Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Santos é futebol. Ponto


Benfica 2 x 5 Santos – o jogo mais importante de um time brasileiro em toda a história do futebol. Ponto.

Cada time tem uma característica pela qual é lembrado. Uns, mais por mérito de seus torcedores, são chamados “times do povo”, outros são conhecidos pela “raça”, alguns por serem “copeiros”, outros, ainda, pelo acúmulo de títulos. O Santos, senhoras e senhores, representa o futebol. Sim, o Santos encarna o melhor e o mais romântico desse esporte, do futebol arte, dos grandes craques, enfim, o Glorioso Alvinegro Praiano é, simplesmente, o futebol.

Time mais vezes campeão paulista na era profissional, duas vezes campeão mundial na época do futebol-arte, três vezes campeão da Copa Libertadores, oito vezes campeão brasileiro, cinco vezes do Torneio Rio-São Paulo, campeão das Recopas Sul-americana e Mundial, clube que revelou alguns dos maiores craques da história do futebol brasileiro, pensar em futebol é pensar no Santos, e vice-versa.

Além de toda a sua história incomparável, há o estigma de revelar virtuoses. Um time de garotos do Santos entra em campo, como nessa Copinha, e não há quem não fique curioso para descobrir novos craques. Por isso, os outros clubes têm infanto-juvenis, o Santos tem os Meninos da Vila.

Se o Brasil fosse um país sério e se a chamada crônica esportiva tivesse o mínimo conhecimento e reconhecimento, todo programa esportivo deste país deveria começar com o hino do Santos e imagens de Pelé, Coutinho, Pepe, Zito, Gylmar, Maruco, Dorval, Lima, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Robinho, Neymar… Só depois viria o resto.

Veja você, leitora e leitor, que o auge do futebol brasileiro e mundial coincidiu com o auge do Santos. A Seleção Brasileira tricampeã em 1958, 1962 e 1970 era baseada no Santos bicampeão mundial em 1958/62 (fora a Recopa Mundial de 1968 e as três Libertadores que não quis jogar). Futebol arte = Santos e não se fala mais nisso.

Mas se eu, que sou santista, falo, dirão que sou suspeito. Então, lembro aqui o que me disse o ponta-esquerda Antonio Simões, do inesquecível Benfica, melhor ponta da história do futebol português e adversário do Santos na final do Mundial de 1962:

“É muito difícil encontrar tanto craque, tanto jogador inteligente como naquele time. Comparo o Santos de 1962 com a Seleção do Brasil de 1970. São as duas melhores equipes de futebol que vi até hoje. A Seleção de 70 é a confirmação de um modelo de jogo que o Santos já demonstrava há muito tempo.”

É óbvio que a Seleção Brasileira trouxe do Santos os craques, o espírito indomável e vencedor que a transformou na melhor Seleção de todos os tempos. Só não enxerga isso quem não quer ver ou é burro. A propósito, lembro agora uma frase do francês Gabriel Hanot, ex-jogador, jornalista esportivo e criador da Champions League. Maravilhado depois de assistir Santos 5, Benfica 2, no Estádio da Luz, ele disse:

“Desde há muito acompanhando o Santos pela Europa, julgo-a a melhor equipe do mundo, superior, inclusive, àquela famosa do Honved.”

Aqui, abro um parêntese para perguntar às pessoas de boa vontade: é possível comparar uma final de mundial interclubes decidida em uma melhor de três entre o campeão europeu e o sul-americano, com outra definida em uma única partida, no Japão, em Dubai ou no raio que o parta? Uma decisão em que a torcida local recebe bandeirinhas dos clubes finalistas para balançar durante o jogo? Me poupem!

A melhor e mais importante partida de um clube brasileiro em toda a história foi Santos 5, Benfica 2, no Estádio da Luz, então o maior estádio da Europa. Quem quiser debater sobre isso, estou à disposição. E a segunda maior foi Santos 4, Milan 2, no Maracanã. O resto, como diriam os cronistas antigos, não pagam nem placê.

