras e acatou uma ordem da diretoria. “A direção foi clara que precisa abrir mão de jogar na Vila por uma questão financeira. Mesmo que tenhamos um prejuízo na questão técnica, temos que ser parceiros e entender essa situação”, disse o comandante santista.

Enquanto o Santos corre atrás de receitas para quitar salários atrasados, as necessidades do América, na quarta divisão do Paulista e sem patrocínios, são maiores ainda. O Diário da Região não teve acesso ao contrato de locação. Já o vice do Rubro, Luiz Donizete Prieto, o Italiano, diz que o América receberá R$ 10 mil líquidos, descontados 20% destinados à penhora da Justiça do Trabalho e 10% da viúva do empresário Salvador Correia da Silva Filho, Maria Rita de Oliveira, que cobra R$ 1,5 milhão do América. Além da grana, o jogo deixará legados, como gramado e vestiários reformados, e aptos pela Federação Paulista de Futebol para o América receber os seus jogos na Segundona, que começará em abril.

Olha só o Santos chegando a São José do Rio Preto. Tem de fazer mais isso. “Todo artista tem de ir aonde o povo está”:

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho; Alison, Renato, Lucas Lima e Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho. Técnico: Enderson Moreira.

Red Bull: Juninho, Jonas, Anderson Marques, Fabiano Eller e Romário; Andrade, Jocinei, Everton Silva e Lulinha; Raul e Isac. Técnico: Maurício Barbieri.

Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral. Local: estádio Teixeirão, em Rio Preto, hoje, às 19h30, com transmissão ao vivo pelo canal por assinatura SporTV.

Santos joga pela 41ª vez em Rio Preto


Enfrentar o América em São José do Rio Preto sempre foi difícil, mesmo para o Santos de Pelé. Aqui, um jogo do Paulista de 1967. O estádio é o Mário Alves Mendonça.

Incêndio no estádio Mário Alves Mendonça na despedida do Rei Pelé, recorde de público no Teixeirão com shows de Robinho, estreia de Paulo Henrique Ganso e a conquista do Brasileirão de 2004. As passagens do Santos por Rio Preto, seja no Mário Alves Medonça, no Teixeirão, ou no Riopretão, renderam duelos memoráveis. Ao todo foram 40 jogos da equipe litorânea na cidade.

Mas os confrontos não foram só de glórias para os santistas. Houve tropeços também. O América bateu o Peixe, de Pelé & Cia, por 2 a 1 em 1964, no Mário Alves Mendonça. O Rio Preto, no seu primeiro e único ano de elite no Paulistão, estragou a estreia de Ganso, ao bater o Santos por 2 a 1, no Riopretão, em 2008.

No duelo mais polêmico, na despedida de Pelé dos gramados do Mário Alves Mendonça, no dia 5 de agosto de 1973, um incêndio tomou conta da parte de trás da arquibancada geral e deixou torcedores em pânico. Felizmente, não houve nenhuma fatalidade e apenas poucos torcedores com ferimentos leves, após o empurra-empurra nas arquibancadas do Mário Alves Mendonça.

Do gramado, Pelé e Clodoaldo pediam calma aos torcedores temerosos com as labaredas. Em entrevista exclusiva ao Diário da Região, Pelé recordou esse episódio. “Foi muito triste ter me despedido de Rio Preto com aquelas cenas de desespero da torcida. O acidente poderia ter sido bem mais grave, mas Deus ajudou.”

Em 2004, o último título brasileiro do Santos

Em 2004, com a Vila Belmiro interditada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Santos recorreu ao Teixeirão durante o Brasileirão por pontos corridos e recebeu três jogos memoráveis. Duas goleadas: por 5 a 0 sobre o Fluminense e, nesse dia (30 de outubro de 2004), Robinho, autor de dois gols, fez uma de suas melhores partidas com a camisa do Peixe.

A outra foi de 5 a 1 sobre o Grêmio-RS. No entanto, a vitória sobre o Vasco por 2 a 1, válido pela última rodada do Brasileirão, é a que não sai da memória dos santistas. “Foi a maior oportunidade para quem torce para o Santos e mora em Rio Preto, ver o time ser campeão aqui”, recorda o torcedor William Aparecido Garcia Martins.

A vitória sobre o Vasco garantiu ao Santos o título do Brasileirão e ao Teixeirão o seu maior público: 36.426 pagantes foram ao estádio naquela tarde de 19 de dezembro de 2004. Em 2008, o Santos fez o seu último jogo contra um time da cidade. Com a má fase de América e Rio Preto, rebaixados às divisões de acesso do Paulista, as visitas do Peixe foram minadas. Hoje, elas servem apenas como válvula de escape para o América angariar receitas com a locação do Teixeirão.

