Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Serginho Chulapa (page 1 of 3)

Vai faltar povo…

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Vai faltar povo…

O Santos recebe o Flamengo nesta quarta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro, com a difícil tarefa de vencer por mais de dois gols de diferença para passar para a semifinal da Copa do Brasil. A missão é difícil, mas não impossível. A volta de Ricardo Oliveira pode proporcionar ao Alvinegro os gols que ele precisa. Uma coisa é certa, porém: o jogo será assistido, no estádio, por muito menos torcedores do que deveria.

Informações dão conta de que a diretoria do Santos tentou transferir o jogo para o Pacaembu, estádio mais condizente com a grandiosidade do espetáculo, mas a CBF e a Polícia Militar vetaram porque no mesmo horário haverá um jogo pela importantíssima Copa Sul-americana entre o Alvinegro de Itaquera e o conhecidíssimo Patriotas. Assim, um dos grandes clássicos do futebol brasileiro ficará prejudicado por um joguinho de terceira categoria. Depois, ficam perplexos quanto a Seleção toma de 7 a 1 em uma Copa do Mundo em casa…

Nos tempos em que a meritocracia imperava no futebol e os brasileiros podiam ir aos estádios para, realmente, ver os melhores times e jogadores do mundo, Santos e Flamengo arrastavam multidões para seus duelos. Veja você, amigo leitor e amiga leitora, que dos oito jogos de maior público do tradicional Torneio Rio São Paulo, o único que se repetiu foi Flamengo e Santos, ambos no Maracanã: em 11 de março de 1961 o Santos goleou o rubro-negro por 7 a 1, diante de 87.868 pessoas, e em 6 de fevereiro de 1997 empatou em 2 a 2, conquistando o título do torneio daquele ano, em jogo assistido por um público de 70.729 torcedores.

No Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputado de 1967 a 1970, o único jogo com a presença de um time paulista que figura entre os dez maiores públicos é justamente Santos e Flamengo, que em 15 de setembro de 1968 atraiu 78.022 pessoas ao Maracanã. A partida foi vencida pelo Santos por 2 a 0 e, como se sabe, o Alvinegro Praiano também foi o vencedor do campeonato, conquistando assim o seu sexto título brasileiro.

Se falarmos do Campeonato Brasileiro, a popularidade do clássico é ainda mais ressaltada. Para começar, a finalíssima do título de 1983, jogada no Maracanã, em 29 de maio de 1983, detém o recorde oficial de público de uma partida entre clubes brasileiros, com 155.523 torcedores.

Naquele mesmo Campeonato Brasileiro de 1983 o Santos enfrentou duas vezes o Flamengo no Morumbi. Na primeira partida, pela fase de classificação, venceu por 3 a 2, diante de 111.111 espectadores; na segunda, o primeiro jogo da decisão, venceu por 2 a 1 com um público de 119.984 pessoas. Veja que coisa curiosa: somando-se apenas esses dois públicos do Morumbi já se chega a 231 mil pessoas, cerca de 18 mil a mais do que todo o público somado dos 19 jogos do Santos, como mandante, no Campeonato Brasileiro de 2016 (213.275 torcedores).

Bem, é evidente que o palco natural para os encontros entre Santos e Flamengo só pode ser estádios com capacidade pra 40 mil pessoas ou mais. A Vila Belmiro e a Ilha do Urubu são apenas paliativos de um tempo difícil. Menos mal que a quantidade de torcedores não influi na qualidade do espetáculo, como se viu em 27 de julho de 2011, quando apenas 12.968 pessoas apreciaram, na Vila Belmiro, o jogaço que terminou 5 para o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e 4 para o Santos de Neymar.

Previsão e times

Uma goleada do Santos é difícil, mas não impossível. O Flamengo tem um bom time do meio de campo para a frente, mas sua defesa é vulnerável. Alguns de seus jogadores cansam muito no segundo tempo. Se mantiver a pressão e a motivação constantes, o Santos poderá conseguir o resultado do qual precisa.

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (ou Daniel Guedes), David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Yuri, Vecchio, Lucas Lima; Bruno Henrique, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.