Pois é. Os idiotas da objetividade torceram para o Santos acabar quando Pelé parou. Estavam loucos para ter uma oportunidade de falar de seus times, de dourar a pílula da mediocridade até que se tornassem pérolas. Bem, esses não estavam e não estão interessados na história do futebol, mas sim em seus decadentes times “do povo”. Mas aí veio Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Ailton Lira, Robinho, Diego, Neymar, Ganso, Ricardo Oliveira, Lucas Lima…

E, contra tudo o que se vê nos viciados noticiários de tevê, neste século XXI, que já tem 17 anos completos, o retrospecto do Glorioso Alvinegro Praiano contra os chamados grandes clubes brasileiros não poderia ser melhor: o Santos tem saldo positivo contra todos eles.

A informação vem do amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória do Santos Futebol – um departamento que deveria ser ampliado e melhor aparelhado, pois a história é o melhor marketing do Santos.

Bem, mas como eu ia dizendo, o Guarche me passou o retrospecto do nosso querido Santos contra os chamados grandes de São Paulo e Rio de Janeiro. Vejamos essa informação que, sei lá por que, a imprensa esportiva brasileira ignora. Escreve-me o Guarche:

Contra o Corinthians foram 57 partidas, com 25 vitórias santistas,14 empates e 18 derrotas. Portanto, sete vitórias de saldo.

Contra o São Paulo, em 56 partidas, 28 vitórias do Santos, 10 empates e 18 derrotas, ou seja, saldo de 10 vitórias!

Contra o Palmeiras, 49 partidas, com 19 vitórias, 13 empates e 17 derrotas, duas vitórias de saldo.

Contra o Flamengo, 35 partidas, com 11 vitórias, 14 empates e 10 derrotas, uma vitória a mais.

Contra o Fluminense, 37 partidas , com 14 vitórias, 7 empates e 13 derrotas, outra vitória de saldo.

Contra o Botafogo, 32 partidas, com 14 vitórias, 9 empates e 9 derrotas, cinco vitórias a mais para o Santos.

Contra o Vasco da Gama, 29 partidas, com 13 vitórias, 7 empates e 9 derrotas, ou seja, quatro vitórias a mais para o Santos.

Então, minha cara e meu caro, se a imprensa esportiva brasileira não vê ou finge ignorar um time que neste século supera, no confronto direto, todos os outros chamados grandes de São Paulo e Rio de Janeiro, podem estar certos de que o problema não é do Santos, mas da nossa míope imprensa esportiva.

Santos tem a quarta torcida nos mercados mais ricos do Brasil

Valeu Meninos!

O jogo foi muito equilibrado, com domínio do Santos no primeiro tempo e do Avaí em boa parte do segundo. Ocorre que, contrariando a sua tradição, esse sub-20 do Santos não tem fome de gol e não tem um especialista para marcá-los. Por outro lado, o Avaí se mostrou mais inteligente, malicioso e objetivo.

Quando o comentarista do Sportv dizia que a decisão iria para os pênaltis, um jogador do meio campo do time de Florianópolis acertou um lançamento de Gérson, Getúlio matou com categoria e cruzou rasteiro e forte para o boca suja Vinicius Baiano só empurrar para as redes, no gol solitário de um bom jogo.

Sobre esses Meninos santistas, eu diria que nenhum ainda merece ao menos frequentar o banco de reservas do time profissional. Tudo bem que são bem jovens, mas com essa idade muito Menino da Vila já era titular do Alvinegro Praiano. Mostraram fibra, mas lhes falta habilidade, força, inteligência e traquejo. Talvez ainda possam vingar? Acho difícil, mas se acreditam no sonho de viver como jogador de futebol, que continuem treinando e aprendendo, quem sabe. Mas, por enquanto, não têm bola para jogar no Santos (estava gostando do tal de Bote, mas pediu para sair por cansaço na metade do primeiro tempo).De qualquer forma, valeu. Fizeram um bom jogo e caíram de pé.

