Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Contratar Silas é um bom passo. Para o rebaixamento…

Os rumores da contratação de Silas para técnico do Santos me fizeram lembrar uma piada. O time português ia de mal a pior, quando finalmente venceu uma partida. Entrevistado após o magro triunfo, o eufórico zagueiro exclamou: “Estávamos à beira do precipício, pá, mas hoje demos um passo à frente”.

Só o fato de cogitar Silas para comandar o Alvinegro Praiano já mostra o pouco conhecimento que a direção do Santos tem do futebol e, menos ainda, da alma do torcedor santista. Cigano da profissão, Silas já passou por seis times desde 2010 e em todos foi demitido antes de encerrar o contrato, sem fazer ou deixar nenhum trabalho relevante.

Outro agravante é que quado treinava o Grêmio, em 2010, deu entrevistas desabonadoras contra o Santos, tornando-se antipático aos santistas. Na melhor das hipóteses eu diria que sua permanência na Vila Belmiro duraria 60 dias, o suficiente para afundar de vez o time na tabela de classificação.

Tem algumas coisas no futebol que os teóricos do esporte precisam aprender: se os torcedores rejeitam e os jogadores não aceitam a liderança de um técnico, então ele não terá vida longa no clube. E mesmo que os jogadores aceitem, o seu destino será selado pelos humores da arquibancada. Silas, como Bill, é o tipo da contratação natimorta.

O óbvio é Claudinei com reforços. Ou Ney Franco

Será que Felipe Faro, Nei Pandolfo, Pedro Nunes da Conceição, Odílio Rodrigues, Luís Álvaro Ribeiro, ou quem mais decide pelo futebol do clube, já fizeram a óbvia reunião com Claudinei Oliveira para saber quais as posições carentes do time? Sim, porque esta é a primeira atitude de uma diretoria que não quer usar um técnico interino como boi de piranha.

Ouçam o torcedor santista, senhores, e perceberão que no momento ele quer a permanência de Claudinei Oliveira, mas também pede reforços para a equipe. Um time ideal tem quase metade de jogadores jovens, mas também precisa de alguns experientes e ao menos dois consagrados. Não dá para esperar que um bando de garotos resolva o problema de todo mundo.

Agora, se querem um técnico mais experiente, aconselho que fiquem por perto quando Ney Franco deixar o São Paulo, o que deve ocorrer em breve, pois no mesmo momento em que a torcida do tricolor gritava o nome de Muricy Ramalho, indignada pela derrota para o Goiás, o próprio Muricy, ao lado de amigos, admitiu que deverá voltar para o Morumbi. Ney Franco ficará desempregado e, pelo caráter, pelo conhecimento do futebol e pelo tato para trabalhar com jovens, creio que cairia como uma luva no Santos – desde, é claro, que não cobre salário muito alto.

Bom profissional, mas ainda sem um título importante, Franco poderia repetir o sucesso de Leão com os Meninos da Vila. Mas ele precisará de uma diretoria de futebol forte, pois não é de tomar decisões drásticas – e às vezes elas precisam ser tomadas.

Bem, mas me coloco no lugar dos gestores do futebol do Santos e reconheço que deve ser mesmo bem incômodo receber altos salários para planejar e administrar o futebol de um dos times mais importantes do mundo e perceber que o torcedor comum enxerga mais futebol do que eles todos e seus altos salários. Será que o jeito é substituir todos pelo Carlinhos da Padaria?

E você, prefere Silas, Claudinei Oliveira ou Ney Franco?


Desfalcado, Santos terá de confiar na juventude contra o Flamengo, no areal do Maracanã

O Santos nunca jogou tão desfalcado este ano como o fará logo mais, às 16 horas, sobre a areia do Maracanã. Sem Neymar, suspenso, o time enfrentará o Flamengo, atual campeão brasileiro, que estréia o ex-santista Deivid.

Se comparado ao time que venceu a Copa do Brasil, o Santos está bem diferente, pois Robinho, Wesley, André, Paulo Henrique Ganso e Neymar não jogarão – ou seja, os responsáveis pela magia que encantou o país no primeiro semestre, estão fora da partida de hoje.

