Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: São Paulo (page 1 of 32)

Creio na Santa Determinação

Copete, um nome de três sílabas, marcou os três gols no São Paulo, também com três sílabas, que deu três pontos ao Santos e manteve o time razoavelmente bem nas três competições que disputa. Isso no dia 9, que é o múltiplo de três. No sábado, as Sereias da Vila venceram o Iranduba, de Manaus, também por 3 a 2, e garantiram presença na final do Campeonato Brasileiro. Os mais crédulos devem estar fazendo o sinal do Pai, do Filho e do Espírito Santo e se apegando à Santíssima Trindade para que a boa fase continue. Eu, confesso, não sou tão religioso nem supersticioso.

Acredito no planejamento, no trabalho, e noto que a tabela de classificação do campeonato tem refletido isso. Vejo um líder mediano se distanciar dos demais pela disciplina tática e física. Enquanto isso, nosso Santos segue meio desordenado. O herói no clássico cismou de tirar as duas camisetas e por isso ficará fora do próximo jogo, contra o Atlético Mineiro. A vedete Lucas Lima também levou um cartão bobo e ganhou uma folga não merecida. Levir Culpi está percebendo onde veio amarrar o seu burro.

Parece que o jogador escolhe onde quer e onde não quer atuar. Gostam de jogar em casa, torcem o nariz para as viagens. Nas arquibancadas da Vila, apenas 10.300 pessoas, menos da metade do que veríamos no Pacaembu. Levir percebeu e pediu mais apoio aos torcedores. Mas ele deveria saber que esse apoio nunca virá na dimensão que poderia ser e que o Santos merece. Desde que foi inaugurada, a média de público da Vila não chega a oito mil pessoas. No clube atual, o marketing e o planejamento perdem para a superstição e a política. Para voltar a ser o time de massa que já foi, o Santos terá de jogar mais em São Paulo, mas isso atrapalha os planos de quem quer morrer grudado nos testítulos da grande baleia macho.

Mas fazer críticas depois de uma vitória não é aconselhável, eu sei. Dirão que sou pessimista. Pois prefiro apontar as falhas agora do que após uma derrota para o Atlético Mineiro, resultado bem provável já que Lucas Lima e Copete decidiram tomar cartões amarelos e ficar fora do jogo. A extrema tolerância do técnico anterior gerou um time que joga e se esforça de acordo com as circunstâncias, essa é a verdade.

Reconheço que há jogos perdíveis, em que a derrota é normnal, como ocorreu contra o líder e o Fluminense, ambos fora de casa. Mas ser derrotado na Vila por Cruzeiro e Sport, empatar no Pacaembu com a Ponte Preta e em Goiânia com o Atlético local roubaram 10 pontos do Santos que hoje o colocariam a uma rodada da primeira posição. Esses altos e baixos, essas desconcentrações, são um problema a ser resolvido pelo perspicaz Levir.

Como já disse em outras oportunidades, continuo acreditando que os times brasileiros estão nivelados por baixo, sem craques ou mesmo jogadores de categoria. Será campeão o conjunto mais aplicado e determinado, que conquistar a confiança e o apoio de seu torcedor. Por isso Levir pediu estádio cheio nos próximos jogos em casa e conversará com Copete e Lucas Lima. O Santos precisa deles no maior número de jogos possíveis.

Superstições e crendices fazem parte do mundo do futebol, eu sei, mas só conseguem vencer batalhas, jamais as grandes guerras. Se “estádios-alçapões” decidissem títulos, por exemplo, o Rosário Central seria um dos maiores do mundo e não teria perdido o troféu da Conmebol para o Santos em 1998. Levir já percebeu que está lidando com uma espécie de seita, que prefere perder dinheiro a ver o Santos crescer e ser mais amado e incentivado por um público muito maior. Dono de um modo lógico de pensar, ele deve estar confuso. Por que jogamos para 10 mil pessoas na Vila se podíamos jogar para 30 mil no Pacaembu? Bem, só espero que ele tenha paciência. Amém.