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3 a 0, com ressalvas

Vencer o Botafogo, no emblemático Pacaembu, é sempre bom, ainda mais por 3 a 0, o que dá uma melhoradinha no saldo de gols. Mas o santista não pode se empolgar muito com esse resultado, pois o alvinegro carioca nunca esteve tão fraco em sua história.

O destaque do Santos foi o garoto Vitor Bueno, que mesmo sem ter pé esquerdo e titubear em algumas jogadas, provavelmente por falta de experiência, mostrou-se combativo, criativo e fez um belo gol, abrindo o marcador.

Outros que merecem menção honrosa são Thiago Maia, Renato, o goleiro Vanderlei e os laterais Victor Ferraz e Zeca. Léo Cittadini melhorou um pouco, mas ainda parece um juvenil entre adultos. Um meia precisa ter mais presença e personalidade.

O camaronês Joel, mesmo querido pelo público, nada fez além do passe de calcanhar no segundo gol do Santos, marcado por Paulinho. No entanto, um defeito dividido igualmente por todos os santistas é a falta de reflexos, a falta de uma resposta rápida à iniciativa adversária. Isso se percebe tanto nas jogadas de ataque, como de defesa.

A lentidão dos zagueiros Gustavo Henrique e de David Braz – que cometeu um pênalti por chegar atrasado no lance – é a mesma do atacante Joel e do meia Cittadini. Parece que o Santos todo precisa ser ligado em uma tomada de 220 volts, pois o time continua perdendo quase todas as divididas, dá espaço para o adversário dominar a bola e, no ataque, se confunde na hora de escolher a melhor jogada.

De qualquer forma, a vitória deve ser comemorada. Não só porque deixa o Santos dois pontos acima da zona de rebaixamento, mas também porque mesmo com chuva, com o time desfalcado e em má fase e diante de um adversário mediano, atraiu 17.033 pessoas ao Pacaembu, das quais 16.536 pagantes, mais do que a capacidade total da Vila Belmiro, que é de 16.068 pessoas.

Outro grande motivo de comemoração foi o pênalti perdido por Neilton. A torcida resolveu pegar no pé do rapaz bem antes da cobrança e parece que isso o abalou, pois mandou a bola para fora, para delírio dos torcedores.

Agora o Santos volta a jogar pelo Brasileiro no próximo domingo, contra o Santa Cruz, em Recife. Lá, sim, poderemos checar se esses 3 a 0 no Botafogo indicaram alguma melhoria na equipe, ou foram resultado da ruindade do adversário.

Com ajuda da arbitragem, Brasil empata com Equador

Em sua estreia na Copa América, com os santistas Lucas Lima e Gabriel começando a partida no banco de reservas, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Equador e foi favorecido por um erro da arbitragem, que apontou saída de bola em um cruzamento que o goleiro Alisson jogou para dentro de seu gol, em um frangaço. Veja os melhores lances da partida.

E você, o que acha disso?


O Santos e a Seleção

Brasil com oito do Santos

Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).


Assim jogou o Brasil contra a Alemanha, em Hamburgo, no dia 5 de maio de 1963. Além de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, a Seleção tinha os santistas Gylmar, Lima e Zito (Rildo ainda não tinha sido contratado pelo Santos). Os “intrusos” são Roberto Dias (3º de pé) e Eduardo. Em tempo: a Seleção ganhou por 2 a 1, de virada, com gols de Coutinho e Pelé.


Seis santistas participaram do jogo de maior público da história da Seleção Brasileira. Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel, Rildo, Pelé e Edu jogaram na vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai que classificou o Brasil para a Copa de 70. Gol de Pelé, em jogada de Edu, aos 32 minutos do segundo tempo. Público pagante: 183.341 pessoas. Data: 31 de agosto de 1970.

O Coritiba e o Brasileiro merecem cuidados

O jogo deste domingo, às 11 horas, na Vila Belmiro, contra o Coritiba, é daqueles que não deveria preocupar o santista. Mas preocupa. Será que o time que mostrou tão pouco diante do Atlético Mineiro, poderá mudar radicalmente seu comportamento só porque a partida é no Urbano Caldeira? Esperamos. Mas há uma pulga atrás da orelha. Esse Coritiba matreiro do Gilson Kleina estreou com uma vitória sobre o Cruzeiro. Merece respeito e cuidados. Aliás, o torcedor percebe que o Santos deverá ter muito cuidado nesse Brasileiro.

