Blog do Odir Cunha

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Tag: Suíça

Leonardo saliti sul tetto (Leonardo subiu no telhado)


Não, não é o “v” da vitória, mas os 2 a 0 que a Inter sofreu do Parma, na última partida.

Pois é. O brasileiro Leonardo, técnico da Internazionale de Milão e mentor do Ganso, já está com o bum-bum arrebitado, pronto para levar um tiro de meta.

Depois de perder para o Parma por 2 a 0 e ficar a oito pontos da liderança do Campeonato Italiano, com apenas cinco rodadas para o final, Leonardo está sendo apontado pela imprensa como o maior responsável pela crise da Inter e, dizem, o clube já fez oferta para o português Mourinho, que deixaria o Real Madrid e voltaria para o clube italiano.

Um sinal de que Mourinho pode voltar para a Inter na próxima temporada é que ele já fez a pré-matrícula de seus filhos no American International School, em Lugano, Suíça, a apenas uma hora de carro de Appiano Gentile, onde fica a Inter, em Milão.

Leonardo, que tirou do time os brasileiros Maicon e Thiago Motta, também tem deixado o ídolo Snejder no banco de reservas, para desespero dos torcedores. Além de eliminado vergonhosamente da Liga dos Campeões pelo discreto Schalke 04, a Inter perdeu jogos seguidos pelo Campeonato Italiano.

Se for mesmo demitido, que time você aconselha ao técnico Leonardo?


Um telefonema de Joseph Blatter para Ricardo Teixeira


“Quer dizer que o Pelé nunca foi campeão brasileiro?” (Blatter, ventriloquando, para Teixeira)

O telefone toca na sede da CBF. Joseph Blatter, presidente da Fifa, pede para falar com Ricardo Teixeira.

Olá presidente, o que manda?

Hello Ricardo. Quero saber como anda esse processo de unificação dos títulos brasileiros. Tem muita gente ligando e enviando e-mails pra nós sobre esse assunto. Você poderia me explicar, por favor?

É que alguns clubes querem que os títulos brasileiros sejam unificados a partir de 1959, presidente.

Por que a partir de 1959, Ricardo?

Por que é o ano da primeira Taça Brasil, que definiu o representante brasileiro para a Copa Libertadores da América de 1960. Querem que a CBF ratifique como campeões brasileiros os vencedores da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, período de 1959 a 1970.

I know, I know… A Libertadores que se chamava Copa dos Campeões da América, pois só reunia times campeões de capa país, right? I Know. E os vencedores da Taça Brasil representavam o país na Libertadores, Ricardo?

Sim, presidente, representavam.

Bem, então eram os campeões de cada ano, pois na época a Libertadores só aceitava um representante de cada país, right?

Mas é isso que se está analisando, presidente…

A Taça Brasil era uma competição oficial, Ricardo?

Sim, presidente, mas era da CBD.

Eu sei, Ricardo. E a CBD era presidida pelo grande João Havelange, seu ex-sogro. Você já deve ter falado com ele sobre isso, não?

Ãhãhãhãh…

E o que o Havelange fala sobre essas competições, Ricardo? Ele não diz que eram oficiais e definiam o campeão brasileiro?

Sim, presidente, mas…

E a sua CBF não foi criada a partir da CBD, Ricardo?

Sim, presidente…

E a CBF, que foi criada só em 1979, não colocou no seu currículo todos os títulos conquistados pela Seleção Brasileira nos tempos da CBD, e por isso você se diz presidente da entidade que tem a única seleção pentacampeã do mundo, Ricardo?

Sim, presidente…

E se você incorporou ao currículo da CBF os títulos da Seleção Brasileira dos tempos da CBD, por que não homologou essa Taça Brasil e esse Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Ricardo?

Sinto que há alguma oposição de outros clubes, presidente.

Que clubes são esses?

Clubes que não foram campeões nem da Taça Brasil e nem do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, presidente.

Oh my God. No seu país clube perdedor pode anular o campeonato, Ricardo? Não acha que assim o futebol seria uma bagunça maior do que já é?

É que eles alegam que… que…

O que eles alegam, Ricardo?