O jovem Alan Patrick, requisitado pela Seleção Brasileira sub-19, também não jogará. Com isso, o jogo será mais uma ótima oportunidade para alguns jogadores se firmarem recuperarem o seu lugar no time, casos de Zezinho, Keirrison, Marquinhos e Madson.

Dorival Junior deverá escalar o time com Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Marquinhos e Zezinho (Madson); Zé Eduardo e Keirrison (Marcel). Espero que opte por Zé Eduardo e arme um time baseado na velocidade, única forma de vencer hoje.

Silas, o falador técnico do Flamengo que até agora não venceu no time carioca, provavelmente colocará em campo uma equipe com Lomba; Leonardo Moura, Welinton (David), Ronaldo Angelim e Juan; Corrêa, Willians, Renato Abreu e Petkovic; Diogo (Diego Maurício) e Deivid.

A arbitragem será de Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS), auxiliado por Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Tiago Gomes Brigido (CE).

Flamengo tem mais experiência, mas Santos é mais rápido

Uma qualidade que o Flamengo sempre teve ao jogar diante de sua torcida foi o jogo ofensivo, rápido, envolvente, em que se destacavam os alas Leonardo Moura pela direita e Juan pela esquerda.

Hoje ambos jogam, mas o Flamengo não é mais o mesmo. O fôlego de Petkovic, o cérebro do time, está cada vez mais curto. Bem marcado, o sérvio pouco faz. Corrêa e Renato Abreu ainda não se firmaram na equipe e Deivid estreará sem ao menos cumprir um período de adaptação.

A melhor arma ofensiva do rubro-negro carioca parece ser o recém-contratado Diogo, ex-Portuguesa de Desportos (aliás, é um fenômeno como um time tão endividado consegue fazer tantas contratações).

Ao Santos, como já disse, resta a possibilidade de imprimir um ritmo forte ao jogo, o que deverá desgastar boa parte dos jogadores do Flamengo – alguns veteranos e outros ainda fora de forma. Até porque o gramado, cheio de buracos, foi coberto com areia, o que torna o jogo mais amarrado e cansa mais os jogadores.

Juventude e ousadia deram a primeira vitória ao Santos no Maracanã

Como se sabe, o Maracanã foi construído para a Copa do Mundo de 1950. E a primeira vez que o Santos jogou no estádio, pelo Rio-São Paulo de 1952, ocorreu em 3 de fevereiro daquele ano, quando perdeu para o Botafogo por 2 a 1. O Santos jogou aquela partida com Manga, Hélvio e Olavo; Nenê, Formiga e Pascoal; Alemãozinho (depois 109), Antoninho, Nicácio, Odair e Tite. Pascoal fez o gol santista, o primeiro de muitos e antológicos gols que o Santos faria no maior estádio do mundo.

A primeira vitória do Santos no Maracanã foi um gesto de ousadia. O técnico interino Luis Alonso Peres, o Lula, assumia a equipe depois de quatro derrotas consecutivas sob o comando do italiano Giuseppe Ottina (América, 1 a 2; Fluminense, 1 a 2; Palmeiras, 3 a 4 e São Paulo, 1 a 2).

O adversário daquele 5 de junho de 1954 era o temido Botafogo de Garrincha, mas Lula, adepto do jogo ofensivo, escalou o time com Manga, Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Joel, Walter, Álvaro, Vasconcelos (depois Hugo) e Tite. E assim, com cinco no ataque, entre eles o garoto Álvaro, o Santos venceu por 3 a 2, com dois gols de Tite e um de Joel, contra gols de Dino e Garrincha para o alvinegro carioca.

Na partida seguinte veio uma derrota contra a Portuguesa (0 a 3), mas nos três últimos jogos do torneio a equipe voltou a vencer, goleando o Flamengo por 4 a 0, batendo o Vasco no Maracanã por 1 a 0 (gol de Tite) e, em um Pacaembu lotado, acabando com uma série de seis vitórias consecutivas do Corinthians, vencendo-o por 2 a 0 (os dois de Vasconcelos). Assim, Lula, que logo de início mostrou personalidade e alguma sorte, assegurou o cargo onde permaneceria por 13 anos ininterruptos e colecionaria a maior quantidade de títulos de um técnico na mesma equipe.