A teoria da conspiração é a de que o fato de não assinar com a Globo e ter puxado a fila dos clubes que assinaram com o Esporte Interativo, fará o Santos ser perseguido nesse campeonato pela rede carioca de televisão e, consequentemente, pela Confederação Brasileira de Futebol, parceira tão próxima da emissora que altera a tabela da competição a seu pedido. Não chego a tanto. Acho que o Santos, para ter sucesso nesse Brasileiro, dependerá, basicamente, dele mesmo. Mas não custa se prevenir.

Não sei qual é o grau da contusão no joelho de Ricardo Oliveira, mas confesso que fiquei contente de saber que ele pediu dispensa da Seleção Brasileira que jogará a Copa América. Gostaria que Lucas Lima, também machucado, e Gabriel, ainda muito distante de ser o craque que alguns, suspeitamente, apregoam, preferissem o Santos. Algo me diz que serão usados e devolvidos, aos bagaços, à Vila Belmiro.

No auge do nosso futebol, quando três Copas do Mundo foram conquistadas em 12 anos, Santos e Seleção Brasileira de confundiam. João Saldanha incluiu nove santistas entre as suas “feras” e seis deles foram titulares em todos os jogos das Eliminatórias para a Copa de 1970. Depois, admitiria que ajudou a falir o Santos ao tirar-lhe todos os craques durante um ano (o Santos ficou sem quase todos os seus titulares em boa parte de 1969 e durante todo o primeiro semestre de 1970).

Em 2005, desfalcado de Robinho e Léo, chamados para a Seleção que disputava a Copa das Confederações, o Santos acabou eliminado pelo Atlético Paranaense nas quartas-de-final da Copa Libertadores. Tinha mais time e era franco favorito para passar não só pelo Atlético, mas também pelo Chivas Guadalajara, na semifinal, pois o time mexicano, mais preocupado com seu campeonato nacional, usou reservas na Libertadores.

O tempo ensina. Hoje Robinho deve saber que só não foi coadjuvante no Santos. Teve até bons momentos na Seleção, mas jamais foi lá o mesmo astro que brilhou no Alvinegro Praiano. Léo, então, perdeu tempo de ir para a Seleção para ser um eterno reserva, enquanto o Santos deixava escapar uma enorme oportunidade de chegar a mais uma final de Libertadores.

Acho que Lucas Lima é um jogador mais completo e pode ajudar o time de Dunga, mas Gabriel, enquanto não aprimorar seus fundamentos, principalmente o domínio e o chute com o pé direito, estará arriscando sua imagem e sua carreira ao aceitar tanta responsabilidade. Um dia uma bola decisiva sobrará para seu pé cego, e a falha, se provocar uma derrota importante do Brasil, poderá jogar sua carreira no ostracismo, como fez com tantos outros “craques” instantâneos.

Enfim, o Santos já foi a carne, os ossos, o esqueleto, enfim, o corpo da Seleção Brasileira. Dele, extraíram todo o seu sangue. Sobrou a alma, que é sua história, tão importante que não pode ser esquecida. Essa história é que faz o santista se lembrar que o time para o qual torce já foi o melhor do mundo. Poderá voltar a sê-lo? É a nossa esperança. Para quem já conhece, o caminho talvez não seja tão árduo.


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Santos x Coritiba
Vila Belmiro, 21/05/2016, 11 horas
Segunda rodada do Campeonato Brasileiro
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Lucas Lima); Gabriel e Joel (Ricardo Oliveira). Técnico: Dorival Júnior.
Wilson, Dodô, Luccas Claro, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos, Ruy, Cesar González e Vinícius (Negueba); Kleber Gladiador. Técnico: Gilson Kleina.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Pablo Almeida Costa e Celso Luiz da Silva, todos de Minas Gerais.