Flamengo: Thiago, Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco (Renê); Márcio Araújo, Cuéllar e Diego; Berrío, Everton e Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Estamos correndo contra o tempo para lançar o livro mais importante da história do Santos, mas sem o seu apoio será impossível! Participe da campanha de pré-financiamento de “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, um livro único, que vale por um título mundial, e tenha o seu nome impresso nessa edição histórica! Essa oportunidade tem prazo limitado.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

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Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nesta fase de pré-lançamento.

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Chulapa está certo!

O técnico interino Serginho Chulapa está certo ao dizer que os técnicos brasileiros de hoje, no geral, são acomodados e aproveitadores. Agem assim porque os dirigentes dos clubes não entendem nada de futebol e não são bons administradores. Muitos desses dirigentes procuram um clube para tirar dele o dinheiro que não conseguiram ganhar trabalhando no mercado normal, em que é preciso currículo e eficiência para se ter um bom salário. Assim, para esses cartolas paraquedistas, é cômodo pagar caro a um técnico afamado e deixar que ele comande o time do jeito que quiser.

Veja, querido leitor e querida, bem-vinda e rara leitora (pela enquete, só 1% dos leitores deste blog são mulheres, que coisa…): No mesmo domingo em que o decantado Tite perdia para Serginho Chulapa na Vila Belmiro, em partida na qual o Santos jogou sem seis titulares; o discutido Dunga, histriônico técnico da Seleção Brasileira, enchia o time de volantes para, pasmem, agüentar a pressão e segurar a vitória contra a Venezuela, país cujo esporte mais popular é o beisebol.

Note, portanto, que os clubes brasileiros foram induzidos a pagar fortunas para técnicos que resolvem muito pouco. Só para lembrar, nomes há pouco cantados em prosa e verso, como Mano Menezes, Muricy Ramalho, Leão, Felipão e outros aos e inhos, estão vagando por aí ou já penduraram a prancheta. Se fossem tão bons, teriam lugar reservado nos grandes clubes.

Robinho e Lucas Lima vão embora mesmo

Acho que há uns dois meses postei um artigo exortando os santistas a irem a um jogo do Santos na Vila Belmiro, pois poderia ser a última vez que veríamos Robinho e Lucas Lima no Santos. De lá para cá muito se falou, se prometeu, mas a verdade é que o clube não tem como bancar os salários que o mercado pode pagar a ambos. Só mesmo uma parceria com um patrocinador poderia resolver a questão, mas essa parceria é bem improvável.

Contra a Venezuela, Robinho mostrou que é titular absoluto da Seleção de Dunga. Deixá-lo no banco enquanto Firmino, Fred e quetais usam a camisa amarelinha, é brincadeira de mau gosto. Lucas Lima é outro que tem lugar garantido no Escrete. Ambos estão por cima da carne seca. Os dois e mais Neymar, Willian e Daniel Alves farão a bola correr redondinha no time do Dunga. Não há, infelizmente, como o Santos segurar jogadores tão valorizados pelo mercado. Paciência.

Ao que tudo indica, Robinho irá para o Querétaro, do México, no lugar de estrela que antes era de Ronaldinho Gaúcho. E Lucas Lima é cotado no Milan. Talvez os nomes dos clubes mudem, mas o certo é que deverão ir e o santista deve se conformar. O jeito é contar com o que é possível , preparar melhor e valorizar os garotos, efetivar Rafael Longuine como titular e seguir em frente.

Time dos Sonhos será relançado, pode confiar. E apoiar

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Tenho encontrado santistas com algumas dúvidas com relação “a esse negócio de crowdfunding”, ou financiamento coletivo. Querem saber, por exemplo, se o livro Time dos Sonhos será republicado mesmo que o total arrecadado com a campanha fique muito aquém da meta de 70 mil reais; se haverá coquetel de lançamento se um número muito pequeno de pessoas comprar essa recompensa; se nenhum patrocinador adquirir uma das três cotas de 10 mil reais; se…; se…

A todos respondo o mesmo. Time dos Sonhos será reimpresso, com uma qualidade gráfica equivalente ou superior à original: no mesmo formato 21 x 25 cm, com as mesmas 528 páginas, com o miolo em papel offset 90 gramas, a capa em papel Cartão Royal e lombada quadrada. Enfim, um livro atraente, para você guardar com carinho e consultar sempre que quiser lembrar passagens marcantes da história do Santos desde a sua fundação até o título brasileiro de 2002.