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Continha de Porcentagem

No meio do trabalho, toca o telefone. É um amigo conselheiro do Santos. Está indignado com o presidente Modesto Roma, que aceitou passivamente a pesquisa depreciativa do Datafolha e disse não sei aonde que o Santos só tem cinco por cento de torcedores na capital. Mais uma vez Roma estava aceitando o primeiro argumento à mão para evitar jogar em São Paulo e assinar um acordo com o prefeito João Dória para fazer do Pacaembu a casa do Santos na metrópole.

– Imagine, Odir – esbravejava meu amigo –, se um grande investidor internacional está chegando ao Brasil para investir no Santos e ouve o próprio presidente do clube falando, com desdém, que São Paulo só tem cinco por cento de santistas. Justo o mercado que mais interessa aos investidores estrangeiros. Será que a Caixa, que está anunciando de graça na sagrada camisa do Santos, vai querer patrocinar um time que tem tão pouca representação no mercado paulistano? Será que esse presidente não conhece nem a quantidade de torcedores do seu time? Será que ele acha que os santistas são só aqueles nove mil, no máximo?

– Acho que é muito mais de cinco por cento – respondi – e o Datafolha está errado. Ouvir mil pessoas e achar que já mapeou as torcidas de uma cidade com 12 milhões e 40 mil habitantes é brincadeira. Mas quanto você acha que o Santos tem de torcedores na capital?

– Pô, Odir, vai dizer que você não sabe? Em 30 de março do ano passado a Pluri Stochos divulgou uma pesquisa depois de ouvir 21.049 pessoas… Eu disse vinte e uma mil e não mil, copiou? Pois é. E nessa pesquisa o Santos tinha 5,3% em toda a Região Sudeste. De lá para cá ganhou mais um Paulista, foi vice Brasileiro, semi da Copa do Brasil, teve vários jogadores na Seleção e agora tem só cinco por cento em São Paulo, a cidade com mais santistas no mundo? Ah….. Olha, em outubro de 2007, antes de ganhar a Libertadores e mais sete títulos, e antes da geração Neymar e Ganso, uma pesquisa da Placar/TNS Sports deu que o Santos tinha 14,5% da torcida de São Paulo. Reduziu quase dois terços de lá para cá? Com todo o respeito, só um animal pode acreditar nisso, seo Odir.

– Mas e se for mesmo cinco por cento? – perguntei só para provocar, pois sei que não é.

– Ah, seo Odir, tá me gozando, né? Pois eu vou lhe dizer. Sabe fazer continha de porcentagem?

– Sei, claro…

– Pois então segura aí e vai copiando, senhor Odir. Se for só cinco por cento, de um total de 12 milhões e 40 mil pessoas, já são 602 mil pessoas. E 602 mil pessoas da maior e mais rica cidade da América Latina… Sabe o que é chamado de “templo do consumo”?

– Shopping?

– Isso aí. Em São Paulo tem 52 shopping centers, senhor Odir. Aqui está a grana. Nosso Santos tem de jogar aqui, senhor Odir…

– Mas a cidade de Santos está colada a São Vicente e há ainda Praia Grande a cerca de 25 quilômetros. Só aí dá uma população de um milhão e 80 mil pessoas, das quais quase 40 por cento são santistas.

– Mas aí o senhor está recorrendo às cidades próximas, senhor Odir…

– Pode parar de me chamar de senhor.

– Quando eu fico nervoso eu chamo de senhor. Segura essa… Se é para contar as cidades próximas, então eu lhe digo que… Nem vou dizer.
Vou ler o que está aqui na Wikipédia: “Região Metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, é a maior metrópole do Brasil, com cerca de 21,2 milhões de habitantes e uma das dez regiões metropolitanas mais populosas do mundo… A Região Metropolitana de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional. A renda per capita em 2011 atingiu cerca de 38 mil e 348 reais. A metrópole detém a centralização do comando do grande capital privado, concentrando a maioria das sedes brasileiras dos mais importantes complexos industriais, comerciais e principalmente financeiros que controlam as atividades econômicas no país”. Que tal, senhor Odir?

– E quantos santistas devem ter na Grande São Paulo?

– Voltamos à continha de porcentagem. Dez por cento de 21,2 milhões dá 2,1 milhões. E se for essa miséria de cinco por cento, que não é nem matando, dá um milhão e 50 mil pessoas.