Contei esta história – e peço que você, santista, a guarde com carinho – porque ela pode ser inspiradora. Foi jogando ofensivamente contra o melhor time do Rio de Janeiro à época, que o Santos conseguiu sua primeira vitória no Maracanã. Não digo que ele deva partir desordenadamente pra cima do Flamengo, hoje, mas uma coisa é certa: se jogar recuado, no ritmo do adversário, dificilmente evitará a derrota.

Como este desfalcado Santos deve jogar contra o Flamengo para se manter na luta pela tríplice coroa? Fechado no meio campo, ou com três atacantes?

— Reveja agora dois momentos felizes do Santos contra o Flamengo, no Maracanã —


Rafael Nadal, o humilde campeão de Wimbledon, exemplo para muito jogador e ex-jogador de futebol

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Imagens do jogo mais difícil de Rafael Nadal em sua caminhada para o título de Wimbledom: a vitória nas quartas de final sobre o sueco Robin Soderling (seu adversário na recente final de Roland Garros) por 3/6, 6/3, 7/6 e 6/1.

Com a vitória sobre o tcheco Tomas Berdich, neste domingo, por 6/3, 7/5 e 6/4, o espanhol Rafael Nadal não só ganhou seu segundo torneio de Wimbledon, como repetiu a proeza de 2008 – quando conquistou Roland Garros e Wimbledon na sequência – e se firmou na primeira posição do ranking mundial. Aos 24 anos recém-completados (3 de junho), será que o espanhol ainda poderá ter mais títulos de Grand Slam do que o suíço Roger Federer, que angariou a marca incrível de 16 troféus de simples?

Não duvido mais nada deste espanhol extremamente focado, raçudo e corajoso, que conheci há cinco anos no Brasil Open, na Costa do Sauipe, quando ganhou o torneio e começou a mostrar o seu talento. Tinha uma cara tão de adolescente que me atrevi a perguntar se ainda era virgem. Ele sorriu, tímido, baixou a cabeça e a balançou, para dizer que não.

Um ano mais novo que Thiago, meu filho – que foi um bom jogador de tênis e ajudou seu colégio a ser campeão estadual da Virginia, nos Estados Unidos – Nadal despertou em mim sentimentos paternos. Gostei dele, do seu jeito franco, simples, do seu destemor diante de adversários mais experientes e de repertório variado. Desde então, passei a torcer por ele.

Sei, é claro, que Roger Federer também é um bom cara e tem um talento incomparável. Faz tudo certo numa quadra, sabe tudo de tênis, como diria meu amigo Dácio Campos, comentarista do Sportv. Mas, quando se tem simpatia por alguém, não tem jeito. Sou Nadal, sempre.

Seu jogo não é só baseado na força dos golpes e das pernas, nem só no grande efeito topspin que coloca na bola. Ele tem uma concentração absurda. Se o outro fraqueja um instante – o que é inevitável em longas partidas –, o tourinho está lá para tirar proveito dessas bobeadas e abrir uma frente que depois e´muito difícil tirar.

Nadal também é inteligente e sabe fazer da fraqueza, força. Seu contra-ataque é fantástico. Veja que no math point de hoje ele bateu uma bola curta, aparentemente defeituosa, mas com ela chamou Berdich á rede para depois acertar uma passada incrível.

Um detalhe é que ele é canhoto, mas também tem facilidade com a mão direita, já que escreve com ela. Enfim, Nadal tem quase a versatilidade de um ambidestro e esse controle dos dois lados, aliado à sua velocidade de pernas e de raciocínio, além do físico invejável, o tornam o tenista mais difícil de ser batido, hoje mais ainda do que Federer.

Humilde e determinado

O que mais gosto de Nadal, entretanto, é sua postura diante da fama e da fortuna. Aos 24 anos ele já ganhou, só em prêmios, 33 milhões de dólares. Se somadas as verbas de publicidade e patrocínio, passa dos 100 milhões. No entanto, continua dando 100% em cada partida, como um gladiador.

Enquanto simples mortais de classe média estão nas tribunas, como imperadores romanos, apreciando o espetáculo com um copo de refrigerante na mão, Nadal está se esfolando na quadra, correndo, aguentando a pressão, como um operário. E depois, mesmo que vença de forma incontestável, como hoje, nunca se ouvirá dele frases arrogantes ou de auto-elogio, o que se tornou muito comum nestes últimos dias, na África do Sul.