Alegam que, por exemplo, alguns campeões da Taça Brasil só jogaram quatro vezes.

É esse o motivo maior para se anular a competição, Ricardo?

Errr… é, acho que é, presidente…

Então você quer dizer que o meu Mundial da Fifa deve ser anulado, só porque o campeão só faz dois jogos, Ricardo?

Bem… não quis dizer isso, presidente…

E os times que jogavam nessa Taça Brasil e nesse Torneio Roberto Gomes Pedrosa, eram expressivos, tinham algum jogador da Seleção Brasileira, Ricardo?

Todos…

Como assim, todos, Ricardo?

Todos, titulares e reservas da Seleção Brasileira jogavam nesses times, presidente…

Diga o nome de alguns jogadores, para ver se me lembro…

Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Clodoaldo, Zito, Mauro Ramos de Oliveira, Garrincha, Nilton Santos, Vavá, Gylmar dos Santos Neves, Didi, Tostão, Rivelino, Gérson, Ademir da Guia, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Paulo Cesar Caju…

Stop, stop, stop Ricardo!!! Quer dizer que Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Carlos Alberto, Jairzinho, Zito, Clodoaldo e todos esses jogadores que fizeram do futebol do seu país conhecido e respeitado no mundo inteiro, jogaram essas competições oficiais e você ainda não as homologou, Ricardo. Por que?

Nosso departamento técnico está estudando, presidente…

Seu departamento técnico está estudando competições realizadas há 50 anos e que reuniram as melhores gerações de jogadores que o seu país já teve, Ricardo?

Ãhãhãhãh…

Ricardo, daqui a quatro anos teremos uma Copa do Mundo aí. O mundo olha o Brasil como o berço do futebol arte, da beleza e da magia do esporte. E olha assim não por você, Ricardo, nem por nenhum dirigente, mas por causa desses jogadores que foram campeões e estão sendo ignorados, desprezados pela sua CBF, Ricardo.

……………….

Sabe em que ano a Itália teve o seu primeiro campeão?

??????????

Em 1896, Ricardo, há 114 anos. E para ser campeão, a Udine fez só dois jogos e ambos no mesmo dia. Mas não importa, Ricardo, era o que podia ser feito. E está nos anais do futebol italiano, com muito orgulho. Vocês têm um futebol tão rico, por que desprezar essa história, Ricardo?

………………

Vamos tentar fazer uma grande Copa do Mundo aí, Ricardo. Um evento pra cima, alegre, que reverencie o futebol arte. Para isso, Ricardo, preciso ter ao nosso lado os maiores campeões que o seu país já teve. Entendeu, Ricardo? Do you understand, my friend?

Sim, sim, presidente…

E o telefone de Zurique foi desligado.


Como se esperava, o Brasil jogou melhor

Quando pulou da Fórmula-3 inglesa para a Fórmula-1, Ayrton Senna me disse que quanto mais rápido o carro, melhor pilotava. Claro que fiquei surpreso, e ele explicou: “Quanto mais veloz, mais se parece com o kart, pois as reações também têm de ser mais rápidas”.

Naquele momento, início de 1982, eu – que acompanhava sua carreira desde os tempos em que corria no Kartódromo de Interlagos – fiquei com a certeza de que nada impediria o seu sucesso na rapidíssima Fórmula-1. A Seleção Brasileira de futebol reage da mesma forma: quanto mais forte o adversário, melhor ela joga.

Mesmo sem fazer uma partida primorosa, o Brasil venceu a perigosa Costa do Marfim por 3 a 1 e poderia fazer mais. Kaká melhorou, Robinho apresentou-se mais para o jogo, Elano continuou discreto e decisivo, o meio-campo marcou melhor e na defesa Lúcio e Juan foram firmes como sempre.

Por que o Brasil melhora contra os mais fortes? Elementar. Quais os pontos fortes do time? A defesa e o contra-ataque, certo?

E quais os pontos fracos? A falta de criatividade no meio-campo e a falta de mais jogadores habilidosos no ataque, certo?