Minha opinião: O Santos é favorito e deverá ser mais ofensivo. Acho que Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão poupados. Algo me diz que Vitor Bueno e Ronaldo Mendes terão boas atuações e poderão até marcar gols. Porém, esse Coritiba é melhor do que o do ano passado e já está se prevenindo desde já para não sofrer na zona de rebaixamento, como ocorreu em 2015. Só espero que o Alan Santos não marque gol contra seu ex-time.

E você, o que acha disso?


Humildade é essencial

O Santos que enfrenta o São Paulo nesse domingo, às 18h30, na Vila Belmiro, pode ser considerado um time misto, já que não contará com os cinco jogadores que servem às Seleções Brasileiras e também está sem o titular David Braz, voltando de contusão. Porém, há um lado positivo: o time terá muitos jogadores querendo mostrar serviço, jogando ao lado de seu torcedor e diante de um adversário que tem sido motivador para os santistas. Por fim, a humildade dos reservas guarda o espírito apropriado que um time de futebol deve ter, sempre, como ficou provado, mais uma vez, no jogo da Seleçãozinha Brasileira diante do Uruguai.

Digo Seleçãozinha porque é um time de jogadores pequenos, no tamanho e no futebol. Um bando de desconhecidos dos quais a gente só reconhece Daniel Alves e Neymar. Os dois únicos grandões, David Luiz e Miranda, me fizeram ver com melhores olhos a dupla de zaga santista. Caramba, nunca imaginei que um dia a Seleção teria dois becões tão ruins.

Engraçado é que Dunga só fez entrar os santistas Ricardo Oliveira e Lucas Lima quando a viola já estava em cacos. Se ganhasse, a glória seria do bando de anõezinhos; como caminhava para a derrota, entraram os santistas. Colocar Lucas Lima em campo aos 41 minutos da segunda etapa é sacanagem. Ricardo Oliveira entrou aos 32 minutos, mas não pegou na bola. Todo mundo embolou na área do Uruguai querendo fazer o gol da vitória e, como ele não recebeu um passe, virou um espectador.

Estamos cansados de saber que a Seleção Brasileira não está mais entre as principais do mundo, mas parece que Dunga e os jogadores ainda não sabem. O individualismo do time é decepcionante. Longe do organizado Barcelona, Neymar volta a ser o moleque irresponsável que foi durante seus últimos tempos no Santos. Ele não tem o mínimo perfil para ser o capitão do time, pois é irritadiço, não sabe comandar pelo exemplo e só joga melhor quando é colocado em uma posição de coadjuvante, como ocorre no Barcelona, time no qual se contenta em ser mais um servidor do Messi.

Com 2 a 0 era para cadenciar o jogo, atacar na boa, marcar bem Suárez e Cavani, os dois uruguaios que poderiam mudar a sorte da partida, como realmente mudaram. Mas todos esses medíocres e egocêntricos jogadores brasileiros querem fazer de cada vez que pegam na bola um momento viralizante na Internet. Falta-lhes autocrítica para reconhecer o verdadeiro tamanho de seu futebol e falta-lhes inteligência para perceber que o sucesso de cada um depende do sucesso de toda a equipe.

Bem, como os amigos santistas podem perceber, ainda torço e me incomodo com o mau futebol da Seleção, ela que era uma extensão do Santos no período áureo do futebol brasileiro, de 1958 a 1970. Mas, é claro, o jogo mais importante para nós é mesmo o desse domingo, diante do São Paulo.

Leio a escalação e acho que pode ser um bom time, se os reservas aproveitarem a oportunidade para provar que merecem ser titulares. Com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju; Alison, Renato, Serginho e Rafael Longuine; Paulinho e Joel o Santos pode jogar e vencer bem. Eu confio.

O São Paulo, com Michel Bastos no lugar de Ganso, deverá ser escalado por Bauza com Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Daniel; Centurión, Michel Bastos e Calleri.

O ingresso está barato, o clima é bom, o time está na liderança de seu grupo, o adversário não passa por uma boa fase, ou seja, as condições são propícias para o torcedor lotar o Urbano Caldeira e empurrar o time para mais uma vitória em um Sansão. Torçamos.