Em 2013, diante do Atlético-PR pela penúltima rodada do Brasileirão, o Peixe só cumpria tabela – sem chances de título e livre do rebaixamento – e trocou a esvaziada Vila Belmiro pelo Teixeirão. Na ocasião, o Santos teve 11.431 pagantes, o seu melhor público no Brasileirão daquele ano.

Lucas Lima foi rejeitado pelos times da cidade

No desembarque do Santos, no começo da noite de ontem no aeroporto Eribelto Manoel Reino, a torcida gritava pelos ídolos Robinho, Neymar, Elano, Ricardo Oliveira e, entre eles, o de Lucas Lima. Natural de Marília, o jovem armador vive a sua melhor fase com a camisa 20 do Peixe.

Depois de poucas oportunidades no Internacional de Porto Alegre-RS e uma boa participação pelo Sport Recife na Série B do Brasileiro de 2013, a diretoria santista resolveu apostar no meia. E deu certo. No entanto, o que pouca gente sabe é que Lucas Lima perambulou pelos dois clubes da cidade, Rio Preto e América, e foi embora aos prantos. “Eu chorei muito quando saí de Rio Preto, fui dispensado e ali pensei que tinha acabado. Fui pego de surpresa e foi o dia que mais chorei na minha vida, mas meu pai me fortaleceu”, disse o meia.

Lucas Lima passou pelo Rio Preto em 2008 e não teve chances com o treinador Dioley Cândido. O diretor das categorias da base do Jacaré, Arino Rodrigues Alves, culpa o técnico pela saída do jogador. “Ele foi indicado por uma pessoa de Votuporanga, disse que era magro demais, mas tinha muita técnica. Ele treinou comigo no Derac, mas o Dioley não deu oportunidades a ele. Estou fazendo um levantamento para saber se o Lucas Lima chegou a ser inscrito na Federação Paulista de Futebol”, disse Arino. Caso tenha sido registrado, o Jacaré poderá levar um percentual em futuras negociações do atleta.

HÁ COISAS QUE A GENTE SÓ DÁ VALOR QUANDO PERDE


Primeira fase do Brasileiro de 1983. Pelé já tinha parado há mais de oito anos. Santos vence o Flamengo por 3 a 2, no Morumbi, diante de 111.111 pagantes e um público total de 116.773 pessoas.

Lembro como se fosse hoje do dia em que o presidente do Juventus da Moóca, o ardiloso José Ferreira Pinto, foi ao programa de esportes da hora do almoço, na TV Tupi, e deu uma longa entrevista a Roberto Petri e Eli Coimbra dizendo que tinha um plano infalível para atrair a torcida do Santos na cidade de São Paulo, fazendo do Juventus, o clube com mais sócios na América Latina, o quarto time grande do Estado.

O homem falou com tanta convicção e foi lhe dado tanto espaço, que fiquei com a pulga atrás da orelha. Pelé tinha parado e o Santos estava uma draga só. Claro que eu jamais deixaria de ser santista, mas como reagiriam os outros torcedores? Seria mesmo possível que se bandeassem para o Juventus?! Por que a Tupi daria trela a um projeto maluco desses? Haveria alguma coisa por trás dessa informação?

Minhas suspeitas foram logo respondidas. Mesmo com Totonho, Toinzinho & Cia, o Santos continuou lotando estádios, enquanto o Juventus prosseguiu acompanhado por uma charanguinha e meia dúzia de abnegados. Para ser sincero, a torcida do Santos até aumentou, a ponto de proporcionar públicos maiores do que São Paulo e Palmeiras.

Depois, naqueles mesmos anos 70, começo dos 80, veio a fase em que Ponte Preta e Guarani estavam melhores do que o Santos. A Ponte não conquistou nenhum título, mas foi vice de três Paulistas e por um gol não disputou a final do Brasileiro de 1981. Perdeu para o Grêmio, em casa, por 3 a 2, e depois ganhou por 1 a 0 em Porto Alegre. Quanto ao Guarani, foi campeão brasileiro em 1978 e vice em 1986, derrotado pelo apito.

O bom momento do futebol de Campinas ficou evidente na Copa de 1978, quando a zaga da Seleção Brasileira foi formada por Oscar, da Ponte, e Amaral, do Guarani. E o goleiro ponte-pretano Carlos era o reserva do Leão. Enquanto isso, nosso Santos, que um dia já tinha cedido oito titulares para a Seleção, não tinha mais nem o massagista.

