Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Strongest

Classificação heroica

Com um jogador a menos desde os 22 minutos do primeiro tempo, quando Bruno Henrique foi expulso em um lance normal; prejudicado pela arbitragem argentina; sentindo os efeitos da altitude, que tiraram Ricardo Oliveira do jogo antes mesmo do início da partida; pressionado pelo Strongest na maior parte do tempo, o Santos conseguiu um heroico empate por 1 a 1, em La Paz, depois de terminar o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, e obteve a classificação antecipada para as oitavas de final da Copa Libertadores. Agora falta enfrentar o Sporting Crystal, na Vila Belmiro, mas o jogo servirá só para definí-lo como primeiro lugar no grupo.

Logo no começo da partida o árbitro argentino Dario Herrera fez vistas grossas a uma entrada violenta em Lucas Lima, mas depois não perdeu a oportunidade de expulsar Bruno Henrique aos 22 minutos, depois de dar-lhe dois cartões amarelos. Para piorar as coisas, o Santos sofreu um gol no finalzinho do primeiro tempo. Parecia impossível, até aquele momento, conseguir ao menos um empate, o que classificaria o Santos e o manteria como único time brasileiro invicto na competição.

Na segunda etapa, porém, apesar das seguidas chances desperdiçadas pelo time boliviano, o Santos se mostrou mais disposto e em um contra-ataque comandado magistralmente por Lucas Lima, a bola foi passada a Vitor Bueno, apagado até então, que penetrou pelo meio e empurrou para as redes. Antes do final do jogo o time da casa ainda perdeu um pênalti, cometido por Vanderlei.

Os destaques santistas foram Victor Ferraz, Cleber, Lucas Veríssimo, Copete e Lucas Lima (Vitor Bueno também merece elogios pelo gol, claro). Leandro Donizete foi um dos mais erráticos, assim como Léo Cittadini, que o substituiu no final.

E você, ficou mais esperançoso agora?

Agora ouça o precioso comentário de Gustavo Roman:

Camisa é uma coisa, torcida é outra
Não só a TV Globo e as outras emissoras de televisão, mas a mídia esportiva brasileira em geral decidiu, há algum tempo, que quantidade de torcedores é que tornam um time uma boa atração. Esse equívoco derrubou a meritocracia e implantou o populismo no nosso futebol. Nessa quarta-feira vimos como essa regra não se aplica e chega a ser prejudicial. Enquanto o Santos, o time de camisa mais pesada no futebol nacional, garantia, heroicamente, sua presença na próxima fase da Copa Libertadores, o bajulado rubro-negro carioca caia fora, fazendo companhia ao alvinegro e ao tricolor paulistano, que nem se classificaram para a competição. Mais uma vez a tevê, a imprensa, terão de se concentrar no time que faz história.

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Agora, uma homenagem do músico Lucas Silva ao Santos e aos amigos do blog:


Strongest 2, Santos 1. Crônica de uma derrota anunciada

O que quase todos os santistas previam aconteceu: o técnico Muricy Ramalho escalou os medalhões fora de forma, o time se arrastou em campo, viveu dos arroubos de Ganso e Neymar e acabou tomando a virada do Strongest com um gol no fim. Péssima estreia na Copa Libertadores.

Se os reservas do Santos estão jogando melhor do que os titulares no Campeonato Paulista, o que poderia fazer Muricy acreditar que um time formado por jogadores veteranos voltando de contusão – como Edu Dracena, Durval e Borges -; por outros que não têm jogado nada, como Henrique, Íbson e Elano; por um estreante (Fucile) e um eterno perna de pau (Pará) poderia estrear na Libertadores com uma vitória?

Ou nosso técnico é muito ingênuo, ou está louco para receber a multa rescisória. Pois eu, se fosse o presidente, não demitiria o Muricy, já que isso arrasaria com os cofres do clube (aliás, fiquei sabendo que seu salário não é 700, mas 900 mil reais. Se for verdade, nem me digam, pois meu coração não resistirá).

Ao invés de demiti-lo, o rebaixaria a assistente do Tata ou de qualquer um que jamais escale o Pará. Não colocar Felipe Anderson ao lado de Ganso e não tentar Anderson Carvalho ao lado de Arouca é insistir demais nos mesmos que estão afundando o time. Dizem que os salários de Íbson, Elano e Henrique somam 1,2 milhão de reais. Se for isso, nem me digam, pois meu fígado não suportaria.

