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Tag: Taça Libertadores

É HOJE – Texto de Marcos Magno

As decisões entre Santos e Grêmio têm sido marcadas por jogos históricos. Aquele 4 a 3 no Olímpico vai ficar na memória dos gremistas e será, quem sabe, inesquecível para os santistas também. Inesquecível sim, se a classificação vier com uma vitória na Vila.
Talvez a sorte esteja do lado do Peixe desta vez. Sorte que faltou naquela vitória em junho de 2007, 3 a 1 e um massacre no final, com direito a uma furada espetacular no voleio, na marca do pênalti, do garoto Moraes aos 43.

Relembrando – Seis de junho de 2007. Semifinal da Libertadores. O Santos jogou no Olímpico  e perdeu por 2 a 0. O primeiro de pênalti cometido pelo atabalhoado Ávalos e o segundo numa falha grotesca do zagueiro Adailton, que não dominou a bola e deixou o Carlos Eduardo livre na cara do Fabio Costa, fechando o placar.  Sem marcar gol fora o Santos precisava, na Vila, de uma vitória igual para decidir em cobranças da marca do pênalti ou por um saldo maior. Mas logo no início do jogo Diego Souza fez um golaço impossível e complicou. Mesmo marcando três o Peixe não avançou.
E as comparações com aquela decisão e a de hoje são muitas: o Santos tinha o grande Zé Roberto e a ex-promessa Renatinho. O Grêmio tinha um elenco tão bom quanto o de agora, com os selecionáveis Lucas, Carlos Eduardo e Diego Souza em sua melhor fase. Tinha um meio de campo técnico, um ataque forte e uma defesa bem disposta; o Santos, como hoje, tinha um maestro, um ataque jovem e leve e uma defesa lenta e “experiente”.

Analisando o retrospecto histórico, por essas e outras é que talvez seja possível prever mais um jogo pra lá de eletrizante hoje e, se a história se repetir, o final será o mesmo: uma vitória simples do Santos. Só falta combinar com o Grêmio…

Por Marcos Magno


Santos enfrenta hoje o Corinthians da Libertadores

Robinho não estará, mas Giovanni fará as honras da casa

Como é de seu feitio, Ricardo Teixeira nem atendeu aos telefonemas do presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira, e Robinho terá mesmo de viajar para Londres antes da partida de amanhã. Uma pena, mas é compreensível. A Seleção, hoje, é prioridade também para o craque santista, que deve uma grande atuação contra a Irlanda para consolidar-se como titular na Copa do Mundo.

O Clássico Alvinegro deverá ser muito difícil e não dá para dizer que o Santos é favorito. A mesma juventude que gera leveza e ofensividade, pode tornar o time instável e inseguro. Sem contar que a equipe ainda está se ajustando. Venceu o São Paulo, mas neste domingo o adversário deverá estar mais prevenido. Os garotos mal poderão respirar, marcados em cima pelo sistema sempre precavido do técnico corintiano, que irá a Santos com todos os seus titulares.

Ué, o Corinthians não deveria poupar seus craques para a Libertadores? Risos. Claro que Mano Menezes, um técnico consciente da fragilidade de sua profissão, não quer correr o risco de tomar uma goleada no Urbano Caldeira e ir para o mesmo caminho de Muricy Ramalho. Assim, o Corinthians que jogará amanhã, em Santos, é o mesmo que estreou na Libertadores, contra o Racing do Uruguai, com todas as suas estrelas.

No papel, somados os currículos de cada jogador, o Corinthians é favorito. Mas no conjunto o Santos tem sido melhor este ano. Sem contar que o clima na Vila Belmiro, mesmo que não esteja lotada, será mais favorável aos Meninos.

Dorival Junior deve colocar o time em campo com Felipe, Roberto Brum, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar e André. Alguém terá de recuar para ajudar o Brum, pois ele tem tido dificuldades na marcação. Creio que será o ponto da defesa no qual o Corinthians forçará mais.

Mano Menezes volta a escalar Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias e Tcheco; Jorge Henrique; Defederico e Ronaldo. Um time experiente, que para alguns corintianos é o favorito para se tornar campeão da Libertadores. Claro que, por isso mesmo, merece todo o respeito. Tem muitos veteranos, mas Elias, Jorge Henrique e Defederico também são tão jovens e ágeis quanto os santistas.

Temo entradas mais duras, desleais mesmo, de Ralf e Roberto Carlos nos jogadores santistas. Principalmente do segundo, que por ser um mau marcador, tenta intimidar o atacante adversário logo na primeira jogada.