Na época, a revista Placar publicou uma matéria dizendo que Ponte e Guarani já eram grandes e que o Santos estava aprendendo a ser pequeno. Com essas mesmas palavras. Quando o Guarani, em 1980, ampliou a capacidade do seu estádio para mais de 29 mil pessoas, parecia mesmo que ele caminhava firmemente para ser um dos grandes do Estado.

Porém, o tempo passou e eu, que gostava de contar quantas pessoas com a camisa do Santos eu via no caminho até o Jornal da Tarde, constatei que nunca tinha visto alguém com camisas de Ponte Preta e Guarani pelas ruas da cidade. Muito menos, é claro, do Juventus da Moóca.

Houve um tempo em que, cansado dos jogos deficitários do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro ameaçou disputar o Paulista. Obviamente faturaria mais jogando em São Paulo. Lembro-me bem que mesmo o Flamengo, tão popular no Rio, pensou em fazer a mesma coisa. Era evidente que São Paulo era um oásis de prosperidade em meio à penúria do futebol brasileiro.

Imaginei que rara felicidade era torcer para um time que, mesmo sendo de um município menor, como Santos, conquistou tantos torcedores em uma das cidades mais populosas e ricas do planeta. Uma dádiva que já correu alguns riscos, é verdade, mas se manteve firme. A não ser os grandes da Capital, o único time que podia – e ainda pode – lotar estádios na metrópole é o Santos. Isso não é motivo de orgulho?

É maravilhoso saber que mesmo depois de perder Pelé, de perder tantos craques e se tornar um time comum, o Santos continuou carregando multidões para seus jogos no Morumbi e no Pacaembu. É ótimo saber que há mais de um milhão de santistas fieis na cidade mais importante do Brasil. Você não acha?

Robinho será poupado para o clássico contra o São Paulo

A notícia foi dada pelo repórter Ademir Quintino, e como eu confio no que ele apura, já vou analisar e trazer para a roda do blog: ele diz que o técnico Enderson Moreira resolveu poupar Robinho neste domingo e preservá-lo para o clássico do meio da semana, diante do São Paulo. Assim, contra o Red Bull, o ataque terá Geuvânio, Ricardo Oliveira e Thiago Ribeiro. Bem, Robinho nunca mais foi o mesmo depois de sair de campo com uma distensão, mas o estranho é que ele continuará sem jogar fora da Vila Belmiro, com mando de campo do Santos, desde que veio da Europa, há oito meses! (na verdade, como lembrou o amigo Khayat, jogou só uma vez, contra o São Paulo, na Arena Pantanal). Será que isso é cláusula contratual, ou apenas uma infeliz coincidência?

Uma pena, pois seria uma ótima oportunidade de se fazer um belo marketing com sua presença na cidade em que foi campeão brasileiro em 2004. Espero que ao menos viaje com o time. Outras alterações, ainda segundo o amigo Ademir, seriam a entrada de Vanderlei no gol e de Werley na defesa, no lugar de Gustavo Henrique. Com isso, Enderson está envelhecendo perigosamente o time. Será que não era hora de testar Valência ou Lucas Crispim no lugar de Renato?

Com tanto garoto para ser melhor testado neste Campeonato Paulista, não entendo porque encher o time de veteranos. Aliás, entendo. Isso não é nada bom para o futuro do clube, mas é bom para o treinador, que não quer correr riscos com os jogadores jovens. A questão é que o jovem é o futuro, é o que ainda pode se consagrar, ser valorizado, render divisas ao clube. O veterano, no máximo, vai se aguentando até pendurar as chuteiras. Um time conhecido por revelar jogadores precisa correr riscos com os jovens e deveria ter um técnico com um pouco mais de boa vontade com a garotada. Esperemos…


Santos deveria estar jogando por 2014, não por mala branca

Dossiê e Agenda Permanente, só hoje, por R$ 20,00 aqui no blog

Um amigo, torcedor do Cruzeiro, teve a coragem de reclamar do preço do Dossiê, que ele pretendia dar de presente a outros amigos cruzeirenses neste Natal. Falei com o Vítor Queiroz e lançamos essa promoção, que só vale para hoje, do livro que permitiu aos cruzeirenses gritarem “Tricampeão Brasileiro!”. Agora não haverá desculpa para alguém não ter o Dossiê! A Agenda Permanente do Santos para 2014 também será vendida por apenas 20 reais. Mas só nesta Cyber Monday!