– Mas e se um estádio novo em Santos atrair o torcedor do planalto para lá?

– Odir, acorda. Se nem os maloqueiros conseguem uma média de 20 mil pessoas por jogo, com o preço médio do ingresso inferior a 40 reais, e não tem pedágio para ir para lá, como o Santos vai conseguir média de 18 mil pessoas com ticket de 85 reais?…
– 82…

– Que seja. É uma loucura. Se começar a jogar só em Santos o nosso time vai perder a torcida que tem em São Paulo e depois vai começar a perder também na Baixada. Pode escrever. É isso que muita gente quer. Que o Santos volte para a sua toca e não encha mais o saco com essa mania de ser grande. Querem que volte a jogar o campeonato santista. E esses mentecaptos que dirigem o clube fazem o jogo dos inimigos do Santos…

– Calma, calma… Onde tem de jogar, então?

– No Pacaembu, seo Odir, claro. O Athié levou décadas para tornar o Santos universal e agora vem esse filho do Roma e seus asseclas para querer que ele seja regional de novo. A cidade de Santos não tem para onde crescer, seo Odir. Bem que eu queria, pois você sabe que tenho imóveis lá. Mas a realidade é que não tem para onde crescer. Veja que na Grande São Paulo já tem seis cidades com mais habitantes que Santos. A população da cidade não vai sair disso… Não foi você quem escreveu aquele livro, “Donos da Terra”, falando da final de 1962 com o Benfica?

– Foi.

– E quantos habitantes Santos tinha em 1962?

– Quatrocentos e trinta mil.

– E quantos tem agora?

– Quatrocentos e trinta e quatro mil.

– Viu? Já se passaram 54 anos e só aumentou quatro mil habitantes. Olha, seo Odir, gosto muito de Santos, o pessoal de lá é dez, acho que é uma ótima cidade para muitas coisas, mas não para ter um grande estádio de futebol. Grandes estádios têm de ficar nas metrópoles, nos grandes centros, ou é prejuízo na certa, seo Odir.

– Mas o Santos é de Santos.

– Sei que você está falando isso para me provocar, seo Odir. Pois é uma pena que haja santistas que pensem assim. Se, no futuro, o clube erguer um estádio moderno na Zona Sul de São Paulo, vai dar a mesma média de público que os outros grandes da cidade, pois já deu muito mais e, apesar de tudo, nosso time tem mais história e apelo popular do que os outros. Não podemos deixar que apequenem o Santos, senhor Odir.

– Jamais será pequeno… Alô? Alô?

É sempre assim. Ele liga, desabafa tudo o que quer falar e desliga o telefone. E eu fico pensando no que ele falou…

E você, o que me diria em um telefonema?

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Análise da micro pesquisa

pesquisa no largo Treze
DataOdir: eu e o flamenguista Laercio Mattos no Largo Treze

Como sabem, convoquei voluntários e nessa terça-feira, 7 de março, às 10 horas da manhã, marquei de fazermos uma pesquisa sobre torcidas de futebol na Zona Sul de São Paulo, ouvindo transeuntes adultos do sexo masculino que passassem pelo Largo Treze, em Santo Amaro, mais propriamente no calçadão da rua Capitão Tiago Luz, que dá no Largo Treze. Como oito voluntários confirmaram, imaginei que conseguiríamos ouvir no mínimo 100 torcedores, o que daria uma ideia das preferências dos habitantes adultos e masculinos da Zona Sul da cidade.

É claro que ouvir apenas 100 pessoas de um universo dos 2.252.000 habitantes que compõem a população da Zona Sul da cidade é muito pouco e, acredito, está longe de se aproximar da “pesquisa científica”. Diante de tema tão diversificado, creio que uma pesquisa fidedigna deveria consultar, no mínimo, 1% do público total. No caso da cidade de São Paulo, que tem um pouco mais de 12 milhões de habitantes, o ideal seria saber a opinião de, no mínimo, 120 mil pessoas e, no caso da Zona Sul da cidade, de 22.500.