Nadal já conseguiu mais no tênis do que muito jogador de futebol em toda a carreira (e mesmo depois dela). No entanto, dele nunca se ouvirá coisas do tipo “eu sou o melhor”, “sou melhor do que Pelé”, ou o corriqueiro “eu sou foda”, que os artilheiros costumam dizer quando marcam gols, mesmo quando toda a jogada foi feita por um colega.

Nadal ainda continua dizendo que Federer é o melhor jogador do mundo. E se há alguém que poderia contestar isso, é o próprio garoto espanhol, que vence a maior parte dos jogos que faz contra o suíço. Como tem quatro anos a menos do que Federer, se continuar jogando tão bem como este ano, Nadal poderá se aproximar muito das marcas do adversário e, quem sabe, até superá-lo em número de títulos de Grand Slam.

No entanto, mesmo que consiga, estou certo de que Nadal nunca dirá que foi um jogador melhor do que seu grande rival, ou, muito menos, de que jogou mais bonito. Ele sabe que joga para vencer, é confiante e abnegado, mas está consciente de que não pratica nenhum tênis-arte.

Se o espírito de Nadal prevalecesse também no futebol, sabe o que o técnico Silas diria depois de levar um chocolate do Santos na Vila Belmiro, com o seu bom, eficiente, mas nada artístico Grêmio? Algo como: “Perdemos de um adversário superior, que além de objetivo, joga mais bonito que a gente. Conseguimos superá-los em Porto Alegre, mas aqui fomos dominados e me dou por feliz de meu time não ter sido goleado”.

Seria muito mais bonito do que perder e ainda sair dizendo que seu time é melhor, como se o mundo estivesse errado, e ele, Silas, certo. Pegou muito mal essa falta de desportividade do técnico gremista. Nadal, ao contrário, é capaz de vencer e ainda elogiar o adversário. Palmas pra ele!


Felipe, caia na real, garoto!

Estranhei quando, no programa do Jô Soares, o goleiro Felipe disse e repetiu que só os atacantes do Santos eram valorizados e os da defesa, como ele, não. Ali não era lugar para falar tal coisa. Ali e em nenhum lugar, porque ele não tinha razão na queixa…

Se o Santos se tornou a sensação do futebol brasileiro neste primeiro semestre, isto se deve aos jogadores do meio-campo para a frente. A defesa esteve longe de seguir o mesmo padrão de técnica e eficiência, e o goleiro Felipe, então, ficou bem aquém do que se espera de um goleiro do Santos.

Fez algumas boas defesas? Sim, não resta dúvida. Mas falhou em muitos gols – principalmente largando bolas no pé do adversário –, repôs mal a bola, saiu mal da meta e, o pior, não passou a tão necessária sensação de segurança aos companheiros de defesa e à torcida.

Então, após mais de uma dezena de jogos em que o time levou gols em todos eles, Felipe foi substituído. Normalíssimo. Seu pai se rebelou, ele deve ter se rebelado acintosamente e como conseqüência nem vai para o banco contra o Vasco, amanhã.

Um sinal de maturidade é reconhecer as próprias falhas, e parece que Felipe ainda não adquiriu esse estágio. Um outro é acatar as determinações dos superiores, e isso ele também não aprendeu.

Falta comando a Dorival Junior ou falta caráter aos seus comandados?

Há algo na aparentemente dócil personalidade de Dorival Junior que faz com que não seja respeitado como se deve pelos atletas. Talvez seja bonzinho demais e quando quer impor a autoridade, não é obedecido.

Maquiavel já escreveu, em “O Príncipe”, que os líderes tiranos são tratados como deuses ns raras vezes em que se mostram magnânimos, enquanto os bonzinhos são decapitados quando tentam ser um pouco mais duros. Este, acredito, é o caso de Dorival.

Considero-o um ótimo técnico, que ao menos consegue tirar o máximo de cada jogador. Pode não ser um gênio estrategista, mas o certo é que foi campeão paulista superando Mano Menezes e Ricardo Gomes e, na Copa Libertadores, também passou por Vanderley Luxemburgo e Silas.

