Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Sérgio Soares

Um belo passo: Santos 2, Atlético-PR 0

Como se esperava, o Santos teve muitas dificuldades para furar a defesa do Atlético-PR no primeiro tempo. A saída de Danilo, com problemas musculares, e a entrada de Alex Sandro, congestionou o ataque santista pela esquerda, deixando o time desequilibrado.

No meio, Alan Patrick tentou, mas, bem marcado, não conseguia repetir a boa atuação contra o Fluminense. Neymar e Zé Eduardo se movimentavam bem, mas o goleiro reserva do Atlético, João Carlos, estava firme.

Pela direita, Pará não conseguia nada muito produtivo quando atacava e ainda cedia espaço para as avançadas de Paulinho, o lateral-esquerdo do Atlético. O time do Paraná só tinha essa opção de ataque, além das faltas cobradas por Paulo Baier e as tentativas de Branquinho.

Gol veio do Norte

No segundo tempo o Santos voltou mais ofensivo e, impulsionado pela torcida, passou a encurralar o Atlético. Mas o gol só saiu quando Pará foi substituído por Maranhão e este, em sua primeira jogada, recebeu passe de Neymar e acertou um belo chute que ainda bateu na trave antes de ganhar o fundo do gol.

Pouco depois, Neymar correu muito, dominou uma bola quase perdida, driblou Paulinho e sofreu pênalti, convertido por Zé Eduardo.

Quando parecia que o Santos poderia até ampliar a vantagem, Martelotte optou por uma formação menos ofensiva e tirou Alan Patrick para a entrada de Breitner.

O jogo se tornou mais equilibrado no final, com algumas possibilidades de gol para o time visitante, mas, quando preciso, Rafael apareceu bem.

Aos 40 minutos o Santos viveu um momento delicado: Neymar tinha levado uma pancada que machucou seu joelho e saiu de campo de maca. No mesmo momento Vinícius está sendo atendido depois de cabecear uma bola chutada com violência.

Com a vitória o Santos ultrapassou Atlético-PR, Botafogo e Internacional e pulou da sétima para a quarta posição no Brasileiro, com 45 pontos, sete a menos do que o líder Fluminense. O detalhe, porém, é que o Santos tem um jogo a menos, o que poderá diminuir a diferença para quatro pontos.

No meio da semana, o Inter

Na próxima quarta-feira, ainda na Vila Belmiro, o Santos fará o jogo que lhe falta, contra o Internacional. Uma vitória e o Alvinegro Praiano terá mais nove rodadas para alcançar a liderança do campeonato e conquistar a tríplice coroa.

Bem, mas agora eu e os leitores deste blog queremos é ouvir a sua análise do jogo. O Santos foi bem? Que jogadores se destacaram? Alguém decepcionou?


Uma vitória logo mais e Santos subirá 3 posições

Às 18h30m deste sábado, na Vila Belmiro, o Santos entra em campo contra o Atlético Paranaense em busca de uma vitória que pode fazer com que salte da sétima para a quarta posição no Brasileiro. E jogará com a mesma equipe que venceu o líder Fluminense por 3 a 0, enquanto o adversário, que não marcou nas últimas três partidas, terá muitos desfalques.

O Santos tem 42 pontos, enquanto o Atlético tem 43 e ocupa a quinta posição. Uma vitória redobraria nos santistas a esperança de lutar pelo título, mesmo porque têm um jogo a menos, que será disputado contra o Internacional (na quarta colocação, com 44 pontos) na próxima quarta-feira, também na Vila Belmiro.

Felizmente o técnico Marcelo Martelotte não poderá inventar desta vez. Mesmo que quisesse, não teria como, pois Marcel e Marquinhos continuam em tratamento médico. Assim, Zé Eduardo, que marcou os três gols contra o Fluminense, voltará a fazer dupla de ataque com Neymar, e o garoto Alan Patrick será mantido no meio-campo, ao lado de Danilo, Arouca e Roberto Brum.

Na defesa, o torcedor santista poderá ver de perto o zagueiro Vinicius, que substituiu Edu Dracena no Engenhão e se saiu muito bem. O experiente Léo será mantido na lateral-esquerda e Alex Sandro poderá entrar novamente na segunda etapa, explorando sua velocidade para chegar à linha de fundo.

Furacão com problemas

A saída do técnico Paulo César Carpeggiani diminuiu um pouco o ímpeto do Atlético Paranaense, mas o time, agora dirigido por Sérgio Soares, continua sendo um dos melhores do campeonato. Hoje o Atlético não poderá contar com o santista Maikon Leite, mas terá a volta do meia Branquinho, que está recuperado de dores musculares.