A velocidade do meio-campo para a frente e o talento de Paulo Henrique e Neymar podem decidir o jogo para o Santos. Assim como as escapadas de Wesley e Arouca e a rapidez de Madson (que deve entrar no segundo tempo). Sem contar a genialidade de Giovanni, que deverá entrar nos egundo tempo. Mas o Corinthians também tem boas opções ofensivas com Jorge Henrique, as avançadas de Elias, os lançamentos de Tcheco e a presença sempre preocupante de Ronaldo.

Creio que, como a maioria dos jogos entre ambos, haverá gols, mas não descarto a possibilidade de um empate. O detalhe de quem fizer o primeiro gol poderá ser decisivo, pois o time em vantagem imediatamente passará a jogar no contra-ataque e, teoricamente, terá mais espaço para marcar outros.

Alguns detalhes do jogo que Pelé considera “o maior do mundo”

— Até hoje, segundo estudos de Celso Unzelte e meus, Santos e Corinthians jogaram 296 vezes, com 119 vitórias do Corinthians, 94 do Santos e 83 empates. O Corinthians marcou 545 gols e o Santos 463.

— Entretanto, apesar de no retrospecto geral o Corinthians levar boa vantagem, nos últimos 10 anos a vantagem é santista: Em 31 jogos, o Santos venceu 16, perdeu 10 e aconteceram cinco empates.

— Se voltarmos mais no tempo e analisarmos os últimos 20 anos, o Santos continua na frente, pois em 71 jogos o time da Vila Belmiro venceu 28, perdeu 25 e empatou 18.

— Outra curiosidade é que o primeiro tabu, deste clássico de tantas histórias, aconteceu logo no início dos confrontos: o Santos só perdeu o primeiro jogo oficial para o Corinthians no segundo turno do Paulista de 1919, seis anos depois de participar de seu primeiro Campeonato Paulista.

— As maiores goleadas do Santos neste confronto foram: 8 a 3 (04/09/1927), 7 a 1 (08/05/1932) e 7 a 4 (06/12/1964).

— O Corinthians considera a maior goleada sobre o Santos um 11 a 0, ocorrido em 11 de julho de 1920, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Mas a partida, completamente irregular, teve três pênaltis contra o Santos, expulsões de cinco santistas e, em protesto, gols-contra marcados pelos jogadores do Alvinegro Praiano. O saudoso historiador santista De Vaney considera apenas a vitória corintiana, mas não a goleada. Eu concordo com ele.

— Assim, as maiores goleadas corintianas são 7 a 0 (01/06/1941) e 7 a 1 (06/11/2005) – esta última ainda entalada na garganta de todo santista.

— O Corinthians ganhou dois títulos paulistas em finais contra o Santos: em 04/01/1931, na Vila Belmiro, quando venceu por 5 a 2, e no ano passado, quando venceu na Vila (3 a 1) e empatou no Pacaembu (1 a 1). Mas o Santos comemorou mais títulos em cima do rival.

— Em 17/11/1935 o Santos comemorou seu primeiro título estadual em pleno Parque São Jorge, ao vencer por 2 a 0. Em 02/12/1984, no Morumbi, Serginho marcou para acabar com o sonho corintiano de chegar ao tricampeonato paulista, e em 15/12/2002 Robinho deu pedaladas, fez gols, deu passes e até fez chover na vitória, de virada, que garantiu ao Santos o seu sétimo título brasileiro, também no Morumbi.

— Por incrível que pareça, o jogo que me deu mais prazer contra o Corinthians não foi uma goleada, mas um 0 a 0. Era a última rodada do Rio-São Paulo de 1966, e os dois times se enfrentaram em 27/03/1966, um domingo à tarde, no Pacaembu. Há 13 anos o Corinthians não ganhava do Santos, mas poderia ser campeão do torneio se vencesse aquela partida.

O Santos, que jogou sem Pelé, estava sendo remodelado. No Corinthians as estrelas eram Garrincha e Rivelino. Por volta de 30 minutos do primeiro tempo, Zito cometeu pênalti em Garrincha. Mengálvio e Coutinho foram expulsos por reclamação e tudo parecia perdido para os santistas mesmo antes da cobrança da penalidade.

Mas Laércio defendeu o pênalti e o técnico Lula, que fez entrar Lima no lugar de Dorval e Joel no de Edu, conseguiu armar um esquema que segurou o Corinthians até o fim. O empate garantiu quatro equipes empatadas na primeira posição e, por falta de datas, Santos, Corinthians, Vasco e Botafogo foram proclamados campeões daquele Rio-São Paulo.

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