Contra uma equipe que só se defende, a defesa brasileira se torna supérflua, o meio-campo não consegue armar as jogadas ofensivas e os únicos atacantes habilidosos – Robinho e Kaká – dão de cara com a parece formada pelos adversários.

O jogo fica restrito a jogadas de bola parada, que também é um recurso usual contra o Brasil. Ou seja, times que se fecham contra o Brasil geralmente conseguem nivelar o jogo por baixo.

Mas se um time também ataca o Brasil, como a Costa do Marfim, é ele que se vê diante da boa defesa brasileira – que geralmente rouba a bola e a entrega para Kaká, Robinho, Elano ou Maicon, que iniciam o contra-ataque. Então, abrem-se os espaços para a velocidade e a habilidade brasileiras.

Por isso é que este time do Dunga pode ter dificuldades contra uma Coreia do Norte, mas pode vencer com folga a Costa do Marfim – como poderá vencer Portugal, Espanha, Alemanha, Argentina e quem tiver pela frente.

O que pode dar nesta segunda-feira

Portugal x Coreia do Norte – 8h30m
Quase todo mundo está achando que Portugal ganhará com facilidade. Partem do pressuposto que a Coreia do Norte é fraquíssima e só perdeu de pouco do Brasil na estreia porque o Brasil jogou muito mal.
Parece que muitos não querem ver as lições que esta Copa tem escancarado à nossa frente. As defesas estão mais eficientes e um time que corre tanto como a Coreia do Norte pode perder, é claro, mas não será goleado por uma equipe tão pouco criativa como Portugal, que basicamente depende dos lampejos de genialidade de Cristiano Ronaldo.
Outro detalhe é que os norte-coreanos estarão motivados, pois mesmo com um empate manterão suas possibilidades de classificação para a última rodada, quando enfrentarão a Costa do Marfim. Assim, mesmo não sendo favoritos, não me surpreenderia se os orientais segurassem o empate.

Chile x Suíça – 11h30m
Quem vencer dará um passo quase definitivo para a classificação, pois pulará para seis pontos em dois jogos. A Suíça defendeu-se super bem no seu primeiro jogo e por isso surpreendeu a Espanha. Se jogar com o mesmo empenho defensivo, dificilmente perderá dos sul-americanos. Porém, depois de vencer os badalados espanhóis, é provável que desta vez os suíços se atirem um pouco mais ao ataque – naquele que poderá ser um erro fatal. Mesmo sem jogadores tão festejados como o da Espanha, o Chile tem uma equipe forte e experiente, que saberá tirar proveito da empolgação suíça. Mas não dá para cravar outra coisa neste jogo a não ser o empate.

Espanha x Honduras – 15h30m
Se este fosse seu jogo inaugural na Copa, provavelmente a Espanha teria um favoritismo absurdo. Porém, depois de estrear perdendo da Suíça, há quem duvide da força da Fúria. É óbvio que os espanhóis são os mais cotados para alcançar a vitória, mas não se pode descartar a hipótese de um jogo complicado, pois Honduras perdeu só de 1 a 0 do Chile e caso consiga ao menos um empate agora, brigará pela vaga na última rodada, contra a Suíça.

E você, o que acha que acontecerá hoje?


Suíça, um elogio à defesa

Há quem veja no futebol apenas os dribles, os lançamentos, as tabelinhas e os gols – ou seja, só o ataque. Aprendi, desde os tempos de adolescente, lá no campo do Diamante, na Cidade Dutra, a valorizar também a defesa. Sair do campo esfolado, sujo, com o rosto cheio de grama, mas com a alegria de ter resistido ao inimigo e conservado a vitória é uma sensação inesquecível. Acredito que assim os suíços se sentiram hoje ao fazer valer sua tradição e resistir bravamente à armada espanhola, considerada por muitos, mais uma vez, como a favorita para vencer esta Copa.

Um dos problemas que tenho detectado na cobertura jornalística desta Copa é que há muitos comentaristas jovens, que acompanham o futebol há pouco tempo e estão convictos de que basta saber o que ocorre no momento. O futebol vai além disso. Para se entender bem uma seleção é preciso conhecer a história do país, de seu povo e seu futebol. Há povos cuja cultura está voltada para o ataque, enquanto outros adoram se defender.