Outros desfalques serão Deivid e Bruno Mineiro, machucados; Neto, goleiro que está com a Seleção Brasileira, e Guerrón, na Seleção do Equador. Com isso, a dupla de ataque do time paranaense hablará espanhol, pois será formada pelo paraguaio Ivan Gonzalez e o argentino Federico Nieto.

Santos é favorito, mas…

Poder repetir o mesmo time que goleou o Fluminense no Engenhão, jogar em seu campo, diante de sua torcida, e contra um adversário com desfalques importantes, fazem do Santos o favorito natural para a esta partida, mas há um detalhe que não pode ser esquecido: quando joga no contra-ataque o Santos é um, mas quando tem de furar a retranca adversária, é outro.

Se vier para catimbar, enervar os jogadores santistas e jogar, como se diz, apenas “nos erros” do Alvinegro Praiano, o Atlético pode tornar o jogo amarrado e nervoso, o que exigirá muito controle emocional dos jogadores santistas e paciência dos torcedores.

Torcida tem de prestigiar

A vitória sobre o Fluminense e a derrota do Corinthians colocou o Santos novamente na briga pelo título. Basta jogar cada partida com confiança e determinação que deverá se aproximar muito dos líderes nas próximas rodadas. O sucesso, porém, também dependerá do apoio da torcida.

A média de público do Santos em jogos na Vila Belmiro continua sendo uma das mais baixas da Série A do Brasileiro. Hoje, porém, é dia do santista lotar o Urbano Caldeira para empurrar o time. Caso isso não aconteça, a diretoria terá de rever a distribuição de partidas entre Santos e São Paulo.

Ficha técnica

Santos: Rafael, Pará, Vinícius Simon, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Roberto Brum e Alan Patrick; Zé Eduardo e Neymar. Técnico: Marcelo Martelotte (interino).

Atlético/PR: João Carlos; Elder Granja, Rhodolfo, Manoel e Paulinho; Chico, Olberdan, Paulo Baier e Branquinho, Ivan Gonzalez e Nieto. Técnico: Sérgio Soares.

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ). Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ).

Agora reveja esta goleada sobre o Atlético Paranaense no Brasileiro de 2008

E você, acha que o Santos vencerá bem, ou a retranca do adversário tornará o jogo dramático? Quanto ao público, será que a Vila ficará lotada desta vez?


Técnico? Fico entre Carlos Bianchi e Sérgio Soares


Bianchi, quatro Libertadores no currículo

Muitos têm me perguntado sobre um novo nome para técnico do Santos. Até agora não sugeri nenhum porque acho que dependerá do feeling de quem for contratar. O nome pode ser perfeito, mas se o escolhido não tiver aquele brilho no olhar de quem quer ser campeão, então nada feito.

Para ser curto e grosso, eu digo que se a opção da diretoria for para um jovem promissor, eu ficaria com Sérgio Soares, paulistano, 43 anos, que até agora não treinou nenhuma equipe de ponta, mas mostrou uma vocação ofensiva muito interessante – e que combina com o DNA do Santos – ao dirigir o Santo André no Campeonato Paulista.

Mas se a idéia é trazer alguém com currículo e nome indiscutíveis, já pensando na Libertadores, eu iria atrás do argentino Carlos Bianchi, portenho de 61 anos, batizado de Mister Libertadores, pois já ganhou quatro vezes a competição, além de ter conquistado mais sete títulos argentinos, dois mundiais e uma Copa Interamericana. Foi eleito por cinco anos o melhor treinador da América do Sul e duas vezes o melhor do mundo.

Bianchi, um meia clássico, que chegou a fazer 14 jogos pela Seleção Argentina e marcar sete gols, jogava de cabeça erguida e batia muito bem na bola, com estilo que pode ser comparado ao de Paulo Henrique Ganso. É um técnico que certamente saberá valorizar e extrair o máximo de efetividade do futebol vistoso dos Meninos da Vila.

No momento, ele é o manager do Boca Juniors, mas já disse que gostaria de trabalhar como técnico no Brasil e tem um respeito especial pela história do Santos, que era uma lenda na América do Sul quando ele, com apenas 18 anos incompletos, começou a carreira profissional no Vélez Sársfield.

Enfim, se é para trazer um técnico que entenda do espírito da Libertadores e saiba armar times para conquistá-la, eu conversaria com Carlos Bianchi. Se o homem estiver disposto, se quiser realizar no Santos mais um sonho de sua invejável carreira, é o nome certo. Mas se a idéia é o bom, barato e promissor, Sérgio Soares é a melhor opção.

Sérgio Soares, vocação ofensiva que combina com o Santos

E você, quem acha que deva ser convidado para técnico do Santos?


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