Porém, todas as “pesquisas científicas” das quais tomamos conhecimento passam muito longe dessa margem mínima. E mesmo que não se pense em míseros 1%, mas em 0,1%, ainda precisaríamos ouvir 12 mil pessoas para ter uma ideia mais precisa da divisão de torcidas na cidade e 2.250 pessoas na Zona Sul.

Sabemos que no começo de fevereiro o Instituto Datafolha divulgou uma pesquisa de torcidas que mereceu amplo destaque de um conhecido blogueiro corintiano do UOL. Porém, abaixo do gráfico, em letras minúsculas, é possível ler que foram ouvidas apenas 1.092 pessoas. Ora, em uma cidade de mais de 12 milhões de habitantes, com nichos de torcedores espalhados por centenas, milhares de focos diferentes, consultar o correspondente ao número de pessoas de uma rua e sair alardeando o resultado em manchetes garrafais só pode ser coisa de maluco, ou de muito fanático. E não desconfiar do resultado absurdo de alguns números não é coisa de profissional sério.

Pois bem. Não sou o Datafolha, mas sou honesto e não aceito receber para fazer pesquisas. Então, às 9h50 estava lá no ponto combinado. Quase todos que disseram que iriam, não foram. O Tiago Maestre foi, mas se desencontrou. Então, 15 minutos depois que eu havia começado a enquete, surgiu o Laercio Mattos, que é flamenguista e tinha de ir embora às 11 horas, mas veio dar uma força e ganhar um exemplar do Time dos Sonhos de presente.

O plano foi só ouvir adultos masculinos, os que compõem a maior parte do público que vai ao estádio e acompanha o futebol. E também era essencial que o entrevistado morasse na Zona Sul. Também não era para ouvir gente parada, que trabalha nas lojas ou na rua. Só transeuntes. Foi o que fizemos.

As perguntas eram simples e rápidas, pois ninguém quer perder tempo com enquetes. Pensei em distribuir balas ou chocolates aos entrevistados, mas acabei não comprando as guloseimas e nem sei se daria resultado, pois muitos nem olham para você quando percebem que há uma prancheta na sua mão. Muitas respostas só consegui acompanhando a pessoa, andando ao seu lado para que não perdesse tempo.

As perguntas foram pensadas para serem respondidas em 30 segundos: nome (só o primeiro), idade, bairro em que mora, gosta de futebol, se gosta para que time torce, quantas vezes vai ao estádio. Pronto. Só com essas informações dá para se chegar a conclusões interessantes.

São Paulo lidera, Santos e Palmeiras estão empatados

Com 26,4% do total o São Paulo foi o time mais votado por homens adultos moradores da Zona Sul . Em segundo lugar, com 20,5% ficaram os que não gostam de futebol e não torcem para time algum. O Corinthians apareceu em terceiro, com 17,6%, e Santos e Palmeiras ficaram empatados em quarto, com 14,7% cada. Flamengo e Ceará ficaram com 2,9% cada um.

Santistas são mais fanáticos

Todos os santistas afirmaram que gostam de futebol e 60% deles costumam ir ao estádio ao menos uma vez por ano.

Por outro lado, nada menos do que 33% dos são-paulinos disseram que “não gostam muito” de futebol e não vão ao estádio. Porém, 44% dos que se disseram tricolores vão ao estádio e 22% costumam ir mais de cinco vezes por ano.

Dos que se declararam corintianos, nenhum costuma ir ao estádio e 16,6% disseram que não gostam muito de futebol. No caso dos palmeirenses, 20% não gostam muito de futebol e só 20% costumam ir ao estádio.

Análise dos resultados

O Brasil tem dezenas de times com um bom contingente de torcedores. O que se percebe, participando de uma enquete dessas, é que em uma cidade cosmopolita como São Paulo as variáveis são enormes. Percebam que por essa micro pesquisa o Ceará teria a mesma quantidade de torcedores que o Flamengo na Zona Sul de São Paulo, o que sabemos que não é verdade. Porém, até quantos torcedores devem ser ouvidos para que a pesquisa se torne realmente abrangente e fidedigna? Essa é a grande questão.

Creio que se usarmos a mesma metodologia, com uma dezena de voluntários em cada ponto movimentado das quatro regiões da cidade, mais o centro, teremos uma pesquisa que talvez não seja tão científica quanto outras, mas talvez seja mais honesta e menos dirigida.