Insistir com Pará, com o perdão da palavra, é assinar um atestado de burrice com firma reconhecida em papel dourado. No penúltimo post, pegando até um pouco pesado, repeti três vezes: “Pará num dá! Pará num dá! Pará num dá!”. Foi escalado e deu no que deu. Mais dois gols na sua conta.

Está certo que contratar Juan para a Libertadores e não saber que o jogador está suspenso, foi o cúmulo da desorganização. Não é só Muricy que precisa calçar as sandálias da humildade no Santos. Parece que a goleada para o Barcelona deixou meio mundo zonzo por lá.

Enfim, há quanto tempo o Santos não mostra um futebol de campeão? Será que já não deu para perceber que desse mato chamado Íbson, Elano, Henrique, Dracena, Durval, Pará e Maranhão não sai mais coelho? O bonde passou em Yokohama e só a diretoria do Santos não viu.

Ainda dá tempo de corrigir, mas é preciso uma qualidade que tem passado muito longe da Vila Belmiro de uns tempos para cá: a HUMILDADE. Reconheçam que as contratações foram mal feitas, que tem jogador ganhando muitíssimo para jogar pouquíssimo.

Posso errar e aliás torço para errar, mas meu feeling diz que se Muricy continuar escalando esse time que jogou hoje – com Edu Dracena, Durval, Íbson, Elano, Henrique e Pará – o Santos não passará nem pela fase de grupos da Libertadores.

Por que essa zaga é titular?

O Santos está parecendo a Seleção Brasileira na Copa de 1966. Como tinha ganhado as duas anteriores, manteve os veteranos e acabou dando vexame. Eu pergunto: onde está escrito que Edu Dracena e Durval devem ser os titulares absolutos? Por que devem voltar de contusão e já assumir o lugar de Bruno Rodrigo e Vinícius Simon? Os “reservas” ao menos têm mais vitalidade, mais garra.

Os dois gols que o Santos sofreu foram ridículos. O primeiro passou por todo o miolo da defesa, pelo chão. Cadê os dois zagueiraços? De Pará eu nem vou perguntar, pois ele nunca está onde se precisa dele.

E o segundo foi uma tremenda piada. O jogo terminando, último lance da partida e o Santos toma gol de escanteio, com um jogador livre no chamado segundo pau. Cadê a experiência do capitão Dracena para orientar a defesa? Nem vou dizer de novo que o Pará só ficou olhando, como sempre…

Vou repetir: depois de tomar aquela chacoalhada do Barcelona, o Santos – técnico e diretoria – deveria ter tido coragem de fazer as mudanças óbvias ululantes. Deveriam desfazer-se de bondes de ouro – como Henrique, Íbson, Elano – e trazer jovens mais baratos e com mais apetite para jogar.

Agora, ainda há alguma esperança, mas parece que Muricy Ramalho não quer dar o braço a torcer. Temo que ainda veremos o ranzinza e teimoso técnico morrer abraçado com seus protegidos.

E você, o que achou de Strongest 2, Santos 1?


Hoje o campeão da América joga contra o Strongest, a altitude, a Globo…

Com as voltas de Borges, Edu Dracena e Durval, o Santos, atual campeão da América, estreia na Copa Libertadores 2012 enfrentando diversos adversários: o mais temido é a altitude de La Paz. A 3.660 metros o ar pode faltar aos pulmões e o adversário – o Strongest – se tornará perigosíssimo, apesar de sua limitação técnica.

Outro adversário do Santos é a tevê brasileira, materializada na Globo, que detém os direitos de transmissão em seu canal aberto e por discutíveis critérios escolherá transmitir o jogo do alvinegro da capital na Venezuela. Outro posto da emissora com repórter ao vivo será na Argentina, onde o Flamengo enfrentará o Lanús.

Como sempre, e como já está acostumado, o Santos enfrentará tudo e todos em sua estreia na Libertadores. A própria construção da chave, pela Conmebol, colocando todos os jogos do alvinegro da capital no horário nobre das quartas-feiras, mostra a influência da Globo na Confederação Sul-americana. Há um conluio descarado para favorecer um time.