Os suíços são, no futebol, o maior exemplo disso. Tanto é que a designação consagrada de defesa cerrada, quase impenetrável, é “ferrolho suíço”, angariada depois de anos e anos de ótima atuação defensiva.

Um dos momentos de glória desse sistema tático, aliás, aconteceu no nosso Pacaembu, na Copa de 1950. Naquela tarde de 28 de junho os suíços pararam o Brasil diante de 42 mil espectadores. Alfredo marcou para a seleção Brasileira aos 3 minutos, Patton empatou aos 17, Cbaltazar, o cabecinha de ouro, desempatou aos 43 do primeiro tempo e o mesmo Patton voltou a empatar aos 43 minutos do segundo tempo. Sim, 2 a 2, em um jogo no qual o Brasil saiu sob vaias e fez Nélson Rodrigues escrever que os paulistas nãoe ram patriotas.

Em 50 a Suíça não se classificou em seu grupo, pois ficou atrás de Brasil e Iugoslávia, mas é um país com história nas Copas. Chegou às quartas-de-final em 1934, 38 e 54. Já eliminou equipes de peso, como a Alemanha em 1938 e a Itália em 1954.

Não é à toa, e esse dado parece que foi ignorado pela maioria dos analistas, que a Suíça não sofreu um gol na última Copa, em que empatou com França e Ucrânia em 0 a 0 e venceu Togo e Coreia do Sul por 2 a 0 (os suíços foram eliminados nas oitavas-de-final, pelos ucranianos, na disputa de pênaltis).

Assim como espanhóis são temerários, suíços são precisos

O futebol, repito, exprime a alma do povo. Para se analisar uma partida não basta conhecer os números, as estatísticas. É preciso uma cultura e um feeling que, modéstia à parte, poucos comentaristas têm (tá bom, elogiei-me, isso é feio, mas é a verdade, enxergo coisas que poucos vêem).

Veja a Suíça, um país pequeno, encravado no centro da Europa, o continente mais belicoso da Terra, raiz de centenas de guerras. Um país de apenas 7,6 milhões de habitantes, tão influenciável pelos vizinhos, que fala quatro línguas: alemão, francÊS, italiano e romance (língua latina que só sobrevive lá). Que futuro esta nação teria se tivesse um caráter ofensivo? Ora, já estaria dilapidada, ou teria sumido do mapa.

Então, os suíços, inteligentemente, adotaram uma política defensivista e neutral. Política tão eficiente que não foram invadidos por nenhuma grande potência nas duas Grandes Guerras, mesmo estando no olho do furacão. Aprenderam a defender cada centímetro de seu território com astúcia, mas também com determinação e garra impressionantes.

Por outro lado, veja a Espanha. O que o país lhe lembra? Grandes artistas, -Picasso, Miro… – inconstantes como só eles, e os indefectíveis toureiros. O que é um toureiro? Um homem que desafia a morte pela arte, pela vaidade, pelo sucesso. Sim, a seleção espanhola, que ainda sequer chegou a uma final de Copa do Mundo, acredita tanto nos elogios dos críticos que se preocupa mais com firulas e belezas supérfluas do que com o resultado.

Quem leu os comentários deste blog sabe que cheguei a ironizar esse favoritismo que, repetidamente, críticos novatos dão à Espanha. Faltam não só verdadeiros talentos (esse Fernando Torres, que atuação lastimável), como estrutura tática, maturidade, personalidade, garra e humildade – qualidades que só verdadeiros campeões possuem.

Um esporte é feito de ataque e… defesa

Sim, somos adoradores do ataque, reconheço. Quem torce pelo Santos, por exemplo, tem o ataque no sangue. Mas é ilusão imaginar que um time será campeão apenas atacando. Já cansei de comprovar, nos meus livros e textos, que o grande Santos também se defendia muito bem. Tanto, que nos dois jogos mais importantes contra o segundo melhor ataque do mundo, na época – o do Botafogo de Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo – o Santos marcou nove gols e não sofreu nenhum (5 a 0 na final da Taça Brasil de 1962 e 4 a 0 na semifinal da Libertadores de 1963, ambos no Maracanã).