Números de votos da Micro Pesquisa
São Paulo – 9 votos
Não gostam de futebol – 7 votos
Corinthians – 6 votos
Santos – 5 votos
Palmeiras – 5 votos
Ceará – 1 voto
Flamengo – 1 voto

Não gostam muito de futebol
São-paulinos – 3 votos
Corintianos – 1 voto
Palmeirenses – 1 voto

Vão ao estádio de uma a cinco vezes ao ano
Santistas – 3 votos
São-paulinos – 2 votos
Palmeirenses – 1 voto

Vão ao estádio de cinco a dez vezes ao ano
São-paulinos – 2 votos

E você, o que acha disso?

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Todos ao Pacaembu!


Pacaembu, estádio no qual o santista comemorou mais títulos.


Um tricolor foi vencido, e fora de casa. Falta o outro…

Todos ao Pacaembu!

Nesse domingo à tarde o torcedor do Santos viverá um momento histórico. Pela primeira vez o Glorioso Alvinegro Praiano fará um clássico na Capital diante apenas de sua torcida. Um Pacaembu lotado de santistas confirmará uma grandeza que os pequenos públicos da Vila Belmiro teimam em esconder, e uma vitória contra o São Paulo provavelmente devolverá o Santos ao G4. Sugiro que você faça um esforço para comparecer ao estádio mais carismático e charmoso do futebol brasileiro.

Abaixo repito os locais de venda de ingressos. Lembro ainda que pessoas com 60 anos ou mais e crianças com menos de 12 anos não pagam. Para entrar, é só levar um documento, com foto, comprovando a idade. A entrada mais rápida para esses casos é pelo portão principal do estádio. Chegando meia hora antes é suficiente pare entrar sem atropelos. Idosos e crianças santistas, o Pacaembu espera por vocês domingo!

Soube que a ideia de levar o clássico para o Pacaembu foi do diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, a quem parabenizo. Certamente ele sofreu a resistência dos bairristas de plantão, mais preocupados em manter o domínio sobre o clube do que vê-lo crescer, mas conseguiu que a lógica prevalecesse. Seria importante que o público fosse muito bom para que a ideia de jogar os grandes jogos no Pacaembu se consolide. Agora que os clássicos paulistas terão torcida única, o Santos se sentirá ainda mais em casa enfrentando os rivais na Capital. Não terá sentido perder dinheiro pela superstição de que na Vila o time é invencível.

Há muita gente se mobilizando para esse jogo. Nas redes sociais, jovens santistas anunciam a partida para outros e essa divulgação cresce em progressão geométrica; nas cidades do Interior grupos de torcedores se organizam para ir ao Pacaembu; quem tinha receio de ir a clássicos do Santos na Capital, agora irá por ser torcida única. O conselheiro Rachid, conhecido pelos santistas pelos vídeos que faz sobre como os torcedores são tratados nos estádios, promete uma edição especial nesse domingo, priorizando mulheres e crianças. Acho que teremos lindas imagens para exibir aqui no blog.

Tem gente que quer ver o Pacaembu lotado e mais uma multidão de santistas do lado de fora, na Praça Charles Miller. Essas pessoas sabem que um comparecimento monstruoso de santistas é a única forma dessa diretoria aceitar o óbvio ululante de que o Santos precisa voltar a mandar jogos em estádios condizentes com sua grandeza. Na Vila Belmiro é voz corrente, entre as pessoas ligadas à diretoria, que o Alvinegro só deve enfrentar times pequenos em São Paulo, deixando os clássicos para o Urbano Caldeira. Penso exatamente o contrário e acho que boa parte dos santistas que pensa no clube antes de pensar em si mesmo concorda comigo.

Reunião do Conselho: gravidade e enrolação

Na quinta-feira à noite tivemos mais uma reunião do Conselho Deliberativo do Santos. Como já havíamos antecipado neste blog, a Comissão Fiscal, que já havia recomendado a desaprovação das contas de 2015, reprovou também as contas do primeiro trimestre de 2016. Mesmo diante de um quadro financeiro gravíssimo, que exige corte radical de despesas e aumento substancioso das receitas, o presidente Modesto Roma e seu sttaf continuam, irresponsavelmente, aumentando a dívida do clube, sem apresentar nenhum plano para aumentar as receitas.