Obviamente, se vivêssemos em uma sociedade baseada na ética e no mérito esportivo, o jogo do campeão e do ídolo Neymar estaria em todos os lares brasileiros. Mas a tevê brasileira é tão ética quanto nossos políticos. Resta ao santista acreditar no talento de seus jogadores e no senso de justiça dos deuses do futebol, que não costumam permitir a vitória da sacanagem.

Muricy usará cinto e suspensórios

Diazem que o homem indeciso, além de usar o cinto, usa suspensórios. Pois o técnico Muricy Ramalho é o típico. Escalará os três titulares que voltam de contusão – Dracena, Durval e Borges -, o recém-contratado lateral-direito Fucile, o estreante lateral-esquerdo Juan, manterá o criticado volante Henrique e colocará Íbson no lugar de Elano.

Não há nenhuma ousadia na escalação de Muricy, como já se esperava. O time jogará com apenas dois atacantes, que viverão das tenattivas de passe de Paulo Henrique Ganso. É óbvio ululante que Felipe Anderson substituiria Íbson com a vantagem do passe e do chute, e que o garoto Anderson Carvalho teria, no mínimo, o mesmo rendimento de Henrique.

Mas Muricy quer tentar ganhar outra Copa Libertadores com vitórias magras e corações a sair pela boca. Paciência. Muitos clubes dariam a alma para ganhar uma única LIbertadores assim. Que venham os três pontos, do jeito que for. No Brasil esse Strongest será time para ser goleado, mas no alto de sua montanha, nerece respeito.

Times prováveis

THE STRONGEST: Vaca; Parada, Ojeda, Méndez e Torrico; Soliz, Chumacero, Lima e Cristaldo; Pablo Escobar e Melgar (Sebastian González). Técnico: Mauricio Soria.

SANTOS: Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique, Arouca, Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitragem: Carlos Vera, auxiliado por Christian Lescano e Luis Alvarado, todos do Equador.

Retrospecto de Santos x Strongest

Por Wesley Miranda

Santos e The Strongest se enfrentaram apenas em dois amistosos. O primeiro no dia 26/06/1955. O Santos, ainda sem Pelé, goleou o time boliviano por 4 a 0 jogando em Lima no Peru. O segundo, quase 16 anos depois, agora com o já consagrado rei do futebol, terminou 2 a 0. Apesar do gol de Pelé, a decepçã, foi o grande número de substituições no Santos, que sentia a altitude de 3.660 metros de La Paz. E o não tão jovem Pelé (30 anos) foi substituído e atribuiu também o cansaço à maratona de 35 jogos em menos de 5 meses.

Estreias em Libertadores
Esta 12ª estreia santista em Libertadores, será a 5ª em solo boliviano. A primeira contra o Deportivo Municipal, em 1962, aconteceu no estádio Hernando Siles em La Paz, mesmo palco da partida de hoje, com vitória santista por 4 a 3, gols de Lima, Mengálvio, Pagão e Tite.

Quarenta e dois anos depois, o Santos enfrentou o Jorge Wilstermann, e ganhou por 3 a 2, com 2 de Basílio e 1 de Alex. Na estreia de 2005, também no estádio Hernando Siles, o Santos conheceu a primeira derrota para um time boliviano em sua história: Bolívar 4 a 3, com 2 de Deivid e 1 de Robinho. Em 2007, o Santos estreou contra o Blooming na Pré-Libertadores, vitória por 1 a 0 com gol do lateral Pedro.

Retrospecto contra Bolivianos
Foram 16 jogos na história, incluindo a seleção de Cochabamba em 1971 e a seleção Boliviana em 1991, com larga vantagem santista, 14 vitórias contra 2 derrotas. O Peixe marcou 61 gols e sofreu apenas 19.

Uma pintura em La Paz
Apenas 3 dias depois de derrotar a seleção de Cochabamba por 3 a 2, o Santos entrou para jogar com o Bolívar em La Paz no estádio Hernando Síles, e vencer por 4 a 0, com 2 gols de Pelé, sendo 1 um dos mas bonitos de sua carreira. Depois dessa apresentação de gala, o Santos teve que voltar a Bolívia quatro meses depois, e foi anunciado como “El Mayor Espectaculo Del Mundo”.

