A entortada de Robinho:

As defesas de Vladimir:

Melhores momentos do jogo:

Show de Fotos: Ricardo Oliveira deixou sua marca em outro clássico; Robinho foi para um lado, enquanto o marcador ia para o outro, e Vladimir cresceu na hora certa. Teve gente que lembrou de Rodolfo Rodrigues. Aprecie as fotos de Ricardo Saibun, do Santos FC:

Ricardo Oliveira

Robinho e Ricardo Oliveira

Ricardo Oliveira e Robinho

Robinho

Vladimir

No primeiro tempo, não fosse uma falha de Valencia na marcação de um escanteio, o jogo teria terminado 0 a 0. No segundo, porém, a vantagem do time de Itaquera foi pulverizada logo aos 12 minutos, em uma grande jogada do ataque do Santos, em que a bola correu de pé em pé e sobrou para Chiquinho cruzar na cabeça de Ricardo Oliveira. Golaço!

O Santos continuou melhor e teve chances para virar a partida. Ricardo Oliveira e David Braz por centímetros não fizeram o gol da virada. Mesmo contra o bom adversário, o técnico que alguns dizem ser o melhor do mundo, a torcida badalada (que ficou caladinha) e a arbitragem sempre pendente para o outro lado, o Santos provou mais uma vez que, não fossem os imbróglios fora de campo, não teria por que temer pelo seu futuro. Enquanto políticos, marqueteiros, lobistas e diretores de tevê não puderem entrar em campo, jamais o Glorioso Alvinegro Praiano morrerá na véspera.

No final, o árbitro inventou uma falta contra o Santos fora da área e fingiu não ver as agressões do temperamental Sheik, mas mesmo assim foi o Santos quem esteve mais perto do segundo gol. Como se esperava, Tite jogou para ganhar de 1 a 0. É muito pouco para um técnico que pretende assumir a Seleção Brasileira.

Marcelo Fernandes armou bem o Santos, com Chiquinho na lateral-esquerda e Elano no meio, e também substituiu Elano por Geuvânio na hora certa. Temi quando Chiquinho saiu, mas Cicinho não teve tempo de comprometer. No finalzinho Robinho saiu para a entrada de Gabriel.

O interessante é que o jogo terminou com Emerson Sheik pisando propositalmente na perna de Renato, em lance claro para cartão vermelho na hora. Pouco antes o mesmo Sheik tinha feito falta dura em Geuvânio e grudado seu rosto no rosto do jogador do Santos. Talvez quisesse dar um selinho, vai saber. Pois bem. O corintiano terminou a partida apenas com um amarelo, provocou um amarelo em Geuvânio, que ficará fora da próxima partida do Santos, e o repórter do Premiere que o entrevistou ainda lhe perguntou sobre a violência do Santos. A mesma pergunta foi feita a Elias. Ora, que parcialidade detestável… Onde o Premiere cata esses repórteres? Em Itaquera?

Mas, pensando bem, até dá para entender esse anti-jornalismo. E o medo de prejudicar a imagem do time do patrão? porque o certo ali, quando o Sheik falou que era muito ético, mas que também podia apelar quando apelavam contra ele, o certo era o repórter perguntar: “Foi por isso que você pisou na perna do Renato?”. É claro que o jogador não ia gostar e o repórter teria de segurar a bronca. Mas para ser um bom repórter é preciso ter culhão. Ou então vá cobrir desfile de moda.

Mas essa postura não nos estranha. O óbvio era passar este jogo para a capital paulista, mas a Globo preferiu transmitir o jogo do Botafogo de Ribeirão Preto contra o tricolor paulistano. Vai entender porque dar menos audiência é melhor do que dar mais. Na hora que se prevê uma grande exposição para o Santos, a emissora carioca apronta alguma. Por atitudes assim é que a liga nacional de clubes é cada vez mais urgente.