Quem garante que o livro será publicado é o autor da campanha, no caso este humilde blogueiro que vos fala. E a vantagem de se associar à campanha desde já é pegar um preço melhor pelo livro e pelas recompensas e já garantir o nome no último capítulo, o que só pode ser feito antes da impressão da obra, obviamente.

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Michel Laurence ganha “livro homenagem” com causos do futebol
Por Rafael Miramoto


Repórter, Michel foi escalado para cobrir o Santos e acabou se apaixonando pelo time e por Pelé. O projeto do livro, iniciado pelo jornalista, foi concluído pela esposa Rose Guirro e será lançado pela Realejo Livros

Um dos mais importantes e influentes jornalistas esportivos das últimas décadas, o franco-brasileiro Michel Laurence, falecido em 2014, será homenageado com um livro de causos sobre Futebol e Jornalismo. O projeto, ensaiado pelo próprio Laurence nos últimos anos de vida, está sendo realizado pela Realejo Livros, com textos reunidos pela esposa, Rose Guirro, com supervisão do editor José Luiz Tahan.

Com o título ‘Michel Laurence – Causos da Bola’, o livro reúne histórias narradas pelo próprio Laurence (que construiu uma trajetória de 51 anos no jornalismo esportivo) e tem prefácio dos narradores Galvão Bueno e Cléber Machado, da TV Globo, onde trabalhou por vários anos e construiu uma relação de amizade com ambos.

A pré-venda já teve início através do portal de ‘crowdfunding’ (financiamento coletivo) Kickante, com recompensas a partir de R$ 15,00. Entre elas, por R$ 50,00, o comprador pode ter seu nome impresso no livro, entre os agradecimentos, e garantir vaga no evento de lançamento, que acontecerá no restaurante Lenhareto, em São Paulo, o preferido do jornalista. O endereço da campanha éwww.kickante.com.br/michel.

Michel Laurence, uma vida para o jornalismo esportivo

Ao longo de 51 anos dedicados ao jornalismo esportivo, Laurence cobriu oito Copas do Mundo, integrou a primeira equipe da revista Placar e foi um dos criadores do troféu Bola de Prata, dado anualmente pela revista aos melhores jogadores do Campeonato nacional desde 1970.

Ganhou um Prêmio Esso com uma série de reportagens chamada ‘O jogador é um escravo’ (Jornal da Tarde) e, com sua série de reportagens “A falência dos cartolas”, inspirou a criação do modelo atual do Campeonato Brasileiro.

“No Jornal da Tarde, conheceu Pelé, pois pediu para cobrir o Santos, que virou seu time de coração. Escreveu reportagens antológicas com Pelé, como uma exclusiva na qual o jogador contou a ele que iria parar de jogar”, conta Rose Guirro.

Na TV Globo, participou do nascimento do “Globo Esporte” e da transformação do “Esporte Espetacular” (que era composto por vídeos norte-americanos) em um programa feito no Brasil. Na TV Cultura, foi um dos responsáveis pelo lançamento dos programas “Cartão Verde” e “Grandes Momentos do Esporte”.

Em 2008, lançou o blog “Jogo Mais que Perfeito”, no IG, onde contava seus causos – muitos dos quais estão no livro.

E você, o que acha disso tudo?


Empresa do pai de Neymar quer aumento para Marcelo Fernandes

Após mais de 54 milhões de apostas, em todo o Brasil, Santos foi o terceiro mais apostado no teste 722 da Timemania

Exatas 54.001.011 apostas foram feitas no teste 722 da Timemania, realizado na última quarta-feira, 7 de maio. O Santos ficou em terceiro, com 1.868.435 apostas, 3,46% do total. O time mais votado foi o Flamengo, com 5,21% (menos de 2% do total a mais do que o Santos). Confira:

Colocação Clube UF TOTAL % Total
1º FLAMENGO RJ 2.812.460 5,21%
2º CORINTHIANS SP 2.510.343 4,65%
3º SANTOS SP 1.868.435 3,46%
4º SAO PAULO SP 1.858.871 3,45%
5º PALMEIRAS SP 1.730.957 3,21%
6º GREMIO RS 1.634.263 3,03%
7º VASCO DA GAMA RJ 1.484.235 2,75%
8º INTERNACIONAL RS 1.433.252 2,66%
9º CRUZEIRO MG 1.366.659 2,53%
10º BOTAFOGO RJ 1.314.431 2,44%
11º ATLETICO MG 1.225.020 2,27%
12º BAHIA BA 1.184.462 2,20%
13º FLUMINENSE RJ 1.166.020 2,16%
14º FORTALEZA CE 1.031.526 1,91%
15º GOIAS GO 910.063 1,69%

Empresa do pai de Neymar quer aumento para Marcelo Fernandes

O futebol é mesmo um campo vasto para experiências e descobertas. Quando a gente pensa que já viu tudo, eis que surge mais uma. Agora ficamos sabendo que a empresa do pai de Neymar assinou contrato com Marcelo Fernandes, técnico do Santos, para gerenciar sua carreira. E uma das primeiras medidas para valorizar o treinador santista é conseguir um aumento de salário para ele. Ao menos é o que diz a matéria de A Tribuna:

A empresa quer fazer com Fernandes o que foi feito com Neymar, um modelo de gestão. O objetivo é que a carreira do treinador cresça junto com a marca. A primeira ação é a busca por um aumento no salário de Marcelo, que ainda está longe do padrão brasileiro.”

Pera aí. Vamos por partes. Valorizar um profissional começa por qualificá-lo melhor, fazendo, por exemplo, com que estude métodos modernos de treinamento, de trabalho em equipe, cumpra estágio nos grandes clubes do mundo, participe de congressos e por aí vai. Pedir aumento de salário é a última etapa desse processo.

Neste trecho que tirei da matéria de A Tribuna lemos que “o salário de Marcelo ainda está longe do padrão brasileiro”. E eu digo que ainda bem, pois é justamente por isso que ele foi efetivado e é o técnico do Santos. Sem nenhuma experiência na direção de equipes profissionais, ele foi uma aposta que, com a ajuda dos jogadores, da direção, de todos – até este blog, humildemente, deu sua parcela de apoio ao novo técnico – conseguiu se firmar no cargo. Mas daí a falar em aumento vai uma grande diferença.

Até porque o rapaz já teve um reajuste. Sei lá se ganha 20, 30 mil por mês. De qualquer forma, está excelente para quem ainda está aprendendo os macetes da profissão e ainda se diz discípulo de Muricy Ramalho e Oswaldo de Oliveira. Em outras atividades a pessoa trabalha bem durante um ano, dois, três, para ter um pequeno aumento. O futebol parece a terra prometida de leite e mel. Começou, conseguiu alguma coisinha, já quer mais dinheiro.

Pois, com toda a sinceridade, eu digo que se o Santos não estivesse na penúria em que está, se houvesse muito dinheiro em caixa, Marcelo Fernandes não seria o técnico contratado. Contribuiu demais para sua oportunidade o fato de o clube estar vendendo o almoço para comprar a janta. Espero que, em despeito dos conselhos que deve estar recebendo dos expertos da empresa de Neymar pai, ele não perca de vista que só está no cargo porque é barato e porque o universo santista conspirou a favor dele.

O padrão brasileiro de salários de técnicos de futebol está totalmente fora da realidade. Pelo que sabem, pelo que produzem, pelo que trabalham, os técnicos nacionais jamais deveriam receber salários superiores a, digamos, cinqüenta mil reais por mês. Sei que a experiência, o feeling, o trato com os jogadores é importante, mas um técnico deve ser um especialista em métodos de treinamento, em táticas, em relacionamento com atletas e trabalho em equipe, e isso, quantos treineiros brasileiros são?

Para se manter atualizado com o que se faz de mais moderno no primeiro mundo do futebol, é preciso, no mínimo, entender Inglês e Espanhol para acompanhar as publicações especializadas, participar de congressos, manter contato e intercâmbio com os melhores treinadores do planeta. Se a empresa do pai de Neymar pretende fazer isso com o técnico do Santos, ótimo, mas primeiro realmente faça, mostre resultados, e só depois pense em conseguir-lhe uma melhor remuneração.