Como já afirmamos aqui, o Santos é um Titanic depois de bater no iceberg e Roma é o violinista mor, tocando enquanto o navio afunda. Um cálculo simples: se a dívida do Santos chegará a cerca de 420 milhões de reais ao final do ano, e se a Vila Belmiro está avaliada, no máximo, em 200 milhões, isso quer dizer que mesmo vendendo o seu estádio o Santos ainda ficará com 220 milhões de dívidas, um passivo ainda maior do que foi deixado por Marcelo Teixeira em 2010.

Na assembleia, louvo as participações dos conselheiros Quixadá e Daniel Bykoff. O primeiro, de forma clara e precisa, destacou os equívocos expostos no balanço trimestral; o segundo, elegantemente, apertou o presidente do Conselho, Fernando Bonavides, por ter acatado uma ação contra a decisão do mesmo Conselho, a que reprovou as contas de 2015. Bonavides provavelmente se esqueceu de que a partir do momento em que assumiu a presidência do Conselho Deliberativo, deixou de servir a uma chapa e passou a servir aos interesses do clube.

O presidente Modesto Roma compareceu à assembleia, mas, como sempre, estava despreparado para responder objetivamente às questões. A impressão que o presidente dá é que vai seguir enrolando o CD e os santistas até o final de seu mandato. Não vejo nenhuma vontade séria de tirar o Santos dessa crise. O melhor para o clube e, creio, para o próprio Modesto Roma, seria ele se retirar e haver novas eleições. Roma deveria se recolher, cuidar de sua saúde e deixar o clube para quem tem mais competência e energia do que ele.

Postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.
Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.
Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.
Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre
Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.
Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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Olha aí Copete chegando…

Veja o que ele já fez…

E então, vamos ao Pacaembu domingo?


Só você, santista, salva

Com a alma de Rodrigão, o pedreiro artilheiro

O jogador que fez o Santos jogar com garra e confiança não é um craque nem tem toques sutis, mas é daqueles centroavantes machos que não têm mi-mi-mi. Rodrigão, o pedreiro que virou artilheiro, arrancou para fazer o gol de empate e participou do terceiro e do quarto gols santistas. Seu momento exemplar, porém, foi quando teve cãibras. Ninguém foi esticar sua perna, nem precisou ser atendido ou sair de maca. Levantou-se sozinho, voltou ao jogo com a perna ainda dolorida e deu, de cabeça, o passe para Luiz Felipe marcar o quarto gol do Santos, quando o Glorioso Alvinegro Praiano já ameaçava entregar mais um jogo ganho.

Pelo placar – 4 a 2 – parece que a partida contra o Fluminense, em Cariacica, com boa presença da torcida santista, foi até fácil. Mas não foi não. O sistema defensivo do Santos, que deveria passar a funcionar quando o time perde a bola, falhou muito. Os dianteiros Gabriel, Vitor Bueno e Léo Cittadini não marcam ninguém, Renato também marca muito frouxamente, assim como Victor Ferraz, que entregou o segundo gol para o time carioca. Assim, mesmo diante de um time bastante limitado e recheado de veteranos, o Santos deu muitos sustos e só passou a controlar mais a partida quando Dorival Junior fez o óbvio ululante e tirou Cittadini e Vitor Bueno para as entradas de Lucas Lima e Yuri.

Dos santistas, destaques positivos para o goleiro Vanderlei, o lateral Zeca e o estreante Rodrigão. Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Thiago Maia foram regulares. Vitor Bueno não marcou e nem foi bem no ataque, fazendo sua pior atuação no Santos. Cittadini deu alguns bons passes, mas quando perdia a bola parecia que não estava mais no jogo, e o mesmo se pode dizer de Gabriel, um jogador que só joga com a bola nos pés. Se for mesmo para a Europa, não será titular de time nenhum chupando tanto o sangue dos companheiros assim. Lá é preciso ser solidário.