Vitória de virada confirma Santos como o melhor paulista

Com dois gols de Cícero, um em cada tempo, o Santos derrotou o Atlético Paranaense, de virada, por 2 a 1, e se consolidou como o oitavo colocado no Campeonato Brasileiro, quatro pontos à frente de Corinthians e São Paulo. Ainda há uma pequena possibilidade de terminar como o sétimo, desde que na última rodada vença o Goiás, em Goiânia, e o Atlético Mineiro seja derrotado.

Um público de cerca de 15 mil pessoas compareceu ao estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, para ver um jogo que valia muito pouco para o Santos, provando mais uma vez que o Interior de São Paulo é um filão que deveria ser mais explorado pelo Alvinegro Praiano.

Claudinei Oliveira escalou o time com Aranha, Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena (Durval), Gustavo Henrique e Mena; Alan Santos, Marcos Assunção (Renato Abreu), Cícero e Montillo; Thiago Ribeiro e Geuvânio. Sabe-se que, destes, Durval, Marcos Assunção e Renato Abreu não devem permanecer no time em 2014.

O Atlético Paranaense, que precisava da vitória para assegurar uma vaga na Copa Libertadores de 2014, jogou com Weverton, Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Bruno Silva (Roger), João Paulo (Zezinho) e Everton; Marcelo e Ederson (Dellatorre).

Os gols foram de Marcelo, de cabeça, aos 27 minutos, e Cícero, também de cabeça, aos 33 minutos do primeiro tempo; e de Cícero, tocando na saída do goleiro, aos 31 da segunda etapa.

Apesar dos altos e baixos durante toda a competição, o Santos termina 2013 como o melhor (ou seria o menos ruim?) clube paulista neste Brasileiro. A ordem agora é usar o campeonato estadual para iniciar a renovação na equipe. Também há a possibilidade de se utilizar jogadores como moeda de troca na busca de reforços. Sabe-se que o São Paulo demonstrou interesse por Edu Dracena e o Corinthians por Arouca. Cícero também já insinuou que tem propostas. Outro com bom valor de mercado é Montillo. Dos reforços, sabe-se que o gerente de futebol, Zinho, tem mantido contato com Vargas, do Grêmio.

Veja o gol da vitória, segundo Durval treinado nos rachões do CT Rei Pelé:
http://youtu.be/Twt1eE6e10Y

Você consegue explicar por que o time começou a ganhar agora?

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É esta a motivação do Santos neste final de Brasileiro? (Foto de Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Há torcedores indignados, e com razão, com a notícia de que talvez o técnico Claudinei Oliveira, que está de saída, escale no meio-campo do Santos os jogadores Marcos Assunção e Renato Abreu, que também estão de saída, no jogo deste domingo, às 19h30, em São José do Rio Preto, contra o Atlético Paranaense.

O ideal seria dar uma oportunidade a Lucas Otávio, ou outro jogador vindo da base, que estarão no clube em 2014, mas o que ocorre, infelizmente, não só no Santos, mas nos clubes brasileiros, é que por falta de planejamento do departamento de futebol, quem acaba mandando e desmandando é o técnico.

Ora, estes dois últimos jogos do Santos neste Brasileiro podem ser preciosos para observações visando a próxima temporada. Rechear o time principal de veteranos nessas partidas é, no mínimo, estranho. Como o próprio Claudinei Oliveira admitiu que não é contra a “mala branca”, o Santos, com um pistoleiro de aluguel, pode estar jogando para defender interesses de terceiros.

Soube que o Vasco ofereceu um bom cachê para o time vencer o Fluminense. Agora, quem estaria interessado na derrota do Atlético Paranaense? Seria o Grêmio? Ou o Goiás? Ou ainda o Botafogo? Sabe-se que o segundo colocado no Brasileiro não passa por jogos eliminatórios na Copa Libertadores, e esta segunda posição ainda é disputada por quatro times.

O ideal seria que o futebol do Santos seguisse um planejamento sério, que envolvesse filosofia e métodos de trabalho. Porém, como “em casa que não tem pão, irmão briga com irmão”, a ansiedade por dinheiro, somada à ausência de ética e organização, provoca situações contraditórias como esta, em que um time pode se esforçar mais em jogos que nada valem, e parecer desinteressado em confrontos vitais para sua classificação, como na partida contra o Vitória, em Salvador.

Se o clube permanece, e as comissões técnicas e os jogadores passam – às vezes bem rapidamente –, é óbvio que a filosofia e o planejamento para o futebol têm de ficar a cargo de um departamento de futebol competente, formado por pessoas do ramo, éticas e aliadas com a história do clube.