Tudo também é uma questão de resultados, de cumprir metas. Ganhar o Paulista foi ótimo, mas o prêmio pela conquista já foi dado e o primeiro contrato assinado. Agora vem a prova de fogo, ou as provas de fogo, que são a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. A estréia já foi decepcionante, amargando um empate com um time que quase foi rebaixado no Campeonato Catarinense. Agora virá o Cruzeiro, em casa. Vamos desenhando… De acordo com o andar da carruagem veremos até onde vai a competência e o jogo de cintura de Marcelo Fernandes para montar um time competitivo apesar das dificuldades financeiras do clube.

Pois, se já nesses dias, o técnico entrar na sala de Modesto Roma e pedir aumento, acho que não restará outra opção ao presidente do que pegar o celular e chamar o Serginho. E se o Chulapa também quiser ganhar muito, que chame o Pepinho. Em vez de se pagar fortunas aos técnicos, que se reserve o dinheiro para manter os melhores jogadores.

E você, acha que Marcelo Fernandes já merece aumento?


Melhor Impossível!

Amigos, desculpem se não postei logo depois do grande, do enorme triunfo de ontem. Estou em um lugar sem sinal de Internet. Tive de caminhar um bocado para encontrar uma pousada com sinal e agora, diante de um mar enorme, falo do inesquecível domingo dos santistas.

Tudo correu bem. O domínio do Santos começou no primeiro minuto de jogo e só terminou no último. 2 a 1 foi pouco. Geuvânio é gênio! Só precisa dosar melhor suas energias. Robinho sentiu de novo a contusão, mas no primeiro jogo da final, contra o aguerrido Palmeiras, certamente estará em campo.

Como o Palmeiras quererá jogar em sua arena novinha, o Santos, pelo jeito, decidirá o título na Vila. O adversário tem muito valor, mas não dá para não acreditar no título. Esses alegres e solidários rapazes, o técnico Marcelo Fernandes e seu fiel escudeiro Serginho merecem. Não deixaram a peteca cair em um só momento.

Com já disseram, o Santos fará sua sétima final consecutiva do Paulistão, o que quer dizer que por sete anos seguidos ficará no mínimo em segundo lugar no campeonato. Pesquisei na história do Paulista para ver se outro time já tinha obtido essa façanha. Descobri que sim.

Houve uma equipe que em oito anos foi seis vezes campeã e duas vezes vice. Qual foi? Qual foi?

Ora, o mesmo Santos, de 1955 a 1962, foi campeão seis vezes (1955/56/58/60/61/62) e vice em 1957 e 1959. Enfim, mais marcas expressivas para a história do Glorioso Alvinegro Praiano.

E agora, o que esperar do Santos na final?


Nem Pep Guardiola faria melhor. Santos de interino goleia Botafogo

Santos cai para quarto na Timemania em 2015

Colocação Clube UF TOTAL % Total
1º FLAMENGO RJ 1.327.259 5,25%
2º CORINTHIANS SP 1.186.414 4,69%
3º SAO PAULO SP 866.596 3,42%
4º SANTOS SP 863.958 3,41%
5º PALMEIRAS SP 800.967 3,17%
6º GREMIO RS 759.783 3,00%
7º VASCO DA GAMA RJ 680.377 2,69%
8º INTERNACIONAL RS 678.795 2,68%
9º CRUZEIRO MG 674.141 2,66%
10º BOTAFOGO RJ 615.525 2,43%

Costumo dizer que a única diferença entre os técnicos brasileiros é que uns são caros, outros baratos. Quem é Marcelo Fernandes, que estreou nesse domingo comandando o Santos que venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 3 a 0, fora de casa? É apenas um interino, um técnico do showbol, mas como entende o mínimo de futebol, teve o auxílio de Serginho Chulapa e contou com a colaboração dos jogadores, que não fizeram corpo mole, o Santos ganhou por 3 a 0, sem susto.

Se o rendimento de um time depende da colaboração dos jogadores, então que se mantenha o interino por um período de experiência, ora. Se o time continuar vencendo, que o clube lhe ofereça um contrato bem abaixo do que se paga por aí. E se o interino não quiser, que se promova outro interino. Pois os técnicos são todos iguais.