Dorival Junior quase arrisca uma vitória certa ao insistir com jogadores sem esse sagrado sangue nas veias. Acho que com Jean Mota, Vecchio e Copete o time deve melhorar mais e se tornar mais sério e menos rebolativo. Está na hora de dar um descanso para Cittafini, Vitor Bueno e Renato. Outro muito mal na partida foi Victor Ferraz. Mas uma coisa deu para perceber: o time tocou menos a bola para trás. Diminuiu o tiki e aumentou o taka, mesmo fora de casa.

O bom desse resultado é que vai motivar ainda mais o torcedor santista para lotar o Pacaembu domingo. Esperemos que Dorival Junior tenha coragem de escalar os melhores jogadores e não os mais amigos.


Ricardo Oliveira e o compositor e intérprete Guilherme Arantes agora já conhecem. E você, santista, já foi visitar o imperdível Museu Pelé?

Só você, santista, salva

Que os santistas do Espírito Santo compareçam nesta quarta-feira ao setor A do estádio Kleber Andrade, em Cariacica, na grande Vitória, e empurrem o time para um triunfo, mesmo que de garra e superação, diante do respeitável Fluminense. Que muitos mais santistas lotem o Pacaembu domingo, em um Sansão que tem tudo para ser histórico. Confesso que confio bem mais na energia do torcedor do Santos, nesse momento delicado que o clube vive, do que nos homens que o dirigem, que estão tocando violino enquanto o Glorioso Alvinegro Praiano naufraga.

Não, não estou sendo sensacionalista. Como informou o conselheiro Rachid em seu comentário, o balanço desse primeiro trimestre de 2016 diz que a dívida do Santos é de 433,8 milhões de reais e que de março de 2015 até março de 2016, mesmo sabendo da delicada situação financeira do clube, essa diretoria aumentou o número de funcionários registrados de 257 para 308, os funcionários autônomos de 144 para 218 e os atletas profissionais de 76 para 123. Com isso, a folha de pagamentos, ao invés de ser diminuída, como aconselhava o Conselho Fiscal, aumentou em 38%.

Na verdade, todas as recomendações do competente e neutro Conselho Fiscal do Santos Futebol Clube – formado pelo presidente por Antonio Gonçalves Neto e os membros Dagoberto Cipriano de Jesus Oliva, José Carlos de Oliveira e Sylvio Affonso Moita Figo – vêm sendo ignoradas pelo presidente Modesto Roma e a direção do clube.

Como escreveu o Rachid, parece que a crise não chegou ao Santos. O presidente e seu staff vivem como a nobreza francesa vivia pouco antes da Revolução que trouxe a democracia para o mundo moderno: encastelados em sua elegante e faustosa Versalhes, enquanto o santista, atormentado e faminto, não tem o pão da eficiência, da transparência e do verdadeiro amor ao Santos para comer.

O balanço do primeiro semestre deste ano mostra que o único dinheiro importante que entrou ao clube representa os 17 milhões de reais da venda de Geuvânio e o adiantamento de 40 milhões de reais do contrato com o Esporte Interativo. Porém, esse momentâneo superávit já está sendo engolido pelas despesas e, segundo o Conselho Fiscal, “nos próximos três trimestres o Santos deve gastar 70 milhões a mais do que deve arrecadar, e terminar o ano com um déficit de mais 20 milhões de reais”.

CORTE DE GASTOS – assim mesmo, em letras maiúsculas, é a recomendação, o pedido, quase um apelo desesperado do Comitê Fiscal a essas pessoas que hoje pisam no acelerar do Santos em direção ao abismo. Esses cortes, obviamente, precisam atingir o inchado elenco de jogadores. Só quem for bom, tiver potencial e estiver sendo útil ao time deve ficar. Não dá para ter tanto come-e-dorme de férias no Recanto Alvinegro.

Um novo Santos contra o Fluminense

Percebe-se, nas manifestações de torcedores que inundam a Internet, que o santista quer um novo clube e um novo time. Um novo clube porque não suporta a administração mesquinha e bairrista que assola o Alvinegro Praiano, e um novo time porque percebe que alguns jogadores parecem ter reserva de marcado em algumas posições. Sinto que a torcida já quer ver os recém-contratados Yuri, Jean Mota e Vecchio contra o Fluminense. Mesmo que isso pareça precipitado, eu concordo com a voz do povo.