Há nove anos…

No final de 2004, lá estávamos eu e o amigo Flávio Bacellar, o Peixe, no meu Kazinho vermelho, a caminho da tórrida São José do Rio Preto, para assistir a Santos e Vasco, última partida do Alvinegro Praiano naquele Campeonato Brasileiro. Colega da Revista TÊNIS, o Peixe era tão ou mais mais fanático e confiante do que eu. Para ele, assim como para mim, íamos apenas curtir e comemorar o título.

Chegamos alguns dias antes da decisão e pude ver o treino em que Basílio entregou a camisa a Robinho, que desembarcara de helicóptero, depois que sua mãe foi libertada do seqüestro. Emocionante! Teve gente que chorou nas arquibancadas do Benedito Teixeira.

No dia do jogo, o calor era tanto que muitos compravam garrafinhas de água apenas para derramar na cabeça. Por fim, 2 a 1 e o título, com os santistas saindo do estádio para tomar as ruas da cidade, que a partir daí passou a ser chamada de São José do Rio Preto e Branco.

Nosso grande adversário naquela reta final foi justamente o Atlético Paranaense, oponente do Santos no jogo deste domingo, às 19h30, no mesmo Teixeirão. Não sei o que esperar deste jogo. Apenas torço para que os jogadores do Santos e seu técnico sejam profissionais e joguem, acima de tudo, pelo clube que lhes paga os salários.

O Santos deve atuar com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison (Marcos Assunção ou Renato Abreu), Alan Santos, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro. O Atlético Paranaemse, do técnico Vagner Mancini, não terá Paulo Baier e Pedro Botelho e provavelmente entrará em campo com Weverton, Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, João Paulo (Zezinho), Everton e Zezinho (Felipe); Marcelo e Éderson.

A imprensa do Paraná tem dito que o Atlético entrará para vencer, pois isso poderá lhe garantir o segundo lugar no Brasileiro, um resultado fantástico para um time que até a oitava rodada era o penúltimo colocado. Espero que realmente jogue pela vitória e que o Santos também se empenhe para vencer, com ou sem mala branca. A carreira de cada jogador deve ser seu maior incentivo para buscar a vitória.

Você não acha que o Santos já deveria estar se preparando para 2014?


Um papo sério sobre um estádio para o Santos

Estou em Sorocaba. E impressionado com o crescimento da região. A cidade tem 584 mil habitantes e faz parte de uma microrregião com 14 municípios que alcança 1,5 milhão de habitantes.

Enquanto isso, lembro-me que Santos tem 417 mil pessoas e não tem mais para onde crescer, a não ser para o alto.

Está certo que na Baixada Santista moram mais de 1,3 milhão de habitantes, mas seu poder aquisitivo é um dos menores do Estado.

Tudo isso passa pela minha cabeça porque li que o presidente Luis Álvaro Ribeiro continua mantendo contatos sobre a construção de um estádio perto de Santos, provavelmente em Cubatão, e me preocupo que o assunto – tão relevante para o futuro do clube – não esteja sendo amplamente discutido pela comunidade santista.

Mais importante até do que ser discutido por todos, é ser analisado por especialistas, com profundidade e sem paixões, levando-se em conta também a questão geopolítica.

Decidir sobre uma obra duradoura e que exige grandes esforços de toda a comunidade, não é a mesma coisa que contratar um Zezinho e um Moisés, que podem ser descartados se não derem certo.

À espera de um milagre chamado Pré-Sal

Hoje a situação de Santos e da Baixada Santista não recomendam a construção de um estádio com capacidade para 40 mil pessoas. Se a Vila Belmiro, que comporta 15 mil, só consegue preencher, em média, 50% de seus lugares, um empreendimento 166% maior só poderá resultar em fracasso.

Mas há a esperança do Pré-Sal, a expectativa de que as explorações da Petrobras – aliadas à modernização e ampliação do Porto – façam da região uma das mais prósperas do País.

Até que ponto o Pré-Sal poderá ajudar a Baixada Santista? O que ele influenciará no aumento da população e de sua renda per capita? Há estudos sérios sobre isso?

O que se sabe é que a cidade de Santos tem o seu crescimento geográfico limitado entre o mar e a serra. Está certo que ela está crescendo para o alto, com a construção de muitos edifícios e uma terrível especulação imobiliária, mas o último censo mostrou que sua população, ao invés de crescer, diminuiu.