Sim, os jogadores correram pelo técnico interino Marcelo Fernandes e, mesmo sem Robinho, o Santos venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 3 a 0, em Ribeirão, com indiscutível superioridade. O ataque criou boas chances e a defesa pouco permitiu ao time local, formado por muitos jogadores experientes.

No começo, parecia que seria mais difícil, já que o Botafogo marcava a partir da linha do meio-campo, mas aos poucos o Santos controlou a partida, comandado pela habilidade e mobilidade de Lucas Lima, hoje um dos melhores meias do futebol brasileiro.

Passei dez meses indo toda semana para Ribeirão Preto, onde fui editor do selo jovem da Editora Novo Conceito, uma das que mais vendem romances no Brasil. Peguei carinho pelas pessoas, pela cidade, uma metrópole pulsante do rico Interior Paulista. Pelo censo de 2014 tem 658.059 habitantes e é acidade que mais cresceu entre os municípios paulistas, mais até do que São Paulo. Algo me diz que um dia ela terá um grande time de futebol. Pode ser o Botafogo, ou o Comercial, mas um deles será grande.

O gramado do estádio Santa Cruz estava bonito. Nas arquibancadas, acredito que a torcida do Santos fosse maior. Há muito santista na cidade e região. Quando a partida começou, foi o Santos quem adotou uma postura mais ofensiva. Porém, não havia espaço. O Botafogo marcava a partir da linha de meio-campo.

Time com muitos jogadores rodados, como André Santos, Eli Sabiá e Zé Roberto, entre outros, o Botafogo de Ribeirão merece cuidados. Com dificuldade para penetrar na área, o jeito era arriscar de longe, e foi o que Ricardo Oliveira fez aos 12m55s, mandando a bola por cima do travessão. Aos 14 minutos Gabriel veio driblando e chutou de fora da área, mas a bola saiu fraca e na direção do goleiro.

O jogo prosseguiu morno até que em um escanteio pela esquerda Lucas Lima bateu na cabeça de Ricardo Oliveira, que resvalou para trás e acabou servindo o zagueiro Werley, que acertou potente cabeçada para abrir o marcador aos 22m48s.

Aos 24m35 Gabriel recebeu um belo passe e ficou mano a mano com o último defensor do Botafogo. Com bom arranque, rápido, era o momento do garoto tentar uma jogada individual e, quem sabe, marcar um golaço, mas tentou passar e perdeu a bola.

Aos 27m25s André Santos acertou um chute forte de fora da área e Vanderlei espalmou para escanteio. O Botafogo continuou buscando o empate e teve sua melhor chance aos 30m41s, quando Werley deu um presente para Rodrigo Andrade, que da marca do pênalti chutou para fora.

Aos 33 minutos, por esperar o time se colocar antes de bater o tiro de meta, Vanderlei recebeu o cartão amarelo. Essa mania irritante dos goleiros do Santos demorarem para repor a bola já vem desde Rafael.

Segundo tempo: dois gols de Oliveira

O Botafogo começou mais ofensivo nos primeiros instantes – a 1m30s teve uma falta perto do gol, mas a bola se chocou contra a barreira –, porém o Santos logo retomou a ofensiva. A 7m48s Gabriel deu bom passe para Geuvânio, livre. Ricardo Oliveira interceptou a bola e a arbitragem marcou impedimento, mas a câmera lenta mostrou que não havia irregularidade.

Aos 8m36s Lucas Lima recebeu de Victor Ferraz e chutou por cima. Aos 19 minutos Cicinho penetrou pela meia direita e foi calçado perto da risca da grande área. A falta foi cobrada na barreira.

Aos 22m15s Lucas Lima recebeu passe do goleiro Vanderlei, penetrou em diagonal da direita para o meio e acertou um chute forte, mas para fora.

Aos 24m33 Ricardo Oliveira marcou o segundo gol do Santos, aproveitando passe perfeito de Lucas Lima pela meia direita e batendo forte e rasteiro na saída do goleiro.

Aos 27m30s saiu Geuvânio e entrou Elano. Desta vez foi mantida a estrutura de marcação no meio-campo e Elano pôde jogar sem tanta responsabilidade de marcação e se deslocar para receber a bola pela meia-direita, onde se sai melhor. Aos 35 minutos saiu Gabriel e entrou Thiago Ribeiro e aos 37m30s saiu Valencia e entrou Lucas Otávio.