Yuri estreou como zagueiro e já se saiu muito bem, imagine então como não será em sua posição original, que é volante. Jean Mota e Vecchio também jogam ali, na meiúca, onde Lucas Lima está com dodói e Renato se segura na base da simpatia e da camaradagem. Fôlego e força, que é bom, o veterano já não possui mais. Então, que tal um time com Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Jean Mota e Vecchio; Gabriel, Rodrigão e Vitor Bueno?

Ao menos com essa equipe aí teremos muita gente querendo mostrar serviço, indo para a bola como se vai para um prato de comida. Sim, porque essa fome, de bola e de gol, é que falta ao Santos, principalmente quando joga fora de casa. Mas, dirão, e se perder? Ora, quem garante que com o time que vinha jogando antes o Santos não perderá para o Fluminense, já que o mando de campo é do adversário?

O tricolor carioca, orientado por Levir Culpi, é um time regular, que mescla veteranos e jovens e tem os mesmos 13 pontos do Santos. Seus jogadores mais conhecidos são Diego Cavalieri, 33 anos; Cícero, 31; Gum, 30; Pierre, 32; Oswaldo, 29; Marcos Junior, 32, e o veteraníssimo Magno Alves, 40.

O estádio Kleber Andrade, em Cariacica, tem capacidade para 18 mil pessoas. É uma Vila Belmiro do Espírito Santo. O Fluminense já teve público inferior a três mil pessoas lá. Se os santistas comparecerem, dá para fazer um bom barulho. Se não acreditarmos nessa vitória, vamos acreditar no quê?

Domingo, espetáculo histórico do Pacaembu

Em 1956 o Santos teve de decidir o título Paulista no Pacaembu, diante do São Paulo. É óbvio que naquela época 90% das 51.600 pessoas que tomaram o estádio eram torcedoras do São Paulo. Isso não impediu, porém, que o Glorioso Alvinegro Praiano vencesse por 4 a 2, conquistando seu terceiro título estadual. Agora, 60 anos passados, o Santos enfrentará o rival em um Pacaembu todinho alvinegro. Só isso já é uma grande vitória, independentemente do resultado.

Será lindo ver, ouvir e respirar a enorme torcida santista que, tenho certeza absoluta, tomará o Pacaembu. Vejo isso como um prenúncio do que o Santos será no futuro: um time capaz de atrair multidões pelo seu carisma, sua história, sua volúpia de gol. Perderá, às vezes, como o Santos de Pelé também perdia, mas fará de cada ida ao estádio uma grande alegria e emoção para seu torcedor.

Percebo, na Internet, uma torcida santista bem jovem e bem atuante. Espero que essa garotada se empenhe na divulgação do Sansão de domingo. Dessa vez, mulheres, crianças e idosos podem ir sem susto. Será o espetáculo de uma torcida só, da mesma forma que no segundo turno apenas são-paulinos poderão assistir ao clássico. Pena que tenha de ser assim, mas se é para acabar com a violência, que seja.

Creio que, se não puder enfrentar o tricolor carioca, Lucas Lima ao menos estará pronto para o grande clássico de domingo. Será especial vê-lo duelar, na bola, com outro craque, o ex-santista Paulo Henrique Ganso. Quem sabe um jogo como esse não comece a trazer de volta a arte e a alegria que o futebol brasileiro esqueceu lá atrás?

Estarei lá, e espero que você também. Anote aí os postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.

Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.

Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.

Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre

Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.

Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

Torne-se um conhecedor e divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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Os valentes que vieram do gelo
Sofremos quando o Santos joga fora de casa, mesmo contra adversários mais fracos, por isso não é difícil avaliar o tamanho da façanha da Islândia, ou Iceland (Terra do Gelo), que para se classificar para a Eurocopa teve de eliminar a Holanda, e nesta quarta-feira venceu a Áustria, passando para as quartas de final da competição (na mesma chave, Áustria e Hungria foram desclassificadas). Um detalhe: a Islândia tem apenas 323 mil habitantes, quase 100 mil a menos do que a cidade de Santos e oito mil a menos do que São Vicente. Palmas aos valentes islandeses (os de azul)!

E então, está disposto a salvar o Santos?


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