E você, o que espera do Santos no clássico?


Santos, líder do Ibope em 2015

Melhores lances do jogo de maior Ibope do futebol brasileiro em 2015:

Como já esclareci em muitos textos anteriores deste blog, está provado que os jogos de futebol que dão mais audiência na tevê são os decisivos, as partidas finais dos campeonatos. Assim, nunca saberemos que time dará maior Ibope em uma competição a não ser depois que ela termine. E em 2015, quando já temos as definições de todas as competições disputadas no Brasil, é possível dizer que a maior atração do futebol na tevê foi o Santos.

Presente nas maiores audiências do Campeonato Paulista, do qual foi campeão, e da Copa do Brasil, em que jogará a final, o Santos ainda tem Ricardo Oliveira, o maior artilheiro do Brasil este ano; Lucas Lima, a maior expressão técnica do futebol nacional nesta temporada; é o único time do País com dois titulares na Seleção Brasileira e é sempre lembrado como a equipe formadora do astro Neymar, que este ano concorre novamente ao posto de melhor jogador do mundo.

Como já dissemos, há vários indícios da grande popularidade do Santos no Brasil, como a terceira posição na fidedigna e abrangente Timemania, a quinta posição nas pesquisas de torcida pelas redes sociais da Internet, o número de visualizações no seu canal no Youtube, que coloca a SantosTV como a quinta mais assistida no mundo… Enfim, evidências não faltam. Mas vamos falar, exclusivamente, do Ibope na TV.

No Campeonato Paulista, depois de muito tempo, a TV Globo transmitiu um jogo na tarde de domingo sem a presença do alvinegro de Itaquera, o seu time protegido. E o que ocorreu? Santos e Palmeiras, na Vila Belmiro, superaram a audiência de vários jogos da Copa Libertadores deste ano que tinham como protagonista o parceiro da Globo.

Clique aqui para saber que o clássico Santos e Palmeiras, na Vila, superou a audiência de vários jogos da Copa Libertadores deste ano.

A maior audiência do Campeonato Paulista veio da partida decisiva, na Vila Belmiro, em que o Santos venceu o Palmeiras no jogo e na disputa de pênaltis. A partida deu cerca de 23 pontos na Globo e 6,2 pontos na Band, somando cerca de 29 pontos no total. A história se repetiu na Copa do Brasil, que só passou a ter bons índices de audiência com os jogos do Santos.

Clique aqui para saber que o Santos começou a levantar a audiência da Copa do Brasil.

Santos x São Paulo deu mesmo Ibope de Galo x alvinegro de Itaquera

Perceba nas duas matérias a seguir que o jogo entre Santos e São Paulo, pela Copa do Brasil, atingiu os mesmos 29 pontos de audiência de Atlético Mineiro e alvinegro de Itaquera, este último o de maior Ibope no Campeonato Brasileiro, com o detalhe de que na TV Globo o jogo do Santos teve mais espectadores:

Esta matéria fala do jogo de maior audiência no Campeonato Brasileiro.

Esta fala do jogo Santos e São Paulo, pela Copa do Brasil, que deu a mesma audiência do jogo decisivo do Brasileiro: 29 pontos, com liderança na TV Globo.

Final da Copa do Brasil baterá todos os recordes do ano

Ninguém duvida de que os dois jogos entre Santos e Palmeiras, pela decisão da Copa do Brasil – marcados para as noites de quarta-feira 25 de novembro, na Vila Belmiro, e 2 de dezembro, no Allianz Parque – obterão a maior audiência do futebol brasileiro em 2015. Isso ocorrerá não só pela popularidade desses dois times, mas também pela qualidade esperada dos jogos e também pela importância dos confrontos, que decidirão o título da Copa do Brasil e uma vaga para a Copa Libertadores de 2016.

Diante desses números, é pertinente perguntar se é justo manter esse sistema de distribuição de cotas de tevê estabelecido pela Rede Globo, que destina a um clube como o rubro-negro carioca, que não conquistou nenhum título e não chegou sequer a nenhuma final este ano, um valor que é mais do que o dobro daquele que será destinado ao Santos e 60 milhões de reais a mais do que a verba de Palmeiras e São Paulo?