Só vemos as cestas fantásticas e as enterradas da NBA, mas os especialistas do esporte lembram que a grande qualidade do basquete norte-americano é a defesa. A Seleção dos Estados Unidos pode impedir o adversário de marcar pontos durante várias ataques seguidos. Grandes cestinhas não se importam de se entregar com gosto à marcação e um toco é tão ou mais comemorado do que uma cesta.

Veja, agora, o tênis. Já ouviu falar do sueco Bjorn Borg, o que ganhou Wimbledon cinco vezes seguidas, além de conquistar seis vezes Roland Garros? Pois Borg só ia à rede para cumprimentar o adversário, mas seus tiros do fundo de quadra eram tão precisos, que aquele que resolvesse avançar contra ele invariavelmente se cansava de tomar passadas.

Perceba ainda que nas lutas a maior qualidade dos vencedores não é atacar, mas sim defender-se bem. Na verdade, eles contra-atacam, aproveitando o espaço e o tempo proporcionados pelo avanço do opositor. A mesma defesa também é essencial em esportes coletivos como vôlei, handebol, pólo-aquático… Enfim, não há campeões que não saibam proteger-se das investidas do oponente.

Então, no futebol, é melhor se defender?

Como sei que meus leitores são inteligentes e me farão esta pergunta, já me antecipo na resposta. É evidente que, na maior parte das vezes, a vitória cabe aos times que atacam. Até porque, se atacam, é porque se sentem em maiores condições, e às vezes até obrigados, a buscar a vitória.

Há um componente emocional muito valioso nesse processo, pois o time que joga em seu campo, impulsionado pelos gritos de seus torcedores, quase sempre toma a iniciativa do jogo e consegue mais vitórias do que quando enfrenta o mesmo adversário no campo deste. Curiosamente, o maior fator de vitórias e derrotas, apesar das disparidades técnicas, é o local onde a partida é disputada.

No entanto, times de maior qualidade técnica, que tomam a iniciativa, têm mais chances de vencer. E agora chegamos no cerne da questão. Têm mais chances, diria que de 55 a 70%, mas isso não quer dizer que vencerão. O grande erro dos comentaristas brasileiros é ignorar o percentual de vitória do time que se defende.

Claro que se a Suíça optasse por um jogo aberto contra França, suas possibilidades de triunfo se reduziriam a, digamos, 20%. Dar espaço a jogadores que sabem o que fazer com ele, é o mesmo que dar milho pra bode. A opção pela defesa, que fazem tão bem e à qual se dedicam quase com paixão, foi natural e mais uma vez se revelou vitoriosa.

Agora, creditar esta vitória apenas à capacidade suíça de destruição de jogadas seria tremendamente injusto. Mesmo indo poucas vezes ao ataque, quando o fez os suíços se deram muito bem, pois além do gol criaram outras oportunidades, entre elas uma bola na trave que poderia ter aumentado a aula de humildade sofrida hoje pelos orgulhosos espanhóis.

África do Sul e Uruguai… Agora vamos falar de ataque

O técnico Carlos Alberto Parreira pode não ter sido um defensor do futebol ofensivo, mas burro ele nunca foi. E logo mais, contra o Uruguai, ele sabe que a vitória é imprescindível para aÁfrica do Sul, pois no último jogo do grupo pegará a França.

Quer saber o que acho que vai dar? Acho que a África do Sul vencerá a partida. Marcará o Uruguai na saída de bola, será impulsionada por sua torcida como nunca se viu e, temo, terá alguma ajuda da arbitragem.

Claro que o se o Uruguai se defender bem e mantiver a calma, poderá sair com a vitória, mas desconfio do controle emocional dos nossos vizinhos sul-americanos. Quem conhece bem o Lugano, sabe que por pouco ele pode indo mais cedo pro chuveiro.

Enfim, se tivesse de cravar seco, colocaria África do Sul. E diria que será uma das partidas mais emocionantes da Copa.


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