Em 1991 Santos tinha 417.052 pessoas; no ano passado, 412.298, ou seja, tinha perdido 4.764 habitantes, ou 1,14%. A causa principal detectada é a de que muita gente se mudou para cidades mais ao Sul, como Itanhaém e Praia Grande. Há também a questão da mortalidade.

Santos tem se caracterizado por ser uma cidade de aposentados. É voz corrente na cidade que “os jovens estão indo embora e os velhos estão chegando”. Ou seja, está virando uma espécie de Miami brasileira.

Isso, para o futebol do Santos, não é nada bom. Idosos preferem assistir aos jogos em casa, pelo pay per view, do que ir ao estádio. Isso explica o fato de que, mesmo tendo mais de 200 mil torcedores do Santos, a cidade não consiga ajudar a Vila Belmiro a superar a média de sete mil pessoas por jogo.

O mais fácil e o mais trabalhoso

O Santos tem no mínimo dois caminhos para solucionar o problema – que mais cedo ou mais tarde terá de ser enfrentado – de não ter uma praça de esportes condizente com sua grandeza.

A opção mais rapidamente viável é construir um estádio às margens da rodovia Imigrantes, próximo ao Rodoanel, para se aproveitar da sua grande população de torcedores não só na Baixada Santista e na Capital, como na região do ABCD e em outras cidades da Grande São Paulo, como Guarulhos (segunda cidade mais populosa do Estado, com 1,3 milhão de babitantes), Carapicuiba, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuta.

O Rodoanel facilitaria também a vinda de santistas do rico interior do Estado, com predomínio das regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Bauru e Presidente Prudente, entre outras.

Um estádio como o que já foi projetado para Diadema, provavelmente triplicaria a média de público dos jogos do Santos, que ficaria em torno de 20 mil pessoas por partida.

O caminho mais difícil e que exigirá mais trabalho para ser bem-sucedido é a construção do estádio na Baixada Santista. É o mais trabalhoso porque exigirá mais esforços para se conseguir investidores e também para se atrair público.

Será necessária uma interação permanente com as prefeituras locais e uma divulgação super-eficiente e criativa, pois sem esses cuidados a tendência é de que os públicos sejam reduzidos e os eventos, deficitários.

Por mais que um espetáculo de bom nível mereça um ingresso mais caro, creio que as condições sócio-econômicas de uma região é que devem definir os preços dos produtos oferecidos a seus habitantes.

Assim, levando-se em conta o menor poder aquisitivo das pessoas que vivem na Baixada Santista, um estádio maior deverá cobrar ingressos mais baratos, sem que se perca a margem de lucro.

Turismo justificaria o Estádio no Mar

Um dos tópicos mais lidos deste blog foi aquele sobre o projeto de um estádio do Santos no Mar. E se causou tanto interesse, é porque está nos sonhos dos santistas.

O grande diferencial de Santos e da Baixada Santista é o mar, o porto, a beleza natural – que torna a região a de maior afluxo de turistas no Estado.

Por isso é que um empreendimento a princípio inviável, como um estádio no mar, se tornaria um sucesso e marcaria uma nova etapa de desenvolvimento no litoral paulista.

Acho que o clube tem a obrigação de estudar a viabilidade de tal obra, pois este sim seria um estádio diferenciado, digno do Alvinegro Praiano.

Como está, fica…

A construção de um novo estádio para o Santos, repito, deve ser muito bem discutida e analisada. Até porque, hoje, isso não é prioridade para o clube.

Com o erguimento do estádio do Corinthians, em Itaquera, o belo e muito bem localizado Pacaembu poderá ser utilizado exclusivamente pelo Santos, o que será uma grande vantagem.

Assim, e como as finanças do clube não andam de vento em popa, creio que ainda passaremos um bom tempo vendo o Santos se revezar entre jogos na Vila Belmiro e no Pacaembu.

Isso não impede, porém, que os estudos para a construção de um novo estádio do Santos já sejam iniciados. Desde que se leve em conta muito do que se comentou neste post.

Veja a matéria que fala do Estádio do Santos no Mar

O Santos deve esperar os resultados do Pré-Sal para pensar na construção de um novo estádio? Até que ponto as prefeituras da região deveriam colaborar na construção de um novo estádio para o Santos?