Obviamente, o sistema implantado pela Rede Globo joga a meritocracia no lixo e vai na contramão das fórmulas bem-sucedidas empregadas na Alemanha e na Inglaterra, países que mantém os campeonatos nacionais mais prósperos e competitivos.

A Globo é a emissora certa para o futebol brasileiro?

Várias enquetes já provaram que o torcedor brasileiro prefere que os jogos noturnos de futebol comecem às 21 horas, no máximo. Para quem precisa acordar cedo para trabalhar, ou estudar, esse horário das 22 horas é proibitivo. Pesquisas mostram que o público nos estádios era bem maior quando os jogos noturnos começavam mais cedo.

Esse horário também é ruim para os atletas. Segundo fisiologistas, os jogadores não deveriam ser expostos a tanto esforço físico e psicológico em horário tão tardio, o que prejudica seu rendimento e, principalmente, o seu descanso. Porém, indiferente às queixas, a Globo insiste em colocar os jogos às 22 horas, depois da sua tradicional novela.

Outro detalhe que coloca em xeque a posição da Globo como a tevê dominante do futebol brasileiro são as investigações de corrupção nas quais ela é acusada. Há fortes suspeitas de que a emissora deu propina a Ricardo Teixeira, presidente condenado por corrupção. Será ético manter a Globo no comando do nosso futebol enquanto as investigações não forem concluídas? Analise você mesmo:

Is the Globo the right TV channel for Brazilian football?

Several polls have proven that the Brazilian fans prefer the night football games begin at 21 hours at most. For those who need to get up early for work or study, this time of 22 hours is prohibitive. Polls show that the public in the stadium was bigger when night games began earlier.
  
This time is also bad for athletes. According to physiologists, players should not be exposed to both physical and psychological stress at such late hours, degrading its performance and especially your rest. However, indifferent to the complaints, the Globo insists on putting the games at 22 hours, after his traditional novel.

Another detail that calls into question the position of the Globo as the dominant TV Brazilian football are the corruption investigations in which she is accused. There are strong suspicions that the station gave bribes to Ricardo Teixeira, president convicted of corruption. Is it ethical to keep the Globo in charge of our football while investigations are not completed? Analyze yourself:

Jogo do Brasil e o assassinato do santista

Para não dizer que não falei do jogo desta noite, entre Argentina e Brasil, lembrarei que há um mês estava em Buenos Aires e pude perceber a importância que já davam a esta partida, para a qual vão se entregar de corpo e alma pela vitória. Não creio que o Brasil sairá de lá com a vitória e digo mesmo que, apesar de torcer muito para queimar minha língua, o resultado mais lógico é a vitória da Argentina.

Jogo do Brasil adiado para esta sexta-feira, às 22 horas
Devido à chuva intensa, que alagou o gramado do Estádio Monumental de Núñez, o jogo Argentina e Brasil foi transferido para esta sexta-feira, às 21 horas locais, 22 horas do Brasil. O interessante é que a Fox deu a notícia com cinco minutos de antecedência com relação ao Sportv, que mesmo com uma equipe numerosa em Buenos Aires, demorou para perceber que o jogo já tinha sido adiado.

Sobre a morte do santista agredido covardemente em um posto de gasolina da Zona Leste por um torcedor do Palmeiras, só alerto que não devemos generalizar. Palmeirenses não são piores nem melhores do que santistas. Esses que mataram não passam de animais assassinos e usam o futebol como desculpa para demonstrar seu ódio dos seres humanos.

Espero que não haja vingança, que os responsáveis sejam detidos e o futebol, aos poucos, possa voltar a ser apenas um esporte – importante, posto que é a expressão da alma brasileira, mas ainda assim apenas um esporte.

É muito triste ver um ser humano morrer assim. O futebol não pode continuar sendo desculpa para a sanha de animais.

E você, o que acha disso tudo?


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