De pé em pé, um dos gols mais bonitos do ano
Neste filme da SantosTV dá para ver bem toda a jogada que resultou no golaço de Ricardo Oliveira. A bola vem da esquerda para a direita, de pé em pé, passa por Geuvânio, Vitor Ferraz, Lucas Lima, Robinho (que mesmo sem olhar dá um tempo para a chegada de Chiquinho), Chiquinho (que cruza de primeira) e Ricardo Oliveira, que cabeceia no contra-pé de Cássio. Imagine, agora, só por um momento, se fosse o contrário, e esse gol tivesse sido feito pelo adversário. Muitos “especialistas”, que não entendem patavina de futebol, estariam dizendo aos quatro ventos que o Brasil tinha um time semelhante ao Barcelona, e que Tite era um gênio. mas não dirão isso, claro, porque quem fez o gol foi o Santos e o seu técnico é o interino Marcelo Fernandes. Precisam ver o que é real e não criar fantasias. Veja:

Atuações dos Santistas
Vladimir – Não teve culpa no gol. A bola foi cruzada fora da área pequena. No mais, fez ótimas defesas. 8,5.
Victor Ferraz – Sempre participativo. É simples, mas eficiente. 6.
David Braz – Discreto, mas sério e regular. 7.
Wesley – O mesmo que David Braz – 7.
Chiquinho – Estava bem e deu belo passe para o gol de Ricardo Oliveira. 7.
Valencia – Marcou mais ou menos bem, mas falhou no gol do adversário. Era só dar um passo para trás e pular na bola. 5.
Renato – O veterano mostrou como se joga na marcação sem dar pontapé. 7.
Lucas Lima – No segundo tempo encontrou o seu espaço e armou as jogadas de ataque do Santos. 7.
Elano – Sua melhor partida desde que voltou ao Santos. 6.
Ricardo Oliveira – Marcou presença na área e fez um belo gol. 8.
Robinho – Mesmo muito marcado, ganhou várias jogadas e infernizou a defesa itaquerense. 8.

Marcelo Fernandes – Enfrentou o time completo daquele que chamam de melhor equipe de futebol do Brasil, contra um dos melhores técnicos do mundo, no campo do adversário, e só não saiu com a vitória por acaso. Não que Fernandes seja um gênio. A vrdade é que nenhum técnico brasileiro é tudo isso que dizem. 7.

Dos que entraram, Geuvânio teve mais tempo e foi bem pela direita. Teve calma e sangue frio para não dar um selinho em Sheik, que quase chegou a encostar os lábios nos seus. 7. Cicinho jogou pouco e ainda levou cartão amarelo. 3. Gabriel fica sem nota.

Renato sobrou no meio de campo. No final, caído, foi pisado por Sheik. O árbitro, ao lado da jogada, fingiu que não viu. Quando perceberam a viola em cacos, alguns defensores do alvinegro de Itaquera quiseram tumultuar. Esta foto de Ricardo Saibun mostra bem a categoria de Renato:
Renato

Mas Renato ainda teve sorte. Em 2011 o mesmo Sheik pisou com os dois pés no peito e no rosto de Daniel, jogador do Avaí. Veja:

Corinthians 1 x Santos 1
Itaquerão, 05/04/2015, 16 horas
Público pagante: 32.199 pessoas.
Renda: R$ 1.833.746,90.
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo, auxiliado por Marcelo Carvalho van Gasse e Anderson J. de Moraes Coelho, todos de São Paulo.
Cartões Amarelos: Fagner e Sheik (COR); Valencia, Victor Ferraz, Geuvânio e Cicinho (SAN).
Gols: Felipe, 39’/1ºT (1-0); Ricardo Oliveira, 14’/2ºT (1-1)
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf, Elias, Renato Augusto (Petros, 38’/2ºT), Jadson e Emerson Sheik; Guerrero (Vagner Love, 35’/2ºT). Técnico: Tite.
Santos: Vladimir; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho (Cicinho, 27’/2ºT); Valencia, Renato, Elano (Geuvânio, 11’/2ºT) e Lucas Lima; Robinho (Gabriel, 47’/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.
Gols: Felipe, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Ricardo Oliveira aos 14 do segundo.
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo, auxiliado por Marcelo Carvalho van Gasse e Anderson J. de Moraes Coelho, todos de São Paulo.
Cartões Amarelos: Fagner e Sheik (COR); Valencia, Victor Ferraz, Geuvânio e Cicinho (SAN).

E você, o que achou do empate do Santos no Itaquerão?