Aos 46m20s, no gol mais bonito da noite, Cicinho fez boa jogada pela direita e sofreu falta, que foi cobrada para trás. Lucas Lima foi à linha de fundo e cruzou para trás, Lucas Otávio tocou para a área e Ricardo Oliveira só tocou para fazer 3 a 0 e definir a partida.

Deu para perceber que os jogadores se empenharam. Mesmo sem fazer um jogo bonito, o Santos queria vencer, e venceu. Fiquei com uma dúvida: será que um time com jogadores conscientes e motivados, que sabem o que fazer em campo, precisa mesmo de técnico?

Atuações

Vanderlei – Apesar de levar um cartão bobo por retardar o tiro de meta, fez algumas boas defesas, saiu bem nas bolas altas e soube repor a bola. 7.

Cicinho – Falhou duas vezes ao tentar antecipar o corte, mas cortou alguns cruzamentos na área e apoiou melhor o ataque. 5 (Devido a manifestações de leitores do blog julgando 5 pouco, aumento a nota para 6).

Gustavo Henrique – Discreto, foi bem nas bolas altas, não brincou na marcação e se apresentou bem nas coberturas. 6.

Wesley – Quase deu um gol para o adversário, mas em compensação fez um belo gol de cabeça e no mais se mostrou firme, formando boa dupla com Gustavo Henrique. 6.

Victor Ferraz – Novamente quebrou bem o galho pela lateral-esquerda. 6.

Valencia – Tecnicamente limitado, é o tipo do volante trombador. 5.

Renato – Sua experiência acalma o setor. Não comprometeu e ainda fez bons passes. 6.

Lucas Lima – O craque do time. Deu assistências para os dois primeiros gols, participou do terceiro, criou boas chances e segurou a bola o quanto quis. Melhor jogador em campo. 8.

Geuvânio – Não criou tanto, mas lutou e ajudou na marcação. Tem um potencial enorme, mas precisa saber o que fazer com ele. 5.

Ricardo Oliveira – Mexeu-se bem, fez dois gols e deu o passe, de cabeça, para o primeiro. Pela sua melhor atuação no Santos, merece 8.

Gabriel – Fiquei com uma dúvida: os músculos estão tirando sua habilidade? Em algumas vezes correu mais do que a bola, em outras tropeçou nela. Teve a chance de ir pra dentro do adversário em uma jogada mano a mano e preferiu tocar, perdendo a bola. Não pode fazer beicinho se levar umas duras. 4.

Para os que entraram no final da partida não dá para dar nota, mas deu para ver que Lucas Otávio pode ser uma opção mais inteligente para a posição de volante. Elano se esforçou, mas está fora de forma. Thiago Ribeiro mal pegou na bola.

Marcelo Fernandes – Não inventou. Armou o time como Enderson Moreira vinha fazendo, com três atacantes. Os jogadores correram por ele. Substituiu bem e na conta certa. 7.

Botafogo 0 x 3 Santos
Domingo, 09/03/2014, 18h30, estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto
Público: 7.328 pagantes. Renda: R$ 270.430,00.
Botafogo: Renan Rocha; Roniery (Henrique), Eli Sabia, Bruno Costa e Dênis; André Rocha, Gimenez, Rodrigo Andrade e André Santos (Zé Roberto); Giancarlo e Wesley (Diogo Campos). Técnico: Mazola Júnior.
Santos: Vanderlei, Cicinho, Werley, Gustavo Henrique e Victor Ferraz; Valencia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Elano), Ricardo Oliveira e Gabriel (Thiago Ribeiro). Técnico: Marcelo Fernandes.
Gols: Werley, aos 22 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira aos 24 e aos 46 do segundo.
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo.
Cartões Amarelos: Gimenez, Wesley e Dênis (Botafogo); Vanderlei e Valencia (Santos).
O Santos volta a jogar quarta-feira, às 22 horas, contra o Palmeiras na Vila Belmiro. O Botafogo jogará na mesma quarta-feira, mas às 19h30, fora de casa, contra o Capivariano.

E você, o que achou de Botafogo 0 x 3 Santos?


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