Sempre ouvi que o difícil de ser o técnico de um time profissional não é entender de futebol, pois isso todos entendem muito (até nós entendemos um pouquinho, não é mesmo, leitor?), mas lidar com os jogadores é que é a questão – pois poucos deles têm cultura e caráter suficientes para entender as necessidades de um trabalho em conjunto.

“Jogadores de futebol só pensam neles, são egoístas e malandros”, repete um amigo jornalista que cobre o dia a dia de um grande clube paulista. Não sei se podemos generalizar. O que sei é que o ser humano tem mesmo a tendência de pensar primeiro em si mesmo e só depois nos outros.

Um time só faz aquilo que o seu técnico permite, um jogador só desenvolve seu potencial se o técnico não atrapalha. Então, se o mérito de Dorival é fazer pouco e deixar os jogadores à vontade, que continue assim, pois tem dado certo. Será que é tão difícil entender raciocínio tão básico?

Mas se surge a indisciplina e o técnico não sabe lidar com situações hostis, então a diretoria deveria vir em seu auxílio. Jogadores jovens são impulsivos e às vezes grosseiros e mal-educados. Se agir com rigor, um técnico consegue manter a ordem, mas ao mesmo tempo pode desfalcar o próprio time, com suspensões e até dispensas.

A última coisa que o Santos quer, hoje, é perder o concurso de suas estrelas por bobagens extra-campo. Se Dorival, sozinho, não está conseguindo conter a onda de estrelismo e rebeldia dos Meninos, então que o presidente em pessoa explique para os garotos a diferença entre ser um craque de verdade – dentro e fora do campo – e ser apenas alguém que tem alguma habilidade com uma bola de futebol.

Felipe e qualquer outro jogador do Santos que se rebele contra a autoridade do técnico, deve entender que o maior obstáculo para suas carreiras não é Dorival Junior. Ao contrário. Dorival é alguém que confiou neles e lhes proporcionou a liberdade para mostrar seu talento. O maior obstáculo é se acomodar, é deixar de jogar com a alegria e a determinação que os fizeram sair do anonimato.


Pretensioso, sem identidade e digno de pena. Assim pode ser descrito o Grêmio nos dias de hoje. – Texto de Gustavo Kosha

Pretensioso por se acharem muito mais do que realmente são. Após ganharem do Santos em seu estádio com uma virada em poucos minutos começaram a falar muita besteira. Esqueceram que não foram eles que venceram o jogo e sim o Santos que perdeu em algumas falhas e em momentos de desatenção. Deram sorte de vir à Vila com uma pequena vantagem.
Pretensioso também foi o seu técnico, Silas, que nunca ganhou nada no futebol a não ser campeonatos de pouca expressão como o catarinense e o gaúcho. A Comparação da Vila Belmiro com o Alfredo Jaconi, com todo respeito ao Juventude, só pode ser feita por alguém que realmente ainda tem muito o que aprender no futebol. Isso sem falar nas declarações do presidente gremista, uma figura caricata que está mais para humorista em final de carreira do Zorra Total do que para dirigente de futebol.

Sem identidade por ainda não terem se conscientizado que não são argentinos, são brasileiros, iguais a todos os outros times brasileiros. Sua torcida não é uma “hincha”, é simplesmente uma torcida, igual a todas as outras torcidas brasileiras. É difícil enfrentá-los, ainda mais no Olímpico, mas não é impossível eliminá-los, e isso não sou eu que estou falando, são os números. Em 57 jogos, temos 28 vitórias contra 17 deles e mais 12 empates. Contra fatos não há argumentos. Somos melhores em toda a história.

Assim sendo só posso chegar a conclusão que o time do Grêmio hoje é digno de pena por viver uma ilusão. Se auto denomina “o imortal” mas contraditoriamente tem como grande jogo um duelo contra o Naútico pela série B, depois de ter sucumbido a série A daquele ano. O imortal nasceu morto.

E para aqueles que ainda continuam falando, aprendam que na Vila os milagres acontecem. Ali os craques são revelados para o mundo, os placares são revertidos e os imortais são enterrados.

Gustavo Kosha, publicitário, sócio e torcedor do Santos Futebol Clube.


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