O insólito fax que fez o Santos ser perseguido por Luiz Zveiter em 2004 e 2005

Corria o ano de 2004, o Campeonato Brasileiro estava no final do primeiro turno e Ricardo Teixeira, presidente da CBF, não queria que Luiz Zveiter continuasse presidindo o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD. Então, Teixeira pediu aos clubes um documento contrário à permanência de Zveiter no cargo. O Santos, presidido por Marcelo Teixeira, apressou-se em fazer o documento e enviar por fax à CBF, atitude que faria o clube ser perseguido por Zveiter até o final de 2005.

Ricardo Teixeira usou o fax timbrado do Santos para passar aos outros clubes, como exemplo do texto que deveriam fazer. Assim, algo que deveria ter permanecido nos bastidores, tornou-se público e todos ficaram sabendo que o Santos era contrário à permanência de Zveiter à frente do STJD.

Vaidoso, prepotente, conhecido por privilegiar amigos e punir rancorosamente os adversários, Zveiter logo tratou de prejudicar o Santos. O primeiro sinal de que uma estranha “má sorte” acompanharia o Alvinegro até o final do campeonato foram os repetidos erros de arbitragem, que até o término da competição resultariam em nada menos do que 11 gols legítimos anulados, oito deles marcados por Deivid, que ainda hoje lamenta a falta deles no seu currículo. Essas arbitragens irritavam a torcida.

Porém, como se de uma hora para outra vivêssemos em uma sociedade perfeita, qualquer gesto de indignação dos torcedores, como jogar um copo com água ou papel higiênico no gramado, passou a ser punido com a perda do mando de campo. Bem, isso não valeu para todos os times. Como se esperava, o Santos foi o que mais sofreu com essa medida.

Dificilmente batido na Vila Belmiro, o time foi obrigado pelo STJD a mandar cinco de seus jogos em locais distantes no mínimo 150 quilômetros de seu estádio. Parecia impossível não sucumbir diante de tantas dificuldades. Ao final de mais uma partida em que o time venceu, apesar de ter um gol legal invalidado, o técnico Vanderlei Luxemburgo, conformado, desabafou a frase célebre: “Já avisei aos meus jogadores que temos de fazer dois gols para valer um”.

E assim o Santos venceu os cinco jogos em que foi obrigado a atuar longe da Vila Belmiro: 4 a 1 no Figueirense, em Mogi Mirim; 5 a 0 no Fluminense, em São José do Rio Preto; 2a 1 no Goiás, em Presidente Prudente; 5 a 1 no Grêmio, em São José do Rio Preto, e 2 a 1 no Vasco, no jogo do título, em São José do Rio Preto.

Robinho, que ficou seis jogos afastado do time, devido ao seqüestro de sua mãe, voltou ao time no jogo final, contra o Vasco, e teve mais um gol anulado erroneamente. Na decisão, muitos torcedores usavam uma camiseta com os dizeres: “Sou santista, não desisto nunca”.

Perseguição continuou em 2005

Em 2005, mesmo sem Elano, negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia; com Robinho somente até a metade do ano, e com o técnico Luxemburgo substituído pelo novato Alexandre Gallo, o Santos poderia ter ido longe tanto na Copa Libertadores, como no Brasileiro.

Na Libertadores, precisava vencer o Atlético Paranaense no mínimo por 1 a 0 ou 2 a 1, na Vila Belmiro, para passar à semifinal contra o Chivas, do México – que já tinha anunciado que jogaria com um time reserva, pois daria prioridade ao Campeonato Mexicano. Enfim, eliminar o rival paranaense significaria ir para a final, mas Robinho, Ricardinho e Léo foram convocados pelo insensível Carlos Alberto Parreira para um amistoso da Seleção, e Giovanni teve sua inscrição na Libertadores impugnada pelo STJD.

Desfalcado e improvisado, o Santos lutou contra o Atlético Paranaense, reclamou de três pênaltis não marcados por Carlos Eugênio Simon, perdeu de 2 a 0 e foi eliminado na Libertadores. Como se esperava, o Chivas foi vencido facilmente pelo Atlético, que por sua vez não ofereceu resistência ao São Paulo, na final.

Entretanto, o Santos até que seguia bem no Campeonato Brasileiro, a ponto de chegar à iderança do campeonato no início do segundo turno, quando Zveiter, que ainda continuava à frente do STJD, teve a sua grande oportunidade de manipular o futebol brasileiro a seu bel prazer.

A chance surgiu com a denúncia de que o árbitro Edilson Pereira de Carvalho, que tinha atuado em 11 jogos do Campeonato Brasileiro, participava de um esquema de manipulação de resultados. Como Ricardo Teixeira, e a sua CBF, imediatamente tiraram o corpo fora, o caso ficou nas mãos de Zveiter, que agiu como um inquisidor, influindo em todas as instituições do futebol nacional, ditando as regras do Campeonato Brasileiro. Uma delas, flagrante, consistia em punir o Santos.