Veja o gol antológico do REI

Artilheiro do confronto
São dois os artilheiros máximos do confronto: Del Vecchio e Vasconcelos. Del Vecchio é o 17º maior goleador da história do Santos, com 105 gols.
O mineiro Vasconcelos chegou ao Santos em 1953, e foi o grande goleador do time em 1953 e 1954, com 25 gols por ano. Apesar de polêmico e boêmio, era o grande craque do time e o camisa 10 até se contundir gravemente fraturando sua perna em uma entrada do até então são-paulino Mauro Ramos. Em seu lugar, um novo camisa 10 foi lançado por Lula, o menino Pelé. Vasconcelos é o 15º goleador da história do Santos com 111 gols.

Matéria da Veja sobre ganhos do Santos é falsa

Como já dissemos nos comentários do blog, a matéria publicada pela revista Veja sobre os ganhos do Santos com a tevê em 2011 é falsa. Ou incompleta, o que dá no mesmo. Na verdade, o Alvinegro Praiano foi o décimo-segundo em ganhos só no pay per view. Mas, no valor fixo, que é o mais importante, continuou entre os seis maiores do Brasil.

Como em 2011 o Santos chegou às finais do Paulista e da Copa Libertadores – na qual foi o único time brasileiro a partir das quartas-de-finais -, ele teve mais jogos transmitidos pela tevê aberta e por assinatura. Assim, obviamente, o número total de pay per views ficou abaixo dos outros grandes. Porém, o Santos foi o time de futebol mais assistido no País no ano passado.

E você, o que espera de Santos x Strongest?


E agora, Muricy? Quem é titular e quem é reserva?

A boa vitória de ontem, sobre o Linense – por indiscutíveis 4 a 1 – deixou no santista dúvidas atrozes: esses jogadores são mesmo os reservas, ou, ao menos muitos deles, devem ser guindados a titulares?

Eu diria que na zaga tanto faz Vinícius Simon e Bruno Rodrigo como Edu Dracena ou Durval. Aliás, por estarem sem o chamado ritmo de jogo, eu não escalaria Dracena e Durval no início da partida contra o Strongest, da Bolívia. Dupla de zagueiros depende de entrosamento.

Nas laterais, Crystian e Paulo Henrique são melhores de que Pará e Maranhão e, no meio, Anderson Carvalho e Felipe Anderson estão sendo mais eficientes do que Íbson, Elano ou Henrique.

No ataque, se Borges estiver recuperado, tem de jogar ao lado de Neymar. Mas, se o número nove continuar machucado, Alan Kardec ou mesmo Dimba, devem ter uma chance.

Assim, se eu fosse o técnico do Santos, o time que escalaria para estrear na Libertadores, em busca do inédito quatro título sul-americano, teria Rafael ou Aranha no gol (sinceramente, é uma posição em que tanto faz um ou outro); Fucile ou Crystian na lateral-direita (só não pode é inventar o Pará ou o Maranhão); Bruno Rodrigo e Vinícius Simon na zaga (seria um erro escalar Dracena ou Durval) e Léo ou Paulo Henrique na lateral esquerda (novamente Pará e Maranhão não servem).

No meio, sem Adriano, machucado, eu escalaria, de olhos fechados, Anderson Carvalho, Arouca, Felipe Anderson e Paulo Henrique Ganso. Tanto Elano, como Íbson e Henrique são jogadores que podem ter nome e ganhar altos salários, mas NÃO ESTÃO JOGANDO NADA. Só mesmo um técnico medroso, conservador ao extremo, continuaria mantendo um dos três no time. Mas Muricy pode manter, eu sei.

No ataque, não dá para fugir de Borges e Neymar. E se Borges não puder, que entre Alan kardec. E se este estiver mal, Dimba tem entrado bem, principalmente quando joga caído pela direita. Acho até que dá para escalar um time mais ofensivo, com três no meio campo e três no ataque.

Enfim, o jogo de ontem mostrou que nem todos que Muricy considera reservas são piores do que os titulares. Resta saber se o técnico terá coragem de escalar os melhores, sem levar em conta a fama.

E para você, qual o time do Santos para as Libertadores?


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