O Alvinegro, com Robinho e Giovanni formando uma dupla infernal, havia vencido o Corinthians por 4 a 2, partida arbitrada por Edílson Pereira de Carvalho, que diria depois ter recebido suborno para ajudar o Corinthians. Após o jogo o técnico corintiano Márcio Bittencourt reconheceu a superioridade santista.

Mas Zveiter, por sua conta, resolveu remarcar os 11 jogos com atuação de Edílson Pereira. Com isso, o Santos foi obrigado a jogar novamente com o Corinthians, de quem perdeu por 3 a 2, na Vila Belmiro, em uma arbitragem no mínimo polêmica, em que teve um jogador expulso e um pênalti discutível marcado nos minutos finais.

O Corinthians, por sua vez, à época controlado pela MSI, empresa internacional ligada ao crime organizado, pode refazer os dois clássicos que tinha perdido. Além de recuperar três pontos contra o Santos, ganhou mais um no empate com o São Paulo (1 a 1), de quem tinha perdido no jogo original por 3 a 2.

Apesar de dormir na liderança e acordar quatro pontos atrás do Corinthians, o Internacional seguiu firme em busca do título, até que na partida contra o Corinthians, em São Paulo, foi escandalosamente prejudicado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas, que garantiu o empate ao não dar um pênalti de Fábio Costa sobre Tinga e ainda expulsar o jogador do Inter por “simulação”.

Nas investigações sobre a chamada “máfia do apito” veio a suspeita de que os resultados eram manipulados pela própria cúpula da arbitragem brasileira. Em seu depoimento, Edilson Pereira de Carvalho afirmou que Armando Marques, ex-chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, o pressionou para ajudar o Flamengo em um jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil de 2001.

Afastado do STJD, Zveiter continua aprontando

Em outubro de 2005 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já tinha recebido cinco reclamações solicitando o seu afastamento da presidência do STJD. A fundamentação jurídica das reclamações estava baseada na alegação de que Zveiter não poderia acumular a função de presidente do STJD com o cargo de desembargador de Justiça do Rio de Janeiro.

Os processos foram encaminhados ao ministro Antônio de Pádua Ribeiro, corregedor nacional de Justiça, e resultaram na substituição de Zveiter, que, ficou comprovado, exerceu ilegalmente o cargo no STJD, pois não poderia ter acumulado funções.

Fora do futebol, Zveiter continuou tentando burlar a ética. Atual Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ele está sendo investigado pelo CNJ por suspeita de ter favorecido a ex-namorada em um concurso público para tabelião, em 2008, quando era corregedor do TJ e presidiu a comissão do concurso.

Inscritos no concurso denunciaram ao CNJ que a segunda colocada, Flávia Mansur Fernandes, era namorada de Luiz Zveiter. Questionaram também a aprovação de Heloísa Estefan Prestes, amiga de Zveiter. Segundo portaria que instituiu a sindicância, Zveiter nomeou Heloísa Prestes para o 2º Ofício de Justiça de Niterói, quando deveria ter nomeado o tabelião substituto mais antigo do cartório. Depois, designou Flávia Mansur para ser tabeliã substituta no mesmo lugar.

Graças a essas irregularidades perpetradas por Luiz Zveiter, o homem que fingia querer moralizar o futebol brasileiro, o concurso público para tabelião de 2008 foi anulado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Entendeu agora?

Há muito guardo essa história do fax que causou a ira de Zveiter, para preservar alguns envolvidos. Mas achei que já era hora de esclarecer os motivos que fizeram o Santos ser perseguido acintosamente pelo poder do futebol brasileiro em 2004 e 2005. Na verdade, o fax foi apenas a ponta do iceberg de um período negro do futebol brasileiro, marcado por corrupção, suborno, favorecimentos e a inegável ação de criminosos internacionais, hoje foragidos do país.

Para os que quiseram ou acharam mais conveniente não enxergar o que estava acontecendo, meus pêsames: foram péssimos profissionais e/ou mostraram frouxidão de caráter. Já deveriam ter aprendido que no futebol pode ocorrer o imponderável de vez em quando, mas não há tantas coincidências…

O que você tem a comentar sobre a perseguição sobre o Santos em 2004 e 2005?

Está com tempo? Veja este filme e conheça um pouco mais sobre Luiz Zveiter, o homem que quis acabar com o Santos:


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